A Petrobras informou nesta quarta-feira, 20, que irá aumentar a gasolina em 12% a partir desta quinta-feira, 21.
É o terceiro aumento em maio, seguindo a recuperação do preço do petróleo no mercado internacional.
De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o aumento será de R$ 0,1350 por litro.
Recentemente, a Petrobras elevou também o preço do diesel, em 8%, o primeiro aumento após o início da pandemia. Este reajuste passou a valer a partir da terça-feira, 1
A Petrobras aumentará em 12%, na média, o preço da gasolina nas refinarias a partir desta quinta-feira (6). Segundo a companhia, não haverá reajustes para o diesel. O aumento para a gasolina será de R$ 0,1097 o litro. Esta é a primeira alta do derivado nas refinarias desde fevereiro.
Ao todo, a Petrobras já ajustou 13 vezes a sua tabela de preços da gasolina nas refinarias ao longo do ano. No caso do diesel, a estatal já mexeu 11 vezes nos preços.
A Petrobras reduzirá em 15% o preço médio da gasolina em suas refinarias a partir desta quarta-feira (25), e manterá o valor do diesel, informou a companhia.
A redução ocorre em meio a um tombo dos preços de petróleo e derivados por impactos da expansão do coronavírus e de uma guerra de preços entre grandes produtores globais da commodity.
Com o novo corte, a queda acumulada de gasolina da Petrobras — responsável por quase 100% da capacidade de refino do Brasil — somará cerca de 40% em 2020, de acordo com informações da petroleira e cálculos da Reuters.Na semana passada, a estatal havia já reduzido o valor da gasolina em 12%.
O preço do diesel, por sua vez, acumula recuo de aproximadamente 30% neste ano até o momento.
FONTE: G1.com
Por Laís Lis, G1 — Brasília
O ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), informou nesta sexta-feira (21) que a Petrobras e os trabalhadores chegaram a um acordo para pôr fim à greve da categoria.
Nesta quinta (20), a greve completou 20 dias e foi suspensa para que fosse realizada audiência de conciliação.
Segundo o ministro do TST, o acordo para pôr fim à greve prevê:
Ives Gandra deu as informações após mediar uma audiência de conciliação entre a empresa e os trabalhadores, em Brasília.
“Conseguimos resolver a questão da tabela de turnos, conseguimos resolver também, de certa forma, a questão de dias parados e a questão das multas e agora ficou para quinta-feira que vem uma mesa de negociação em relação a questão da Ansa”, disse o ministro.
A paralisação da categoria começou em 1º de fevereiro. Os trabalhadores da Petrobras pedem a suspensão das demissões na Ansa. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões afetaram mais de mil famílias.
“De janeiro a setembro de 2019, a empresa gerou um prejuízo de cerca de R$ 250 milhões e a projeção para 2020 é de prejuízo superior a R$ 400 milhões”, informou a Petrobras em janeiro deste ano, ao anunciar a decisão.
Segundo Ives Gandra, o fechamento da empresa dificilmente será revertido, mas na reunião do dia 27 serão discutidas eventuais vantagens para os trabalhadores demitidos e o reaproveitamento de trabalhadores pela Petrobras.
“A expectativa é nós conseguirmos dar um encaminhamento que satisfaça trabalhadores, que resolva o problema da empresa, mas, agora, dificilmente poderemos reverter a questão da empresa voltar a funcionar porque ela está realmente desativada. O que estou me propondo a fazer é negociar o que é possível em termos de vantagem para os trabalhadores e eventual aproveitamento de algum trabalhar pela empresa”, explicou o ministro.
Após o anúncio de Ives Gandra, a Petrobras divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual disse ter tomado as medidas necessárias para garantir a segurança dos empregados e das instalações e a manutenção da produção durante a greve.
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Ministro do TST Ives Gandra Martins Filho (centro), durante reunião com representantes
da Petrobras e dos trabalhadores — Foto: Laís Lis/G1
Segundo os petroleiros presentes à reunião desta sexta, um dos motivos da greve foi a falta de negociação com a Petrobras, o que foi resolvido na audiência de conciliação no TST.
“Desde o começo, a pauta da greve era a abertura de negociação sobre o fechamento da fábrica. Isso foi feito hoje”, afirmou Cibele Vieira, diretora da FUP.
“Somente o fato dessa greve histórica ter conseguido arrancar um espaço de negociação, que a empresa não queria fazer, não queria exercer, é sim uma vitória para nós estarmos avançando no processo de negociação do acordo coletivo de trabalho”, acrescentou Deyvid Bacelar, também diretor da FUP.
Na última segunda (17), Ives Gandra atendeu a um pedido da Petrobras e considerou a greve abusiva e ilegal.
Na ocasião, o ministro também autorizou a estatal a tomar “medidas administrativas cabíveis”, como cortes de salários e sanções disciplinares.
A categoria, no entanto, anunciou que a greve continuaria e que iria recorrer da decisão.
Um dia depois, na terça (18), Ives Gandra informou que aceitaria mediar as negociações, desde que os trabalhadores suspendessem a greve. A categoria, então, decidiu suspender temporariamente a paralisação.
Leia a íntegra da nota divulgada pela Petrobras
Nesta sexta-feira (21/02), a Petrobras e as entidades sindicais participaram de reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) com o ministro Ives Gandra. Após negociação, chegou-se ao seguinte acordo sobre os principais pontos:
Tabela de turno: A Petrobras manterá a tabela de turno implantada em 01/02/2020. Os sindicatos se comprometeram a apresentar propostas de novas tabelas que atendam aos requisitos legais. Após assinatura de acordo, a Petrobras terá 25 dias para implementá-las.
Plano de hibernação da ANSA: Foi agendada nova reunião com a ANSA e o Sindiquímica-PR para 27 de fevereiro às 10h.
Descontos dos dias parados: Os dias parados serão descontados integralmente: 50% descontados dos salários e os outros 50% do banco de horas com compensação no prazo máximo de 180 dias.
Aplicação de multa às entidades sindicais: Foi autorizada a retenção pela Petrobras das mensalidades das entidades sindicais no valor de R$2.475.812,25 a título de multa.
Durante o período de paralisação, a Petrobras tomou todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos empregados e das instalações e a manutenção da produção. Isso só foi possível graças à dedicação e ao empenho dos empregados das equipes de contingência.
A quatro dias do fim do ano, o governo terminou de receber o dinheiro do leilão do excedente da cessão onerosa que aliviou o Orçamento no segundo semestre. A Petrobras e as companhias chinesas CNODC e CNOOC concluíram o pagamento dos R$ 69,96 bilhões do leilão do excedente da cessão onerosa do pré-sal, realizado no início de novembro.
Hoje (27), o consórcio que arrematou os campos de Búzios e Itapu pagou os R$ 35,54 bilhões que faltavam para quitar o bônus de assinatura. Do total, a Petrobras desembolsou R$ 28,72 bilhões e as empresas chinesas, R$ 6,82 bilhões. No último dia 10, as empresas haviam antecipado o pagamento de R$ 34,42 bilhões.
Do valor recebido, o Tesouro Nacional ficará com R$ 23,82 bilhões. Um total de R$ 34,41 bilhões será pago de volta à Petrobras para quitar a revisão do contrato de cessão onerosa, assinado em 2010. Negociada por cinco anos, a revisão impedia a extração do excedente de 6 bilhões a 15 bilhões de barris descobertos após o início da exploração do petróleo e gás na camada pré-sal.
“Os eventos associados aos campos da cessão onerosa em 2019 constituíram um dos maiores marcos tanto do ponto de vista da política fiscal quanto sob a perspectiva da política energética do Brasil”, disse o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, em nota oficial.
Além de pagar à Petrobras, o governo transferirá R$ 11,73 bilhões para estados, municípios e o Distrito Federal. Segundo o Ministério da Economia, a Agência Nacional do Petróleo fará a transferência na segunda-feira (30), com os valores disponíveis nas contas dos governos locais na terça-feira (31).
A partilha só foi possível porque o Congresso aprovou uma emenda à Constituição que excluiu do teto federal de gastos o repasse aos entes locais. A União ficou com 67% do valor que sobrou após o pagamento à Petrobras, os estados e o Distrito Federal com 15%, os municípios com mais 15%, e os estados produtores de petróleo, com 3% adicionais.
Fonte: Agência Brasil
A partir de hoje (27), o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, fica em média 5% mais caro para as distribuidoras. O reajuste foi confirmado pela Petrobras e se refere ao preço à vista e sem tributos. O preço final ao consumidor depende do repasse feito pelas distribuidoras.
Ontem, a estatal anunciou que renovou o contrato com 12 distribuidoras estaduais a partir de janeiro, “com base em uma nova fórmula de preço da molécula de gás indexada ao preço do petróleo”. São elas GásBrasiliano, São Paulo Sul, Comgás (parcialmente), BR Espírito Santo, Gasmig, CEG, CEG-RIO, Algás, Bahiagás, Sergás, Potigás e Pbgás.
Com isso, a Petrobras estima que o preço do produto possa ter uma redução média imediata de 10% em relação aos contratos anteriores, considerando o preço do petróleo na faixa de US$ 60/bbl.
Fonte: Agência Brasil
Por Lucas Arraz
O senador pela Bahia Jaques Wagner (PT) manifestou em uma rede social profundo repúdio ao ato de cassação da aposentadoria do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.
Para Wagner, a aposentadoria de Gabrielli foi fruto de 36 anos de relevantes serviços prestados à Universidade Federal da Bahia, onde o ex-presidente da Petrobras foi professor de Economia. “A publicação do ato, ocorrida no período natalino, beira ao sadismo e a crueldade, revelando o real caráter persecutório da medida”, escreveu Wagner.
Manifesto profundo repúdio ao ato de cassação da aposentadoria de José Sérgio Gabrielli, fruto de 36 anos de relevantes serviços prestados à UFBA. A publicação do ato, ocorrida no período natalino, beira ao sadismo e à crueldade, revelando o real caráter persecutório da medida.
— Jaques Wagner (@jaqueswagner) 25 de dezembro de 2019
A decisão sobre a suspensão da aposentadoria de Gabrielli foi publicada no Diário Oficial da União desta terça (24). O texto informa que a CGU, com base em parecer de 6 de dezembro, entendeu que o ex-dirigente da estatal cometeu infrações disciplinares à frente do cargo.
Fonte: Bahia Notícias
No próximo dia 21 de novembro, quinta-feira, às 19h no Colégio Modelo, o ex presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielle, fará palestra com entrada franca e terá como moderador o conquistense Geraldo Reis.

Segue detalhes da apresentação do ilustre convidado que desembarca no aeroporto Glauber Rocha às 13:30:
O professor José Sérgio Gabrielle, economista e ex Presidente da Petrobras estará realizando uma palestra em Vitória da Conquista , no dia 21 de novembro (quinta-feira), às 19 horas, sobre o tema: “Geopolítica, Competição Tecnológica e Desenvolvimento Nacional”.
A palestra será dirigida principalmente, aos estudantes e professores dos cursos de Ciências Sociais, Administração, Economia e Ciências Contábeis da UESB.
Considerando a importância deste evento para a reflexão sobre as profundas transformações que passam o mundo e o Brasil na atualidade, a palestra sera aberta ao publico. Ocorrerá no auditório do Colégio Modelo, situado na esquina da Av. Olívia Flores com a Av. Luiz Eduardo Magalhães.
Os petroleiros notificaram a Petrobras sobre o início de greve geral, em 26 de outubro, conforme deliberação das assembleias, após funcionários e empresa terem falhado em chegar a um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que valeria até o próximo ano, informaram as federações que representam os funcionários.
Em assembleias realizadas nas últimas semanas, os trabalhadores rejeitaram a proposta de acordo feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e aprovaram a greve por tempo indeterminado.
Em nota, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos petroleiros, frisou que a paralisação havia sido aprovada caso a companhia não aceitasse até terça-feira dar prosseguimento à negociação do acordo coletivo.
“Os petroleiros lutam por manutenção de direitos e empregos, reivindicando a preservação do atual Acordo Coletivo de Trabalho”, disse a FUP.
“A gestão da Petrobras retirou diversas cláusulas do ACT, acabando com direitos e garantias conquistados pela categoria ao longo das últimas décadas, propôs reajuste salarial de apenas 70% da inflação.”
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que representa outros cinco sindicatos, também notificou à empresa sobre a greve.
A Petrobras não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.
Fonte: Terra
O governo quer que a Shell explique o aparecimento de barris ligados à empresa no litoral do Nordeste. Os barris, que têm a inscrição de um lubrificante fabricado pela empresa, foram encontrados na praia da Formosa, em Sergipe. O esclarecimento sobre o achado foi requisito pelo Ibama, a pedido do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente).
A Shell Brasil esclarece que o conteúdo original dos tambores não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira. “São tambores de lubrificante para embarcações, produzido fora do país. Ibama está ciente do caso”, disse a empresa em nota. A equipe do presidente Jair Bolsonaro ainda busca repostas a respeito das manchas de óleo em praias do Nordeste brasileiro. O número de pontos atingidos pelo derramamento de petróleo tem aumentado nos últimos 30 dias, mas ainda não se sabe a origem do vazamento.

Análises do Ibama e da UFBA (Universidade Federal da Bahia) apontaram que o óleo é venezuelano, o que o governo do país nega. Em comunicado conjunto, o Ministério do Petróleo e a empresa estatal de petróleo PDVSA disseram que não receberam nenhum relato de clientes ou subsidiárias sobre vazamentos de petróleo perto do Brasil. Simulações de computador feitas por pesquisadores indicam que a origem das manchas de óleo nas praias do Nordeste está no alto-mar, a pelo menos 400 km da costa.
Por Thiago Resende | Folhapress