Captura ocorreu após investigação que apurou crime praticado no bairro Boa Vista
Um homem de 39 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (23), em Vitória da Conquista, suspeito de envolvimento em um roubo qualificado a residência. A prisão foi realizada por equipes da Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Vitória da Conquista), após trabalho investigativo que identificou o autor do crime cometido no bairro Boa Vista.
De acordo com as apurações, o investigado entrou em um imóvel no Loteamento Porto Seguro, em dezembro do ano passado, passando-se por prestador de serviço. No interior da residência, rendeu a funcionária que trabalhava como babá, munido de arma branca, subtraiu um aparelho celular e tentou levar cofres com joias e dinheiro. Um bebê que estava no local não sofreu ferimentos.
A identificação do suspeito foi possível por meio da análise de imagens de videomonitoramento e de vestígios recolhidos no local, incluindo objetos e vestimentas utilizados na ação criminosa. Em interrogatório, o homem admitiu a prática do crime. Ele possui antecedentes por delitos patrimoniais em outro estado.
Após ser localizado no distrito de Dantilândia, o investigado teve a prisão preventiva cumprida e foi encaminhado à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.
Marcela Correia/Ascom PCBA
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista aprovou por unanimidade, no dia 6 de fevereiro de 2026, a indicação de autoria da Mesa Diretora que propõe a destinação de R$ 30 milhões para a construção de moradias populares no município. O valor deverá ser reservado dentro do empréstimo de até R$ 400 milhões autorizado pela Lei nº 3.088, de 15 de dezembro de 2025, pelo Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). A proposta contou com votos favoráveis de vereadores da situação e da oposição, evidenciando convergência política em torno da pauta habitacional.
Na sessão da última sexta-feira (20), o tema voltou a ser debatido pelos parlamentares. Presidente da Câmara, Ivan Cordeiro afirmou que o papel do Legislativo é técnico e institucional, mas sobretudo político. “A análise deste projeto pela Câmara é um dever institucional de extrema relevância. É obrigação desta Casa garantir que a lei ofereça soluções reais para o déficit habitacional, com total transparência e dentro da responsabilidade fiscal exigida pelo cargo que ocupamos”.
A vereadora Cris Rocha (MDB) destacou a relevância da pauta e relatou reunião com o arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, Dom Vitor Agnaldo, ao lado do presidente Ivan Cordeiro e outros parlamentares. O encontro tratou da Campanha da Fraternidade de 2026, que terá como tema Fraternidade e Moradia.
“Tivemos um importante encontro com o nosso arcebispo metropolitano, Dom Vitor, onde discutimos a questão da moradia, que é um tema urgente e extremamente sensível em nossa cidade. Levamos ao conhecimento do arcebispo a indicação desta Casa para que, dentro dos R$ 400 milhões do empréstimo aprovado, R$ 30 milhões sejam destinados à construção de casas populares. Hoje temos um déficit habitacional estimado em cerca de 10 mil pessoas sem acesso à moradia digna”, afirmou.
A vereadora também ressaltou o caráter social da proposta. “Moradia não é favor para ninguém, moradia é direito. Investir com recursos próprios em habitação pode transformar Vitória da Conquista em referência no nosso Estado”. Cris Rocha ainda defendeu prioridade para mulheres em situação de violência doméstica.
“Ao priorizar a titularidade feminina nos contratos e assegurar vagas para mulheres em situação de violência, não estamos apenas entregando chaves. Estamos oferecendo a segurança necessária para que elas possam romper ciclos de abuso e ter um teto seguro para si e para seus filhos. É uma obrigação institucional reconhecer a moradia como o primeiro degrau para a dignidade e a independência da mulher”.
O vereador Alexandre Xandó (PT) parabenizou a Mesa Diretora pela iniciativa e chamou atenção para a dimensão do déficit habitacional no município. “Quero parabenizar a Presidência da Mesa Diretora, em nome de toda a Câmara, pela destinação de R$ 30 milhões para a construção de casas populares. Vitória da Conquista enfrenta um déficit habitacional que chega a cerca de 10 mil famílias. O governo do presidente Lula já está construindo 1.644 unidades pelo Minha Casa, Minha Vida no município, com mais 700 casas autorizadas. Vamos ultrapassar 2.200 unidades, mas ainda existe uma demanda muito grande”, afirmou.
Xandó também defendeu que parte dos recursos contemple a reforma de moradias já existentes. “Além da construção de novas unidades, precisamos olhar para a reforma de casas. Muitas famílias vivem em imóveis condenados, com rachaduras ou atingidos por incêndios e outros desastres, e não têm condições de arcar com os custos da recuperação. O Plano Municipal de Habitação já prevê melhoria habitacional, e vários municípios destinam recursos, inclusive com apoio da Defesa Civil, para esse tipo de intervenção. É importante que parte desses R$ 30 milhões possa contemplar também a reforma de casas”, destacou.
O vereador Edjaime Rosa, Bibia (União Brasil), também defendeu que a proposta considere a melhoria habitacional e citou experiências adotadas em outras cidades. “Salvador desenvolveu projetos importantes de recuperação de moradias populares, especialmente em áreas de encosta, transformando comunidades inteiras. Em Vitória da Conquista, bairros como Alto Maron, Vila Elisa, Bruno Bacelar e a parte alta do Aparecida enfrentam situações semelhantes, que poderiam ser incluídas nesse projeto da Mesa Diretora”, afirmou.
Segundo Bibia, incluir a reforma de casas no investimento amplia o alcance social da medida. “A construção é fundamental, mas a recuperação de moradias em situação precária também é necessária. Muitas famílias vivem em áreas vulneráveis e precisam dessa atenção do poder público”, completou.
O vereador Fernando Jacaré também destacou a importância da indicação aprovada por unanimidade. “A Câmara de Vereadores, de forma ousada e corajosa, sai na frente e indica que parte do empréstimo seja destinada à moradia popular. Não importa o formato — se é construção ou reforma — o que importa é o projeto, a ideia e a indicação desta Casa. Esse recurso só vai existir porque os vereadores aprovaram”, declarou.
Estruturação de nova política municipal – Além da indicação, a Câmara deu início à tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que propõe a criação de uma nova Política Municipal de Habitação de Interesse Social (PMHIS). A iniciativa busca atualizar o marco legal do município, substituindo legislações anteriores e alinhando a política local às diretrizes federais.
Entre os mecanismos previstos estão a criação de um Conselho Municipal e de um Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social, além de quatro linhas estratégicas: provisão habitacional (construção e requalificação de unidades), intervenção em assentamentos, melhoria habitacional e assistência técnica às famílias beneficiadas.
O projeto também prevê instrumentos como Benefício de Locação Social e Bolsa Moradia, destinados a famílias com renda mensal bruta de até três salários mínimos, com prioridade para mulheres em situação de violência doméstica, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de risco.
Recursos autorizados – Após aprovação da Câmara de Vereadores, a Lei nº 3.088 foi sancionada pela prefeita Sheila Lemos e autoriza o município a contratar operações de crédito de até R$ 400 milhões junto a instituições financeiras nacionais ou internacionais, públicas ou privadas, incluindo organismos multilaterais e agências de fomento. A contratação poderá ocorrer até o último dia útil de maio de 2028.
O debate travado no Legislativo insere a moradia popular no centro da discussão sobre planejamento urbano e desenvolvimento social do município, cabendo agora ao Executivo avaliar a viabilidade da proposta dentro das diretrizes do planejamento municipal e das normas de responsabilidade fiscal.
O direito à moradia é previsto na Constituição Federal como direito social fundamental e está diretamente relacionado à dignidade da pessoa humana. Especialistas apontam que o déficit habitacional não se resume à ausência de casas, mas também envolve moradias em condições inadequadas, famílias que vivem em situação de superlotação e aquelas que comprometem parcela significativa da renda com aluguel.
A precariedade habitacional impacta múltiplas áreas da vida social. Estudos indicam que a falta de moradia adequada está associada a maiores índices de vulnerabilidade social, dificuldades no acesso à educação e à saúde, insegurança alimentar e instabilidade financeira. A moradia é considerada base estruturante para a inclusão social e para a redução das desigualdades.
Em Vitória da Conquista, a demanda por habitação popular é reconhecida como um desafio histórico. Durante os debates em plenário, foi citado um déficit estimado em cerca de 10 mil pessoas sem acesso à moradia digna no município. Diante desse cenário, e considerando a possibilidade de captação de recursos por meio do financiamento autorizado, a Câmara apresentou a indicação com o objetivo de inserir a política habitacional entre as prioridades do planejamento municipal.
Por Samara Dias
O dia 23 de março será marcado por uma Sessão Especial sobre a Campanha da Fraternidade 2026, que este ano discute o tema “Fraternidade e Moradia”, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A sessão acontece no Plenário Carmen Lúcia, às 18 horas.
A solenidade reflete o compromisso do Legislativo Municipal com as discussões da Campanha da Fraternidade. Em 2016, a Casa aprovou a Lei Municipal nº 2.081/2016, que determina a realização do evento anualmente como estratégia para dar ainda mais projeção aos temas sociais discutidos pela Igreja.
Na manhã desta segunda-feira, 23, a Câmara Municipal reuniu-se com o coordenador de Pastorais e Movimentos da Arquidiocese de Vitória da Conquista, Padre Zenilton Dias, para alinhar os detalhes finais.
“É com alegria que nós estamos aqui, nos preparando para dar continuidade a esse momento tão importante que é a Campanha da Fraternidade, realizada nesse período da Quaresma — um momento forte de conversão, de mudança de vida e de rumo. Nossos vereadores abraçaram essa campanha e estão empenhados na sua articulação e organização”, afirmou o Padre Zenilton.
Investimento em Moradia Popular – Recentemente, a Câmara Municipal aprovou a Indicação Nº 48/2026, que propõe à Prefeitura a destinação de R$ 30 milhões, provenientes do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), para a construção de moradias populares.
“É uma feliz coincidência que os interesses da Câmara e da Igreja Católica estejam em perfeita sintonia. A sessão especial será um momento para que toda a sociedade se una e dialogue sobre este assunto de tamanho interesse para nossa comunidade urbana e rural”, celebrou o presidente da Casa, Ivan Cordeiro (PL).
O Padre Zenilton reiterou a importância do apoio político à causa: “Queremos agradecer aos vereadores que aprovaram este projeto de R$ 30 milhões para ajudar os irmãos que não têm moradia, que não têm um banheiro, que não têm dignidade. A campanha traz esse gesto concreto que favorecerá tantos necessitados”.
O presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro, iniciou nesta sexta-feira (20) a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que propõe a criação de uma nova Política Municipal de Habitação de Interesse Social (PMHIS). A proposta substitui legislações antigas, de 1991 e 2003, e busca adequar o município às diretrizes federais, como o Estatuto da Cidade e o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social.
O projeto prevê a criação de um Conselho e de um Fundo Municipal de Habitação, além de quatro linhas estratégicas: provisão de novas moradias, urbanização e regularização de assentamentos, melhoria habitacional e assistência técnica às famílias beneficiadas.
Entre as novidades estão o Benefício de Locação Social, com subsídio para aluguel, e o Bolsa Moradia, auxílio temporário para famílias em situação de risco. O público prioritário será formado por famílias com renda de até três salários mínimos, com atenção especial a mulheres vítimas de violência, idosos, pessoas com deficiência e famílias em vulnerabilidade, além da priorização da titularidade feminina nos contratos.
Segundo Ivan Cordeiro, cabe ao Legislativo analisar a viabilidade técnica e orçamentária da proposta, garantindo segurança jurídica, transparência e responsabilidade fiscal para enfrentar o déficit habitacional no município.
A chuva que caiu em Vitória da Conquista, na tarde desta quinta-feira (19) provocou diversos transtornos. Uma árvore de grande porte caiu, ruas ficaram alagadas e bairros sofreram apagão de energia elétrica. Em alguns pontos da cidade, os ventos ultrapassaram 43 quilômetros por hora.

Foto: Reprodução / TV Sudoeste
Segundo a TV Sudoeste, a média do volume de chuva foi de 21,34 milímetros em pouco mais de uma hora, chegando a mais de 30 milímetros em algumas localidades. Na rua São Geraldo, um motorista foi derrubado por uma enxurrada. Ainda segundo a emissora, as precipitações provocaram prejuízos em diversos lugares.
Bares e restaurantes que voltaram a funcionar depois do período do carnaval tiveram que cancelar a reabertura devido à falta de energia, que só voltou por volta das 21h.
A previsão é de tempo fechado para Vitória da Conquista ainda nesta sexta-feira (20), sobretudo na parte da noite. As temperaturas variam entre a mínima de 18° e a máxima de 33°, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.
JAGUAQUARA
Outras cidades também registraram chuva nesta quinta, caso de Jaguaquara, maior cidade do Vale do Jiquiriçá.

Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, as precipitações foram antecedidas por trovoadas, por volta das 19h, e perduraram até o final da noite. As chuvas devem continuar na cidade pelos próximos três dias.
O anúncio de que o Hospital Unimec deixará de atender pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do próximo dia 28 de fevereiro acendeu o alerta em Vitória da Conquista e mobilizou vereadores em busca de esclarecimentos junto ao Executivo municipal.
No último dia 7 de fevereiro, a Prefeitura comunicou oficialmente que o hospital não continuará prestando serviços pelo SUS. A instituição, por sua vez, alega que os valores repassados pela gestão municipal são insuficientes para cobrir os custos operacionais de um hospital privado, tornando o contrato inviável.
Diante da preocupação com os possíveis impactos na rede municipal de saúde, representantes da Câmara se reuniram na manhã desta quinta-feira (19), na sede da Secretaria Municipal de Saúde, para discutir o fim do contrato, previsto para 28 de fevereiro. O encerramento do atendimento pelo SUS gera apreensão principalmente porque o Hospital Unimec é referência em pronto-socorro, urgência e emergência, além de disponibilizar leitos clínicos e cirúrgicos vinculados ao município.
A reunião foi solicitada pela vereadora Cris Rocha (MDB), 2ª vice-presidente da Mesa Diretora, com o objetivo de buscar esclarecimentos e dialogar sobre alternativas que evitem prejuízos à população. Também participaram do encontro a vereadora Lara Fernandes (Republicanos), presidente da Comissão de Saúde; o vereador Ricardo Babão (PCdoB), membro da comissão; além dos vereadores Gabriela Garrido (PV), Léia Meira (PSD), Ricardo Gordo (PSB), Dinho dos Campinhos (Republicanos), Subtenente Muniz (PDT) e Adinilson Pereira (UB).
Durante a reunião, Cris Rocha destacou a necessidade de união entre os poderes. Segundo ela, o hospital desempenha papel fundamental no atendimento de urgência e emergência e nos leitos clínicos e cirúrgicos, e a população não pode ficar desassistida. A vereadora afirmou que o diálogo com a secretária municipal de Saúde é essencial para compreender a problemática e buscar soluções.
Representando a Comissão de Saúde, Ricardo Babão reforçou o compromisso do Legislativo em acompanhar de perto a situação e garantir transparência à população. Ele afirmou acreditar que, com diálogo entre Legislativo e Executivo, será possível chegar a um entendimento que impeça prejuízos aos usuários do SUS.
A secretária municipal de Saúde, Fernanda Maron, explicou que a decisão de encerrar o atendimento partiu da própria instituição hospitalar e que a pasta já está adotando as providências necessárias para reorganizar a rede. Ela ressaltou a importância da reunião com os vereadores como forma de fortalecer a construção conjunta de soluções para a saúde pública.
De acordo com nota da Secretaria Municipal de Saúde, a decisão ocorre durante a vigência do Edital nº 001/2026, publicado em 2 de fevereiro, que estabelece critérios, valores e normas para a contratação de serviços de média e alta complexidade na rede pública. A administração municipal afirma que, com o edital em vigor, não é possível formalizar contratos em condições diferentes das previstas na chamada pública.
Em nota oficial, o Hospital Unimec informou que a discussão sobre a viabilidade do contrato ocorre há cerca de dois anos. A instituição afirma que apresentou dados técnicos à Secretaria e ao Conselho Municipal de Saúde (CMS), além de ter encaminhado proposta de revisão do modelo de contratação.
Com o prazo se aproximando, a expectativa agora é que novas rodadas de negociação possam ocorrer antes do fim do contrato, para evitar impactos no atendimento à população que depende do SUS no município.
Bastam poucos minutos de chuva para a história se repetir: Ruas alagadas, enxurradas arrastando carros e motos e um verdadeiro cenário de caos tomando conta da cidade.
O vídeo desta vez retrata o caos na Avenida Bartolomeu de Gusmão, onde motoristas e moradores enfrentaram dificuldades para transitar diante do volume de água acumulado.
A cada temporal, a população enfrenta prejuízos, trânsito parado e insegurança. O problema não é novo — e a pergunta também não: até quando?
Com o avanço do asfalto e a falta de um sistema eficiente de drenagem, a água da chuva ganha velocidade e não encontra para onde escoar. O resultado é o que já conhecemos: alagamentos recorrentes e transtornos para todos.
Ver essa foto no Instagram
O deputado federal Waldenor Pereira destinou R$ 500 mil, por meio de emenda parlamentar, para fortalecer o Carnaval de Brumado 2026, realizado no último fim de semana. O parlamentar também marcou presença na festa ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reforçando o compromisso com os investimentos nas manifestações culturais do interior do estado.
Talvez poucos saibam, mas Waldenor é um carnavalesco das antigas. Nos anos 70, foi um dos fundadores do bloco Broquetes, um dos mais tradicionais do Carnaval de Vitória da Conquista, que saía do Clube Social e seguia em cortejo até a Praça da Igreja Batista — hoje conhecida como Praça do Índio. Naquela época, a cidade era embalada por blocos que marcaram gerações, como o Tengo Tengo, o Brocão, o Tatal e o Bló Café, entre outros que ajudaram a construir a memória afetiva da folia conquistense.
Retomada do axé e fortalecimento da economia
O Carnaval de Brumado integra o movimento crescente dos carnavais fora de época, que vêm ganhando força em diversas cidades do entorno de Vitória da Conquista, do norte de Minas Gerais e de várias regiões do país. A retomada do axé e a valorização das festas populares têm impulsionado eventos que atraem turistas, movimentam o comércio e fortalecem a economia local.
Economista por formação, Waldenor compartilha do entendimento do governador Jerônimo Rodrigues de que investir no Carnaval é também investir no desenvolvimento econômico. O Governo da Bahia tem destinado recursos não apenas para o Carnaval de Salvador, mas também para festas em mais de 150 municípios baianos, ampliando o alcance das políticas públicas voltadas à cultura e ao turismo.

Festa que gera emprego e renda
Se em outros tempos havia preconceito em relação ao investimento em festas populares, hoje a realidade é diferente. Prefeitos e gestores reconhecem que eventos como o Carnaval vão muito além do entretenimento — que, por si só, já tem grande importância social.
Para ambulantes, músicos, técnicos de som, costureiras, produtores culturais, barraqueiros e trabalhadores informais, o Carnaval representa oportunidade concreta de geração de emprego e renda. Muitos profissionais relatam que o faturamento obtido durante a festa garante o sustento de suas famílias por meses.

Ao destinar recursos para o Carnaval de Brumado, Waldenor Pereira reforça uma visão que vem se consolidando na Bahia: cultura é investimento. E quando aliada ao planejamento e ao apoio institucional, transforma-se em desenvolvimento, inclusão e fortalecimento da identidade regional.
O lançamento da Campanha da Fraternidade 2026 foi realizado nesta quarta-feira, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. A edição deste ano coloca no centro do debate o direito à moradia digna. A REPAM esteve presente no evento, representada pela irmã Irene Lopes.
A programação teve início com a Celebração de Cinzas, presidida por Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB. Na homilia, destacou que o tempo quaresmal convida à conversão concreta e ao compromisso com os que mais sofrem, ressaltando que refletir sobre moradia é assumir a responsabilidade cristã diante das desigualdades que marcam o país.
A cerimônia de lançamento reuniu representantes de pastorais sociais, organismos eclesiais e convidados. Durante o evento, foi lida a mensagem enviada pelo Papa Leão XIV para a abertura da campanha. No texto, o Pontífice afirma que a moradia é “um direito fundamental” e recorda que a fraternidade cristã se concretiza quando as famílias têm acesso a condições dignas de habitação, segurança e estabilidade.
Promovida anualmente pela CNBB durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade mobiliza comunidades em todo o país para refletir e agir diante de desafios sociais. Em 2026, o foco na moradia amplia o debate sobre políticas públicas, regularização fundiária e acesso à infraestrutura básica.
Amazônia no centro da reflexão
Na Amazônia, o déficit habitacional apresenta características específicas. Em áreas urbanas, o crescimento acelerado e desordenado resulta em ocupações precárias, falta de saneamento e insegurança jurídica. Já em territórios rurais e tradicionais, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas enfrentam conflitos fundiários e ameaças constantes a seus espaços de moradia.

A mensagem do Papa Leão XIV reforça essa preocupação ao relacionar o direito à casa com a proteção da dignidade humana e o cuidado com a “Casa Comum”. O texto também encoraja a Igreja no Brasil a atuar em diálogo com a sociedade e o poder público na busca por soluções estruturais.
Ao trazer a moradia como tema central, a Campanha da Fraternidade 2026 reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da dignidade humana e com a defesa dos povos da Amazônia, onde garantir um teto seguro significa também proteger território, cultura e meio ambiente.
Confira o texto da mensagem na íntegra:
Mensagem do Papa Leão XIV à Campanha da Fraternidade
O repórter João Melo esteve no CEASA, centro de Redação nas Ruas: Comerciante do Ceasa, Dona Dita faz diversas reivindicações em nome dos fe
da pastelaria Vitória da Conquista, e conversou com uma comerciante bastante conhecida no local.
Popularmente chamada de “Dita” da Pastelaria Deus é Fiel, ela fez diversas reivindicações em nome dos feirantes e frequentadores do espaço.
Entre as principais queixas está uma valeta aberta na Rua Joaquim Nabuco, lateral do CEASA, onde, segundo ela, já foram registrados vários acidentes envolvendo veículos.
Veja:
Ver essa foto no Instagram