Morreu na manhã desta sexta-feira (26) o cantor Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo, aos 51 anos, no Hospital Unimed, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O artista estava internado desde o início deste mês.
O compositor passou por altos e baixos durante a internação, até que na última segunda-feira (22), após 11 dias no quarto, ele precisou voltar para Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por apresentar piora. Na manhã desta sexta-feira (26), Anderson Molejo teve uma piora no estado de saúde, que era considerado gravíssimo e não resistiu.
O comunicado da morte do artista foi feito no perfil oficial do Grupo Molejo no Instagram: “Nosso guerreiro ANDERSON LEONARDO lutou bravamente, mas infelizmente foi vencido pelo câncer, mas será sempre lembrado por toda família, amigos e sua imensa legião de fãs, por sua genialidade, força e pelo amor aos palcos e ao MOLEJO. Sua presença e alegria era uma luz que iluminava a vida de todos ao seu redor, e sua falta será profundamente sentida e jamais esquecida, nós te amamos”, diz a publicação.
A Prefeitura de Vitória da Conquista fará o lançamento oficial do Arraiá da Conquista 2024 nesta segunda-feira (29), às 19h, na Casa Memorial Governador Régis Pacheco. Na oportunidade, a prefeita Sheila Lemos deve anunciar as atrações musicais que vão compor a próxima edição do evento, previsto, inicialmente, para o período de 10 a 24 de junho.
“Teremos grandes atrações e manteremos a tradição do forró em nosso município”, garante o coordenador municipal de Cultura, Alecxandre Magno. Segundo ele, mais de 40 artistas locais estarão presentes nos palcos nos dias da festa.
A programação começa no dia 10, na praça Nove de Novembro, já com artistas locais. Entre os dias 18 e 22, acontecem os shows no palco do Centro Cultural Glauber Rocha. E, nos dias 23 e 24, será a vez das localidades rurais. “Os 11 distritos terão apresentações musicais”, adianta Alecxandre.
Entre os dias 5 e 9 de junho, a Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac) realiza a 53ª edição da Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Vitória da Conquista, após cinco anos de ausência. O lançamento oficial do evento ocorreu nesta quinta-feira (25), no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, numa cerimônia que teve a presença de dirigentes da Coopmac, representantes da Prefeitura de Vitória da Conquista, do Governo Estadual e de quase 20 prefeituras da região, além de empresários, integrantes da cooperativa, vereadores e outras autoridades locais e regionais.
O retorno do evento ao calendário municipal recebe o apoio do Governo Municipal – de quem partiu, através da prefeita Sheila Lemos, a sugestão, acatada pela Coopmac, de abrir os portões do Parque de Exposições e permitir a entrada gratuita da população, inclusive nos shows musicais.
Serão cinco dias com leilões, palestras, minicursos, workshops e diversas modalidades de entretenimento e negócios. Segundo os organizadores, espera-se a movimentação de algo em torno de R$ 100 milhões em transações comerciais, em razão das oportunidades oferecidas pelo evento.
“A Exposição já faz parte da realidade da região e é parte da cidade”, comentou a prefeita Sheila Lemos, relembrando a tradição que marca o evento – cuja primeira edição foi realizada ainda na década de 1930, há mais de 90 anos.
“A gente conhece a Exposição e o amor da população pela festa, e as pessoas pediam que fosse feita com as portas abertas. A gente sabe que o assalariado, o trabalhador, para vir com a família, esposa e filhos, ele tem que pagar transporte e é muito difícil. Então, nós conversamos com a Coopmac e, nessa parceria, vamos oportunizar que as portas estejam abertas para toda a comunidade”, disse ainda a gestora municipal.
Segundo o presidente da Coopmac, Isaac Figueira, as parcerias foram indispensáveis para que a Exposição pudesse ser retomada. “É um evento importantíssimo na cidade. Então, a gente teve o apoio incondicional da prefeita. A Prefeitura tem nos ajudado muito. Nós não conseguiríamos fazer este evento sem eles. O Estado também participou, mas a prefeita tem mostrado para a gente que ela quer que a Exposição volte e que faça parte do calendário”, observou Isaac.
“Esforço e altruísmo”
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marcos Ferreira, avalia que o acordo a respeito das entradas gratuitas será decisivo para que o evento, em seu retorno, seja bem-sucedido. “Sabemos que é uma festa de orçamento caro, mas, com muito esforço e altruísmo dos patrocinadores e dos parceiros, conseguimos os portões abertos, inclusive para os shows”, avaliou Marcos.
“Então, vamos ter uma das maiores festas da região Sudoeste e do Brasil: a volta da Exposição Agropecuária, e com essa pitada de sensibilidade feminina da prefeita Sheila Lemos, com portões abertos. Será sensacional e será o diferencial, sem dúvida, da festa deste ano”, argumentou ainda o secretário.
No entender do secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Breno Farias, a gratuidade na entrada não é somente por uma questão de sensibilidade, mas envolve também aspectos econômicos, já que, com mais gente circulando, mais possibilidades econômicas se abrem para a economia local – o que, segundo ele, afeta tanto os pequenos quanto os grandes empreendedores.
“Toda a população pode vir. Essa feira envolve todo o segmento de negócios. São esperados, aqui, R$ 100 milhões em negócios efetuados, desde máquinas, veículos a insumos em geral. Mas, ao mesmo tempo, é um local de entretenimento. A gente vai ter shows, vai ter o pipoqueiro vendendo sua pipoquinha, e a dona da banca de acarajé. Então, a gente vai envolvendo toda a economia”, defendeu Breno.
Fomentando a cidade e a região
Outro aspecto, lembrado pela prefeita Sheila, diz respeito à repercussão do evento em outros setores da economia local, a exemplo do comércio varejista e da rede hoteleira, entre outros. “Isso fomenta toda a cidade. É emprego e renda para o município. E não somente para Vitória da Conquista, mas para toda a região”, argumentou a chefe do Executivo Municipal.
A dimensão regional do evento também foi lembrada por José Henrique Tigre, o “Quinho”, prefeito de Belo Campo e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB). “Vitória da Conquista, sem dúvida nenhuma, é a capital do Sudoeste baiano”, afirmou o gestor, referindo-se aos setores de Educação e Saúde, nos quais a cidade atua como polo em termos regionais, atendendo a uma população flutuante de mais de 2 milhões de pessoas. “Não tenho dúvida de que teremos um grande evento”, concluiu Quinho.
Por parte da Coopmac, as expectativas também são altas. Afinal, faltando um mês e dez dias para o início da Exposição, cerca de 70% dos estandes disponíveis já foram ocupados por expositores interessados em participar do evento. “Vamos reunir os melhores animais da região, de caprinos, bovinos, equinos, ovinos, além do entretenimento, parque de diversões, rodeios. Muitas atividades, troca de experiências, vai ser muito grande”, garantiu Isaac Figueira.
Prefeita Sheila é entrevistada, ao lado de Isaac Figueira (ao centro) e do governador Jerônimo Rodrigues
“Momento favorável”
O governador Jerônimo Rodrigues também se referiu ao potencial econômico do Sudoeste baiano, tanto por parte do agronegócio quanto da agricultura familiar. Segundo ele, ambos os segmentos econômicos devem estar representados na Exposição de Vitória da Conquista e em outros eventos do tipo.
“Como é uma feira nacional, nós temos a oportunidade de apresentar o poder que a agropecuária do Sudoeste, do entorno de Vitória da Conquista, tem na criação de animais, seja de gado, de equinos, de caprinos, mas também na produção de produtos como café ou frutas. É uma oportunidade muito valiosa que a Coopmac tem de apresentar ao mundo, e ao Brasil, o potencial que essa região agropecuária tem”, disse o gestor estadual. Ele avaliou o momento como favorável para que os empreendedores do campo voltem suas atenções para a região, por intermédio da Exposição.

Uma Assembleia Geral da Apub, realizada nesta quinta-feira (25), definiu por 210 votos o estado de greve imediata. Foram 130 votos contra. Os próximos passos das mobilizações da categoria ainda estão sendo debatidos na luta por reajuste salarial, reestruturação das carreiras do Magistério Superior e EBTT, e recomposição orçamentária das Universidades e Institutos Federais.
“Hoje, o salário base de professores graduados, em regime de 40 horas semanais nas universidades e institutos federais é R$ 3.412,63, abaixo do piso nacional do magistério, estabelecido em R$ 4.580,57. Valorizar os professores federais é fazer com que a educação, a pesquisa e a ciência sejam os pilares do desenvolvimento do nosso país”, escreveu o sindicato dos professores das instituições federais de ensino superior (Apub)
A Assembleia começou às 14h, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com as pautas para avaliação das mesas de negociação; mobilizações nacional e local; e consulta pública sobre a greve.
Apesar do parecer favorável do sindicato dos professores, muitos alunos se mostraram insatisfeitos com a decisão. Bruno Sofrozine, estudante de comunicação da UFBA, se mostrou temeroso com a medida e contou ao Metro1 a experiência de greve vivenciada por ele durante o período de graduação e os impactos da paralisação para o fluxo de conclusão dos semestres.
“Eu já estava na UFBA na última greve, mas em outro curso. Se não me engano, foi em 2015 ou 2016. Normalmente, quando a greve dura pouco tempo, o semestre só fica pausado e eles retomam de onde pararam. Mas essa de 2015 demorou bastante e tiveram de cancelar o semestre. O impacto no calendário acadêmico durou anos. Só conseguiram regularizar em 2018. Nesse meio tempo, a gente quase não tinha férias. Tinha aula até em janeiro”, relatou Bruno.
Os servidores públicos federais terão reajuste de 51,9% no auxílio-alimentação a partir do próximo mês. Com a medida, o benefício passa de R$ 658 para R$ 1 mil.
O auxílio-saúde dos servidores, que hoje é de R$ 144,38, será reajustado para cerca de R$ 215 e o auxílio-creche passa de R$ 321 para R$ 484,90.
Os valores foram fechados nesta quinta-feira (25) em acordo entre as entidades representativas dos servidores e o governo federal, por meio da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (SRT/MGI). O governo também se comprometeu a implantar até julho todas as mesas específicas de carreiras que ainda não foram abertas no âmbito da Mesa Nacional de Negociação Permanente.
De acordo com o ministério, o aumento do auxílio-alimentação resulta em ganho de renda de mais de 4,5% para mais de 200 mil servidores ativos que ganham até R$ 9 mil mensais. Os servidores com as menores remunerações e que recebem, simultaneamente, os três benefícios (alimentação, saúde e creche) terão aumento de até 23% na remuneração total.
O secretário de Relações do Trabalho do MGI, José Lopez Feijóo, destacou que, em 2023, o governo já havia concedido aumento salarial linear para todos os servidores públicos federais.
“Esse acordo, juntamente com o reajuste de 9% que já foi concedido no ano passado, faz com que se inicie um processo de recuperação dos salários que ficaram congelados por tanto tempo”, afirmou o secretário.
Para a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o reajuste dos benefícios foi positivo para os servidores, mas a entidade diz que vai continuar reivindicando reajustes entre 7% e 10% nos salários ainda para este ano.
“No termo de compromisso, não tem nada garantido sobre reajuste para 2024, mesmo as entidades tendo insistido nessa tecla. Mas não vamos jogar a toalha, porque é uma reivindicação histórica da categoria. Entendemos que a fase de congelamento de salários foi no governo anterior, então o momento é de conseguir recuperar o poder de compra do funcionalismo é agora”, avalia Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Condsef, em entrevista à Agência Brasil.