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O Conselho Curador do União Brasil aprovou, nesta quinta-feira (23), a prestação de contas da Fundação Índigo, presidida pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto. A decisão veio após um impasse no Conselho Fiscal, que havia travado a análise da execução orçamentária do órgão. A controvérsia levou integrantes do partido a sugerirem a intervenção do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Pela primeira vez na história da Fundação, apresentamos o planejamento frente à toda a bancada do partido na Câmara, permitindo a contribuição de todos e ampliando a legitimidade das ações”, declarou ACM Neto durante a reunião.

O Conselho Fiscal, presidido pelo deputado Elmar Nascimento (BA), não conseguiu alcançar o quórum mínimo necessário para deliberar sobre as contas. Diante disso, dois membros do colegiado, Rodrigo Gomes Furtado e Ricardo Motta Lobo, acusaram Elmar de conduzir, de forma unilateral, a questão ao Conselho Curador, instância superior presidida pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

 

Em resposta, a Fundação Índigo argumentou que o estatuto do União Brasil confere ao Conselho Curador a decisão final sobre a aprovação das contas. O episódio expôs mais uma tensão internas na legenda, que também tem enfrentado disputas entre alas pró e contra o governo Lula.

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O prefeito de Xique-Xique, Reinaldo Braga Filho, do MDB, deve assumir uma missão de coordenação política ao lado do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), já mirando a disputa pelo governo da Bahia em 2026, ou mesmo retornar à Prefeitura da capital na reforma administrativa do atual chefe do Palácio Thomé de Souza, Bruno Reis (União).

Segundo apurou, a preferência de Neto é que Reinaldo se mude para Salvador e assuma um papel de articulação política na pré-campanha, já a partir do início de 2025. Uma função semelhante a que já foi desempenhada pelo ex-deputado estadual e ex-prefeito de Caculé Luciano Araújo (União). Neto tem sinalizado que quer ser mais assertivo nos movimentos voltados ao interior, nas conversas e na montagem das agendas de visita.

Mas não está descartado que o emedebista assuma um cargo na reforma administrativa de Bruno. Entre 2013 e a véspera do período eleitoral de 2016, Reinaldo foi coordenador das Prefeituras-Bairro de Salvador na gestão do próprio ACM Neto. Em 2016, ele foi eleito prefeito de Xique-Xique pela terceira vez (já tinha gerido a cidade entre 2005 e 2012). Foi reeleito em 2020 e, em 2022, mesmo o MDB tendo migrado para a base do governo do Estado, apoiou Neto na disputa pelo Palácio de Ondina.

Este ano, Reinaldo lançou o primo Renan Braga, também do MDB, como sucessor, e foi vitorioso nas urnas com o apoio do União Brasil, que, inclusive, financiou a campanha do emedebista.

Renan participou, no final da semana passada, do encontro promovido pela cúpula emedebista com prefeitos eleitos pelo partido em outubro, quando os irmãos Vieira Lima pregaram a união em torno da candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026. Em conversa com o site, Renan sinalizou, entretanto, que não tem planos de aderir à base do Executivo estadual no momento.

Em resposta, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) publicou um texto nas redes sociais avisando que os prefeitos do partido que não quiserem apoiar Jerônimo e decidirem seguir na oposição terão a saída da sigla facilitada.

Vale lembrar que o atual prefeito de Xique-Xique é filho do ex-deputado estadual Reinaldo Braga, que, em nove mandatos seguidos na Assembleia Legislativa, já foi carlista convicto e aliado do PT.

 

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Lideranças estaduais e federais dos seus respectivos partidos, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, marcaram presença em Vitória da Conquista, neste final de semana, para reforçar as campanhas dos aliados em um momento de definições no âmbito político e jurídico.

Rui esteve ao lado do candidato do PT, Waldenor Pereira, em uma caminhada por ruas do Centro da cidade, neste sábado (21). O ministro também concedeu coletiva à imprensa local. Em Conquista, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem respeitado a divisão da base aliada e não deve participar de atos eleitorais no município no primeiro turno, uma vez que o MDB tem como candidata a vereadora Lúcia Rocha, também do grupo governista.

Na coletiva, Rui foi questionado sobre o posicionamento de Jerônimo. “Quem pode falar pelo governador é ele próprio. Mas, pelo que observo, ele é líder de um conjunto de partidos que fazem parte da sua base, e precisa ter um olhar coletivo. Conquista terá segundo turno. Aqui há dois candidatos, então ele está correto em aguardar”, afirmou o ministro.

Rui afirmou que tem mais liberdade para atuar em favor de Waldenor. “Por isso mesmo estou aqui para declarar apoio ao nosso amigo Waldenor. O presidente Lula (PT) já gravou vídeo declarando que ele é o candidato que tem nosso apoio”.

Já ACM Neto participou de um ato ao lado da prefeita e candidata à reeleição, Sheila Lemos (União), na noite desta sexta-feira (20). Ele desembarcou na cidade ao lado de diversas lideranças da oposição, a exemplo do deputado federal Paulo Azi (União) e dos deputados estaduais Sandro Régis (União), Tiago Correia (PSDB) e Diego Castro (PL).

Sheila enfrenta uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), movida pela coligação de Waldenor para retirá-la da disputa. O julgamento está empatado. “Estamos aqui hoje para mostrar que Sheila é candidatíssima. Mais candidata do que nunca. Nossos adversários podem até tentar armar alguma coisa na Justiça, mas não tem jeito. A gente sabe que a Justiça prevalece. Que ela continue esse trabalho maravilhoso”, declarou ACM Neto.

O ex-prefeito de Salvador anunciou ainda que estará novamente em Vitória da Conquista no dia 28 de setembro e no dia 5 de outubro, véspera das eleições. Para ele, é estratégico que a oposição continue a governar o terceiro maior colégio eleitoral da Bahia, sobretudo mirando 2026.

 

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O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional da União Brasil, ACM Neto, comentou a decisão da Justiça que determinou o bloqueio das redes sociais de Pablo Marçal (PRTB), candidato à Prefeitura de São Paulo. Em caráter liminar, o juiz Antonio Maria Patiño Zorz atendeu ao pedido feito pela campanha de Tabata Amaral (PSB) sob a acusação de que Marçal teria utilizado métodos irregulares para impulsionar seu número de seguidores nas plataformas digitais.

“Todo político tem que observar que a vida mudou, a dinâmica da sociedade mudou e as eleições mudaram também. As redes sociais vêm ganhando um peso cada vez maior e a prova disso agora é esse fenômeno que acontece em São Paulo, o Pablo Marçal. Em relação a essa decisão da Justiça de hoje, honestamente eu considero um absurdo. Acho que se trata de censura”, declarou ACM Neto, ao ser perguntado sobre o tema neste sábado (24).

“Não quero entrar no mérito aqui, acho que tem que ter investigação para ver se estava ou não estava eventualmente comprando seguidor, que não pode. Agora, é um absurdo suspender a rede social”, acrescentou ACM Neto.

O vice-presidente do União Brasil ressaltou que seu ponto de vista sobre o assunto não representa uma manifestação de apoio a Marçal. Para ele, a medida sinaliza para um risco à democracia.

“Meu partido não apoia ele. Isso não é uma declaração de apoio a ele, tenho até discordâncias em relação a algumas posições dele, mas eu acho inaceitável e acho um risco à democracia se essa decisão judicial não for revertida nas instâncias superiores do próprio Poder Judiciário”, completou ACM Neto.

 

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O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, criticou a nota oficial da executiva nacional do PT reconhecendo a vitória de Nicolás Maduro nas eleições venezuelanas. Neto questionou a postura do PT e de sua presidente, Gleisi Hoffmann, ao apoiarem o resultado do pleito, que muitos consideram controverso.

“O que esperar do PT depois da nota reconhecendo a fraude na Venezuela? Por que será que o PT e sua presidente, Gleisi Hoffmann, na contramão das democracias mundiais, classificaram como ‘jornada democrática’ o processo eleitoral que não traduz a vontade da maioria dos venezuelanos?”, indagou ACM Neto.

Ele ainda destacou a importância da soberania popular e criticou a legitimação do regime de Maduro. “Chancelar o autoritarismo de Maduro é uma vergonha internacional e um grande desserviço à democracia. Nada pode ser maior do que a soberania popular”, afirmou.

Os resultados divulgados pelo órgão oficial informam que Maduro foi reeleito com 51,2% dos votos, contra 44% do opositor Edmundo González. A oposição, no entanto, afirma que González venceu com 70%.

“Importante que o presidente Nicolás Maduro, agora reeleito, continue o diálogo com a oposição, no sentido de superar os graves problemas da Venezuela, em grande medida causados por sanções ilegais”, diz a nota do PT.

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O ex-prefeito de Salvador ACM Neto foi empossado, nesta terça-feira (11), como vice-presidente nacional do União Brasil. Além de Neto, o advogado Antônio Rueda foi oficializado presidente da legenda. O ato aconteceu no Iate Clube de Brasília.

Neto e Rueda foram eleitos durante convenção partidária realizada em 29 de fevereiro de forma unânime. O União Brasil conta hoje com uma bancada de 59 deputados federais e sete senadores.

No discurso de posse, ACM Neto falou das metas do partido. “Nós pretendemos crescer muito o número de prefeitos em todo o país, com destaque especial para o desempenho que teremos nas capitais. E é claro que tudo isso será a base para organizar o União Brasil, que continuará conversando e dialogando com os seus aliados, pensando em 2026. Então, desde hoje estamos nos preparando, para que o partido tenha um grande desempenho nas eleições de deputados, senadores, governadores, e para exercer um papel de protagonismo na eleição presidencial”, ressaltou.

Neto disse ainda que a sigla tem responsabilidade com o país. “A responsabilidade de criar pontes, a responsabilidade de ser um elo de construção de um diálogo mais amplo, mais plural, que não fique preso a um lado ou a outro”, pontuou.

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima alfinetou o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, nesta terça-feira (26), após uma entrevistaconcedida pelo deputado federal Elmar Nascimento.

Mesmo com o atual vice-presidente do União Brasil articulando o lançamento de um nome próprio para a disputa pela presidência em 2026, Elmar avaliou o apoio da legenda a uma possível reeleição do presidente Lula no pleito nacional.

“Creio que demanda um posicionamento do maior líder do União Brasil, o ex-prefeito ACM Neto, que segundo dizem está articulando fortemente uma candidatura própria do União em oposição a reeleição do presidente Lula. Qual posição prevalece? Como espectador da cena gostaria de saber Que a imprensa indague.”, escreveu em uma rede social.

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Ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do União Brasil, ACM Neto afirmou na noite desta segunda-feira (11) que vai apresentar aos senadores e deputados do partido o planejamento dos projetos que serão executados pela Fundação Índigo nos primeiros meses de 2024.

A reunião com os parlamentares do União Brasil será realizada na próxima quarta-feira (13), em Brasília. “O que vamos mostrar é o resultado desse trabalho de encontros e discussões que realizamos ao longo desse segundo semestre de 2023, que marca o início de minha gestão à frente da Fundação Índigo. Então, nós vamos apresentar esses projetos e, a partir daí, teremos muito trabalho porque queremos levá-los para todo o país”, afirmou ACM Neto em coletiva à imprensa, momentos antes de dar início à terceira edição do projeto “Caminhos Inovadores “, no Centro de Convenções de Salvador.

Até chegar à capital baiana, o projeto passou por duas das mais importantes cidades da Bahia: Feira de Santana e Alagoinhas.

De acordo com ACM Neto, que também é presidente da Fundação Índigo, os eventos realizados na Bahia foram muito importantes e serviram de laboratório para as propostas que serão apresentadas aos deputados e senadores do União Brasil. “A gente vai começar uma agenda sequencial, janeiro, fevereiro, março, abril e maio. Então, nós temos cinco grandes projetos, cada um começando em um mês, portanto, de maneira que a gente começa a dar os contornos do que vai ser o trabalho da Fundação Índigo em todo o Brasil a partir de agora”, disse ACM Neto.

*Palestrantes* – O evento de Salvador também contou com palestras do cantor e compositor Carlinhos Brown, do pesquisador comportamental Dado Schineider e da CEO e Partner da empresa Nossa Praia, Dilma Campos.

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A Fundação Índigo, braço de formação política do União Brasil apresentou, nesta terça-feira (26), a agenda de atividades e eventos para a Bahia.  A fundação tem como seu presidente ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do União Brasil, e é considerada um centro de formação, estudos e pesquisas sobre políticas públicas do partido.

Na Bahia, cinco cidades já estão com encontros programados até o final deste ano: Feira de Santana, Alagoinhas, Barreiras, Ilhéus e Salvador.

Em Feira de Santana, nesta quinta-feira (28), o evento da fundação recebe nomes como Christiane Pelajo, jornalista; Henrique Mandetta, ex-deputado e ex-ministro da Saúde filiado ao União Brasil; Dilma Campos; Leana Mattei e PC Bernardes.

A iniciativa terá parcerias com instituições de ensino acadêmico e a RenovaBR. Segundo Neto, o encontro tem o objetivo de preparar e formação de novos líderes políticos e gestores públicos com visão crítica da sociedade e não estarão relacionadas com vínculos eleitorais.

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De grandes a nanicos, partidos políticos têm vivido brigas internas por poder que já resultaram em trocas de xingamentos, afastamentos de dirigentes e ações na Justiça.

Há disputas entre alas opostas na União Brasil, com 59 deputados, no Cidadania, com cinco deputados, na Rede Sustentabilidade, que elegeu dois representantes na Câmara dos Deputados, e no PRTB, que não tem deputados.

Resultado da fusão entre PSL e DEM, a União Brasil coleciona intrigas desde que foi criada, em fevereiro de 2022. Um grupo do DEM sempre foi crítico ao comando do partido, liderado pelo deputado Luciano Bivar (PE), que presidia antes o PSL. A legenda atingiu neste mês o ápice das brigas internas e integrantes da legenda desencadearam uma operação para tentar tirar Bivar da presidência.

A gota d’água, dizem integrantes da sigla, foi uma discussão ocorrida há cerca de duas semanas entre o deputado e ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e secretário-geral da legenda. O motivo foram divergências sobre o diretório do Amazonas. Reunidos em Brasília, o presidente do partido apontou o dedo a Neto e proferiu, segundo relatos, uma série de ofensas e xingamentos.

ACM Neto passou então a organizar uma resposta partidária ao caso. Pressionado, Bivar tem falado em se licenciar do cargo. Caso ele não deixe o posto, parlamentares buscam antecipar a eleição para a executiva nacional da agremiação, marcada para o ano que vem, para impedir que ele tente a reeleição.

A briga sobre o diretório amazonense ocorreu porque a administração deliberou pela necessidade de reunião para definir a data da eleição do novo comando estadual. Mas Bivar baixou um ato monocrático convocando para o dia 18 de agosto uma convenção em Manaus na tentativa de eleger nomes ligados a ele no estado. Representantes do partido foram à Justiça e conseguiram rever o ato.

Depois da decisão e da briga que teve com o presidente do partido, ACM Neto organizou uma carta na qual questiona publicamente como Bivar conduziu a situação no Amazonas.

“Precisamos de uma Direção Nacional mais plural no União Brasil, onde o presidente nacional reúna com frequência o partido e as decisões estratégicas, municipais, estaduais e nacional, sejam tomadas pelo desejo da maioria”, diz nota assinada por oito integrantes da legenda, todos oriundos do DEM.

Já a Rede teve neste ano a primeira disputa entre duas chapas pelo comando da sigla desde 2013, quando foi fundada.

A briga se deu entre um grupo ligado à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e outro que já estava no comando do partido, liderado pela ex-senadora Heloísa Helena e pelo engenheiro ambiental Wesley Diógenes.

O segundo grupo acabou vitorioso e, na divisão de poder, a ala ligada a Marina ficou com a tesouraria. Mas na semana passada, a direção nacional da Rede decidiu afastar a tesoureira da legenda, Juliana Pereira de Sá, e convocar uma reunião da comissão de ética para avaliar a conduta dela.

O caso foi parar na Justiça. Como mostrou o Painel, a Justiça do Distrito Federal restituiu Juliana ao posto. Na ação, ela alegou ter sido afastada do cargo em reuniões que considera irregulares.

Segundo a tesoureira, ligada ao grupo de Marina e do deputado Túlio Gadêlha (PE), a articulação para substituí-la teria como pano de fundo a tentativa do grupo político majoritário da sigla para “deter o controle financeiro absoluto sobre o caixa partidário”.

O juiz Rômulo de Araújo Mendes atendeu ao pedido de Juliana e entendeu não haver previsão no estatuto da Rede para afastamento de filiados. Em nota, o grupo ligado a Heloísa e Wesley repudiou as alegações da tesoureira e disse que sua versão era uma “nuvem de fumaça”.

Já o Cidadania, que faz parte de uma federação com o PSDB, protagonizou troca de xingamentos e gritos numa reunião virtual há dez dias. O partido é comandado por Roberto Freire há mais de 30 anos e uma ala da legenda tenta tirá-lo da presidência. A executiva do Cidadania se reuniu no dia 19 de agosto e aprovou uma resolução para convocar eleições e tentar mudar a direção partidária.

Freire acabou discutindo com correligionários, em especial o secretário-geral da sigla, Regis Cavalcante, que é do grupo que questiona sua liderança. “Você não está dirigindo a reunião, então, por favor, respeite as pessoas. Cale a boca, Regis”, afirmou ao secretário-geral, em vídeo do encontro que acabou vazando.

O ex-deputado Daniel Coelho acusou Regis de tentar dar um golpe no presidente da legenda. Já o líder do Cidadania na Câmara, Alex Manente (SP), afirmou à Folha que trabalha para construir um acordo em meio às divergências.

“Eu tenho trabalhado para que tenhamos unidade e estejamos fortes para as eleições de 2024, onde o Cidadania terá a obrigação de ter uma boa eleição para ter boa perspectiva de sobreviver para 2026”, afirmou.

O PRTB, por sua vez, discute o espólio de Levy Fidelix, morto em abril de 2021. A viúva Aldineia Fidelix e o irmão de Levy, Júlio Cezar Fidelix, disputam o comando do partido há dois anos. Aldineia comandou o partido até agosto de 2022, quando Júlio ocupou a direção por decisão da Justiça.

No último dia 30, porém, uma convenção do partido decidiu tirar a família do ex-presidente do partido. Uma chapa liderada por Rachel de Carvalho venceu a disputa. Julio questiona a vitória na Justiça e tenta reaver o partido.

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