Estamos contribuindo para a construção de um projeto inédito voltado ao controle populacional de cães e gatos em situação de vulnerabilidade em Vitória da Conquista. A iniciativa é fruto de uma parceria com a Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA e conta com o apoio dos nossos mandatos, por meio de uma emenda parlamentar no valor de R$ 1 milhão.
Estiveram conosco nesse diálogo o diretor da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA, Rodrigo Bittencourt; o diretor da UFBA, Márcio Vasconcelos; e os médicos veterinários Dr. Adamas Bonfada (UFBA) e Carmo Biscarde (IF Baiano – Campus Senhor do Bonfim).
Também participaram a vereadora Gabriela Garrido, o militante da causa animal Vitor Quadros, além de diversos protetores e protetoras independentes que cuidam dos animais por conta própria e desempenham um papel fundamental nessa luta.
Dinheiro traz felicidade?
Há quem afirme com toda convicção que sim, enquanto do outro lado da balança também pesa os que são contrários à essa opinião. É claro que sem dinheiro não conseguimos suprir nossas necessidades básicas e algumas extravagâncias que nos deixam (bem) felizes. Mas, sozinho, ele tem esse poder?
Para responder essa pergunta, é importante trazer fatos.
Uma pesquisa da SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil revelou que 80% dos inadimplentes sofrem emocionalmente por estarem em dívida. Somente com esta informação podemos concluir que o descontrole financeiro gera muita infelicidade. Segundo um estudo conduzido pela APA – American Psychological Association (Associação de Psicologia dos EUA), o dinheiro, ou a falta dele, é a principal fonte de estresse e ansiedade para a maioria das pessoas.
Ainda em dúvida sobre essa relação pessoal de dinheiro vs. felicidade? Vou te ajudar. Supondo que você é selecionado para duas vagas de emprego: uma com um salário bem alto, mas apenas isso; já a outra, com uma remuneração menor, te oferece uma série de benefícios, projeção de crescimento e estabilidade. Qual escolheria?
Não existe certo ou errado, mas quando entendemos que o dinheiro não é apenas matéria e sim energia, que propicia um fluxo de dar e receber, coisas incríveis começam a acontecer.
Se dinheiro é energia, como movimentá-lo?
Toda energia depositada nas boas escolhas lhe trará grandes resultados, seja na sua vida pessoal (envolvendo corpo, mente e espírito), ou no profissional, em relação à sua carreira. E quando falamos em boas escolhas, temos que ficar atentos, também, às pequenas coisas do dia a dia, como optar por ficar dormindo até mais tarde e ir direto para o trabalho ou acordar uma hora antes para se exercitar ou ler um livro.
Com o dinheiro não seria diferente: se você poupar R$500,00 por mês durante 30 anos, terá R$180.000,00, mas se investir essa mesma quantia mensalmente, dentro deste mesmo período, o retorno será de R$1.000.000,00. Este é o movimento.
Existem métodos para fazer o dinheiro trabalhar para você. E para aprender a investir ao invés de só economizar, como mostrado acima, não é necessário se tornar um gênio das finanças, mas buscar ajuda e iniciar uma boa organização financeira.
Você pode escolher entre pagar um carro à vista, por exemplo, ou pegar seu capital disponível e investir, utilizando o rendimento extra para pagar o tão sonhado veículo. Assim, ao final, você terá seu carro novo mais o dinheiro. Faz sentido este movimento?
Xô crenças limitantes!
Mas tome cuidado com os ideais que te impedem de aprender e crescer.
Sabe aquelas crenças enraizadas dentro de nós, que carregamos por muitos anos, vindas de nossos pais e demais ancestrais? Várias delas envolvem dinheiro.
Quem nunca ouviu que depois de mexer em dinheiro tem que lavar a mão, pois ele é sujo? Você sabia que esta mensagem impacta negativamente o seu subconsciente? Sem contar as histórias de pessoas que falam que ter muito dinheiro só traz problemas e por isso está associado ao mal. E são anos escutando que temos que trabalhar muito para ter dinheiro, não é mesmo?
Quanta crença que nem nossa é…
Mas quando paramos e entendemos que nossas escolhas de hoje refletem no amanhã e, principalmente, que dinheiro é energia, conforme explicado anteriormente, começamos a quebrar essas afirmações tão negativas e podemos dizer que fazemos novos contratos com nós mesmos. Contratos estes de prosperidade, merecimento e abundância.
Até porque, se pararmos para pensar, o dinheiro não tem poder nenhum. Mas nós damos poder a ele. E aqui, vale um exemplo: uma faca é um utensílio bom ou ruim? Podemos usá-la para cortar um alimento que alimentará nossa família, mas ela também pode servir para matar alguém. Consegue entender a diferença?
Entre ser a pessoa que corre atrás do dinheiro ou a que faz o dinheiro correr atrás de você, tudo dependerá de pequenas escolhas diárias.
Correr atrás do dinheiro é um dos nossos maiores erros. Por isso, a educação financeira, que ensina a lidar de forma planejada e consciente, é o caminho.
*Patrícia Benini é especialista em vendas, empresária, empreendedora e investidora
instagran: @patriciabeninii
Por Kelly Pinheiro e Denis Zanini Lima*
No admirável mundo das multitelas e em que todos são produtores de conteúdo, falar em conteúdo de marca se tornou tão urgente quanto sensível. Nos jargões do marketing, o branded content é uma forma de comunicação que busca “capturar” o cliente não pela publicidade tradicional, mas sim prestando um serviço informacional.
Cada vez mais distante dos “informes publicitários” que tentavam se travestir de jornalismo, e que ninguém (ou quase ninguém) lia, o conteúdo de marca se vale de originalidade, informação (correta!), utilidade e surpresa para promover relevância e reputação. E, a partir daí, ganhar corações e mentes. O que pode ser traduzido no mundo dos negócios, de forma geral, por likes e vendas.
Na TV aberta – sim, ela continua e continuará sendo importante ainda por décadas no Brasil! – os merchandisings e campanhas sociais são os antecessores do branded content com enorme sucesso. As emissoras conseguem segmentar o público em seus programas com enorme assertividade e hoje esse conteúdo se sofisticou, estando inserido na teledramaturgia, por exemplo, com maestria.
Ou alguém não acha perfeitamente natural que a empreendedora, sofrida e resiliente Sol (Sheron Menezes), protagonista de “Vai na Fé”, novela recém transmitida pela TV Globo, tenha procurado o Painel PJ, do Banco do Brasil, para se qualificar e ter sucesso no negócio das quentinhas?
Pois é… E aos poucos o jornalismo vem se abrindo. Até bem pouco tempo as marcas não apareciam nem como referência geográfica. A notícia era “acidente em frente a um shopping na região Norte da Capital”. Não se falava o nome do shopping nem em notícia negativa.
Pois bem, além dos clássicos patrocínios que assinavam o nome do programa – aposto que você se lembrou do Repórter Esso – até o infalível “num oferecimento de…” as marcas avançaram, mas isso ainda não é conteúdo.
De fontes nas matérias com seus especialistas, aos poucos as marcas estão não só aparecendo nos créditos, como gerando informações a análises estratégicas, capazes de ganhar minutos em alguns dos espaços mais disputados da programação.
O jornalismo, é, por sinal, a última fronteira para o avanço das marcas. O farol da imparcialidade – jamais alcançado, mas ainda assim, um farol – é a marca indelével do bom jornalismo e isso precisa ser respeitado. Quando quebrado, perde valor e, nesse caso, deixa de ser interessante para as marcas.
Mas o Jornal Nacional, apresentado pela Rede Globo, quebrou paradigmas e hoje é “oferecido” pelo Nubank. É isso mesmo que você leu! O telejornal mais assistido há décadas no Brasil é patrocinado pela instituição financeira, com a presença da marca na vinheta de abertura do programa, antes da escalada apresentada por William Bonner e Renata Vasconcellos. Vale dizer que anteriormente os patrocinadores eram exibidos somente em um intervalo de 10 segundos antes do início do programa.
Além disso, a grande novidade que chamou a atenção dos telespectadores foi o merchandising durante a exibição dos indicadores de mercado financeiro pelos âncoras. Ou seja, conteúdo de marca. Uma ação como esta só foi vista uma vez, em 2010, no projeto JN no Ar, patrocinado pelo Bradesco. Na época, a marca da instituição financeira era exibida no avião utilizado pelo jornalista Ernesto Paglia, durante suas viagens pelo país.
Não pense que esta iniciativa corrompeu o jornalismo! Para que isso acontecesse foi preciso esforço, capacitação, estratégia e muito estudo para que o patrocínio não afetasse a credibilidade das notícias. E é justamente isso que agrega valor à marca patrocinadora, afinal, se a empresa se associa ao telejornal de maior credibilidade no país, significa que também é uma marca de confiança.
Compreender o que o público quer e admite em cada plataforma não é uma tarefa fácil. Produzir conteúdos interessantes é parte do processo, mas torná-los suficientemente interessantes para ficar na memória do consumidor e – mais! – se converter em negócios, é uma outra história.
E aí, o seu branded content é capaz?
*Kelly Pinheiro é jornalista e fundadora e sócio-diretora da Mclair Comunicação
*Denis Zanini Lima é diretor da Ynusitado Marketing Digital Intelligence
Na onda do filme, entenda como a Mattel potencializou o projeto de branding da marca
Por Kelly Pinheiro e Denis Zanini Lima*
Desejo de meninas do mundo inteiro há mais de seis décadas, eis que a Barbie cresceu e chegou ao mundo adulto. Sim, o tema de hoje é o live action “Barbie”, mas não foi só lá que a boneca se mudou para o mundo real. O filme – que não é para crianças – vem causando uma verdadeira comoção mundial. O que se viu na estreia foram filas intermináveis de gente – homens e mulheres – vestida de rosa (movimento Barbie-core) e até fantasiada de Barbie, brigando por um balde de pipocas igualmente rosa (o balde e a pipoca!)
De milk-shake cor de rosa a linha de roupas e maquiagem na paleta usada pela personagem, a Mattel fez parceria com mais de 100 marcas. Barbie, a marca, já foi capaz de elevar o valor das ações da fabricante. No dia 20 – estreia no Brasil – os papéis avançaram 1,09% na Bolsa de Nova York. Mas o movimento começou bem antes. No último mês o avanço foi de 18,95%, levando o valor de mercado da companhia para US$ 7,53 bilhões.
E até quem não fez parceria com a marca, anda lucrando. A OLX, por exemplo, uma das maiores plataformas de compra e venda online, já registra um crescimento de 104% na busca por acessórios e de 30% de pesquisas de bonecas. Enquanto isso, o sistema também apurou uma alta de 30% nas buscas por itens ligados ao personagem Ken, na comparação com os mesmos produtos no ano de 2022.
O sucesso da onda rosa
A “onda rosa” ainda atingiu prédios, assistentes virtuais do varejo, contas oficiais de governos e até o transporte coletivo.
Logo na estreia, o filme arrecadou R$ 22,7 milhões em bilheterias no Brasil, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex). O filme reuniu 1,2 milhão de brasileiros nas salas de cinemas e foi a maior bilheteria de estreia desde 2019, atrás apenas de Vingadores Ultimato.
Se Barbie fosse um filme infantil, talvez pudéssemos explicar o sucesso pelo incrível poder de persuasão das crianças, mas não é esse o caso. Existe até (pasmem!) um movimento que propõe algo como “não leve seu filho para ver Barbie”. Não porque ele não é indicado para crianças, mas porque elas “atrapalhariam” a concentração dos adultos.
Mas como compreender, então, a força da marca Barbie para além do saudosismo de mães e avós que partilharam seus sonhos com o brinquedo ou tiveram, justamente, na impossibilidade de ter a boneca, algo que marcou fortemente a infância delas?
Marketing e investimento
Bem… um bom roteiro cheio de referências, atuações seguras, uma direção firme e o uso da tecnologia em prol da diversão e não dela mesma, também colaboram muito, mas sabemos de grandes obras cinematográficas que não atraíram público.
Fontes do mercado estimam que a Mattel tenha investido cerca de US$ 100 milhões no lançamento do filme. Os primeiros teasers começaram a circular há quase um ano. Mas também conhecemos histórias de retumbantes fracassos que escoaram milhões de dólares pelo ralo. Dinheiro resolve quase tudo, mas só quase.
Barbie, lançada em 1959, nos Estados Unidos, e introduzida no Brasil em 1982, soube se transformar para continuar sendo ela mesma. Se na década de 1960 a boneca exalava os valores norte-americanos, hoje ela é engajada com temas globais, se preocupa com o futuro do planeta e (eventualmente) se veste de cores locais.
A construção de uma marca forte exige dedicação e persistência. Desde os primeiros burburinhos sobre o filme, em 2021, quando o live action foi anunciado, a Warner Bros soube fomentar o assunto nas redes sociais, engajando os fãs da boneca e aguçando a curiosidade de quem ainda não estava convencido.
“Barbie – o filme” – é candidatíssimo a blockbuster do ano e tem potencial para se desdobrar em incontáveis licenciamentos, ações de marketing, exibições em diferentes plataformas, além de uma franquia de cinema. Se com o mesmo apelo, não sabemos. Mas o certo é que “Barbie – marca” segue fazendo história.
E aí, já separou o look rosa para próxima sessão de cinema?
*Kelly Pinheiro é jornalista e fundadora e sócio-diretora da Mclair Comunicação
*Denis Zanini Lima é diretor da Ynusitado Marketing Digital Intelligence
“Ruas desertas, janelas fechadas, Meletes, Peduros, quase Balaiada …
Tempos vetustos, menino Deusdete Dias voando com Severo Sales nos recados … emboscadas. Maneca Grosso, Natur de Assis, Laudionor Brasil (Silvio Jessé ainda sob encomenda), janelas fechadas, sol a pino, estampido de mosquetão, tá lá mais um corpo estendido no chão … devia ser um dos nossos (ou deles, quem sabe?) e a vida seguia como um fábrica de silêncio mortal … até que veio a primavera e depois todos nasceram como em Noite de Natal” Paulo Pires.
Com auxílio da tecnologia, campanhas nostálgicas ganham notoriedade
Por Denis Zanini Lima e Kelly Pinheiro*
O fato do mês – talvez do ano – no mundo da publicidade brasileira foi a propaganda comemorativa dos 70 anos da Volkswagen no Brasil. O comercial, que causou as mais diferentes emoções e reações do público e dos especialistas, trouxe, por meio da inteligência artificial, Elis Regina (falecida em 1982) de volta para um dueto com a filha Maria Rita.
Bom… isso você já sabe e, muito provavelmente, já tenha se inteirado da repercussão e até tomado um partido. Sobre o uso da inteligência artificial, o quanto ganhou a família da cantora e do autor da música, se a letra da música é ou não compatível com a história da montadora do Brasil, muito já se discutiu e é bem possível que não haja uma conclusão sobre nenhum desses temas.
Mas é inegável que a campanha prestou um grande serviço à marca Elis Regina, apresentando a cantora gaúcha – considerada por muitos a maior da história do Brasil – a gerações que não tinham conhecimento do seu repertório e seu talento. Quem sabe, nem da sua fisionomia.
A partir dessa propaganda, a Pimentinha (como era conhecida a cantora) passou a figurar entre os temas mais comentados e pesquisados da internet. Numa pesquisa rápida no Google, as quatro primeiras sugestões foram: “comercial Elis”, “comercial Elis Regina”, “comercial Volkswagen” e “comercial Kombi”. Talvez isso seja um bom indicativo não apenas do sucesso da peça publicitária, mas do quanto o interesse do público se voltou para a artista.
Certamente, essa onda também reverberou no Spotify, onde a música da campanha aparece como melhor resultado para a busca da artista. A canção tema chegou a mais de 71 milhões de audições, perdendo apenas para “Águas de Março”, parceria com Tom Jobim, com 141 milhões. Por tabela, a ação publicitária foi capaz de jogar holofotes também em Belchior (o compositor de “Como os nossos pais”).
Mas não é de hoje que marcas e artistas falecidos fazem uma dobradinha de sucesso, em uma sinergia que dá projeção a ambos.
Parceria com figuras eternas
Em 2011, a Vivo produziu uma das primeiras campanhas virais da publicidade brasileira, usando o YouTube e outras redes sociais para divulgar a peça do Dia dos Namorados da operadora com a música “Eduardo e Mônica”, a história de amor mais cantada do Brasil, composta por Renato Russo – já falecido na época – e eternizada pela Legião Urbana.
Com a criação da Africa e produção da 02 Filmes, o vídeo de 4 minutos é como um clipe – que nunca existiu – para a música, contando a jornada do casal mais famoso da música brasileira. Além da internet, a campanha foi veiculada nos cinemas e na televisão, em uma versão mais resumida. A Vivo chegou a criar perfis no Facebook para os artistas que interpretavam o Eduardo e a Mônica, contando os bastidores da produção.
Pelo gatilho emocional embutido na música tema, a repercussão foi estrondosa, sendo o assunto mais comentado nas redes por dias e dias e, claro, serviu para que os mais jovens conhecessem mais sobre a famosa banda de Brasília que seus pais amam.
Em 2017, a Skol convidou a filha do cantor Raul Seixas, Vivi Seixas, para comandar um coro coletivo de “Metamorfose Ambulante” com centenas de sósias e músicos para participar da homenagem. O objetivo da campanha foi convidar as pessoas para se unirem por uma vida sem preconceitos e mostrar que a Skol prefere ser uma metamorfose ambulante a ter as mesmas ideias quadradas do passado.
Em seu novo posicionamento, a marca revolucionou o mercado da categoria intensificando em todas as suas ações a necessidade de romper com preconceitos, sem julgamentos de estereótipos. De quebra, apresentou o eterno Maluco Beleza para uma geração que não o conhecia.
Rita Lee nos deixou há pouco, mas não seria nada estranho se daqui algum tempo marcas voltassem a usar suas músicas e sua imagem. Afinal, além de ser a Rainha do Rock brasuca, ela era a Rainha da Publicidade.
Para citar alguns exemplos, em 1983 a música “Felicidade” (Lupicínio Rodrigues), interpretada por Rita, deu o tom a uma publicidade da Rider. A mesma marca escalou Marina Lima para interpretar “Nem luxo, nem lixo”, de Rita e Roberto, tempos depois. Em 1985, foi a All Star que convidou a dupla para estrelar uma peça comercial. E em 2021, a cantora fez a narração do anúncio de lançamento de uma nova fragrância da Natura, com trechos da sua música “Jardins da Babilônia”.
Voltando ao caso da campanha dos 70 anos da Volks, do ponto de vista de branding, os filhos de Elis e a montadora acertaram em cheio. Fizeram com que antigos fãs se lembrassem da cantora, apresentaram a mãe às novas gerações e, de quebra, fizeram o mesmo pela marca “Maria Rita”.
Quanto tempo esse movimento na web vai continuar, não se sabe, mas ele pode ser muito bem aproveitado e prolongado. A agência AlmapBBDO – responsável pela peça – não escolheu mãe e filha como “garotas-propaganda” da montadora à toa. Mas a excelência do filme também proporcionou a elas uma grande visibilidade e oportunidade de valorização das obras (e marcas) de Elis, Belchior e Maria Rita.
*Denis Zanini Lima é diretor da Ynusitado Marketing Digital Intelligence
*Kelly Pinheiro é jornalista e fundadora e sócio-diretora da Mclair Comunicação
*Artigo publicado na Exame.com
*Foto Elis – (Wikimeia Commons/Wikimedia Commons)
Passe sua mensagem para o seu consumidor e exponha seus valores
Por Kelly Pinheiro*
Nos dias atuais, percebo que o conceito de propósito ainda não tem fácil compreensão e, principalmente, aplicabilidade para muitas pessoas, serviços e negócios. Digo isso não apenas em relação aos clientes que me procuram com a finalidade de construirmos uma marca forte ou os consolidarmos como autoridade em determinado assunto, mas por muitos que estão estagnados ou vivem uma rotina frenética. E sabe por quê? Justamente por não saberem transmitir a mensagem correta, de forma assertiva. Não encontraram seus porquês.
Há sete anos, uma pesquisa da GlobeScan já mostrava que 40% dos consumidores preferiam marcas ou serviços com um propósito claro, que agissem para o bem ou de acordo com os interesses da sociedade. Um novo estudo, publicado em janeiro deste ano pela Bain & Company, afirma que os consumidores pertencentes à geração Z e os millennials são os mais sensíveis para o consumo de marcas com propósito, mais do que outras gerações.
Inicialmente, é importante reforçar que não estamos em um concurso de miss, no qual precisamos criar um propósito mirabolante para impactar juízes. Então, salvar o mundo das guerras ou as baleias da extinção são possibilidades fora de cogitação, caso você não seja ativista de algum tipo de organização com este fim. Inclusive, se um profissional de marketing lhe disser que precisa criar o propósito para a sua marca se destacar no mercado, fuja!
Propósito não deve ser criado. Nunca! É a essência, o que te move!
E por se tratar de algo tão genuíno, tem o poder de conectar e engajar. E é justamente essa a base de uma reputação sólida.
Hoje pela manhã eu conversei com uma profissional de educação física que trabalha onde eu treino. Ela me relatou que dorme no máximo 4 horas por dia, pois a primeira aula de personal training começa às 6h e assim segue o dia com seus alunos particulares, emendando ao trabalho fixo como instrutora da academia, de onde vai embora depois da meia-noite. Questionei se valia a pena tudo isso e a resposta foi que financeiramente sim.
Aí você me pergunta: “Kelly, o que isso tem a ver com comunicação com propósito ou marketing de autoridade?”
Eu digo: tudo!
Vanessa (nome fictício, é claro) ama o que faz. Principalmente porque ela ajuda a devolver qualidade de vida e resgatar a autoestima das pessoas. Ela é uma promotora de saúde. Mas… Essa balança não está equilibrada! Para ganhar o que considera “bem”, precisa trabalhar 18 horas por dia. É aqui que a comunicação com propósito bem aplicada pode fazer toda a diferença!
Ao utilizar o poder da comunicação e suas diversas ferramentas para mostrar não apenas seu trabalho, mas a aplicação de seus conhecimentos e os resultados conquistados pelos alunos, por exemplo, além de oferecer dicas sobre atividade física, falar sobre os perigos do sedentarismo entre outros temas ligados à sua profissão, Vanessa pode construir sua imagem como autoridade. Claro que não se trata de estratégia “receita de bolo”, visto que não existe fórmula mágica, muito menos padronizada para todo o tipo de perfil e objetivo. Mas entre tantos profissionais como ela, a forma como comunicar o seu propósito e a maneira de se posicionar (com presença constante) são poderosos trunfos.
Aprendi com uma colega de profissão e mentora Camila Cusatis (grande amiga, diga-se de passagem!), que é fundamental construir uma proposta de valor única, posicionando a marca/solução/serviço no mercado de forma diferente, real e relevante, baseada nas dores e expectativas do público. Isso, nada mais é do que deixar explícito os valores que te orientam. Comunicar o que te inspira a ser quem é e a entregar o melhor dentro daquilo que se propõe. Qual é a energia que te move? Você já encontrou o seu propósito?
Quem consegue se comunicar desta forma, gera conexões genuínas e se transforma em referência. Cria autoridade e constrói uma reputação sólida, com valor agregado ao serviço oferecido. Converte o engajamento em clientes e monetiza. E isso vale para pequenos e grandes negócios, independentemente da área de atuação.
Como criar um conteúdo relevante?
Expliquei, “na prática” o potencial que a comunicação com propósito tem para ajudar marcas a se destacarem em meio à concorrência e conquistarem a confiança dos clientes. Vanessa, minha personagem real (de nome fictício), praticamente ganhou uma consultoria, caso leia esse artigo. Mas, como vimos, para se tornar referência em um determinado assunto, é necessário criar conteúdos relevantes e de qualidade, que agreguem valor ao público-alvo.
Como? Existem diversas estratégias que podem ser adotadas:
*Mantenha-se informado (de notícias e tendências)
*Utilize diferentes formatos de conteúdo (artigos, infográficos, vídeos, lives, podcasts e e-books), apostando em plataformas variadas. Lembre-se que cada rede social tem um objetivo e um perfil diferente e você não precisa estar em todas
*Produza conteúdo original. Seja você
*Pessoas se conectam com pessoas. Humanize sua marca
*Mantenha uma frequência de publicação. Constância é essencial!
*Invista em SEO
*Interaja com o público e crie conexões verdadeiras.
E assim iniciamos um novo e promissor ciclo:
Comunicação com propósito bem trabalhado -> Conexões e engajamento -> Diferenciação no mercado -> Reputação -> Valor agregado -> Alta demanda -> Aumento do tíquete médio por cliente -> Diminuição do tempo de trabalho (produtividade sustentável).
*Kelly Pinheiro é jornalista e fundadora e sócio-diretora da Mclair Comunicação
*Artigo publicado na Exame.com
* (We Are/Getty Images)
Por Nanda Feminella
Após saírem de suas casas ou serem expulsos, muitas pessoas vão morar nas ruas. Algumas, enquanto passam fome, frio, sede, perigo e agressões, são contempladas e chegam no Lar da Misericórdia. Segundo o dicionário online de português, Dicio, o substantivo feminino, “misericórdia”, tem como um dos significados: “sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão” ou “ação real demonstrada pelo sentimento de misericórdia; perdão concedido unicamente por bondade; graça”. Motivado por uma crença religiosa em servir o próximo com ações, o fundador e presidente do Lar da Misericórdia, fundado em 2016, João Paulo de Oliveira, abriga moradores de rua na cidade de Vitória da Conquista – Ba.
“Pra envolver com uma ação dessa você precisa dar uma pausa nas suas coisas”, quem diz é João Paulo, aos 38 anos de idade, ao lembrar do início do seu trabalho com a população de rua. Ainda adolescente, ele iniciava um trabalho social que mudaria todo seu estilo de vida. Nas noites quentes ou frias, secas e chuvosas dos dias de sábado, o adolescente entregava alimentos e palavras de esperança aos moradores de rua da terceira maior cidade do estado da Bahia. A ação individual de um adolescente aos 16 anos de idade, iniciada no ano de 1999, tornou-se plural. Outras pessoas se juntaram e com João Paulo, levavam comida aos marginalizados das ruas, dando início ao grupo denominado Pastoral de Rua. Apesar da pouca idade, o adolescente fez uma escolha de forma consciente. Abriu mão dos estudos, do trabalho, da juventude e do próprio conforto para fazer o bem aos indesejados da sociedade.
Em 2002, a Pastoral de Rua passou a fazer parcerias com igrejas católicas e a partir delas, começou a utilizar espaços físicos para oferecer cuidados como: banho, alimentação e entretenimento aos moradores de rua. A caminhada não foi fácil. Em casas emprestadas, o grupo se juntava para cuidar dos ferimentos do corpo e da alma de homens e mulheres sem casa para morar. Em 2006, após muitas conversas e vínculos afetivos desenvolvidos com os indesejados da sociedade, João Paulo fundou uma casa de passagem responsável por dar assistência temporária àqueles que, por diversos motivos, saíram de suas casas. Contudo, foi em 02 de agosto de 2016 que o projeto Lar da Misericórdia tomou forma.

Membros da Pastoral de Rua cuidando de um morador
“Projetos não nascem no papel, nascem no coração” De forma calma e tranquila, o fundador conta que o Lar nasceu a partir do seu esforço ao alugar uma casa, com recursos próprios, para abrigar um casal que pedia por Membros da Pastoral de Rua cuidando de um morador ajuda. Logo em seguida, a ação se repetiu e novamente João Paulo fez o mesmo esforço para acolher Carlos Gomes. Alugou uma nova casa e a partir dela, muitos outros homens passaram a morar em um lar de misericórdia. A proposta da organização é hospedar e acompanhar, por um período que for necessário, moradores de rua. O Lar trabalha com a proposta de promoção humana e atualmente acolhe pessoas do sexo masculino. Para João Paulo, disponibilizar um espaço apenas para entrega de alimentação e recursos para promoção da higiene pessoal, não seria suficiente. É necessário oferecer condições de mudança. É crucial promover oportunidades para que homens consigam sair das ruas. Ou seja, em regime comunitário o Lar busca a reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho, a reconstrução dos vínculos familiares e o regresso digno à comunidade.

João Paulo em frente da fachada do Lar da Misericórdia
Dos 17 moradores da casa, entrevistei o Carlos Gomes. Aos 63 anos de idade, natural de Cabo de Santo Agostinho, município do estado de Pernambuco, ele contou partes da sua história. “Eu sou do mundo. A mesma coisa de um hippie. Hippie tem casa? Hoje em dia quem tem casa é maribondo”, fala. Seu Carlos chegou no Lar da Misericórdia em 2016 e permanece até hoje. Com orgulho exibe sua coleção de DVD’s e com um sorriso sem dentes, mostra com felicidade o encarte do Marinheiro Popeye, Os Trapalhões, Amado Batista, Cavaleiros do Forró e diversos outros. Apesar da diversificada coleção, não pode assistir seus filmes. Não há mais televisão em seu quarto. Segundo o fundador do Lar, a medida foi necessária como forma de manter a ordem e a socialização entre os moradores, mas como uma criança que apresenta queixas, Seu Carlos logo falou da falta que o aparelho televisivo lhe traz. Quem nunca teve muito na João Paulo em frente da fachada do Lar da Misericórdia vida, sente falta do pouco que recebe. “Sem poder assistir, sem poder dar minha risadinha. Aí é uma dor pra pessoa, não é? É um aperreio para uma pessoa”, declara.

Carlos Gomes e sua coleção de DVD’s
Diferente do Seu Carlos, Fernando Joel Pedroso chegou há pouco tempo, durante a pandemia de Covid-19. Atualmente cumpre uma sentença condenatória em regime domiciliar. Para não viver de favor ou na rua, pediu abrigo no Lar da Misericórdia. Na casa, vive uma rotina determinada. Às 7h30, inicia-se o desjejum, às 10h é servido o lanche da manhã e às 12h, o almoço. O café da tarde acontece às 16h e por volta das 19h, o jantar. Natural de Santarém, município do Pará, aos 63 anos de idade Fernando Joel permanece compartilhando com outros homens, um dos cinco dormitórios disponíveis no Lar, além de ajudar com a manutenção da casa. “Eu presto uns serviços aí. Lavo uns prato, lavo uns copo, umas xícara. Lavo o quarto”, conta.

Há quase cinco meses, Fernando Joel Pedroso vive no Lar
Para João Paulo, a sociedade não deve caracterizar uma pessoa de rua por meio de uma fala, um rótulo, uma experiência. Trabalhar com o propósito de oferecer estrutura para uma futura independência não é fácil. “Há muitas dificuldades pra se manter um trabalho, ainda mais com pessoas em situação de rua. Eles têm toda uma situação de demanda. Você encontra situações mais dolorosas que uma pessoa pode chegar: perda do vínculo familiar, perda da credibilidade com a sociedade, dependência, transtorno”, explica.


Almoço sendo servido no Lar da Misericórdia
No momento, o Lar oferece moradia para 17 pessoas e apesar das dificuldades, funciona com o objetivo de resgatar a identidade dos moradores de rua, por meio da promoção humana. Ao todo, cerca de 150 pessoas já moraram na casa e para que todo o trabalho funcione, o Lar da Misericórdia conta com voluntários e alguns prestadores de serviço. Segundo o fundador da organização, atualmente há duas pessoas fixas responsáveis pela cozinha e limpeza do local, além de um prestador de serviço responsável pela alimentação, concedido pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, e três diaristas que realizam os serviços de limpeza e de acompanhamento, conforme a demanda. A casa é mantida por meio de doações, financeira e alimentícia, que acontecem de forma espontânea, mas a organização também conta com a contribuição mensal de cerca de 50 pessoas. “O intuito é ter nossa sede própria. A gente foi ao poder público, solicitou um terreno, mas o poder público vai fazer outro pedido de novo. A gente precisa de um terreno grande para fazer nossa casa”, explica. Hoje, o Lar encontrase localizado no bairro Jurema, na avenida Yolando Fonseca, nº 34.
Viver é administrar sofrimentos, tristezas, angústias, escolhas, erros. Essa realidade atinge a todos, porém, em graus diferentes. Quando falamos de pessoas em situação de rua, falamos de pessoas abatidas, sem assistência e para atendê-las, se faz necessário conhecer suas demandas. Por isso, João Paulo decidiu permanecer morando no Lar. Apesar de trabalhar por mais de 20 anos com esse público, o fundador e presidente nunca viveu uma dependência química, nunca perdeu o vínculo familiar. Sendo assim, precisa estar perto para conhecer em profundidade uma realidade que nunca foi a sua: morar na rua. “Você tem que ter o conhecimento profundo e esse conhecimento não é seu, é da experiência do outro”, diz.
É com ajuda da sociedade que o Lar da Misericórdia permanece há cinco anos oferecendo moradia às pessoas que não tinham onde morar. Assim aconteceu com Márcio Lima de Souza, natural do Rio de Janeiro. Após vivenciar problemas com a família, decidiu sair de casa e morar na rua por um período de um ano. “Quando minha vó morreu, ficou aquela briga pela casa, aí eu fiquei meio chateado com aquilo. Minha vó tinha nem esfriado no caixão”, fala aos 37 anos de idade. Ao chegar em Vitória da Conquista, pediu abrigo no Lar, foi recebido, cuidado e hoje é um acolhido externo, ou seja, presta serviços na casa, recebe auxílio, mas não faz morada. Márcio é a prova viva que é possível sair das ruas.
Com o início da Pandemia muitos moradores de rua procuraram abrigo, mas o Lar não pode recebê-los devido à pouca quantidade de vagas e recursos humanos. Contudo, ainda permanece a esperança em conseguir um lugar maior para abrigar uma parcela da população que busca fugir da rota do vento das noites frias de Vitória da Conquista e que caminha pelas ruas da cidade em busca de alimentação e guarida. Até esse dia chegar, o Lar da Misericórdia permanecerá acolhendo homens como Carlos Gomes ou Fernando Joel, para que um dia possam se tornar como Márcio: ex-morador de rua. Dormir sob as estrelas, dia após dia, não passa de uma visão romântica e clichê sobre liberdade.

Ação médica prestada aos moradores do Lar da Misericórdia

Para que seja possível o Lar continuar oferecendo acompanhamento psicológico, assistência jurídica, suporte psicossocial e abrigo às pessoas em situação de rua, doações financeiras podem ser realizadas por meio da conta da Caixa Econômica Federal, 00001415-5, operação: 003 e agência: 3543. As doações alimentícias podem ser entregues no endereço da casa: avenida Yolando Fonseca, nº 34 – Jurema – Vitória da Conquista, Ba.
Você já está cansado de conviver com a ameaça da covid-19? Você não é o único! O mundo tem enfrentado com bravura a aflição trazida pela pandemia, mas algumas pessoas começaram a se sentir cansadas em virtude de tantas preocupações. O Dr. Hans Kluge, membro da OMS, comenta: “Foram feitos grandes sacrifícios para conter a covid-19.” Ele acrescenta: “Em situações assim, é fácil e normal se sentir indiferente e desmotivado.” Tal fenômeno é o que os especialistas têm chamado de “fadiga da pandemia.” Um sábio rei disse certa vez: “Se você ficar cansado no dia da aflição, sua força será pequena. Mas, será possível, nesta época de enfrentamento, evitar que nossa força fique pequena?
Grandes desafios pedem grandes doses de sabedoria. A Bíblia, uma fonte confiável de orientações há séculos, traz componentes práticos para atravessarmos cenários difíceis. “Quem é prudente vê o perigo e se esconde”, diz o conselho. Manter uma rotina equilibrada, aproveitar bem o tempo e proteger a saúde são medidas efetivas que nos manterão focados no mais importante. Outra tendência infelizmente vem sendo observada: alguns têm baixado a guarda, ou seja, começam a minimizar o perigo do vírus ou a seguir informações não confiáveis, sem o respaldo das autoridades sanitárias. Nesse caso, a Bíblia também diz que quem é autoconfiante mostra falta de sabedoria.
O poeta John Donne disse: “Nenhum homem é uma ilha.” Isso revela a necessidade de contato que todos nós sentimos. O distanciamento físico, porém, não precisa ser sinônimo de isolamento total. No mundo inteiro, milhões de Testemunhas de Jeová têm proporcionado apoio emocional por meio de reuniões por videoconferência duas vezes por semana. Além disso, telefonando para números aleatórios, têm compartilhado com as pessoas uma mensagem de esperança. Deixam claro que, apesar da distância, ninguém está ilhado. A Bíblia também destaca a importância do apoio mútuo em períodos como este, quando todos precisam lutar contra o cansaço e as preocupações: “O verdadeiro amigo se torna um irmão em tempos de aflição.”
No site JW.ORG, no artigo Como vencer a fadiga da pandemia, você encontrará relatos de pessoas que conseguiram lidar com isso, além de outras dicas e conselhos práticos.
A recuperação da casa de Glauber Rocha é importante para as futuras gerações, será um avanço na valorização da cultura regional, será um ponto turístico importante e precisamos nos unir Governador, Deputados, Prefeito, Vereadores e sociedade para que o acervo do cineasta venha pra Conquista, ainda que parte dele através de vídeos, TEMPO DE GLAUBER DIGITAL a réplica do Museu de Arte Moderna da Bahia, será o resgate da memória de um filho ilustre e que muito honrará nossa cidade.
O Governador da Bahia postou nas suas redes sociais, externando felicidade em trazer pra Bahia o acervo de Glauber Rocha, aliás ação justa e plausível.
“Todo acervo estará disponível na plataforma Tempo Glauber Digital que será instalada no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador…” Rui Costa
Meses atrás surgiram boatos de que a casa onde Glauber nasceu seria vendida e o futuro proprietário pretendia demolir. Grande parte da imprensa, lideranças e a sociedade conquistense manifestaram contra, inclusive o Prefeito Herzem Gusmão esteve com o Ministro da Cultura Roberto Freire para viabilizar aquisição do casarão da dois de julho, onde nasceu e morou o cineasta Glauber Rocha.
“A determinação da Prefeitura é fazer acontecer, dando todo apoio. Estamos evoluindo no modelo de Fundação para que ela tenha capacidade real de captar recursos e transformar nossa cidade numa rota de turismo cultural, em um centro de pesquisas e produção em audiovisual relevante para o Brasil”, enfatizou Gusmão Pereira.
Na semana passada eu conversei com alguns vereadores e todos foram favoráveis que o município adquirisse a CASA DE GLAUBER, através de uma permuta por outro imóvel, inclusive nesta semana o parecer favorável do legislativo já foi publicado.
Lamentavelmente ainda existe meia dúzia de pessoas que não gosta do conterrâneo pelo fato dele ter ido morar em Salvador e posteriormente no Rio de Janeiro e poucas vezes fazer referências à sua terra natal.
Tenho orgulho de transitar nos mais variados segmentos da sociedade conquistense, inclusive no político partidário, é do meu feitio nunca entrar em rota de colisão nem defender temas polêmicos, mas neste caso não abdicarei das minhas convicções: GLAUBER É UM CONQUISTENSE.
*JOSE MARIA CAIRES – Empresário. fundador do movimento Conquista pode voar mais alto e do movimento Duplica Sudoeste.