Não imaginávamos e não gostaríamos de dar essa notícia hoje aqui. É com grande pesar que lamentamos a morte precoce do jornalista e amigo Frarlei Nascimento, de 39 anos.
Frarlei era um apaixonado pelo Jornalismo, sempre comprometido com a ética e ávido em buscar a informação precisa. Trabalhava de forma apaixonada e incansável. Nos seus comentários quase diários no Conquista de Todos, trazia sempre muita reflexão, lucidez, inteligência e responsabilidade. Era muito querido por todos, trazendo sempre um sorriso e notícias, claro. O jornalismo de Vitória da Conquista perde um dos seus grandes nomes. Nós perdemos um colega e amigo parceiro.
Externamos aqui os nossos sentimentos à toda a família neste momento de luto, desejando muita força a todos e deixando aqui o nosso abraço. E que Deus o acolha em seus braços.
Equipe do Conquista de Todos
É muito pesar e tristeza no coração, que o Blog do Redação comunica a morte de um dos blogueiros mais conhecidos de Vitória da Conquista, Flarley Nascimento, 39, do Blitz Conquista.
Formado pela Universidade Estadual Sudoeste da Bahia (Uesb), Frarlei era um jornalista atuante, comprometido e muito querido na Região Sudoeste e no Estado da Bahia. Era dono do Blitz Conquista, mas também já atuou na Rádio Brasil FM, Rádio Sociedade e no Sindicato do Magistério Municipal Público (Simmp).
Ele deixou mãe, esposa e uma filha.
O local e horário do velório ainda não foram divulgados.
Aos familiares e amigos, os nossos mais sinceros sentimentos.
Desde o dia 27 de fevereiro, data das primeiras notificações de casos suspeitos do Novo Coronavírus em Vitória da Conquista, a Secretaria Municipal de Saúde vem registrando todos os casos suspeitos de Síndrome Gripal/Covid-19 e Síndrome Gripal Aguda Grave no município. Quando foi declarada a transmissão comunitária do Novo Coronavírus em todo território nacional, o Ministério da Saúde ampliou o sistema de vigilância de síndromes respiratórias agudas, visando identificar a circulação do Coronavírus, Influenza e outros vírus respiratórios.
Dessa forma, a Secretaria de Saúde passou a registrar todos os pacientes que apresentem Síndrome Gripal no sistema federal e-SUS Notifica, obedecendo as definições. Além disso, com a intensificação da realização de testes rápidos na população do município, a equipe de Vigilância iniciou hoje (6) uma força-tarefa para atualizar os dados no e-SUS Notifica. Por esse motivo, o Boletim epidemiológico deste sábado passa a apresentar um número maior de notificações, com dados de todos os registros de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Gripal Aguda Grave (SRAG).

Com essa atualização, o município registrou no sistema e-SUS Notifica 5.552 notificações de SG/SRAG. Destes, 256 foram confirmados para Covid-19 (150 por exame laboratorial RT-PCR e 106 por Teste Rápido) e 1.322 foram descartados.
Ainda aguardam classificação final no e-SUS Notifica 3.974 casos, sendo que 3.437 deles já evoluíram para cura e 532 apresentaram Síndrome Gripal Leve e permanecem em isolamento domiciliar, enquanto que outros cinco estão hospitalizados aguardando resultado laboratorial. De acordo com a Secretaria de Saúde, 158 deles possuem critérios de coleta para exame laboratorial RT-PCR e 3.730 casos passaram a ter critérios para realização de teste rápido*.
Dos 256 pacientes que testaram positivo para Coronavírus, 216 evoluíram para cura, 35 estão em recuperação (cinco estão hospitalizados e 30 em isolamento domiciliar) e cinco pacientes residentes do município foram a óbito.
Ocupação dos Leitos – Neste sábado (6), a taxa de ocupação dos leitos clínicos baixou para 21,9%, sendo 14,1% deles ocupados por pacientes de outros municípios e 7,8% por pacientes de Conquista. Enquanto que a taxa geral de ocupação de leitos de UTI é de 52%, sendo que em 10% deles estão internados pacientes de Conquista e 42% por pacientes de outros municípios. Neste momento estão internados pacientes de Vitória da Conquista, Brumado, Rio do Pires, Ituaçu, São Paulo (em trânsito), Itapetinga, Jequié, Ipiaú, Ribeirão do Largo, Itagibá, Eunápolis, Rio do Pires, Poções e Barra do Choça.
A rede hospitalar de Vitória da Conquista disponibiliza, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 114 leitos destinados, exclusivamente, para o tratamento do novo coronavírus, sendo 64 enfermarias e 50 Unidades de Terapia Intensiva.
*Critérios estabelecidos pela Nota Técnica COE Saúde Nº 54 de 8 de abril de 2020 (atualizada em 10 de maio de 2020), da Secretaria de Saúde do Estado.
Call Center – A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem sintomas suspeitos.
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista esclarece que sempre esteve ao lado e em defesa da educação conquistense, em todos os âmbitos, empenhando-se na busca por melhorias para os profissionais da área, sejam os da esfera pública ou privada, e trabalhando para resguardar e ampliar os direitos estudantis. Por isso, nos causou estranheza a veiculação de material do Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (SIMMP), questionando a atuação da Casa na problemática do corte de salários de professores realizado pela Prefeitura Municipal, tendo como justificativa a suspensão das aulas em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
Ressaltamos que desde que a Câmara foi informada da situação, a Mesa Diretora e os demais vereadores vêm se esforçando para abrir um canal de diálogo entre a gestão municipal e os profissionais afetados para se chegar a uma solução. Nesse período realizamos audiência pública sobre o tema, com participação do sindicato, encaminhamos requerimento e ofício à prefeitura, além de uma moção de repúdio à mesma pelos cortes, e estamos debatendo intensamente o problema, cobrando da gestão a suspensão imediata da medida. Em nenhuma ocasião nos furtamos de ouvir o SIMMP e de encaminhar e cobrar o atendimento das demandas pela prefeitura, cumprindo o papel desta Casa.
Neste momento de grande gravidade por conta da Covid-19, conclamamos a união de esforços para enfrentarmos a pandemia e seus impactos, e reafirmamos que a Câmara continuará a desempenhar seu papel com compromisso e responsabilidade, defendendo a população conquistense.
Câmara Municipal de Vitória da Conquista
O município de Barra do Choça registrou hoje (6), o primeiro caso de morte de pessoa infectada pelo novo coronavírus – COVID-19. A vítima era uma senhora de 87 anos, moradora de Barra do Choça, segundo informações de Jorge Amorim ela foi transferida para Vitória da Conquista, na manhã desta sexta-feira (05).
A paciente estava internada no HCC, infelizmente, não resistiu e veio a óbito. Faleceu por volta de 1:00 hora, deste sábado (06).
Desde o mês de fevereiro, a Secretaria Municipal de Saúde está monitorando os casos suspeitos de infecção por coronavírus no município. Em 31 de março foi detectado o primeiro caso de paciente infectado e, até a última sexta-feira (5), foram confirmados 223 casos da doença. Nesta semana, foram incluídos ao detalhamento do perfil de pacientes confirmados mais 78 casos registrados.
O detalhamento mostra que a incidência da Covid-19 em pacientes do sexo feminino é maior, registrando 125 casos confirmados, enquanto que pacientes do sexo masculino foram 98. Dentre essas pessoas infectadas, 72 são trabalhadores da saúde.
Dos 223 confirmados, 197 tiveram sintomas de Síndrome Gripal leve e 26 pacientes apresentaram sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Durante esta semana, mais 88 pacientes tiveram evolução positiva no quadro de saúde e já estão curados da Covid-19. Com isso, aumentou para 188 o número de curados. Ainda estão em recuperação 30 pacientes (cinco hospitalizados e 25 em isolamento domiciliar) e cinco pacientes que eram residentes do município faleceram por agravamento de sintomas da doença.
Entre os pacientes infectados, três deles têm entre 0 a 5 anos e outros sete pacientes têm idade entre 6 a 19 anos. O maior número de casos confirmados está concentrado na faixa etária de 20 a 39 anos com 101 pessoas infectadas, além da faixa de 40 a 59 anos que registra o número de 80 infectados. Pessoas com mais de 60 anos corresponde a 32 casos confirmados.
141 pacientes negaram ter alguma comorbidade (quando há duas ou mais doenças preexistentes). Os demais pacientes relataram alguma comorbidade relacionada como Hipertensão (48), Diabetes e doença cardíaca (16), Diabetes (8), Obesidade (13), Doença Pulmonar (17), Neoplasia (5), Anemia Ferropriva (1), Doença Tireoidiana (2), Doença Reumática (2) e Doença Renal (1).
Os casos confirmados são de pacientes residentes de 47 localidades do município: Centro (15), Recreio (8), Candeias (25), São Vicente (2), Brasil (16), Urbis VI (7), Alto Maron (12), Lagoa das Flores (12), Sumaré (2), Boa vista (16), Primavera (5), Campinhos/Loteamento Jatobá (3), Vila América (3), Jardim Valéria (5), Patagônia (10), Guarani (8), Santa Cruz (1), Cidade maravilhosa (1), Morada dos Pássaros (6), Petrópolis (1), Kadija (3), Cruzeiro (4), Pedrinhas (1), Vila Serrana (4), Jurema (4), Bela Vista (1), Felícia (9), Cidade Modelo (1), Santa Cecília (1), Ibirapuera (5), Iracema (4), Miro Cairo (2), Senhorinha Cairo (2), Urbis V (4), Conveima (1), Inocoop (1), Ipanema (1), Jardim Guanabara (1), Jardim Sudoeste (1), Nova cidade(1), Santa Cecília (1), São Pedro (1), Universidade (1), Zabelê (6), Bateias (1), Ayrton Sena (2) e Nossa Senhora Aparecida (2).

Essas informações são registradas no Sistema de Informação Municipal para que a Secretaria de Saúde acompanhe todos os dados e defina as melhores estratégias de controle da disseminação da Covid-19 dentro do município.
Na última quinta-feira, a Lei Complementar nº 135, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa, completou 10 anos. A legislação é considerada um avanço na elaboração, por mobilização popular, e em seu conteúdo.
Ela impede a candidatura e até retira mandatos de pessoas condenadas por decisão transitada em julgado ou por órgãos colegiados da Justiça, seja por prática de crimes comuns, contra o erário público e até em disputas eleitorais.
A lei mudou a história do Brasil. “Ela simboliza a superação de um tempo em que era socialmente aceita a apropriação privada do Estado e, sobretudo, a naturalização do desvio do dinheiro público”, avalia o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também um dos onze ministros Supremo Tribunal Federal (STF).
Barroso estará à frente das eleições municipais de 2020, que deverão ter a data remarcada por decisão do Congresso Nacional por causa da pandemia de covid-19. A seguir a entrevista do ministro concedida à Agência Brasil.
Que balanço o senhor faz da Lei da Ficha Limpa?
Luís Roberto Barroso – Acho que foi uma lei extremamente importante para a vida política brasileira por muitas razões. Primeiro ponto que merece ser destacado é que ela foi resultado de um projeto de lei de iniciativa popular que contou com mais de 1,5 milhão de assinaturas. Houve mobilização da sociedade para que fosse editada uma lei, prevista na Constituição, cujo propósito era proteger a probidade administrativa e a moralidade para exercício do mandato – considerando a vida pregressa dos candidatos. Basicamente, a lei tem um conteúdo: ela torna inelegível, ou seja, não podem se candidatar para cargo eletivo, por oito anos, aquelas pessoas que tenham sido condenadas por crimes graves que a lei enumera, os que tenham tido as contas rejeitadas, ou que tenham sido condenadas por abuso de poder político e poder econômico, sempre por órgão colegiado – portanto, sempre com direito a pelo menos um recurso. Foi um esforço da sociedade brasileira, chancelado pelo Poder Legislativo e sancionado pelo presidente da República, para atender uma imensa demanda por integridade na vida pública. Esta lei, inserida em um contexto maior, de reação da sociedade brasileira contra práticas inaceitáveis, é um marco relevante na vida pública brasileira. Ela simboliza a superação de um tempo em que era socialmente aceita a apropriação privada do Estado e, sobretudo, a naturalização do desvio do dinheiro público.
O senhor sabe quantas candidaturas foram impedidas e quantos políticos diplomados ou já em exercício no cargo perderam mandato por serem fichas sujas?
Barroso – Eu não teria esse dado e menos ainda de cabeça, até porque boa parte dos registros de candidatura não são feitos no Tribunal Superior Eleitoral, mas sim nos tribunais regionais eleitorais. Eu posso assegurar que foram muitas centenas, se não alguns milhares. Temos duas situações. Temos os casos das candidaturas que não são registradas, assim se impede que alguém que não tinha bons antecedentes para fins eleitorais sequer fosse candidato. Nesse caso, há muitos milhares. E temos muitas centenas de decisões de candidatos que chegaram a participar de eleições, muitos concorreram com liminar obtida na Justiça e depois foram julgados inidôneos e tiveram o registro cassado. Um caso emblemático, decidido pelo TSE, diz respeito a novas eleições [para governador] no estado do Amazonas, em que houve a cassação da chapa e a realização de novas eleições.
Como o senhor enxerga algumas manobras para fugir da Lei da Ficha Limpa? Por exemplo, com lançamento de candidaturas laranjas?
Barroso – A questão de candidaturas laranjas não se coloca propriamente em relação à Lei da Ficha Limpa. Ela tem se colocado, e há muitas decisões do TSE nessa linha, em relação à obrigatoriedade de 30% de candidaturas femininas. Há muitas situações em que nomes de mulheres são incluídas na chapa, mas não para disputar verdadeiramente, apenas para cumprir tabela ou para inglês ver, e essas próprias mulheres terminam fazendo campanha para outros candidatos, inclusive repassando as verbas do fundo eleitoral e partidário a que teriam direito. O Tribunal Superior Eleitoral tem reagido com veemência a essa prática, manifestada em mulheres que têm votos irrisórios ou zero votos nas suas campanhas – muitas delas tendo recebido verbas para fazer a sua própria campanha. Nós recentemente, num caso equivalente no Piauí, entendemos que se a chapa tiver candidaturas laranjas se derruba toda a chapa. Se derruba a chapa inteira. Foi uma reação contundente do TSE para essa prática, que eu espero tenha desestimulado de vez, porque as consequências são graves.
No dia que a Lei da Ficha Limpa completou dez anos, a Agência Brasil trouxe percepção de entidades da sociedade civil sobre a legislação. Todas as organizações avaliam positivamente, mas apontam problemas no funcionamento do sistema político que não são tratados na lei. Uma das coisas assinaladas é a possibilidade de que pessoas com ficha suja, eventualmente até ex-presidiários, estejam à frente de partidos políticos, inclusive, decidindo sobre o uso dos recursos dos fundos eleitorais e partidários. Tem alguma coisa que a Justiça Eleitoral possa fazer contra isso?
Barroso – Eu gosto de dizer que o combate à corrupção tem alguns obstáculos. Um deles são os corruptos propriamente ditos. Temos os que não querem ser punidos e os que não querem ficar honestos nem daqui para frente. Tem gente que precisaria reaprender a viver sem ser com o dinheiro dos outros, inclusive gente que já cumpriu pena. Isso tem mais a ver com o estado civilizatório do país do que com a Lei da Ficha Limpa. Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado. Pela Constituição, eles têm autonomia. A Justiça Eleitoral não tem muita ingerência sobre a escolha dos órgãos diretivos dos partidos. Alguns partidos acabam sendo empreendimentos privados para receber verbas do fundo partidário e negociarem tempo de televisão. Eu acho que reformas recentes no Congresso, como a aprovação da cláusula de barreira, e a proibição de coligações em eleições proporcionais, vão produzir uma certa depuração do quadro partidário para que sobrevivam os que tem maior autenticidade programática e verdadeira representatividade. Objetivamente, o que a Justiça Eleitoral pode fazer é cassar os direitos políticos por oito anos, tornando as pessoas condenadas inelegíveis. Mas ela não tem ingerência direta sobre a economia interna dos partidos para impedir a escolha de determinados dirigentes, que melhor fariam se deixassem os espaços da vida pública para uma nova geração mais íntegra, idealista e patriótica. O TSE tem apoiado junto ao Congresso um projeto de lei que já foi aprovado no Senado pela implantação do sistema distrital misto, que é um sistema que barateia as eleições e aumenta a representatividade do parlamento. Nós consideramos que boa parte das coisas erradas que aconteceram no Brasil está associada ao modelo de financiamento eleitoral e ao custo das campanhas eleitorais. Nos achamos que um sistema eleitoral que barateia o custo e aumenta a representatividade do Parlamento nos ajudará a superar essas disfunções associadas ao financiamento eleitoral e a muitas coisas erradas que vem por trás dele.
O que o senhor acha das candidaturas para mandatos coletivos?
Barroso – Essa possibilidade não existe. O que nós temos, hoje ainda na Câmara [dos Deputados], parlamentares que foram eleitos por partidos políticos, porque é obrigatória a filiação partidária, mas que têm por trás de si algum movimento, um conjunto de ideias comuns. É o caso, por exemplo, do Movimento Acredito que elegeu parlamentares em diferentes partidos. Esses parlamentares se elegem por algum partido e exercem o mandato em nome próprio, não é um mandato coletivo, mas eles pertencem a um movimento. Uma questão que ainda vai ser decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral que é a seguinte: alguns desses movimentos firmam com os partidos uma espécie de carta compromisso em que o partido se compromete a aceitar esses vínculos que o candidato tenha com esse determinado movimento. O que aconteceu foi que na reforma da Previdência alguns parlamentares fiéis ao que consideravam ser a posição do seu movimento não seguram a posição do seu partido e aí há na Justiça Eleitoral uma discussão importante sobre fidelidade partidária e a legitimidade de alguma de sanção aplicada a esses parlamentares. Ficou uma discussão se essa carta compromisso do movimento político com o partido vale sobre as orientações partidárias. Eu nesse momento não posso opinar sobre essa questão porque ela está sub judice no TSE.
Isso deve ir a julgamento quando?
Barroso – Isso é difícil de eu responder porque depende de relator. Mas a Justiça Eleitoral é relativamente ágil, de modo que se não for decidir neste final de semestre, deverá ser no início do próximo.
Propaganda ilegal, fake news, abuso de poder econômico e outras ilicitudes poderão anular candidaturas e chapas no pleito que ocorrerá este ano?
Barroso – Antes de responder, que fique claro que estamos falando sobre eleições municipais futuras. Abuso de poder econômico e abuso de poder político invalidaram muitas chapas e há diversos precedentes. As fake news foram um fenômeno das últimas eleições. O mundo inteiro está estudando maneiras de enfrentar esse problema. As eleições americanas tiveram esse problema. O plebiscito sobre Brexit teve esse problema. As eleições na Índia enfrentaram esse problema. De modo que as fake news estão sendo objeto de equacionamento pela legislação e pelo Poder Judiciário de diferentes países.
A primeira prova virtual de triathlon na Bahia começa na próxima terça-feira (9). O objetivo é motivar os atletas e incentivá-los a se manterem ativos, adaptando os treinos em casa.
A competição é promovida pela Federação Baiana de Triathlon, com apoio da Sudesb. As inscrições podem ser feitas por meio do site da entidade. O certame é composto por 03 modalidades: natação, ciclismo e corrida.
O Triathlon Virtual Race será realizado em duas etapas. Dias 9 a 14 de junho (prova curta) e 22 a 28 do mesmo mês a prova média.
O atleta pode escolher a fazer uma das duas provas ou desafio completo. Na etapa de curta distância, o atleta deverá nadar 400m, pedalar 20km e correr 5km. Já na etapa média, as distâncias serão 800m de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida. Podem participar triatletas, realizando todas as modalidades, e equipes de revezamento, onde cada atleta fará apenas uma das modalidades.
“Com a pandemia do coronavírus, estamos todos buscando novos formatos para as relações de trabalho, sociais e também de lazer. Com o esporte não é diferente. Por isso, estamos apoiando esta competição virtual de triatlhon, cujo benefício principal neste momento é manter os atletas mobilizados e estimulados”, disse Vicente Neto, diretor da Sudesb.
NATAÇÃO
A natação poderá ser realizada em modo “NADO SECO”, com borracha de soro ou similar, onde o atleta simulará o nado crawl em um determinado número de rotações, que corresponderá a um determinado tempo. Este número de rotações (braçadas) realizadas em um determinado tempo ou a distância total, valerão como o tempo de natação no ato da validação dos dados.
CICLISMO
O ciclismo será realizado utilizando o rolo e terá como apoio o jogo ZWIFT, que poderá ser utilizado junto com outros atletas no dia oficial da competição ou em qualquer outro momento, desde que na janela do período da prova. O atleta NÃO será obrigado a utilizar o Zwift, podendo utlizar qualquer outro aplicativo ou nenhum deles.
CORRIDA
A corrida também será medida através do menor tempo para determinada distância. Nesta modalidade, não será permitido correr em lugares que não estejam permitidos ou poussuam decreto de bloqueio para esta finalidade.
Após dois dias seguidos com recorde de mortes e divulgação tardia dos números, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) justificou a mudança na metodologia de divulgação sobre vítimas da Covid – que pode significar, na prática, a divulgação de números de mortes menores.
Em uma nota postada por Bolsonaro nas redes sociais, o Ministério da Saúde afirma que o formato usado desde o início da pandemia não oferece uma representação do “momento do país”.
Questionado sobre a mudança da metodologia na manhã deste sábado (6), durante uma visita que fez a Formosa (GO), Bolsonaro não quis responder.
O novo modelo já começou a ser usado no boletim da noite desta sexta-feira (5), quando foi divulgado que o país registrou 1.005 óbitos nas últimas 24 horas. O boletim do Ministério da Saúde não informou o total de mortes e nem o total de casos confirmados da Covid desde o início da pandemia.
A pasta também deixou de divulgar o total de casos em investigação para a doença, que até quinta-feira (4) era de 4.159. O portal do Ministério da Saúde com as informações consolidadas saiu do ar.
As mudanças acontecem depois do país registrar dois dias seguidos com recorde de mortes em um intervalo de 24 horas. Na quarta-feira, foram 1.349 óbitos.
No dia seguinte, quando o Brasil teve um novo recorde de mortes (1.473), atingindo a marca de um morto por minuto em decorrência da Covid-19.
A nota do Ministério da Saúde indica que a pasta vai passar a divulgar apenas os números de mortes e casos de infecção pelo coronavírus registrados nas últimas 24 horas, o que resultaria em números muito inferiores aos atuais.
Desde o início da pandemia, o Ministério vem divulgando com destaque os números de mortes e casos que foram confirmados para a Covid-19 nas últimas 24 horas, incluindo casos de mortes ocorridas em outras datas, mas cuja confirmação para o coronavírus tenha ocorrido no último dia.
O modelo que será abandonado também é usado na divulgação dos dados por praticamente todos os países do mundo.O texto da nota argumenta que a divulgação dos dados de 24 horas permite acompanhar a realidade do país neste momento e definir as melhores estratégias para o atendimento da população.
“A curva de casos mostra as situações como os cenários mais críticos, as reversões de quadros e a necessidade de preparação”, informou o texto, que em seguida critica o modelo anterior de divulgação dos dados.
“Ao acumular dados, além de não indicar que a maior parcela já não está com a doença, não retratam o momento do país. Outras ações estão em curso para melhorar a notificação dos casos e confirmação diagnóstica”, afirma o texto da nota.
O Ministério também defendeu a divulgação dos dados tarde da noite, após as 22h. Na nota postada por Bolsonaro, a pasta argumenta que havia o risco de subnotificação quando os boletins do coronavírus eram tornados públicos às 17h (durante a gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta) e às 19h (gestão de Nelson Teich). Com informações do Bahia Notícias.
Na primeira vez em que houve atraso na divulgação dos dados, na quarta-feira (3), o Ministério da Saúde havia informado que excepcionalmente os números seriam informados às 22h, devido a “problemas técnicos”. Naquele dia, o país registrou um recorde de 1.349 mortes em 24 horas.
No dia seguinte, quando o Brasil teve um novo recorde de mortes (1.473), atingindo a marca de um morto por minuto em decorrência da Covid-19, a pasta novamente divulgou o boletim após às 22h.
O horário de divulgação, portanto, se dá após a conclusão dos principais jornais diários e também após a transmissão dos telejornais do período da noite.
Ao comentar a questão, na sexta-feira (5), o presidente não confirmou ter dado a ordem para a mudança de horário e alegou que os números sairiam mais “consolidados” às 22h. Por outro lado, comentou que “acabou matéria no Jornal Nacional”, em referência ao telejornal da Rede Globo.
“Não interessa de quem partiu [a ordem para modificar o horário], é justo sair às 22h, é o dado completamente consolidado. Muito pelo contrário, não tem que correr para atender a Globo”, disse.
A nota postada por Bolsonaro também afirma que está havendo adequamento de rotinas e fluxos para melhorar extrair os dados diários, o que necessitaria, afirma o texto, aguardar os relatórios vindos das secretarias de saúde dos estados e chegarem os dados.
“Para evitar subnotificação e inconsistências, o Ministério da Saúde optou pela divulgação às 22h, o que permite passar por esse processo completo. A divulgação entre 17h e 19h, ainda havia risco de subnotificação”, afirma o texto.
A mudança no horário de divulgação não foi a única mudança registrada após as sucessivas trocas de ministros da Saúde. Após a saída de Luiz Henrique Mandetta, por exemplo, as entrevistas coletivas para explicar os números e apresentar as medidas de combate à pandemia deixaram de serem diárias.
O fluxo de entrevistas diminuiu ainda mais após a saída de Nelson Teich, que permaneceu menos de um mês no cargo. Teich deixou a pasta por divergência com o presidente a respeito do protocolo para a administração da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes que não estejam em estágio grave da Covid.
Com o atual ministro interino, o general Eduardo Pazuello, as entrevistas coletivas passaram a contar apenas com técnicos da pasta de segundo escalão, como secretários substitutos. O formato também mudou. Os presentes deixaram de responder questões sobre a previsão de pico da pandemia no Brasil.
O secretário substituto de vigilância em saúde, Eduardo Macário, também já havia criticado as perguntas sobre o atual estágio da pandemia no Brasil e criticou a imprensa por usar as expressões “recorde de mortes”.