Nesta quinta-feira (13), tem vacinação contra a Covid-19 na quadra poliesportiva da Fainor, no bairro Candeias, para adolescentes e adultos. O horário de vacinação será das 9h às 16h, ou enquanto durar o estoque.
Será ofertada a 4ª dose para os adultos com 18 anos ou mais que tenham tomado a 3ª dose até o dia 13 de junho (há quatro meses), e a 3ª dose para todas as pessoas, a partir de 12 anos, que tomaram as duas doses anteriores dentro desse mesmo intervalo de quatro meses.
Lembrando que para vacinar é preciso estar com documento pessoal, CPF e cartão de vacina. Os adolescentes devem estar acompanhados de um dos pais ou responsável no momento da vacinação.

Com a chegada das altas temperaturas e maiores possibilidades de chuvas torrenciais, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já está em estado de alerta contra o Aedes aegypti, devido às condições favoráveis para a reprodução do mosquito.
“Está iniciando o período mais crítico do ano, mas ainda estamos conseguindo controlar os focos do mosquito. As orientações são as mesmas que todos nós já conhecemos para evitar qualquer acúmulo de água parada”, reforçou Gabriela Andrade, coordenadora do Centro de Controle de Endemias.
De acordo com o boletim epidemiológico mensal da SMS, do mês de janeiro até esta quinta-feira (6), foram registradas 2.540 notificações de casos suspeitos das arboviroses no município, com 465 deles confirmados laboratorialmente, sendo 209 casos de dengue, 249 de chikungunya e sete de zika. Até o mês de agosto, tinham sido confirmados 429 casos dessas doenças, um aumento de 7,74%.

Também foram descartados, por análise laboratorial, 1.243 casos suspeitos para essas doenças e 496 foram inconclusivos. Outras 336 pessoas estão aguardando o resultado laboratorial.
Apesar da recente identificação no Estado de uma nova variante do vírus da dengue tipo 2, chamada Cosmopolita, até o momento, não foi confirmado em Vitória da Conquista nenhum caso dessa cepa.
Ainda de acordo com Gabriela, as equipes de endemias estão vigilantes com o trabalho intensificando em todas as frentes e pede, ainda, o apoio de toda a população. “A limpeza não se restringe só às residências. É importante ficar atento a possíveis focos de água parada na escola, no trabalho e em outros locais frequentados diariamente”, complementou.
A forma mais eficaz no combate à dengue ainda é a prevenção. Pelo menos uma vez por semana, a população deve verificar a vedação adequada das caixas d’águas e piscinas, água parada em pequenos recipientes, ralos, calhas, vasos de plantas e até a bandeja externa da geladeira. O descarte do lixo também deve ser feito em horário e locais apropriados.
Em caso de febre, dores no corpo, articulação ou ao redor dos olhos e até sangramento nasal, procure a unidade de saúde mais próxima de casa para receber atendimento. Se precisar fazer uma denúncia ou solicitar a visita dos agentes de endemias, entre em contato com o Centro de Controle de Endemias por meio do número: (77) 3429-7421.
Dados divulgados pelas autoridades de saúde baianas mostram um aumento exponencial no número de casos de meningite. Considerado como um surto pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o crescimento foi de 136%, se comparado aos números registrados no ano passado.
Causada geralmente por uma infecção – seja bacteriana, viral ou decorrente de outras etiologias -, a meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode acometer indivíduos de qualquer idade e ocorrer em qualquer período do ano.
Conforme apontou a Sesab, o quantitativo de ocorrências da doença na Bahia saltou de 105 casos e 21 mortes, em 2021, para os 248 casos e 43 óbitos registrados até o último dia 28 de setembro.
As informações divulgadas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) do órgão estadual ao longo do ano já apontavam para um crescimento progressivo nos índices relacionados com o agravo. Em março, o primeiro boletim epidemiológico mostrava que havia 23 casos e 3 mortes. Meses depois, em maio, o quadro epidemiológico era de 56 registros e 11 vítimas.
Em ambos os comunicados, a região Sudoeste foi o território com maior incidência. No primeiro o público de 10 a 14 anos foi o que mostrou ser o mais afetado, considerando a incidência (de 0,14/100 mil habitantes). Já o coeficiente do segundo (superior a 0,4/100 mil habitantes) foi maior entre os de idade igual ou inferior a 1 ano.
Na avaliação da secretaria da Saúde, o retorno à vida normal após a crise sanitária da Covid-19 potencializou o risco de transmissão de diversas doenças, entre elas a meningite. A baixa imunização também seria um ponto facilitador para a circulação da doença, de acordo com a Sesab.
A vacinação, aliás, é considerada como a forma mais eficaz na prevenção da doença. Na rede pública estão disponíveis para crianças menores de 1 ano e até 4 anos as vacinas Pneumocócica 10 Valente conjugada, Meningocócica C conjugada, Pentavalente e BCG, que protegem contra alguns tipos de meningite bacteriana.
Desde 2020, o Ministério da Saúde está disponibilizando a vacina meningocócica quadrivalente (ACWY) para os adolescentes de 11 a 12 anos e, a partir de junho de 2022, foi recomendada para os trabalhadores da saúde. Também são ofertadas, nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIE), vacinas contra meningite para grupos específicos.
O estímulo ao autocuidado e à prevenção do câncer de mama estará em foco no Outubro Rosa do ICON – Oncologia e Medicina Especializada através de rodas de conversa e arte. Na próxima sexta-feira (07), das 14 às 18h, o instituto receberá o coletivo artístico de mulheres CORJunto, que produzirá, em parceria com pacientes e ex-pacientes, uma intervenção artística com ilustrações reforçando a importância do bem-estar feminino e do combate a uma das doenças que mais atingem mulheres em todo o mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca): o câncer de mama.
Além da intervenção artística conjunta, o ICON também fará um momento de confraternização com as pacientes, com música, coffee break, palestra e roda de conversa com psicóloga, sessões de massoterapia e outros momentos numa tarde de descontração. De acordo com uma das coordenadoras do CORJunto, a delegada Gabriela Garrido, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), “a ação visa chamar a atenção das mulheres para a importância de, apesar de suas multifunções, encontrar um tempo para se cuidar, estar bem e, assim, ter uma vida plena e saudável”, enfatizou.
A parceria do ICON com o coletivo artístico também ganhará as ruas. O instituto vai espalhar, em diversos pontos da cidade, cartazes artístico-educativos assinados pelo coletivo. O público poderá conferir as peças ao longo de todo o mês de outubro, a partir do dia 07, em locais como: academias, faculdades, restaurantes e shoppings.
Seguindo a programação do Outubro Rosa, o ICON participará ainda de uma ação de conscientização aberta ao público, promovida pela clínica Gestare na manhã do próximo domingo (09), no canteiro do Boulevard Shopping. O evento contará com estandes temáticos, distribuição de brindes, água de coco e picolés, aulão de zumba e pocket show. Um dos oncologistas do ICON também estará disponível no estande para tirar dúvidas da comunidade e ensinar, utilizando próteses de mama, como deve ser feito o autoexame.
*Prevenção é a chave*
O oncologista do ICON, Dr. Leonardo Cunha destaca que a conscientização abre as portas para a prevenção e para o diagnóstico precoce do câncer de mama e este é o principal papel desempenhado pela campanha do Outubro Rosa. Além disso, o médico alerta que “devemos adotar hábitos saudáveis muito importantes para a prevenção desta doença, como: combate à obesidade, dieta saudável, prática de atividades físicas e evitar o tabagismo”. A realização de avaliação clínica e de exames complementares, de forma regular, também favorece o diagnóstico precoce e maior possibilidade de cura de enfermidades como o câncer de mama.
Em funcionamento desde 20 de março de 2020, o Call Center para notificações da Covid-19 encerrará as atividades no dia 7 de outubro, próxima sexta-feira. O link de autocadastro, o Notifica Covid, ainda permanecerá ativo e disponível para quem precisar fazer uma notificação, e todas as unidades de saúde do município também estarão atendendo aos pacientes que possam ser acometidos pela doença.
Ao longo de mais de dois anos de serviço, o Call Center realizou 133.668 atendimentos à população, entre ligações para cadastro de notificação, agendamento de teste e consultas, monitoramento dos pacientes e orientações.
“Após todo esse período enfrentado de pandemia, foi um momento de luta, mas também de grande aprendizado. O município de Vitória da Conquista adotou várias estratégias de enfrentamento da Covid-19 e a ferramenta do Call Center foi extremamente importante, principalmente no momento mais crítico da pandemia, para garantir o atendimento e a assistência em saúde à população”, relembrou a secretária municipal de Saúde, Ramona Cerqueira.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Ana Maria Ferraz, o Call Center encerrará as atividades com base em todas as prerrogativas e normativas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), entendendo que a Covid-19 torna-se mais um agravo de saúde pública que continuará sendo avaliado e assistido em toda a rede de atenção à saúde. “Seguimos prestando o suporte com a Vigilância em Saúde e, principalmente, a rede de atenção primária, nas unidades de saúde da zona urbana e rural, que está apta para atender as pessoas que possam estar acometidas pela Covid-19”, reforçou a diretora.
Muitos profissionais da SMS atuaram no serviço para garantir o atendimento às pessoas com síndrome gripal e dar os devidos encaminhamentos para diagnóstico laboratorial ou assistência médica pelas consultas de telemedicina, e monitoraram a saúde dos pacientes. “Tivemos números muito satisfatórios de atendimento ao longo desses anos. Agradecemos a população pela confiança e compreensão, e sobretudo a toda a nossa equipe pelo esforço e comprometimento”, agradeceu a secretária.
A testagem continuará sendo realizada no município por meio do link de autocadastro ou pela notificação nas unidades de saúde. Além disso, pessoas que realizarem o autoteste para auxílio diagnóstico da Covid-19 também devem informar no link sobre o resultado do teste para que a Vigilância Epidemiológica possa fazer o monitoramento real dos dados e traçar o perfil epidemiológico no município.
Encerra nesta semana, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação para crianças e adolescentes. Os pais e responsáveis têm até a próxima sexta-feira (30) para levar as crianças e adolescentes para serem vacinadas em qualquer uma das 42 salas de vacina das unidades de saúde das zonas urbana e rural de Vitória da Conquista, das 8h às 12h e das 14h às 17h.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até o momento, foram imunizadas 10.938 crianças de um a menores de cinco anos contra a poliomielite no município, o que equivale a uma cobertura de 57,11% do público de 19.154 crianças dessa faixa etária para vacinação – maior que a média estadual que está em 47,6%. A meta da campanha é alcançar 95% desse público-alvo.
“É extremamente importante que todas as crianças de até cinco anos estejam vacinadas contra a poliomielite, porque essa é uma doença séria que pode deixar sequelas para o resto da vida ou até levar à morte pela paralisia dos músculos respiratórios”, explicou a coordenadora de Imunização, Patrícia Fernandes, que complementou: “A poliomielite foi erradicada no país, tivemos o último caso na década de 90, porém há risco de reintrodução da doença e estamos mobilizando quem ainda não compareceu às unidades de saúde, que estão abastecidas com o imunizante, para que levem as crianças e adolescentes para serem vacinados”.
Além da vacina de gotinha contra a poliomielite, também estão sendo ofertadas as 18 vacinas para atualização da caderneta de crianças e adolescentes de até 15 anos. São elas: Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba), Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e quadrivalente (Papilomavírus Humano).
O impasse envolvendo o piso salarial da enfermagem continua e parece estar longe de ser resolvido. Em votação realizada no plenário virtual, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na última quinta-feira (15), manter a decisão cautelar do ministro Luís Roberto Barroso, que acatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços) e determinou, no dia 4 de setembro, a suspensão, por 60 dias, da Lei 14.434/2022, que estabelece a remuneração mínima de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325,00 para técnicos e R$ 2.375,00 para auxiliares e parteiras.
Com a decisão do Supremo, por 7 votos a 4 pela manutenção da suspensão temporária da lei, com pedido para que sejam apresentados esclarecimentos sobre o impacto da medida nos gastos públicos e o risco de demissões, o piso salarial da enfermagem ainda não entrou em vigor. Os Conselhos de Enfermagem (Cofen/Coren), no entanto, afirmam que pesquisas financeiras já haviam sido enviadas. A categoria segue na luta pela implementação da lei, que foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.
Foi realizado neste sábado (17), em Vitória da Conquista, o Dia D de vacinação contra a raiva para cães e gatos. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) iniciou a ação com a expectativa de imunizar 20 mil animais entre 8h30 e 16h30. Para isso, houve atendimento em 23 unidades de saúde, na Clínica Escola de Medicina Veterinária UniFTC (bairro Recreio), no Centro Cultural Glauber Rocha (bairro Brasil) e no Estádio Lomanto Júnior (bairro Candeias). Nesses dois últimos, o serviço estava disponível para pedestres e drive-thru.

O coordenador municipal do Setor de Controle de Zoonoses, Luís Cláudio Oliveira, lembrou que a raiva é uma doença considerada 100% letal para os humanos, e o objetivo é evitar a circulação do vírus e manter o município livre da doença. “São raríssimos os casos de cura em humanos, e quem ficou curado teve uma sobrevida muito ruim. Então, a gente prefere fazer uma ação dessas, prevenindo, do que a gente ter um futuro caso de raiva”, explicou.
Luiz Humberto Rocha aproveitou o drive-thru do Centro Cultural Glauber Rocha para ir com a família vacinar os quatro gatinhos. Ele contou que foi bem recepcionado pela equipe e elogiou a ação. “Boa iniciativa da Prefeitura Municipal, pois na cidade tem dezenas de milhares de cães e gatos. Parabéns pela iniciativa”, destacou.
Da esquerda para a direita: Cacilda e o gato Toquinho, Luiz Humberto e Tinquer, Ane e Frida e Marilene e Cherie
Quem também esteve por lá foi Ângela Andrade, que não perdeu a oportunidade de imunizar a sua cachorra Pandora. “A gente protege os nossos pets contra a raiva e cuida deles. Pessoal muito competente e preparado pra essa ação”, avaliou.
Na Unidade de Saúde da Família da Urbis V, o movimento também foi intenso durante a manhã. Luciana Alves e a filha, Sofia, levaram a cadelinha Pipoca para vacinar. “A ação é válida, é necessária e eu gostei. Muito importante, que todos venham”, convidou.
Arnaldo Moraes e a esposa Ilma também foram imunizar os bichinhos: os cachorros, Kiko e Jade, e a gatinha Lili. Ele parabenizou o trabalho realizado nesta campanha. “É muito importante essa vacinação na nossa cidade, porque ajuda muito na parte de economia, e a gente não precisa pagar a vacina e nem procurar um veterinário. O atendimento aqui é nota mil”, disse.
Campanha antirrábica
A vacina contra a raiva é aplicada em dose única e ofertada anualmente, de forma gratuita, pelo SUS. Neste ano, a ação já foi realizada em mais de 250 localidades da zona rural, imunizando 19.135 animais.
A SMS também levou a vacinação aos condomínios residenciais Campo, Lagoa Azul II e Parque das Flores, no bairro Campinhos, e no Ipê e Jequitibá, no bairro Miro Cairo. No total, foram vacinados 1.072 cães e gatos.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta sexta-feira (16) o uso da vacina Comirnaty, da Pfizer, para imunização contra Covid-19 em crianças entre 6 meses e 4 anos de idade.
Após análise técnica de dados e estudos clínicos conduzidos pelo seu laboratório desde 1º de agosto, a agência divulgou que as informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz também para crianças dessa faixa etária.
Com a autorização, falta apenas o Ministério da Saúde definir o calendário para iniciar a vacinação.
Para diferenciar das demais imunizações já aprovadas anteriormente, a Comirnaty será identificada pelo frasco com tampa de cor vinho. Para crianças de 5 a 11 anos, a tampa é laranja e, para o público acima de 12 anos, roxa.
O uso de diferentes cores de tampa é uma estratégia para evitar erros de administração, já que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas etárias. Isso facilita a identificação pelas equipes de vacinação e, também, pelos pais, mães e cuidadores.
“A formulação da vacina autorizada deverá ser aplicada em três doses de 0,2 mL (equivalente a 3 microgramas). As duas doses iniciais devem ser administradas com três semanas de intervalo, seguidas por uma terceira dose administrada pelo menos oito semanas após a segunda dose”, delcarou a Anvisa, em nota.
Segundo a agência, a vacina tem 12 meses de validade, quando armazenada a temperatura entre -90°C e -60°C. Depois de retirado do congelamento, o frasco fechado pode ser armazenado em geladeira entre 2°C e 8°C por até 10 semanas, não excedendo a data de validade original.
A vacinação de crianças de 5 a 11 anos sem comorbidades começou no dia 14 de janeiro na cidade de São Paulo.
Para a faixa de 3 a 5 anos, a liberação ocorreu em 13 de julho de forma emergencial com o imunizante da Coronavac.
A Anvisa contou com a consulta e o acompanhamento de um grupo de especialistas de sociedades médicas para autorizar o uso da vacina. Participaram da avaliação especialistas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
A suspensão do piso salarial da enfermagem pelo Supremo Tribunal Federal (STF) despertou grande insatisfação na categoria, que já vinha batalhando pelo reajuste há anos. Visando pressionar os poderes por uma maior agilidade na resolução do problema, os líderes de representações da enfermagem na Bahia planejam aderir à greve nacional da categoria e realizar uma paralisação de 24 horas na semana que vem.
A diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde-BA), Aladilce Souza, explicou que será realizada uma assembleia com as principais lideranças da enfermagem nesta sexta-feira (16), às 14h, para definir como será o encaminhamento do movimento na Bahia. Apesar de ainda não ter definição, a gestora indicou que, provavelmente, deve ocorrer uma paralisação de 24 horas.
“Aqui na Bahia deveremos participar, no entanto ainda está ocorrendo reunião das entidades para decidir como encaminhar o movimento aqui no estado. É grande a revolta dos trabalhadores que, após lutarem tanto tempo e alcançarem uma vitória que faz justiça ao trabalho que desenvolvem para a população, enfrentam mais esse obstáculo”, afirmou Aladilce.
Representando o setor privado, a diretora de finanças e ex-presidente do Sindicato de Enfermeiros do Estado da Bahia (Seeb), Lúcia Esther Moliterno, confirmou a provável paralisação e avisou que a manifestação não será contra o STF, mas sim uma pressão para que o legislativo trabalhe para encontrar, rapidamente, uma fonte de renda para realizar o reajuste salarial.
“A greve não é contra o STF, o objetivo é realmente pressionar o presidente da Câmara e do Senado a aprovar, em regime de urgência, a fonte de custeio. Pois, se tiver a fonte de custeio, ele [ministro Luís Roberto Barroso] suspende a liminar. A manifestação também ajuda a pressionar as empresas privadas que ganharam muito dinheiro com a pandemia, mas não querem pagar o piso salarial”, explicou Moliterno.
O Conselho Regional de Enfermagem na Bahia (Coren-BA) também declarou apoio a uma possível paralisação da categoria no estado. A entidade, contudo, lembrou que a responsabilidade por uma possível implementação de greve é dos líderes sindicais. “O Coren-BA, de forma intransigente, luta pela implementação do Piso, junto ao STF e a outros órgãos de atuação na defesa dos direitos legalmente adquiridos pela categoria”, disse a instituição.
Apesar de encaminhada, a greve ainda não foi confirmada. Caso a paralisação não ocorra na Bahia, a diretora do Seeb afirmou que os enfermeiros devem participar de uma mobilização, na próxima quarta-feira (21), às 9h, no Farol da Barra, em Salvador.
O Fórum Nacional da Enfermagem, que agrega entidades da categoria como a Federação Nacional dos Enfermeiros (FDE), já se mobilizou para organizar uma paralisação nacional também na próxima quarta. Na ocasião, o ato deve ter duração de 24 horas.
O PISO DA ENFERMAGEM
Sancionado no início de agosto, o Projeto de Lei que prevê a instauração do piso salarial coloca como salário mínimo inicial para os enfermeiros o valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados.
Nos demais casos, haverá proporcionalidade: 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras. O piso salarial passou a valer imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União.
Logo após sua aprovação, quase que de forma imediata, a insatisfação de diversos prefeitos e governadores do Brasil. Aqui na Bahia o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) deram declarações insatisfeitos com a medida, sob a argumentação de que os cofres públicos não teriam condições de realizar os pagamentos.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou estudo que apontou que a implementação do piso salarial para os profissionais da enfermagem causaria um impacto de R$ 10,5 bilhões no orçamento. Além disso, segundo o levantamento, para honrar o reajuste na folha de pagamento, sem ampliação de recursos para isso, poderia provocar a demissão de mais de 143 mil profissionais do setor .
O secretário municipal da saúde de Salvador, Decio Martins, disse que “destaca a importância dos profissionais enfermeiros para o sistema de saúde e chama atenção para o fato da decisão ainda estar em discussão nas esferas competentes; e que os serviços municipais seguem normalmente na capital baiana”.