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Nesta quarta-feira (1), o autódromo de Imola, na cidade de Bolonha, na Itália recebeu um evento que celebrou a morte de 30 anos do piloto tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, e do austríaco Rolan Ratzenberger.

 

Quem esteve presente na celebração foi o sobrinho do ex-atleta, Bruno Senna, que também atua como piloto. No momento em que Senna foi homenageado, foi realizado um minuto de silêncio às 14h17 (horário espanhol), mesmo horário em que o ídolo brasileiro colidiu com a Williams na curva Tamburello. Ayrton faleceu um dia após Ratzenberger, da Simtek, morrer em um treino classificatório.

 

Os ministros italianos de Relações Exteriores, Antonio Tajani, de Universidade e Pesquisa, Anna Maria Bernini, e dos ministros das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e da Áustria, Alexander Schallenberg, estiveram presentes no autódromo que prestigiou o luto de Senna.

 

Após a celebração, os presentes no evento colocaram flores na Tamburello, local onde Senna morreu aos 34 anos de idade. Na curva de Villenueve, local doacidente de Ratzenberger, também foram depositadas flores.

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O gabinete de guerra de Israel discutiu nesta segunda-feira (15) uma série de opções para retaliar o Irã após o ataque sem precedentes com mísseis e drones do último sábado (13). Autoridades de Tel Aviv, porém, manifestaram preocupação em não ampliar a guerra na região, segundo a imprensa local.

O Canal 12, mencionando um relatório do governo ao qual teriam tido acesso, disse que a intenção é fazer ações coordenadas com os Estados Unidos, sem desencadear outra guerra regional, mas passando a mensagem de que um ataque dessa magnitude não vai ficar sem reação. O governo americano, porém, tem afirmado que não se juntaria a Israel em qualquer ataque direto ao Irã.

Não foram divulgados detalhes sobre quais ações estão sendo avaliadas pelas autoridades israelenses. O chefe do Estado-Maior de Israel, general Herzi Halevi, disse que Tel Aviv irá retaliar. Já Daniel Hagari, porta-voz das forças israelenses, limitou-se a dizer que a resposta acontecerá “na ocasião e no horário certos”.

Ele visitou uma base militar no sul do país que foi alvo da artilharia iraniana e divulgou um vídeo de uma cratera em um terreno desértico no local —os militares relataram que a instalação sofreu apenas danos leves. “Faremos tudo o que for necessário”, disse Hagari em referência à proteção do Estado de Israel.

Teerã lançou o ataque em resposta ao bombardeio à embaixada iraniana em Damasco, na Síria, que matou membros da Guarda Revolucionária do Irã, em 1º de abril. Nesta segunda, o porta-voz da diplomacia iraniana, Nasser Kanani, disse que líderes ocidentais deveriam “apreciar a moderação iraniana nos últimos meses” em vez de criticar o regime. Segundo analistas, o ataque de sábado também foi calculado de maneira que não detonasse uma guerra regional.

“Em vez de fazer acusações, os países [ocidentais] deveriam culpar a si mesmos e responder à opinião pública pelas medidas que adotaram contra os crimes de guerra cometidos por Israel”, disse Kanani, em referência ao conflito na Faixa de Gaza, iniciado em 7 de outubro, e aos ataques atribuídos a Israel contra alvos aliados de Teerã na Síria e no Líbano —Tel Aviv não costuma assumir a autoria dessas ações.

Já Hossein Amirabdollahian, chanceler do Irã, manifestou-se sobre a eventual retaliação israelense. Em linha com outras declarações já divulgadas pelo regime, ele reiterou que Teerã “responderá imediatamente e com mais força” em caso de novo ataque, mas enfatizou que o país persa não quer aumentar tensões.

O gabinete de guerra do governo de Israel já havia se reunido no domingo (14) para discutir as próximas ações, mas concluiu o encontro sem anunciar novas medidas. Enquanto as negociações se desenrolam, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, instou a comunidade internacional a “permanecer unida” contra o Irã e ao que chamou de “agressão que ameaça a paz mundial”, segundo nota divulgada por seu gabinete.

O primeiro ataque de Teerã contra Israel desde 1979, ano em que a República Islâmica foi estabelecida no país, levou diversos líderes a se pronunciarem pedindo moderação.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, enfatizou a necessidade de evitar um agravamento da crise em uma série de ligações com seus homólogos de Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Turquia, Reino Unido e Alemanha, de acordo com declarações do Departamento de Estado.

Já o chanceler britânico, David Cameron, chamou o ataque de “um fracasso total”, embora “imprudente e perigoso”. A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, foi além quando questionada sobre um eventual direito de retaliação de Israel e disse que “o direito à autodefesa significa repelir um ataque”. O presidente da França, Emmanuel Macron, também pediu que Israel evite uma escalada militar.

Na guerra de versões que permeia a guerra, Hagari, o porta-voz militar de Israel, disse que os mortos no bombardeio contra o consulado iraniano em Damasco estavam envolvidos em atividades de “terrorismo contra Israel”, o que Teerã nega.

“O que sei é que os que morreram em Damasco eram membros da força Quds [ala da guarda responsável por operações no exterior]. Eram pessoas envolvidas em terrorismo contra o Estado de Israel”, disse ele, sem atribuir responsabilidade a Tel Aviv na ofensiva. “Entre esses agentes terroristas estavam membros do Hezbollah e assessores iranianos. Não havia um único diplomata lá, pelo que eu saiba. Não sei de nenhum civil morto nesse ataque”.

Militares israelenses disseram ainda que as ofensivas do Irã não desviariam o objetivo de Tel Aviv de eliminar o Hamas em Gaza e de resgatar os mais de cem reféns que continuam em cativeiros no território palestino. Nesta segunda, dezenas de bombardeios voltaram a atingir a cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa. Dezoito corpos foram retirados dos escombros, segundo a Defesa Civil local.

Após seis meses de guerra, 33.797 palestinos foram mortos nas ofensivas israelenses em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. A maior parte das vítimas, segundo líderes da facção, é de mulheres e crianças.

 

Folhapress

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O conflito entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. Em diferentes momentos, guerras e ocupações, eles foram expulsos, retomaram terras, ampliaram e as perderam.

De acordo com o professor de direito e de Relações Internacionais Danilo Porfírio Vieira, desde o século 19, a comunidade judaica, principalmente na Europa, começou a se mobilizar em torno de uma ideia de nacionalidade e do retorno ao que considera seu território “bíblico”, perdido durante o Império Romano.

Quando o Império Otomano perdeu a 1ª Guerra, aquela região do Oriente Médio foi dividida entre franceses e britânicos. A região do Líbano e da Síria ficou sob controle da França e, regiões como Kuwait, Iraque, Jordânia e Palestina, sob colonização britânica. Nesse período, ganhou força entre os judeus refugiados pelo mundo a ideia de retornar à Palestina para criar um estado judaico.

“O projeto inicial era a compra de territórios de propriedades dentro de uma região que estava, desde a década de 1920, sob controle do Império britânico (Mandato Britânico da Palestina)”, afirma o pesquisador, com pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP) sobre a “Irmandade Muçulmana”, organização que acabou gerando, na Palestina, o Hamas.

Na 2ª Guerra Mundial, com o Holocausto, a comunidade internacional voltou a discutir a ideia de um estado que abrigaria o povo judeu. Após o nascimento da Organização das Nações Unidas (ONU), o Estado de Israel foi criado. Isso se deu com o apoio dos norte-americanos e até mesmo do Brasil. Representantes internacionais também defendiam a criação do Estado Palestino.

Durante as negociações, o litoral setentrional ficou sob controle dos israelenses e, o meridional, dos palestinos. A região interiorana ao sul da Palestina foi para os israelenses. Por seu caráter histórico e por ser sagrada pra árabes, judeus e cristãos, Jerusalém iria se tornar uma cidade autônoma, dentro da Palestina e sob o jugo dos britânicos.

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O Papa Francisco rezou pelas vítimas do ataque terrorista em Moscou durante a Missa de Domingo de Ramos, no Vaticano. O pontífice disse que o atentado foi uma “ação desumana que ofende a Deus”.

“Garanto minhas orações pelas vítimas do vil ataque terrorista perpetrado em Moscou, que o Senhor as receba em sua paz, conforte suas famílias e converta os corações daqueles que realizam essas ações desumanas que ofendem a Deus”, disse o Papa durante missa de Domingo de Ramos, na Praça São Pedro.

O Papa pediu novamente orações por todos os que sofrem com as guerras, mencionando a Ucrânia e Gaza. No final da missa, ele foi conduzido ao redor da praça em um veículo aberto. Acenou e sorriu para as pessoas na multidão.

O Estado Islâmico, que reivindicou a autoria, disse que o atentado faz parte de uma “guerra pelo islã” contra países que, segundo o grupo terrorista, atacam a religião. O ataque terrrorista deixou pelo menos 133 pessoas mortas.

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A Justiça de Barcelona aceitou nesta quarta-feira (20) o pedido de liberdade provisória do ex-jogador brasileiro Daniel Alves.

Em decisão publicada nesta manhã, a que o g1 teve acesso, os juízes aceitaram deixar Alves em liberdade provisória, sob fiança de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões), enquanto a defesa aguarda a sentença definitiva.

Em fevereiro, Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão pelo crime de agressão sexual — ele foi acusado de estuprar uma mulher em uma boate em Barcelona. A defesa do ex-jogador, no entanto, recorreu da sentença e, na sequência, pediu para que o brasileiro aguardasse a deliberação final em liberdade.

Os juízes determinaram ainda, que, caso a defesa pague a fiança solicitada, todos os passaportes de Daniel Alves — o brasileiro e o espanhol — serão retirados.

A sentença também determinou que:

 

  • Ele é obrigado a manter uma distância de pelo menos 1 quilômetro da residência da vítima, de seu local de trabalho ou de qualquer outro lugar frequentado por ela — a jovem é de Barcelona e também vive na capital catalã;
  • Também não pode tentar se comunicar com a denunciante através de nenhum meio;
  • Não pode deixar a Espanha;
  • Deve comparecer semanalmente ao Tribunal de Barcelona ou quantas vezes lhe for solicitado.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de dois encontros bilaterais, neste domingo (18), ao cumprir agenda oficial na África, durante sua viagem na Etiópia.

Lula se reuniu com o presidente da República do Quênia, William Ruto, e o convidou a visitar o Brasil, assim como reforçou o interesse do governo brasileiro em ampliar os negócios entre os países.

O petista também participou de um encontro com o presidente da Nigéria, Bola Tinubu. Ambos demostraram interesse em firmar mais parcerias, em específico na área de agricultura, como pontuado pelo próprio Tinubu.

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O presidente Lula (PT) desembarcou na Etiópia na última quinta-feira (15) e deu início, nesta sexta-feira (16), à agenda oficial no país. Ele terá duas reuniões e um almoço de Estado com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed. A expectativa é que os dois líderes assinem acordos bilaterais nas áreas de bioenergia e ciência, tecnologia e inovação. Além disso, o Brasil tem interesse em fortalecer sua presença no comércio com o país africano.

Lula também deve participar de um evento sobre financiamento climático para a agricultura e segurança alimentar e é um dos convidados da 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, entidade que reúne as 55 nações da África.

Ao jornal Folha de S. Paulo, auxiliares do presidente confirmaram que há também um plano de renegociação das dívidas que as nações africanas têm com o Brasil. Moçambique, Congo, Senegal, São Tomé e Príncipe, Gana, Mauritânia, Guiné-Bissau, Guiné e Zimbábue têm débitos com Brasília, que juntos somam cerca de R$ 1,3 bilhão. Entre eles, apenas Zimbábue não deve ser contemplado, pois há a percepção de que a dívida do país como insolúvel.

O Ministério da Fazenda estuda as condições de descontos e parcelamentos. As propostas devem ser tratadas individualmente com cada país e a previsão é que sejam colocadas em prática já no segundo semestre, antes de novembro, quando acontece a cúpula de chefes de Estado do G20 no Brasil. A intenção é que essas ações de negociação sirvam de exemplo para nações mais desenvolvidas. Ainda segundo o jornal, os processos do plano de renegociação já estão adiantados com Moçambique, Congo e Senegal.

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Com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança, nesta quarta-feira (14/2), em Brasília (DF), a Campanha da Fraternidade 2024.

A Campanha da Fraternidade completa 60 anos e é realizada pela CNBB na Quaresma — período de jejum e preparação espiritual que antecede a Páscoa —, com o objetivo de incentivar a solidariedade em relação a alguma problemática social.

De acordo com a CNBB, a campanha “Fraternidade e Amizade Social” visa trilhar a Quaresma nos seguintes eixos:

  • incentivar as pessoas a verem as situações de inimizade
  • impulsionar as pessoas a iluminar-se pelo Evangelho que as une como família
  • agir conforme a proposta da Quaresma de uma conversão constante, promovendo o esforço para uma mudança pessoal e comunitária
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O Palácio de Buckingham afirmou nesta segunda-feira (5) que o rei Charles III, de 75 anos, está com câncer. Não foi informado qual é o tipo de câncer e nem o estágio da doença.

Os médicos identificaram um outro problema de saúde, descrito como um tipo de câncer – no entanto até a última atualização desta reportagem, não havia sido especificado o tipo de tumor nem o estágio da doença. Além disso, uma fonte da agência de notícias Reuters informou que não se trata de câncer de próstata.

De acordo com a nota do palácio, ele já começou o tratamento. Os médicos recomendaram que ele adie algumas atividades públicas, mas o rei deve seguir com trabalho “de escritório” e obrigações de Estado (ele vai manter os encontros com o primeiro-ministro Rishi Sunak, por exemplo).

O rei está “totalmente confiante” em relação ao tratamento e quer voltar às suas funções públicas assim que possível, disse o palácio.

Ele decidiu tornar o diagnóstico público para evitar especulações e para que isso melhore a compreensão pública do que é ser afetado pelo câncer. A divulgação de uma doença é uma quebra de tradição da família real britânica. De acordo com a agência de notícias Associated Press, durante séculos a realeza do país evitou falar sobre questões de saúde.

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Desde que atacou brutalmente Israel em 7 de outubro do ano passado, o grupo terrorista Hamas contava com a ignição de um conflito de maiores proporções no Oriente Médio a partir da previsível retaliação dura de Tel Aviv contra a Faixa de Gaza, que comandava desde 2007.

Cem dias depois da mais recente guerra entre o Estado judeu e um ente árabe, o objetivo não se confirmou da forma prevista pelo Hamas, mas nem por isso o risco de uma escalada da guerra no âmbito regional está descartado. Ao contrário.

O foco, contudo, não é o Irã, como temiam analistas. O Estado persa, por toda a retórica inflamada e o apoio a prepostos regionais como o Hamas, não parece disposto a ir a vias de fato e enfrentar os Estados Unidos, que viriam em socorro a Israel em caso de um ataque e mostraram os dentes militares para provar isso.

A coisa muda de figura em duas outras frentes. A mais importante, no norte de Israel, onde forças de Binyamin Netanyahu têm enfrentado, diariamente desde o início da guerra em Gaza, o Hezbollah, grupo fundamentalista apoiado por Teerã e aliado dos terroristas palestinos.

A briga é antiga e remonta à invasão israelense do Líbano em 1982, que na prática deu origem à agremiação liderada pelo xeque Hassan Nasrallah. O empate técnico no mais recente embate direto entre os rivais, em 2006, deixou aberta a possibilidade de uma revanche.

Com a nova crise, Israel tem feito ultimatos ao Hezbollah para que deixe a faixa neutra determinada pela ONU no sul do Líbano, retraindo-se para além do rio Litani. Tel Aviv fez esse movimento, respeitando a ainda contestada Linha Azul.

Nasrallah fala grosso, mas na prática tem evitado uma guerra aberta. “O Hezbollah precisa da causa palestina para justificar a recusa em desmantelar sua ala militar”, afirma Hilal Khashan, professor de ciência política da Universidade Americana de Beirute. No Líbano, o grupo também é um importante partido político.

O grupo se apoia no formidável arsenal de mísseis e foguetes, que Khashan estima em até 200 mil, para manter uma posição pública de força. “Mas o arsenal intimida mais em teoria do que na prática”, diz o professor, lembrando que a maioria das armas tem pouca precisão, e as que têm precisam ser retiradas de depósitos secretos e posicionadas em lançadores.

“Isso as expõem a ataques israelenses, já que o Hezbollah não tem uma defesa antiaérea decente”, afirmou Khashan. Isso, somado ao temor de os Estados Unidos fazerem valer suas ameaças de atacar quem interferir na guerra em Gaza, tem mantido os libaneses na defensiva.

O tempo, avalia o acadêmico, “está chegando ao fim”. Ele considera que, com a redução anunciada nas operações ao norte de Gaza por Israel e ações como assassinato de um líder do Hamas em Beirute, o cenário está armado para um tira-teima.

Com uma capacidade de engajamento de Tel Aviv aprimorada ao norte, algo que não era possível com a ação intensa contra o Hamas nos primeiros meses da guerra, é possível que Netanyahu já não tema a abertura de uma nova frente de combate total.

Por outro lado, é incerto o apoio da opinião pública israelense a uma guerra declarada pelo país. Apesar de Netanyahu ter suporte apenas marginal hoje, ele lidera um combate que lhe foi imposto pelo mega-ataque de 7 de outubro, de resto um vexame político e militar debitado de sua conta. Iniciar uma nova ação é outra história.

Já numa terceira frente da guerra, a escalada já é uma realidade. Antes considerado um teatro secundário, o mar Vermelho virou o centro de preocupações mundiais com o apoio dado ao Hamas pelos rebeldes pró-Irã houthis do Iêmen. Via de 15% do comércio marítimo mundial, a região viu o trânsito cair até 40% devido aos ataques a embarcações acusadas de ligação com Israel.

Na sexta (12), os EUA e o Reino Unido deixaram de agir reativamente com sua força-tarefa naval e lançaram ataques contra posições do grupo no país árabe, do qual ele domina uma boa porção no oeste, junto às costas do mar Vermelho. Neste sábado (13), Washington repetiu o feito, ainda que em menor escala.

Os houthis ensaiaram uma reação pontual e prometeram vingança, deixando em aberto a possibilidade de uma escalada ainda maior na violência. O presidente Joe Biden jura que não quer se envolver mais, mas que os bombardeios foram essenciais para deter mais ataques rebeldes.

Parece uma tática de enxugamento de gelo. O arsenal de mísseis houthis, com material antigo chinês e mais moderno do Irã, parece bastante disponível para novas ações. Aqui, menos do que algum risco existencial a Israel, a questão é a aposta dos rebeldes em trazer os EUA para a briga.

Isso pode elevar a animosidade, já grande em países árabes e de maioria muçulmana, como a Turquia, contra Washington. Isso já seria uma vitória estratégica do Irã —sem que o país dos aiatolás tenha de disparar um tiro, mesmo demonstrando limites estratégicos na crise.

Não lateral, há a questão da Cisjordânia, o território parcialmente governado pela Autoridade Nacional Palestina, rival do Hamas. Ali, as mortes e prisões de moradores têm sido diárias, na busca por elementos radicais, e a tensão é a maior em anos.

Concorre para o atoleiro a indefinição pública de Israel acerca de seus objetivos e, na hipótese de desmantelar o Hamas em Gaza, sobre o que ocorrerá com o território obliterado e seus 2,3 milhões de habitantes.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, falou superficialmente sobre devolver o controle político da Faixa aos palestinos, excluindo o Hamas, mas sem deixar claro a quais palestinos ele se referia.

Biden enviou quatro vezes seu secretário de Estado, Antony Blinken, para sinalizar que está preocupado com isso. Até aqui, não recebeu mais do que evasivas israelenses em troca, e esse prolongamento aumenta a fatura que os conflitos subjacentes à destruição de Gaza cobrarão dos EUA.

Gallant havia previsto no início do conflito uma guerra de três meses. Já se passaram dez dias do prazo, e a solução é tão elusiva quanto antes.

 

Igor Gielow/Folhapress

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