Após ser deportado da Austrália e não disputar o Australian Open, o tenista Novak Djokovic pode perder outro torneio de Grand Slam. Sem vacinação, o sérvio pode ser barrado também na França e ficar fora de Roland Garros. Neste domingo (16), o parlamento francês aprovou a lei que exige o comprovante de vacina para circular em locais públicos, inclusive estádios e ginásios esportivos do país. O Ministério do Eporte do governo federal avisou nesta segunda-feira (17) que não haverá exceções.
“A regra é simples. O passe de vacina será imposto, assim que a lei for promulgada, nos estabelecimentos que já estavam sujeitos ao passe de saúde. Isso se aplica a todos que são espectadores ou esportistas profissionais. Isso vale até novo aviso. Agora, ainda que haja uma preocupação, Roland Garros é em maio. A situação pode mudar até lá e nós esperamos que seja mais favorável. Então, vamos ver. Mas claramente não haverá exceção”, diz o comunicado.
O tradicional torneio de Roland Garros está programado para acontecer entre 16 de maio e 5 de junho deste ano. Assim como no Aberto da Austrália, Djokovic também é o atual campeão do Grand Slam francês.
Com informações do Bahia Notícias
O primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 digital e impresso teve 26% de abstenção. Do total de 3,1 milhões de candidatos inscritos, cerca de 2,3 milhões compareceram às provas neste domingo (21), em mais de 1,7 mil municípios. Os números foram divulgados nesta noite pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Considerando apenas o Enem impresso, que concentra a maior parte das inscrições, 3.040.907, as faltas chegaram a 25,5%. O estado com a maior porcentagem de faltas foi o Amazonas, com 40,6%. No Enem digital, 46,1% dos 68.893 inscritos não compareceram ao exame.
“Acredito que o Enem foi um sucesso”, avaliou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, em coletiva de imprensa. Segundo ele, mesmo com número reduzido de inscritos, menor que edições anteriores, a porcentagem de faltas, ainda em período de pandemia, foi baixa e se equipara aos índices de abstenção observados antes da pandemia. “Isso demonstra que, mesmo em pandemia, tivemos uma boa assiduidade”, complementou o presidente do Inep, Danilo Dupas.
Na edição de 2020, aplicada em janeiro deste ano, o primeiro dia do Enem impresso registrou a abstenção recorde de 51,5%. Já no primeiro dia do Enem digital 2020, 68,1% dos 93 mil candidatos inscritos faltaram às provas.
No primeiro dia do Enem 2021, os estudantes fizeram as provas de redação, linguagens e ciências humanas. O exame segue no próximo domingo (28), quando serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza.
Segundo o Inep, os dados apresentados são preliminares. Ainda não há um balanço de quantos estudantes tiveram intercorrências de aplicação, como falta de luz. Esses estudantes terão direito a reaplicação da prova, que será nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022. O período para pedir a reaplicação é de 29 de novembro a 3 de dezembro.
Os dados da segurança também foram apresentados na pandemia. Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos 27 mandados de prisão. Todos de pessoas que já eram procuradas pela polícia por crimes como tráfico de drogas e estupro de vulnerável, e que fizeram inscrição no exame. Não houve intercorrências nas provas.
Interferência
Na coletiva, Ribeiro voltou a afirmar que não houve interferência no Enem por parte da atual gestão. “Acho que os senhores que tiveram acesso a perguntas que foram feitas, puderam notar que eventualmente segue o mesmo padrão”, disse. E acrescentou: “Se tivesse interferência, poderia ser que algumas perguntas nem estivessem ali”.
O Enem ocorre em meio a uma série de polêmicas envolvendo a atual gestão do Inep. Na última sexta-feira (19), às vésperas do exame, a Associação dos Servidores do Inep (Assinep) coletou, organizou e compilou as principais situações enfrentadas pelos funcionários da autarquia, que segundo a organização indicam assédio institucional. Neste mês, 37 servidores pediram exoneração de seus cargos, entre eles estão pessoas ligadas ao Enem. O documento foi entregue a uma série de órgãos e instituições, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União. O TCU negou o afastamento do presidente da instituição, Danilo Dupas.
Rayssa Leal vem surpreendendo a cada etapa do Circuito Mundial de Skate Street e desta vez não foi diferente. Na final deste sábado, em Lake Havasu, no Arizona, a maranhense de 13 anos virou na última tentativa contra a japonesa campeã de Tóquio, repetiu a estratégia da etapa de Salt Lake City, acertou um flip 50-50 de backside e venceu pela segunda vez consecutiva. Pâmela Rosa ficou em quarto na competição após perder o terceiro lugar para Funa Nakayama .
– Esse trofeu é para meus amigos, meu irmão e para os meus pais! – respondeu tímida a medalhista olímpica de prata ainda na pista após vencer.
A final feminina
Rayssa mostrou um skate consistente na pista e apesar de errar uma das manobras apresentadas logo na primeira volta da final, conseguiu a segunda melhor nota, ficando atrás apenas da japonesa medalhista de bronze em Tóquio, Funa Nakayama.
Na sequência de quatro tentativas de melhor manobra, acertou a primeira com backside smith e tirou 6.1 pontos. Na segunda tentativa, a maranhense de 13 anos tentou frontside crook e ganhou 4.8 e assumiu a liderança com 15.6 pontos.
NUNCA ERROU! 🧚♀️#SkateNoSporTV pic.twitter.com/opB9NAVnPc
— SporTV (@SporTV) October 30, 2021
Na terceira, ela se superou com backside tailslide com 6.8 e substituiu uma das notas anteriores e foi para 17.7 pontos no ranking geral.
Finalista das últimas dez edições, Pâmela não conseguiu fazer uma boa volta após cair na primeira manobra da sua apresentação e precisou arriscar. Das quatro tentativas para “best trick”, errou apenas uma e conseguiu avançar para o top 4.
Das oito finalistas, as quatro melhores notas no ranking avançaram para mais duas tentativas de manobra. A disputa então ficou entre Brasil e Japão, com Rayssa e Pâmela contra as medalhistas de Tóquio Momiji e Funa.
Pâmela abriu a rodada final com uma nota 6 e subiu uma posição, ficando momentaneamente em terceiro lugar. As duas japonesas erraram suas primeiras tentativas e Rayssa também não conseguiu finalizar. A paulista tentou melhorar na sua última tentativa e foi para o tudo ou nada para assumir a liderança, mas não conseguiu concluir.
A atual campeã olímpica Momiji Mishiya executou com perfeição sua última cartada, fez oito pontos e passou Rayssa. Repetindo a mesma tática da etapa de Salt Lake City, a brasileira acertou um flip 50-50 de backside, tirou 6.3 pontos e reinou na pista.
FTW. BACK 2 BACK! 🏆@rayssalealsk8 | #SLSPro pic.twitter.com/CS79LaPASB
— STREET LEAGUE (@StreetLeague) October 30, 2021
Por Redação do ge — Lake Havasu, EUA
A Olimpíada de Tóquio se iniciou na última sexta-feira (23), e o evento esportivo tem ‘dado o que falar’ entre os conquistenses. Na madrugada desta terça-feira (27), o Brasil ganhou sua primeira medalha de ouro com o atleta Ítalo Ferreira, campeão do surfe masculino. O repórter João Melo ouviu a população sobre jogos Olímpicos.
Ouça a reportagem completa:
Os Estados Unidos (EUA) irão enviar, pelo menos 20 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para outros países até o final de junho. A informação foi divulgada pelo presidente Joe Biden, nesta segunda-feira (17), marcando a primeira vez que os EUA estão compartilhando imunizantes autorizados para uso interno no país.
Biden anunciou que enviará doses dos imunizantes da Pfizer/BioNTech, da Moderna e da Johnson & Johnson, além dos 60 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca que ele já havia planejado enviar a outros países. De acordo com a imprensa do país, as doses serão entregues até o fim de junho. Não foi especificado a que países serão mandadas, de acordo com o G1.
Ao contrário dos outros imunizantes citados, a vacina da AstraZeneca ainda não está autorizada para uso nos Estados Unidos.
“Assim como na Segunda Guerra Mundial a América era o arsenal da democracia, na batalha contra a pandemia de Covid-19 nossa nação será o arsenal de vacinas”, disse Biden. O presidente afirmou que nenhum outro país enviará mais vacinas ao exterior do que os Estados Unidos.
Os EUA administraram mais de 272 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 e distribuíram aos Estados mais de 340 milhões, de acordo com dados federais atualizados na manhã desta segunda-feira.
Com quase 60% dos adultos norte-americanos tendo recebido pelo menos a primeira dose, o país está bem à frente de muitas nações como o Brasil e a Índia, que estão desesperados por mais doses e lutando para controlar surtos de Covid-19.
Biden está sob pressão global para compartilhar as vacinas dos Estados Unidos, mas o líder norte-americano insistiu que precisava primeiro controlar a pandemia “em casa”.
Serão vacinas das fabricantes Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson —todas aprovadas pela autoridade médica dos EUA, a FDA (Administração de Alimentos e Drogas, na sigla em inglês).
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que o envio já está programado, mas não detalhou para quais países. “Essa é a maior quantidade de doses doadas por qualquer país do mundo”, ela afirmou.
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) realizou na noite desta terça-feira, 11, pelo Sistema de Deliberação Remota (SDR), uma audiência pública para debater propostas de apoio a artistas e músicos do município diante dos impactos causados pela pandemia na área da cultura. A proposição foi dos vereadores Orlando Filho (PRTB), Valdemir Dias (PT) e Alexandre Xandó (PT).
Um dos proponentes da discussão, o vereador Orlando Filho (PRTB) ressaltou que o intuito da realização é “contribuirmos não somente para o alcance de todos àqueles que estão sendo prejudicados, como também formular novas ideias para que nós, como Casa Legislativa, possamos contribuir com esse segmento importante”.
Abertura ao diálogo – O secretário Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Adriano Gama, ressaltou a abertura da gestão da pasta ao diálogo. “Somos abertos ao diálogo, abertos a ouvir. A Secretaria de Cultura continua, sempre, de portas abertas. Sempre digo: nada a gente faz sozinhos”, disse ele.
Ainda em seu pronunciamento, o responsável pelas políticas públicas municipais de cultura lembrou que a pasta chefiada por ele tem ainda que se dedicar a outras demandas abarcadas pela secretaria. “A gente também tem ali demandas relacionadas ao esporte e também ao turismo”, lembrou ele.
Segmento quer resposta sobre investimentos – O vereador Alexandre Xandó (PT) ressaltou que o segmento quer respostas sobre investimentos para a cultura. Ele alertou que o Fundo Municipal de Cultura possui cerca de R$ 400 mil, que deverão ser destinados para um edital de patrocínio cultural. Xandó frisou que o edital tem que passar pelo Conselho Municipal de Cultura.
O vereador também cobrou investimentos com recursos próprios da prefeitura. Ele questionou a destinação de valores que seriam usados em atividades como o São João e o Natal da Cidade no ano passado, mas que foram cancelados por conta da pandemia. Por fim, Xandó cobrou um auxílio emergencial municipal para os profissionais da cultura e ressaltou que seu mandato, em parceria com Valdemir Dias (PT), propuseram um projeto nessa linha.
Ausência do Plano Municipal de Cultura – O membro do Conselho Municipal de Cultura, Vinícius Gil Purki, comemorou o fato de a Cultura estar sendo discutida no âmbito do Poder Legislativo, como ponto estratégico. Ele cobrou ainda o estabelecimento de um Plano Municipal de Cultura. “É muito difícil ter alguma determinação e um planejamento no município. A gente não tem um Plano Municipal de Cultura”, demandou ele, ressaltando que dessa forma é possível fortalecer o setor no município.
Projeto de auxílio emergencial municipal foi apresentado à prefeita – O vereador Valdemir Dias (PT) ressaltou que, desde o início da pandemia, vem discutindo a situação do segmento cultural. Ele afirmou que a Lei Aldir Blanc foi importante, mas incipiente. O parlamentar também falou de sua proposta, em parceria com Alexandre Xandó (PT), de criação de um auxílio emergencial municipal para os profissionais. Dias explicou que apresentou a proposta à prefeita Sheila Lemos (DEM) e que existe a possibilidade de remanejamento de orçamento para executar a proposta. O vereador frisou que a Câmara apoiará possíveis remanejamentos orçamentários que beneficiarão os profissionais da cultura.
Ausência de resposta é prejudicial – O cerimonialista Herber Marques disse que o setor de eventos sociais aguarda uma resposta sobre um protocolo apresentado à prefeitura desde o ano passado. “Entregamos à prefeita um protocolo para funcionarem os eventos sociais. Não tivemos nenhuma resposta, inclusive para os nossos colaboradores. Um evento envolve de 25 a 30 serviços diferentes”, disse ele, ressaltando que o setor é responsável pelo sustento de cerca de 500 famílias conquistenses.
Segundo Marques, a falta de uma resposta, mesmo que negativa, colabora com a realização de eventos clandestinos. “Essa não resposta ao setor de eventos nos faz ter um problema com os muitos casos de eventos clandestinos, aumentando o número de contágios que já foi relatado pela secretaria”, apontou.
Cultura recebe poucas emendas parlamentares – O vereador Subtenente Muniz (Avante) falou de sua própria experiência como artista e disse que recebe muitos relatos de dificuldades de profissionais da cultura durante a pandemia. “Falta o alimento para muitos”, disse o parlamentar. Ele ainda falou que profissionais que atuam exclusivamente na cultura estão passando muitas dificuldades com a paralisação das atividades, por isso a importância de uma iniciativa que assegure auxílio emergencial. Em sua fala, Muniz explicou que esteve com o secretário Adriano Gama e que foi informado que a pasta recebe poucas emendas parlamentares para a cultura.
O vírus existe, mas a panela está vazia” – O presidente da Associação dos Profissionais de Eventos (APE), Adriano Malvar, destacou as dificuldades enfrentadas pelos profissionais que trabalhavam exclusivamente com eventos. “A gente não aguenta mais. A gente sabe que o vírus existe, mas a panela está vazia”, apontou ele. “Temos profissionais com três, quatro, cinco filhos, que a polícia está no encalço por causa de pensão alimentícia”, completou, e continuou: “O último show que fiz foi na terça-feira de Carnaval do ano passado”, disse ele, ressaltando que os profissionais do setor recebem por produção e estão enfrentando sérias dificuldades para manterem a si e a suas famílias.
Conselho de Cultura é fundamental – A gestora da Cazazul Teatro Escola, Hendye Gracielle, frisou que a cultura tem sido atacada ferozmente pelo governo Bolsonaro num momento em que a cultura e a arte e, consequentemente, os profissionais da área deveriam estar sendo protegidos. Ela falou das dimensões cidadã, simbólica e econômica da cultura. Hendye afirmou que o Conselho Municipal de Cultura foi fundamental na execução da Lei Aldir Blanc, medida importante para a sobrevivência dos profissionais da cultura. Ela avalia que todas as novas ações e políticas públicas para a cultura devem passar pelo conselho.
Transparência – O representante da União de Músicos de Vitória da Conquista (Unimus), Carlos Moreno, cobrou maior transparência por parte da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (SECTEL). “A gente precisa de mais transparência em relação a algumas informações”, apontou.
Moreno disse que é importante esclarecer aos artistas os motivos que não permitiram que eles possam ser contemplados pelos editais, bem como a dotação orçamentária destinada à cultura, se existe um Plano Municipal de Cultura, qual a dotação do Fundo Municipal de Cultura, quais e quantos editais da SECTEL estão programados para 2021 e quais os gastos da SECTEL. “A gente precisa entender”, finalizou.
Lei Aldir Blanc foi fundamental para o segmento – A representante da Rede Caminho dos Búzios, Eliene Santos Novais, afirmou que o apoio emergencial é urgente para os profissionais de cultura. Ela destacou a importância da Lei Aldir Blanc para o povo de santo que “é artístico, vive de arte”. Eliene frisou que o povo de santo passa por dificuldades e não pode, em decorrência da pandemia, expressar-se, ter a casa cheia. Ela ressaltou a importância da liberação dos cultos religiosos e apoiou a proposta de criação de um auxílio emergencial municipal para os profissionais da cultura.
Invisibilidade – O representante da SOS Eventos, Lucas Morais disse que a categoria, muitas vezes invisibilizada também precisa de auxílio. “Queremos clamar por auxílio. Somos um movimento de classe, estamos representando profissionais que trabalham em bandas, técnicos, músicos, montadores. Existimos e precisamos ser vistos”, ressaltou. “Já são 14 meses”, disse ele, contabilizando o período que a categoria vem enfrentando sérias dificuldades causadas pela pandemia.
Prefeitura não enxerga o audiovisual – O representante do Coletivo de Audiovisual de Vitória da Conquista, Daniel Leite Almeida, afirmou que a Prefeitura Municipal precisa enxergar o audiovisual. Ele explicou que o coletivo foi criado em 2020 e movimenta a cena do audiovisual no Sudoeste. Daniel frisou que, com recursos do Fundo Setorial de Audiovisual, o município abrigou produções que mobilizaram cerca de R$ 2 milhões. Em nível nacional, o setor mobiliza valores na ordem de R$ 25 bilhões. “É muito dinheiro pra gente estar desassistido, sendo visto como ninguém”, alertou. Daniel também ressaltou que muitas produções conquistenses são premiadas em festivais de cinema importantes, mas o mesmo reconhecimento não ocorre em nível municipal.
Faltam iniciativas – O representante dos músicos cristãos, Jesuíno Filho, cobrou iniciativas que apoiem a classe artística. “A gente precisa de iniciativas que promovam e nos dê suporte para fazer o trabalho”, disse ele. “Até para fazer uma live é complicado”, detalhou o músico, apontando as despesas necessárias para a realização das transmissões. “Nesse momento se torna bem complexa a sustentabilidade da classe. Falta iniciativa para que a classe artística tenha meios de se sustentar nesse cenário”, avaliou.
Momento crítico pede ações rápidas – O músico e professor Dirlei Bonfim afirmou que é um momento difícil para todos. Ele lembrou do Troféu Conquistense de Música que resultou na gravação de um disco com músicos locais, considerado por ele histórico. O músico destacou que muitos profissionais da cultura passam dificuldades econômicas graves e endossou as palavras de outros participantes da audiência que defendem a criação de um auxílio emergencial municipal. “Quem tá lá na ponta precisa, efetivamente, receber os recursos”, falou. Dirlei avalia que a prefeita Sheila Lemos é sensível à causa e conclamou os poderes locais serem rápidos na execução de ações emergenciais da cultura.
Vontade política – Músico e ex-secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Nagib Barroso, disse que o momento é de cobrar o Governo Municipal. “É imprescindível que haja determinação e vontade política para se fazer. O que precisa é a gente sair do discurso e partir para a prefeita e cobrar. Falar: Está na hora de ajudar os artistas. Isso é vontade política, tem que ter”, analisou Barroso.
Nagib se colocou à disposição para colaborar no que for possível. “Podem contar comigo e com (o vereador) Valdemir”, disponibilizou-se Nagib.
Diplomatas brasileiros em embaixadas e consulados no exterior receberam mensagem do Itamaraty pedindo para que tentem obter fornecimento, “com máxima urgência”, de uma série de medicamentos do chamado “kit intubação”.
Hospitais e associações médicas alertaram o governo para a queda no estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs, que pode durar apenas mais 15 dias no Brasil.
Esses medicamentos são essenciais para inserir o tubo e manter a ventilação mecânica dos pacientes graves -sem isso, morrem sufocados.
Na mensagem enviada aos postos no exterior, o Itamaraty afirma que a Anvisa enviou consulta a seus contrapartes em alguns países, mas não obteve resposta. O órgão pede para que os diplomatas pesquisem “a possibilidade de fornecimento dos insumos”.
Entre os remédios citados, estão o besilato de atracúrio, midazolam, propofol e fentanila. Muitos deles têm venda estritamente controlada, o que complica a importação.
Com a alta na demanda, o preço dos medicamentos usados para intubação explodiu.
Segundo informações do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, uma ampola de neurobloqueador, que paralisa a musculatura para o corpo “aceitar” o tubo, custava cerca de R$ 2 antes da pandemia. No ano passado, subiu para R$ 17, e, agor.
Fonte: Folha Press
Um terremoto de magnitude 7,0 atingiu o nordeste do Japão neste sábado (20), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Os tremores afetaram áreas devastadas pelo desastre de 2011 e geraram um pequeno tsunami de 1 metro, informou a emissora pública NHK. Não há registro de feridos e danos nas estruturas.
Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o sismo foi registrado pela Prefeitura de Miyagi às 18h26 no horário local (6h26 em Brasília), em uma profundidade de 60 quilômetros.
O terremoto pôde ser sentido em Tóquio, a cerca de 400 quilômetros ao sul do epicentro.
Por precaução, a Tohoku Electric Power Co interrompeu o funcionamento da usina nuclear de Onagawa e está verificando se a estrutura foi afetada.
Com a suspensão das atividades, cerca de 200 casas da região tiveram o abastecimento de energia cortado. As viagens de trem bala também foram canceladas.
A empresa disse ter checado a estação de energia Fukushima Dai-Ichi, que foi destruída pelo terremoto de março de 2011, e que não há riscos. *G1.com
O governo francês publicou na última sexta (22) um decreto proibindo o uso em público de máscaras feitas em casa, por não considerá-las eficientes contra variantes mais contagiosas do coronavírus.
A avaliação é diferente da OMS (Organização Mundial da Saúde), que, também na sexta, afirmou que máscaras caseiras continuam sendo eficientes, desde que feitas com material adequado e utilizadas da forma correta. Segundo a líder técnica para Covid-19, Maria van Kerkhoven, as recomendações já publicadas pela OMS continuam válidas: as máscaras de tecido não cirúrgicas podem ser usadas por todas as pessoas com menos de 60 anos que não tenham problemas de saúde específicos.
Van Kerkhoven ressaltou que a agência está em contato com autoridades de saúde de vários países para revisar as regras, se necessário. Por enquanto, porém, não há comprovação científica de que as máscaras caseiras não protejam contra o vírus, reforçou a Academia Francesa de Medicina, que criticou a medida do governo.
A decisão da França segue medidas semelhantes tomadas pela Áustria e pelo estado alemão da Bavária, que tornaram obrigatório o uso de máscaras com maior fator de proteção (FFP2) no transporte público e em lojas.
De acordo com o decreto francês, as máscaras permitidas agora em público são de três tipos: as cirúrgicas (usadas em hospitais, geralmente com um dos lados azuis), as FFP2 (usadas para evitar a aspiração de partículas) e as chamadas máscaras de tecido industrial da “categoria 1”.
Não há uma padronização global sobre a eficácia de cada tipo de máscara.
Segundo a associação francesa de normas técnicas, as cirúrgicas filtram pelo menos 95% das partículas de 3 micrômetros e as máscaras de tecido categoria 1 filtram 90% das partículas, contra 70% para categoria 2. Já as FFP2 são as mais eficientes: bloqueiam 94% das partículas de mais de 0,6 micrômetro.
Embora o coronavírus Sars-CoV-2 tenha um diâmetro menor (de cerca de 0,12 micrômetro), ele é transmitido envolvido em saliva, em gotículas ou aerossóis que podem ter o diâmetro de 1 a 10 micrômetros, quando uma pessoa fala.
Para a União dos Sindicatos de Farmacêuticos da França, porém, as máscaras FFP2 não são indicadas para o dia a dia, porque, justamente por filtrarem mais, dificultam a respiração. A entidade afirma que elas se destinam principalmente a equipes de enfermagem e aos que ficam em contato próximo e frequente com doentes de Covid-19.
A entidade sindical adverte que tornar o uso desse produto obrigatório pela população pode levar a uma falta do equipamento em locais onde elas realmente são necessárias, como os hospitais e asilos. Essa é também uma preocupação da líder técnica da OMS.
“Ainda temos falta de equipamento de proteção no mundo, e os profissionais de saúde precisam ser a prioridade”, diz Van Kerkhove.
Fabricantes do equipamento dizem que a escassez de máscaras não deve ser um problema na França, onde 25 novas fábricas passaram a operar, elevando a oferta semanal de 3,5 milhões, antes da pandemia, para mais de 100 milhões de máscaras.
Ainda assim, há o problema do preço. Na Bélgica, uma unidade de máscara cirúrgica custa menos de R$ 2, enquanto cada máscara FFP2 custa em torno de R$ 22. O preço dez vezes maior é semelhante em países como o Reino Unido, a França e a Alemanha.
Na Bavária, antes de obrigar o uso da máscara o governo comprou 2,5 milhões de unidades para distribuir aos que não podem comprá-la.
Médicos se preocupam ainda com o risco de que o uso da máscara FFP2 dê uma falsa sensação de proteção, que faria as pessoas reduzirem seus cuidados contra o contágio. Além disso, de acordo com testes de laboratório, as versões que têm válvulas deveriam ser evitadas, porque não evitam que um usuário contaminado transmita o vírus para outras pessoas (veja vídeo).
Na França, que atualmente discute uma nova política ambiental, a sustentabilidade da nova regra do governo também foi posta em questão, já que, diferentemente das máscaras caseiras, as FFP2 são descartáveis.
BRASIL
De acordo com a infectologista Raquel Stucchi, pesquisadora da Unicamp e consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), não há nenhuma comprovação científica de que as máscaras caseiras de tecido não sejam efetivas contra as novas variantes do coronavírus. Por enquanto, há apenas uma suposição.
“O que mudou no vírus foi um pedaço dele, ele não mudou de tamanho. As maneiras de transmissão também continuam as mesmas. Dessa forma, as máscaras de modo geral continuariam bem eficientes”, afirma a cientista.
Segundo ela, como há muitas pessoas que usam a máscara de forma incorreta, não é possível dizer se as pessoas estão se infectando apesar do uso das máscaras, o que indicaria a necessidade de proteções melhores.
De acordo com a empresa de dados de mercado Statista, o número de pessoas que fazem uso constante da proteção varia bastante entre os países europeus. Enquanto na Espanha cerca de 96% declaram usar as máscaras sempre, o número cai para 66% no Reino Unido e 12% na Suécia.
Pesquisa Datafolha realizada no início de novembro verificou se os entrevistados de São Paulo, Rio e Recife usavam corretamente a máscara no momento do questionário. O maior respeito foi identificado em São Paulo, onde 81% usavam a proteção de maneira adequada e apenas 12% não estavam sem. Já a menor adesão à máscara foi registrada em Recife, onde 70% utilizavam a proteção.
Stucchi lembra que as máscaras devem ter pelo menos duas camadas de tecido de trama mais fechada para proteger contra o vírus, mas não podem dificultar a respiração. O equipamento deve cobrir boca e nariz e não deixar espaços nas laterais, ficando bem ajustado ao rosto. “Máscaras de crochê, que estão na moda, são bonitas, mas sem eficácia”, afirma.
Artigos científicos que investigam eficácia das máscaras contra o vírus apontam proteção semelhante entre máscaras de tecido e produtos industrializados. Um dos mais recentes, publicado em dezembro de 2020 na revista científica Aerosol Science and Technology por cientistas do CDC (Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), mostrou que máscaras feitas com três camadas de tecido têm poder para barrar 51% dos aerossóis que uma pessoa pode expelir em uma tosse. Uma máscara cirúrgica pode bloquear 59% dos aerossóis em uma mesma situação.
O Instituto Serum, fábrica indiana responsável pela produção da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela universidade de Oxford/Astrazeneca, foi atingida por um incêndio. De acordo com informações da imprensa local o fogo não afetou os imunizantes.
Reportagem do portal Uol indica que ainda não há informações sobre vítimas.
Inicialmente o que se sabe é que o incêndio atingiu dois andares do Terminal 1, onde está sendo construída uma nova fábrica.
O Corpo de Bombeiros está no local para o controlar o fogo.
O Brasil está tentando importar 2 milhões de doses da vacina produzida no Instituto Serum. A Anvisa aprovou o uso emergencial do imunizante no último domingo (17).
Na semana passada, o governo federal preparou um avião para buscar esses imunizantes, mas o governo indiano não liberou as doses, sob argumento de que só faria isso após início da vacinação no país, que ocorreu no sábado (16).
Nesta semana, a Índia anunciou que ia começar a exportação de vacinas, mas não colocou o Brasil entre as prioridades.
Foto: Reprodução/Portal Uol