O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou guerra após o Hamas lançar um ataque surpresa e de grande escala neste sábado (7), em ação que já é considerada uma das maiores ofensivas contra o país nos últimos anos. Ao menos 295 pessoas morreram, e autoridades dizem que o número de vítimas pode aumentar.
Em mensagem de vídeo, Netanyahu disse que o grupo extremista islâmico que controla a Faixa de Gaza pagará “um preço sem precedentes” pela ofensiva, que teria usado mais de 5.000 foguetes. “Estamos em guerra. Esta não é uma operação simples”, afirmou.
A ofensiva surpresa combinou a infiltração de homens armados em cidades israelenses com uma saraivada de foguetes, disparados da Faixa de Gaza. Segundo as Forças Armadas de Israel, dezenas de militantes se infiltraram por terra, mar e ar, alguns dos quais com a ajuda de parapentes.
A imprensa israelense relatou tiroteios entre bandos de combatentes palestinos e forças de segurança em cidades do sul de Israel. O chefe da polícia de Israel disse que houve “21 cenas ativas” no sul de Israel, indicando a extensão do ataque.
Em Gaza, o barulho dos lançamentos de foguetes pôde ser ouvido e os moradores relataram confrontos armados ao longo da cerca de separação com Israel, perto da cidade de Khan Younis, no sul, e disseram ter visto um movimento significativo de combatentes armados.
Também em Gaza, as pessoas correram para comprar mantimentos, antecipando os dias de conflito que se avizinham. Alguns deixaram suas casas e foram para abrigos.
O presidente Lula (PT) está em Cuba onde participa, neste sábado (16), acompanhado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva (Janja), de uma reunião do G77+China, em Havana. Na ocasião, Lula também deve falar com o presidente do país, Miguel Díaz-Canel, sobre a dívida cubana de US$ 260 milhões com o Brasil.
Este ano, sob a presidência de Cuba, o encontro do G77+China terá o tema “Desafios Atuais do Desenvolvimento: Papel da Ciência, Tecnologia e Inovação”. O grupo criado em 1964, com 77 países-membro, foi ampliado e atualmente é composto por 134 nações em desenvolvimento do Sul global pertencentes à Ásia, África e América Latina. A união do bloco com a China ocorreu nos anos 1990.
Em Havana, Lula também cumprirá agenda de trabalho com o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel. Será a primeira viagem oficial de um mandatário brasileiro ao país caribenho em nove anos, de acordo com o UOL. A última foi em 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff esteve em Havana.
Antes de viajar, Lula anunciou os próximos compromissos internacionais. “Indo para Cuba. E também para abrir a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, completando essa volta do Brasil ao cenário internacional. Reabrindo diálogos e abrindo oportunidades de investimento e comércio para nosso país”, escreveu no X (antigo Twitter).
O presidente concluiu a publicação dizendo que o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), “cuidará da presidência do Brasil” até o seu retorno.
Um dia que ficou gravado na memória como um dos momentos mais sombrios da História contemporânea: 11 de setembro de 2001, quando quatro aviões foram sequestrados para atingirem as Torres Gêmeas, em Nova York, e o Pentágono, em Washington, nos Estados Unidos — uma quarta aeronave, que rumava em direção à capital americana, caiu na Pensilvânia. E embora muitos recordem esses eventos apenas através de vídeos e livros de história, seus efeitos continuam a reverberar pelo mundo.
A primeira missão lunar da Rússia em 47 anos falhou após sua sonda Luna-25 sair do controle e se chocar contra a Lua. A informação foi anunciada, neste sábado (19), pela agência espacial estatal russa, Roskosmos.
A empresa estatal afirmou que perdeu contato com a nave após a sonda ter sido colocada na órbita de pré-pouso no sábado (19).
“O aparelho entrou em uma órbita imprevisível e deixou de existir como resultado de uma colisão com a superfície da Lua”, diz a Roskosmos em um comunicado.
“Durante a operação, ocorreu uma situação anormal abordo da estação automática, que não permitiu que a manobra fosse realizada com os parâmetros especificados”, explicou a agência.
O fracasso da missão representa o declínio do poder espacial da Rússia desde seu apogeu na Guerra Fria, quando Moscou foi o primeiro a lançar um satélite para orbitar a Terra. O “Sputnik 1”, em 1957 foi lançado com o cosmonauta soviético Yuri Gagarin, que tornou-se o primeiro homem a viajar para o espaço em 1961.
O país não tentava realizar uma missão lunar desde a Luna-24 em 1976, quando Leonid Brezhnev comandava o Kremlin.
O objetivo era que a Luna-25 realizasse um pouso suave no polo sul da Lua nesta segunda-feira, segundo autoridades espaciais russas.
A Rússia disputa com a Índia, cuja espaçonave Chandrayaan-3 está programada para pousar no polo sul da Lua ainda nesta semana, e, de forma mais ampla, contra a China e os Estados Unidos, que têm ambições lunares mais desenvolvidas.
O número de mortos nos incêndios florestais em Maui, no Havaí, subiu para 93, segundo um comunicado do condado de Maui. Duas das vítimas foram identificadas, conforme a administração local.
“As equipes de combate a incêndios continuam a extinguir focos em Lahaina e Upcountry Maui”, informou a nota.
De acordo com a CNN Brasil, esse é o desastre natural mais mortal do Havaí, superando as 61 mortes confirmadas de um tsunami em Hilo, em 1960. No entanto, antes de o Havaí se tornar um estado, em 1959, as ilhas sofreram um tsunami devastador que matou 158 pessoas, em 1946.
Em entrevista coletiva no último sábado (12), o governador Josh Green disse que o número de mortos deve aumentar.
Terminou nesta terça-feira (18) a 3ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE), em Bruxelas, na Bélgica, onde fica a sede do bloco europeu. O encontro reuniu 60 líderes dos dois continentes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento não ocorria desde 2015 e foi realizado em um cenário de aproximação entre europeus e latino-americanos. A declaração final da cúpula, divulgada pelas chancelarias dos países, tem mais de 40 pontos e abrange diversos temas de interesse comum. Um dos pontos, que tem sido alvo de cobrança de governos de países pobres e em desenvolvimento, refere-se à disponibilização de recursos, por parte das nações mais ricas, para financiar projetos de mitigação e adaptação em relação às mudanças climáticas. 

“Reconhecemos o impacto que as alterações climáticas estão a ter em todos os países, afetando particularmente os países em desenvolvimento e mais vulneráveis, incluindo os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, no Caribe, as regiões ultra-periféricas da União Europeia, os países e territórios ultramarinos associados à União Europeia e países em desenvolvimento sem litoral. Ressaltamos a importância de cumprir o compromisso dos países desenvolvidos em conjunto para mobilizar prontamente US$ 100 bilhões por ano para o financiamento climático e para apoiar os países em desenvolvimento e dobrar o financiamento para adaptação até 2025”, diz um trecho da declaração.
Em seu discurso, na abertura da cúpula, Lula voltou a criticar os países ricos por não cumprirem a promessa, feita em 2009, de destinar os US$ 100 bilhões ao ano para os países em desenvolvimento, como forma de compensação pela crise do aquecimento global e necessidade de contenção das emissões de carbono, para manter a meta de aumento de até 1,5 grau Celsius na temperatura do planeta até o fim do século, o objetivo mais ambicioso da comunidade internacional.
A declaração aponta “profunda preocupação com a guerra em curso contra a Ucrânia” e pede esforços de paz justa e sustentável na região. Em outro ponto, aborda a grave situação humanitária no Haiti, prometendo esforços internacionais para ajudar o país superar a complexa crise que vive há décadas. Sobre a Venezuela, o texto defende um diálogo construtivo entre as partes nas negociações lideradas pela Venezuela na Cidade do México. O mesmo assunto foi discutido em uma reunião paralela envolvendo os presidentes da França, do Brasil, da Argentina e Colômbia, além de representante da União Europeia, com governo e oposição venezuelanos.
O documento também reafirma diversos compromissos nas áreas de comércio justo, saúde, segurança pública, combate à pobreza e às desigualdades. A próxima cúpula Celac-UE deverá ser realizada em 2025, desta vez em algum países latino-americano ou caribenho.
Em seu último dia nesta viagem à Bélgica, o presidente Lula manteve encontros bilaterais com chefes de governo da Alemanha, Suécia, Dinamarca e Áustria. Ele também participou de um café da manhã com lideranças progressistas e democratas latino-americanas e europeias. Lula retorna ao Brasil na manhã de quarta-feira (18), após conceder uma coletiva de imprensa ainda em Bruxelas.
O escritor tcheco Milan Kundera, autor de “A Insustentável Leveza do Ser” – um dos principais romances do século XX – morreu em Paris aos 94 anos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (12) pelo grupo editorial francês Gallimar.
A TV estatal da República Tcheca também anunciou a morte de Kundera, que nasceu na cidade tcheca de Brno em 1929. Ele vivia em Paris desde 1975.
O escritor se exilou na França à época, após ser condenado em seu país natal por criticar a invasão de tropas soviéticas à Tchecoslováquia em 1968, que reprimiu a Primavera de Praga, como ficou conhecido o movimento de democratização feito pelo governo da época.
Em seu primeiro romance, “A Brincadeira”, de 1967, ele retratou e satirizou o regime comunista da Tchecoslováquia.
Kundera chegou a perder a nacionalidade tcheca e foi naturalizado francês. Anos depois, ele ganhou o Prêmio Nacional de Literatura de seu país de origem.
O papa Francisco, de 86 anos, passou uma segunda noite tranquila no hospital Gemelli, em Roma, onde continua sua convalescença de vários dias após uma operação abdominal, anunciou o Vaticano nesta sexta-feira, 9.
O sumo pontífice argentino foi submetido a uma cirurgia na quarta-feira sob anestesia geral por três horas para remover “aderências” dolorosas na parede abdominal como resultado de uma operação de cólon em 2021.
“A noite passada também foi boa”, disse a assessoria de imprensa da Santa Sé em um breve comunicado na manhã desta sexta-feira, acrescentando que mais informações serão fornecidas durante o dia.
O papa está submetido a uma dieta hídrica e sua evolução é regular, informou o Vaticano na quinta-feira. “Sua saúde geral é boa, ele está acordado e respirando naturalmente”, segundo sua equipe médica.
Francisco deveria passar vários dias internado no décimo andar da Policlínica Gemelli, conhecido como o “hospital dos papas”, no mesmo quarto que João Paulo II ocupou em inúmeras ocasiões.
O Vaticano informou que todas as suas audiências foram canceladas até 18 de junho.
O papa tem um longo histórico médico. Aos 21 anos sofreu uma pleurisia, doença grave que levou à retirada parcial de um pulmão, além de problemas no joelho e no quadril.
Em várias ocasiões reduziu as suas obrigações devido ao seu estado de saúde, o que alimenta incertezas e especulações.
No final de março, o pontífice foi internado no hospital Gemelli por causa de uma infecção respiratória que o obrigou a tomar antibióticos por três dias.
O Papa Francisco, de 86 anos, passará por uma cirurgia no intestino na tarde desta quarta-feira (7), no hospital Gemelli, em Roma, informou o Vaticano em um comunicado. Segundo o Vaticano, a expectativa é que o pontífice fique internado por alguns dias.
O comunicado do Vaticano informou que a operação foi necessária para reparar uma laparocele, uma hérnia que às vezes se forma sobre uma cicatriz geralmente resultante de uma cirurgia anterior. Também pode ser causada por obesidade, idade ou fraqueza dos músculos da parede abdominal.
A equipe médica do hospital decidiu nos últimos dias que a cirurgia – que será realizada sob anestesia geral – é necessária porque a condição estava causando oclusões intestinais dolorosas.
Francisco chegou ao hospital às 11h30 de Roma (6h30 de Brasília).
Na terça (6), Francisco foi submetido a uma bateria de exames no mesmo hospital.
No final de março, o Papa foi internado para tratar uma infecção respiratória. O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, a princípio anunciou que Francisco iria fazer exames de rotina, marcados anteriormente, mas ele acabou ficando no hospital por alguns dias.
Depois, informou que o papa tinha recebido um diagnóstico de infecção respiratória. Bruni revelou que, à época, Francisco já vinha sentindo muito cansaço.