Um tenente da Polícia Militar foi afastado de um colégio da mesma corporação em Vitória da Conquista, no Sudoeste, após denúncias de assédio sexual contra estudantes de 12 anos. Segundo a TV Sudoeste, um inquérito foi aberto pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) para apurar a suspeita do crime que teria ocorrido em julho passado quando mais de dez meninas teriam sido vítimas do oficial.
Pais e responsáveis das vítimas disseram que o oficial, que atuava como substituto de um professor de história, usava da posição de poder para cometer os abusos. Uma das mães de uma das alunas contou que o assédio acontecia dentro da sala de aula, quando o acusado fechava a janela e a porta.
Segundo a denunciante, em uma das ações, o homem dizia que iria corrigir a postura das estudantes e aproveitava para tocar nos seios e partes íntimas das meninas. Uma apuração também foi feita pela Corregedoria da PM, mas o diretor da unidade disse que não poderia falar sobre a decisão.
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista lamenta profundamente o falecimento Dona Railda Lopes da Silva, mãe de Roberto Silva que atua na gravação e transmissão das sessões da Câmara.
Dona Railda tinha 79 anos, e estava sob os cuidados médicos no Hospital Geral de Vitória da Conquista.
O velório acontece no Salão Nobre da Pax Nacional [Rua Olavo Bilac, 04 – ao lado da Capelinha do São Vicente] e sepultamento será no Cemitério das Acácias, na manhã da quarta-feira (19).
Neste momento de dor, o presidente da Casa, vereador Luis Carlos Dude (MDB) e os demais vereadores se solidarizam com familiares e amigos de Dona Railda.
As denúncias de assédio eleitoral feitas ao MPT (Ministério Público do Trabalho) deram um salto após o primeiro turno das eleições e passaram de 52 para 364 (um aumento de sete vezes). O levantamento foi feito nesta terça-feira (18) pelo órgão.
Mesmo a duas semanas do segundo turno das eleições, o número de relatos já é maior que o registrado em toda a campanha eleitoral de 2018 —quando houve 212 denúncias de assédio eleitoral envolvendo 98 empresas. Em 2022, são 428 registros até o momento (incluindo casos que o MPT não sabe dizer se ocorreram no primeiro ou no segundo turno).
Os dados levantados pelo MPT confirmam a avaliação feita por sindicalistas e pelo comando da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que os episódios explodiram após o primeiro turno das eleições.
O MPT em Minas Gerais, por exemplo, não havia recebido nenhum caso de assédio eleitoral até o primeiro turno das eleições. Até esta terça, no entanto, o órgão já registrava 60 episódios após 2 de outubro. Além disso, há outros que permanecem em sigilo e não são incluídos em nenhuma das contagens (nem do primeiro e nem do segundo turno).
Dezenas de relatos de ameaças no trabalho e promessas de benefícios têm sido compartilhadas pelas redes sociais ou levadas diretamente às autoridades. Diante do aumento, as centrais sindicais criaram um site para receber informações dos trabalhadores, inclusive de forma anônima.
Até domingo (16), as centrais haviam recebido 75 relatos de assédio eleitoral no trabalho e 4 em ambientes religiosos. O relatório com um resumo de cada denúncia foi entregue ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, nesta segunda.
O tema também tem sido levado pela campanha de Lula a autoridades. Na semana passada, petistas levaram a preocupação a algumas autoridades durante a cerimônia de posse do novo presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Lelio Bentes Corrêa.
Uma das expectativas é que encontros de Moraes com o MPT e o Ministério Público Eleitoral possam resultar em algum mecanismo para facilitar o compartilhamento de informações, já que o crime pode ser punido na esfera trabalhista e criminal.
Os episódios de assédio eleitoral vão desde o oferecimento de R$ 200 para cada funcionário caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) vença as eleições até comunicados a fornecedores antevendo corte nos negócios no cenário oposto.
O MPT afirma que o sistema de denúncias segmenta o tipo de assédio apenas entre moral e sexual, e que, por isso, tem tido dificuldades para acompanhar o total de registros em tempo real.
Levantamentos parciais, no entanto, já mostravam que as denúncias têm aumentado diariamente. Até terça-feira passada (11), eram 197 casos. Na quinta (13), o número passou para 242 e, na sexta (14), para 364. Nesta terça, o total já chegava aos 428.
“Não é nem uma percepção, é um fato. Houve um aumento de notícias ao Ministério Público do Trabalho, de diversas formas, após o primeiro turno. O número total tende a ultrapassar muito o de 2018, que também não foi pequeno”, disse à Folha de S.Paulo o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira, na sexta.
Ramos Pereira afirmou que uma das dificuldades enfrentadas pelo MPT é a produção de provas. Por isso, é importante que o empregado tente registrar a situação de assédio eleitoral.
“Na hora que você faz uma denúncia anônima de que fulano de determinada empresa fez determinado ato constrangendo seus empregados, em grupo ou individualmente, você tem que provar. Qual é a melhor prova hoje? Filmagens. Que são permitidas, porque quando você filma algo que está acontecendo com você, é uma prova lícita”, explicou.
O chefe do MPT foi recebido nesta terça-feira (18) pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes. Ramos Pereira disse que o encontro “terá desdobramentos”, mas não confirmou quais medidas podem ser tomadas ao lado da Justiça Eleitoral.
O procurador afirmou, depois da reunião, que os casos de assédio eleitoral estão banalizados em 2022.
“Houve uma banalização mesmo. Grava [o assédio eleitoral], joga na rede social, como se fosse uma coisa normal. Isso que a gente vem diferenciando em relação aos anos anteriores”, disse Ramos Pereira.
Outra preocupação do MPT —compartilhada pela campanha petista— é com as chamadas situações de “embaraço”: quando o empregador dificulta ou impede o empregado de deixar o trabalho para votar. O caso não se enquadra em assédio eleitoral, mas também pode ser punido na esfera trabalhista.
“Toda empresa é obrigada a liberar os trabalhadores no dia da eleição para que eles exerçam o direito ao voto, inclusive sem compensação de horas. Se o trabalhador tem 8 horas de trabalho, você tem que liberá-lo em algum momento deste período”, disse o Procurador-Geral do Trabalho.
Moraes anunciou durante a sessão do TSE que irá se reunir com federações da indústria e comércio para tratar do assédio eleitoral. Ele não confirmou quando será o encontro e quais entidades devem participar.
O ministro ainda disse que a comissão de combate à desinformação deve passar a auxiliar os trabalhos do MPT e da Procuradoria-Geral Eleitoral contra esse tipo de assédio.
“Temos de banir esse absurdo que é o assédio eleitoral”, afirmou Moraes, que disse que os autores desse tipo de pressão devem responder a ações civis e penais.
Após o fim do primeiro turno, a disputa para o governo do Estado se afunilou entre ACM Neto (União) e Jerônimo Rodrigues (PT). Agora, os candidatos ajustam suas agendas para conseguir a vitória no pleito marcado para o dia 30 de outubro. Confira a agenda dos postulantes ao Palácio de Ondina nesta quarta-feira (19):
Jerônimo Rodrigues (PT):
Manhã
7h15 – Entrevista em São Paulo.
8h00 – Entrevista em Salvador.
8h30 – Gravação de programa eleitoral.
Tarde
13h30 – Entrevista TV Record.
14h00 – Carreata em Pojuca.
15h30 – Caminhada em São Sebastião do Passé.
17h00 – Carreata em Simões Filho.
ACM Neto (União):
Manhã
9h00 – Evento em Barra.
11h30 – Carreata em Irecê.
Tarde
12h30 – Entrevista na Rádio Caraíbas, de Irecê.
14h00 – Evento em Irecê.
Noite
18h – Caminhada em Barreiras.
Disfarçadas de “instruções” eleitorais, as fake news do segundo turno têm como objetivo aumentar o número de abstenções. Nos grupos de família e nas redes sociais, layouts de sites ou de jornais são copiados para confundir o eleitor. Duas desinformações que mais têm circulado são sobre o voto em si, no próximo dia 30. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Circulou nas redes que eleitores do candidato à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não precisavam ir às urnas no segundo turno, pois o voto em primeiro turno já estaria garantido e contabilizado nos equipamentos. Houve, ainda, milhares de compartilhamentos de que aquelas que não votaram no primeiro turno estariam impedidos de comparecer às urnas no segundo.
Outra fake news desmentida foi relacionada com um tuíte que informava falsamente que o número de Jair Bolsonaro seria, nas atuais eleições, o mesmo usado em 2018: no caso o 17, quando o candidato concorreu pelo PSL (que foi incorporado ao DEM e formou o União Brasil). Bolsonaro, na verdade, hoje é filiado ao PL, que tem outro número de legenda.
Também foi inventado que aposentados e pensionistas deveriam votar em determinado candidato à presidência da República para ter a prova de vida validada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Todas essas “informações” são falsas. A Justiça Eleitoral desmentiu essas notícias por meio de sua checagem de dados, o Fato ou Boato.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando o segundo turno da corrida presidencial, de acordo com o novo levantamento do Ipec, publicado na noite desta segunda-feira (17).
Lula, que tinha 51% das intenções de votos totais na pesquisa anterior, oscilou negativamente para 50% nesta semana. O atual presidente Jair Bolsonaro (PL), por outro lado, saiu de 42% para 43% da preferência.
As intenções de votos brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados ainda se disseram indecisos quanto ao quadro eleitoral para a presidência.
Considerando apenas os votos válidos, quando não se contabiliza brancos, nulos e indecisos, Lula aparece com 54%, contra 46% de Bolsonaro.
O Ipec entrevistou 3.008 eleitores presencialmente em 184 municípios brasileiros, entre os dias 15 e 17 de outubro. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-02707/2022.
Nesta sexta-feira, 21, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista promove uma Sessão Especial para discutir a temática do Outubro Rosa. Essa audiência é uma iniciativa do mandato da vereadora Lúcia Rocha (MDB) e acontece às 9h, no Plenário Carmen Lúcia.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Campanha Outubro Rosa foi criada em 1990 e é realizada anualmente como forma de promover ações de conscientização e prevenção contra o câncer de mama, que acomete milhares de mulheres todos os anos. Ainda segundo o Inca, para cada ano do triênio 2020-2022, é estimado que 66.280 mulheres sejam vítimas do câncer mamário. Já o risco para cada 100 mil mulheres é de 61,61 casos.
SERVIÇO
Data: 21 de outubro
Horário: 09h
Local: Câmara Municipal – Memorial Câmara
Rua Zeferino Correia, nº 19
Em razão da longa estiagem que atinge o município de Vitória da Conquista, a Prefeitura declarou situação de emergência, por meio do Decreto n° 22.184/2022, publicado no início do mês, no Diário Oficial do Município (DOM), nos 11 distritos: Bate-Pé, Dantilândia, Inhobim, São Sebastião, Cabeceira do Jiboia, São João da Vitória, Cercadinho, Iguá, Veredinha, Pradoso e José Gonçalves. Com a medida, 120 localidades rurais (cerca de 16 mil pessoas) são atendidas pela Operação Carro-Pipa (OCP).
A ação tem como referência o parecer técnico da Coordenadoria Municipal da Defesa Civil. De acordo com o órgão, o município, que possui mais de 85% de seu território dentro do semiárido nordestino, tem sofrido com a escassez de chuvas, o que aumenta a carência de água potável para a população da zona rural. Esse quadro, segundo os institutos de meteorologia, deve permanecer, acarretando em perdas significativas na lavoura e pecuária.
É o decreto, como explica o coordenador da Defesa Civil Municipal, José Antônio Vieira, que autoriza a adoção de medidas para assistir a população afetada. “Por meio dele, temos o convênio com o Exército Brasileiro, renovável a cada seis meses, para atender a população da zona rural, com a distribuição de água potável. É a chamada Operação Carro-Pipa (OCP), que é fundamental diante da estiagem que temos enfrentado”, disse José Antônio Vieira.
Segundo o coordenador, 16 carros-pipas são abastecidos até três vezes por dia, no manancial da empresa concessionária de serviços de saneamento básico, para transportar água potável para as mais de 120 localidades rurais, o que representa, aproximadamente, 16 mil pessoas beneficiadas na operação.
A lavradora Nalanda Souza mora com seus pais e mais três irmãos no povoado Boa Vista, distrito do Iguá, e é uma das pessoas beneficiadas pela ação. “É muito importante estarmos recebendo essa água aqui hoje. É ela que nós utilizamos para fazer a nossa comida. Tem sido muito seco aqui nos últimos tempos, então, ficaria muito difícil se não tivéssemos essa ação”.
Uma mulher foi detida após ser flagrada praticando tráfico de drogas na noite da última segunda-feira (15) no bairro Alto Maron, em Vitória da Conquista.
De acordo com informações policiais, uma guarnição do PETO da 77ª CIPM foi acionada por um popular que informou ter visto, naquela mesma rua, uma pessoa entregando uma sacola contendo drogas para outra dentro de um carro.
Diante das informações, o PETO realizou a abordagem ao veículo indicado e encontrou uma quantidade de substância aparentando ser cocaína. Diante da abordagem, omotorista informou que era usuário e que teria comprado a droga com uma mulher em uma rua próxima dali.
Em seguida, a guarnição se direcionou ao local indicado e constatou que uma mulher com as mesmas características informadas jogou uma sacola no chão ao perceber a presença policial.
Dentro da sacola, também foi encontrada substância análoga à cocaína. Ambos os suspeitos foram apreendidos e apresentados junto com o material ao Plantão Central do Disep.
Foram apreendidas 298 porções de substância análoga à cocaína; R$ 1652,00 e dois aparelhos celulares. *Blog do Sena.
Essencial para o diagnóstico do câncer de mama, a mamografia é atualmente a principal forma de rastrear a doença. A realização do exame é indicada pelo menos uma vez a cada dois anos, para mulheres com idades entre 50 e 69 anos, no Sistema Único de Saúde (SUS).
No entanto, entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), defendem a realização anual do exame a partir dos 40 anos de idade. “A diferença de idade preconizada para os exames de rastreio é um fator que deixa descoberta parte da população. As mulheres com idades entre 40 e 49 anos são responsáveis por cerca de 15 a 20% dos casos de câncer de mama”, explica a médica Marina Sahade, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.
Mesmo com a idade inicial para começar a fazer mamografias de rastreio aquém daquela indicada pelas sociedades médicas, menos de 10% das mulheres que se tratam no SUS são cobertas pelas mamografias. De acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram realizadas em todo o Brasil 3.145.930 exames de rastreamento em 2021.
Relacionando esse número com dados do IBGE, mulheres com idades entre 50 e 69 anos representaram 16,3% da população. Considerando uma população geral de 212,7 milhões de brasileiros, calcula-se, portanto, que apenas 9% das mulheres realizaram a mamografia preventiva para câncer de mama no Brasil no ano passado. As informações são do portal Metrópoles.