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Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (28) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que, para 75% dos brasileiros, o governo do presidente Jair Bolsonaro tem responsabilidade na alta da inflação (um pouco de responsabilidade: 39%; e muita responsabilidade: 36%).

O levantamento do Datafolha foi realizado na terça (22) e na quarta-feira (23) com 2.556 eleitores em 181 cidades de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

Veja os números da pesquisa:

  • Um pouco de responsabilidade: 39%
  • Muita responsabilidade: 36%
  • Nenhuma responsabilidade: 21%
  • Não sabe: 3%

 

A última pesquisa do tipo realizada pelo instituto aconteceu em setembro de 2021. Na época, 41% responderam que o governo tinha muita responsabilidade; 34% um pouco de responsabilidade; e 23% nenhuma responsabilidade. 2% não souberam responder.

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Os preços dos medicamentos devem ficar mais caros a partir do final desta semana: dia 1º de abril é quando entra em vigor, usualmente, a autorização para reajuste dos remédios pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

O percentual autorizado para o reajuste deve ser divulgado nos próximos dias. Uma análise do Citi, no entanto, aponta que a alta deve ficar em torno de 10% – próxima à inflação registrada no ano passado, de 10,06%.

Como é calculado o reajuste

Pela legislação em vigor, o reajuste anual dos preços de medicamentos é definido considerando a inflação, além de outros indicadores do setor.

No início do ano, o Comitê Técnico-Executivo da CMED decidiu definir em zero dois fatores que compõem a fórmula do reajuste dos preços dos medicamentos para este ano: o fator de produtividade (Fator X) e o fator de ajuste de preços relativos intrassetor (Fator Z).

O primeiro deles, Fator X, é estabelecido a partir da estimativa de ganhos futuros de produtividade das empresas que compõem a indústria farmacêutica no país. Segundo um comunicado da Anvisa, o Fator Z também terá valor igual a zero, conforme preveem as regras de uma resolução do comitê que estabelece os critérios de composição de fatores para o ajuste de preços de fármacos.

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Impera na Justiça do Trabalho um jargão muito ouvido por advogados e trabalhadores: “Ganhou, mas não levou”. A mesma frase pode ser aplicada à decisão vitoriosa do governo Jair Bolsonaro perante à Justiça Eleitoral. A decisão do ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de impedir que artistas fizessem manifestação política durante o festival Lollapalooza, foi inócua, mas por um erro dos próprios autores do pedido liminar.

 

A advogada representante do PL, partido de Jair Bolsonaro, que entrou com a ação, errou o e-mail e o CNPJ do Lollapalooza. Segundo os documentos do despacho, o TSE intimou uma empresa que não existe desde 2018 em decorrência do erro. Na internet, surgiram memes sugerindo que a representante da sigla fez uma busca rápida entre o nome do festival e o CNPJ no Google.

 

Nos registros do site do TSE, Daniel Vasconcelos Borges Netto, da Coordenadoria de Processamento, informa que uma das empresas não informou endereço de correspondência e o e-mail informado era inexistente. Já a razão social do Lollapalooza só informou endereço de correspondência, Desta forma, seria inútil a intimação, já que o festival encerrou neste domingo (27).

 

Segundo a oficial de Justiça Patrícia Scheifer, que tentou notificar a empresa nesta tarde em São Paulo, ela foi recebida pela advogada representante, Fernanda Sanches Pinheiro Soares, e que esta informou desconhecer o nome e o CNPJ da empresa informados na decisão.

 

E o “tiro acabou saindo pela culatra”, já que a decisão era para impedir manifestações políticas, diversos artistas subiram ao palco do festival se manifestando contra o atual governo Bolsonaro. Logo que soube da decisão, a cantora Anitta repudiou a liminar e se prontificou a ajudar artistas a pagar a multa de R$ 50 mil, caso a multa vingasse. O movimento “Cala a boca já morreu”, liderado pelo youtuber Felipe Neto, também declarou que ajudaria artistas a pagarem a multa. A banda Fresno, a primeira a se apresentar no festival, declarou “fora Bolsonaro” no palco e exibiu a frase no telão durante o show. Já o rapper Djonga incentivou a plateia a xingar o presidente.

 

Mais cedo, juristas criticaram a decisão do ministro Raul Araújo, por ser uma censura e ferir a liberdade de expressão, já que é permitido a populares fazerem manifestações políticas em eventos, desde que não peçam votos. O ministro é conhecido por negar a retirada de outdoors pró-Bolsonaro em diversas cidades do país.

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Programa Redação Brasil
Apresentação Deusdete Dias e Maciel Jr

João Melo – O povo de Conquista pode falar

Gordo Repórter – Cotidiano da cidade

Luciana Nery – Universo Diverso

Daniel Morais – Giro Brocado do Mamulengo

Verônica Ferraz – Destaques do Blog do Redação

Igor Novaes – Esporte

Mateus Araújo, Marcus Vinicius (Boca) e Josué Marinho – Produção audiovisual

Programa Redação Brasil vai ao ar pela Brasil FM 107,7 das 7:00 às 8:00 da manhã e em horário alternativo na Mega Rádio VCA das 10:00 às 11:00.

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Funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entraram em greve por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira (28). Ao todo, 140 postos de atendimento e sete gerências estão fechados em toda a Bahia.

A greve nacional do INSS começou na última quarta-feira (23). Na sexta (25), a categoria decidiu, em assembleia, que os servidores iriam aderir ao movimento. Os servidores pedem reposição salarial e alegam que estão em defasagem há três anos.

O reajuste que os servidores reivindicam é de 19,9%. Além disso, a categoria também afirma que há déficit de mil profissionais e pedem ainda a realização de um concurso público.

Sem saber da determinação da greve, várias pessoas buscaram atendimento em agências de Salvador. Na unidade de Brotas, por exemplo, uma fila de pessoas aguardando atendimento foi registrada nesta manhã. *G1.com

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Um grupo de 47 ucranianos que estava na Polônia, chegou neste sábado (26) ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que eles foram apoiados pela força-tarefa da Embaixada do Brasil em Varsóvia. As informações são da Agência Brasil.

 

A embaixada providenciou os documentos de viagem e notas dirigidas às autoridades migratórias, sanitárias e aeroportuárias polonesas.

 

Os ucranianos também tiveram apoio do Consulado-Geral em Frankfurt, onde foi realizada conexão de voo. Eles desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

 

Portaria do MRE e do Ministério da Justiça e Segurança Pública garante visto temporário e autorização de residência para acolhida humanitária de ucranianos que tenham sido afetados ou deslocados pela guerra na Ucrânia.

 

Os ucranianos que chegarem ao Brasil sem visto, podem solicitar autorização de residência nas delegacias de Polícia Federal.

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A ampla maioria (81%) dos entrevistados pelo Datafolha diz achar que redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram deveriam excluir o mais rápido possível publicações que mostram notícias falsas sobre a eleição no Brasil.
Outros 14% avaliam que as plataformas deveriam deixar os conteúdos disponíveis, mas com um aviso de que são mentirosos, e para 3%, as empresas não deveriam fazer nada e deixar as postagens intactas; 3% disseram não saber responder à pergunta, feita pelo instituto na terça (22) e quarta-feira (23).
Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos, a pesquisa foi realizada em 181 cidades de todo o país, com 2.556 pessoas acima de 16 anos, e está registrada no TSE sob o número BR-08967/2022.
No total, 84% dos participantes do levantamento têm conta em alguma rede social, sendo 61% no Facebook, 56% no Instagram e 16% no Twitter.
O percentual dos que interagem em alguma plataforma chega a 98% entre as pessoas com 16 a 24 anos e cai paulatinamente conforme a idade –entre aquelas acima dos 60 anos, 57% possuem conta.
Em relação ao comportamento das empresas perante notícias falsas, os percentuais dos favoráveis à exclusão imediata pouco se alteram dentro das diferentes faixas etárias. Já a opinião de que os conteúdos deveriam ser mantidos com algum tipo de sinalização tem variação mais significativa.
Enquanto 19% no segmento de 16 a 24 anos defendem essa atitude, só 8% no grupo acima de 60 anos compartilham da mesma visão. No segmento mais idoso, a ideia de remoção instantânea é aprovada por 81%, mesmo valor da média geral.
Na fatia dos que consideram o governo Jair Bolsonaro (PL) ótimo ou bom, 5% acham que as plataformas não deveriam fazer nada em relação às postagens e 18% pensam que deveriam ser acrescidas de um alerta, percentuais que vão a 2% e 12%, respectivamente, entre quem acha a gestão ruim ou péssima.
Se na média geral 81% avaliam que as publicações deveriam ser retiradas o quanto antes, entre os que avaliam o governo como ótimo ou bom a taxa é de 74%.
Conteúdos com notícias falsas eram normalmente apagados das plataformas apenas mediante decisões judiciais, mas, com a pressão para que as redes contribuam no combate à desinformação, algumas delas passaram a sinalizar conteúdos potencialmente mentirosos, reduzir sua visibilidade, omiti-los por conta própria e, até mesmo, removê-los cautelarmente.
O Datafolha também pesquisou o nível de credibilidade dos instrumentos que a população escolhe para se informar sobre eleições. De modo geral, os meios digitais demonstraram gerar mais desconfiança do que os tradicionais.
Os programas jornalísticos na TV apareceram como fonte de informação confiável para 41% dos entrevistados, seguidos por programas jornalísticos de rádio (39%), jornais impressos (38%) e sites de notícias (32%). O WhatsApp é considerado de confiança por 12%.
Na amostra das principais redes sociais, as taxas de confiança e desconfiança, respectivamente, são de: 14% e 64% no Facebook, 19% e 56% no Telegram, 12% e 68% no TikTok e 31% e 44% no Twitter.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) criou o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação e firmou em fevereiro memorandos de entendimento com as plataformas Twitter, TikTok, Facebook, WhatsApp, Google, Instagram, YouTube e Kwai.
O Telegram, que é motivo de preocupação entre autoridades por causa da fragilidade nos controles de disseminação de notícias falsas, vinha ignorando os contatos da corte eleitoral e só aderiu ao programa nesta sexta-feira (25), após ação do STF (Supremo Tribunal Federal).
Neste mês, o ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou a suspensão do aplicativo no Brasil por considerar que a plataforma vinha descumprindo decisões judiciais e se omitindo dos chamados para se juntar aos esforços pelo combate à desinformação e à prática de infrações penais.
Após a determinação, a empresa nomeou um representante oficial no Brasil e passou a atender aos tribunais. O aplicativo informou estar disposto a colaborar com os Poderes locais e afirmou ter o compromisso de contribuir no combate às fake news no país.
Para o advogado e professor Marco Antonio da Costa Sabino, coordenador do Centro de Pesquisas de Mídia e Internet do Ibmec-SP, as principais plataformas adotaram comportamento mais cauteloso em relação ao tema depois de 2014 e reforçaram iniciativas próprias nessa área.
“Elas são capazes de combater desinformação sem intervenção do Estado. Pesquisas mostram que, quando o usuário é advertido sobre um conteúdo nocivo, ele presta mais atenção ao conteúdo e cria mecanismos críticos, o que quebra o efeito de impacto das notícias falsas”, diz.
Sabino afirma que “há pressões sobre as empresas de todos os lados, em nível global”, reforçadas após as suspeitas de manipulação da opinião pública que envolveram, por exemplo, a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e a votação do Brexit, no Reino Unido.
Na opinião do especialista, a remoção pura e simples dos conteúdos embute o risco de censura. Para ele, a melhor saída é a da inclusão de alertas sobre teor potencialmente falso, “uma decisão baseada na liberdade de expressão, mas que depende de responsabilidade e discernimento do usuário”.
A Meta, empresa que responde por Facebook e Instagram, afirma em nota à Folha que “proteger a integridade das eleições” é uma de suas prioridades, que há anos vem trabalhando em parceria com o TSE e que lançou “várias iniciativas voltadas ao Brasil”.
“Avançamos bloqueando contas falsas, limitando a disseminação de desinformação, trazendo transparência a anúncios políticos e facilitando o acesso dos eleitores a informações confiáveis”, diz.
O comunicado conjunto das duas redes sociais afirma que foi lançado para o pleito deste ano um rótulo para postagens sobre eleições. O selo é aplicado automaticamente e direciona os usuários para informações oficiais em páginas da Justiça Eleitoral.
A empresa diz ainda que “reduz significativamente, para que menos pessoas os vejam”, a distribuição de conteúdos classificados como falsos por “verificadores de fatos independentes, que analisam e classificam a exatidão das histórias”. Quem tenta compartilhar os posts é avisado antes.
O Twitter, também em nota, afirma que sua atuação é no sentido de “contribuir para um debate democrático saudável”, por meio de iniciativas como a parceria com o TSE, “manter a integridade das eleições de 2022” e “prevenir o dano potencial na vida das pessoas”.
Seu foco, entretanto, “não é em determinar se uma informação é verdadeira ou falsa –esse tipo de análise ou discussão cabe aos diferentes atores, como agências de checagem, jornalistas, formadores de opinião, especialistas e outras pessoas com diferentes perspectivas, que participam do debate público no Twitter”.
A rede social ressalta ter implementado um “lembrete que notifica as pessoas da importância de ler uma matéria ou artigo antes de compartilhá-lo” e “uma etiqueta para os perfis se identificarem como automatizados, facilitando que as pessoas saibam quando estão interagindo com um robô”.
“Além disso, vale lembrar que o Twitter proíbe a propaganda eleitoral paga na plataforma –ou seja, conteúdos com esse teor só podem ter alcance orgânico no Twitter, e não promovido. Essa política foi anunciada globalmente em 2019 e vale para o Brasil.”

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A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) voltou a dar sinais de força e ficou acima das projeções de analistas em março.
Neste mês, o índice teve alta de 0,95%. É a maior taxa para o período desde 2015 (1,24%), informou nesta sexta-feira (25) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado foi puxado pela carestia de alimentos, cuja produção sofreu efeitos do clima adverso no começo do ano.
O IPCA-15 também já refletiu os impactos econômicos da fase inicial da guerra na Ucrânia, que elevou as cotações do petróleo e, assim, gerou mega-aumento de combustíveis no Brasil.
Na mediana, analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam avanço de 0,85% para o IPCA-15. Em fevereiro, o indicador havia registrado alta ainda maior, de 0,99%.
Com a entrada do novo dado, o IPCA-15 acumulou inflação de 10,79% em 12 meses até março. Nessa comparação, trata-se do sétimo mês consecutivo com taxa de dois dígitos. Ou seja, a inflação está acima de 10% desde setembro de 2021.
A alta de 10,79% é a maior para o acumulado desde fevereiro de 2016 (10,84%). O IPCA-15 estava em 10,76% nos 12 meses até fevereiro de 2022.
TODOS OS GRUPOS SOBEM NO MÊS
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta de preços em março. O principal impacto (0,40 ponto percentual) e a maior variação (1,95%) vieram de alimentação e bebidas. O segmento acelerou frente ao mês anterior (1,20%).
Segundo o IBGE, o quadro reflete a seca no Sul e as fortes chuvas no Sudeste, que prejudicaram plantações e pressionaram preços. Os alimentos para consumo no domicílio subiram 2,51% em março.
As principais contribuições vieram da disparada da cenoura (45,65%) e das altas expressivas do tomate (15,46%) e das frutas (6,34%). Em 12 meses, a cenoura acumulou avanço de 121,64%. É o mais intenso da pesquisa nessa base de comparação.
Após alimentação e bebidas, o grupo de saúde e cuidados pessoais teve a segunda maior influência (0,16 ponto percentual) no IPCA-15 de março. Os preços subiram 1,30%, após baixa em fevereiro (-0,02%).
O grupo de transportes aparece logo na sequência. O segmento teve impacto de 0,15 ponto percentual no IPCA-15, com alta de 0,68% no mês.
Dentro de transportes, os preços da gasolina, o subitem com maior peso no índice, subiram 0,83%. O resultado espelha o mega-aumento de combustíveis nas refinarias da Petrobras, que entrou em vigor em 11 de março.
Na ocasião, gasolina, óleo diesel e gás de cozinha ficaram mais caros devido aos efeitos econômicos da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Isso ocorreu porque o conflito provocou avanço das cotações do petróleo no mercado internacional, um dos parâmetros utilizados pela Petrobras na hora de definir os preços nas refinarias.
Em março, segundo o IPCA-15, também houve altas nos preços do diesel (4,10%) e do gás veicular (5,89%). O etanol foi a exceção, com queda de 4,70%.
EFEITOS DA GUERRA
O índice oficial de inflação no Brasil é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também produzido pelo IBGE.
Como a variação do IPCA é calculada ao longo do mês de referência, o dado de março ainda não está fechado. Será conhecido no dia 8 de abril.
O IPCA-15, pelo fato de ser divulgado antes, sinaliza uma tendência para os preços. O indicador prévio costuma ser calculado entre a segunda metade do mês anterior e a primeira metade do mês de referência da divulgação.
Neste caso, os preços foram coletados entre 12 de fevereiro e 16 de março. Isso significa que o índice captou os primeiros efeitos do conflito na Ucrânia, já que os combustíveis subiram em 11 de março nas refinarias.
“O impacto dos combustíveis não se esgota neste mês. A coleta do IPCA-15 pegou um período curto após a alta nas refinarias”, avalia a economista Mirella Hirakawa, da gestora AZ Quest.
“O que os dados já mostram é que o repasse ocorreu de maneira muito rápida”, completa.
Além de impactar os combustíveis, o conflito no Leste Europeu também pressiona as cotações de commodities agrícolas como o trigo.
Outro temor gerado pela guerra é a escassez de fertilizantes no Brasil, devido ao grande peso da produção russa.
Assim, analistas temem novos repasses para os preços finais de alimentos, o que afetaria principalmente os mais pobres.
“A alta do trigo reflete o risco de escassez e acaba impactando outros alimentos”, diz a economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitoria. “Isso preocupa um pouco mais.”
Ela lembra que o avanço de outras commodities agrícolas, como milho e soja, pode causar efeitos indiretos sobre os preços das carnes. É que esses insumos são usados para alimentação animal.
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 está bem acima da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA. O centro da medida de referência é de 3,50% em 2022. Já o teto foi definido em 5%.
Analistas do mercado projetam estouro da meta em 2022, o que significaria o segundo ano consecutivo de descumprimento.
A alta prevista pelo mercado para o IPCA é de 6,59% até dezembro, de acordo com a mediana do boletim Focus, divulgado pelo BC.
As projeções vêm sendo revisadas para cima nas últimas semanas, em meio aos reflexos da guerra. Já há instituições financeiras projetando IPCA acima de 7% ao final do ano.
JUROS MAIS ALTOS
Em uma tentativa de frear a inflação, o BC vem subindo a taxa básica de juros. Neste mês, a Selic alcançou 11,75% ao ano. O mercado vê espaço para uma taxa ainda mais alta.
A mediana do Focus indica Selic de 13% ao final de 2022. O efeito colateral dos juros elevados é inibir investimentos produtivos na economia, já que as linhas de crédito ficam mais caras.
Com a pressão gerada pela guerra, a AZ Quest projeta IPCA de 1,04% em março e IPCA-15 de 1,2% em abril.
Rafaela Vitoria, do banco Inter, também avalia que as altas devem ficar próximas de 1%. Segundo a economista, uma trégua mais consistente da inflação em 12 meses só deve ocorrer a partir do segundo semestre.
O alívio esperado nas contas de luz e o efeito dos juros mais altos sobre a demanda de bens e serviços estão entre os fatores que sustentam essa projeção.

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Morreu nesta sexta-feira (25), aos 50 anos, Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters. A notícia foi divulgada pela banda através das redes sociais. O grupo tocou no Lollapalooza Brasil neste domingo (27), em São Paulo, encerrando o festival como última atração do Palco Budweiser, mas as próximas apresentações do grupo foram canceladas.

 

Segundo o g1, ele foi encontrado sem vida no hotel em Bogotá onde a banda se hospedava e tocaria no mesmo dia. A causa da morte ainda não foi divulgada.

“A família Foo Fighters está devastada pela trágica e prematura perda de nosso amado Taylor Hawkins. Seu espírito musical e riso contagiante vão viver conosco para sempre. Nossos corações vão a sua mulher, filhos e família, e pedimos que sua privacidade seja tratada com o máximo de respeito nesse tempo de dificuldade inimaginável”, escreveu o grupo no Twitter.

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Quem tem 15 anos ou mais e não concluiu o ensino fundamental ainda tem tempo de se matricular no EJA – Educação de Jovens e Adultos. A Secretaria Municipal de Educação (Smed) informa que as matrículas estão abertas até o dia 31 de março. Os interessados devem procurar uma escola municipal munidos de RG, CPF, uma foto 3×4, comprovante de residência e atestado da escola anterior.

A oferta de aulas é nos turnos matutino, vespertino e noturno, proporcionando ao aluno conciliar estudo com trabalho de forma mais tranquila. O EJA acontece tanto nas escolas municipais da zona urbana como na zona rural.

O trabalho é realizado com dois segmentos, divididos em módulos. No Segmento I são três módulos. No módulo um tem a aplicação do primeiro ano do ensino fundamental. No módulo 2, o segundo e terceiro anos e, no módulo 3, o quinto ano do ensino fundamental.

No Segmento II são mais dois módulos. No primeiro, sexto e sétimo ano do ensino fundamental. No segundo módulo, aplica-se o 8° e 9° ano.

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