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O cantor e compositor Rony Barbosa lançou um novo single exclusivo para o São João, a música 'Já é São João', promete esquentar os amantes do forró tradicional. A realização do São João foi oficializado pelo Governador Rui Costa na última semana e já gera grandes expectativas entre os músicos locais. "Minha alegria e felicidade em poder voltar a tocar, ensaiar, ouvir de novo as emoções que o forró nos trás, como é bom saber que teremos fogueira acessa, quentão quentinho, milho assado, minha sanfona, zabumba e triângulo no meio do povo, simbora meu povo que tá chegando a hora de começar o forró, vamos dançar!", destacou o artista em entrevista a nossa equipe de reportagem. Confira o vídeo:
 
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Próximo de completar um ano de lançamento do seu disco de estreia, o elogiado Cisco no Olho (“um dos discos mais bonitos de 2021”, segundo o site El Cabong), a cantora e compositora baiana Ana Barroso se prepara para lançar o primeiro trabalho audiovisual do álbum, o videoclipe de “Capitá”.   “A música é um forró, fala sobre chamego (se oiá nos ói já foi! pega a coberta que a gente se embola...); sobre nossas comidas e nosso jeito de fazê-las... (Restou inhame, vagem, aipim, vai virar sop'ra nois comer. "Ja cheirou café...)”, conta a artista. “Capitá”, ganha imagens que dão continuidade à temática da migração dos artistas do interior para as grandes metrópoles na justa tentativa de expansão profissional. O clipe marca a estreia na direção da cineasta Lis Schwabacher, tem direção de fotografia de Pis Santos e elenco de 2 atores (Lucio Tranchesi e Marcos Lopes), 4 atrizes (a própria cantora, Aicha Marques, Dani de Iracema e Mercedes do Pandeiro) e duas crianças, Vicente e Lira (Lira, filha de Ana): “artistas de diversas idades que atualmente residem em Salvador e partilham desse contexto artístico de peleja e beleza, conquistas e frustrações", explica a cantora. No vídeo, uma artista do sertão da Bahia com sua filha, malas e instrumentos espera por um carro clandestino que lhes dá carona na beira da estrada rumo à capital. Nessa viagem, novas histórias são contadas, através de um jogo de personagens que entram e saem deste carro com a dureza e beleza de insistirem sonhadores. Através de uma estética que reflete e emociona, estes migrantes chegam, após muitas peripécias, em uma metrópole que, no entanto, representará a continuidade desse percurso que sempre precisará seguir. O videoclipe é costurado por um aquário que abriga um peixinho e que passa pelas mãos de todos os personagens que participam dessa viagem. Sair do sertão e ir para o mar carrega diversos sentidos que no final do videoclipe sugere a necessidade em amplificar vozes que estão menos visíveis. (Ênfase nas dimensões – um peixe num aquário – peixe no mar – artista no interior – artista na capital – aprofundar ou resolver a ideia).  

ANA BARROSO 

Atriz, cantora e compositora. Iniciou sua carreira como cantora aos 15 anos (2009), quando integrou o Brincando de Cordas, grupo representante do choro no sudoeste baiano, sendo vocalista por dois anos. Natural de Vitória da Conquista (BA), seu contato com a cultura popular se intensificou durante a graduação em Licenciatura em Teatro (2011), quando pode

compor uma série de canções nutridas da estética musical de longa tradição e atentas às questões do seu tempo.

Com fortes raízes musicais e trajetória assentada em referências que passeiam desde as cantoras de rádio até o cancioneiro popular de sua região, Ana é um elo entre o original e a tradição, em suas canções autorais expressa a sinceridade que a vida incorpora na sua e em outras existências.

Em 2017 a cantora protagonizou o Romance-Lítero Musical Favela do renomado autor Elomar Figueira Mello e atualmente reside em Salvador, já tendo participado de relevantes projetos como o musical Sonho de Uma Noite de Verão na Bahia (2019) dirigido por João Falcão.

Hoje, quem acompanha a artista percebe sua versatilidade como atriz, compositora e cantora, passeando por novos caminhos sonoros e poéticos, que constrói gradualmente uma personalidade artística autêntica.

 

Sobre “Cisco no Olho”, primeiro álbum de Ana Barroso

Latino-americana, brasileira, baiana, nascida em Vitória da Conquista e renascida em Jequié, Ana Barroso se prepara para lançar sua arte ao mundo. Amparado pela música brasileira com um elo entre o original e a tradição, o seu álbum autoral “Cisco no Olho” estará em todas as plataformas digitais no dia 7 de maio. Em suas referências, Ana passeia desde as cantoras do rádio até o cancioneiro popular de sua região.

“Cisco no Olho” às vezes revela uma desculpa para disfarçar um choro, uma emoção, um arrebatamento. Ana parte desse esconderijo para, com sua música, sugerir uma busca pela liberdade. "Quero dizer pra gente tirar o cisco e chorar. O choro alivia, reorganiza-se. É preciso ganhar algum tipo de impulso para recomeçar todos os dias", explica.

O impulso que a artista sugere aparece no disco em forma de canções que tanto falam de amor quanto de política, e apresentam uma sonoridade diversa, melancólica e dançante, regional e universal. “Todas as canções do disco, mesmo as mais divertidas, vão tratar sobre algum tipo de cisco. Aquele incômodo insistente, como são os desamores ou esse desgoverno...”, pontua. Para contar essa história, Ana teve a ajuda do produtor musical Sebastian Notini (Seba), que já a acompanhava em apresentações. “Ele já tocava comigo as músicas mais rítmicas, que acessam a cultura de longa tradição nordestina, mas quando ouviu ‘Gotejo’ e ‘Inclusive eu’ (presentes no álbum) abriram um novo olhar. No final decidimos por aquelas que me apresentam de maneira mais abrangente, sem receio de ter que unificar um estilo. Também existiu uma atenção específica às letras das músicas, à dramaturgia do disco”, conta. Quem assume os arranjos do disco é Felipe Guedes, que segundo a cantora e compositora foi o responsável por decifrar o formato sonoro do trabalho, que ainda conta com o violão de Babuca, a flauta de Leandro Tigrão, e o clarone e clarinete de Joana Queiroz. “É um disco que me aproxima de quem ouve e tem a beleza de músicos incríveis tocando. Poderia ter sido gravado em qualquer época porque só utiliza recursos acústicos”, completa. “Cisco no Olho” integra o projeto “Repentina” e estreia através do canal no YouTube, além de todas as plataformas digitais. O álbum conta com nove canções autorais, são elas: Nowhere Woman, Cisco no Olho, Gotejo, Serenata pra meu passarim, Inclusive Eu, Cacto, Vai rodar, Capitá e Cuidar do Olhar. O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.
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“Marcha Militar”, de Franz Schubert, “Chamambo”, de Manuel Artés, e “Berimbau”, de Baden Powell, estão entre as composições que farão parte do repertório do primeiro concerto sinfônico de 2022 da Orquestra Infantojuvenil do Núcleo Territorial NEOJIBA Vitória da Conquista.

O evento acontece nesta próxima quarta-feira, 13, às 18 horas, na Sala de Espetáculos do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (CCCJL). Em conformidade com o decreto estadual vigente sobre a pandemia da COVID-19, será permitida a lotação máxima da capacidade de público do espaço, mediante o uso obrigatório de máscaras e apresentação do cartão de vacina.

A entrada é gratuita e os ingressos serão disponibilizados na bilheteria do Centro de Cultura, duas horas antes da apresentação. O concerto conta com a parceria do CCCJL, da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista (PMVC), e com o apoio da Academia Conquistense de Letras, da Casa da Cultura Carlos Jehovah e do Instituto de Educação Euclides Dantas (IEED).

*Sobre o NEOJIBA*

Criado em 2007, o NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) promove o desenvolvimento e integração social prioritariamente de crianças, adolescentes e jovens em situações de vulnerabilidade, por meio do ensino e da prática musical coletivos. O programa é mantido pelo Governo do Estado da Bahia, vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, e gerido pelo Instituto de Desenvolvimento Social Pela Música. Em quase 15 anos, o NEOJIBA atendeu, direta e indiretamente, mais de 10 mil crianças, adolescentes e jovens entre 6 e 29 anos. Atualmente, o programa beneficia 1970 integrantes diretos em seus 13 núcleos e 4.500 indiretos em ações de apoio a iniciativas musicais parceiras.

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) lançou, nesta sexta-feira (8), o edital para seleção de estagiários de nível médio e superior. O processo será feito pela empresa Connect Estágio. As inscrições serão realizadas de forma gratuita no site da Super Estágios até às 16h do próximo dia 22 de abril. Os documentos exigidos para inscrição são cédula de identidade, CPF e declaração escolar atualizada do período do curso, emitida pela instituição de ensino. Confira aqui o edital completo.

 

As provas serão aplicadas, de forma online, a partir das 10h do dia 28 de abril, com encerramento às 18h do dia 29 deste mês. O resultado preliminar e a ordem de classificação serão divulgados a partir das 17h do dia 5 de maio. O prazo final para pedido de revisão do resultado e classificação se encerrará às 18h do dia 9 de maio. O resultado final será divulgado a partir das 17h do dia 13 de maio.

 

A bolsa estágio para nível superior é de R$900 e, para nível médio, o valor é de R$600. Os selecionados também terão direito a auxílio-transporte, correspondente a duas tarifas de Salvador. As vagas disponibilizadas para o nível superior abrange as seguintes áreas: Arquivologia, Biblioteconomia, Comunicação (Jornalismo, Design, Publicidade e Relações Públicas), Engenharia Civil, Estatística, Informática – Engenharia de Software, Informática – Infraestrutura de TIC, Logística e Secretariado. Para o nível médio, também há vagas para técnico em rede de computadores. Haverá formação de cadastro reserva.

 

Para participar do processo seletivo, o estudante interessado deve atender às seguintes exigências: ter disponibilidade para estagiar por, no mínimo, seis meses, a partir da assinatura do Termo de Compromisso de Estágio (TCE); estar matriculado e frequentando efetivamente o curso de nível médio ou superior em instituições de ensino oficialmente reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC); para o estudante de nível superior, ter cursado o mínimo de 50% dos créditos, e não estar matriculado no último semestre do respectivo curso; ter disponibilidade para estagiar em regime entre 4h e 6h diárias, limitado a 20h semanais, conforme os limites previstos na Lei n.º 11.788/2008; ter idade mínima de 16 anos no ato da assinatura do Termo de Compromisso de Estágio (TCE); e ser brasileiro ou estrangeiro. Este último deverá observar o prazo do visto temporário de estudante, na forma da legislação aplicável.

 

O estágio, a ser desenvolvido no âmbito do TRE-BA, visa a proporcionar a complementação do ensino e aprendizagem dos alunos vinculados a instituições educacionais públicas e privadas, constituindo-se em instrumento de integração em termos de aperfeiçoamento técnico, cultural, científico e de relacionamento humano. O concurso prevê reserva de vagas para negros e pessoas com deficiência.

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É um impulso natural de civilidade. Em alguns momentos da vida, me dediquei a aspectos dessa dimensão civil, no debate de ideias e ideologias. A gente precisa sempre estar mais contributivo”, afirmou o cantor e compositor Gilberto Gil, de 79 anos, na cerimônia de posse da cadeira número 20 da Academia Brasileira de Letras, a ABL, na noite desta sexta-feira (8).

O novo imortal foi recebido pelo acadêmico Antonio Carlos Secchin. Já a aposição do colar foi realizada pela atriz Fernanda Montenegro, que ingressou, há duas semanas, no Petit Trianon.
Gil começou o discurso ressaltando que é o primeiro representante da música popular brasileira na ABL. “E aqui é um momento especial, porque a ABL é a casa de Machado de Assis, escritor universal e afrodescendente como eu” disse. “Poucas vezes artistas, produtores culturais foram hostilizados como agora. Há um movimento em prol da desrazão nas redes sociais e a ABL pode contribuir para esse debate civilizatório.”
E prosseguiu: “O que será do Brasil em meio a esse mundo de pandemias e guerras? O que os políticos estão fazendo para acabar com a fome e o analfabetismo? Quando vamos alcançar a independência tecnológica e científica? Até quando seremos o país do futuro de [Stefan] Zweig? Apesar dos tempos politicamente sombrios em que vivemos, aposto na esperança”.
Em novembro do ano passado, Gil havia sido eleito, após receber 21 votos na disputa com o poeta Salgado Maranhão (sete votos) e o escritor Ricardo Daunt (nenhum voto). Ministro da Cultura de 2003 a 2008, ele ocupará a vaga deixada pelo jornalista Murilo Melo Filho, morto em maio de 2020.
O poeta, filósofo e acadêmico Antonio Cicero, autor de sucessos da MPB, como “Virgem”, comentou a posse de um representante da música popular na ABL.
“Espero que essa polêmica entre letra de música e poesia tenda a terminar. Eu estou confiante, porque é uma tendência moderna. Ao mesmo tempo, é um reconhecimento da antiguidade, quando os poemas eram cantados. A tendência é que o debate sobre o que é literatura se aprofunde.”
Expoente da Tropicália nos anos 1960, movimento que revolucionou a música brasileira, a eleição de Gil simboliza o fortalecimento da representatividade negra entre os acadêmicos, indicando mais uma etapa do processo de modernização da ABL –iniciada com a posse de Fernanda Montenegro, “uma mulher do palco”, como se definiu em seu próprio discurso.
Autor de discos fundamentais para a história da MPB –”Gilberto Gil” (1969), “Expresso 2222” (1972) e “Refazenda” (1977)–, Gil teve o conjunto de seus poemas reunido no livro “Todas as Letras”, editado em 1996, com organização de Carlos Rennó.

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A Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) promoveu na noite dessa segunda-feira, 4, uma audiência pública para debater Políticas Públicas Municipais de Efetividade Constitucional dos Direitos Culturais. A iniciativa foi do vereador Chico Estrella (PTC). O plenário ficou lotado de artistas, produtores, autoridades, secretários municipais, além dos vereadores Subtenente Muniz (Avante), Orlando Filho (PRTB), Edjaime Rosa Bibia (MDB) e Ricardo Babão (PCdoB).

Durante a audiência, artistas e populares apresentaram demandas e sugestões à proposta apresentada como mais incentivo à produção artística local, retorno de projetos culturais como o Natal da Cidade, mais ações voltadas para o esporte, valorização do patrimônio cultural e natural do município, regulamentação para as leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo em nível local, críticas à derrubada do Clube Social, mais diálogo entre o coletivo e a prefeitura, investimentos em economia criativa.

Mandato está à disposição do setor cultural – Chico Estrella afirmou que seu mandato tem recebido diversas demandas dos mais variados grupos populares denunciando carência de medidas públicas para os artífices da cultura, seja nas áreas da arquitetura, escultura, pintura, dança, música, literatura e cinema. “É dever do legislador entender que no parlamento circulam as ideias e no prédio do governo se realizam as tarefas”, disse. Estrella frisou que seu mandato está à disposição do setor cultural.

Ele explicou que a audiência é um momento para apresentar à comunidade o Pacote de Leis Municipais Ordinárias da Cultura (CLIQUE AQUI), carinhosamente chamada de Pacote Leis Xangai da Cultura, escrito pelo advogado Alexandre Aguiar em colaboração com Carlos Eduardo. Após intenso debate, o pacote com as propostas de leis foi entregue ao secretário municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Xangai.

Pacote de leis se baseia em cinco pontos – O Advogado Alexandre Aguiar iniciou sua fala agradecendo ao vereador Chico Estrella (PTC) pela iniciativa de realizar a audiência pública. Ele ressaltou a importância da criação de políticas públicas efetivas que visem aos direitos culturais, neste sentido, disse ele, é razoável considerar que precisamos essencialmente dar o pontapé inicial para a erradicação da pobreza através da prática cultural. “A dimensão cultural é elemento-chave nas relações humanas. Com transformação e superação teremos formas para captar investidores externos, garantir o bem-estar das pessoas através da economia criativa”, afirmou.

Segundo Aguiar, é sugerido que a prefeita Sheila Lemos organize o pacote de leis referentes à cultura e encaminhe à Câmara de Vereadores para que aprecie essas leis, apelidadas carinhosamente de Pacote Leis Xangai da Cultura, que possuem o objetivo de atender os princípios estabelecidos no Art. 216-A da Constituição Federal, na esfera Municipal. “O pacote de leis Xangai de Cultura traz efetividade aos direitos de leis culturais, além de projetos que criem a Fundação Municipal de Cultura e de proteção do patrimônio cultural”, ressaltou.  Por último, o advogado especificou a necessidade de criação da Fundação de Cultura e detalhou os cinco pontos dos Projetos de lei que fazem parte do pacote de leis Xangai de Cultura, entre eles a criação da empresa pública de audiovisual e incentivo fiscal ao cinema e apoio ao direito do cinema.

“Sem orçamento não se faz absolutamente nada” – O professor Dirlei Andrade Bonfim questionou até que ponto esse arcabouço legal pode fazer a cultura funcionar. Ele lembrou que idealizou um projeto que resultou num decreto municipal que criou o Troféu Conquistense de Música. O prefeito, na época, era Murilo Mármore. Em sua fala, relatou reunião, em maio de 2021, com a prefeita Sheila Lemos (UB), na qual foi apresentado o Projeto Conquista 2050, pensando a cultura da cidade no século XXI. Ele lamentou o momento em que a cultura, em nível nacional, passa por um momento difícil com a extinção do Ministério da Cultura e avalia que o contexto dificulta o debate em nível municipal. Dirlei ainda ressaltou que a cultura sempre foi o “patinho feio” nas gestões públicas, sempre recebendo os menores investimentos. “Sem orçamento não se faz absolutamente nada”, falou. O professor ainda cobrou a criação de uma Secretaria Municipal focada apenas na Cultura, em contraposição ao que existe hoje, que abarca lazer, esporte e turismo.

“Precisamos pensar no futuro da cultura em nossa cidade” – A artista plástica Valéria Vidigal iniciou a fala afirmando que é fundamental unir os artistas de todos os eixos culturais para discutir o futuro da cultura no âmbito de Vitoria da Conquista. “Mais do que falar do que já aconteceu, precisamos pensar no futuro da cultura em nossa cidade”, disse. Após isso, ela fez um parâmetro histórico da inserção da cultura no Brasil através da semana de 22, quando o país “passou a ser olhado de maneira diferente” e destacou a importância da mudança de mentalidade através da união dos artistas locais para um debate maior sobre o futuro da cultura em Vitória da Conquista.

“A arte é a expressão da alma de cada um, é um marco para Vitória da Conquista ter tantos talentos e um verdadeiro berço cultural”, salientou. Por último, a artista convidou a todos os presentes a participarem da reunião do Conselho de Cultura que acontece toda primeira segunda-feira de cada mês e para estabelecer os critérios dos passos da cultura no município.

Conquista sempre foi carente de leis culturais exequíveis – O servidor público Afonso Silvestre defendeu o aprimoramento das leis de cultura em âmbito municipal. Ele explicou que foi conselheiro de cultura na gestão anterior e ajudou a construir o projeto apresentado na audiência. Segundo Afonso, trata-se de uma primeira discussão sobre esse conjunto de leis proposto para a cultura conquistense. Ainda ressaltou que Conquista sempre foi carente de leis culturais exequíveis e avalia que se trata de um descaso, mas por falta de conhecimento. Afonso deu o exemplo do tombamento da Casa Régis Pacheco. O prédio data da década de 1910 e foi tombado na década de 1990 por meio de um decreto municipal, mas não seguiu o que prevê a legislação federal sobre o tema. A restauração veio somente em 2007, mas sem indicação de uma finalidade para o espaço, o que aconteceu anos depois. Para ele, esses longos intervalos entre ações destinadas a um prédio com marcante importância histórica para o município ilustra a carência de leis mais consistentes para o setor.

Nunca foi realizada uma Feira Literária em Conquista – O jornalista Jeremias Macário de Oliveira iniciou o pronunciamento elogiando o Pacote Leis Xangai da Cultura como um projeto arrojado para Vitória da Conquista. Destacou que, neste sentido, é fundamental somar forças para alavancar esse projeto de leis. O jornalista criticou a falta de políticas públicas para a cultura em Vitória da Conquista e lamentou a destruição da cultura no âmbito federal, através da destruição do Ministério da Cultura.

Macário salientou também a necessidade de desmembração da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer. “Precisamos de uma secretaria voltada especificamente para a cultura”, disse. Jeremias ainda destacou a falta de privilégio de alguns eixos da cultura, como a literatura, por exemplo. “A literatura é a prima pobre das outras artes, infelizmente nunca foi realizada uma Feira Literária na terceira maior cidade do interior da Bahia”, lamentou. Por último, ele falou sobre a importância de discutir cultura com a população da periferia e com as comunidades do município “Não fazer apenas uma cultura elitista, mas que dialogue com o povo e leve entendimento à população”, finalizou.

Conquista terá Conferencia de Cultura no mês de maio – O cantor e secretário Municipal de Cultura, Xangai, afirmou que o pacote de leis precisa ser aprovado e efetivado. Ele reconheceu as palavras de Dirlei sobre o momento crítico por que passa a cultura brasileira com a extinção do Ministério da Cultura. O secretário ressaltou a importância de investimento na cultura, afirmando que a cada a R$ 1 real investido na cultura, o retorno é de cerca de R$ 13,00. Ele também informou que será realizada uma Conferência de Cultura no mês de maio, com a participação de Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura. Xangai ainda brindou a plateia com uma apresentação cultural.

É preciso dá um ‘start’ na cultura de Conquista – Em sua fala, o advogado Carlos Eduardo ressaltou a emoção em participar da audiência sobre os Direitos Culturais juntamente com os mestres da cultura em Vitória da Conquista. Ele falou sobre a importância de dar um start na cultura local através da implantação da Fundação Municipal de Cultura e com a criação da empresa pública de cinema e audiovisual, “Até hoje nós estávamos órfãos das questões culturais, mas a situação pode mudar através da implantação do Pacote de Leis Ordinárias Xangai de Cultura. Existe neste momento uma grande expectativa para que este projeto se realize”, destacou. Ele falou sobre o Projeto de Leis como um meio para gerar renda e emprego para o município e, através da cultura, tornar Vitória da Conquista referência no contexto baiano e nacional; “vamos estabelecer o nome de nossa cidade para a cultura nacional”, finalizou.

Pacote de leis vai dotar poder público de base para fomentar a cultura – O professor Doutor Itamar Aguiar afirmou que é preciso deixar de considerar a cultura como “sobremesa” e as outras ocupações como “pratos principais”. Ele avalia que o setor da cultura acaba sendo encarada como algo descartável. O professor ressaltou que o pacote de leis apresentado na audiência foi debatido e aprovado pela gestão anterior do Conselho Municipal de Cultura. O pacote vai dotar o poder público municipal dos elementos necessários ao estímulo da cultura, além de dar base para se buscar recursos externos à cultura conquistense, e assim possibilitar condições a quem faz cultura na cidade. Itamar reforçou os cinco pontos do pacote apresentado por Alexandre Aguiar. Em sua fala, relembrou que o cineasta Orlando Sena chegou a elaborar um projeto de criação de um polo de cinema para Conquista, por meio de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Uesb. Ele explicou que de acesso a esse projeto vem tentando articular a criação de uma empresa de cinema conquistense.

Vereadores destacam importância de investimentos em cultura – O vereador Ricardo Babão (PCdoB) falou da necessidade de elaborar projetos culturais para a atração de recursos. Ele relembrou iniciativas marcantes do calendário cultural e se prontificou a apoiar os projetos.

Cultura conquistense está numa situação crítica – O vereador Edjaime Rosa – Bibia (MDB)  fez um apanhado dos eventos culturais que existiam no município e afirmou que a atual gestão municipal quer retomar uma agenda cultural. “Precisamos levantar recursos para incentivo à cultura nos bairros e escolas, e para isso precisamos nós unir para este debate”, disse.

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Depois de anunciar que a edição especial deste ano do Festival de Inverno Bahia (FIB) terá 12 atrações no palco principal, a organização do evento não para de inovar. Pela primeira vez, o público que estiver em Conquista vai assistir a um feat que é a cara do nordeste brasileiro.

Elba Ramalho e Fagner subirão juntos ao palco do FIB, na sexta (26), com uma homenagem ao Rei do Baião. Com o repertório do álbum ‘Festa’, lançado em 2021, os dois vão interpretar canções que fizeram sucesso na voz de Luiz Gonzaga. ‘Danado de Bom’, ‘Deixa a Tanga Voar’ e ‘A Morte do Vaqueiro’ são parte do repertório.

Mas, como a mistura de ritmos é uma das marcas do Festival, o pagode não poderia estar de fora do line-up. A torcida do Harmonia do Samba já pode se uniformizar, porque Xanddy e sua turma farão o melhor sábado do mundo. Com 26 anos de carreira, essa será a estreia do grupo no Festival de Inverno e promete aquecer o público com a quebradeira no segundo dia do evento.

A venda oficial de ingressos para o #FIB22 está sendo realizada pela plataforma Sympla e em quatro pontos fixos de Vitória da Conquista: Loja Taco, Central de Ingressos Shopping Conquista Sul, Central de Ingressos Galeria Panvicon e Banca Central. O pagamento pode ser feito através de dinheiro ou cartão de débito e/ou crédito, com possibilidade de parcelamento em até 6x sem juros.

A produção do Festival de Inverno Bahia é assinada pela Icontent, empresa de entretenimento da Rede Bahia, em parceria com a TV Sudoeste. *Mega Rádio VCA.

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Após o sucesso da estreia do show do seu primeiro álbum Cisco no Olho durante o Festival Lusoteropolitana, Ana Barroso volta a se apresentar no Teatro Sesi Rio Vermelho, em Salvador (BA). Em duas sessões, nos dias 04 e 05 de março, a partir das 20h, a atriz, cantora e compositora trará as nove faixas autorais presentes no disco, além de outras canções que fazem parte do seu universo de referências. Contando com a parceria fiel de músicos que fizeram parte das gravações de Cisco no Olho, Babuca Grimaldi no violão, e Sebastian Notini na percussão, o repertório inclui a musicalidade essencialmente brasileira, como o baião e suas variantes destiladas em poesias sobre a Bahia, sentimento e Brasil. Ana é mulher, mãe, do sertão da Bahia, um elo entre o original e a tradição, expressando a beleza e a peleja que a vida incorpora na sua e em outras existências. Cisco no Olho Cisco no Olho às vezes revela uma desculpa para disfarçar um choro, uma emoção, um arrebatamento. Ana parte desse esconderijo para, com sua música, sugerir uma busca pela liberdade. “Quero dizer para gente tirar o cisco e chorar. O choro alivia, reorganiza. É preciso ganhar algum tipo de impulso para recomeçar todos os dias”, explica. O projeto do disco foi realizado através da Lei Aldir Blanc e contou com os arranjos de Felipe Guedes.  Ouça agora: Cisco no Olho - Ana Barroso (2021)   SERVIÇO: Show Cisco no Olho com Ana Barroso Local: Teatro Sesi Rio Vermelho (Rua Borges dos Reis, 9 – Rio Vermelho, Salvador – BA) Datas: 04 e 05 de março de 2022 Horário: 20h Ingressos: R$30 (inteira) / R$15 (meia)

Vendas: Sympla (https://www.sympla.com.br/cisco-no-olho---salvador__1498152)

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O Carnaval é a festa mais popular do Brasil. Porém, não tem uma data fixa como outros feriados do país. Às vezes acontece em fevereiro, às vezes em março. Você já se perguntou por que a data do feriado de Carnaval sempre muda? O que pouca gente sabe é que a data da folia, de origem pagã, é determinada com base no calendário da Igreja Católica. Os elementos variáveis são as datas estabelecidas para a Páscoa, a mudança das estações do ano e o calendário lunar. Portanto, para definir a data do Carnaval é preciso saber em que dia será a Páscoa, data cristã que marca a ressurreição de Jesus Cristo, – que também não tem uma data fixa.

Quando cai o Carnaval? O Carnaval foi incorporado no calendário católico para designar a véspera da Quarta-Feira de Cinzas, na qual se inicia a abstenção de carne. Dessa forma, a festa marca o período de liberdade anterior à Quaresma – período de 40 dias até a Sexta-Feira Santa, dois dias antes da Páscoa. O cálculo da data do Carnaval é o seguinte: sete dias antes da Páscoa é celebrado o Domingo de Ramos – comemoração que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa que terminará com a ressurreição de Cristo na Páscoa. Exatamente 40 dias antes do Domingo de Ramos é a terça-feira de Carnaval. Com isso, a folia é celebrada 47 dias antes da Páscoa, ou seja, sete domingos antes da Páscoa.

 

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