O Deputado federal Waldenor Pereira ( PT) esteve ao lado do Governador Jerônimo Rodrigues e de outros políticos baianos na 8ª edição da Fligê – Feira Literária de Mucugê. Ele comemorou o sucesso do evento que se encerrou neste domingo (17), e reforçou que a Fligê já se consolidou como a principal feita literária do interior da Bahia. O Deputado falou também da FliConquista e as novidades para a cidade de Vitória da Conquista
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“O coração está batendo forte de satisfação pela conclusão de mais uma edição da Fligê. Desta vez a 8ªEdição. Uma feira que se consolidou, reconhecida hoje como a principal feira literária do estado da Bahia e os nossos mandatos naturalmente satisfeitos pelo comprimento do seu objetivo que é de democratizar o acesso ao livro, incentivar a leitura permitir a juventude acesso a outras diferentes manifestações culturais que a feira”; disse.
A oitava edição da Fligê – Feira Literária de Mucugê foi contemplada pelo Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (N° 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon, no âmbito do fomento à realização de ações culturais.
Foto: Igor Chaves – @1chaaves
Vanessa da Mata aproxima literatura e canção em encontro na Chapada Diamantina
O território da Fligê foi tomado por um estado de encantamento e comunhão na quinta-feira (14). Uma multidão se apertava diante do Palco Principal, na Praça dos Garimpeiros, e todos os olhares se voltavam para o mesmo destino, atraídos pelo magnetismo sereno de Vanessa da Mata. A cantora e compositora, com uma elegância autêntica e vulnerável, retribuiu o carinho do público compartilhando histórias de vida e canções que marcaram gerações.

Durante o espetáculo, a voz de Vanessa transitou entre o mezzosoprano e o tom que as confidências têm. Ela falou sobre desencontros, amores não correspondidos, dores do corpo e da alma, e sobre o próprio processo criativo, conduzindo o público em um diálogo cúmplice entre artista e plateia. “Essas ideias permitem mostrar o lado humano do artista. Venho do povo, canto para o povo, mas nem sempre as pessoas têm contato com esse lugar de igualdade e humanidade”, disse Vanessa da Mata, em entrevista à Fligê.
A participação da artista fez parte do projeto “Conversa & Canção”, idealizado pelo produtor musical Maurício Pacheco, que propõe uma imersão no universo da música brasileira por meio de encontros que alternam bate-papo e apresentações intimistas. “Convidei a Vanessa porque ela é autora de canções que tocam as pessoas profundamente. A ideia é exaltar e valorizar a canção, que é parte essencial da nossa vida”, explicou Pacheco, lembrando a parceria de 16 anos com a cantora e a importância de apoiar emocionalmente o público na arte.
O repertório incluiu sucessos de Vanessa, como Ainda Bem, Amado, Não Me Deixe Só e Ai, Ai, Ai, além de canções que marcaram sua trajetória e a do público, como Sonho Meu (Dona Ivone Lara), Correnteza (Djavan), Lamento Sertanejo (Dominguinhos), Um Dia de Domingo (Michael Sullivan e Paulo Massadas) e o emblemático Canto das Três Raças (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), tecendo um fio entre música, vida e memória coletiva.

O formato intimista aproximou artista e plateia. “Já era fã, mas compreender o processo criativo dela, a relação com a literatura, traz outro olhar. É nutritivo”, disse Andréa Veiga, professora de Salvador. Para Rita Moura, empreendedora e moradora de Mucugê, “a Fligê é um evento único, que incentiva a cultura de todas as idades. E a abordagem da Vanessa conecta assuntos atuais através da música, o que é muito bom”.
Samuel Vida, professor da UFBA, destacou “a ousadia do formato, que aproxima a música popular da literatura e cria um modelo que poderia inspirar outros eventos”. Já Ana Carla Portela, professora do Instituto Federal da Bahia, ressaltou a energia do público jovem: “Uma feira como essa é propulsora de energia positiva para a literatura e para as artes, de modo geral. Fora que atrai ainda mais os olhares para esse pedacinho especial da Bahia, a Chapada Diamantina”.
O encontro entre Vanessa e o público reafirmou o propósito da Feira, nutrindo o território onde literatura, arte e consciência correm juntas, recriando sentidos e conectando as experiências individuais às vivências coletivas e às questões urgentes da contemporaneidade.
Texto: Érika Camargo
Fotos: Igor Chaves @1chaaves
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Este projeto foi contemplado no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon. O edital é direcionado à modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021. O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.
Está oficialmente aberta a oitava edição da Feira Literária de Mucugê. No início da noite desta quinta-feira, 14, em uma cerimônia que atraiu visitantes da feira e autoridades políticas, a Fligê confirmou a sua relevância diante do cenário efervescente de feiras e festas literárias no interior do estado. “É uma construção que parte também da organização de coletivos culturais locais. A gente sempre priorizou a presença do escritor e da obra literária dentro de toda a programação da feira e do diálogo da literatura com as outras artes. O envolvimento é muito grande”, apontou a curadora da feira, Ester Figueiredo.
O diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, enfatizou que a Fligê serve de inspiração para outras iniciativas. “A Fligê inspirou muitas feiras literárias na Bahia, eu posso dizer que a Fligê inspirou o Programa Bahia Literária, que percorre 81 municípios da Bahia”, apontou.
Com o tema “Literatura: Rios e Matas da Narrativa”, a feira promove reflexões importantes e atuais. “Esse ano, que é o ano da COP, um ano importante pra gente refletir a transição energética, o papel das nascentes, das florestas das matas”, lembrou o governador do estado, Jerônimo Rodrigues, ressaltando a pertinência da discussão promovida pela Fligê. “A festa literária não é só escrever livro, é teatro, é a literatura na voz, no corpo, no gesto, e isso a Fligê tem contribuído e muito, e eu espero que continue assim com todas as festas literárias da Bahia”, complementou o governador.
Também presente, a secretária estadual de Educação, Rowenna Brito, destacou o papel de referência exercido pelo evento. “A Fligê hoje é uma referência nacional e internacional de feira literária, com muito conteúdo, muito repertório, muita diversidade, muita produção literária”, Rowenna Brito.
A prefeita, Ana Medrado, falou da alegria em sediar a Fligê. “Mucugê está muito feliz, todo povo muito feliz. Essa feira é muito importante aquece a economia local, todos ganham. Isso nos deixa muito feliz”, disse Medrado.
Com programação totalmente gratuita, que conta com lançamentos, mesas literárias, apresentações culturais, expografia e espetáculos, a Fligê segue até domingo, 17.
Repórter: Guilherme Barbosa
Fotógrafo: Thiago Gama
*Este projeto foi contemplado no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (n.º 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.
O edital é direcionado à modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme o Decreto Federal n.º 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura (Lei n.º 12.365/2011), o Plano Estadual de Cultura (Lei n.º 13.193/2014), o Plano Estadual de Educação da Bahia (Lei n.º 13.559/2016) e a Lei Federal n.º 14.133/2021. O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.
Os temas se expandiram quando o jornalista destacou a desqualificação de algumas pessoas que ocupam cargos públicos, a burocratização presente no sistema de governo do país e a maneira como o livro “O Sermão do Bom Ladrão”, de Antônio Vieira, traduz a realidade brasileira.
Deusdete propôs analogias para explicar a situação de polarização política vivenciada no Brasil e fez um apelo aos ouvintes para que o debate público se torne mais saudável para a democracia nacional.
Ouça na integra no editorial “Pingo nos Is” da Rádio UP 100.1
A visita do governador Jerônimo Rodrigues a Caculé, no último sábado (2), ainda repercute na região. E nesta terça-feira (5), Dia Nacional da Saúde, o deputado federal Waldenor Pereira destacou os investimentos realizados por seu mandato, em parceria com o deputado estadual Zé Raimundo, para a saúde pública na região Sudoeste, dentre eles, a destinação de R$ 2,5 milhões de recursos de emendas parlamentares para Caculé, sua terra natal.
“São dois milhões e meio de Reais para fortalecer a saúde do município! Deste valor, entregamos no sábado, mais de meio milhão. Teve uma van para Tratamento Fora do Domicílio, no valor de R$ 300 mil, e mais R$ 250 mil em equipamentos hospitalares. Além disso, estamos destinando R$ 1 milhão e 500 mil para custeio da saúde e mais equipamentos de saúde que serão entregues futuramente”, detalhou Waldenor.
Além dos investimentos em saúde, os deputados Waldenor e Zé Raimundo também estão investindo R$ 400 mil em recursos de emendas na infraestrutura municipal.
“Estamos muito felizes de poder contribuir com a gestão do prefeito Pedro Dias e do vice-prefeito Willian Gonçalves. Esse valor para a infraestrutura pode ser usado pela prefeitura para melhorias importantes na cidade, como pavimentação de ruas, melhorias nas estradas vicinais ou outras obras”, explica o deputado Zé Raimundo.
Para completar o pacote de investimentos, os parlamentares ainda estão destinando ao município um veículo furgão, no valor de R$ 120 mil.
Nos dias 18 e 19 de outubro, Vitória da Conquista volta a pulsar no ritmo da música independente com a realização do Festival Suíça Bahiana (FSB). O lema deste ano — “Enquanto houver som” — traduz o espírito de resistência, reinvenção e transformação que move o projeto desde sua criação, em 2010.
Com programação gratuita no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, o festival já anunciou parte do seu line-up, reunindo artistas de diferentes regiões do país. Dez atrações foram selecionadas por meio do edital de showcases, que este ano recebeu mais de 300 inscrições de bandas e artistas solo do Brasil e da América Latina. Estão entre os escolhidos: Jambu (AM), Bione (PE), Laiô (BA), Cayarí (BA), Oderiê Y As Flechas (BA), Pipa (BA), Osala (MG), Canto Cego (RJ), Flor ET (RS) e Kidsgrace (DF).
No palco principal, já estão confirmadas as bandas Black Pantera e Nenhum de Nós, reforçando a diversidade sonora que sempre marcou a curadoria do FSB. Outros nomes devem ser anunciados nos próximos meses.
Igor Eduardo Pereira Cabral, detido após espancar a namorada com mais de 60 socos dentro de um elevador em Natal (RN), denunciou ter sido vítima de agressões dentro da Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, onde foi transferido na sexta-feira (1º). Segundo depoimento prestado na Delegacia de Plantão da Zona Norte, Igor afirma que foi algemado, mantido nu em cela isolada e agredido por policiais penais com socos, chutes, cotoveladas e spray de pimenta.
De acordo com o relato, os agentes teriam dito que ele havia “chegado no inferno” e o incentivaram a cometer suicídio. A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) confirmou que tomou conhecimento da denúncia e enviou equipes da Coordenadoria Penitenciária e da Ouvidoria à unidade para apurar os fatos. Igor também foi submetido a exame de corpo de delito.
A defesa havia solicitado cela individual por questões de segurança, mas, segundo a Seap, a unidade prisional não possui esse tipo de acomodação. A secretaria afirma que as providências foram adotadas conforme o protocolo para casos dessa natureza.
A mulher agredida por Igor passou por uma cirurgia de reconstrução facial no Hospital Universitário Onofre Lopes. Ela teve múltiplas fraturas no rosto e no maxilar. Segundo boletim médico, a operação teve como objetivo restaurar a forma e a função do rosto da vítima.
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista retornou com as sessões do segundo semestre de 2025 nesta sexta-feira (01). O destaque da sessão de hoje foi a posse de Gabriela Garrido (PV) como a mais nova vereadora de Vitória da Conquista.
Gabriela assume uma cadeira na bancada de oposição. Ela afirma que, independente de lado político, pretende atuar com dedicação à população de Vitória da Conquista. “Tenho que trabalhar incansavelmente pelo povo de Vitória da Conquista”; disse.
Além dos edis, estiveram presentes na sessão figuras políticas importantes como o deputado federal Jorge Solla (PT), o deputado estadual Zé Raimundo (PT) e o ex-deputado federal Waldenor Pereira (PT).
Falei, tá falado! — por Deusdete Dias
Vivemos tempos difíceis no Brasil. A política nacional parece ter virado palco para personagens que, em qualquer democracia sólida, sequer passariam da primeira triagem ética. No entanto, aqui, são eleitos — muitas vezes com base em mentiras e manipulações.
Um exemplo gritante é o caso da deputada federal Carla Zambelli. Em um dos episódios mais absurdos da recente história eleitoral brasileira, Zambelli gravou e divulgou uma fake news alegando que a rede de lojas Havan pertencia ao filho da então presidenta Dilma Rousseff. A mentira viralizou, e ela acabou eleita.
É neste ponto que precisamos refletir com seriedade: estamos desqualificando o nosso voto? Estamos tratando a política como entretenimento, esquecendo das consequências reais que esses atos produzem?
Mas a trajetória de Zambelli não parou por aí. Em 2022, a deputada sacou uma arma e perseguiu um cidadão que a havia criticado nas ruas de São Paulo. A cena, gravada e amplamente divulgada, expôs um comportamento incompatível com o cargo que ocupa. Ela foi processada e, mais uma vez, condenada.
Em 2023, a situação se agravou: Zambelli foi acusada de contratar um hacker para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça. Um ataque direto à Justiça brasileira.
Agora, em 2025, a resposta do Judiciário veio de forma contundente. Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal condenou a deputada a 10 anos de prisão e determinou a perda do mandato parlamentar. O ministro Alexandre de Moraes ainda ordenou sua prisão imediata e a inclusão de seu nome na lista da Interpol.
No dia 29 de julho, Carla Zambelli foi finalmente presa em Roma, na Itália. Um pedido de extradição já foi formalizado.
É aqui que precisamos parar tudo e refletir: até onde vai a cegueira política de parte da sociedade? Até onde vamos permitir que indivíduos desrespeitem as leis e as instituições em nome de um “líder maior”, de uma narrativa fanática, de um projeto pessoal de poder?
A democracia exige responsabilidade. O voto exige consciência. Estamos passando dos limites — e não é pelo Brasil, mas por uma família, por um culto à personalidade que nada tem de republicano.
Pensem bem. Falei, tá falado!