Os jogadores brasileiros, que atuam no exterior, disseram que não vão jogar a Copa América. A informação foi publicada nesta sexta-feira (4) pelo jornal espanhol “AS”, em matéria assinada pelo jornalista brasileiro Fernando Kallás. De acordo com a reportagem, as lideranças do elenco da seleção brasileira estão mantendo contato nos últimos dias com os atletas dos demais selecionados sul-americanos, que também estarão na competição. O torneio será realizado no Brasil, entre os dias 13 de junho e 10 de julho, após as desistências, primeiro, da Colômbia, e depois da Argentina, que seriam sede inicialmente. A mudança de local foi definida na última segunda (31) pela Conmebol.
A escolha do Brasil como sede é o principal motivo da revolta dos jogadores, que estão reunidos para os dois próximos compromissos da seleção brasileira pelas eliminatórias. O descontentamento deles é devido ao descontrole da pandemia do novo coronavírus no país, já que eles seriam vistos como insensíveis à crise de saúde. Quase 500 mil pessoas morreram em solo brasileiro por causa da Covid-19.
Os jogadores comunicaram a insatisfação à comissão técnica, encabeçada pelo técnico Tite. E esta se reuniu com a diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O posicionamento do elenco foi visto como um motim pelo presidente Rogério Caboclo. Inclusive, o dirigente teria ameaçado demitir o coordenador da seleção, Juninho Paulista, por não conseguir controlar os atletas.
Enquanto os bastidores pegam fogo, o Brasil encara o Equador, nesta sexta, logo mais às 21h30, no Beira-Rio, pela sétima rodada das eliminatórias. Depois, na terça (8), no mesmo horário, o duelo é contra o Paraguai, no Defensores del Chaco, pela oitava jornada. Neste momento, o time Canarinho é líder isolado da tabela de classificação com 12 pontos conquistados em quatro jogos. *Bahia Notícias.
A Receita Federal pediu uma apuração em seus sistemas para tentar identificar investigações em dados fiscais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de seus três filhos, suas duas ex-mulheres e de Michelle Bolsonaro.
A solicitação foi feita pelo fisco, em 2020, ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), responsável por armazenar os dados dos sistemas da Receita. As informações são da Folha de S. Paulo.
A apuração também investiga dados fiscais de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Ele é apontado como principal peça do esquema de “rachadinha” no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa.
Além de Queiroz, o levantamento atingiu membros da família de Bolsonaro, a exemplo de suas duas ex-mulheres.
A pesquisa custou cerca de R$ 490 mil à Receita, pagos ao Serpro. O valor foi publicado pelo Metrópoles nesta quarta (2).
Em setembro de 2020, advogadas de Flávio Bolsonaro pediram ao Serpro uma apuração sobre o senador, com a intenção de saber ele o perfil tributário do senador havia sido acessado indevidamente.
No mês anterior, a defesa de Flávio levou ao presidente Jair Bolsonaro uma denúncia de que uma suposta organização criminosa instalada na Receita pesquisou de maneira ilegal o perfil do senador, para dar munição ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no relatório do caso Queiroz. A denúncia anularia o caso Queiroz, caso comprovada.
Diante da situação da pandemia no Brasil, o Fórum dos Governadores escreveu uma carta, endereçada à organização Mundial da Saúde (OMS), ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para falar sobre o risco do país enfrentar uma terceira onda de Covid-19. No texto assinado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena o grupo, eles pedem que o Brasil fique com uma cota das vacinas excedentes que serão doadas pelos Estados Unidos.
Segundo a CNN Brasil, para embasar o pleito, os governadores mencionam um estudo que projeta mais 200 mil vítimas da doença até setembro, caso a situação não seja revertida. Nesta terça (25), o país superou a marca de 450 mil mortos em decorrência da Covid-19.
Com isso, de acordo com a publicação, eles ressaltam ao ministro Queiroga a necessidade de um plano nacional para conter a disseminação do novo coronavírus nos estados. Outro pleito é o reforço nas articulações para antecipar o recebimento de vacinas. *Bahia Notícias.
Dois dias antes de morrer, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), escreveu uma carta aos colegas de partido. Nela, o tucano agradeceu pelo apoio recebido durante o tratamento contra o câncer, lamentou as “consequências catastróficas” da pandemia de covid-19, exaltou o Instituto Butantan — parceiro da Sinovac Life Science no desenvolvimento da vacina CoronaVac — e pregou união.
A carta foi lida pelo vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), na última sexta-feira (14), durante evento que marcou sua filiação ao partido de Covas. Àquela altura, o prefeito já estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Horas depois, seria divulgado um boletim anunciando que o quadro de saúde de Covas era irreversível.
Leia, na íntegra, a carta que Covas escreveu antes de morrer:
“São Paulo, 14 de maio de 2021
Minhas companheiras e meus companheiros, Espero que estejam bem e protegidos.
Gostaria de em primeiro lugar agradecer a todo carinho, a todas as orações e energia positiva que vocês têm me enviado.
Lamento não conseguir responder a tantas mensagens, sintam-se todos abraçados. O apoio e o suporte de vocês têm sido decisivos no meu tratamento. Venho seguindo à risca as orientações da minha equipe médica e, de cabeça erguida, enfrentado os desafios que a vida me impõe. A luta é dura e árdua, mas não esmoreço e sigo em frente. Esses últimos meses têm sido muito desafiadores para todos nós. A pandemia da Covid-19 tem cobrado um preço caro dos brasileiros e vamos caminhando para contabilizar 430 mil mortos. Uma tragédia sem precedentes que já deixa e vai deixar muitas marcas na nossa história. As consequências são catastróficas: vidas interrompidas, famílias em sofrimento, negócios em dificuldade, desemprego, pobreza e, lamentavelmente, a fome. Faço esse preâmbulo pois é exatamente sobre o que se trata o dia de hoje: política. A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas. Tucanas e tucanos podem se orgulhar de todo o esforço que nossos governos, no estado de São Paulo e nos municípios, incluindo a nossa Capital, têm feito para enfrentar a pandemia. Das vacinas em produção e desenvolvimento pelo Instituto Butantan, à expansão vertiginosa da infraestrutura hospitalar, o fortalecimento do SUS em nosso estado é uma realidade.
Em contraposição ao governo federal, que vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros ao longo da pandemia, o PSDB de São Paulo e seus aliados vêm demonstrando na prática aquilo que é sua vocação: responsabilidade pública, colocar a população, sobretudo a mais pobre, em primeiro lugar, cuidar de gente, fazer um trabalho técnico e baseado em evidências e na ciência, tomar atitudes difíceis e enfrentar as adversidades sempre com respeito, dignidade e defendendo a democracia.
Somos um partido forte, sólido, com muitos serviços prestados ao nosso país e ao nosso estado. Somos um partido de quadros competentes e que colocam o compromisso público em primeiro lugar.
É nesse contexto que quero ressaltar a importância dessa cerimônia de hoje. O momento do Brasil demanda de todos nós espírito público, unidade, agregação, somar e não dividir, não deixar nenhum interesse pessoal sobrepujar o interesse coletivo. Receber em nossos quadros o vice-governador Rodrigo Garcia sinaliza exatamente isso. Ele tem sido incansável na defesa do interesse público. Tenho por ele muito apreço e consideração.
Foi decisivo na nossa vitória na eleição passada aqui na Capital e tem sido aliado histórico dos tucanos. Foi aliado do meu avô, foi aliado de Geraldo Alckmin, foi aliado de Serra, e meu parceiro e aliado, é aliado do Governador João Doria, sempre esteve do nosso lado, nada mais natural do que se juntar a nós nessa caminhada.
Vejo nesse ato um resgate da história do nosso partido, inclusive para além das razoes que já mencionei, vejo um resgate do nosso manifesto de fundação.
No sonho de nossos fundadores, o Partido da Social-Democracia Brasileira, seria o partido capaz de juntar as forças democráticas ponderadas da república na luta pelo bem comum. Rodrigo é um liberal progressista, um parlamentarista, está afinado com nossos valores e ideais. Sua trajetória e sua experiência político administrativa vem contribuir em muito para que nosso partido possa se fortalecer ainda mais e continue a promover as mudanças que a população precisa no estado de São Paulo. Seja bem-vindo, Rodrigo Garcia, seja bem-vindo ao ninho tucano, seja bem-vindo à Social-Democracia Brasileira.
Fonte: Uol.com
Muito obrigado! Bruno Covas”.
A brasileira Julia Gama ficou em 2º lugar na 69ª edição do Miss Universo, que aconteceu na noite deste neste domingo (16). A vencedora do concurso foi a mexicana Andrea Meza.
Andrea recebeu a coroa da sul-africana Zozibini Tunzi, eleita na edição disputada em 2019. O Miss Universo não aconteceu em 2020 por causa da pandemia de Covid-19.
O Brasil não vence o Miss Universo desde 1968 (antes, ganhou também em 1963). E não conquistava o segundo lugar desde 2007, quando a mineira Natalia Guimarãestambém quase levou o título.
Na etapa final do concurso, quando as 5 primeiras colocadas discursam, Julia falou sobre saúde mental.
“É um tópico ainda bastante estigmatizado e, por isso, não conseguimos falar abertamente. Mas para todos aqui esta noite, eu peço que lembrem disso. Por favor, vamos normalizar conversas sobre ansiedade e depressão. Vamos nos apoiar e compartilhar empatia.”
A cerimônia que corou Andrea aconteceu no Seminole Hard Rock Hotel & Casino Hollywood, em Miami, nos EUA. Em terceiro lugar ficou a Miss Peru, Janick Maceta. As quarta e quinta posições ficaram com Índia (Adline Castelino) e República Dominicana (Kimberly Jiménez).
O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu às 8h20 deste domingo (16) aos 41 anos, em São Paulo, informou a prefeitura, em nota. Desde 2019, ele lutava contra um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado. Ele deixa o filho Tomás, de 15 anos.
Covas estava internado no Hospital Sírio-Libanês, no Centro da capital paulista, desde 2 de maio, quando se licenciou da prefeitura. Na sexta-feira (14), ele teve uma piora no quadro de saúde e a equipe médica informou que seu quadro havia se tornado irreversível.
A dona de casa Rafaela dos Santos foi mãe sem saber. Ela deu à luz a primeira filha enquanto estava intubada durante tratamento contra a Covid-19, em Campina Grande. Devido a complicações enfrentadas por ela mesma e pela bebê, Rafaela só conheceu a filha pessoalmente um pouco mais de mês depois do parto. Mas neste domingo (9), a comemoração do Dia das Mães vai ser com as duas curadas e em casa.
De acordo com Rafaela, os primeiros sintomas da Covid-19 foram dor de cabeça, febre e dores no corpo. Ela chegou a realizar testes do coronavírus, mas deram negativo. O vírus só foi detectado após uma tomografia, que mostrou a gravidade do quadro. Ela estava com mais de 50% do pulmão comprometido.
Pouco tempo depois, Rafaela foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e intubada. Durante a internação, a equipe médica administrou medicamentos que ajudariam caso acontecesse um parto prematuro. Fonte: G1.com
A Executiva Nacional do Cidadania decidiu pedir a saída de Jorge Kajuru (Cidadania-GO) do partido. Em nota publicada no fim da tarde desta segunda-feira (12), a legenda afirma que nas conversas de Kajuru com Jair Bolsonaro – divulgadas pelo próprio senador – “flagrantemente se discute e se comete um crime de responsabilidade”. “Nesse sentido, o partido fará um convite formal, com todo o respeito pelo senador, para que ele procure outra legenda partidária”.
O senador confirmou ao Congresso em Foco que vai deixar o partido e vai se filiar ao Podemos. Ele afirmou que terá uma conversa nesta terça-feira (13) com o líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias. Em uma reunião online com correlegionários do Paraná na noite desta segunda, Alvaro confirmou que Kajuru vai se filiar à legenda.
Congresso em Foco
Após semana de recordes trágicos, o Brasil registrou 3.368 mortes por Covid neste sábado (27), além de 81.909 novas infecções. O país chegou a 310.694 óbitos e a 12.489.232 casos da doença desde o início da pandemia.
Os dados são os aferidos pelo consórcio de veículos de imprensa integrado por Folha, UOL, G1, O Estado de S. Paulo, Extra e O Globo e coletados até as 20h com as secretarias de saúde dos estados.
Nesta sexta-feira (26), o país bateu o recorde de mortes em um único dia, com 3.600 óbitos. Mas, apesar de a situação ser gravíssima, ao menos parte desse elevado número de mortes registradas se deve a um represamento de dados que ocorreu durante a semana.
O estado de São Paulo, por exemplo, registrou mais de 1.000 mortes pelo segundo dia seguido: foram 1.051 nas últimas 24h.
A média móvel de mortes no país voltou a bater recorde e chegou a 2.548 mortes por dia. Esse é um instrumento estatístico para amenizar grandes variações de dados, como as que ocorrem aos finais de semana e feriados. Ela é calculada pela soma das mortes dos últimos sete dias e divisão por sete.
A média recorde anterior era de 2.400 mortes por dia e ocorreu nesta sexta.
Até terça-feira (23), o país completava 25 dias seguidos de valores máximos da média. A sequência foi quebrada justamente no dia em que o Ministério da Saúde mudou a forma de registro das mortes, o que provocou dificuldade na documentação por alguns estados e fez o número de óbitos cair artificialmente. A medida gerou críticas, que levaram a pasta a suspender a mudança.
Ainda assim, o país completa 66 dias com média móvel de mortes acima de 1.000.
VACINA
O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid por 22 estados.
Já foram aplicadas no total 19.927.298 doses de vacina (15.248.847 da primeira dose e 4.678.451 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.
Isso significa que somente 7,20% dos brasileiros maiores de 18 anos tomaram a primeira dose e só 2,21%, a segunda.
Nas últimas 24 horas, 365.627 pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 41.191, a segunda.
A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.
Diplomatas brasileiros em embaixadas e consulados no exterior receberam mensagem do Itamaraty pedindo para que tentem obter fornecimento, “com máxima urgência”, de uma série de medicamentos do chamado “kit intubação”.
Hospitais e associações médicas alertaram o governo para a queda no estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs, que pode durar apenas mais 15 dias no Brasil.
Esses medicamentos são essenciais para inserir o tubo e manter a ventilação mecânica dos pacientes graves -sem isso, morrem sufocados.
Na mensagem enviada aos postos no exterior, o Itamaraty afirma que a Anvisa enviou consulta a seus contrapartes em alguns países, mas não obteve resposta. O órgão pede para que os diplomatas pesquisem “a possibilidade de fornecimento dos insumos”.
Entre os remédios citados, estão o besilato de atracúrio, midazolam, propofol e fentanila. Muitos deles têm venda estritamente controlada, o que complica a importação.
Com a alta na demanda, o preço dos medicamentos usados para intubação explodiu.
Segundo informações do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, uma ampola de neurobloqueador, que paralisa a musculatura para o corpo “aceitar” o tubo, custava cerca de R$ 2 antes da pandemia. No ano passado, subiu para R$ 17, e, agor.
Fonte: Folha Press