O ex-presidente da República Jair Bolsonaro defendeu que seja feita uma comparação entre os avanços conquistados durante o governo dele com o atual e os anteriores como forma de deixar, segundo ele, evidenciado os benefícios que foram trazidos à população brasileira entre os anos de 2019 e 2022, mesmo em cenário que contou com uma pandemia e uma guerra que desestabilizaram a economia mundial.
“Nós devemos fazer comparações de como o Brasil foi administrado ao longo das últimas décadas e de como ele foi por nós de 2019 até 2022. Nós provamos algo diferente, algo realmente que fez a diferença. Apesar de quatro anos onde pudemos somente administrar dois, tendo em vista uma pandemia e uma guerra lá fora, o Brasil cresceu, tivemos vantagens, tivemos coisas e temos a apresentar. Isso ficou no coração de vocês”, discursou Bolsonaro, neste sábado (9), durante o Encontro do PL Mulher, no Centro de Convenções de Salvador.
O ex-presidente deixou claro que governou sem fazer distinção de pessoas. “Atendemos a todos, independente das questões pessoais de cada um, buscamos atender a todos os brasileiros. E vocês se lembram: trouxemos água para o Nordeste, criamos o pix, ressuscitamos o modal ferroviário, fizemos uma excelente política externa, valorizamos nosso agronegócio, importante para a nossa economia, tratamos com dignidade os mais humildes, triplicamos o valor do Bolsa Família, ampliamos o nosso comércio com o mundo todo, demos a vocês o legítimo direito à defesa, passamos a mostrar que defender a família é uma questão de orgulho para todos nós”, enumerou.
Jair Bolsonaro ainda destacou o enfrentamento à ideologia de gênero nas escolas. “Quem é pai e quem é mãe sabe que o maior patrimônio nosso são os nossos filhos. Valorizamos a propriedade privada. O MST não agiu no meu governo”, destacou o ex-presidente. “Nós começamos a cantar o hino nacional com emoção, com os olhos lacrimejando, vimos a nossa bandeira verde e amarela sendo hasteada nos mastros do Brasil todo. Passamos a nos orgulhar cada vez mais de um pequeno grande Estado, que é Israel, que é a origem da nossa religião, sem falar que tivemos a melhor primeira-dama do Brasil”, disse o ex-presidente.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer usar os ganhos de arrecadação no começo de 2024 para empurrar a discussão sobre eventual mudança na meta fiscal para o segundo semestre deste ano.
O objetivo central da estratégia é garantir um ambiente propício para que o Banco Central continue cortando a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 11,25% ao ano.
A equipe econômica considera ideal ter ao menos três reduções adicionais de 0,5 ponto percentual cada uma, nas reuniões de março, maio e junho do Copom (Comitê de Política Monetária).
O foco do governo, segundo interlocutores, é “dar um sinal fiscal mais forte” para que a Selic volte a um dígito pela primeira vez desde fevereiro de 2022. Flexibilizar o alvo da política fiscal antes do relatório bimestral de julho poderia abortar o processo e fazer com que a Selic estacione em patamar mais elevado.
O Banco Central já transmitiu, em mais de uma ocasião, a mensagem de que é importante o governo perseverar na busca pelo déficit zero, embora diga que não há relação mecânica entre o quadro fiscal e a decisão sobre os juros.
O plano de adiar o debate sobre a meta, porém, tem riscos políticos. Em um cenário de frustração de receitas, o envio tardio do projeto de lei para flexibilizá-la tende a encontrar um Congresso Nacional já esvaziado pelas eleições municipais. Para conseguir a aprovação célere de um texto do governo, só em caso de acordo prévio, pontuam parlamentares.
Sem aval do Legislativo, a equipe econômica continuaria na obrigação de perseguir o déficit zero e implementar contingenciamentos bilionários em caso de frustração de receitas, já que o simples envio da proposta não é salvo-conduto para afrouxar os gastos.
Além disso, a cúpula do Congresso pressiona o governo a resolver o impasse em torno dos R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão que foram vetadas pelo presidente, para dar lugar a despesas do próprio Executivo com políticas como Auxílio Gás e Farmácia Popular.
Integrantes do governo entraram em campo para convencer os congressistas a aguardarem até o final de março, quando sai o primeiro relatório de avaliação do Orçamento, para ter uma posição mais clara sobre a possibilidade de repor o dinheiro das emendas.
Segundo interlocutores, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sinalizou concordância com o pedido, mas tem feito pressão para que a questão seja resolvida até o início de abril.
Os parlamentares têm urgência em recompor as verbas para conseguir iniciar o processo de execução das despesas antes do período eleitoral, quando há restrições à assinatura de novos convênios. Viabilizar esses instrumentos é visto como algo prioritário pelos congressistas para assegurar o envio de dinheiro a seus redutos em ano de disputas locais.
Também está no radar o risco de acirramento nas mobilizações de servidores, pressionando o Executivo a arranjar verba para conceder reajustes.
Para sanar esses problemas, o governo conta com a possibilidade de abrir um crédito adicional de cerca de R$ 16 bilhões no relatório de avaliação de maio, graças a uma regra especial válida em 2024 aprovada no novo arcabouço fiscal.
O dispositivo permite ao Executivo elevar suas despesas para alcançar a expansão real máxima de 2,5% autorizada pela regra do arcabouço (hoje, o Orçamento aprovado contempla uma correção de 1,7% acima da inflação).
Para isso, a reavaliação bimestral de maio precisa indicar um aumento na arrecadação de pelo menos 3,6% acima da inflação neste ano em relação a 2023 —o que deve ser alcançado mesmo que o governo reconheça frustração de receitas.
O problema é que há um entendimento de que o crédito só pode ser usado se o saldo entre receitas e despesas estiver dentro da margem de tolerância da meta fiscal, que permite um déficit de até R$ 29 bilhões sem necessidade de bloquear recursos.
Com arrecadação menor e gasto maior, a flexibilização da meta já em maio poderia ser necessária para destravar o uso do crédito adicional.
Técnicos experientes ponderam que, mesmo que a revisão do alvo da política fiscal ocorra no fim de maio, o risco da demora na votação permanece.
Parlamentares já estarão envolvidos nas negociações políticas que antecedem as convenções partidárias, que a partir de 20 de julho vão deliberar sobre coligações e indicar seus candidatos.
No ano passado, mesmo sem eleições, o Congresso realizou apenas sete sessões conjuntas, três delas no mês de dezembro. O número é considerado baixo e é visto como um indicativo ruim da atividade legislativa neste ano.
Interlocutores do governo reconhecem que empurrar a mudança da meta para o segundo semestre pode se transformar em um desafio “dificílimo”. Mas o discurso atual é o de que ainda é prematuro debater se a flexibilização será de fato necessária.
De um lado, há receitas significativas que ainda são incertas, como os R$ 34,5 bilhões esperados com a repactuação de contratos de ferrovias.
Mas a aposta do Executivo é que a retomada de investimentos ajudará na reativação da economia após o segundo semestre de 2023 de estagnação. Se isso acontecer, poderia ajudar na arrecadação e reduzir eventual necessidade de contingenciar despesas ou mexer na meta.
Outra medida que pode colaborar é a criação de um limite para o uso de créditos judiciais pelas empresas no abatimento de tributos. Valores preliminares citados nos bastidores vão de R$ 20 bilhões a R$ 60 bilhões, mas os números ainda estão sendo refinados pela equipe técnica.
Por isso, o primeiro relatório bimestral, programado para 22 de março, é considerado como um importante sinalizador da tendência para os meses seguintes.
Idiana Tomazelli/Julia Chaib/Folhapress
A rede de saúde de Vitória da Conquista está enfrentando desafios decorrentes da falta de apoio do município na atenção básica à saúde, o que tem levado à superlotação da Unida de de Pronto Atendimento (UPA) e impactado diretamente no atendimento à população.
Diante dessa situação preocupante, a Direção do Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista e o governo do Estado agiu de forma proativa e disponibilizou para a UPA 60 unidades de longarinas e 60 unidades de poltronas.
Essa ação visa a reestruturação da UPA, contribuindo para um atendimento mais eficiente e humanizado para a população local. É fundamental que as autoridades locais se empenhem em buscar soluções para melhorar a qualidade dos serviços de saúde prestados, garantindo um atendimento digno e satisfatório para todos os cidadãos.
O programa Suas na Comunidade chega ao distrito de Dantelândia, neste domingo (10), com a oferta de serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e de entidades parceiras, a exemplo da Defensoria Pública da União (DPU). A ação será realizada na praça central do distrito, das 9h às 14h.
Iniciativa da Prefeitura de Vitória da Conquista, o Suas na Comunidade é organizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), em articulação com outras secretarias do governo.
Desde janeiro, por meio do programa, a Prefeitura tem ampliado a capacidade de atendimento da rede socioassistencial na zona rural e nos condomínios residenciais do Minha Casa, Minha Vida. Ao todo, já foram realizadas sete edições do programa, com quase três mil atendimentos.
Na ação comunitária de Dantelândia, serão ofertados os seguintes serviços:
– Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif);
– Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi);
– Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)
– Programa Primeira Infância no Suas (PIS);
– Atendimento do Programa Acessuas Trabalho;
– Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti);
– Acesso à Carteira do Idoso;
– Encaminhamentos para Passe Livre Intermunicipal e Interestadual;
– Atendimento para o Benefício de Prestação Continuada (BPC);
– Encaminhamentos para Documentação Civil e/ou regulamentação;
– Encaminhamento para concessão de Benefícios Eventuais (Moradia/Aluguel Social, Auxílio Funeral e Auxílio Viagem);
– Agendamentos para atendimentos nos Creas para inserção nos serviços;
– Cadastro Único (CadÚnico)/Programa Bolsa Família;
– Atendimento para emissão da ID Jovem;
– Atendimento do Programa Minha Casa Minha Vida;
– Encaminhamento para atendimento jurídico e psicológico pela Coordenação LGBTQIAPN+;
– Orientações para acesso à tarifa social de água e energia;
– Encaminhamentos para Documentação Civil e/ou regulamentação;
– Atendimentos da DPU com orientações e encaminhamentos relacionados ao INSS, aposentadoria rural, salário Maternidade, Benefício de Prestação Continuada, auxílio por incapacidade temporária, auxílio doença e pensão por morte.
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), informou nessa sexta-feira (8) que mais três pessoas morreram por dengue no estado. Dois dos pacientes, moravam em Jacaraci e o outro em Vitória da Conquista, no sudoeste. No total, a Bahia soma 12 mortes pela doença somente neste ano.
Ainda segundo a pasta, 122 municípios do estado estão em epidemia. O perfil dos pacientes que vieram a óbito não chegou a ser informado. Porém, foi informado pela Secretaria Municipal de Vitória da Conquista que o terceiro caso do município, foi um idoso de 78 anos.
Ao dar entrada no Hospital Geral de Vitória da Conquista com quadro suspeito de acidente vascular hemorrágico, o idoso ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faleceu no dia 23 de fevereiro. O sudoeste reúne o maior número de mortes no estado, com casos em Jacaraci e Barra do Choça, por exemplo.
Confiras as cidades que registraram mortes por dengue este ano:
O anúncio do novo programa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 26, que pretende usar imóveis abandonados da União para moradia pode gerar cerca de 270 unidades habitacionais divididas entre a capital baiana e a cidade de Itabuna, no Sul da Bahia. De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, os empreendimentos do programa, chamado de Imóvel da Gente, serão destinados à provisão habitacional de interesse social no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida, mas a iniciativa também prevê utilizar os terrenos para outras destinações públicas, como parques, construção de escolas, entre outros.
O Bahia Notícias apurou que a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) declarou que pretende utilizar um imóvel em Salvador com capacidade mínima de 20 unidades habitacionais. O empreendimento, de 950,00 m², fica na Rua Numa Pompílio Bittencourt, s/n, Loteamento Jardim Nova Brasília, Quadra 02, Lote 08, no bairro de Pernambués. A declaração de interesse do serviço público consta na Portaria SPU/MGI Nº 4.798, de 23 de agosto de 2023, disponível do Diário Oficial da União (DOU) do dia 29 de agosto.
O outro imóvel, em Itabuna, pode gerar, sozinho, ao menos 250 unidades habitacionais, de acordo com a SPU. Com área descrita de 26.638,83 m², o empreendimento está localizado na Avenida Manoel Chaves, s/n, no bairro Jaçanã. A declaração de interesse do serviço público consta na Portaria SPU/MGI Nº 5.059, publicada no DOU de 4 de setembro de 2023.
De acordo com a SPU, as prefeituras de Salvador e Itabuna já foram informadas do interesse da União e chamadas para preencher a “Carta-Consulta” disponível no site Patrimônio de Todos, por meio de requerimento eletrônico, acompanhada dos documentos requeridos pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Tristeza e muita comoção na região da Lagoa de Maria Clemência, KM 18, na Zona rural de Vitória da Conquista com a morte prematura do pequeno Pedro Lucas Santos Freire, de apenas 07 anos, depois de 5 dias internado com um quadro de pneumonia, não resistiu. João é bisneto de uma figura muito conhecida em toda a região, Dona Vitória. Não há informações sobre velório ou sepultamento. Aos amigos e familiares os sentimentos do blog do Redação.
A celebração do Dia da Mulher ocorreu nesta manhã de sexta-feira, 8 de março, na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, durante uma sessão solene. Na oportunidade, foi concedido o Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares, instituído em 2005 pela Resolução nº 41/2005, como forma de homenagear mulheres que tenham desempenhado um papel significativo na defesa dos direitos das mulheres e nas questões de gênero na cidade.
No ano de 2024, as mulheres homenageadas, cujos trabalhos foram reconhecidos, incluem: Ivanete Oliveira Santos, Luci Freire Gusmão, Andreia Santos De Araújo, Sâmala Silva Santos, Lucicleide Silva Cunha, Juscimara Santos Almeida. Elas foram destacadas em virtude do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
As mulheres querem viver – A vereadora Márcia Viviane (PT) iniciou seu pronunciamento falando sobre a Marcha das Mulheres, que tem como tema ‘Mulheres Vivas pela democracia’ e ressaltou a luta de todas as mulheres trabalhadoras. Contou que a cada 4 horas uma mulher é vítima de algum tipo de violência. “Infelizmente, em 2023 tivemos um recorde de morte de mulheres”. Afirmou que as mulheres querem continuar vivas em qualquer espaço e lembrou que 2024 é um ano de eleição e que é preciso aumentar o número de mulheres no legislativo municipal. Finalizou falando sobre solidariedade: “Mulheres estão vendo seus filhos morrerem com fome, ontem eu vi uma matéria de bebês que estão morrendo porque as ajudas humanitárias não conseguem chegar. Como mulheres não vamos nos calar diante dessa situação”.
Mulheres querem mais – A vereadora Lúcia Rocha (MDB) destacou que as mulheres gostam de receber o carinho e reconhecimento naturais de todo 8 de março. Rocha ponderou, no entanto, que as mulheres desejam muito mais. “O que queremos de fato é respeito, liberdade, igualdade salarial, segurança, direito à saúde e mais mulheres nos espaços de poder”, apontou ela. Ainda em seu pronunciamento, a vereadora cobrou a implantação do Hospital da Mulher, da Casa Rosa e de políticas públicas que assegurem e melhorem as condições de vida das mulheres. “Esse Dia Internacional da Mulher, é de extrema importância para evidenciar a mulher e para que a sociedade reflita acerca do seu importantíssimo papel perante ela”, disse a parlamentar.
Comemorar os avanços e lutar por uma equidade de fato – A presidente da Comissão da Mulher e da Mulher Advogada da OAB de Vitória da Conquista, Sâmala Silva Santos, destacou a importância de políticas públicas para construção de uma sociedade mais igualitária e justa. “Quais políticas públicas têm sido debatidas nesta Casa em direção aos interesses das mulheres? Elas sinalizam demandas como acesso ao trabalho digno, aumento no número de vagas no ensino infantil para seus filhos, segurança contra violência doméstica e patrimonial”, afirmou. Elencando desafios enfrentados pelas mulheres, a advogada cobrou mais uma vez a atenção do Poder Público para esse contexto. “O que vocês têm de proposta para essas mulheres para que elas consigam romper esse ciclo de violência física e patrimonial? Nesse 8 de março temos que comemorar os avanços e lutar por uma equidade de fato”, concluiu.
A importância de políticas públicas voltadas às mulheres – Representando o Conselho da Mulher e o Fórum de Mulheres de Vitória da Conquista, a professora Maria Otília Soares salienta a importância de políticas públicas voltadas às mulheres, principalmente no campo da educação, saúde, cultura, esporte e da segurança. “Na política, somos minoria em todos os espaços. Isso não é porque não temos capacidade para exercer qualquer cargo, é porque falta que os partidos políticos apliquem na formação e nas condições para que as mulheres tenham interesse em participar”, observa Maria Otília. A professora finaliza sua fala reforçando que é preciso caminhar em busca da igualdade social entre todos, e do respeito para todas as pessoas independente da sua condição.
Dia de rememorar e refletir a luta histórica de mulheres –A Senhora Denísia Fraga Correia falou da importância do 08 de março, “não é um dia simplista de comemoração a mulher mais o dia para rememorar e refletir a luta histórica de mulheres que tiveram suas vidas ceifadas ao reivindicarem melhores condições de trabalho”, disse ela, lembrando do desafio de ser mulher ainda nos tempos de hoje, e com a mesma jornada de trabalho, a mulher ainda ganha 22% menos que os homens, e que tal diferença não se resume ao campo profissional, mas também as mais diversas vertentes da sociedade, “ocupamos apenas 37,4 % dos cargos gerenciais e gastamos o dobro do tempo, que os homens, cuidando de pessoas e dos afazeres domésticos, mas a desigualdade vai muito além, somos vítimas do machismo, da misoginia”, lembrou ela das diversas formas de violências sofridas pelas mulheres, e conclamou as mulheres a perseverarem na luta, com coragem e em busca de direitos, “precisamos ocupar os espaços da sociedade” disse, e finalizou parabenizando a casa legislativa pela aprovação do Título Loreta Valadares, que é símbolo de resistência.
Mulheres da família Gusmão fortes – Dona Luci Gusmão começou agradecendo todas as mulheres da sua família e fazendo um testemunho pessoal de minha vida. Lembrou da sua avó e sua mãe. “Mulheres que fizeram a história, são meu testemunho como criança, como filha, que eu tenho agregando na minha vida pessoal também, tenho a minha sogra, uma mulher extraordinária e para minha surpresa para nossa surpresa quando chegamos em Conquista a fama da família era grande, mas para nossa surpresa as mulheres da família Gusmão são fortes”, falou. Relatou a sua participação na Igreja Nova Sião onde teve a oportunidade de trabalhar com muitas mulheres necessitadas. “Mulheres que precisavam de atendimento espiritual e ali o senhor me abençoou muitíssimo como tem abençoado até hoje”, disse. Relatou um pouco do seu trabalho em diversas localidades, inclusive na zona rural em prol das mulheres e contou um pouco da sua vivencia com as mulheres necessitadas.
Violência ainda é muito grande – A delegada responsável pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Dra. Cristhie Correia, apontou que os números relacionados à violência contra a mulher ainda são muito altos. “Nossas mulheres continuam sendo agredidas e mortas. No ano de 2023 tivemos em Vitória da Conquista mais de 2.200 registros de Boletim de Ocorrência em que a mulher foi vítima de violência doméstico familiar. Encaminhamos para a Justiça mais de 1.100 medidas protetivas de ocorrência para resguardar nossas mulheres”, contabilizou. “Ontem foi o dia de luto nacional pelas vítimas da violência doméstica. Temos que transformar esse luto em luta”, complementou ela.
Misoginia na política – A secretaria municipal de Governo, Jeane Oliveira, participou da solenidade representando prefeita Sheila Lemos. Ela destacou a misoginia presente nos espaços políticos. “A presença de misoginia na política brasileira é um reflexo de uma sociedade marcada por desigualdades de gênero profundas. Desde comentários sexistas até a falta de representação feminina nos espaços de poder, a misoginia se manifesta de diversas formas, minando a participação e a voz das mulheres na esfera política”, destacou. Nesse sentido, Jeane elencou algumas ações que o Governo Municipal tem adotado para fortalecer o protagonismo da mulher na vida pública. “A prefeita Sheila Lemos criou a primeira Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, assinou o decreto que combate o assédio em todos os setores público do município e projeta agora o Centro de Referência à Saúde da Mulher. A prefeita sabe que a mulher une a razão e a emoção e por isso sabe governar no detalhe”, pontuou. Ela encerrou sua participação destacando a contribuição da sua bisavó, Dona Eufrosina Maria de Oliveira Freitas, que ajudou na criação da Santa Casa de Vitória da Conquista. “Infelizmente, não deram a ela o protagonismo que exerceu no desenvolvimento da cidade”, lamentou.
Ativistas Sociais Clamam por Maior Presença Feminina na Prefeitura e na Câmara de Vereadores – Durante a Sessão, foi aberto um espaço para a Marcha das Mulheres poder se manifestar. A ativista Keu Souza fala sobre o manifesto entregue pela Marcha, que reivindica a garantia de existência das mulheres e o seu bem viver. “Precisamos de uma Prefeitura e de uma Câmara de Vereadores que tenha a representatividade em todos os sentidos da diversidade e da pluralidade feminina”, reforça Keu. A ativista observa que a representatividade só vai ser completa quando tiver uma política que pensa na vida das mulheres.
Lutas e conquistas ao longo de uma história – Hermínio Oliveira, presidente da casa, parabenizou todas as mulheres nesta data histórica que as homenageiam pela força, coragem e ao mesmo tempo sensibilidade para administrar a vida cotidiana, o trabalho, o cuidado com a família e com o próximo. “O dia Internacional da mulher nos conclama a aplaudi-las por tantas lutas e conquistas ao longo de uma história, é cada vez mais expressiva a atuação da mulher na família e no mundo do trabalho, ciência, educação, na política e na igreja”, disse ele, reconhecendo a importância da Mulher como pilar que sustenta a sociedade. Hermínio lembrou que a data também serve para denunciar situações de supressão dos direitos femininos, de violência, discriminação e desrespeito com a mulher. E finalizou desejando a todas as mulheres um 08 de Março de concretização e garantia de seus direitos.
Acesso à saúde – O vereador Dr. Augusto Cândido (PSDB) destacou que as mulheres tem tido dificuldades em ter o acesso integral à saúde pública. “As mulheres grávidas não conseguem fazer as ultrassonografias durante a assistência básica. Elas estão fazendo mais pela via particular”, contou. “Precisamos fortalecer o atendimento às mulheres como um todo”, cobrou Cândido.
Desafios a serem superados – O líder da Bancada de Oposição, vereador Valdemir Dias (PT), parabenizou a realização da V Marcha das Mulheres de Vitoria da Conquista. “Hoje é dia de comemorar os avanços e enfatizar a necessidade de reflexão sobre os desafios a serem superados numa sociedade patriarcal como a nossa. Precisamos lutar por políticas públicas e fiscalizar a garantia de todas elas”, afirmou. O vereador lamentou as estatísticas de violência contra mulheres no Brasil. “A cada seis horas, um feminicídio é registrado no país. O que podemos fazer? O que precisa ser feito para superar essa não liberdade?”, questionou.
Alegria de homenagear mulheres – Em seu pronunciamento, o parlamentar Fernando Vasconcelos (PT) destaca a importância da Sessão Especial em homenagem às mulheres. O vereador fala sobre a expectativa de recebimento da homenagem com a entrega do Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares. “Hoje abrem-se as portas para a discussão, para os movimentos sociais, que essa casa é a Casa do Povo e tem na sua representação homens e mulheres”, assegura o edil. Fernando finaliza sua fala destacando a alegria de poder fazer parte, ao longo desses anos, dessas importantes lutas e homenagens.
A importância da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres – O Vereador Luís Carlos Dudé, líder da bancada de situação, destacou a criação da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, com a finalidade de promover os direitos das mulheres, na sociedade, na política, na economia, e na cultura. “Irma foi vice-prefeita e depois a primeira mulher a sentar ali naquela cadeira, e a cidade entendeu o recado”, disse ele, fazendo memória do projeto que levou a cidade de Vitória da Conquista a ter a primeira mulher prefeita, “ uma mulher guerreira e que não mediu esforços para sentar e criar a primeira secretaria para as mulheres, era um sonho que se tornou real porque tem uma mulher na prefeitura de Vitória da Conquista”, disse, e falou também da construção do Hospital da Mulher na cidade, um equipamento essencial para garantir melhor assistência à saúde da mulher. Dudé também falou da importância da participação da mulher no legislativo conquistense, e a falta de mais mulheres no debate realizado na casa cotidianamente.
Homenageadas com o Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares:
“Um, dois, três bênçãos que não têm fim. Perco as contas”. Ao som de Day Macário, começou o evento da Prefeitura de Vitória da Conquista, no Centro Cultural Glauber Rocha, dedicado exclusivamente às mulheres. Na sequência, a prefeita Sheila Lemos mandou uma mensagem às mulheres já que, por motivos de saúde, não pode estar no evento. A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Viviane Ferreira, acompanhada da secretária de Meio Ambiente, Ana Cláudia Passos, e da ex-vice-prefeita Irma Lemos, desejou boas-vindas às mulheres presentes.

“Por recomendações médicas ainda não posso me fazer presente com vocês neste momento festivo, mas podem ter certeza de que estarei aí em pensamento”, informou a prefeita, e ainda desejou: “um grande dia para todas as mulheres presentes neste lindo evento. E eu desejo do fundo do coração que nós sejamos mais respeitadas a cada dia daqui pra frente”.
Sheila ainda anunciou duas importantes políticas que passam a vigorar no município: a Unidade de Acolhimento de Mulheres em Situação de Violência, conhecida por Casa Rosa, que vai acolher mulheres vítimas de violência, e o Selo “Mais Mulheres” para certificar empresas que contratarem vítimas de violência doméstica. “Em Vitória da Conquista, nós cuidamos de nossas mulheres. A Casa Rosa e a sanção da lei são mais uma iniciativa para cuidar das nossas mulheres”, declarou.

A primeira secretária da Mulher, pasta anunciada no evento do ano passado e instaurada ainda em 2023, ressaltou essa conquista. “Para Vitória da Conquista, para todas as mulheres, é um momento de grande conquista, porque a nossa prefeita ao instituir uma secretaria garante às mulheres efetivamente a representação e não só o seu espaço de fala, mas efetivamente políticas voltadas para a sua real proteção”, disse.
Viviane lembrou da importância de celebrar o Dia Internacional da Mulher e das políticas públicas de garantia dos direitos das mulheres implantadas no Município, “pois não tínhamos essa representatividade, esse espaço de voz, e hoje nós conquistamos e vocês são representadas por nós. Nós chegamos num momento em que podemos ocupar mais espaços, concorrer a cargos políticos”, declarou a secretária de Políticas para Mulheres.
A ex-prefeita e ex-secretária municipal de Desenvolvimento Social, Irma Lemos, também ressaltou a diferença que a Secretaria de Políticas para Mulheres vai fazer. “Quero dizer para vocês, mulheres, que nós não vamos parar, nós não podemos parar. Hoje nós temos a coisa que mais queríamos, lutamos e conseguimos que é a Secretaria da Mulher. Vocês não podem imaginar o quanto isso vai ajudar as mulheres da zona urbana e da zona rural”, disse.
Mulheres que inspiram
No quadro “Mulheres que inspiram”, Patrícia Sousa dos Santos, que foi vítima de violência e é atendida pelo Centro de Referência Albertina Vasconcelos (Crav), deu o seu depoimento e incentivou outras mulheres que estão passando por essa situação. “Hoje eu olho para trás e tenho orgulho de ter enfrentado, de ter falado assim como eu tô falando aqui para vocês, todas as verdades. Eu carrego amor, respeito, liberdade para que todas as mulheres que estão aqui hoje possam ser representadas na minha palavra”, comentou.
A Banda da Guarda Municipal ainda executou a música “Maria, Maria” e distribui rosas para as mulheres.
Maria da Ajuda Luz, 64, veio do Oiteiro e acompanhou todas as falas. “Ganhei meu dia hoje. Estou amando. Tá lindo. Deus está abrindo a porta que é para acolher as mulheres que sofrem e essa família. Parabéns”, disse.