A Justiça de Barcelona aceitou nesta quarta-feira (20) o pedido de liberdade provisória do ex-jogador brasileiro Daniel Alves.
Em decisão publicada nesta manhã, a que o g1 teve acesso, os juízes aceitaram deixar Alves em liberdade provisória, sob fiança de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões), enquanto a defesa aguarda a sentença definitiva.
Em fevereiro, Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão pelo crime de agressão sexual — ele foi acusado de estuprar uma mulher em uma boate em Barcelona. A defesa do ex-jogador, no entanto, recorreu da sentença e, na sequência, pediu para que o brasileiro aguardasse a deliberação final em liberdade.
Os juízes determinaram ainda, que, caso a defesa pague a fiança solicitada, todos os passaportes de Daniel Alves — o brasileiro e o espanhol — serão retirados.
A sentença também determinou que:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de dois encontros bilaterais, neste domingo (18), ao cumprir agenda oficial na África, durante sua viagem na Etiópia.
Lula se reuniu com o presidente da República do Quênia, William Ruto, e o convidou a visitar o Brasil, assim como reforçou o interesse do governo brasileiro em ampliar os negócios entre os países.
O petista também participou de um encontro com o presidente da Nigéria, Bola Tinubu. Ambos demostraram interesse em firmar mais parcerias, em específico na área de agricultura, como pontuado pelo próprio Tinubu.
O presidente Lula (PT) desembarcou na Etiópia na última quinta-feira (15) e deu início, nesta sexta-feira (16), à agenda oficial no país. Ele terá duas reuniões e um almoço de Estado com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed. A expectativa é que os dois líderes assinem acordos bilaterais nas áreas de bioenergia e ciência, tecnologia e inovação. Além disso, o Brasil tem interesse em fortalecer sua presença no comércio com o país africano.
Lula também deve participar de um evento sobre financiamento climático para a agricultura e segurança alimentar e é um dos convidados da 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, entidade que reúne as 55 nações da África.
Ao jornal Folha de S. Paulo, auxiliares do presidente confirmaram que há também um plano de renegociação das dívidas que as nações africanas têm com o Brasil. Moçambique, Congo, Senegal, São Tomé e Príncipe, Gana, Mauritânia, Guiné-Bissau, Guiné e Zimbábue têm débitos com Brasília, que juntos somam cerca de R$ 1,3 bilhão. Entre eles, apenas Zimbábue não deve ser contemplado, pois há a percepção de que a dívida do país como insolúvel.
O Ministério da Fazenda estuda as condições de descontos e parcelamentos. As propostas devem ser tratadas individualmente com cada país e a previsão é que sejam colocadas em prática já no segundo semestre, antes de novembro, quando acontece a cúpula de chefes de Estado do G20 no Brasil. A intenção é que essas ações de negociação sirvam de exemplo para nações mais desenvolvidas. Ainda segundo o jornal, os processos do plano de renegociação já estão adiantados com Moçambique, Congo e Senegal.
Com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança, nesta quarta-feira (14/2), em Brasília (DF), a Campanha da Fraternidade 2024.
A Campanha da Fraternidade completa 60 anos e é realizada pela CNBB na Quaresma — período de jejum e preparação espiritual que antecede a Páscoa —, com o objetivo de incentivar a solidariedade em relação a alguma problemática social.
De acordo com a CNBB, a campanha “Fraternidade e Amizade Social” visa trilhar a Quaresma nos seguintes eixos:
O Palácio de Buckingham afirmou nesta segunda-feira (5) que o rei Charles III, de 75 anos, está com câncer. Não foi informado qual é o tipo de câncer e nem o estágio da doença.
Os médicos identificaram um outro problema de saúde, descrito como um tipo de câncer – no entanto até a última atualização desta reportagem, não havia sido especificado o tipo de tumor nem o estágio da doença. Além disso, uma fonte da agência de notícias Reuters informou que não se trata de câncer de próstata.
De acordo com a nota do palácio, ele já começou o tratamento. Os médicos recomendaram que ele adie algumas atividades públicas, mas o rei deve seguir com trabalho “de escritório” e obrigações de Estado (ele vai manter os encontros com o primeiro-ministro Rishi Sunak, por exemplo).
O rei está “totalmente confiante” em relação ao tratamento e quer voltar às suas funções públicas assim que possível, disse o palácio.
Ele decidiu tornar o diagnóstico público para evitar especulações e para que isso melhore a compreensão pública do que é ser afetado pelo câncer. A divulgação de uma doença é uma quebra de tradição da família real britânica. De acordo com a agência de notícias Associated Press, durante séculos a realeza do país evitou falar sobre questões de saúde.
Desde que atacou brutalmente Israel em 7 de outubro do ano passado, o grupo terrorista Hamas contava com a ignição de um conflito de maiores proporções no Oriente Médio a partir da previsível retaliação dura de Tel Aviv contra a Faixa de Gaza, que comandava desde 2007.
Cem dias depois da mais recente guerra entre o Estado judeu e um ente árabe, o objetivo não se confirmou da forma prevista pelo Hamas, mas nem por isso o risco de uma escalada da guerra no âmbito regional está descartado. Ao contrário.
O foco, contudo, não é o Irã, como temiam analistas. O Estado persa, por toda a retórica inflamada e o apoio a prepostos regionais como o Hamas, não parece disposto a ir a vias de fato e enfrentar os Estados Unidos, que viriam em socorro a Israel em caso de um ataque e mostraram os dentes militares para provar isso.
A coisa muda de figura em duas outras frentes. A mais importante, no norte de Israel, onde forças de Binyamin Netanyahu têm enfrentado, diariamente desde o início da guerra em Gaza, o Hezbollah, grupo fundamentalista apoiado por Teerã e aliado dos terroristas palestinos.
A briga é antiga e remonta à invasão israelense do Líbano em 1982, que na prática deu origem à agremiação liderada pelo xeque Hassan Nasrallah. O empate técnico no mais recente embate direto entre os rivais, em 2006, deixou aberta a possibilidade de uma revanche.
Com a nova crise, Israel tem feito ultimatos ao Hezbollah para que deixe a faixa neutra determinada pela ONU no sul do Líbano, retraindo-se para além do rio Litani. Tel Aviv fez esse movimento, respeitando a ainda contestada Linha Azul.
Nasrallah fala grosso, mas na prática tem evitado uma guerra aberta. “O Hezbollah precisa da causa palestina para justificar a recusa em desmantelar sua ala militar”, afirma Hilal Khashan, professor de ciência política da Universidade Americana de Beirute. No Líbano, o grupo também é um importante partido político.
O grupo se apoia no formidável arsenal de mísseis e foguetes, que Khashan estima em até 200 mil, para manter uma posição pública de força. “Mas o arsenal intimida mais em teoria do que na prática”, diz o professor, lembrando que a maioria das armas tem pouca precisão, e as que têm precisam ser retiradas de depósitos secretos e posicionadas em lançadores.
“Isso as expõem a ataques israelenses, já que o Hezbollah não tem uma defesa antiaérea decente”, afirmou Khashan. Isso, somado ao temor de os Estados Unidos fazerem valer suas ameaças de atacar quem interferir na guerra em Gaza, tem mantido os libaneses na defensiva.
O tempo, avalia o acadêmico, “está chegando ao fim”. Ele considera que, com a redução anunciada nas operações ao norte de Gaza por Israel e ações como assassinato de um líder do Hamas em Beirute, o cenário está armado para um tira-teima.
Com uma capacidade de engajamento de Tel Aviv aprimorada ao norte, algo que não era possível com a ação intensa contra o Hamas nos primeiros meses da guerra, é possível que Netanyahu já não tema a abertura de uma nova frente de combate total.
Por outro lado, é incerto o apoio da opinião pública israelense a uma guerra declarada pelo país. Apesar de Netanyahu ter suporte apenas marginal hoje, ele lidera um combate que lhe foi imposto pelo mega-ataque de 7 de outubro, de resto um vexame político e militar debitado de sua conta. Iniciar uma nova ação é outra história.
Já numa terceira frente da guerra, a escalada já é uma realidade. Antes considerado um teatro secundário, o mar Vermelho virou o centro de preocupações mundiais com o apoio dado ao Hamas pelos rebeldes pró-Irã houthis do Iêmen. Via de 15% do comércio marítimo mundial, a região viu o trânsito cair até 40% devido aos ataques a embarcações acusadas de ligação com Israel.
Na sexta (12), os EUA e o Reino Unido deixaram de agir reativamente com sua força-tarefa naval e lançaram ataques contra posições do grupo no país árabe, do qual ele domina uma boa porção no oeste, junto às costas do mar Vermelho. Neste sábado (13), Washington repetiu o feito, ainda que em menor escala.
Os houthis ensaiaram uma reação pontual e prometeram vingança, deixando em aberto a possibilidade de uma escalada ainda maior na violência. O presidente Joe Biden jura que não quer se envolver mais, mas que os bombardeios foram essenciais para deter mais ataques rebeldes.
Parece uma tática de enxugamento de gelo. O arsenal de mísseis houthis, com material antigo chinês e mais moderno do Irã, parece bastante disponível para novas ações. Aqui, menos do que algum risco existencial a Israel, a questão é a aposta dos rebeldes em trazer os EUA para a briga.
Isso pode elevar a animosidade, já grande em países árabes e de maioria muçulmana, como a Turquia, contra Washington. Isso já seria uma vitória estratégica do Irã —sem que o país dos aiatolás tenha de disparar um tiro, mesmo demonstrando limites estratégicos na crise.
Não lateral, há a questão da Cisjordânia, o território parcialmente governado pela Autoridade Nacional Palestina, rival do Hamas. Ali, as mortes e prisões de moradores têm sido diárias, na busca por elementos radicais, e a tensão é a maior em anos.
Concorre para o atoleiro a indefinição pública de Israel acerca de seus objetivos e, na hipótese de desmantelar o Hamas em Gaza, sobre o que ocorrerá com o território obliterado e seus 2,3 milhões de habitantes.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, falou superficialmente sobre devolver o controle político da Faixa aos palestinos, excluindo o Hamas, mas sem deixar claro a quais palestinos ele se referia.
Biden enviou quatro vezes seu secretário de Estado, Antony Blinken, para sinalizar que está preocupado com isso. Até aqui, não recebeu mais do que evasivas israelenses em troca, e esse prolongamento aumenta a fatura que os conflitos subjacentes à destruição de Gaza cobrarão dos EUA.
Gallant havia previsto no início do conflito uma guerra de três meses. Já se passaram dez dias do prazo, e a solução é tão elusiva quanto antes.
Igor Gielow/Folhapress
O Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) esteve no município de Brumado, na última quarta-feira (10), aferindo e calibrando os radares instalados nas principais vias da cidade.
Segundo o site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, o coordenador da Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Jansen Ricardo, disse que todos os radares passaram pelos testes de qualidade do Ibametro passado um ano de sua instalação.
Após a testagem, o lacre de aferição dos aparelhos foi renovado. Questionado se o instituto teria feito alguma ressalva com relação aos radares, o coordenador respondeu que todas as especificações serão relatadas pelo órgão através de um laudo, o qual ainda será emitido.
Apesar de toda polêmica envolvendo os aparelhos na cidade, Ricardo destacou que o instrumento de fiscalização eletrônica possibilita controlar a velocidade nas vias onde foram verificados, por meio de estudo, excessos e abusos na condução dos veículos. “A ferramenta visa controlar o excesso e abuso de alguns condutores”, destacou.
O último balanço dos danos causados pela série de terremotos que atingiu o Japão nesta segunda-feira (1º) indicou 57 mortes. As informações foram divulgadas pela TV pública NHK, citando autoridades japonesas.
De acordo com a Agência Meteorológica do Japão o terremoto mais forte teve magnitude de 7,6, os tremores foram sentidos na Península de Noto. A região concentra a maior parte dos estragos e mortes provocadas pelo fenômeno. A Agência ainda indicou que fortes tremores secundários podem continuar ocorrendo nos próximos sete dias.
Nesta terça-feira (2), equipes de resgate continuam em busca de feridos. De acordo com o governo japonês, cerca de 1 mil militares estão trabalhando no socorro às vítimas.
Subiu para 48 o número de mortes provocadas por uma série de terremotos que atingiu o Japão na segunda-feira (1º). As informações foram divulgadas pela TV pública NHK, citando autoridades japonesas.
Os tremores foram sentidos na Península de Noto, sendo que o terremoto mais forte teve magnitude de 7,6, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão. A região concentra a maior parte dos estragos e mortes provocadas pelo fenômeno.
Nesta terça-feira (2), equipes de resgate continuam em busca de feridos. De acordo com o governo japonês, cerca de 1 mil militares estão trabalhando no socorro às vítimas.
As mortes relacionadas aos efeitos do calor extremo podem quase quintuplicar nas próximas décadas, segundo um relatório feito por mais de 100 especialistas de 52 instituições de pesquisas e agências da ONU de todo o mundo, que monitora os impactos das mudanças climáticas na saúde. As conclusões foram publicadas nesta quarta-feira (15) na revista The Lancet.
Os especialistas alertam que “a saúde da humanidade está em grave perigo”.
O trabalho afirma que em um cenário de aumento médio da temperatura de 2ºC na comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor podem aumentar em 4,7 vezes até 2050.
“O nosso balanço da saúde revela que os perigos crescentes das alterações climáticas estão custando vidas e meios de subsistência em todo o mundo. As projeções de um mundo 2°C mais quente revelam um futuro perigoso e são um lembrete sombrio de que o ritmo e a escala dos esforços de mitigação observados até agora têm sido lamentavelmente inadequados para proteger a saúde e a segurança das pessoas”, afirma Marina Romanello, diretora executiva do relatório. Fonte: G1