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Novo processo é resultado da apreensão de armas e munições atribuídas a sargento formado

Mais duas denúncias contra os acusados pela morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes foram recebidas pela Justiça do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (4), de acordo com o Estadão.

Presos desde 12 de março, o sargento reformado Ronnie Lessa – apontado como o autor dos disparos contra a vereadora – e o ex-policial militar Élcio Queiroz já respondiam por duplo homicídio triplamente qualificado.

Agora, Lessa também vai responder pelo crime de comércio ilegal de arma de fogo. Já Queiroz responderá por posse ilegal de arma de uso restrito.

O novo processo contra Lessa é resultado da apreensão de 117 componentes de fuzil e munições na casa de Alexandre Motta de Souza, amigo do sargento reformado, que por sua vez já admitiu que o material era dele.

Souza passa a ser réu na mesma ação que Lessa. O processo contra os dois vai ficar na 40ª Vara Criminal do Rio.

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Uma guarnição da Polícia Militar se deslocou, até Rua 3 próximo a quadra no bairro Jardim Valéria, onde a denúncia dava conta que um  jovem teria sido baleado em via pública, no local confirmado a veracidade. Neste exato momento a polícia militar Aguarda a chegada do SAMU 192. Com informações do Blog do Léo Santos

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Um homem foi preso em Vitória da Conquista suspeito de abusar sexualmente e estuprar a sobrinha de 14 anos, que também é filha adotiva. Conforme o G1, o suspeito teve o mandado de prisão preventiva cumprido na quarta-feira (4) pela Polícia Civil. Conforme a investigação, a vítima, que morava com o suspeito, era estuprada desde os seis anos de idade. De acordo com a Polícia, o pai da menina foi assassinado quando ela nasceu e a mãe a abandonou depois do crime e ela não foi localizada pela polícia.

Por conta disso, a jovem era criada pelo tio paterno. “Ela se refere a ele como pai. Quando ela tinha seis anos, ele começou a fazer as primeiras carícias nela. Com nove anos, ela teve a prima relação sexual com ele. O depoimento dela é muito chocante”, disse a delegada Rosilene Correia, que investiga o caso. Ainda segundo a polícia, quando a vítima completou 12 anos de idade, o tio passou a tratar a jovem como mulher.

A vítima, segundo a investigação, era estuprada quando se negava a ter relação sexual com o suspeito. “Ele convivia com ela, dormiam juntos na mesma cama.

E ele passou a tratá-la como mulher quando a menina começou a criar corpo. Quando ela se negava a ter relações, ele a ameaçava e a estuprava. Um exame comprovou que ela não é mais virgem. A gente só não sabe quando ela perdeu a virgindade”, disse a delegada. O último estupro, segundo a polícia, ocorreu no dia 28 de fevereiro. “Ele entrou no quarto, ela estava dormindo, e ele a estuprou. Ela, então, mandou uma mensagem de WhatsApp para a tia relatando o que tinha acontecido e a tia, irmã dele, denunciou à polícia”, afirmou. O suspeito foi localizado na quarta-feira (3), na Zona Rural, para onde fugiu após saber que a denúncia tinha sido feita à polícia. Ele foi encaminhado para o Conjunto Penal de Vitória da Conquista.

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A informação foi divulgada pela própria Rede Globo, em comunicado oficial

Sandra Annenberg não aparecerá mais à frente do “Jornal Nacional”, da Globo. A informação partiu da própria emissora, em comunicado oficial emitido nesta quarta (3). De acordo com a nota, a própria jornalista pediu para ser afastada da escala do programa.

Ela comanda diariamente o “Jornal Hoje”, na parte da tarde, e também o “Como Será?”. Por causa disso, preferiu deixar o principal noticiário do canal. Apesar da saída de Sandra, outros nomes femininos continuarão na escala do telejornal. Dentre eles, Monalisa Perrone, Maju Coutinho, Ana Luiza Guimarães, Ana Paula Araújo e Giuliana Morrone.

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O ministro saiu escoltado por parlamentares aliados

A audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na Câmara, terminou em confusão, pouca defesa da reforma da Previdência por parte dos deputados e reclamação de líderes do centrão.

Com a base desarticulada, Guedes enfrentou nesta quarta-feira (3) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) a tropa de choque da oposição.

O estopim do tumulto, com empurra-empurra entre parlamentares do PT e PSL, foi uma provocação do deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR). Ele é filho do ex-ministro José Dirceu.

Às 20h23, ao questionar o ministro sobre a proposta de reforma, Zeca afirmou que o ministro é tigrão com uns e tchutchuca com outros, sugerindo que Guedes privilegia banqueiros e rentistas.

Ele queria estudos da equipe econômica para que o governo decidisse priorizar o endurecimento das regras de aposentadoria, em vez de propor mudanças no sistema bancário.

“Eu estou vendo que o senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidade. É tigrão quando é com agricultores, com professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país. O cargo público que você ocupa exige uma outra postura”, afirmou Dirceu.

O deputado foi logo interrompido por aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Guedes também reagiu. O ministro se ofendeu e revidou: “Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a avó!”. Depois, pediu respeito: “Eu te respeito. Você me respeita!”. Tchutuca e tigrão são referências a um funk dos anos 2000, da banda Bonde do Tigrão.

Irritado, o ministro pegou o celular e já ameaçava ir embora. Ao lado dele estava o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Marinho cochichou no ouvido com o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR).

Instaurou-se um caos generalizado no plenário da comissão e, após seis horas e meia de audiência, a sessão foi encerrada antes mesmo que metade dos deputados inscritos conseguissem falar.

O bate boca continuou. O deputado Éder Mauro (PSD-PA) disparava para Zeca Dirceu: “Vai falar assim na sua casa”. Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido na Casa, disse que iria embora. “Não vou ficar com bandido aqui”, disse.

Em meio aos empurrões, o ministro saiu escoltado por parlamentares aliados e foi embora por uma escada lateral do anexo 2 da Câmara.

Segundo o deputado petista, a confusão foi uma estratégia do ministro para deixar a audiência. “Ele queria encerrar há tempos, usou isso como desculpa para fugir do debate”, disse.

A confusão continuou entre deputados e assessores. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) acusou a assessora especial do ministro, Daniella Marques, de agressão.

Marques foi levada ao departamento de polícia da Câmara. “Aqui é o local de trabalho dos parlamentares, não vou permitir que seja agredida aqui”, disse a deputada.

Segundo ela, deputadas da oposição se aproximaram da mesa depois do fim da sessão para tentar retomar a audiência, mas foram empurradas pela assessora.

Ao longo da audiência, a temperatura foi subindo, e o ministro recebeu críticas ao deixar de responder questões técnicas dos deputados.

O ministro tem assumido o papel de articulador político da reforma, mas o esperado era que respondesse a dúvidas sobre o texto em si.

O governo, porém, quer deixar o debate do mérito da proposta apenas para a comissão especial. Por isso, uma corrente defendia que Guedes nem sequer fosse à CCJ.

Guedes, no entanto, fez uma defesa política da reforma, e deu respostas evasivas sobre questões econômicas. A posição desagradou membros da CCJ, mesmo entre aqueles que não fazem parte da oposição.

A deputada Clarissa Garotinho (PROS-RJ), por exemplo, cobrou que o ministro respondesse sobre os efeitos, em 12 anos, do gatilho previsto para aumentar automaticamente a idade mínima para aposentadoria a cada quatro anos.

De acordo com a proposta, a idade mínima subirá proporcionalmente ao aumento do tempo de sobrevida -quantos anos uma pessoa de 65 anos vive a mais.

“Espero que o ministro tenha boa memória, porque fiz várias perguntas e não vi nenhuma anotação”, afirmou ela. Horas depois, porém, o ministro desceu da mesa para entregar respostas escritas à deputada em gesto de conciliação.

Na frente de Guedes, deputados favoráveis à PEC cobraram respostas sobre o impacto de cada medida prevista na reforma da Previdência. A equipe econômica decidiu revelar esses números apenas futuramente.

Fora do plenário da comissão a estratégia do ministro também desagradou.

“Talvez seja preciso que Paulo Guedes volte à CCJ da Câmara. Há dúvidas sobre a nova Previdência e os impactos das novas regras. O governo precisa intensificar o convencimento dos parlamentares e da população de que a reforma precisa cortar privilégios”, disse nas redes sociais o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA).

Guedes se envolveu em embates em diversos momentos. Com menos de 30 minutos de reunião, o ministro respondeu a deputados que gritavam que o Brasil se tornaria o Chile caso a reforma fosse aprovada.

“O Chile tem US$ 26 mil dólares de renda per capita, o dobro do Brasil. A Venezuela deve estar melhor, né?”, afirmou, gerando caos no colegiado.

Deputados do PSOL levantaram cartazes, gritos tomaram o plenário e o presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), tentava acalmar os ânimos: “Isso aqui não é briga de rua”.

O clima voltou a esquentar quando Guedes atacou deputados de esquerda após ser interrompido por Ivan Valente (PSOL-SP), que fez pergunta sobre eventual retirada de direitos de domésticas.

“Vocês estão há quatro mandatos no poder. Por que não votaram imposto sobre dividendos? Por que deram benefícios para bilionários? Por que deram dinheiro para a JBS? Por que deram dinheiro para o BNDES?”, disse.

O ponto de maior tensão aconteceu quando o ministro afirmou que quem acha que não é preciso fazer uma reforma da Previdência precisa de internação psiquiátrica.

“Quem acha que [a reforma da Previdência] não é necessária é um problema sério. É caso de internamento”, afirmou.

O ministro pareceu perplexo com a reação de deputados, que se ofenderam com o comentário. Houve gritaria, e Francischini ameaçou encerrar a sessão.

Entre os membros do centrão que estão na comissão, o jeito “pavio curto” do ministro incomodou. Além disso, a ausência de líderes partidários chamou a atenção de deputados.

Guedes chegou à comissão escoltado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes ligados ao parlamentar, como Baleia Rossi (MDB-SP) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Maia permaneceu à mesa durante a maior parte da reunião, em atitude que não é praxe do presidente da Câmara.

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Uma boa noticia para os donos de automóveis da Bahia. De acordo com a Associação dos Fabricantes de Placas do Interior da Bahia (Afapi), o valor das novas placas Mercosul poderão ter preço reduzido.

A queda no valor poderá acontecer, porque a empresa baiana
fabricante de blank, está conseguindo se ajustar ao novo processo. Com isso, os custos são reduzidos gradativamente e repassados aos estampadores. Sendo assim, são criadas condições para a redução do custo final.

No encontro, a presidente da Afapi anunciou a redução do preço cobrado pelo fabricante de blank. O par de placas para os estampadores, no caso dos automóveis e caminhões, passou de R$ 89 para R$ 41 e o de motos, de R$ 45 para R$ 21.  

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“Cantorias A Estrada” é um show autoral de músicas, causos e declamações de poemas que se apresentará no próximo dia 6 de abril (sábado), às 20 horas, no Teatro Carlos Jeová, em Vitória da Conquista.

Vão estar lá neste dia no palco Alex Baducha, Mano Di Souza, Dorinho,Paulo Gabiru, Marta Moreno, Jhesus, Edna Brito, Gildásio Amorim. JoséCarlos D´Almeida, Regina Chaves, Vandilza Gonçalves, Itamar Aguiar e Jeremias Macário, com participações especiais de Papalo Monteiro e Alisson Menezes.

Esse grupo dos treze está fazendo parte do CD Sarau, um produto fruto dos nossos saraus que estão completando nove de existência, no Espaço Cultural A Estrada.

O show colaborativo “Cantorias A Estrada”, cujo ingresso será de apenas R$20,00 por pessoa (sem meia), tem como principal objetivo arrecadar recursos para a gravação de um CD, com o formato do Sarau, daí a importância da presença de todos que ainda amam e dão valor à nossa cultura.

Quem for vai se sentir dentro do nosso Sarau e ainda ter surpresas, numa agradável noite cultural de boas músicas de artistas locais de renome e conteúdo.

O público vai ouvir ainda causos engraçados e populares, além de declamações de poemas que falam do nosso cotidiano, sem esquecer a vida nordestina do sertanejo.

Há tempos que este projeto do CD autoral está sendo planejado e amadurecido em reuniões, e o grupo se preparou para oferecer ao conquistense um show eclético, com apoio dos amigos Papalo e Alisson Menezes que irão enriquecer o encontro.

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A empresa de Telefonia Claro foi condenada a indenizar um cliente em R$ 40 mil, por insistentes ligações com oferta de produtos ao consumidor. Em apenas um dia, o consumidor recebeu mais de 20 ligações. Para a 22ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a conduta da empresa perturbou o sossego do cliente.

De acordo com os autos, por conta das ligações, o consumidor procurou o Procon e chegou a celebrar um acordo com a empresa, ficando combinado de que ele faria um cadastro de bloqueio do recebimento de ligações de telemarketing, no site do Procon e a empresa averiguaria os seus procedimentos, visando a abstenção da conduta. No entanto, mesmo após a audiência, o cliente continuou recebendo ligações da empresa e, em um dia, chegou a receber 23.

O juízo de 1º grau determinou que a empresa parasse de encaminhar oferta de produtos ao consumidor, sob pena de multa de R$100,00 a cada descumprimento e afastou a indenização por dano moral. Diante da decisão, o cliente recorreu. Para o relator do caso, desembargador Roberto Mac Cracken ressaltou a gravidade da conduta da empresa em face do Procon, pois a ordem foi “totalmente desprezada e arbitrariamente se deu continuidade à conduta destacadamente irregular e imprópria, com evidente prejuízo do consumidor”.

O relator ainda observou que a Claro perturbou o sossego do cliente em um momento de repouso médico, “sendo a atitude da apelada ainda mais grave pela violação de seu sossego em tal momento de vulnerabilidade”. Assim, determinou que a empresa se abstenha de efetuar ligações ou mandar mensagens de texto, sob pena de multa de R$500 para cada descumprimento. Também fixou o valor de R$ 40 mil por dano moral.

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Uma confusão tomou conta, na noite desta segunda-feira, de alguns dos setores do Hospital Municipal Esaú Matos, em Vitória da Conquista. Uma mulher, deu entrada na maternidade já dando a luz.

Instantes depois o marido dela chegou ao hospital alterado. Arranjou uma briga com o esposo de outra paciente e chegou a ameaçá-lo utilizando equipamentos do hospital.

Nesse mesmo instante gestantes e outros pacientes que estavam internados no setor ficaram apavorados. Prontamente a equipe do hospital agiu, tentou acalmar os ânimos, mas sem êxito, foi preciso chamar a polícia militar que colocou o confusento para fora do Esaú Matos.

Não conformado, o homem conseguiu entrar novamente no hospital e continuou bastante exaltado, parecendo estar sob efeito de drogas. A polícia foi acionada novamente e encaminhou o homem para o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep). Vale ressaltar que essa é a 11ª gestação dela, que teve o neném, e ambos passam bem. Com informações do Blog do Rodrigo Ferraz

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Homens omitem mais saídas para bares e restaurantes e mulheres compras de acessórios; estudo é do SPC Brasil

Dinheiro ainda é um tabu no ambiente familiar. Em muitos casos, ele só vira tema de conversa quando se transforma em um problema dentro de casa. Um levantamento realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que somente 44% dos brasileiros falam frequentemente sobre dinheiro com os membros da família, ao passo que 39% só entram nesse assunto quando a situação financeira já não é boa ou imaginam que pode surgir um problema. Os que não costumam conversar sobre a gestão do orçamento com os moradores da residência somam 18% dos consumidores.

Para pessoas casadas ou que vivem em união estável, o tema dinheiro pode ser ainda mais delicado, especialmente se não houver um diálogo franco e transparente entre as partes. De acordo com a pesquisa, 48% dos consumidores que vivem com o companheiro já brigaram com a esposa ou o marido por causa de dinheiro, sendo que em 9% dos casos essa é uma atitude que acontece com frequência. Outros 52% disseram nunca ter vivenciado essa situação.

Os principais motivos para o conflito entre os casais são o fato de o companheiro gastar além das condições financeiras (46%), discordâncias entre prioridade de gastos dentro de casa (32%) e atraso no pagamento das contas (28%). Há ainda, 28% de entrevistados que citam a dificuldade em formar uma reserva financeira por gastar tudo o que ganha e 21% que mencionam a rigidez do companheiro no controle dos gastos.

De modo geral, 46% dos entrevistados acreditam que eles próprios são os que tem mais cuidado com o controle das finanças em casa, para 26% é o cônjuge e 27% consideram que os dois são controlados.

“Viver de forma saudável com outra pessoa requer compartilhar sonhos, expectativas e planos diversos, sem, necessariamente, ter de abrir mão de um certo grau de individualidade. É um exercício complexo e cada casal deve encontrar o melhor arranjo para sua realidade sobre os gastos pessoais e da família, com maior ou menor possiblidade de abertura”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Dois em cada dez casados acham que cônjuge tenta controlar sua vida financeira

De acordo com a pesquisa, 23% dos casados têm a sensação de que o cônjuge fica incomodado com a forma com que eles gastam o dinheiro e 17% acham que a esposa ou o marido controla suas compras. O mesmo estudo identificou que 11% dos entrevistados não sabem o salário do cônjuge e 26% desconhecem se ele possui alguma reserva financeira.

Diante dessa dificuldade que muitos casais enfrentam para compartilhar decisões da vida financeira, 22% dos entrevistados disseram que não dividem com o cônjuge informações sobre suas contas particulares e 43% não falam sobre todas as compras que realizam. Outros 4% não dão qualquer satisfação sobre o que compram, enquanto 52% disseram ser totalmente transparentes nesse sentido. “Muitas pessoas não estão dispostas a revelar para o parceiro ou familiares todas as informações a respeito das despesas mensais para evitar, de certo modo, interferências na forma como gastam seu dinheiro”, afirma a economista Marcela Kawauti.

Em 33% dos lares, despesas ficam concentradas em apenas um morador

O levantamento também descobriu que em parte significativa dos lares brasileiros não há uma divisão para o pagamento de contas entre os membros da casa: em 33% dos casos apenas um morador é responsável por arcar sozinho com todas as despesas da residência. Para 20%, as contas são divididas igualmente entre os moradores que possuem renda e para 17%, os compromissos são divididos de acordo com o salário de cada um.

De modo geral, 23% dos brasileiros disseram que os gastos familiares não são discutidos entre os membros da família, sendo que a decisão final cabe a apenas um morador ou, então, cada pessoa gasta seus recursos conforme sua própria necessidade. Para 52% as decisões sobre o que comprar são sempre tomadas em conjunto.

Para um quarto (25%) dos entrevistados, nunca há sobras no orçamento familiar, fazendo com que o dinheiro seja sempre direcionado para o pagamento de contas e compromissos fundamentais. Em 20% dos casos, quando há sobras, esse recurso fica guardado para gastos do mês seguinte.

A pesquisa revela ainda que, muitas vezes, o excesso de gastos de membros da família prejudica a saúde do orçamento da residência. Em cada dez brasileiros que residem com outros familiares, seis (57%) admitem que há moradores na casa que prejudicam o orçamento da família, percentual que aumenta para 62% entre as famílias das classes C, D e E. De acordo com o levantamento, as pessoas que mais criam problemas para a gestão das finanças da casa são o próprio entrevistado (20%), o cônjuge (15%) e os filhos (12%).

Homens omitem mais saídas para bares e restaurantes e mulheres compras de acessórios

Os tipos de compras que os entrevistados mais ‘escondem’ do marido ou da esposa são roupas (45%), acessórios, como bolsas, bijuterias etc (29%), maquiagens, perfumes e cremes (28%) e calçados (25%). Na comparação entre gêneros, as idas para bares, restaurantes e cinema são as compras mais omitidas entre os homens (33%, contra 9% entre as mulheres), enquanto compras de acessórios se destacam no universo feminino (44%, contra 5% entre os homens).

As justificativas para omitir compras do parceiro revelam uma preocupação em preservar a individualidade ao mesmo tempo em que alguns tentam evitar desentendimentos. Entre aqueles que não contam ao cônjuge sobre todas as compras que faz, a principal (25%) justificativa é considerar que o casal possui prioridades diferentes e, portanto, tentam conciliar interesses da família com desejos pessoais. Já 22% afirmaram que a esposa ou o marido não compreende suas necessidades e, por isso, não abrem mão de suas vontades pessoais. O mesmo percentual de 22% omite determinadas compras para evitar brigas.

Além de manter informações financeiras em segredo, muitos casais não se preparam para o futuro. Quase um terço (32%) dos brasileiros que vivem com o companheiro disse não ter um planejamento financeiro para o casal nos próximos cinco anos. E levando em conta os 68% que possuem planos, 30% não fazem nada de concreto para atingir a meta estabelecida com o companheiro.

“Quando a visão sobre o dinheiro e o modo de conduzir as finanças entre o casal é muito diferente, divergências podem surgir. Mas isso não significa que são questões insolucionáveis. Um bom planejamento matrimonial pode incluir objetivos e personalidades diversos. Isso exige diálogo aberto e cooperação para que ambos caminhem na mesma direção”, explica o educador Vignoli.

Metodologia

Foram entrevistados 805 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

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