Nesta quarta-feira (05), a ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia) realiza em Vitória da Conquista um encontro sobre recadastramento obrigatório dos produtores rurais e proprietários rurais.
O diretor geral da ADAB, Maurício Bacelar estará presente. Ele vai estar acompanhado dos Diretores de Defesa Sanitária Animal, Augusto Chaves e Defesa Vegetal, Celso Filho. O encontro vai acontecer no Auditório do Ministério da Agricultura, entre às 8h e 17h.
O recadastramento sanitário obrigatório das propriedades e produtores rurais, com o objetivo de fortalecer as estratégias de defesa agropecuária, conforme previsto em Portaria publicada pela ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia), em 30 de janeiro, teve início no último sábado (1°) e vai até o dia 15 de junho. O ato pode ser realizado no escritório da autarquia mais próximo onde o imóvel está situado. O lançamento oficial do recadastramento acontece com a presença de gerentes, nessa quarta (5), em Vitória da Conquista.
A decisão foi adotada para fortalecer a rastreabilidade e a vigilância epidemiológica contra enfermidades e pragas de interesse da defesa agropecuária e saúde pública. “O recadastramento é necessário para criar as condições de manutenção e evolução do status sanitário alcançado pelos diversos programas oficiais desenvolvidos pela ADAB, além da manutenção da credibilidade da defesa agropecuária da Bahia junto ao comércio nacional e internacional”, explica o diretor-geral da agência, Maurício Bacelar.
As propriedades de criação terão que recadastrar bovinos, bubalinos, asininos, muares, eqüinos, ovinos, caprinos, suínos e aves. Já as propriedades agrícolas deverão lançar informações sobre todas as culturas em manutenção e aquelas propriedades mistas informarão o que têm de cultivo e as criações. “O recadastramento de propriedades agropecuárias apenas poderá ser realizado pelo proprietário ou por representante oficial. A Portaria prevê penalidades aos produtores que não atenderem ao prazo para recadastramento, que inclui inativação do cadastro, ou seja, o impedimento do trânsito de animais e produtos agropecuários. “O recadastro vem para reforçar o grau de qualidade do sistema de informação de defesa agropecuária da Bahia e é indispensável para planejarmos nossas ações”, ratifica Maurício.
*Com informações da ADAB.
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), afirmou nesta quarta-feira (29) que o idoso transferido na terça-feira (28) do Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição, em Jacaraci, na Bahia, para o Hospital Couto Maia, em Salvador, com suspeita inicial de Coronavírus, teve o caso descartado.
Na avaliação inicial da Sesab, o caso não se enquadra nos parâmetros colocados pelo Ministério da Saúde, com base nos protocolos internacionais da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O idoso, no entanto, segue em atenção e monitoramento. Com o quadro de síndrome aguda respiratória grave, o homem é cidadão japonês e vive no distrito de Irundiara. Recentemente, ele voltou do seu país de origem, que tem quatro casos oficiais da doença.
O coronavírus já fez mais de 130 vítimas.
Materia publicada: Suspeita do Corona Vírus no município de Jacaraci, paciente asiático é isolado no hospital da cidade
Na tarde desta terça-feira, viralizou através do WhatsApp, a informação de que o município de Jacaraci, no sudoeste baiano, teria a suspeita de um paciente com o Corona Vírus.
Segundo informações preliminares, o suspeito é um japonês que tinha retornado recentemente de uma viagem do Continente Asiático. O homem é residente do distrito de Irundiara e estava a passeio no Japão, juntamente com ele estava no avião alguns chineses.
O paciente está internado e isolado no Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição, em observação, sendo encaminhado nas próximas horas para a cidade de Salvador. O resultado e a comprovação só sai após 7 dias.
O site Sertão em Dia entrou em contato com o Hospital da cidade e foi informado que não poderia pronunciar sobre a situação. A equipe entrou em contato com a secretária de saúde do município , por ética profissional o fato não foi divulgado pela responsável da saúde da cidade de Jacaraci.
Na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China. A metrópole de 11 milhões de habitantes está isolada. Trens e voos foram interrompidos e detectores de febre foram instalados nas estações de embarque e no aeroporto. Nas estradas, a temperatura corporal é medida pelos postos de controle e, para sair da cidade, o transporte não pode ser feito de carro. Para evitar qualquer concentração de pessoas, as autoridades anularam as comemorações do Ano-Novo Lunar chinês na cidade. As autoridades também proibiram qualquer espetáculo e fecharam um museu.
O Centro para Vigilância e Prevenção de Doenças (CDC), equivalente dos Estados Unidos à Anvisa, identifica um grande mercado atacadista de peixes e frutos do mar na cidade de Wuhan como a origem das infecções.
De animal para pessoa e de pessoa para pessoa. Segundo o governo chinês, o vírus pode se modificar e ser transmitido mais facilmente. Conforme o CDC, pessoas mais velhas parecem ter maior risco.
Não há tratamento contra o coronavírus em si, apenas contra os sintomas. Pacientes tomam remédio para baixar a febre e podem receber máscara de oxigênio para respirar melhor, por exemplo.
Lavar as mãos (sobretudo quem passar por aeroportos), evitar contato dos dedos com mucosas do nariz, olhos e boca. É recomendável usar álcool em gel.
Não. Segundo Alexandre Zavascki, chefe da Infectologia do Hospital Moinhos de Vento e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o vírus da gripe não é o coronavírus, e sim o influenza. Portanto, a vacina regular tomada antes do inverno não protege.
Visto de um microscópio, o coronavírus parece uma coroa ou auréola. Em inglês, coroa é “crown”.
Informações do site Sertão em Dia
Tentar manter a autoestima durante o tratamento de câncer ajuda no bem-estar e na qualidade de vida de cada paciente. Fazer brotar a auto estima de cada paciente durante o doloroso tratamento, fazendo com que cada um, principalmente as mulheres, se sintam mais bonita e até mais fortes para seguir com os cuidados necessários. Nem sempre isso é tão simples, e um dos efeitos colaterais mais temidos por quem precisa fazer quimioterapia é a perda de cabelos.
Embora muitas mulheres se adaptem a lenços, perucas, chapéus, ou mesmo a sair careca, valorizando o rosto com brincos e uma bonita maquiagem, tem aquelas que se sentem expostas e estigmatizadas com a possibilidade de perder os cabelos. Para essas pacientes, ficar com os cabelos é algo muito mais importante do que a estética: É se sentir forte, é preservar o lado feminino em um momento tão doloroso. Manter os cabelos é permitir as mulheres fazerem a quimioterapia com discrição, sem precisar se expor com relação à doença.
E uma forma de ajudar a preservar a saúde psicológica e a privacidade da paciente é o uso da touca de resfriamento, técnica que resfria o couro cabeludo e reduz a queda dos fios de cabelo. A touca diminui a circulação sanguínea no couro cabeludo e isso reduz muito a queda dos fios de cabelo, e em média, 50% dos fios são preservados. A touca é indicada também para homens, mas a procura é maior por parte das mulheres, sendo que os casos de câncer de mama representam 75% da procura das pacientes por essa tecnologia. A eficácia do controle da queda varia entre uma paciente e outra.
No Programa Redação Brasil desta terça-feira (28), Dr. Filipe Pinheiro, oncologista da Clínica AMO, falou um pouco mais desse avanço, confira a entrevista na integra.
No local, faltam insumos materiais básicos como copos descartáveis. Nos banheiros também não têm papel higiênico.

No programa Brasil Notícias, do radialista Nildo Freitas, o problema foi tratado. Ele comentou: “A saúde não está essa ‘coca-cola’ toda, não”, afirmou.
De acordo com as informações recebidas pela reportagem do Blog do Sena, os problemas não se restringe ao posto da Morada dos Pássaros, em várias outras unidades de saúde faltam além de materiais desse tipo, faltam também materiais necessários para o atendimento dos pacientes.

No último ano, vários postos de saúde estavam com o atendimento parcialmente paralisado tanto pela falta de profissionais quanto por causa de equipamentos quebrados.
Com informações do Brasil Noticias
Fotos e fonte: Blog do Sena
*Informe Publicitário
Tentar manter a autoestima durante o tratamento de câncer ajuda no bem-estar e na qualidade de vida de cada paciente. Fazer brotar a auto estima de cada paciente durante o doloroso tratamento, fazendo com que cada um, principalmente as mulheres, se sintam mais bonita e até mais fortes para seguir com os cuidados necessários. Nem sempre isso é tão simples, e um dos efeitos colaterais mais temidos por quem precisa fazer quimioterapia é a perda de cabelos.
Embora muitas mulheres se adaptem a lenços, perucas, chapéus, ou mesmo a sair careca, valorizando o rosto com brincos e uma bonita maquiagem, tem aquelas que se sentem expostas e estigmatizadas com a possibilidade de perder os cabelos. Para essas pacientes, ficar com os cabelos é algo muito mais importante do que a estética: É se sentir forte, é preservar o lado feminino em um momento tão doloroso. Manter os cabelos é permitir as mulheres fazerem a quimioterapia com discrição, sem precisar se expor com relação à doença.
E uma forma de ajudar a preservar a saúde psicológica e a privacidade da paciente é o uso da touca de resfriamento, técnica que resfria o couro cabeludo e reduz a queda dos fios de cabelo. A touca diminui a circulação sanguínea no couro cabeludo e isso reduz muito a queda dos fios de cabelo, e em média, 50% dos fios são preservados. A touca é indicada também para homens, mas a procura é maior por parte das mulheres, sendo que os casos de câncer de mama representam 75% da procura das pacientes por essa tecnologia. A eficácia do controle da queda varia entre uma paciente e outra.
Alguns pacientes podem sentir dor no início e desconforto com a sensação de frio intenso no couro cabeludo, mas a maioria se adapta e é preciso tomar certos cuidados: os cabelos ficam mais ralos, mais frágeis e não podem ser lavados com tanta frequência.
Em âmbito geral, a touca é indicada para todos os pacientes que recebem quimioterápicos que têm a queda de cabelo como um efeito colateral associado. No entanto, os benefícios são mais evidentes para os pacientes que são tratados com duas classes específicas de drogas, os taxanos e as antraciclinas.
Mas é importante salientar que o sucesso do tratamento depende de vários fatores, como tipo e estágio do câncer, idade, tipo do cabelo e estado de saúde em geral e o médico especialista pode avaliar se a touca é indicada para cada pessoa.
Além de focar no sucesso do tratamento, a paciente deseja desfrutar de uma boa qualidade de vida. Dentre os fatores que tornam esse desejo uma realidade, a autoestima positiva é um dos protagonistas. Se sentir mais bonita e até mais forte para seguir com os cuidados necessários são pontos que contribuem para a melhor evolução de todo o tratamento oncológico.
Como funciona
A touca está acoplada a uma serpentina que sai de uma caixa de resfriamento. O líquido de refrigeração circula na serpentina a uma temperatura de 4 ºC para que o couro cabeludo se mantenha em torno de 11 ºC. A baixa temperatura promove uma vasoconstrição na região, dificultando que a droga utilizada na quimioterapia penetre e danifique o folículo capilar.
* A touca é colocada 30 minutos antes da sessão de quimioterapia. O paciente permanece com ela durante toda a sessão e ainda por mais 90 minutos. Depois disso, fica ainda 10 minutos.
* Deve ser usada em todas as sessões de quimioterapia.
* A touca é bem leve e protegida por uma capa de neoprene. O paciente pode ler, ocupar-se com outras atividades e até ir ao banheiro sem afetar o seu tratamento.
Por que a quimioterapia faz o cabelo cair
A quimioterapia tem como alvo todas as células de divisão rápida no organismo.
A divisão celular acontece de forma muito rápida nos fios capilares e esta é a razão para que várias drogas quimioterápicas causem a queda do cabelo. Os cabelos costumam cair em duas semanas após o início do tratamento com quimioterapia.
CONTATO:
Jornalista – Carla Simões
Clínica AMO – Av. Otávio Santos, Centro médico Otávio Santos- 8° andar
Técnicos de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas e enfermeiros do Hospital de Base de Vitória da Conquista, contratados via Fundação José Silveira, estão com salários atrasados desde dezembro.
Os trabalhadores estão na bronca e realizaram um protesto na manhã de hoje (quarta-feira) nas dependências da unidade.
Até o momento a fundação não se manifestou.
A Fundação assumiu a contratação desses funcionários desde o fim do ano passado.
Fonte: Blog do Rodrigo Ferraz
Com salários atrasados há mais de 25 dias e remuneração abaixo até mesmo do salário mínimo, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem que atendem no Hospital de Base pela Fundação José Silveira, paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (21).
Funcionários estão na porta de braços cruzados. De acordo com uma técnica de enfermagem, no contracheque disponibilizado consta como se o salário já tivesse sido depositado, o que não ocorreu. “Somos funcionários responsáveis, não faltamos e temos contar a pagar”, declarou.

Além do atraso, os funcionários reivindicam um aumento salarial, uma vez que a remuneração constante no contracheque está abaixo do salário mínimo. “Queremos um salário proporcional ao nosso trabalho, porque o que a gente vem recebendo não é justo”, argumentou.
Os funcionários não têm previsão de retornar às atividades. Com a grande demanda de pacientes, o atendimento do Hospital de Base, um dos maiores da região, ficará ainda mais comprometido sem a equipe da Fundação, que conta com mais de 300 profissionais.
Fonte e fotos: Blog do Sena
As 15 Policlínicas Regionais de Saúde que estão em funcionamento na Bahia já realizaram mais de um milhão de atendimentos e 500 mil consultas, revolucionando a assistência em média e alta complexidade. Esses números tendem a aumentar já que existem quatro unidades com obras adiantadas, na capital e no interior. Em Salvador há duas e uma das unidades, que fica em Narandiba, foi visitada pela sub-secretária da Saúde do Estado, Tereza Paim, na manhã desta segunda-feira (20).
“Juntas, as Policlínicas em atividade podem beneficiar mais de oito milhões de baianos, 55% da população estadual, e aqui em Narandiba estamos fazendo mais uma dessas unidades. É uma obra do Governo do Estado que será gerenciada pelo município, garantindo 14 especialidades médicas, além de exames como ressonância e tomografia computadorizada. Com certeza, isso vai dar um grande impacto na saúde da capital”, avaliou Tereza.
Com 25% de obras executados e previsão para ser inaugurada em julho deste ano, a Policlínica Regional de Saúde em Narandiba conta com 2.800 metros quadrados e um investimento de mais de R$10 milhões. Vizinha da unidade, a doméstica Cássia de Lima está ansiosa para a inauguração do equipamento. “É bom poder morar perto de uma unidade de saúde como essa. Vou querer fazer todos os meus exames aqui”, conta.
A outra Policlínica que beneficiará os moradores de Salvador está com 50% da construção adiantados e fica no bairro de Escada, no Subúrbio Ferroviário. Nesta unidade, que tem 3.290 metros quadrados de área, o Estado investe R$12,5 milhões.
No interior, há obras em São Francisco do Conde e em Barreiras, está última com mais de 90% da construção finalizados. Também estão previstas para ter a construção iniciada no próximo ano outras cinco policlínicas nos municípios de Itaberaba, Brumado, Eunápolis, Serrinha e Ribeira do Pombal.
Atendimento
Os cidadãos atendidos nas Policlínicas Regionais de Saúde são encaminhados pelo município em que residem, que é responsável por agendar consultas e exames. A necessidade é identificada nos postos do Programa de Saúde da Família (PSF) ou em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para garantir e facilitar o acesso de todos, são disponibilizados micro-ônibus climatizados que levam e trazem, diariamente, os pacientes.
As policlínicas têm a missão de regionalizar a Saúde, desafogando a procura por atendimentos nos hospitais e agilizando o tratamento.
Repórter: Renata Preza
Fotos: Alberto Coutinho/ GOVBA
Por Carlos Madeiro
O Serviço Geológico do Brasil está buscando recursos para tirar do papel um plano inédito, de R$ 245 milhões, que pode beneficiar 3 milhões de pessoas sem água no semiárido nordestino. O plano feito por especialistas do órgão federal prevê um investimento em oito tipos diferentes de ações para oferta de água, com obras previstas por 48 meses.
O valor pode parecer alto num primeiro momento, mas é pequeno quando comparado ao gasto com abastecimento emergencial aos sertanejos ao longo de um ano. Somente em 2019, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligado ao MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), gastou R$ 610,5 milhões com a Operação Carro-Pipa.
A operação federal atende comunidades afetadas pela seca, e é operacionalizada pelo Exército. Ela atende em média, por mês, cerca de 2 milhões de pessoas em 657 cidades do semiárido.
Em 2019, o governo federal reconheceu 1.569 decretos de emergência por estiagem ou seca no Nordeste. O número de cidades que tiveram decretos, porém, é menor já que muitas deles tiveram dois decretos, já que cada um dura seis meses.
O plano
A ideia do Serviço Geológico é que as obras sejam executadas em um período de quatro anos e que sejam soluções definitivas.
Entre as ações estão:
mapeamento completo de poços para perfuração;
recuperação e melhoramentos dos poços;
construção de barragens subterrâneas;
recargas artificiais; estações de dessalinização;
Segundo o Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), Antônio Carlos Bacelar Nunes, o plano nasceu de um projeto executado com sucesso em Pernambuco. Após ser procurado por parlamentares, o órgão decidiu ampliar e estruturar o plano à demanda por soluções hídricas para o Nordeste.
“Observamos que o Brasil vinha de cinco, seis anos de estiagem prolongada. Então, sensíveis ao clamor das comunidades, e como já havíamos feito o piloto em Pernambuco com grande alcance social, aprimoramos alguns gargalos e fizemos um macro projeto que incluiu todos os estados”, diz Bacelar.
O projeto foi apresentado ao MDR, que encabeça as obras hídricas do país diretamente ou via órgãos como Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas).
“Esse projeto já foi discutido em nível de governo. Estamos negociando para captação de recursos através de organismos federais. Estamos em processo avançado de negociação com a Sudene. Também estamos procurando recursos com alguns parlamentares, que podem propor emendas”, explica.
Poços são principal solução
O principal ponto do plano é a implantação de campos de produção de água com perfuração de poços. Somente nesse item, o projeto prevê o investimento de R$ 173 milhões em 50 campos no semiárido, que devem beneficiar 2,1 milhões de pessoas. O prazo para as obras é de 36 meses.
Já a perfuração e recuperação de poços deve custar R$ 30 milhões e atender 300 mil sertanejos. “Nós iniciaremos esse plano com um cadastramento de poços que existem no Nordeste. Existe uma gama de poços muito grande no Nordeste, e esses poços estão subutilizados. Alguns não têm ligação com a rede de elétrica, outros produzem pouca água e salinizada, poço que está seco, seria o ponto inicial.
Um outro ponto citado no projeto é o estudo do Sistema Aquífero Urucuia, que ocupa os estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Tocantins, Piauí e Maranhão. A ideia do plano é quantificar a reserva hídrica total e saber quanto pode ser explorada.
“Esse sistema é um dos grandes reservatórios que temos de água doce no país. É o maior aquífero que abastece o rio São Francisco, que não existiria sem ele. O que estamos estudando é a potencialidade dele. Vamos determinar a idade da água, saber quanto pode se retirar, estudar a recarga”, pontua.
O MDR confirmou o recebimento do plano e disse que o documento encontra-se em análise por equipes técnicas.
Ainda segundo a pasta, no ano passado foi lançado o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, pela ANA (Agência Nacional de Águas), que fez um “diagnóstico sobre a conjuntura do setor será discutido por parte dos setores usuários de recursos hídricos, academia, sociedade civil e governos”.
“O documento servirá de base para a formulação do novo Plano Nacional de Recursos Hídricos, que valerá a partir de 2021 até 2040”, finaliza.
Fonte: UOL