Engenheiros que prestavam serviço para a mineradora Vale e atestaram a segurança da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, foram presos na manhã desta terça-feira (29).
Segundo o G1, os dois mandados de prisão foram expedidos pela Justiça Estadual de Minas Gerais e cumpridos pelo Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil do estado.
A prisão dos engenheiros Makoto Namba e André Yassuda em São Paulo ocorreu nos bairros de Moema e Vila Mariana, Zona Sul da cidade.
O número de vítimas fatais após o rompimento da barragem Mina do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, subiu para 58, segundo informou o Governo de Minas na noite deste domingo (27).
Há ainda 305 pessoas ainda desaparecidas, enquanto 192 foram resgatadas com vida até o sábado (26). Há vítimas hospitalizadas e desabrigadas.
“Não sabemos a quantidade de corpos ainda, mas os trabalhos estão sendo feitos. Por conta desse fato, vamos estender as buscas neste domingo”, afirmou o tenente-coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil de Minas Gerais.
A Polícia Civil de Minas informou que 19 mortos já foram identificados.
O presidente da Vale, Fabio Schvarstman, disse estar “consternado” com o rompimento da barragem da mineradora e afirmou que não conhece as causas da tragédia nem sua dimensão exata.
Um gabinete de crise da tragédia em Brumadinho foi estruturado na Faculdade Asa, que fica a pouco mais de seis quilômetros do local do acidente.
Em entrevista a uma rádio de Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o rompimento da barragem da cidade poderia ser evitado.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou que 200 pessoas estão desaparecidas após o rompimento da barragem da mineradora Vale, que ocorreu hoje (25), em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As informações são do G1 Minas.
Mais cedo, a mineradora afirmou que pessoas trabalhavam no local na hora do acidente, o que aumenta a possibilidade de vítimas fatais do incidente.
Já estão abertas as inscrições (http://bit.ly/2MdRL10) para o curso gratuito de Inteligência Artificial (IA) promovido pela Lambda3 – empresa referência no setor tecnológico, com foco em soluções digitais –, e realizado pela School of AI de São Paulo. As aulas são quinzenais, ministradas de janeiro a dezembro de 2019. Estão disponíveis 30 vagas voltadas para empreendedores sociais, profissionais do terceiro setor, aspirantes da área de tecnologia ou qualquer outro perfil profissional que esteja interessado no tema.
Exploração de dados, Data Science e Big Data, estatísticas, desvio padrão e correlação, dataset, histograma, dispersão e box-plot serão alguns dos temas explorados pelos professores Diego Menescal, José Ahirton Lopes, e Luiz Andrade, entre outros nomes de referência nas comunidades de Dados e IA. Todo o conteúdo apresentado ficará disponível no github.com/SchoolOfAISaoPaulo. Os participantes serão certificados após a realização de um teste, que avaliará os conhecimentos adquiridos ao término de cada módulo. Para isso, será necessário cumprir o mínimo de 75% de presença nas aulas.
A missão da School of AI é oferecer aulas sobre Inteligência Artificial de alto nível e de graça. Trata-se de uma iniciativa internacional, que já acontece em mais de 400 cidades espalhadas pelo mundo. “A equipe da Lambda3 acreditou no currículo formatado por nós e potencializou nosso projeto, proporcionando um local fixo que hoje é o nosso polo de ensino em São Paulo”, destaca Cleyton Messias, organizador do curso.
De acordo com Victor Hugo Germano, sócio fundador da Lambda3, o objetivo desta parceria é ressaltar que a tecnologia está acessível para todos e pode transformar grandes negócios. “Fazer com que as pessoas tenham a chance de descobrir uma realidade tecnológica de acesso a informações e viabilidades de materiais, com profissionais capacitados para transmitir o conteúdo, é algo que deve ser muito valorizado”, pontua.
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A Lambda3, empresa referência no setor tecnológico com foco em soluções digitais, acaba de divulgar os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo entender a percepção do brasileiro quando o assunto é Inteligência Artificial (IA).
O estudo se desenvolveu em duas fases: a primeira, em 2017 – ano em que o termo Inteligência Artificial (IA) passou a ter destaque com campanhas de marketing, gerando a popularização do Watson (Inteligência Artificial da IBM) e a apresentação de seus serviços cognitivos–, que apontou os insights iniciais sobre o entendimento dos usuários/cidadãos em relação ao tema; e no último trimestre que contemplou os meses de setembro, outubro e novembro de 2018, desta vez com o objetivo de entender o que mudou na visão da sociedade neste intervalo de tempo. Foram analisadas as respostas de mais de mil participantes de todo o país, de diferentes perfis profissionais.
De forma geral, os resultados apontaram uma crescente relação do brasileiro com Inteligência Artificial. As pessoas já utilizam alguns recursos no dia a dia, seja na forma de trabalho ou nos dispositivos portáteis, fato que estimula e facilita o relacionamento com o avanço tecnológico.
Quando questionados sobre as primeiras lembranças que remetem IA, os pesquisados associaram inicialmente as Redes Neurais (28% das menções), ou seja, modelos computacionais inspirados pelo sistema nervoso central do cérebro, capazes de realizar o aprendizado de máquina, bem como o reconhecimento de padrões. “A maior parte das pessoas sabe que as soluções baseadas em Inteligência Artificial simulam a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões e resolver problemas”, contextualiza Diego Nogare, Chief Data Officer da Lambda3.
Os Robôs foram a segunda lembrança mais citada (26%). “Falamos aqui de um dispositivo automático [ou grupo de dispositivos] com conexão de realimentação entre sensores, capaz de realizar trabalhos de maneira autônoma ou pré-programada. Geralmente utilizados na realização de tarefas em linha de produção industrial, que dispensa ou não a ação humana, contribuem para o aumento da produtividade e da qualidade dos produtos, proporcionam melhorias na saúde e segurança do trabalhador, bem como redução do consumo de energia e de insumos”, explica Nogare.
Deep Learning – tecnologia utilizada em ferramentas como Google tradutor, reconhecimento de voz (transformação de voz em texto e em dispositivos), assistentes virtuais (como a Siri, da Apple) e reconhecimento de Imagem, utilizado para marcação automática de fotos nas redes sociais como Facebook, e etc. – foi a terceira lembrança que mais remeteu ao tema, com 10,5% das respostas.
A pesquisa também apontou que 7% das pessoas ainda associam esta questão com Ficção Científica. “Por mais que as soluções tecnológicas baseadas em Inteligência Artificial já sejam uma realidade, representadas em jogos, aplicativos de reconhecimento facial, de voz, de segurança, robôs, assistentes virtuais de dispositivos móveis, entre outros recursos, ainda existe quem a confunda com ficção científica, que é um gênero especulativo que se baseia em supostos feitos científicos ou técnicos que poderiam acontecer no futuro”, ressalta.
Em 2018, o estudo retratou o surgimento de um novo segmento de tecnologia como lembrança da população referente à IA, a Indústria 4.0. Passada a fase mais crítica da crise econômica vivenciada no país, as companhias começam a por em prática planos para se adequarem à Indústria 4.0, também conhecida como a Quarta Revolução Industrial, com o objetivo de se tornarem mais competitivas, com foco em otimização e redução de custos de produção. De acordo com Diego Nogare, “esta é a era tecnológica que reduz os limites entre as pessoas, mundos digitais e físicos. Permite que máquinas e seres humanos trabalhem de maneira colaborativa, promovendo a eficiência e minimizando a ociosidade e o desperdício”.
Ao responderem sobre a empresa mais lembrada ao pensar em Inteligência Artificial, nos dois anos os resultados se mantiveram os mesmos em posicionamento de ranking: Google aparece em primeiro lugar, seguido bem próximo de IBM em segundo, Microsoft, Amazon e Facebook, ocupando o terceiro, quarto e quinto lugar, respectivamente.
O estudo também analisou a aplicação das novas soluções digitais nos conceitos de Governança e Compliance, mas apenas 8% dos entrevistados considerou IA importante para prevenção de riscos e boa gestão. “Este resultado mostra uma falta de atenção às questões voltadas à privacidade dos dados de usuários”, afirma Nogare. A GDPR (General Data Protection Regulation) entrou em vigor no dia 25 de maio de 2018 em toda União Europeia. No Brasil, a lei 13.709, que diz respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção a Dados) foi sancionada em 14 de agosto deste ano e dispõe de um prazo de 18 meses para que todas as empresas se adequem. “Esta legislação tem impacto direto nas questões de todas as empresas, principalmente na área de Governança e Compliance”, conclui.
Outros insights estão disponíveis no e-book produzido especificamente para a pesquisa. Nele também é possível acessar à íntegra da análise dos dados, através do dashboard da Lambda3.
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Na madrugada desta segunda-feira (21), os brasileiros podem assistir a um eclipse lunar total. O fenômeno ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham e nosso planeta faz sombra sobre o satélite.
O eclipse começa à 00h36 e tudo termina às 5h48, de acordo com o G1.
Diferente de um eclipse solar total, quando o Sol é escondido, a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção.
Sendo assim, a visão do eclipe total será a olho nu. Será mais fácil de assistir em áreas menos iluminadas, a exemplo de campos e praias.
Dias Toffoli pediu nesta sexta-feira que a PRG se manifeste sobre o pedido de liberdade de João de Deus.
Com a decisão, a PGR terá 48 horas para apresentar um parecer sobre o pedido de prisão domiciliar feito pelos advogados.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse neste sábado, 29, que pretende “garantir”, por decreto, a posse de arma de fogo para cidadãos sem antecedentes criminais, além de tornar o registro do equipamento definitivo. Especialistas questionam a mudança por decreto sem aval do Congresso, uma vez que afetaria o Estatuto do Desarmamento, lei de 2003. Na prática, todo cidadão pode pedir a posse à Polícia Federal, se cumpridos alguns requisitos, como ficha criminal limpa e exames de aptidão. O total de registros tem crescido: o salto foi de 280% de 2009 a 2017, chegando a 33 mil licenças no País.
“Por decreto pretendemos garantir a posse de arma de fogo para o cidadão sem antecedentes criminais, bem como tornar seu registro definitivo”, disse o presidente eleito no Twitter.
Ao anunciar a medida na rede social, Bolsonaro não detalhou o decreto que está em planejamento. Duas horas após a publicação, ele voltou à rede social para dizer que “a expansão temporal será de intermediação do Executivo, entretanto outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional, cabendo o envolvimento de todos os interessados”. Já tramitam no Congresso projetos que tentam revogar o estatuto.
A lei prevê regras para a concessão da posse, caracterizada pela possibilidade de permanência da arma na casa do proprietário ou no estabelecimento comercial. O candidato deve se submeter a exames de aptidão psicológica e capacidade técnica, além de apresentar a razão da efetiva necessidade, “expondo fatos e circunstâncias que justifiquem”, explica a PF. Defensores da liberação de armas reclamam da subjetividade desses critérios.
Ao jornal O Estado de São Paulo, o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno Ribeiro, disse que o decreto deverá manter as exigências legais, como não ter antecedentes, fazer exame de vista e seguir as regras de registro. “A posse será facultada para quem se submeter às exigências, será mais fácil ter a posse, para o cidadão de bem, que nas regras de hoje”, disse. “É lógico que ninguém vai vender arma na esquina.”
A decisão de Bolsonaro de manter a facilitação para posse de arma foi tomada após conversa com o futuro ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro. O argumento do futuro governo é garantir a legítima defesa aos cidadãos. Segundo dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação, em 2009 a quantidade de registros era de 8.679. Até o ano anterior, ainda vigorava o prazo, previsto pelo Estatuto, de registro de quem já tinha armas irregularmente. O número subiu ano a ano, até atingir pico de 36,8 mil licenças em 2015.
Também preocupa especialistas o número crescente de registros concedidos pelo Exército a atiradores esportivos. Mudanças nas normas de obtenção e transporte dos equipamentos atraíram milhares de interessados em obter arma e que encontravam dificuldade de obter a liberação via PF.
Para o diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, esse fenômeno está ligado à onda de descrença da população, com a escalada da violência urbana. “Em situações estáveis, onde o Estado funciona, as pessoas não veem necessidade de ter arma, até porque ela contribui para que a violência aumente”, diz. “É um mito que a arma de fogo é um bom instrumento de defesa.” O risco, para especialistas, é que a facilitação da posse eleve ainda a circulação de armas ilegais.
Expectativa
Despachante e instrutor de armamento há quatro anos, Guilherme Dias diz que a demanda aumentou nos últimos meses, após a eleição. “Muita gente acha que, por ele (Bolsonaro) ter ganhado e ser atirador, vai conceder porte.” Ele conta que hoje atende de sete a oito pedidos de registro por mês. Em 2015, esse número não passava de três.
Pelo serviço, que inclui todos os trâmites exigidos – como valor da arma, treinamento, exames e taxas-, ele cobra cerca de R$ 6 mil a R$ 8 mil. Segundo ele, desde 2017 o interesse tem crescido, após a permissão do porte de arma para atiradores esportivos do local de treino até a residência.
“Este ano aumentou muito (a procura), está movimentado mesmo”, concorda o instrutor e advogado, Mario Viggiani Neto. Para ele, uma mudança na lei deve manter a exigência de provas de capacitação psicológica e de manuseio da arma. “Quem nunca pegou arma não adianta fazer a prova, que não passa. Tem de ter o básico, saber as regras de segurança, como se usa, como se municia. É como uma autoescola.”
O vigilante Danilo Alves, de 28 anos, obteve a posse legal em 2015. “O motivo foi a insegurança pública que a gente vive nesse País. Sempre tive receio de sofrer alguma invasão residencial. Uma arma traz um conforto psicológico.”
Especialistas em Direito Constitucional afirmaram que a proposta do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de alterar o Estatuto do Desarmamento por decreto pode trazer insegurança jurídica e sofrer questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). A intenção de mudança foi divulgada neste sábado por meio do Twitter de Bolsonaro.
Professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), André Ramos Tavares afirma que para estabelecer o registro definitivo da posse de arma de fogo, por exemplo, seria preciso aprovar um projeto de lei ou editar uma medida provisória. “A lei diz que o registro deve ser renovado periodicamente. Para torná-lo definitivo, é preciso alterar a lei e isso não pode ser feito por decreto. Ele pode dar prazo maior do que os cinco anos que vigoram hoje, mas não tornar definitivo por decreto. Isso traria uma insegurança jurídica para quem tem posse porque a lei continuaria em vigor”.
A advogada constitucionalista Vera Chemim ressalta que qualquer modificação para facilitar a posse de arma também precisa passar por aprovação no Congresso Nacional. “A lei impõe uma série de requisitos para quem quer ter posse de arma, como certidão negativa de antecedentes criminais e comprovação de capacidade técnica. Para alterar esses dispositivos, é preciso passar pelo Legislativo. Um decreto atropelaria o processo democrático”
Ao anunciar a medida no Twitter, Bolsonaro não detalhou o decreto que está em planejamento. Duas horas após a publicação, ele voltou à rede social para dizer que “a expansão temporal será de intermediação do Executivo, entretanto outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional, cabendo o envolvimento de todos os interessados”. Já tramitam no Congresso projetos que tentam revogar o estatuto.
A expansão temporal será de intermediação do executivo, entretanto outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional, cabendo o envolvimento de todos os interessados. 👍🏻
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 29 de dezembro de 2018
A lei prevê regras para a concessão da posse, caracterizada pela possibilidade de permanência da arma na casa do proprietário ou no estabelecimento comercial. O candidato deve se submeter a exames de aptidão psicológica e capacidade técnica, além de apresentar a razão da efetiva necessidade, “expondo fatos e circunstâncias que justifiquem”, explica a PF. Defensores da liberação de armas reclamam da subjetividade desses critérios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A mala encontrada nesta sexta-feira na casa de João de Deus continha R$ 1,2 milhão.
Segundo o G1, o acesso ao cômodo onde a mala estava escondida ocorria por meio de um fundo falso em um armário.
pós ser interrogado na Delegacia Estadual de Investigação Criminal (Deic) e passar por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Goiânia, o médium João de Deus seria levado para o núcleo de custódia do complexo penitenciário de Aparecida de Goiânia, neste domingo (16).
As informações são da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária de Goiás. O local é destinado a presos vulneráveis, como idosos e de saúde mais frágil, e aqueles que correm algum tipo de risco.
As celas da unidade possuem chuveiro com água fria e camas de alvenaria com colchonetes. Não há informações se o médium dividirá o espaço com outros presos.
Diariamente, os internos têm direito a uma hora de banho de sol e a quatro refeições: café da manhã, almoço, lanche e jantar.

Núcleo de custódia do complexo penitenciário de Aparecida de Goiânia
João de Deus se entregou à polícia na tarde de domingo, depois de dias de negociações. Ele estava na zona rural, perto de Abadiânia (GO), local onde mantém a Casa de Dom Inácio de Loyola, onde teriam ocorrido os supostos abusos sexuais dos quais ele é acusado.
O encontro dele com as autoridades ocorreu na encruzilhada de uma estrada de terra no município, às margens da BR 060. A negociação foi feita entre o advogado de João de Deus, Alberto Toron, e a Polícia Civil.
No início da noite de domingo, em entrevista a jornalistas, em frente ao Deic, o delegado geral da investigação que apura casos de abuso sexual envolvendo João de Deus disse que as acusações contra o médium serão definidas considerando caso a caso.
A declaração de André Fernandes foi feita em entrevista a jornalistas na noite deste domingo (16), em frente à Delegacia Estadual de Investigação Criminal (Deic), em Goiânia, onde o médium presta depoimento.
Ainda segundo o delegado, os depoimentos das 15 mulheres ouvidas até agora pela Polícia Civil de Goiás chamam a atenção pela singularidade, na forma que descrevem o modus operandi do médium João de Deus nos casos de abuso sexual.
Os depoimentos, colhidos em três inquéritos da Polícia Civil, dois deles de agosto deste ano, são “contundentes, precisos” e com muitos detalhes, de acordo com Fernandes.
“A palavra da vítima, nessas circunstâncias, tem relevância muito grande. Está aí a necessidade de depoimentos detalhados”, disse ele.“Vários depoimentos que conseguimos reforçam um comportamento de abuso e o padrão da ação.” O delegado não revelou se houve quebra de sigilo bancário ou telefônico de João de Deus. Ele disse apenas que “há provas que não podem revelar por questões da investigação.”
Em casos cujos crimes já prescreveram, as vítimas poderão servir como testemunhas de outros processos. Sobre a possibilidade de uma acareação entre João de Deus e as mulheres que o acusam por abuso sexual, Fernandes disse que isso ficará a critério do líder da investigação.
A polícia também apura se funcionários e voluntários que atendiam na Casa de Dom Inácio de Loyola podem ter sido coniventes com os supostos crimes. Com informações da Folhapress.