A Bahia registra 28.715 casos confirmados de coronavírus (Covid-19), o que representa 19,09% do total de notificações no estado. O boletim epidemiológico ainda contabiliza 12.406 pessoas recuperadas, 910 óbitos e 15.399 indivíduos monitorados pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.
Os casos confirmados ocorreram em 341 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (56,99%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes foram Ipiaú (7.673,36), Itajuípe (7.173,88), Uruçuca (6.774,21), Urandi (5.823,03) e Salvador (5.650,78).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 45.274 casos descartados e 76.423 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 16 horas desta segunda-feira (8).
Na Bahia, 4.129 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui.
Taxa de ocupação
Na Bahia, dos 1.977 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.103 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 56%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 813 leitos exclusivos para o coronavírus, 563 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 69%. Cabe ressaltar que o número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Intercorrências com equipamentos, rede de gases ou equipes incompletas, por exemplo, inviabilizam a disponibilidade do leito. Ressalte-se que novos leitos são abertos progressivamente mediante o aumento da demanda.
Óbitos
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 910 mortes pelo novo coronavírus. Conforme perfil detalhado abaixo, os óbitos não ocorreram nas últimas 24 horas.
880º óbito – homem, 97 anos, residente em Salvador, portador de diabetes e demências, incluindo Alzheimer, foi internado dia 11/05 e veio a óbito dia 25/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
881º óbito – mulher, 91 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, foi internada dia 28/05 e veio a óbito dia 30/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
882º óbito – homem, 74 anos, residente em Salvador, portador de diabetes, foi internado dia 28/05 e veio a óbito dia 30/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
883º óbito – homem, 70 anos, residente em Santo Estevão, portador de diabetes, foi internado dia 21/05 e veio a óbito dia 02/06, em unidade da rede pública, em Salvador;
884º óbito – homem, 78 anos, residente em Prado, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 01/06 e veio a óbito dia 07/06, em unidade da rede pública, em Teixeira de Freitas;
885º óbito – homem, 72 anos, residente em Salvado, sem informação sobre a existência de comorbidades. Sem informação acerca da data de admissão, e veio a óbito dia 05/06, em unidade da rede pública, em Salvador;
886º óbito – homem, 56 anos, residente em Camaçari, portador de hipertensão arterial e obesidade, foi a óbito em domicílio, em Camaçari;
887º óbito – homem, 60 anos, residente em Salvador, portador de doenças autoimunes e imunodeficiência, foi internado dia 15/05 e veio a óbito dia 26/05, em unidade da rede privada, em Salvador;
888º óbito – mulher, 79 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, foi internada dia 03/05, e veio a óbito dia 20/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
889º óbito – mulher, 75 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, foi internada dia 05/05 e veio a óbito dia 29/05, em unidade da rede filantrópica, em Salvador;
890º óbito – mulher, 56 anos, residente em Itaberaba, portadora de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e doença hepática, foi internada dia 17/05 e veio a óbito dia 05/06, em unidade da rede pública, em Lauro de Freitas;
891º óbito – homem, 45 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 24/05 e veio a óbito dia 01/06, em unidade da rede pública, em Salvador;
892º óbito – mulher, 66 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, data de admissão não informada, veio a óbito dia 19/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
893º óbito – mulher, 63 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, doença cardiovascular, doença respiratória crônica e obesidade, foi internada dia 26/05 e veio a óbito dia 31/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
894º óbito – mulher, 92 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, diabetes, doenças endócrinas e nutricionais, foi internada dia 19/05 e veio a óbito dia 30/05, em unidade da rede privada, em Salvador;
895º óbito – mulher, 48 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, data de admissão não informada, veio a óbito dia 23/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
896º óbito – mulher, 66 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e diabetes, foi internada dia 29/05 e veio a óbito dia 31/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
897º óbito – mulher, 73 anos, residente em Camaçari, sem comorbidades, foi internada dia 05/06 e veio a óbito na mesma data (05/06), em unidade da rede filantrópica, em Salvador;
898º óbito – mulher, 39 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, data de admissão não informada, veio a óbito dia 27/05,em unidade da rede pública, em Salvador;
899º óbito – mulher, 55 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, data de admissão não informada, veio a óbito dia 22/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
900º óbito – mulher, 66 anos, residente em Simões Filho, portadora de diabetes, foi internada dia 03/06 e veio a óbito 04/06, em unidade da rede pública, em Simões Filho;
901º óbito – mulher, 56 anos, residente em Feira de Santana, portadora de hipertensão arterial e doença renal crônica, data de admissão não informada, veio a óbito dia 07/06, em unidade da rede pública, em Feira de Santana;
902º óbito – mulher, 69 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e doença cardiovascular, foi internada dia 15/05 e veio a óbito dia 02/06, em unidade da rede pública, em Salvador;
903º óbito – mulher, 41 anos, residente em São Gonçalo dos Campos, portadora de diabetes, data de admissão não informada, veio a óbito dia 06/06, em unidade da rede pública, em São Gonçalo dos Campos;
904º óbito – homem, 47 anos, residente em Valente, portador de hipertensão arterial, neoplasias, doença do sistema nervoso e obesidade, data de admissão não informada, veio a óbito dia 31/05, em unidade da rede pública, em Salvador;
905º óbito – homem, 64 anos, residente em Salvador, portador de diabetes, foi internado dia 17/05 e veio a óbito dia 03/06, em unidade da rede filantrópica;
906º óbito – mulher, 85 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial. Sem informação sobre a data de internação, veio a óbito dia 05/06, em hospital da rede particular, em Salvador;
907º óbito – mulher, 80 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus. Internada dia 26/05, veio a óbito dia06/06, em hospital da rede particular, em Salvador;
908º óbito – mulher, 21 anos, residente em Salvador, sem informação acerca de comorbidades. Sem informação sobre a data da internação, veio a óbito dia 06/06, em hospital filantrópico, em Salvador;
909º óbito – homem, 51 anos, residente em Salvador, sem comorbidades. Internado dia 22/05, veio a óbito dia 06/06, em hospital da rede particular, em Salvador;
910º óbito – mulher, 81 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus, demência, Alzheimer e doenças endócrinas e nutricionais. Internada dia 25/05, veio a óbito dia 29/05, em hospital filantrópico, em Salvador.
Mais da metade das 15.933.101 pessoas que tiveram o auxílio emergencial negado recebeu a recusa por aparecer como empregadas no cadastro do governo. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, foram 8.026.527 de recusas por este motivo. O benefício é pago a desempregados e microempreendedores que estão parados em virtude da pandemia.
Segundo a Dataprev, responsável por coordenar a operação, 1.066.801 recorreram da negativa. A Defensoria Pública da União vem atuando em inúmeros casos de pessoas que, embora desempregadas, aparecem com vínculo ativo nos registros oficiais e, por isso, não conseguem receber o valor de R$ 600.
Uma das suspeitas da DPU é que o governo esteja usando bases de dados desatualizadas –para trabalhadores da iniciativa privada, a fotografia da análise é de março. Quem perdeu o emprego no primeiro mês após o início do isolamento deve ser considerado inelegível pelo sistema.
As atividades presenciais na Câmara Municipal de Vitória da Conquista permanecem suspensas até o dia 14 de junho, conforme a Portaria Nº 15/2020. O documento foi publicado no Diário Oficial do Município na última sexta-feira, 05, e começou a valer nesta segunda-feira (08).
A prorrogação se deve ao agravamento da pandemia da Covid-19, com aumento expressivo do número de pessoas contaminadas no município. Mas as sessões legislativas continuam sendo realizadas de forma virtual, por meio do Sistema de Deliberação Remota (SDR), instituído por meio da Resolução nº 072/2020”. O sistema permite a tramitação normal das matérias no âmbito legislativo, com discussões e votações.
Durante a suspensão parcial das atividades da Câmara Municipal, os servidores e assessores parlamentares trabalham em regime de home office, ressalvados àqueles que, a critério da administração e por necessidade do serviço, sejam escalados para cumprirem jornada especial na sede da própria Câmara.
Os servidores e assessores parlamentares, que eventualmente precisem ingressar nas dependências da Câmara, deverão utilizar máscaras e higienizar as mãos com frequência, inclusive na recepção antes de adentrar ao recinto, onde está sendo disponibilizado álcool em gel.
Segundo o presidente da Casa do Povo, Luciano Gomes (PCdoB), abrir as portas do legislativo nesse momento significa aglomeração, pois é grande o número de pessoas que visitam a Câmara diariamente, principalmente em ano eleitoral. “As visitas, o contato do vereador com o povo faz falta, mas o momento é de cautela, de cuidado, por isso optamos por manter o funcionamento suspenso até que possamos ter plena segurança de que a pandemia passou”, disse.
Três meses após o registro do primeiro caso de covid-19 na Bahia, dia 6 de março, em Feira de Santana, a doença chegou a 337 municípios, com 23.250 casos confirmados e 879 óbitos, segundo boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) de ontem. Com adoção de uma série de medidas para reduzir a circulação de pessoas, na última quinta-feira, a Bahia tinha 157,8 casos por 100 mil habitantes, ocupando a 20ª posição nacional em incidência da Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde (MS).
A suspensão das aulas nas redes pública e particular em toda a Bahia, a suspensão do transporte intermunicipal – atualmente englobando 290 cidades, e a determinação do uso obrigatório de máscaras estão entre dezenas de estratégias adotadas pelo governo estadual para reduzir a disseminação do novo coronavírus. Em parceria com gestores municipais, também foi decretada a antecipação de feriados e a implantação de toque de recolher.
Para o secretário da saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, cada uma das medidas contribuiu para a redução da taxa de crescimento de casos, que chegou a ser superior a 30% ao dia. ‘Estamos trabalhando com taxas inferiores a 5%, com isso nós conseguimos ‘lentificar’ a curva de crescimento, o que nos permitiu adequar a rede hospitalar, de modo a absorver a demanda que vem sendo gerada todos os dias’, avalia.
Considerando leitos preexistentes e os criados para aumentar a capacidade de atendimento público durante a pandemia, o boletim da Sesab, de ontem, informou que a Bahia conta com 814 UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) e 1878 leitos clínicos exclusivos para Covid-19, com taxa de ocupação de 68% e 55% respectivamente.
A Sesab ressalta que novos leitos são abertos progressivamente, de acordo com a demanda, e que a previsão é que 3.043 leitos clínicos e UTI exclusivos sejam disponibilizados em toda a Bahia, sendo 1.389 no interior e 1.654 na capital. Os números de ontem apontam que 88,5% do total programado já está em funcionamento.
Na linha de frente do funcionamento desses leitos, os profissionais de saúde representam cerca de 14,5% dos casos de Covid-19 registrados em todo o estado. De acordo com os sindicatos que representam os servidores estaduais e os trabalhadores terceirizados do setor é preciso melhorar a qualidade dos equipamentos de proteção fornecidos aos profissionais, como máscaras N95, e efetivar o pagamento de 40% de insalubridade.
Questionada sobre o tema, a Sesab afirmou que a máscara N95 deve ser utilizada em procedimentos com geração de aerossóis, a exemplo da intubação traqueal e ventilação não invasiva. A secretaria garantiu ainda que ‘todos os profissionais que atuam em unidades hospitalares possuem adicional de insalubridade, com diferentes níveis a depender do setor de lotação’.
Projeção
De acordo com o titular da Sesab, a previsão é de que até o final do mês, a curva de crescimento de casos ativos chegue ao platô, estágio no qual o número diário de casos novos será igual ao de pacientes recuperados a cada dia. Ontem, 12.131 dos casos confirmados encontravam-se recuperados, mas o boletim da secretaria não especifica os registrados nas últimas 24 horas.
Vilas-Boas considera que se a chegada ao platô ocorrer com todos os leitos de UTI plenamente operacionais e manutenção da baixa letalidade que tem sido registrada no estado, medidas para flexibilizar o distanciamento social podem ser adotadas.
‘O primeiro critério que é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é que haja uma diminuição de casos e de óbitos sustentada ao longo de 14 dias’, explica a vice-coordenadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz), Maria Yuri Ichihara. A pesquisadora comenta que não tem maior detalhamento de cada município, mas considerando o panorama baiano não se percebe essa redução.
Maria Yuri esclarece que pode haver quedas pontuais, então é necessário considerar sua manutenção por 14 dias, por esse ser o período médio considerado para a transmissibilidade.
Dessa forma, uma queda que mantém por 14 dias é um indicativo de que houve redução na transmissão do vírus.
A pesquisadora conta que modelagens feitas pela Rede CoVida, uma iniciativa conjunta do Cidacs com a Universidade Federal da Bahia, indicam que o número de casos de Covid-19 na Bahia seria maior sem a adoção de medidas em prol do isolamento social. ‘Ainda não temos todo o conhecimento sobre essa pandemia, mas provavelmente as medidas contiveram o crescimento no estado’, comenta.
Matéria do Jornal A Tarde de 8 de junho de 2020
A prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira, usou as redes sociais para informar que recebeu alta após testar positivo para a Covid-19. Oliveira saiu do Hospital Navegantes na tarde deste domingo (7), uma semana após comunicar que tinha sido infectada pelo novo coronavírus. Na mensagem enviada via redes sociais, a prefeita disse que se sentia muito bem e agradeceu o apoio recebido.
“Estou muito feliz por estar recebendo alta, de poder ir para minha casa, mesmo continuando o isolamento. Mas estarei do lado de minha família. Quero agradecer, primeiro, a Deus, pela oportunidade que está me dando de mais uma vez vencer uma batalha e sair vitoriosa”, declarou.
Segundo último boletim da vigilância epidemiológica local, Porto Seguro já tem 190 casos confirmados de novo coronavírus, com 120 em isolamento e sete internados, e um óbito.
A apresentadora e repórter da Rede Bahia, afiliada do Grupo Globo, Camila Marinho, usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira (8), para informar sobre testou positivo para Covid-19.
Camila destacou que por toma todos os cuidados como uso de máscaras, uso frequente de álcool 70, sair somente em casos de necessidade como ir ao supermercado, farmácia e ao trabalho, ela se sentiu surpresa com o resultado do teste.
A jornalista destacou que a TV Bahia mantém todo protocolo de segurança e cuidado com os funcionários que foram submetidos a um esquema de rodízio semanal para evitar a ida ao trabalho todos os dias.
Apesar do susto pelo diagnóstico, Camila ressalta que está bem.
ASSISTA:
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A repórter do Redação Brasil Andrea Póvoas conversou hoje (8), com o secretário de Administração Pública Municipal, Kairan Rocha sobre o balanço da primeira semana de reabertura do comércio em Vitória da Conquista.
Segundo o Secretário, foi identificado, de fato, um aumento no fluxo de pessoas pela cidade, porém, de acordo com os parâmetros de segurança adotados pelo Município foi possível dá continuidade as fases de reabertura do comércio em Vitória da Conquista.
OUÇA:
Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informa que, para possibilitar a instalação de novos equipamentos na estação de bombeamento que atende a parte alta da Zona Oeste de Vitória da Conquista, visando maior segurança operacional, o abastecimento de água será temporariamente interrompido nesta região da cidade às 8h desta quarta-feira (10). Veja abaixo a relação dos bairros afetados.
O serviço programado será concluído no final do dia, quando o fornecimento de água tratada nesta região será restabelecido e regularizado gradativamente nas áreas eventualmente afetadas.
Até a completa regularização do abastecimento, a Embasa recomenda o uso criterioso da água armazenada nos reservatórios domiciliares, evitando usos que possam ser adiados e todas as formas de desperdício. Os moradores que possuem reservatório com capacidade de armazenamento suficiente para o atendimento das necessidades diárias não sentirão os efeitos da interrupção temporária.
Bairros afetados – Miro Cairo (Conjuntos habitacionais Minha Casa Minha Vida), Vilas Serranas, Cidade Maravilhosa, Bateias, Nossa Senhora Aparecida e Bruno Bacelar.
As obras realizadas pela Prefeitura Municipal no Terminal da Lauro de Freitas foram tema de audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Vitória da Conquista, de forma virtual, na manhã desta segunda-feira, 08. A desinformação sobre a execução dos trabalhos, ausência de planejamento adequado e o uso de recursos próprios nesse período de pandemia foram os principais pontos abordados na reunião, que contou com a participação dos vereadores da Bancada de Oposição da Casa do Povo e representantes dos comerciantes da Lauro de Freitas.
O vereador Danilo Kiribamba (PCdoB), autor da proposta, disse que as obras do terminal de ônibus da Lauro de Freitas estão sendo feitas com recursos do município, pois a Caixa Econômica ainda não liberou os recursos do Finisa 2. “A prefeitura está fazendo com recursos próprios, o que é inadmissível nesse período de pandemia”, lamentou, lembrando que esses recursos deveriam estar sendo investidos no combate à pandemia do novo coronavírus. “Isso é jogada política e eleitoreira, deixar de cuidar das pessoas pra fazer obra”.
Morador da Lauro de Freitas e empresário responsável por um empreendimento nessa avenida, Rafael Souza reclamou da falta de diálogo da prefeitura para a concepção e execução da obra. “Até agora ninguém da prefeitura falou nada. Foi muito aleatório, antidemocrático”, apontou ele. “Era pra gente ter feito um estudo antes”, cobrou. “Um dos meus questionamentos é sobre a vazão das águas pluviais. Tem estudo? Algum engenheiro fez? Esse estudo foi dimensionado, para não acontecer o que aconteceu na Olívia Flores?”, perguntou ele, temeroso de que as obras dificultem o escoamento de águas no futuro terminal de transbordo. Outras dúvidas apontadas pelo empresário foi para onde serão levados os ambulantes que foram tirados de seus posicionamentos originais, além de informações seguras de quando as estruturas começarão a ser instaladas, bem como o prazo para a finalização das obras.
A vereadora Nildma Ribeiro (PCdoB) cobrou da Prefeitura Municipal o detalhamento da obra. Para ela, a decisão de iniciar uma obra em meio a uma pandemia é temerária, porque afeta a população e os comerciantes da região. Nildma solicitou a presença de um representante da gestão municipal e da empresa responsável pela execução para que explicações sejam dadas à população e à Casa.
O vereador Cícero Custódio (PT) demonstrou tristeza em fazer parte de uma audiência tão importante sem nenhum representante do Executivo Municipal: “Mais uma vez a prefeitura falta com respeito ao Legislativo e à própria população”. Lembrou que muitas pessoas estão sendo prejudicas com a realização de uma obra “realizada sem planejamento”. Cícero disse que desde 2016 vem cobrando a realização dessa obra, mas que “esse não é o momento de executá-la. Estamos vivendo uma pandemia e o recurso poderia ser investido na saúde. Temos o exemplo dos testes que estão levando sete dias para serem feitos, poderia investir para agilizar esse processo”, explicou.
A vereadora Viviane Sampaio (PT) lamentou a ausência da Prefeitura Municipal na audiência, mesmo tendo sido convidada. Ela apontou que o Governo Herzem não enviou o projeto da obra para a Câmara Municipal. “Nós conhecemos o projeto do terminal de ônibus pelas redes sociais. O prefeito não teve a responsabilidade e o respeito de apresentar esse projeto na Câmara”, lembrou a vereadora. “Nós também queremos conhecer esse projeto”, disse ela, propondo que seja apresentado um requerimento para que o documento e o planejamento da obra sejam devidamente apresentados ao Poder Legislativo Municipal. Viviane criticou a falta de planejamento da obra, que tem provocado aglomeração de pessoas nas calçadas e nas portas das lojas, já que parte da Lauro de Freitas está interditada. “Realmente eu me assustei. Trouxe um prejuízo para os comerciantes e perigo para a população”, apontou ela. “Esse Governo cuida das assessorias, mas da nossa população, infelizmente estamos realmente à deriva. Não é só de concreto que a cidade vive. A cidade precisa de políticas públicas”, emendou a vereadora.
Valdemir Dias (PT) lamentou a ausência de um representante da prefeitura na audiência. Ele afirmou que é recorrente essa prática por parte da gestão municipal. Segundo Dias, a atual gestão herdou recursos para essa ação, mas postergou a obra por mais de três anos. Para o vereador faltou diálogo por parte do prefeito, pois a obra foi iniciada sem apresentação de detalhes e num momento de crise com a pandemia.
Rodrigo Moreira (PP) disse que fará uma convocação para que os secretários responsáveis expliquem ao Legislativo como está sendo realizada a obra do terminal: “Através da convocação eles são obrigados a nos responder, dando uma explicação sobre isso”. Segundo o vereador, “o executivo informou que a obra vai durar 18 meses, mas será se os comerciantes vão sobreviver a esses 18 meses?” Lamentou a falta de planejamento para a execução das obras e disse que “se o executivo tivesse feito um planejamento, teria colocado abrigos nos pontos, os comerciantes teriam participado das discussões, mas correram para cumprir os prazos da lei eleitoral”. O edil se disse contra a forma como a obra está sendo feita. “Teve tempo suficiente para realizar a obra e não fez”, concluiu.
O vereador Fernando Jacaré (PT) afirmou que a ausência da prefeitura na audiência é uma falta de respeito com Vitória da Conquista. Ele ressaltou que a Câmara aprovou recursos como o Finisa I e II, para a destinação de várias obras, inclusive revitalização do terminal. Segundo Jacaré, a prefeitura deve utilizar os recursos federais já aprovados para tocar a obra e não recursos próprios. Ele frisou que a pandemia exige um esforço financeiro da gestão municipal, que deve dirigir as verbas próprias para esse fim. Jacaré afirmou que “nós queremos um terminal moderno”, mas no momento certo. Para ele, a prioridade neste momento é cuidar das pessoas.