CMVC - Junho
AÇÕES BAHIA - PROJETOS INSTITUCIONAIS 0626 | DIGIT
Novo Paraiso
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Quem é essa figura do influenciador…? O que faz…? “qualquer coisa para aparecer”…? É um reflexo direto da economia virtual e do mundo da atenção, onde a relevância é medida por cliques e likes, engajamento e visualizações, e não pela qualidade ou ética, profundidade e densidade do conteúdo.

Esse tipo de personagem, muitas vezes descrito como sensacionalista ou tóxico, surge da necessidade de se destacar em um ambiente virtual saturado, individualista e com algoritmos que premiam o conteúdo extremo.

O que faz essa figura? O “Atentional Seeker”, (Buscador de Atenção): É o influenciador que exagera situações, cria dramas artificiais ou se coloca em risco para gerar engajamento. O “Controversial Commentator” (Comentarista de Controvérsias): Foca em postar conteúdos inflamatórios ou odiosos para forçar discussões e viralizar. Motivação: A busca incessante por validação externa, fama rápida e monetização (publicidade), baseando sua autoestima no número de seguidores e curtidas. Os tais influenciadores digitais são particularmente vulneráveis porque a sua “vida pessoal” é também o seu produto de trabalho. A construção de uma imagem inatingível (falsa realidade) cria uma pressão interna e externa para nunca mostrar vulnerabilidade, o que, a longo prazo é insustentável psicologicamente, emocionalmente, mentalmente, fisicamente e humanamente. Simplesmente, vão parar, vão esgotar, estafar, exaurir, sucumbir, colapsar, morrer… Perfil Psicológico: Pode envolver comportamentos de busca de atenção extremos, que, se não gerenciados, evoluem para atos perigosos. Economia da Atenção: O algoritmo da maioria das plataformas recompensa o conteúdo que mantém o usuário engajado por mais tempo (drama, choque, raiva), incentivando comportamentos desumanos. Individualismo Extremo: A cultura da “marca pessoal” transforma o indivíduo em um produto, onde a moralidade é secundária ao sucesso da audiência. Sensacionalismo e Crueldade: A necessidade de “um up” (superar) o último absurdo leva a exposições de dor, bullying, ou desafios perigosos, criando um ambiente desumano. O “Mercado da Personalidade”: A tendência de tratar as pessoas como mercadorias com valor comercial (vistos apenas pelos “likes”), desumanizando o próximo. A analogia entre a “escravidão dos influencers” e as “novas senzalas do século XXI” reflete uma crítica social e acadêmica crescente sobre a precarização do trabalho e o esgotamento mental na economia digital, onde a busca incessante por engajamento e lucro pode levar a condições análogas a jornadas exaustivas e degradação da saúde mental. O Paralelo com a Indústria Cultural e o Capitalismo. Tudo Vira Mercadoria: A crítica central baseia-se na teoria da indústria cultural, que argumenta que, sob o capitalismo, a cultura e até mesmo as relações humanas são transformadas em mercadorias a serem compradas e vendidas. No mundo dos influenciadores, a própria vida pessoal, imagem e interações sociais tornam-se produtos a serviço do marketing e das marcas. Razão Instrumental: Conceitos da Escola de Frankfurt sugerem que a razão instrumental — focada na eficiência técnica e no domínio para o lucro — prevalece sobre o desenvolvimento humano. Isso se manifesta na otimização de cada momento da vida do influencer para a produção de conteúdo rentável, esvaziando a dignidade humana em favor do capital.

Sociedade do Espetáculo: A onipresença do marketing e a interdependência entre acúmulo de capital e acúmulo de imagens ilustram a “sociedade do espetáculo”, onde a aparência e a performance constante são cruciais para a sobrevivência econômica na plataforma. As Condições de “Escravidão” na Era Digital: Embora não se trate de escravidão em seu sentido legal (que envolve trabalho forçado, condições degradantes e restrição de locomoção, conforme o Código Penal brasileiro), o termo “escravidão digital” é usado em discussões acadêmicas para caracterizar a exploração e a ausência de direitos trabalhistas em um ambiente de controle algorítmico. Exaustão Algorítmica e Burnout: Pesquisas e relatos de criadores de conteúdo apontam para altas taxas de problemas de saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e burnout. A pressão para postar constantemente, crescer a audiência e manter a relevância, sem garantias de retorno financeiro, é descrita como um ciclo vicioso e exaustivo. Precarização e Autonomia Ilusória: O modelo de trabalho em plataformas digitais, como a “uberização”, frequentemente mascara a subordinação sob a ideia de “empreendedorismo” e autonomia. Isso resulta em jornadas exaustivas, flutuação de renda e dificuldade em estabelecer limites entre vida profissional e pessoal. Pressão por Perfeição e Stigma: A apresentação de uma “vida perfeita” nas redes sociais cria uma pressão por padrões inatingíveis, contribuindo para problemas de autoestima e transtornos psicológicos, tanto para o público quanto para os próprios criadores. O estigma de que o trabalho de influencer não é um “trabalho de verdade” dificulta o reconhecimento de suas lutas. Assim, a discussão vai propor que, embora os influencers possam desfrutar de privilégios e autonomia aparentes, eles estão sujeitos a um sistema de exploração intensa que mercantiliza sua existência e impõe custos significativos à sua saúde e dignidade, o que gera o debate sobre uma nova forma de servidão moderna, classificado pelo Professor filósofo sul coreano Byung-Chul Han (2015), vai nos remeter para algumas reflexões sobre quem é esse ser da “sociedade virtual digital”, o influencer que se encaixa nessa descrição — operando na “sociedade do cansaço”, onde a autoexploração é romantizada e tudo vira mercadoria — é o perfil que Byung-Chul Han descreveria como o “sujeito de desempenho” tornado influenciador.

Este influenciador não atua apenas como vendedor, mas como o “arauto da positividade tóxica”, que transforma a vida, a produtividade e a saúde mental em um “negócio” de marketing pessoal, ignorando a dignidade humana em prol do engajamento e do lucro. A Romantização da Autoexploração: Vendem a ideia de que “querer é poder”, transformando a exaustão em um troféu de “produtividade”. Eles escravizam os operários (e a si mesmos) ao vender a crença de que ser seu próprio patrão é liberdade, quando na verdade é uma escravidão interna. A Mercadoria Humana: Tudo é conteúdo para marketing: a rotina de exercícios, o sofrimento pessoal, a alimentação, as férias. A dignidade humana é substituída pela estética do desempenho. A “Sociedade do Doping”: Promovem um estilo de vida que exige dopamina e alta performance contínua, muitas vezes incentivando o uso de estimulantes cognitivos ou a negação de pausas essenciais para “dar conta de tudo”. Foco no “Eu”: O influenciador dessa sociedade foca intensamente na preservação e triunfo do seu “eu” econômico, criando uma bolha de positividade que ignora crises sociais e empatias reais. No contexto do hipercapitalismo digital, esse influenciador é o agente que dissolve relações humanas em transações comerciais, transformando o “ser” em “ter/mostrar” Autoexploração: O Indivíduo como Escravo de si mesmo O mito da liberdade: Ao contrário do escravo tradicional, o sujeito atual se explora voluntariamente sob a crença de que está “realizando a si mesmo”. Empreendedor de si: Cada indivíduo é visto como um “empreendedor de si”, o que gera uma cobrança incessante para aumentar o desempenho, resultando em autoexploração e uma exaustão silenciosa. Violência Neuronal: O inimigo não é mais externo (disciplina/proibição), mas interno (positividade excessiva e cobrança). Isso leva ao esgotamento (Burnout), depressão e transtorno de déficit de atenção. A Sociedade do Desempenho e o Excesso de Positividade: O “Yes, we can”: A sociedade substituiu o “não” (proibição) pelo “sim” (poder fazer tudo). A positividade do “poder” é mais eficiente que a negatividade do “dever”.

Hiperatividade e Falta de Tédio: A busca por desempenho gera hiperatenção e multitarefa, destruindo a capacidade humana de contemplação (o “tédio profundo”), que, para o Professor Byung-Chul Han (2015), é essencial para a criatividade e a reflexão. Um não ao individualismo brutal, a Demência de Solidariedade e a “Agonia do Nós”. Hiperindividualismo: A ênfase na performance competitiva isola os indivíduos. O outro deixa de ser um parceiro para se tornar um concorrente ou um recurso para o próprio sucesso. Perda da Alteridade: Para o Professor Han (2022), vai dizer que a sociedade está se tornando, ainda mais narcisista, incapaz de aceitar a alteridade (o diferente). “O celular é um instrumento de dominação… age como um rosário, ou um crucifixo”, a um clic, do sim ou não, do bem e do mal”. A “agonia do Eros” destrói a verdadeira conexão com o outro, transformando relações em objetos de consumo. Solidão e Inimizade: O sistema capitalista de desempenho gera um cansaço solitário. Han propõe, em contrapartida, um “cansaçonós” — uma pausa coletiva que permita a retomada da comunidade. Sobre Relacionamentos (A Expulsão do Outro, 2016): “O inferno dos iguais é o que acontece quando o ‘outro’ desaparece e tudo se torna mais do mesmo”. Uma análise sociológica mais profunda dos fenômenos contemporâneos. A ideia de que o “influencer” pode “morrer” ou se perder na “sargenta do individualismo do lucro fácil” é uma metáfora que reflete debates reais sobre as consequências sociais do modelo de vida e trabalho promovido nas redes sociais. Numa discussão, ainda mais aprofundada, nos sugere que: Individualismo e Solidão: A busca incessante por engajamento e a construção de uma “marca pessoal” podem, paradoxalmente, aprofundar sentimentos de isolamento. Embora o marketing idealize a independência, o mundo digital, ao permitir que todas as necessidades (consumo, entretenimento) sejam atendidas online, pode tornar o encontro humano e a conexão social genuína menos frequentes e mais cansativos. Sociedade da Mercadoria e Consumo: Os influenciadores são peças-chave na sociedade de consumo, funcionando como a segunda maior fonte de informação para decisões de compra, atrás apenas de amigos e parentes. Segundo o Professor Han (2010), “A exploração é muito mais eficiente quando é disfarçada de liberdade.” “Na sociedade da informação, o influenciador se torna a mercadoria suprema. Ele transforma sua própria vida, seu corpo e seus sentimentos em objetos de consumo, promovendo a crença de que a exposição total é uma forma de liberdade, quando na verdade não se passa de uma grande prisão, só ele não enxerga.” Eles transformam o estilo de vida em produto e ou mercadoria e a felicidade em algo que pode ser adquirido, o que aprofunda a submissão aos critérios do sistema capitalista e da indústria cultural. “Escravidão Pós-Moderna” e “Novas Senzalas”: O uso de termos fortes como “escravidão pós-moderna” e “novas senzalas” sugere que, sob a aparência de liberdade e autonomia (ser
“seu próprio chefe”, trabalhar de casa), há uma nova forma de exploração. “O Capital, se encarrega de transformar tudo em mercadorias, uma sociedade de “teres humanos e não de seres humanos”. Na obra “A Sociedade do Espetáculo” (1967), do situacionista francês Guy Debord, é exatamente a análise clássica que descreve a transformação da vida humana em uma sucessão de mercadorias e aparências. Debord argumenta que o capitalismo avançou para um estágio onde a realidade foi substituída pela representação e o que vale não são as pessoas, mas o valor ($) que cada uma representa. Essa exploração se manifesta na pressão para manter um estilo de vida artificial e inautêntico, na dependência de algoritmos e marcas para sustento, e na subserviência a padrões sociais e de consumo que aprisionam os indivíduos em um ciclo de performance e aprovação externa. Em vez de uma “morte” literal, a sua frase sugere um esgotamento moral, social e psicológico desse modelo, que pode levar a crises de saúde mental, desinformação e a perda de um senso de comunidade e propósito mais profundo. A partir, do Professor Bauman (2015), vai nos dizer: “A rede social é uma armadilha. As pessoas não estão interessadas em ‘conectar’, em ter uma ponte. Elas estão, na verdade, do outro lado, apenas para não ficarem sós. Bauman (2020), argumenta que “o medo líquido (incerteza, fragilidade) permeia a existência”. Ele dirá que, nesse contexto de “modernidade líquida”, a tragédia familiar não é um acidente, mas o resultado de um sistema que se alimenta da transformação da vida humana em um produto consumível. É fácil adicionar amigos, mas é mais fácil ainda deletá-los.” Ou ainda, no seu clássico Vida para o consumo (2008), “Na sociedade de consumo, a capacidade de ser desejado é mais importante do que a capacidade de desejar. A vida de consumo é uma maratona de moda, não uma caça ao tesouro.” Ou ainda, no seu Modernidade líquida (2008),”A identidade, na modernidade líquida, não é algo herdado ou dado. Ela deve ser construída, e quando construída, precisa ser constantemente renegociada e atualizada. O ‘eu’ torna-se um produto, algo a ser exibido e comercializado.” Um dos principais fenômenos sociopsicológicos da economia digital atual. Os influenciadores digitais operam na interseção entre a sua identidade pessoal e o produto comercial, criando uma estrutura de trabalho onde a autenticidade é performada e a vulnerabilidade é frequentemente vista como um risco ao negócio. Vejam “risco ao negócio”, em nenhum momento fala-se em risco de vida, ou seja, à vida não importa, o que importa são os negócios, “tudo é mercadoria”, a vida humana, passa a ser um produto descartável, o que importa é a mercadoria, ou seja o negócio”. A “Vida-Produto” e o Esgotamento: Quando a vida pessoal se torna o produto (conteúdo), o descanso se torna ineficiência. Isso gera um ciclo constante de produção, facilitando o esgotamento profissional (burnout), ansiedade e problemas de saúde mental. Imagens Inatingíveis e a “Fake Reality”: A curadoria de uma vida perfeita cria uma falsa realidade. A pressão externa (seguidores, marcas) e interna (necessidade de manter o engajamento) para manter essa fachada inatingível impede a demonstração de vulnerabilidade genuína. O Capitalismo de Plataforma e a “Empresa-Eu”: A lógica capitalista de plataformas de redes sociais fomenta o “capitalismo de criadores”, onde a valoração do indivíduo é medida por taxas de clique e engajamento, não pelo caráter ou bem-estar. O influenciador transforma-se em uma “empresa-eu”, focada em desempenho e competição. A Insuportabilidade a Longo Prazo: A necessidade de “performar” um personagem perfeito é insustentável psicologicamente, pois o ser humano é vulnerável e inconstante. O distanciamento entre a vida real e a online pode levar a crises de identidade, onde o criador não sabe onde termina o personagem e começa a pessoa real. A questão central que nos traz à essa reflexão é se esse sistema é sustentável ou se, no limite, ele condena seus próprios participantes a uma existência vazia e solitária. O comportamento de boa parte dos influenciadores digitais, mas não se refere a uma única pessoa específica ou a um caso único, e sim a um perfil social generalizado no contexto da economia da atenção. A expressão refere-se ao influenciador que, impulsionado pela busca por “lucro fácil” e pela necessidade de engajamento a qualquer custo, transforma aspectos íntimos, trágicos ou problemáticos da sua vida pessoal em entretenimento. Principais aspectos dessa crítica: Individualismo e “Senzalas” do Séc. XXI: Sugere que influenciadores se tornam reféns (escravos) da necessidade de validação nas redes sociais, trabalhando intensamente para plataformas sob a promessa de fama e dinheiro rápido. Tragédia como Entretenimento: A denúncia destaca o uso de divórcios, doenças, brigas familiares e tragédias pessoais para gerar cliques, comentários e visibilidade. Precarização da Vida: O termo “escravidão pós-moderna” aponta para a perda de privacidade e a pressão psicológica constante para manter a relevância digital. O “influencer” que faz de tudo pela atenção é o subproduto de uma economia que transformou o olhar do outro em moeda de troca. Em um mundo virtual e individualista, o “eu” virou um produto que precisa de engajamento constante para existir. Como essa figura surge: A Democratização da Fama: Antes, a mídia era controlada por grandes canais. Hoje, qualquer um com um celular pode criar um palco. O algoritmo não julga a ética, apenas o tempo de tela. O Vício em Dopamina: O mecanismo de curtidas e comentários gera uma validação instantânea que alimenta o ego e a busca por atos cada vez mais extremos para manter o interesse do público. A “Espetacularização” do Eu: No vazio do isolamento moderno, a performance substitui a essência. Para não ser “cancelado” pelo esquecimento, o influencer recorre ao choque, à polêmica ou à superexposição da intimidade. Essa figura prospera porque o público, muitas vezes sedento por distração ou pelo prazer de julgar, consome esse conteúdo, fechando um ciclo onde a crueldade vira entretenimento e a atenção vale mais que a dignidade.

Essa crítica é comum a influenciadores que adotam a superexposição (o “exposed” de si mesmo) como estratégia de conteúdo principal, muitas vezes resultando em cancelamentos, crises de saúde mental ou desestruturação familiar. A análise se colocar a uma análise de um arquétipo crítico de influenciador digital contemporâneo, frequentemente discutido no contexto da “sociedade do espetáculo” e do marketing de influência, onde a busca por atenção e o lucro rápido prevalecem sobre a privacidade, a ética e a sanidade familiar. Esses perfis, muitas vezes citados em análises críticas como o de “influenciadores de tragédia” ou “marketing de superexposição”, caracterizam-se por: Transformar a vida privada em produto: A família, dramas pessoais e até momentos de luto ou crise são transformados em conteúdo monetizável (vídeos, stories, posts) para gerar engajamento. A “Escravidão Pós-Moderna”: A necessidade constante de produzir conteúdo para não perder relevância, tornando-se refém de métricas (curtidas, visualizações) e da pressão dos seguidores, uma espécie de servidão à atenção. Tragédia como conteúdo: A busca por likes a qualquer custo leva a situações extremas, como a exposição de crimes, a transformação de tragédias familiares em entretenimento e a superexposição da vida dos filhos, configurando um “trabalho” exaustivo e perigoso para a saúde mental e relações interpessoais. Individualismo e Lucro Fácil: A mentalidade de que “tudo vale a pena” para ganhar seguidores, muitas vezes associada à venda de produtos de procedência duvidosa, jogos de azar ou ostentação de uma riqueza que muitas vezes é uma ilusão do marketing, nada mais. Estes influenciadores “morrem” (no sentido figurado de perdem sua dignidade, humanidade ou autenticidade) nas “senzalas” da sociedade do século XXI, que podem ser interpretadas como o ambiente de alta pressão das redes sociais, onde se tornam
escravos de um algoritmo e de um público exigente.

Essas referências mostram que a tragédia familiar e pessoal citada é, na verdade, uma consequência estrutural de um modelo de negócio baseado na espetacularização da vida íntima, através de programas de reality show, ou exposição permanente dos influencers, sobre suas vidas transformadas em mercadoria, pelo capital. Essa visão realística sobre a “senzala digital” e a autodestruição em busca de cliques e likes, encontra eco em pensadores que analisam o esgotamento do indivíduo e a transformação da vida íntima em mercadoria. A premissa do influenciador que sacrifica a própria vida, família e sanidade no altar das redes sociais, movido pelo lucro fácil e pela necessidade de visibilidade, é um tema central na sociologia e filosofia contemporânea. Autores que analisam a “sociedade do espetáculo”, o “capitalismo de plataforma” e a “modernidade líquida” são algumas das melhores referências. E tem mais: quem é a figura do seguidor de influenciadores…? Quando analisada sob a ótica crítica da sociologia do trabalho e da filosofia e da economia política é frequentemente caracterizada como um agente imerso na alienação contemporânea e na sociedade do espetáculo. Este seguidor não é apenas um consumidor, mas um participante ativo — e muitas vezes passivo — na engrenagem que transforma comportamento e atenção em capital. O Seguidor como Alienado e “Escravizado” Escravizado pelo Capitalismo de Plataforma: O seguidor atua como o motor do influenciador. Ao dar “likes”, comentários e visualizar “stories”, ele gera engajamento e métricas que valorizam a mercadoria digital (o influencer). Ele é um produtor não remunerado de riqueza para as plataformas (Instagram, TikTok, YouTube) e para o influenciador. Consumo como Fuga e Padrão: O seguidor frequentemente adota o influenciador como referência, comprando produtos que prometem uma satisfação ilusória, agindo como um “consumidor alienado” que busca alívio de frustrações na compra contínua. O Jogo do Capital x Trabalho (Idiotas x Alienados). Algumas Considerações finais, longe da Conclusão, no processo cartográfico da Mercantilização do humano, ou ainda, degradação do humano, na era da psicose virtual. Essa é uma provocação ácida e muito pertinente sobre a configuração atual, da relação capital x vs. trabalho e da subjetividade. O que vem descrever — essa simbiose entre o influenciador (que performa uma vida mercadoria) e o seguidor (que consome essa ilusão enquanto se aliena de sua própria triste realidade alienante) — é o cerne de várias críticas contemporâneas. Com o auxílio de alguns Pensadores, que trouxemos para ilustrar o cenário das figuras dos seguidores (do influencers), um outro patético escravizado pelo neocapitalismo do espetáculo no trágico/jogo da velha.

**contribuição do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econômico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT/SEC/BA.*03/2026.1.**

CORTINA E CIA COLCHÕES

De 22 a 24 de junho, apenas os serviços públicos essenciais do município de Vitória da Conquista estarão em funcionamento, por conta do feriadão de São João. No início do mês, o Governo Municipal publicou o Decreto nº 24.279/2026, que estabeleceu pontos facultativos para os servidores da Administração Pública direta e indireta do Município, nos dias 22 e 23 de junho.

A decisão pelos pontos facultativos considera a relevância dos festejos, especialmente o São João, como manifestação cultural popular que integra o calendário de tradições do Município, sendo marcado por celebrações familiares e comunitárias.

Além disso, o ponto facultativo implica economia aos cofres públicos municipais, em valores dispensados com o consumo de energia, água, telefone, materiais de consumo, combustível, transporte, entre outros.

No mês de novembro de 2025, a Prefeitura Municipal divulgou o Decreto nº 24.007/2025, que estabelece o calendário oficial de feriados nacionais, estaduais e municipais, além dos pontos facultativos no âmbito da Administração Pública Municipal direta e indireta para o ano de 2026.

Transporte Coletivo

De 20 a 24 de junho, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) disponibilizará ônibus com cobrador saindo da Estação Herzem Gusmão até o Parque de Exposições Teopompo de Almeida, onde acontece o Arraiá da Conquista. Veja os horários:
18h30
19h30
20h30
21h30

Também haverá linhas especiais em direção aos bairros Conquista VI, Patagônia, Nova Cidade e Vilas Serranas, ao final da festa, que sairão do Parque de Exposições nos horários de: 23h00, 00h50 e 02h00.

Itinerário das linhas especiais:

Especial Nova Cidade = Rua da Granja, Av. Jorge Teixeira, Av. Luís Eduardo Magalhães, Av. Presidente Vargas (Em frente aos Mirantes), Rua Paulino Fonseca, Rua Monte Castelo, Av. São Geraldo, Rua Maria Viana Leal, Rua Paulino Santos, Rua Democrata, Rua Plácido de Castro, Av. Crescêncio Silveira.
Especial Vilas Serranas = Rua Granja, Av. Siqueira Campos, Av. Régis Pacheco, Av. Integração, Av. Pará, Rua Feira de Santana, Av. Sérgio Vieira de Mello (IFBA), Avenida Central (Vilas Serranas), Bairro Sobradinho (Rua A), Av. Brumado, Miro Cairo.
Especial Urbis VI = Rua da Granja, Av. Jorge Teixeira, Av. Luís Eduardo Magalhães, Av. Laura Nunes, Av. Sétima (Pousada Itajuípe), Av. Juracy Magalhães, Vila Bonita, Urbis VI.
Especial Patagônia = Rua Granja, Av. Siqueira Campos, Av. Régis Pacheco, Av. Integração, Av. Maranhão, Av. Frei Benjamim, Rodoviária, Hospital de Base.
Confira dias e horários de funcionamento dos serviços essenciais :

No domingo (21), as linhas irão operar com horários de sábado. A partir de segunda (22), as linhas D30 e D33 operam com horários reduzidos, a linha R17 passará por reformulações em seu horário e a linha R26 terá ajustes no horário do Cedro e também no itinerário, atendendo mais vezes ao Distrito Industrial 01 – Região dos Imborés. As linhas P52, P55 e R09 não operarão, retornando na segunda (29).

Na terça-feira (23), algumas linhas terão reduções de horários a partir das 18h, considerando a baixa demanda, mas a operação segue normal até as 00h. Na quarta-feira (24), os ônibus operam com horários de domingo.

Na quinta (25), as linhas D35 e D36 passarão a operar com novas tabelas.

As linhas D30 e D33 continuarão com horários reduzidos até o dia 06/07. Já as linhas D35, D36 e R09 terão seu retorno gradual a partir da mesma data.

Defesa Civil

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) estará em regime de plantão, durante 24 horas, para atender os cidadãos. Em caso de necessidade, a população pode entrar em contato por meio do WhatsApp (77) 8856-5070. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193.

*Unidades de Saúde*

As unidades de saúde do município não terão expediente nos dias 22, 23 e 24 de junho.

*Coleta de Lixo*

A coleta de lixo não sofrerá alterações.

*Guarda Municipal*

Outra atividade que não sofrerá interrupção é o serviço operacional da Guarda Municipal, que manterá o efetivo de agentes e viaturas no patrulhamento da cidade — com foco especial na segurança realizada no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, por conta do Arraiá da Conquista.

*Simtrans*

O Sistema Municipal de Trânsito (Simtrans) de Vitória da Conquista atuará em escala de trabalho normal. Para acionar o órgão, basta ligar para os telefones (77) 3229-3553 e (77) 3229-3556.

*Procon*

No dia 22 de junho, a Superintendência Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) manterá excepcionalmente o expediente apenas para a realização de audiências de conciliação que foram agendadas antes da designação da data como ponto facultativo. Fica suspensa a prestação dos demais serviços oferecidos no setor.

*Centro Cultural Glauber Rocha (Prefeitura da Zona Oeste)*

O pátio de atendimento não funcionará de segunda a quarta-feira (22 a 24). As atividades serão retomadas normalmente na quinta-feira (25), no horário habitual.

*Casa:* O Centro de Apoio à Saúde Animal (Casa) atenderá somente os casos de emergência na segunda (22), das 8h às 12h e das 14h às 17h. Os atendimentos retornam ao normal no dia 25 de junho.

*Assistência Social*

Centro Pop Adulto: Funcionamento das 8h às 13h entre os dias 22 e 24

Centro Pop Criança e Adolescente: Funcionamento das 8h às 13h nos dias 22 e 23. Fechado no dia 24.

Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas): Nos dias 22 e 23 funcionamento das 8h às 13h, e das 13h às 20h horas funcionamento sobre aviso. No dia 24, funcionamento das 8h às 13h.

*Restaurante Popular*

Funcionamento normal nos dias 22 e 23. Fechado no dia 24

*Conselhos Tutelares*

Atuará em regime de plantão de segunda (22) a quarta (24). Os conselheiros podem ser acionados pelos telefones:

Zona 01 – (77) 9 8856-3303

Zona 02 – (77) 9 8879-3351

Zona 03 – (77) 9 8834-6677

Zona Rural – (77) 98856-2987

CORTINA E CIA COLCHÕES

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18).

A PF aponta que Jaques Wagner atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar.

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Além de Jaques Wagner, a PF também mira nesta fase da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno — liquidado pelo Banco Central em fevereiro.

A defesa de Augusto Lima afirma que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”.

Jaques teria recebido ‘vantagens indevidas’ – A operação tem como foco principal a relação entre o senador e o banqueiro Augusto Lima, apontado como aliado de Daniel Vorcaro.

A PF apura se o parlamentar teria atuado em favor de projetos de interesse do Master no Congresso, entre eles a chamada “Emenda Master” e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado.

A Emenda nº 11 à PEC 65/2023, conhecida como Emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sob investigação da Polícia Federal, propunha mudanças no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras.

Na prática, ela ampliaria o modelo de negócios fraudulento do Master, a partir da ampliação da cobertura do FGC.

Segundo a decisão, a Polícia Federal identificou que “o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master” e depois entregue “em envelope endereçado a ‘Ciro'” na residência do senador. Segundo os investigadores, Jaques Wagner teria atuado pela aprovação da proposta no Congresso.

Em contrapartida, os investigadores apontam que Jaques Wagner recebeu “vantagens indevidas”, como um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador, além de repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a familiares, bem como o uso de aeronaves e ingressos para shows.

A apuração teve início após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima.

Jaques Wagner, que já foi governador da Bahia por dois mandatos e ocupou diversos ministérios, já havia sido citado anteriormente por intermediar contatos entre o grupo financeiro e altas autoridades.

Operação da PF – Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados aos alvos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.

Além disso, agentes federais cumprem medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaportes. Inicialmente, a PF falou em monitoramento eletrônico, mas depois corrigiu a informação.

Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Veja quem são os alvos desta quinta:

  • Senador Jaques Wagner (PT-BA);
    Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Vorcaro, do Banco Master;
    Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, secretário de Meio Ambiente do governo da Bahia e gestor da BN Financeira Ltda;
    Bonnie Toaldo Bonilha, esposa de Eduardo e vinculada à estrutura societária da BN Financeira;
    Patrich Toaldo Bonilha, vinculado à BN Representações Tecnológicas Ltda;
    Guilherme Henrique Sodré Martins (“Tio Guiga”). pai de Eduardo Sodré e pessoa de confiança de Jaques Wagner;
    Valério Marega Júnior (“Valério Fundos”), operador financeiro ligado a estruturas de fundos do Banco Master;
    David Lopes Monteiro, operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico;
    Luiz Antonio Lombardi, diretor da Epítome S.A., empresa que adquiriu formalmente o imóvel em Salvador;
    Andréa Lima Novaes, diretora da PKL One Participações S.A. e prima de Augusto Lima;
    BN Financeira Ltda., empresa central no eixo de pagamentos ao núcleo familiar de Jaques Wagner;
    BN Representações Tecnológicas Ltda., empresa vinculada ao mesmo núcleo da BN Financeira;
    PKL One Participações S.A. (Credcesta); empresa ligada ao núcleo de Augusto Lima;
    Terra Firme da Bahia Ltda., empresa vinculada a Augusto Lima e onde Andréa Novaes possui vínculo profissional;
    GF4.15 Participações e Consultoria Ltda., sociedade administrada por Guilherme Sodré.

Fonte: G1
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

CORTINA E CIA COLCHÕES

Um revólver foi apreendido na noite de terça‑feira (16) durante uma ação da 78ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) no Bairro Brasil, em Vitória da Conquista. Segundo a Polícia Militar, a equipe recebeu denúncia de que um homem estaria armado nas proximidades da feira do bairro. Durante as buscas, os policiais localizaram um suspeito com as características informadas. Ao notar a aproximação da guarnição, o homem correu pelas ruas da região. Durante a fuga, os militares viram o momento em que ele jogou um objeto próximo a um açougue. O suspeito não foi encontrado após rondas no entorno. A arma dispensada foi recolhida e apresentada na Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado.

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Um homem de 47 anos, suspeito de matar a ex-companheira em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano, foi preso na manhã desta quarta-feira (17), na zona rural de São Miguel das Matas.

Segundo a Polícia Civil (PC), o suspeito era alvo de um mandado de prisão preventiva por feminicídio e estava foragido desde outubro de 2021, quando a ordem judicial foi expedida. Ele foi localizado em uma residência às margens da BA-026 e tentou fugir durante a abordagem, mas foi alcançado e contido pelos agentes.

O homem é investigado pela morte de Maria de Fátima dos Santos Santana, de 41 anos. O crime aconteceu em 19 de setembro de 2021, nas proximidades do Conjunto Nova Canaã, em Santo Antônio de Jesus.

De acordo com as investigações, a vítima retornava para casa a pé, quando foi surpreendida por disparos de arma de fogo. Ela havia saído para visitar uma irmã no bairro Santa Terezinha e estava na companhia do então marido.

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata dos contratos firmados pela Prefeitura de Anagé para os festejos juninos de 2026.

A medida, assinada pelo promotor de Justiça Leandro Carvalho Duca Aguiar, estabelece prazo de três dias úteis para que a gestão municipal apresente documentos e esclarecimentos sobre as contratações.

A reportagem tenta contato com a defesa da Prefeitura. O conteúdo será atualizado assim que surgirem fatos novos sobre a recomendação do MP.

Segundo o MP, há indícios de descumprimento das diretrizes da Nota Técnica Conjunta n° 01/2026, elaborada em conjunto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que orienta sobre critérios de transparência, razoabilidade e economicidade nas contratações artísticas.

Entre as medidas recomendadas estão a suspensão dos contratos até a conclusão das apurações, o envio dos processos de inexigibilidade de licitação, a apresentação de relatórios fiscais e a comprovação da capacidade financeira do município.

O órgão também solicitou declaração do prefeito informando que não há atraso no pagamento dos servidores e que o município não está sob decreto de emergência ou calamidade pública. Além disso, determinou a publicação de todos os contratos relacionados ao evento no Portal Nacional de Contratações Públicas.

O Ministério Público alerta que o descumprimento da recomendação poderá resultar na adoção de medidas judiciais e administrativas.

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Os professores Robério Rodrigues Silva e Francislene Cerqueira de Jesus tomaram posse como reitor e vice-reitora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) para o quadriênio correspondente. Eleitos pela chapa “Cuidar para Transformar”, os novos gestores passam a conduzir a instituição pelos próximos quatro anos. Inovando na tradição institucional, a solenidade aconteceu no campus de Itapetinga, ocupando o Auditório Juvino Oliveira. O local escolhido representa um marco histórico: o professor Robério Rodrigues Silva consiste no primeiro docente vinculado àquela unidade a assumir o posto máximo da universidade. Outro fator inédito envolve a trajetória acadêmica dos empossados, visto que ambos completaram a formação superior como egressos da própria instituição. O novo reitor concluiu a graduação em Zootecnia na UESB, além de integrar a primeira turma e se tornar o primeiro mestre titulado pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia no campus de Itapetinga. A vice-reitora graduou-se pelo Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade, somando quase quinze anos de docência no campus de Jequié.

A solenidade reuniu colegas, familiares e diversas autoridades. Após a apresentação da Orquestra Canto das Artes, projeto conduzido pela maestrina Leniza Souza Santos, os líderes discursaram relembrando as respectivas origens. O reitor recordou a infância humilde e prestou homenagem à mãe, presente no recinto, ressaltando o orgulho de ver o filho de um vaqueiro alcançar o cargo máximo da instituição. Em sua fala, enfatizou que a composição da equipe diretiva reflete uma visão que supera barreiras geográficas, integrando os três campi de forma unificada e valorizando ex-alunos em pós-graduações e posições estratégicas de planejamento. A professora Francislene Cerqueira de Jesus classificou a conquista como um resultado coletivo impulsionado pelas origens ancestrais e pela eficácia do ensino público. Emocionada, relembrou a infância e destacou a relevância de sua posse no cenário da representatividade, manifestando consciência de classe, gênero e raça para que mais vozes negras consigam projeção e espaço na academia.

Representando o Governo do Estado e presidindo os trabalhos da mesa, o presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia, professor Roberto Gondim, pontuou que o crescimento regional e a diminuição das desigualdades sociais passam obrigatoriamente pela consolidação das universidades públicas nos territórios baianos. O presidente do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia (UEBAS) e dirigente da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Alessandro Fernandes, corroborou a necessidade de atuação conjunta entre as instituições para expandir o Ensino Superior no interior. O evento contou ainda com oficiais pronunciamentos da diretora do campus de Brumado da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Jaciara Vieira, além de lideranças políticas de Itapetinga, como o prefeito Eduardo Hagge e o vice-prefeito Alécio Chaves. Prestigiaram a transmissão do cargo os ex-reitores Waldenor Alves Pereira Filho e Abel Rebouças São José, o ex-vice-reitor Fábio Félix Ferreira, diretores de departamentos, estudantes e representantes de entidades representativas como a ADUSB, AFUS, APG e o Diretório Central dos Estudantes (DCE).

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Com horário de funcionamento estendido, clientes poderão aproveitar a Praça de Alimentação para assistir ao jogo

O maior evento de futebol do mundo teve início neste mês de junho, e o Boulevard Shopping Vitória da Conquista está transmitindo todos os jogos no telão localizado na Praça de Alimentação do empreendimento. Para o próximo jogo do Brasil, que terá como rival o Haiti nesta sexta – feira (19), às 21h30, o centro de compras preparou diversas novidades para que o cliente possa aproveitar cada minuto.

A praça de alimentação funcionará com horário estendido, até 23h30, com todas as operações de alimentação abertas. Além disso, o shopping promoverá duas grandes ações: o “Chute a Gol”, uma brincadeira voltada para a distribuição de brindes a quem participar, e a distribuição gratuita de chopp durante a partida ou enquanto durarem os estoques. Os clientes presentes para assistir à transmissão da partida terão direito a 1 (um) chopp cortesia, limitado a 1 (uma) unidade por CPF. Para receber o chopp cortesia, será necessário realizar cadastro no local do evento, mediante apresentação de CPF e documento oficial com foto, quando solicitado. O benefício é pessoal, intransferível e não poderá ser convertido em dinheiro ou substituído por outro produto. É proibida a participação de menores de 18 (dezoito) anos.

Além disso, o público também pode saborear comidas típicas do período junino, disponíveis nas barraquinhas montadas no local, além da Praça de Alimentação em funcionamento, tornando a experiência ainda mais completa.

“Estamos animados em poder proporcionar essas ações aos nossos clientes. Os jogos têm sido um sucesso na nossa Praça de Alimentação e queremos que a experiência continue melhorando cada vez mais e que todos possam curtir e aproveitar cada minuto conosco”, afirma Marcela Gusmão, gerente de marketing do shopping.

A programação completa das transmissões será divulgada nas redes sociais do shopping: @boulevardconquista

Apoio: @blogdoredacao e @radioupconquista

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O estudante do curso de jornalismo da Uesb, Pedro Henrique Novaes, foi selecionado para participar do “Profissão Repórter Procura”. A iniciativa é da Academia LED em conjunto com o Jornalismo da Rede Globo e promoverá um quadro especial no programa Fantástico, exibido aos domingos e com previsão de estreia para o segundo semestre de 2026.

Após uma série de seletivas, Pedro e outros cinco estudantes de Jornalismo do país poderão ter vivências práticas junto à equipe do programa “Profissão Repórter”, passando por experiências imersivas que aproximam os participantes da rotina e dos desafios da reportagem. Ao longo do processo, os estudantes serão avaliados pelo jornalista Caco Barcellos e pela equipe do programa. Ao final, um dos participantes será selecionado para ter uma vivência profissional como repórter da Rede Globo.

Para Pedro, receber a notícia de ter sido um dos escolhidos foi uma das melhores coisas que o aconteceu tanto em sua vida pessoal quanto na vida profissional. “Foi incrível poder compartilhar o momento da notícia com minha mãe e irmã, e poder vibrar com elas essa conquista que diz muito sobre a nossa trajetória até aqui, sobre o quanto lutamos para conquistar nossos sonhos”, afirma.

O estudante espera vivenciar de perto o lema do programa, que fala sobre “os desafios da notícia e os bastidores da reportagem”. “Eu acho que esse bordão diz muito. Então, aprendê-lo, praticá-lo e senti-lo vai ser uma forma muito legal de poder confirmar tudo aquilo que eu já acredito do jornalismo e desse trabalho de tratamento e cuidado com a informação, que a gente já faz”, destaca.

Além da expectativa para viver as atividades a serem proporcionadas pelo programa, Pedro também enxerga a oportunidade como uma forma de fortalecer a sua trajetória no jornalismo. “Eu acredito que viver essa experiência vai enriquecer muito a minha identidade profissional porque vai ser a partir dali que eu poderei me encontrar ou me projetar para outras áreas. Essa é uma ótima oportunidade, creio que os aprendizados serão muitos”, ressalta.

Sobre a iniciativa – Na primeira fase da seleção, os estudantes tiveram que produzir e enviar uma reportagem de dois minutos, a respeito de alguma manifestação popular brasileira. Pedro escolheu retratar o Reisado de Mucugê, tradicional manifestação cultural que ele tem contato desde a infância e que reúne dança, música, religiosidade e diversos elementos da cultura popular.

Fonte: UESB

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Feira Literária de Mucugê reuniu 35 mil pessoas na última edição e retorna em agosto de 2026 com o tema “Literatura e múltiplas formas do dizer”

A Feira Literária de Mucugê (Fligê) realiza a sua 9ª edição entre os dias 13 e 16 de agosto de 2026, em Mucugê, na Chapada Diamantina. Consolidada como um dos mais importantes eventos literários do Nordeste, a feira terá como tema “Literatura e múltiplas formas do dizer”, propondo reflexões sobre as diferentes linguagens, narrativas e expressões artísticas que atravessam a literatura contemporânea.

Para 2026, a Fligê já confirmou a presença da escritora Mariana Salomão Carrara, do escritor Itamar Vieira Junior, da poeta Lívia Natália e do autor Vitor Martins. Novos nomes serão anunciados em breve.

A feira contará ainda com a expografia “Constelação de Madalena Santos Reinbolt”, em homenagem à artista baiana, assinada pela cineasta Patrícia Moreira.

“A gente está provocando justamente o encontro do público com a Literatura nas suas diferentes dimensões e gêneros. Tem a literatura para as crianças, para esses públicos da juventude, para as diversidades, adultos, jovens e também a Literatura nos seus diferentes gêneros literários e outras possibilidades de expressões artísticas”, afirma a curadora da Fligê, Ester Figueiredo.

A programação ocupará diversos espaços da cidade histórica de Mucugê, como Palco Principal, Centro Cultural, Tenda Literária, Fligezinha, Coreto Literário, Beco Literário e Praça das Lanternas Literárias. Estão previstas mesas literárias, saraus, oficinas, slams, contações de histórias, apresentações musicais, performances, exposições, cordel, quadrinhos, lançamentos de livros e atividades voltadas ao público infantil e juvenil.

Espaço de democratização – Ao longo de sua trajetória, a Fligê vem se consolidando como um espaço de democratização do acesso à literatura, valorização das identidades culturais e fortalecimento da economia criativa no interior da Bahia. O evento também promove encontros entre escritores consagrados, novos autores, artistas locais, estudantes, professores, leitores e comunidades tradicionais da Chapada Diamantina.

A edição de 2025 confirmou a dimensão cultural, educacional e econômica da Fligê. Ao longo de cinco dias de programação gratuita, o evento reuniu cerca de 35 mil pessoas e mobilizou participantes de 73 municípios baianos. A feira também alcançou 100% de ocupação da rede hoteleira de Mucugê, incluindo pousadas e casas alugadas, além de gerar impacto econômico estimado em R$ 12 milhões, segundo dados do setor de tributos do município.

Outro destaque da última edição foi o alcance educacional da programação. Aproximadamente 8 mil estudantes das redes estadual, municipal e privada participaram das atividades promovidas pela feira, que reuniu 29 escolas de 16 municípios e instituições da Educação Profissional e Tecnológica. Ao todo, foram realizados cerca de 400 lançamentos de livros, além da participação de 18 editoras baianas.

Atrações confirmadas para a 9ª Edição:

Mariana Salomão Carrara – Paulistana, defensora pública e nascida em 1986, Mariana Salomão Carrara é autora dos romances Se deus me chamar não vou e É sempre a hora da nossa morte amém, ambos indicados ao Prêmio Jabuti. Também escreveu Não fossem as sílabas do sábado e A árvore mais sozinha do mundo, vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura na categoria Melhor Romance. Em 2025, lançou pela Baião, selo da Todavia, o livro infantil Sabor Paciência. Já em 2026, publicou o romance Cláudia Vera Feliz Natal, ambientado no judiciário mato-grossense.

Itamar Vieira Junior – Nascido em Salvador, em 1979, Itamar Vieira Junior é um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Foi o primeiro brasileiro finalista do International Booker Prize e é autor da coletânea de contos Doramar ou a Odisseia, do infantil Chupim e dos romances Salvar o fogo — vencedor do Prêmio Jabuti 2024 — e Torto arado, obra premiada com o Jabuti e o Oceanos em 2020, além do Prêmio Montluc Résistance et Liberté, em 2024. Traduzido para mais de trinta idiomas, Torto arado inspirou adaptações para o teatro, um musical e uma canção do compositor Rubel.

Lívia Natália – Poeta, mulher negra-feminista, nordestina, Ìyálorixá e professora associada da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Lívia Natália é doutora em Teoria da Literatura e autora de sete livros. Sua obra “Dia bonito pra chover” recebeu o Prêmio APCA de Melhor Livro de Poesia de 2017 e, em 2024, foi adotada no vestibular da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Vitor Martins – Autor e tradutor, Vitor Martins é conhecido por livros voltados ao público jovem e por narrativas que abordam diversidade e representatividade. Seu romance Quinze dias teve os direitos vendidos para países como Estados Unidos, Rússia, Polônia, Portugal e Reino Unido, além de ganhar adaptação audiovisual prevista para estrear nos cinemas em junho de 2026, produzida pela Conspiração Filmes. Também é autor de Um milhão de finais felizes, Se a casa 8 falasse — finalista do Prêmio Jabuti 2022 — e Mais ou Menos 9 Horas. Em 2025, lançou Os 3 desejos de Eugênio, comédia romântica sobre amadurecimento afetivo.

Fligê 2026 – A nona edição da Feira Literária de Mucugê foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários, por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia e da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

A Fligê conta com apoio do Governo Federal via Lei Federal n.º 14.133/2021 para ações culturais por meio de emendas parlamentares. O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da TVE Bahia.

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