Arestas aparadas, documentos em fase de redação. Flamengo e Jorge Jesus entraram em consenso para renovação de contrato por um ano. Em reunião realizada nesta terça-feira, ficou definido que o novo vínculo do treinador português vai até junho de 2021, com cláusulas que permitem a liberação mediante ofertas de clubes pré-determinados do futebol europeu.
Pelo um ano de contrato, Jorge Jesus receberá cerca de 4 milhões de euros (R$ 23 mi), fora as premiações. No primeiro ano de Flamengo, o português ficou com mais de R$ 15 milhões pelos títulos da Libertadores e do Brasileirão. As partes definiram ainda que não haverá congelamento do euro previsto em contrato, e os pagamentos seguirão a cotação do dia.
Desde os primeiros encontros após o retorno de Jorge Jesus ao Flamengo, dia 1º de maio, ficou escancarado o desejo mútuo de continuidade. O Mister, por sua vez, fez questão de amarrar bem o contrato para a possibilidade de assumir um gigante europeu e também se cercar a respeito de variações cambiais por conta do impacto econômico da pandemia do coronavírus.
Há cerca de duas semanas, a sensação nos bastidores era de que o acerto seria questão de tempo, mas problemas pessoais de partes envolvidas adiaram novas reuniões presenciais. Havia ainda pendências a respeito de pagamentos do contrato em vigor que o Mister fez questão de que fossem resolvidas antes de bater o martelo para o novo vínculo.
Jorge Jesus completou um ano no Flamengo na última segunda-feira, com 51 jogos, 38 vitórias, nove empates e quatro derrotas. Sob o comando do português, a equipe marcou 118 gols e sofreu 45, sendo campeã da Libertadores, do Brasileirão, da Recopa e da Supercopa do Brasil. O Mister segue acompanhado de seis membros de sua comissão técnica particular.
Por Cahê Mota, Eric Faria e Marcelo Hazan — Rio de Janeiro
Fonte: Globo Esporte
O técnico do Flamengo, o português Jorge Jesus, testou positivo para o coronavírus. A informação foi divulgada nesta 2ª feira (16.mar.2020) pelo clube carioca. Jesus tem 65 anos e por isso está na faixa de risco da covid-19, a doença respiratória provocada pelo coronavírus.
O treinador ainda aguarda o resultado do teste de contraprova, realizado ainda nesta 2ª (16.mar). Segundo o Flamengo, o resultado inicial apontou “1 positivo fraco ou inconclusivo”.
No Instagram, o técnico português agradeceu ao apoio que tem recebido nas redes sociais. O português declarou que está assintomático e que permanecerá em quarentena em sua casa.
Portugal tem seu primeiro caso de vítima fatal por conta do coronavírus. E trata-se justamente do amigo citado por Jorge Jesus em entrevista à FlaTV após a vitória por 2 a 1 do Flamengo sobre a Portuguesa, no último sábado, pela terceira rodada da Taça Rio. A informação é do jornal português "A Bola".
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Mário Veríssimo era massagista e trabalhou com Jorge Jesus em Portugal — Foto: Reprodução jornal "A BOLA"[/caption]
Em sua edição online, a publicação informa que Mário Veríssimo faleceu nesta segunda-feira como consequência da Covid-19. A vítima foi massagista do Estrela da Amadora e trabalhou com Jorge Jesus por anos ao longo da carreira.
O primeiro caso de morte por coronavírus em Portugal foi confirmado em entrevista coletiva da Ministra da Saúde, Marta Temido. Mário Veríssimo fazia parte do grupo de risco, com mais de 80 anos, e estava internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Em (Atos 9:6) e (Gálatas 2:20), o apóstolo Paulo via Jesus como um impostor e, por esse motivo, perseguia os cristãos. Mas, em sua viagem, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu que o deixou cego temporariamente.
– “Senhor, que queres que eu faça?” perguntou Paulo a Jesus, em um ato de humildade.
Aqui, cabe uma reflexão sobre o atual momento do futebol brasileiro. Hoje, ao abrir um site de notícias fiquei estupefato ao ler a seguinte notícia, Mano minimiza Jesus: “com esses jogadores ai, Abel também teria sucesso no Flamengo”. Antes de terminar de ler, pensei! Mano vai passar aperto com os Cristãos… só pode ser ateu! Que nada, movido por um corporativismo de interesses, ele dispara, como uma Naja cuspideira (cobra que usa como defesa cuspir um jato de peçonha nos olhos da presa ou do predador na intenção de cegá-lo), sua arma cheia de peçonha, tentando cegar as pessoas e, com isso, abafar o sucesso do Jesus rubro-negro. Outro dia, em um programa de televisão vi, com esses olhos que a terra há de comer, o Levi Culpi dizer que ”os treinadores estrangeiros é que tinham que aprender com os técnicos brasileiros”. Para falar uma sandice dessa teve ter comido algum alimento estragado em um de seus vários restaurantes, só pode. Penso, também, que alguns desses treinadores têm dificuldade de entender o jogo como ele tem se apresentado, talvez por comodismo, falta de interesse ou mesmo por falta de capacidade cognitiva que, inclusive, faz parte do desenvolvimento intelectual.
Nesse sentido, não é necessário ser um especialista para ver que esses treinadores, os chamados técnicos de ponta, vivem gravitando na orbita dos grandes clubes brasileiros, ficam flutuando, pulando de um clube para o outro e ganhado salários astronômicos. Longe de mim fazer juízo de valor, se eles merecem ou não, se dão retorno ou não, contudo, é uma zona de conforto e, diga-se de passagem, que zona boa essa, Heim!
Assim, como o apóstolo Paulo se rendeu a Jesus, eles deveriam ter o mesmo ato de humildade e, por que não dizer, de sabedoria, aprender como utilizar seus elencos de forma que esses rendam o melhor possível, que o jogo competitivo não necessariamente precisa ser desassociado do futebol bem jogado e que organização tática não seja sinônimo de time defensivo. Até onde vai esta cegueira? Será necessário um feixe de luz divino? Acredito que só um conjunto de forças unindo, dirigentes, torcedores e a mídia, podem atacar de frente esse problema e nos leve, de forma definitiva, para uma mudança de paradigma, reduzindo, assim, o abismo abissal entre nosso futebol e o “esporte” que os europeus estão praticando na atualidade, e que pouco se assemelha com o nosso.

“Jorge vem de lá da Capadócia, montado em seu cavalo, na mão a sua lança, defendendo o povo do perigo das mazelas do inimigo, vem trazendo a esperança…”
Que os Jorges, o Sampaoli e o Jesus, em suas temporadas aqui no Brasil, tragam a lume os treinadores da terra brasilis, pois eles, os jorges, já conquistaram os corações e as mentes dos que amam o futebol arte, independentemente de preferencias. Salve os Jorges!
Até a próxima.
Por: Eduardo Arêas
Administrador, Professor e mestre em Bioenergia
Eu, 55 anos, Vascaíno e apaixonado por futebol, há alguns anos vinha desinteressado pelo nobre esporte bretão, mas, precisamente, depois do fatídico 7 x 1 no mineirão.
Nos anos 60 e 70 tínhamos, aqui no Brasil, vários treinadores estrangeiros, como por exemplo: Filpo Nuñez e Raúl Bentancor, sendo este último, treinador do nosso Conquista da década de 60, daquele timaço que tinha Agra, Naninho e Naldo, Isaac, piolho e Victor. Pois é… meu pai, José Maria Arêas foi conduzido ao cargo de comandante máximo daquele escrete logo após a saída do uruguaio que, por sinal, foi técnico da seleção uruguaia de 1977 a 1979, eita Conquista progressista.
Nesse contexto, a partir da década 90 criou-se, no Brasil, uma reserva de mercado para os técnicos, apoiado por uma parte significativa da mídia. Certo que houve algumas tentativas como foi o caso de Ruedas, Osório, Gareca e outros, mas foram defenestrados nos primeiros resultados negativos, sem, como é de costume, um mínimo de paciência, imagine se o Flamengo demitisse Jorge Jesus quando perdeu por 2×0 para o time do Equador? Ou mesmo os 3×0 para o Baheeea? Teríamos sido privados desse show de bola que estamos assistindo o Flamengo apresentar sob a batuta desse Gajo com cara de pintor Conquistense, demoliu o futebol de resultado o “joga feio mas ganha”, mostrou que se pode jogar com competitividade, com intensidade e jogar bonito ao mesmo tempo… salve Jesus! O messias flamenguista, soube utilizar, diga-se de passagem, o excelente elenco que tem, de forma competentíssima. Outra coisa, cabe também, parabenizar a gestão do rubro-negro, eficaz, eficiente e corajosa. Ô inveja…mas, como diz o adágio popular, “os bons exemplos arrastam”.
Obrigado Jesus, obrigado Flamengo por me proporcionar, sem o clubismo doentio, momentos de contemplação, esse 5×0 em uma semifinal de Libertadores e contra um gigante como o Grêmio, foi algo para entrar para a história.
Confesso que, como bom Vascaíno, tentei secar, mas fui convencido pela razão. Esse sentimento tem menos a ver com a rivalidade e mais a ver com bom senso e com coerência. Apenas tenho receio que, caso o Flamengo não seja Campeão da Libertadores, apareçam as aves de rapina para dizer que está tudo errado, como fizeram com nossas seleções de 1950 e de 1982.
Parabéns Flamengo !
De um Vascaíno apaixonado.
Por: Eduardo Arêas
Administrador, professor e Mestre em Bioenergia.