Você já está cansado de conviver com a ameaça da covid-19? Você não é o único! O mundo tem enfrentado com bravura a aflição trazida pela pandemia, mas algumas pessoas começaram a se sentir cansadas em virtude de tantas preocupações. O Dr. Hans Kluge, membro da OMS, comenta: “Foram feitos grandes sacrifícios para conter a covid-19.” Ele acrescenta: “Em situações assim, é fácil e normal se sentir indiferente e desmotivado.” Tal fenômeno é o que os especialistas têm chamado de “fadiga da pandemia.” Um sábio rei disse certa vez: “Se você ficar cansado no dia da aflição, sua força será pequena. Mas, será possível, nesta época de enfrentamento, evitar que nossa força fique pequena?
Grandes desafios pedem grandes doses de sabedoria. A Bíblia, uma fonte confiável de orientações há séculos, traz componentes práticos para atravessarmos cenários difíceis. “Quem é prudente vê o perigo e se esconde”, diz o conselho. Manter uma rotina equilibrada, aproveitar bem o tempo e proteger a saúde são medidas efetivas que nos manterão focados no mais importante. Outra tendência infelizmente vem sendo observada: alguns têm baixado a guarda, ou seja, começam a minimizar o perigo do vírus ou a seguir informações não confiáveis, sem o respaldo das autoridades sanitárias. Nesse caso, a Bíblia também diz que quem é autoconfiante mostra falta de sabedoria.
O poeta John Donne disse: “Nenhum homem é uma ilha.” Isso revela a necessidade de contato que todos nós sentimos. O distanciamento físico, porém, não precisa ser sinônimo de isolamento total. No mundo inteiro, milhões de Testemunhas de Jeová têm proporcionado apoio emocional por meio de reuniões por videoconferência duas vezes por semana. Além disso, telefonando para números aleatórios, têm compartilhado com as pessoas uma mensagem de esperança. Deixam claro que, apesar da distância, ninguém está ilhado. A Bíblia também destaca a importância do apoio mútuo em períodos como este, quando todos precisam lutar contra o cansaço e as preocupações: “O verdadeiro amigo se torna um irmão em tempos de aflição.”
No site JW.ORG, no artigo Como vencer a fadiga da pandemia, você encontrará relatos de pessoas que conseguiram lidar com isso, além de outras dicas e conselhos práticos.
A recuperação da casa de Glauber Rocha é importante para as futuras gerações, será um avanço na valorização da cultura regional, será um ponto turístico importante e precisamos nos unir Governador, Deputados, Prefeito, Vereadores e sociedade para que o acervo do cineasta venha pra Conquista, ainda que parte dele através de vídeos, TEMPO DE GLAUBER DIGITAL a réplica do Museu de Arte Moderna da Bahia, será o resgate da memória de um filho ilustre e que muito honrará nossa cidade.
O Governador da Bahia postou nas suas redes sociais, externando felicidade em trazer pra Bahia o acervo de Glauber Rocha, aliás ação justa e plausível.
“Todo acervo estará disponível na plataforma Tempo Glauber Digital que será instalada no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador…” Rui Costa
Meses atrás surgiram boatos de que a casa onde Glauber nasceu seria vendida e o futuro proprietário pretendia demolir. Grande parte da imprensa, lideranças e a sociedade conquistense manifestaram contra, inclusive o Prefeito Herzem Gusmão esteve com o Ministro da Cultura Roberto Freire para viabilizar aquisição do casarão da dois de julho, onde nasceu e morou o cineasta Glauber Rocha.
“A determinação da Prefeitura é fazer acontecer, dando todo apoio. Estamos evoluindo no modelo de Fundação para que ela tenha capacidade real de captar recursos e transformar nossa cidade numa rota de turismo cultural, em um centro de pesquisas e produção em audiovisual relevante para o Brasil”, enfatizou Gusmão Pereira.
Na semana passada eu conversei com alguns vereadores e todos foram favoráveis que o município adquirisse a CASA DE GLAUBER, através de uma permuta por outro imóvel, inclusive nesta semana o parecer favorável do legislativo já foi publicado.
Lamentavelmente ainda existe meia dúzia de pessoas que não gosta do conterrâneo pelo fato dele ter ido morar em Salvador e posteriormente no Rio de Janeiro e poucas vezes fazer referências à sua terra natal.
Tenho orgulho de transitar nos mais variados segmentos da sociedade conquistense, inclusive no político partidário, é do meu feitio nunca entrar em rota de colisão nem defender temas polêmicos, mas neste caso não abdicarei das minhas convicções: GLAUBER É UM CONQUISTENSE.
*JOSE MARIA CAIRES – Empresário. fundador do movimento Conquista pode voar mais alto e do movimento Duplica Sudoeste.
D. Pedro Casaldáliga, sua morte foi uma irresponsabilidade.
Logo agora, você se vai.
Um dia, depois de tanto ouvir sobre o seu combate, li num de seus textos:
Nasci às margens do rio tecelão Llobregat em 1928 e em uma leiteira (“Maldito seja o latifúndio, salvos os olhos de suas vacas”). De uma família Católica e direitista, o que naqueles tempos eram uma coisa só. Com a pujante raiz da terra, pelo lado de meu pai, na solarenga fazenda de Candáliga. Pelo lado de minha mãe, com a vista e a palavra e o dinamismo de uma longa dinastia de “Marchantes” (creio na Justiça e na Esperança).
Você tinha tudo para ficar acomodado na Europa. Mas não. Preferiu embrenhar-se num Brasil autoritário e injusto. Meteu-se lá no Norte Araguaia, em Mato Grosso. Estava doido para falar aos pobres, indígenas e não indígenas. Foi fixar-se em São Felix do Araguaia. De nada adiantou dizer que viver na América Latina era ariscoso: Havia uma brutalidade institucionalizada.
“No dia 26 de janeiro de 1968, Manuel e eu trocávamos os 11 graus abaixo de zero de Madri pelos 38 graus acima de zero do aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro. Era um pulo no vazio do outro mundo. Eu tinha conseguido, finalmente o que tinha sonhado e pedido e procurado, raivosamente, durante todos os dias de minha vida de vocação: “as Missões”. Um clima heroico para viver heroicamente – dizia-me então para mim mesmo, ingênuo e obstinado. (Creio na justiça e na esperança).”
E, depois, luta contra a grilagem das terras dos pequenos lavradores, luta em defesa dos índios, solidariedade concreta aos pobres. Você viveu intensamente seus gestos, suas palavras, sua crença.
As perseguições chegaram logo. As ameaças dos grileiros aumentaram. Os boçais da ditadura militar o ameaçavam de expulsão a todo instante, prisão, tortura. Você resistiu.
A ditadura se foi, dizem. Você continuou aqui. Continuou amando sua gente, que eram os despossuídos.
Enfim, você se foi. Cumpriu o que um dia você disse, um pouco diferente, mas tão igual no morrer, morreu moralmente de pé:
Eu morrerei de pé como as árvores.
“Eu morrerei de pé como as árvores.
De pé me matarão.
O sol, como testemunha maior, porá seu lacre
sobre meu corpo duplamente ungido.
E os rios e o mar
se farão caminho
de todos os meus desejos
enquanto a selva amada sacudirá de júbilo suas cúpulas.
A minhas palavras eu direi:
– Eu não mentia ao gritar-vos!
Deus dirá a meus amigos:
– Certifico
que ele viveu convosco este dia.
De súbito, com a morte,
minha vida se fará verdade.
Por fim, terei amado!
D. Pedro Casaldáliga, sua morte é uma irresponsabilidade.
Agora você caminha entre as estrelas da memória daqueles que estudam seus textos, daqueles que admiram sua trajetória, dos indígenas, dos poceiros e camponeses, dos pobres, dos amigos e camaradas.
(D. Pedro Casaldáliga, da Ordem Claretiana, foi Bispo de São Felix do Araguaia, Mato Grosso, faleceu em 08/08/2020).
*Por Ruy Medeiros advogado e professor doutor em Memória, Linguagem e Sociedade
As eleições municipais batem à porta. Embora tenham sido adiadas para novembro, há sensação de que já estão em cima da hora.
Elas ocorrerão diante de um quadro diferente daquele que dominou o momento das eleições presidenciais, não apenas por que é outro ano e as realidades locais sejam o tema, embora forças sociais e partidos sofram pesadamente a influência de fatores de importância geral, como a onda antiesquerda (mais que antipetista) que dominou aquelas eleições para Presidente da República.
Trata-se da mesma sociedade e estão presentes os mesmos partidos e grupamentos. Por certo, também está presente a mesma polarização, mas o núcleo de um de seus polos encontra-se contaminado com a visível incompetência que demonstra na condução do país.
A crise que andava em curso, agudizada a seguir pela pandemia da Covid 19, deixou escancarados os malefícios da estrutura social perversa. Vê-se que não se trata de falar só da criminosa distribuição da renda nacional, em que dez por cento dos mais ricos concentram quase inteiramente cinquenta por cento dela. Ficou revelado às escâncaras um contingente de desamparados cujos rostos e nomes aparecem em extensas filas de pessoas que necessitam receber minguada importância inferior a um salário mínimo para sobreviver (o ministro da fazenda em confissão de que não conhece a sociedade brasileira, ou faz exercício de cinismo, disse que a demanda pelo minguado auxílio mostrou um Brasil invisível!). Vê-se contingente de microempresários aos choros, de joelho diante de governantes, a pedir a reabertura de seus estabelecimentos. Em diversos lugares há o colapso ou quase colapso do serviço de saúde, em suas faces pública e privada. Pequenos negócios são inviabilizados.
Agora, o discurso econômico neoliberal sofre os golpes da realidade. Ou se atende parte da demanda social, ou é a revolta social desorganizada e a ampliação da atividade criminosa. Há não apenas choros abertos ou latentes, mas vontade imensa de contestar.
A direita extremada (nela o Presidente da República e seus ministros) sofre o golpe do descrédito. Não se evitou a prisão, inquérito e processo contra barulhentos apoiadores fascistas do Presidente da República e vão ficando claros, como se exposto numa tela panorâmica bem iluminada, os métodos com que as eleições foram ganhas: do disparo, por robôs, de Fake News, ao apoio de milicianos e abuso de poder econômico. Inviabilizada a transformação de um partido de aluguel (PSL) em partido nuclear da base de apoio parlamentar, círculos do poder não conseguiram formar seu partido (Aliança pelo Brasil), cujas demarches para obtenção de apoiadores foram marcadas pelo fracasso. Há fortes desconfiança, mesmo entre apoiadores do governo federal, na competência do ministro da fazenda e em seu plano (que plano mesmo?).
A direita, antes reunida, desune-se, às vezes com uso de discurso cheio de ódio, e moralismo como arma política, demonstrou esbarrar na revelação da imoralidade das Fake News (de que ela tanto se utilizou), no silêncio de seu líder diante da investigação de seus financiadores e dos crimes de parentes, e amigos do Presidente da República. Agora, mais um golpe: o afastamento do DEM e MDB do alinhamento automático ao Presidente da República e dificuldades para o Centrão.
É evidente que há forte resíduo do amplo discurso contra a esquerda institucionalizada (ou não institucionalizada), mas pode-se prever a ampliação de vozes dispostas a demonstrar quem realmente é o grupo de poder e quem são seus financiadores. Nesse sentido fica esgarçado o discurso contra partidos adversários. Fica esgarçado o discurso bolsonarista e de seus adeptos e abre-se a possibilidade de rearranjos dentro dos partidos oposicionistas (mesmo à revelia de dirigentes), envolvendo inclusive (em alguns Estados e Municípios) o PT, partido que saiu mais golpeado diante da avassaladora onda de denúncias e processos da Operação Lavajato e seus desdobramentos, inclusive a prisão de sua liderança maior.
Resta saber se ainda há a mesma desenvoltura dos partidos adversários do PT, pois esses mesmos já estão com seus problemas: o núcleo do Presidente da República acossado com inquérito no STF, ação no TSE, CPI das Fake News, inquéritos e ações contra amigos e familiares do chefe, pressão da imprensa, por exemplo, não tem jeito nenhum (como pensavam incautos eleitores) e aparência de pudicas noviças de convento ou intérpretes neopentecostais da Bíblia em defesa da moral, da família e dos bons costumes. O Chefe do grupo demonstra que não tem as credenciais que dizia ter. Mesmo falar mal de uma parte de congressistas fisiológicos (centrão) ficou difícil. Afinal, agora são sócios, ou condôminos.
Na cena que se vai desenhando, o PT, que não encontrou ainda o discursos-proposta para fazer oposição, está diante de adversários que, igualmente não têm discurso consistente ou que ora alteram suas falas atabalhoadamente, ora repisam o discurso para isolamento do PT da sociedade e de outros partidos. É como se estivessem tomados pela incerteza. Os partidos com experiência de poder têm seus principais líderes sub judice: Alkmin, Aécio e Serra no PSDB (partido já quase completamente ocupado pelo Governador Dórea, que o joga para a direita que pretende ser alternativa a Bolsonaro), e o MDB contenta-se com migalhas e também tem lideranças sub judice.
Diante das próximas eleições, apesar do racha da direita, especialmente setores que marcharam com Bolsonaro, dos fracassos e da falta de rumo, o Capitão Presidente ainda tem seus barulhentos e rígidos quinze por cento de aliados fiéis. Tudo indica que já não tem o vigor do momento das últimas eleições presidenciais, embora possa ocorrer eventual oscilação favorável do índice de sua popularidade, em razão da utilização de verbas destinadas a pessoas desamparadas (ou que ficaram mais desamparadas) por força da pandemia reinante. Ele já não aglutina os setores mais à direita. Mingou bastante do ponto de vista do apoio de grupos organizados, embora esteja colocando em pauta as proposições de vários desses. Precocemente (em relação a 1922), DEM e PSDB se aproximam para aliança, na direita, alternativa a Bolsonaro.
Em Vitória da Conquista, o PT continua forte, apesar da onda antiesquerda. Seu problema é ele mesmo: reaprender como ser oposição, avaliar de forma pública e corajosa os fatos que marcaram sua trajetória, positivos e negativos, e ida de suas lideranças aos tribunais na condição de rés, formular propostas sobretudo para a saída da crise, e exigir também ele, a avaliar política dos outros partidos quanto a seus membros sub judice e a seu apoio à escalada de Bolsonaro.
Quanto às candidaturas, em Vitória da Conquista o que se sabe é que José Raimundo, ex-Prefeito, será o candidato. Na situação atual, o partido realizará coligação, ou coligações. O embate exige a experiência dos partidos; essa conta mais que candidaturas de líderes de setores, supostamente puxadores de votos, no momento atual. Cabe ao(s) aliados buscarem os votos com a sua experiência. O embate atual não se contenta com “representantes” disso ou daquilo, necessita de definições partidárias, refazimento de alianças. No atual quadro, desponta como aliado, capaz de indicar o candidato a vice-Prefeito, o PCdoB que tem disponível o nome do Vereador Andreson, certamente uma voz atuante no partido e com inserção elogiada na Comunidade. É o que se sabe, mas isso não exclui apoio já indispensável do PSB que já tem quadros que militam desde novos na política local. Parece-me que o processo está assim sinalizando.
*Por Ruy Medeiros advogado e professor doutor em Memória, Linguagem e Sociedade
Carlos Eduardo da Silva Lopes é Bacharel em Direito, Advogado militante com atuação nas áreas trabalhista, previdenciária e de direito público. Especialista em Direito Público com MBA em Gestão Executiva Internacional.
Com base em seus estudos acerca do direito público e diante do atual cenário político brasileiro, Dr. Carlos Eduardo elaborou um artigo denominado ‘Entre Atos Falhos, Emprego da Lawfare e o Enterro da Presunção da Inocência’.
Acompanhe:

Marisa Letícia Lula da Silva.
Recentemente a grande mídia veiculou o pronunciamento dos advogados do espólio de Marisa Letícia Lula da Silva – esposa falecida do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que esclarecia as falsas alegações em relação aos investimentos de Dona Marisa. Os causídicos comprovaram que ela tinha R$: 26.000,00 em investimentos em certificados de depósito bancários (CDBs), e não a quantia astronômica de R$: 256.000.000,00 (duzentos e cinquenta e seis milhões), como havia afirmado o juiz Carlos Henrique André Lisboa, da 1ª Comarca de Família e Sucessões de São Bernardo do Campo (SP).
De acordo com nota emitida pelos advogados, o magistrado confundiu o valor unitário de cada certificado (será ???), com o valor unitário de debêntures de outra natureza, e acabou estimando um valor dez mil vezes maior que o real. Logo após o juiz ter se manifestado de forma equivocada, o gabinete do ódio (órgão paraestatal que está sendo investigado pela CPMI das FAKENEWS) e parte da mídia, começaram a replicar quase que automaticamente a informação da existência de 256 milhões de investimentos da ex-primeira-dama, D. Marisa Leticia.
Ainda nessa linha, é salutar pontuar que a pressa em se condenar alguém, denota na grande maioria dos casos, parcialidade e desonestidade intelectual, e em ambos os casos, oculta a existência de interesses escusos, acobertados sobre o falso pretexto de defesa da honestidade e moralidade. Sigmund Freud evidenciou que o ato falho era como um sintoma, constituição de compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido.
É fato, o estrago à memória da ex-primeira-dama já está feito, e pequenas notas de retratação da imprensa (com fez a JOVEM PAN), não impedirão ou minorarão o castigo virtual sofrido no pelourinho moderno, que se transformou a grande mídia. Tem-se, desse modo, a morte diária de um dos princípios mais importantes da Democracia, a
Presunção da Inocência.
No Brasil a destruição de reputações, é algo que acontece sem que seus agentes tenham o menor receio das consequências/punições “a turma midiática do PowerPoint que o diga”, é como se os acusadores fossem elevados à condição de verdadeiros Inquisidores Modernos, que tudo podem, pairando acima das leis que regem os simples mortais.
A situação em comento mostra que o Douto Magistrado conseguiu se “confundir” num caso que envolve um Ex-Presidente da República, coincidentemente a confusão ocorre justamente na semana que o TRF4 resolve colocar em pauta o julgamento da Ação do Sítio de Atibaia, que apesar de ser em Atibaia, foi transferido a fórceps para Curitiba, ferindo de morte o princípio do Juiz Natural, tudo graças a uma delação que foi recusada várias vezes, mas que agora é chancelada, talvez por que agora a dita delação tenha citado o binômio mágico Petrobrás/Lula, que tem o condão de transferir qualquer processo para Curitiba.
Importante frisar, que muita dessas delações (espécie de pau-de-arara hodierno) são obtidas por meios no mínimo duvidosos, isso porque, ao se impedir totalmente que o acusado e futuro candidato a delator tenha acesso às suas contas bancárias, como meio de prover a subsistência de sua família e facear o custeio de sua defesa, estando detido por tempo indeterminado, sem expectativa de soltura e ainda sendo execrado publicamente, é perceptível a terrível pressão psicológica a que é submetido o acusado, sendo levado ao extremo, acaba vencido, terminando por delatar.
Delação essa que na maioria das vezes ocorre sem nenhum respaldo probatório. A verdade é que nesses casos não se tem como pedir uma postura diferente do dito delator, o que lança sérias dúvidas legais, sobre a forma como se dá o uso desse instrumento legal na atualidade, precisando de urgente regulamentação, para validar e garantir legalidade dos atos.
Voltando a confusão do D. Magistrado, é importante salientar que confundir é algo aceitável, quando o agente é um cidadão comum, mas no caso de um magistrado é algo gravíssimo. Fico a imaginar, se tais confusões não podem estar acontecendo e afetando os jurisdicionados “comuns”, ainda mais num momento de uso indiscriminado dos recursos de crtl+c e ctrl+v.
Infelizmente, verificamos que a roda da lawfare (forma de guerra na qual a lei é usada como arma ), que tem por base a ideia de utilização da lei por um determinado grupo político, como meio de impedir ou punir a ação de outro grupo adversário, continua a girar. Para isso há a manipulação do sistema legal, o abuso do direito, o controle da narrativa com vistas a influenciar a opinião pública, visando deslegitimar o “inimigo” e transformá-lo em culpado, antes mesmo do trânsito em julgado. É a judicialização da política e politização do judiciário de forma sórdida com o intuito de promover a desilusão popular.
Hoje em dia o lawfare é a grande ferramenta para se destruir reputações e carreiras, e esse fenômeno não se restringe ao Brasil, em 2006 nos Estados Unidos em 2006, o dono e presidente da empresa petrolífera Veco, Bill Allen, disse ao FBI ter bancado a reforma de um chalé do senador republicano Ted Stevens. Dois anos depois, foi descoberto que os procuradores do caso fraudaram documentos e impediram a defesa do senador de ter acesso a provas que o beneficiariam.
O caso foi anulado em 2010, mas o objetivo foi atingido: impedir que Stevens, um dos principais líderes do Partido Republicano, se reelegesse, desequilibrando assim as forças políticas no Congresso na época da votação do Medicare for All, uma espécie de SUS lançado pelo governo de Barack Obama. Caro leitor, nesse momento você deve estar tendo a impressão de déjà-vu, normal, pois a lawfare não é algo novo, e já ocorre há muito tempo ao redor do mundo.
A ferramenta de lawfare é a mais eficiente quando se busca derrotar um inimigo imbatível na sua área de atuação. Temos como exemplo as eleições de 2018 e o caso Lula: para determinado grupo disputar eleições com viabilidade eleitoral contra um ex-presidente, que encerrou seu ultimo governo com 87% de popularidade, ou contra seu projeto político, se fez necessário desgastá-lo com consecutivas denúncias, que nem sempre seguiram o devido processo legal, aplicar muitas batidas policiais cinematográficas (com horários previamente acertados com a imprensa) a fim de expô-lo, publicizar escutas telefônicas da Presidenta da República com Lula (ilegal).
Escutas estas, que continuaram a grampear conversas mesmo depois de expirado o prazo determinado no comando legal à revelia da lei (prevaricação), e pior, suprimindo propositadamente trechos como meio de impedir a nomeação do ex-presidente Lula ao cargo de ministro, levando o Ministro da Suprema Corte Gilmar Mendes a laborar em erro, entendendo se tratar de uma ação legal, conforme revelou as publicações do site The Intercept, e que levou o citado Ministro a chamar os procuradores da força tarefa da lava-jato de Cretinos e de Organização Criminosa, após as mensagens serem divulgadas.
Assim, a lawfare é a maneira mais vil e inescrupulosa de se derrubar um opositor, pois é via muito mais destrutiva, destrói-se a moral, e tudo de forma sub reptícia e com contornos de legalidade.
Dessa forma, a lawfare representa um risco real à democracia, não só ao PT, mas a todos os partidos políticos, empresas, movimentos sociais e políticos, vez que o uso do judiciário com arma, pode ser manuseado e direcionado para destruir qualquer um. A criação da Lei do Abuso de Autoridade e do Juiz de Garantias é um primeiro e importante passo, apesar de não ser a única medida necessária para frear os excessos, mas já é um começo, vez que ninguém está livre da midiática patrulha.
Na Itália, frente os desmandos de alguns setores do judiciário (juízes se transformando em falsos heróis graças à midiatização das operações, passando a concorrer a cargos políticos), houve a necessidade da criação de leis especificas como forma de delimitar e garantir à legalidade da ação investigativa e punitiva Estatal, buscando tolher os abusos, ilegalidades e sensacionalismo, como se verifica da analise da Operação Mani Pulite, que apesar do importante trabalho de combate a corrução, ficou demonstrado que autoridades atuaram em muitos momentos ao arrepio da lei e a benefício próprio. Mas isso é tema para um texto futuro.
Por derradeiro, temos que o combate a lawfare está ligado intimamente à defesa do Estado Democrático de Direito, problema urgente que precisa ser encarado pelas autoridades dos três poderes (em especial do judiciário, que vem sofrendo ataques constantes daqueles que querem levar o País a um novo período de exceção), vez que a lawfare subverte a lógica central da democracia ao lançar dúvidas sobre nosso sistema jurídico, que determina que a lei deve ser o centro sistêmico da ação jurídica, e não os interesses individual e nada republicano de muitos.
O desenvolvimento econômico e social do Sudoeste da Bahia deve-se muito à UNIVERSIDADE ESTADUAL, disso ninguém tem dúvidas, no dia 27 de maio deste ano a UESB completará quarenta anos de relevantes serviços prestados à Bahia e em especial a nossa Vitória da Conquista.
Com a vinda de tantas faculdades particulares, tantos Ensinos à Distância os EADs transformou esta cidade como o maior polo de convergência educacional do interior baiano. Mesmo que a oferta de vagas para cursos superiores tem se avolumado e favorecendo o acesso ao terceiro grau, a UESB continua sendo a maior referência.
Sabemos que as Universidades públicas passam por uma crise, existem quem defendem que os ricos, paguem pelo ensino nas Universidades Públicas; outros são contra a qualquer tipo de quotas, que tanta oportunidade deu àqueles que jamais teriam acesso às universidades de qualidade, lembrando que muitos desses quotistas tem se destacado como exímios alunos, sobressaindo inclusive como bons profissionais no mercado.
Não sou a favor que os ricos paguem, nem sou contra as quotas de qualquer natureza, entendo com uma grande conquista, mas defendo que assim como os quotistas tem o acesso, que seja também permitido a milhares de alunos que não conseguem ingressar na UESB pelo Vestibular e que sacrificam seus pais para pagar nas universidades particulares TENHAM ACESSO ÀS VAGAS NÃO PREENCHIDAS e AQUELAS ORIUNDAS DAS EVASÕES.
Quantos grandes talentos ficam sem acesso ao ensino superior, exatamente pela falta de oportunidade da escola pública gratuita, quantos pais e quantas mães lastimam a falta de condições de pagar uma faculdade particular e que desistem dos seus sonhos. Quantas e quantas famílias se sacrificam para pagar as faculdades particulares e desistem no meio do caminho por falta de recursos.
O que é mais triste é que o acesso nas faculdades e universidades públicas é tão difícil que se igualam as provas de mestrados e doutorados, a UESB no no último edital 175/2019 de 24 de setembro de 2019, mais de mil vagas foram disponibilizadas, equivalente às vagas do vestibular 2020, mas no item 41.1 deste edital, exigiu que as notas das provas de conhecimentos básicos para ter acesso as vagas, fossem de no mínimo 7 (sete) excluindo todos e quaisquer que atingissem notas inferiores, deixando as vagas inacessíveis, além de cobrar pela inscrição, ainda que valor irrisório, mas que de certa forma inibe o acesso, defendemos que seja o preenchimento pela classificação.
O que é mais deprimente ainda é saber que o ESTADO paga toda estrutura física, administrativa e docente para uma quantidade de alunos e é comum salas com capacidade para 40 alunos ter apenas 10 discentes, teríamos aqui que escrever um livro para enumerar o quanto isso é grave.
Espero que nosso Reitor, juntamente com o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão – CONSEPE, o Conselho Universitário – CONSU e outros conselhos repensem e faça nossa UESB cada vez maior
Espero que nos convença que estejam certos, mas como leigos não admitimos que o professor pago para 40 alunos continue dando aulas para uma quantidade menor.
Continuo defendendo a UESB, continuo achando que a UESB poderá duplicar sua força através da inovação, pois a UESB é a primeira e a número UM.
*JOSE MARIA CAIRES – Empresário. fundador do movimento Conquista pode voar mais alto e do movimento Duplica Sudoeste.
Acabo de chegar da América Central e visitei três países: Panamá que fiquei encantado com a pujança econômica, imaginava que o Canal do Panamá fosse a principal fonte de renda, para minha surpresa é a terceira fonte, sendo a primeira o Turismo a segunda o Comércio, talvez até puxada pela logística da travessia entre os oceanos atlânticos e pacíficos. No Equador, um pais com mais de um terço da economia oriunda do petróleo, mas que o Turismo, baseado na visitação da linha do Equador metade do mundo, tem grande contribuição econômica também. Nesses dois países embora tenham as suas moedas, mas não circulam papeis das mesma, a moeda predominante é o dólar americano e a população aprova essa modalidade por ter a estabilidade inflacionaria sob controle.
Costa Rica, pequeno país no CENTRO AMÉRICA, com menos de cinco milhões de habitantes e a capital São José menos de um milhão e meio de moradores, ou seja, não chega a ser cinco vezes maior que Vitória da Conquista. Sempre que viajo faço sempre um paralelo da nossa cidade com a que visito. Considerando que Conquista tem 25 hotéis na cidade, a capital de Costa Rica possui mais de 330 hotéis.
Veja que temos uma desvantagem numérica estratosférica, se fossemos fazer uma proporção Vitória da Conquista teria que ter 110 hotéis e não apenas 25. Ou se quiséssemos que São José tivesse apenas 75 hotéis e não as três centenas existentes. As oficinas de lá que chamamos aqui de escritórios são superiores em mais de dez vezes aos nossos de Vitória da Conquista. É um País pequeno e pobre sim, tem vários pontos comerciais “SE ALQUILLA” claro que tem, assim como temos na Régis Pacheco “ALUGA-SE”, lá por falta de estacionamento, aqui talvez também, mas aqui precisamos revitalizar e repensar nossos potenciais, não podemos imaginar que vivemos o boom do café, hoje vivemos noutras perspectivas econômicas.
Mas vamos ao que interessa, Conquista Pode Mais, podemos duplicar nossa oferta de emprego, podemos duplicar nossa oferta de vagas nas faculdades, podemos crescer a oferta de imóveis novos e não tenho dúvida que nossa cidade é de vanguarda e PODEMOS ATÉ DUPLICAR A RIO BAHIA, é só acreditar.
*JOSE MARIA CAIRES – Empresário. fundador do movimento Conquista pode voar mais alto e do movimento Duplica Sudoeste.
Um dos fatos mais intrigantes na vida política de um País relaciona-se a aceitação ou não de sua realidade. O Brasil neste momento está vivendo uma situação interessante sob o ponto de vista da convivência com a sua realidade. Há quem afirme que a realidade que ora se apresenta é a ideal e, por outro lado, há quem rejeite essa realidade, sob protestos e argumentos de que essa situação ou essa realidade não representa o que a Civilização Moderna postula em seus estágios mais avançados. Um dos exemplos mais cristalinos da aceitação, rejeição ou deformação da realidade, aplica-se à interpretação do documentário Democracia em Vertigem realizado pela competente cineasta-documentarista mineira Petra Costa.
Documentário cinematográfico conforme os melhores manuais de cinema “é uma produção artística, via de regra um filme, não-ficcional, que se caracteriza principalmente pelo compromisso da exploração da realidade. Isto não significa que represente a realidade «tal como ela é»: o documentário, assim como o cinema de ficção, é uma representação parcial e subjetiva da realidade”.
O documentário de Petra Costa entrou na lista dos quatro filmes indicados para o Oscar (prêmio máximo da Academia de Cinema para a filmografia produzida ano após anos). A obra passaria quase despercebida do Povo Brasileiro se sua abordagem não estivesse relacionada à questão dos acontecimentos políticos que se iniciaram publicamente no Brasil a partir daquele fatídico dia 13 de junho de 2013.
A cineasta mineira, mostrando-se criteriosa e não seletiva em relação às ideologias, procurou dar à sua obra o máximo de fidedignidade aos acontecimentos. Nesse sentido, o filme procura mostrar imagens que não deixam dúvidas sobre o papel dos personagens e fatos, mesmo que alguns dos envolvidos neguem suas intenções e participações. É inacreditável que neguem os fatos, uma vez que vendo as imagens e as seqüências, ninguém tem dúvida do que realmente estava vendo, muito menos sobre questões relacionadas ao que os personagens fizeram.
O documentário aborda o Golpe Político-Midiático-Judicial que foi aplicado contra a presidenta Dilma Rousseff a partir do final do segundo ano do seu primeiro mandato. A presidenta Dilma que apresentava números acima de satisfatórios na Economia e nas Políticas Sociais vinha com aprovação de 86% junto ao Povo Brasileiro. Os números relativos ao desempenho do seu Governo não davam sossego à Oposição que não via como tirá-la do páreo a não ser por um processo de Sabotagem, onde diversos setores do País se avençaram e se associaram para a derrubada de um governo de Esquerda. Essa era a orientação da Casa Branca. O Brasil não tinha como fugir à determinação de Washington, que não aceitava nem digeria (nunca aceitou) governos de esquerda na América Latina. Era imperioso acabar com aquela farra. E a Grande Mídia entrou no jogo.
Junto com a Mídia, vieram os Políticos e alguns do Judiciário, somando-se a Empresários da FIESP e esses conseguiram patrocinar grandes movimentos de rua, arrebanhando extratos populares das Alas mais Conservadoras da Sociedade, fechando-se assim o círculo de fogo para defenestrar inapelavelmente a senhora Dilma Rousseff. O documentário assim retrata os acontecimentos e alguns dos setores envolvidos se insurgem contra as imagens dizendo que aquilo não é verdade, não é realidade. Ocorre um fato muito interessante: quem vê o documentário não tem dúvida que o que está vendo É REAL. SÓ ISSO…..
Curioso foi ouvir do senhor Bolsonaro dizendo que não viu o filme e não gostou (plagiando a frase de André Gide)… Mais tarde ele disse: “Democracia em Vertigem é para quem gosta do que urubu come”… E assim a gente forma (ou deforma) a Realidade.
*Paulo Pires é mestre em Contabilidade e professor na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Estamos próximos ao fim do ano, época em que as pessoas começam a listar as tradicionais promessas de réveillon. Aqui, cabe uma pergunta que, para alguns, pode até trazer um certo desconforto: você conseguiu alcançar todos os objetivos e metas traçados para 2019? Se sim, meus parabéns! Caso sua resposta seja negativa, não se preocupe! Apenas 8% das pessoas conseguem atingir suas metas e a maioria desiste antes mesmo do dia 12 de janeiro – dados de uma pesquisa realizada pela Strava.
É justamente este ponto que quero abordar. Antes de traçar planos para 2020, é importante refletir sobre toda a trajetória percorrida nos últimos meses, levando em consideração os motivos que culminaram na mudança, bem como erros e acertos. Mas não foque nos erros!
Errar faz parte do processo de amadurecimento, seja pessoal ou profissional. E este é o momento de analisar, aprender e se desenvolver, evitando, assim, cometer as mesmas falhas do passado.
Muitas pessoas têm dificuldades em atingir metas porque colocam o foco apenas nos resultados e não nas estratégias e no processo. Outras estabelecem objetivos pouco realistas e acabam se se desmotivando.
Podemos fazer uma analogia com o jogador de futebol Cristiano Ronaldo, que sempre teve como objetivo ser o melhor do mundo. Para isso, teve que cumprir etapas significativas, aprimorando suas técnicas: era sempre o primeiro a chegar no treino e o último a sair e, incrivelmente, competia com ele mesmo. Ou seja, tinha que aperfeiçoar sua performance dia após dia. Esta mentalidade e atitude o fez em ser um dos melhores do mundo e isto se aplica em nossas vidas também.
Se a sua meta é perder 10 quilos, então estabeleça perder um quilo por semana, para que cada vez que você atingir essas pequenas etapas, o seu nível de confiança e motivação aumente absurdamente.
Dica para a vida: o momento mais importante é quando você define seu objetivo, com o corpo, mente, coração e respiração em total sintonia. Este é um instante só seu, que definirá o seu destino. A visualização é um poderoso aliado e já foi comprovado cientificamente que atua em nosso subconsciente, trazendo muito mais confiança para cumprir metas.
Ayrton Senna, antes de todas as corridas, sentava no cockpit do seu carro e durante 10 minutos ninguém podia falar com ele. Em uma de suas entrevistas, perguntaram o porquê deste hábito de se manter com os olhos fechados. Senna simplesmente respondeu que antes de iniciar a corrida, visualizava como seria toda a prova: imaginava cada ultrapassagem, o traçado das curvas, o tempo que gastaria no pit stop, até receber a bandeirada de vencedor e abrindo o champanhe. Incrivelmente, por diversas vezes tudo o que era visualizado realmente acontecia.
Lembre-se que você nasceu para ser um vencedor. Portanto, comporte-se como tal! Visualize 2020 como um ano em que você cumprirá todos os seus objetivos e, ao chegar ao final, receba os devidos aplausos! Assim nasce um campeão.
*Marival Silva é especialista em life & business coaching, com formação em Comunicação Social pela London University e ampla experiência em International Business Development.
Em (Atos 9:6) e (Gálatas 2:20), o apóstolo Paulo via Jesus como um impostor e, por esse motivo, perseguia os cristãos. Mas, em sua viagem, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu que o deixou cego temporariamente.
– “Senhor, que queres que eu faça?” perguntou Paulo a Jesus, em um ato de humildade.
Aqui, cabe uma reflexão sobre o atual momento do futebol brasileiro. Hoje, ao abrir um site de notícias fiquei estupefato ao ler a seguinte notícia, Mano minimiza Jesus: “com esses jogadores ai, Abel também teria sucesso no Flamengo”. Antes de terminar de ler, pensei! Mano vai passar aperto com os Cristãos… só pode ser ateu! Que nada, movido por um corporativismo de interesses, ele dispara, como uma Naja cuspideira (cobra que usa como defesa cuspir um jato de peçonha nos olhos da presa ou do predador na intenção de cegá-lo), sua arma cheia de peçonha, tentando cegar as pessoas e, com isso, abafar o sucesso do Jesus rubro-negro. Outro dia, em um programa de televisão vi, com esses olhos que a terra há de comer, o Levi Culpi dizer que ”os treinadores estrangeiros é que tinham que aprender com os técnicos brasileiros”. Para falar uma sandice dessa teve ter comido algum alimento estragado em um de seus vários restaurantes, só pode. Penso, também, que alguns desses treinadores têm dificuldade de entender o jogo como ele tem se apresentado, talvez por comodismo, falta de interesse ou mesmo por falta de capacidade cognitiva que, inclusive, faz parte do desenvolvimento intelectual.
Nesse sentido, não é necessário ser um especialista para ver que esses treinadores, os chamados técnicos de ponta, vivem gravitando na orbita dos grandes clubes brasileiros, ficam flutuando, pulando de um clube para o outro e ganhado salários astronômicos. Longe de mim fazer juízo de valor, se eles merecem ou não, se dão retorno ou não, contudo, é uma zona de conforto e, diga-se de passagem, que zona boa essa, Heim!
Assim, como o apóstolo Paulo se rendeu a Jesus, eles deveriam ter o mesmo ato de humildade e, por que não dizer, de sabedoria, aprender como utilizar seus elencos de forma que esses rendam o melhor possível, que o jogo competitivo não necessariamente precisa ser desassociado do futebol bem jogado e que organização tática não seja sinônimo de time defensivo. Até onde vai esta cegueira? Será necessário um feixe de luz divino? Acredito que só um conjunto de forças unindo, dirigentes, torcedores e a mídia, podem atacar de frente esse problema e nos leve, de forma definitiva, para uma mudança de paradigma, reduzindo, assim, o abismo abissal entre nosso futebol e o “esporte” que os europeus estão praticando na atualidade, e que pouco se assemelha com o nosso.

“Jorge vem de lá da Capadócia, montado em seu cavalo, na mão a sua lança, defendendo o povo do perigo das mazelas do inimigo, vem trazendo a esperança…”
Que os Jorges, o Sampaoli e o Jesus, em suas temporadas aqui no Brasil, tragam a lume os treinadores da terra brasilis, pois eles, os jorges, já conquistaram os corações e as mentes dos que amam o futebol arte, independentemente de preferencias. Salve os Jorges!
Até a próxima.
Por: Eduardo Arêas
Administrador, Professor e mestre em Bioenergia