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Fiz a minha estréia na Feira Literária de Mucugê – Fligê. Em 2018, concluí mais uma Graduação, dessa vez no curso de Filosofia/UESB, escrevendo uma Monografia sobre uma obra fílmica difícil do cineasta sertanejo de Vitória da Conquista, Glauber Rocha, [Der Leone Have Sept Cabezas…] Tal qual Glauber Rocha, essa Fligê, eh uma usina de pensares, de performances, livros, bate-papos, trilhas, cachoeiras, gentes da Bahia, do Brasil, de fora do Brasil, os amigos de Jequié, Brumado, Salvador, Vitória da Conquista, todos a celebrando todas formas das letras. Falou-se de tudo, de economia, política, da juventude, dos idosos, do turismo auto-sustentável…os jovens da escola pública ousados no sentido de assumir o seu protagonismo declamando Castro Alves, mas também gritando Lula-livre, declamando seus cordéis exigindo quê a Morte da Marielle, seja devidamente esclarecida. A juventude mesmo com o frio intenso se mostrou ousada! Mas a Fligê também é/foi uma usina de afetos, de amores, de lançamentos de livros, autógrafos, de encontros, cinema, de bebidas, todas elas, de músicas, de crianças entretidas num teatro mágico feito só para elas. Eh uma lição contemporânea quê trás a discussão sobre os modos atuais de subjetivação, onde tudo acontece ao mesmo tempo! Talvez a Feira de Literatura de Mucugê trate do sujeito como a grande busca desenfreada de algo que confirme a existência do [Ser] contra as injustiças do presente! Aos organizadores da Fligê -2019, exalto os caminhos que vocês traçaram recuperando Freud -, “Criar não é chorar o que se perdeu e que não se pode recuperar, mas substituí-lo por uma obra que ao reconstruí-la, se reconstrói a si próprio.” Fica a expectativa de voltar para casa, para de novo tudo começar… é isso, “fazer é pensar”, o “homem que faz” e o “homem que pensa”.

*Joilson Bergher – Professor de Filosofia/ História e Metodologia do Conhecimento Superior.

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CORTINA E CIA COLCHÕES

Por Alan Oliveira, G1 BA

No próximo fim de semana, a cantora carioca Iza desembarca em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, para o primeiro show dela na cidade, como uma das atrações do Festival de Inverno Bahia 2019.

Entre o ano passado e este ano, a artista comandou o programa Música Boa Ao Vivo, do Multishow, entrou para o grupo de técnicos do The Voice Brasil, na TV Globo, e dublou Nala, uma das principais personagens do icônico filme “O Rei Leão”, no remake da produção.

Diante de tantas conquistas, Iza revela estar feliz com o sucessos dos projetos.

“Eu me sinto muito abençoada por tudo o que vem acontecendo. Foram tantas conquistas em tão pouco tempo que me sinto lisonjeada com o carinho que venho recebendo do público, os lugares por onde tenho passado e as experiências incríveis que tenho vivido”.

“Tanto o Música Boa quanto o The Voice estão me ensinando muito. Poder trocar energia com tantos artistas especiais é muito gratificante”, conta.

A cantora ainda ressalta a importância de “dividir” papel com Beyoncé em “O Rei Leão”, já que, na versão original do filme, em inglês, foi a cantora norte-americana que dublou Nala.

“O Rei Leão foi o primeiro filme que eu vi no cinema, tinha 8 anos, e foi inacreditável. A repercussão tem sido maravilhosa. Estar em um projeto que a Beyoncé também está é uma coisa fora da curva pra mim”.

Segundo Iza, o filme fala sobre os obstáculos da vida e sobre aceitar os desafios que surgem. Para a cantora, a mensagem que a marcou na infância ainda marca as crianças na atualidade, com o novo filme.

“Fico feliz em fazer parte desse filme que ressalta o valor da música africana, com instrumentos, vocais e melodias tão emocionantes. A Nala sempre foi minha personagem favorita e foi um orgulho pra mim participar dessa dublagem”, disse.

O retorno vem dos fãs mirins, que cada vez mais enxergam em Iza um exemplo a seguir. Nas redes sociais, são diversos os exemplos de encontros emocionantes entre a cantora e os pequenos.

“Me sinto muito lisonjeada e orgulhosa. Eu lembro a menina que eu fui e sei da importância de ter uma mulher forte me dizendo que eu posso, que quem sabe sou eu das minhas escolhas. Sempre falo que seria muita hipocrisia da minha parte se eu não tomasse esse lugar”.

Sobre os próximos passos da carreira, Iza resume:

“Eu quero viver de música pra sempre, sentir a energia de estar no palco, poder dialogar com público. Alguns singles novos devem vir por aí, clipes novos e parcerias. Ainda tenho muitas cidades pra levar a turnê nova também. Estou feliz demais”.

Festival de Inverno Bahia

A estreia de Iza em Vitória da Conquista será em 24 de agosto. A cantora é uma das dez atrações do Festival de Inverno Bahia 2019, que ocorre entre os dias 23 e 25.

Com a proximidade do show, a artista conta que chegou a ansiedade.

“Estou super ansiosa para o festival. Ainda mais por dividir a noite com nomes tão importantes pra mim. Sei do tamanho do festival, da importância dele pra cidade e pra região, e pra mim é uma honra”.

Na cidade, Iza apresenta a turnê nova, do disco “Dona de Mim”. No repertório, estão previstas músicas como “Rebola”, “Pesadão”, “Ginga” e “Brisa” último single lançado, além da canção que dá nome à turnê e versões de outras músicas.

“O público pode esperar muita energia positiva, muita dança e espero que todo mundo se divirta tanto quanto eu tenho me divertido com esse show”, conta Iza.

Além da artista, se apresentam no palco principal Dilsinho, Frejat, Marília Mendonça, O Grande Encontro (Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo), Ivete Sangalo, Léo Santana, Nando Reis, Wesley Safadão e Anitta. A festa será realizada no Parque Teopompo de Almeida.

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Chegou a semana da quarta edição da Feira Literária de Mucugê – Fligê, evento que transforma a Chapada Diamantina em território da literatura e, nesse ano, mais ainda da poesia, por homenagear o baiano Castro Alves. Da próxima quinta (15) até o dia domingo (18), a cidade histórica de Mucugê estará repleta de escritoras e escritores e de um público apaixonado por livros.

Confira o editorial do Redação Brasil com Deusdete Dias:

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“Tô chegando pra subir essa temperatura e quero ver todo mundo cantando e dançando comigo do início ao fim”, é o recado de Dilsinho, uma das atrações da primeira noite do Festival de Inverno Bahia (FIB). Quem também promete uma abertura incrível é Frejat e Marília Mendonça, que se apresentam na mesma noite. O FIB acontece nos dias 23, 24 e 25 de agosto no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista.

É samba que eles querem – Dilsinho já entregou que está ansioso pela apresentação, principalmente porque sabe da importância do Festival para Conquista. Ele vem com o show “Terra do Nunca”, no qual reúne canções cheias de romantismo, samba e pagode. O artista está numa excelente fase da carreira. “Terra do Nunca” virou um projeto acústico, gravado em Nova York e lançado recentemente. Ele e Marília são estreantes na festa. Será que podemos esperar um dueto em algum dos shows? O carioca explica que já dividiu os vocais com a rainha da sofrência e deixa no ar a possibilidade: “Quem sabe não cantamos para todos vocês a versão de ‘12 Horas’ ao vivo, hein?”.

Mamãe estourada – Marília Mendonça também atravessa uma fase superespecial. Grávida de seu primeiro filho, a cantora bateu mais um recorde musical. O hit “Todo Mundo Vai Sofrer”, lançado pela cantora em maio deste ano, completou 79 dias no topo da parada principal do Spotify Brasil. A faixa está em 5º lugar entre as mais populares de todo o país. Esse e outros sucessos vão embalar corações partidos, casais e solteiros com o melhor da sofrência. A cantora também é top no Youtube Brasil, onde ocupa a primeira posição como a mais ouvida por 145 semanas.

Pop rock na veia – Outra atração da primeira noite é o roqueiro Frejat. São mais de 30 anos na estrada, seja no Barão Vermelho ou em carreira solo. O artista é veterano no FIB e sempre levanta a galera com hits como “Amor Meu Grande Amor” e “Por Você”, canções que embalam todas as idades. Para o FIB, o artista, que está em carreira solo, promete uma viagem pelos principais sucessos de sua trajetória.

Em 2019, o FIB completa 15 anos. A edição comemorativa promete três noites inesquecíveis. Além de Frejat, Dilsinho e Marília Mendonça, que se apresentam no primeiro dia de FIB, 23, o Palco Principal receberá O Grande Encontro, Iza, Ivete Sangalo eLéo Santana no sábado, 24, e Nando Reis, Wesley Safadão Anitta no último dia, 25.

A produção do Festival de Inverno Bahia é assinada pela Icontent, empresa de entretenimento da Rede Bahia, em parceria com a TV Sudoeste, e conta com o patrocínio máster da Fainor, VCA Construtora, Mauricéa Alimentos e Governo do Estado da Bahia e apoio da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, Itaipava, Porto Seguro, Diamantina/Toyota, He-Net, Águia Branca, Ibis Styles, Óticas Vip, Avatim, By Derme, Saudali, Wizard, Vittasaúde, Consultant It, Via Brasil, Boulevard Shopping, Mega Açaí, Coca-Cola, Skyy, ZAB e Tia Sônia.

SERVIÇO

Festival de Inverno Bahia 2019

Quando: 23, 24 e 25 de agosto

Onde: Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista-Ba

Classificação: 12 a 16 anos, acompanhados de pais ou responsável; 16 anos desacompanhados

Abertura dos portões: 19h (sexta e sábado) e 18h (domingo)

Início dos shows: a partir das 19h (sexta, sábado e domingo)

Grade Palco Principal: Frejat, Dilsinho, Marília Mendonça, O Grande Encontro, Iza, Ivete Sangalo, Léo Santana, Nando Reis, Wesley Safadão e Anitta (grade sujeita a alteração)

Grade Palco Vila da Música Coca-Cola: Trio Lisbela, Le Kum Kré, Danniel Vieira, Robertinha, Terno e Chinela, Bar e Love, Trem Bala, Trio da Huanna, Unixote, Elas Cantam, Kart Love e Damas da Noite (grade sujeita a alteração)

Grade Palco Arena TNT Eletro-Rock: Banda Nêspera, Bernardino Band, DJs Falcão e David, Dona Iracema, Iago Galvão e Os Lokomotivos, DJs Meble e Dobie Music, Banda Dost, Banda Raulzísticos, DJs Victor Patez & Matheus Trindade e Arks (grade sujeita a alteração)

Ingressos:

Condições de pagamento: dinheiro, cartão de débito e/ou crédito em 6x sem juros nos cartões (exceto Hipercard)

Meia-entrada: é obrigatória a apresentação de documento comprobatório no momento da compra e na entrada do evento

Taxa de Conveniência: nas compras pela Internet e nas lojas South Salvador, é cobrada taxa de conveniência de 10%

Compra sem taxa de conveniência: Loja Oficial (Boulevard Shopping), Central de Ingresso, Loja Taco e Banca Central

Bilheteria do evento: será encerrada à 1h

SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

– Loja Oficial – Boulevard Shopping (Av. Olívia Flores, 2500, Universidade  – Vitória da Conquista)

Segunda a sábado: 10h às 22h | Domingos: 12h às 22h

– Loja Taco Jeans (Av. Olívia Flores, 686, Universidade – Vitória da Conquista)

Segunda a sexta: 09h às 19h | Sábado: 09h às 15h

– Central de Ingressos – Panvicon Center (Av. Lauro de Freitas, Centro – Vitória da Conquista)

Segunda a sexta: 09h às 18h | Sábado: 09h às 13h

– Central do Ingresso – Shopping Conquista Sul (Av. Juracy Magalhães, 3340, Boa Vista – Vitória da Conquista)

Segunda a sábado: 10h às 22h | Domingo: 12h às 20h

– Banca Central (Praça Barão do Rio Branco, S/N – Vitória da Conquista)

Segunda a sexta: 09h às 18h | Sábado: 09h às 13h

COM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

– Lojas South: Shoppings Paralela, Piedade, Center Lapa, Bela Vista e Salvador Norte Shopping (Salvador)

– Internet: www.festivaldeinvernobahia.com.br

                 www.eventim.com.br

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Chegou a semana da quarta edição da Feira Literária de Mucugê – Fligê, evento que transforma a Chapada Diamantina em território da literatura e, nesse ano, mais ainda da poesia, por homenagear o baiano Castro Alves. Da próxima quinta (15) até o dia domingo (18), a cidade histórica de Mucugê estará repleta de escritoras e escritores e de um público apaixonado por livros.

Confira entrevista com a curadora da Fligê, Ester Figueiredo, que fala sobre a homenagem a Castro Alves e sobre a concepção da programação desse ano, que terá forte presença de autores baianos.

A Fligê é uma realização em parceria do Instituto Incluso, Coletivo Lavra e Governo do Estado, com patrocínio do Governo Federal.

Por que a Fligê resolveu homenagear Castro Alves?

Castro Alves sempre foi um intenção curatorial da Fligê. Para esta edição de 2019, optamos por representá-lo como o escritor de vida breve e longa existência, sob o aporte de sua dimensão do poeta abolicionista, do poeta romântico, do autor de textos teatrais, do performer e outras faces de sua produção.

Como é possível falar de Castro Alves na atualidade?

A biografia e obra literária de Castro Alves são inspiração para reinterpretar os navios negreiros da atualidade, as diásporas do fluxo de refugiados, apátridas que atravessam fronteiras terrestres e marítimas em busca de um pouso e vida dignos. Se vivo fosse, Castro Alves cantaria “Diáspora” dos Tribalistas, “Caravanas” de Chico Buarque…

Castro Alves em seu verso “Sê livre, és gigante”, expressão central desta Fligê, é a tradução de que a liberdade é o maior direito humano e esse direito encontra na literatura, enquanto arte e expressão social, a mobilização para interpretarmos os estados de exceção, restrição e cerceamento da criação e da vida.

Mais do que essa dimensão politica e afetiva, há uma estética em Castro Alves de ilumina afrofuturos e outros pertencimentos sociais, que serão apresentados no programa geral da Fligê, em abordagens da pessoa e a natureza, da pessoa e a sociedade, da pessoa e o amor, tanto no texto poético, como no texto teatral de Castro Alves. Para isso, a presença de Castro Alves, além da cenografia, expografia e videoinstalação, se fará na programação principal com conversas com escritores baianos que inspiram-se na sua fortuna, bem como na Fligêzinha, na peça “Céceu, o poeta do céu”, texto adaptado do livro da escritora baiana Adelice Sousa.

E como foi concebida a programação da Fligê 2019?

O conjunto da programação foi projetado para o encontro do público infantil e adulto com a obra de Castro Alves. Temos público para tudo e toda diversa programação. Será um encontro de vivências e experiências sob o tapete literário deste escritor baiano.

Castro Alves transita em duas dimensões: o homem que se eternizou jovem e o jovem que fez-se adulto na sociedade do século XIV. Muitos do contexto dessa época é, ainda, atualizado, embora tenhamos que realizar uma leitura crítica desse homem em seu tempo e da sua transmutação para ícone na atualidade.

Tivemos uma preocupação de mapear escritores e escritoras baianas que tomam Castro Alves como mote para produção literária atual. Assim, temos o Saulo Dourado, o Edvard Passos, a Adelice Sousa, Breno Fernandes que exploram traços biográficos e ou históricos e ficcionais em Castro Alves em romances, contos, peças teatrais.

Há sempre ausências, mas buscamos preencher espaços, bem como diversificar outros formatos de diálogo com o público, com perfis de diferentes escritores e escritoras.

O que mudou na Fligê nesses quatro anos?

Já há uma aderência da comunidade do entorno da Chapada Diamantina com a Fligê. A circulação do conhecimento literário é visível, tanto durante a Fligê, como após a sua realização.

Para esta edição, acolhemos casas parceiras e dispomos, com mais extensão, artes cênicas, o que potencializou a participação das escolas e estudantes. A mistura de linguagens artísticas e gêneros literários com a obra do homenageado sempre foi um tecido da linha curatorial da Fligê. Sempre nos perguntam o porquê de feira e não festa: nossa argumentação converge para os cenários discursivos que se encontram na etnografia de uma feira do interior, onde a troca, os pedidos, o troco e as cores são reverberações da cultura do lugar. Esse lugar acolhe a produção literária brasileira, e já, na sua quarta edição, em diálogo com escritores internacionais.

É o único evento literário nacional que possui um selo de publicação: o Selo Fligê, em coedição com a Alba Cultural. Nesta edição, acredito que consolida-se essa iniciativa.

Reafirmo que a Fligê se assenta, também, em educação literária. É desafiante formar leitores e leitoras, formar público participante, que esteja presente no evento como um aprendiz ativo e criativo. A educação literária é uma prática cultural, de natureza artística e criativa, e se exercita em todas as etapas da vida humana.

Quais os principais destaques da programação desta edição?

É difícil responder essa pergunta, quando se projetou uma linha curatorial a partir da exploração da obra do homenageado, tanto no que já se acumulou como memória literária, como no desfio de atualizar.

No âmbito da circulação e mercado editorial, as presenças de dois escritores premiados, o Mailson Furtado, prêmio Jabuti 2018 de livro e poesia, e o Itamar Vieira Júnior, prêmio Leya 2018, são registradas como oportunidade para o público dialogar com expressões da literatura brasileira, com a proximidade, que só uma Feira Literária oportuniza.

Escritoras como Jarid Arraes e Noemi Jaffe também estão na programação em conversas e lançamentos de livros.

Destacamos, ainda, a apresentação aos diferentes públicos da Fligê, a obra de Castro Alves em textos cênicos, orais escritos, iconografias, espetáculos, expografias, filmes… Havia o nosso desejo de encontrar um homenageado que inserisse e tivesse aderência com a juventude. Castro Alves foi a escolha, pois é um escritor que gritou, ainda jovem, ideais que permanecem e precisam ser reverberados.

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Nesse ano de 2019, o Colégio Padre Palmeira completa 30 anos de atividades estudantis e, em comemoração, os alunos fazem homenagem.


Uma dessas homenagens foi feita pelos alunos do 2°A do Ensino Médio do turno matutino, em forma de documentário. O documentário retrata a história do colégio com o depoimento de diversos (ex)funcionários e alunos. A seguir, o depoimento da professora Meiriva de Oliveira Quaresma, que lecionou por 28 anos no colégio:

“No início, o muro da escola era baixo e havia muitos funcionários voluntários. A segurança era precária e muitas pessoas que não eram alunos entravam na escola”.

A comemoração nao terá um dia específico, mas acontecerá durante todo o ano letivo.

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“Contra o Veneno Peçonhento do Cão Danado” é o título, bastante sugestivo, da produção de cinema conquistense que integra a programação da 4ª edição da Feira Literária de Mucugê – Fligê, que acontece de 15 a 18 de agosto, na cidade de Mucugê, na Chapada Diamantina. O longa será exibido no FligêCine, no sábado, 17, às 15h, na Casa da Filarmônica.

A obra constrói sua narrativa no rastro de uma prática conhecida, dentre outros nomes, como Santo Lenho, um ato simbólico e sincrético de proteção sobrenatural que “fecha o corpo” do praticante. A cultura popular se encarregou de difundir a prática por meio de causos e relatos sobre pessoas dotadas de poderes de “outro mundo”. Com o corpo fechado elas se tornariam imunes ao ataque de armas e teriam a capacidade de “envultar”, ficar invisível mediante rezas e encantamentos.

O título do filme, por exemplo, é um trecho de uma oração de proteção atribuída à Padre Cícero. Muitos relatos dão conta de que coronéis da política, cangaceiros e outras figuras populares se renderam à pratica para garantir proteção, riqueza e poder.

Segundo o diretor e roteirista que assina a produção, Marcelo Lopes, se buscou registrar e conectar várias histórias populares, especialmente aquelas relacionadas a temas como o sobrenatural, a violência e as relações de poder. As gravações foram feitas no Sudoeste, Chapada Diamantina, Recôncavo e região de Salvador. O filme também fez um dos últimos registros do escritor João Ubaldo Ribeiro ainda vivo. O depoimento foi gravado na casa do escritor, na ilha de Itaparica.

“A exibição na Fligê é uma forma de retornar à população da Chapada o resultado do trabalho que foi buscar as histórias locais sobre um imaginário fantástico, que faz parte de um recorte importante da cultura imaterial brasileira. Estou muito feliz e agradecido por essa oportunidade de apresentá-lo na feira”, afirmou Lopes.

“Contra o Veneno Peçonhento do Cão Danado” é uma produção da TV Local e Instituto Mandacaru, realizado com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

“Contra o Veneno Peçonhento do Cão Danado” na FligêCine
Data: 17 de agosto (sábado)
Horário: 15h
Local: Casa da Filarmônica, Mucugê-Ba

Programação da Fligê:

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O aeroporto Glauber Rocha está pronto, mas a cidade e região precisa compreender a importância desse grande vetor de desenvolvimento, estamos saindo de 300 mil embarques e desembarques em 2018 para 500 mil em 2020.

A Passaredo acaba de anunciar três bate volta Conquista x Salvador com ATR de 68 lugares, 408 passageiros dia; A Gol dois voos diários, 552 passageiros de Conquista São Paulo ida e volta, no Boeing 737-700 cuja capacidade é de 138 lugares; Já azul pra Salvador, Belo Horizonte, e Campinas poderá transportar 708 passageiros por dia.

As três companhias disponibilizam 1668 assentos por dia pra nossa região o que projeta (se todos dias lotassem as aeronaves), 600 mil passageiros por ano, um crescimento de 100% se comparado com 2018.

O empresário Zé Maria Caires participou do programa Redação Brasil desta segunda-feira e defendeu a duplicação da BR-116 e a construção de um Centro de Convenções para Vitória da Conquista

Confira a entrevista ao Redação Brasil

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“Volta Pra Casa João” aflora debate sobre liberdade de expressão e conta com voz e guitarra do emblemático cantor e compositor baiano

“Volta Pra Casa João” é o título do primeiro single do álbum “Balbúrdia”, anunciado pela banda conquistense Dona Iracema. A música, de autoria da vocalista Balaio e do baixista Diegão Aprígio, ganhou um videoclipe, lançado nesta sexta-feira (9) no YouTube, e que conta com a participação do emblemático cantor e compositor baiano Luiz Caldas.

O videoclipe tem a direção de Duane Carvalho e conceito de Paulo Koi, que buscou remontar, por meio de imagens antigas, os carnavais da época em que a Axé Music ascendeu Brasil afora, especialmente com o “fricote” de Luiz Caldas.

A voz e a guitarra presentes na música são características. “Luiz Caldas agregou a guitarra baiana que é a cara dele e da Bahia. A gente achou que seria a cereja do bolo e foi mais do que isso. Ele trouxe todo o tempero”, detalhou o baterista Oscar.

“É uma música que soa antiga e moderna ao mesmo tempo. Houve uma sensibilidade em colocar pessoas da comunidade LGBT+, pois este detalhe dialoga diretamente com a letra da música. Ela fala de liberdade de expressão e do convite a uma roda de caatincore a um determinado grupo de pessoas”, explica Balaio. “Fala em estar à vontade em espaços nos quais eu me sinto excluída”, destaca a vocalista, se referindo à sua luta pelas causas das pessoas LGBT.

Este é o primeiro álbum da banda, após ter lançado 4 EPs autorais ao longo de 7 anos de carreira: “Dona Iracema” (2013), “Um pouco de CD” (2014), “Máquina de Amarrar Jegue” (2016) e “Caatincore Iracemático” (2018). Dessa vez, a produção é assinada por André T, produtor musical responsável por registros de bandas como Cascadura, Retrofoguetes e Baiana System.

A Dona Iracema é composta por Balaio (vocal), Diegão Aprígio (vocal e contrabaixo), Anderson Gomes (vocal e guitarra) e Oscar Sampaio (vocal e bateria).

Assista ao videoclipe “Volta pra casa João” (2019):

FICHA TÉCNICA

Música: Volta Pra Casa João

Participação: Luiz Caldas

Álbum: Balbúrdia

Ano: 2019

Gravada no Studio T, Salvador (BA)

Produção, Mixagem e Masterização: André T

Direção e Edição: Duane Carvalho

Filmagens: Duane Carvalho, Luiz Henrique Girarde e Dona Iracema

Conceito: Paulo Koi

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Diversão, brincadeiras e muita imaginação estão entre as atrações garantidas pela Feira Literária de Mucugê – Fligê, que desde a sua primeira edição reserva um espaço super especial para as crianças: a Fligêzinha.

Com direção artística da CazAzul Teatro Escola, a programação proporciona aos pequenos leitores encontro com escritores, apresentações teatrais, contações de histórias e, principalmente, o contato com o livro e com a escrita poética.

Como a quarta edição da Fligê homenageia o poeta Castro Alves, ele também se apresenta às crianças, com a montagem teatral baseada no livro “Cecéu, o poeta do céu”, de Adelice Souza. Logo após o espetáculo, a autora irá bater um papo com a criançada sobre a história e suas inspirações literárias.

As escritoras Rita Queiroz, Palmira Heine e Alexandra Patrocínio também terão momentos de bate-papo e serão apresentados outros espetáculos teatrais, como “O Barão nas Árvores”, do Coletivo DUO. Brincadeiras com o grupo da CazAzul e contações de histórias também mexerão com a imaginação dos pequenos.

Confira a programação do Espaço Fligêzinha. A Fligê é uma realização em parceria do Instituto Incluso, Coletivo Lavra e Governo do Estado, com patrocínio do Governo Federal.

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