As eleições municipais batem à porta. Embora tenham sido adiadas para novembro, há sensação de que já estão em cima da hora.
Elas ocorrerão diante de um quadro diferente daquele que dominou o momento das eleições presidenciais, não apenas por que é outro ano e as realidades locais sejam o tema, embora forças sociais e partidos sofram pesadamente a influência de fatores de importância geral, como a onda antiesquerda (mais que antipetista) que dominou aquelas eleições para Presidente da República.
Trata-se da mesma sociedade e estão presentes os mesmos partidos e grupamentos. Por certo, também está presente a mesma polarização, mas o núcleo de um de seus polos encontra-se contaminado com a visível incompetência que demonstra na condução do país.
A crise que andava em curso, agudizada a seguir pela pandemia da Covid 19, deixou escancarados os malefícios da estrutura social perversa. Vê-se que não se trata de falar só da criminosa distribuição da renda nacional, em que dez por cento dos mais ricos concentram quase inteiramente cinquenta por cento dela. Ficou revelado às escâncaras um contingente de desamparados cujos rostos e nomes aparecem em extensas filas de pessoas que necessitam receber minguada importância inferior a um salário mínimo para sobreviver (o ministro da fazenda em confissão de que não conhece a sociedade brasileira, ou faz exercício de cinismo, disse que a demanda pelo minguado auxílio mostrou um Brasil invisível!). Vê-se contingente de microempresários aos choros, de joelho diante de governantes, a pedir a reabertura de seus estabelecimentos. Em diversos lugares há o colapso ou quase colapso do serviço de saúde, em suas faces pública e privada. Pequenos negócios são inviabilizados.
Agora, o discurso econômico neoliberal sofre os golpes da realidade. Ou se atende parte da demanda social, ou é a revolta social desorganizada e a ampliação da atividade criminosa. Há não apenas choros abertos ou latentes, mas vontade imensa de contestar.
A direita extremada (nela o Presidente da República e seus ministros) sofre o golpe do descrédito. Não se evitou a prisão, inquérito e processo contra barulhentos apoiadores fascistas do Presidente da República e vão ficando claros, como se exposto numa tela panorâmica bem iluminada, os métodos com que as eleições foram ganhas: do disparo, por robôs, de Fake News, ao apoio de milicianos e abuso de poder econômico. Inviabilizada a transformação de um partido de aluguel (PSL) em partido nuclear da base de apoio parlamentar, círculos do poder não conseguiram formar seu partido (Aliança pelo Brasil), cujas demarches para obtenção de apoiadores foram marcadas pelo fracasso. Há fortes desconfiança, mesmo entre apoiadores do governo federal, na competência do ministro da fazenda e em seu plano (que plano mesmo?).
A direita, antes reunida, desune-se, às vezes com uso de discurso cheio de ódio, e moralismo como arma política, demonstrou esbarrar na revelação da imoralidade das Fake News (de que ela tanto se utilizou), no silêncio de seu líder diante da investigação de seus financiadores e dos crimes de parentes, e amigos do Presidente da República. Agora, mais um golpe: o afastamento do DEM e MDB do alinhamento automático ao Presidente da República e dificuldades para o Centrão.
É evidente que há forte resíduo do amplo discurso contra a esquerda institucionalizada (ou não institucionalizada), mas pode-se prever a ampliação de vozes dispostas a demonstrar quem realmente é o grupo de poder e quem são seus financiadores. Nesse sentido fica esgarçado o discurso contra partidos adversários. Fica esgarçado o discurso bolsonarista e de seus adeptos e abre-se a possibilidade de rearranjos dentro dos partidos oposicionistas (mesmo à revelia de dirigentes), envolvendo inclusive (em alguns Estados e Municípios) o PT, partido que saiu mais golpeado diante da avassaladora onda de denúncias e processos da Operação Lavajato e seus desdobramentos, inclusive a prisão de sua liderança maior.
Resta saber se ainda há a mesma desenvoltura dos partidos adversários do PT, pois esses mesmos já estão com seus problemas: o núcleo do Presidente da República acossado com inquérito no STF, ação no TSE, CPI das Fake News, inquéritos e ações contra amigos e familiares do chefe, pressão da imprensa, por exemplo, não tem jeito nenhum (como pensavam incautos eleitores) e aparência de pudicas noviças de convento ou intérpretes neopentecostais da Bíblia em defesa da moral, da família e dos bons costumes. O Chefe do grupo demonstra que não tem as credenciais que dizia ter. Mesmo falar mal de uma parte de congressistas fisiológicos (centrão) ficou difícil. Afinal, agora são sócios, ou condôminos.
Na cena que se vai desenhando, o PT, que não encontrou ainda o discursos-proposta para fazer oposição, está diante de adversários que, igualmente não têm discurso consistente ou que ora alteram suas falas atabalhoadamente, ora repisam o discurso para isolamento do PT da sociedade e de outros partidos. É como se estivessem tomados pela incerteza. Os partidos com experiência de poder têm seus principais líderes sub judice: Alkmin, Aécio e Serra no PSDB (partido já quase completamente ocupado pelo Governador Dórea, que o joga para a direita que pretende ser alternativa a Bolsonaro), e o MDB contenta-se com migalhas e também tem lideranças sub judice.
Diante das próximas eleições, apesar do racha da direita, especialmente setores que marcharam com Bolsonaro, dos fracassos e da falta de rumo, o Capitão Presidente ainda tem seus barulhentos e rígidos quinze por cento de aliados fiéis. Tudo indica que já não tem o vigor do momento das últimas eleições presidenciais, embora possa ocorrer eventual oscilação favorável do índice de sua popularidade, em razão da utilização de verbas destinadas a pessoas desamparadas (ou que ficaram mais desamparadas) por força da pandemia reinante. Ele já não aglutina os setores mais à direita. Mingou bastante do ponto de vista do apoio de grupos organizados, embora esteja colocando em pauta as proposições de vários desses. Precocemente (em relação a 1922), DEM e PSDB se aproximam para aliança, na direita, alternativa a Bolsonaro.
Em Vitória da Conquista, o PT continua forte, apesar da onda antiesquerda. Seu problema é ele mesmo: reaprender como ser oposição, avaliar de forma pública e corajosa os fatos que marcaram sua trajetória, positivos e negativos, e ida de suas lideranças aos tribunais na condição de rés, formular propostas sobretudo para a saída da crise, e exigir também ele, a avaliar política dos outros partidos quanto a seus membros sub judice e a seu apoio à escalada de Bolsonaro.
Quanto às candidaturas, em Vitória da Conquista o que se sabe é que José Raimundo, ex-Prefeito, será o candidato. Na situação atual, o partido realizará coligação, ou coligações. O embate exige a experiência dos partidos; essa conta mais que candidaturas de líderes de setores, supostamente puxadores de votos, no momento atual. Cabe ao(s) aliados buscarem os votos com a sua experiência. O embate atual não se contenta com “representantes” disso ou daquilo, necessita de definições partidárias, refazimento de alianças. No atual quadro, desponta como aliado, capaz de indicar o candidato a vice-Prefeito, o PCdoB que tem disponível o nome do Vereador Andreson, certamente uma voz atuante no partido e com inserção elogiada na Comunidade. É o que se sabe, mas isso não exclui apoio já indispensável do PSB que já tem quadros que militam desde novos na política local. Parece-me que o processo está assim sinalizando.
*Por Ruy Medeiros advogado e professor doutor em Memória, Linguagem e Sociedade
A principal grande Romaria do ano, a do Bom Jesus, no Santuário do Bom Jesus da Lapa, será realizada entre os dias 28 de julho e 05 de agosto, sem a participação dos romeiros.
A celebração religiosa em Bom Jesus da Lapa é considerada a terceira maior romaria do Brasil e não ocorrerá como de costume, para evitar aglomerações em meio à pandemia do Coronavírus.
O prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro falou sobre as comemorações deste ano.
OUÇA:
Acontece hoje (24), a partir das 17h:00 a Live ‘Happy Hour da Mega’ com o apresentador Maciel Júnior.
Entre as atrações confirmadas no evento, está a Kelly Liz das amigas de copo, Dr. Newiton Monteiro e a Simone Prado do Essencial Hits.
Para ter acesso a Live basta acessar o link no Instagram da Mega Rádio.
Confira:
https://www.instagram.com/p/CC_rTbwjXpN/?utm_source=ig_web_copy_link
A Rádio Transamérica FM, estreia no dia 11 de agosto, às 16h, o programa Positividade, conta com uma proposta centrada no entretenimento, trazendo entrevistas, informação, arte, cultura e muita música, proporcionando sempre uma mensagem positiva e animadora para seu dia.
A atração terá apresentação do radialista Maciel Júnior e do músico e produtor cultural, Nagib Barroso. Maciel é considerado um dos melhores radialistas de Vitória da Conquista e retorna a emissora, na qual passou por sete anos. Nagib é um músico consagrado com diversos discos e cds gravados, já foi secretário de cultura e lazer do município e atualmente é produtor cultural.
De acordo com Maciel, a atração busca “não se apegar a um só ritmo ou assunto, mas trazer sempre um ponto positivo de cada tema apresentado ao público”.
“O programa como o próprio nome diz será de muita positividade, alegria, cultura, entretenimento, entrevista, justamente para tempos dificeis, um programa com esse astral maravilhoso de positividades”, disse Nagib.
Então, fique ligado! Dia 11 de agosto, às 16h, você tem um encontro na Transamérica FM no programa Positividade!
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista deu mais um passo importante para a implantação da Rádio Legislativa. Dessa vez, o presidente da Casa, o vereador Luciano Gomes (PCdoB) homologou a licitação que viabiliza a compra da torre de transmissão e outros equipamentos para que a emissora seja instalada o quanto antes.

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“O processo de implantação da emissora já está bem adiantado, concluímos a licitação da torre de transmissão e alguns outros equipamentos essenciais. E todo o processo burocrático de liberação da emissora já está em andamento em Brasilia”, contou o presidente, acrescentando que “o terreno onde a torre será instalada também já está sendo preparado, assim, as empresas vencedoras da licitação logo darão início à montagem dos equipamentos”.
O próximo passo é a assinatura do contrato com as empresas vencedoras do certame para dar continuidade às ações de implantação da Rádio Câmara de Vitória da Conquista.
O sertanejo conseguiu manter os colaboradores por cinco meses mesmo sem apresentações e com queda de faturamento. A ideia é que com a normalização dos serviços, os dispensados tenham prioridade na recontratação. Confira a nota na íntegra:
“Em razão da pandemia decorrente do novo coronavírus e da paralisação dos shows por tempo indeterminado, os departamentos jurídico e administrativo de Luan Santana concluíram pela necessidade de encerrar os contratos com sua equipe de estrada, que envolve banda, técnicos e produção. Foram dispensados cerca de 20 colaboradores, que eram devidamente registrados e recebiam de acordo com a CLT. Foram garantidas todas as remunerações da equipe até 05 de agosto de 2020 e os acertos rescisórios compreendem todos os direitos previstos em lei, tais como férias, 13º salário, multa de 40% sobre o FGTS e entrega da documentação necessária para habilitação dos colaboradores no programa do seguro desemprego.”.
Vale ressaltar que Luan Santana manteve a equipe de estrada por cinco meses, apesar da total paralisação dos shows e da queda drástica de faturamento. E, com a esperança e o desejo de que o mercado artístico-musical se normalize o mais rápido possível, informa o intuito de priorizar futura recontratação de pessoas que já integram sua equipe.
Por conta da pandemia de Covid-19, grandes escolas do Rio, cujos representantes vão se reunir hoje na Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), adiantaram ontem ao site Extra que não desfilarão em 2021, a menos que seja desenvolvida uma vacina.
Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, Beija-Flor e São Clemente vão votar juntas pelo adiamento da festa por tempo indeterminado.
A possibilidade de transferência da data de início da folia de 14 de fevereiro para meados do ano que vem já não parece uma opção segura aos olhos de dirigentes.
As agremiações lembram que dependem do trabalho de centenas de pessoas fechadas em barracões para confeccionar fantasias e carros alegóricos. Uma das hipóteses estudada seria transferir os desfiles para os feriados da Semana Santa, em abril, ou de Corpus Christi, em junho.
A mudança no calendário está sendo capitaneada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que defende uma solução conjunta para todos estados do país.
— Sem vacina, é inviável realizar o carnaval em qualquer data, seja em fevereiro ou junho. Hoje, as decisões judiciais têm muita força. Há o risco de fazermos investimentos altos e, lá na frente, o contágio voltar a subir e a Justiça determinar a suspensão. O carnaval é um evento de aglomerações, da produção à realização na Sapucaí. Como seria? Componentes a dois metros de distância? Cantando com máscaras no rosto? — questiona o presidente da Vila Isabel, Fernando Fernandes.
Para o presidente da Mangueira, Elias Riche, o momento é de concentrar esforços na luta contra o vírus. A Verde e rosa defende o adiamento do carnaval para 2022.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou, no dia 29 de junho, a Lei 14.017/2020. Conhecida como Aldir Blanc, a lei vai beneficiar profissionais e organizações culturais que perderam renda em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus.
Com a lei, o Governo Federal vai repassar aos estados e municípios R$ 3 bilhões, que serão destinados para o pagamento de três parcelas no valor de 600 reais aos trabalhadores da cultura.
Artistas, contadores de histórias, produtores, técnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte e capoeira estão entre os profissionais que fazem parte desse público. Para receber o benefício, os artistas devem se cadastrar no Censo Cultural: https://censocultural.pmvc.ba.gov.br
Em Vitória da Conquista, o valor será superior a R$ 2 milhões. Com esses recursos serão contemplados artistas cadastrados no Censo Cultural e que não possuam emprego formal ativo. Também são requisitos para ser beneficiado, renda familiar mensal per capta de até meio salário mínimo, não ter recebido auxílio emergencial, dentre outros.
O secretário municipal de Cultura, Adriano Gama, lembrou que os recursos também serão destinados à manutenção de espaços artísticos e culturais, pequenas empresas e organizações culturais que tiveram as suas atividades interrompidas por causa das medidas de distanciamento social.
“Essa lei é bastante abrangente e beneficiará também bibliotecas e museus comunitários, cineclubes, teatros de rua e independentes, escolas de música e capoeira, serão muitos os segmentos”, completou.
Segundo Gama, Vitória da Conquista está apta para receber os recursos do Governo Federal graças ao cumprimento de requisitos como a reativação do Conselho Municipal de Cultura e a regulamentação do Fundo de Cultura, ocorrida em 2019.
O secretário ressaltou ainda que o Município ficará responsável por editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural e o Estado pelo pagamento do auxílio aos artistas.
Informações: Site Oficial / PMVC.
Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes nasceu no Rio de Janeiro em 1942, foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país.
Clara Nunes foi considerada pela revista Rolling Stone como a nona maior voz brasileira e, pela mesma revista, quinquagésima primeira maior artista brasileira de todos os tempos. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil.
A compositora também conhecedora das músicas, danças e das tradições africanas, se converteu a umbanda e levou a cultura afro-brasileira para suas canções e vestimentas. Foi uma das cantoras que mais gravaram canções dos compositores da Portela, sua escola de samba do coração.Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam discos.
Clara Nunes vendeu ao todo, quatro milhões e quatrocentos mil discos durante toda a sua carreira. Quarenta anos após a sua morte- ocorrida em 1983, suas músicas e intepretações ainda continuam vivas no cenário musical brasileiro e mundial.
Confira esta entrevista da cantora Clara Nunes de 1976.