O substituto do ministro Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça e Segurança Pública pode vir da Bahia. O nome que circula com mais intensidade nos corredores do poder em Brasília é o do ex-procurador-geral de Justiça da Bahia (PGJ-BA) por dois mandatos, Wellington César Lima e Silva. Em apuração nos bastidores, foi confirmado que o baiano não só está entre os favoritos, como conta com o endosso de figuras políticas de peso que dão tração à sua possível indicação.
Padrinhos
O principal padrinho político de Wellington é o senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Foi Wagner quem o nomeou como PGJ-BA, inicialmente a partir da lista tríplice, onde Wellington foi o terceiro mais votado, em 2010. Ele foi posteriormente reconduzido ao cargo, demonstrando a confiança do grupo político, mas já com apoio da classe, sendo o mais votado na lista tríplice, no ano de 2012.
Além de Wagner, o ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o secretário de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, também manifestam apoio à indicação do baiano.
Foi identificado como Everton o motoboy que morreu após sofrer um grave acidente na noite desta quinta-feira (8), na Avenida Juracy Magalhães, em Vitória da Conquista.
De acordo com informações preliminares, Everton conduzia uma motocicleta quando perdeu o controle do veículo e colidiu contra um muro. Com a força do impacto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Equipes de socorro e de segurança foram acionadas para atender a ocorrência. A área foi isolada para o trabalho do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que realizou a perícia e fez a remoção do corpo.
A morte causou comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão, já que Everton trabalhava como motoboy na cidade. As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades. Segundo relatos de populares, ele não teria obedecido a uma ordem de parada de uma viatura que passava pelo local.
O Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, registrou um dos maiores crescimentos de movimentação aérea da Bahia nesta alta temporada de verão. Entre 20 de dezembro e 4 de janeiro, cerca de 25 mil passageiros passaram pelo terminal conquistense, o que representa um aumento expressivo de 89% em comparação com o mesmo período da temporada anterior.
No interior do estado, outros aeroportos também registraram aumento expressivo no fluxo de passageiros durante o período:
Na capital, o Salvador Bahia Airport liderou a movimentação no estado. No mesmo intervalo, cerca de 439 mil pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, circularam pelo terminal. Esse número representa um crescimento de 18,5% em comparação com o mesmo período da temporada passada.
Foram registrados quase 3 mil pousos e decolagens, número 19% maior que o do último verão. O pico ocorreu no dia 2 de janeiro, quando 37.436 passageiros passaram pelo aeroporto, considerada a maior movimentação diária desde 2018.
Para a temporada de verão 2025/2026, a malha aérea da Bahia disponibilizará 1,6 milhão de assentos, 220 mil a mais que na alta temporada anterior. Ao todo, as companhias aéreas ofertaram mais de 3,7 mil voos extras, reforçando a conectividade do estado.
O reforço também beneficia diretamente aeroportos regionais, como o de Vitória da Conquista, ampliando as opções de deslocamento e fortalecendo a integração com a capital e outros destinos.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, sancionou na quinta-feira (8) uma lei que proíbe que equipamentos públicos do estado levem nomes de pessoas que tiveram ligação com a ditadura militar. A medida ainda será publicada no Diário Oficial do Estado.
Com isso, escolas, unidades de saúde e outros equipamentos estaduais não poderão homenagear nomes relacionados à ditadura.
A lei foi assinada pelo governador da Bahia no dia em que os atos golpistas de 8 de janeiro completaram três anos. Na ocasião, as sedes dos 3 Poderes, em Brasília, foram depredadas: vidraças e móveis foram quebrados, obras de arte e objetos históricos foram vandalizados, gabinetes de autoridades foram invadidos, documentos foram rasgados e armas roubadas.
A lei assinada por Jerônimo Rodrigues ainda prevê a elaboração de um relatório com os nomes que se enquadram nas restrições, ou seja, pode ser feita uma revisão de homenagens já existentes em escolas, praças e demais equipamentos públicos estaduais.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu uma política de segurança pública baseada em método, inteligência e responsabilidade, em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja, publicada nesta sexta-feira. Para ele, o combate ao crime organizado não deve ser tratado como disputa ideológica, mas como uma política de Estado.
Jerônimo afirmou que a esquerda precisa enfrentar o tema sem preconceitos e rejeitou o rótulo de leniência. “Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça”, disse, ao sustentar que a atuação policial deve ser firme, mas dentro da lei, com respeito aos direitos humanos e ao devido processo legal.
O governador reconheceu os altos índices de violência no estado e assumiu a responsabilidade pelo enfrentamento do problema. Segundo ele, a resposta passa por investimentos em inteligência policial, formação continuada, controle externo e uso de tecnologias como câmeras corporais e sistemas de monitoramento.
Na entrevista, Jerônimo também defendeu que o Estado esteja preparado para enfrentar facções armadas. “O crime organizado tem armamentos potentes. O Estado também precisa ter para enfrentá-lo”, afirmou, ressaltando que o uso da força deve ser técnico, planejado e supervisionado.
Além da repressão qualificada, o governador destacou ações preventivas, como a ampliação de escolas em tempo integral, serviços de saúde e políticas sociais em áreas mais vulneráveis, integrando segurança pública e desenvolvimento social.
Jerônimo ainda cobrou maior cooperação federativa e criticou a redução de investimentos federais em segurança durante o governo de Jair Bolsonaro, que, segundo ele, fragilizou o combate ao crime organizado nos estados.
No campo político, o petista minimizou pesquisas desfavoráveis e lembrou que levantamentos erraram em eleições anteriores na Bahia. A entrevista projeta a imagem de um gestor que busca conciliar pragmatismo, princípios e a defesa de uma polícia forte, aliada a um Estado presente e à justiça social.
A inflação brasileira fechou o ano de 2025 em 4,26%, dentro, portanto, ficando abaixo do limite superior da meta do Banco Central, que é de 4,50%. O resultado veio após o registro de uma alta de preços de 0,33% no mês de dezembro. O IPCA ficou 0,57% abaixo do índice de 2024 (4,83%).
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador registra a inflação oficial brasileira.
A permanência dentro da tolerância máxima fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) aconteceu apesar do aumento dos preços em dezembro em relação a novembro, que fechou em 0,18%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento ainda maior, de 0,52%.
O IPCA de 4,26% verificado pelo IBGE acabou ficando abaixo das previsões do mercado financeiro. O último Boletim Focus do Banco Central, divulgado em 26 de dezembro, apontava uma inflação total em 2025 de 4,32%.
Os analistas de mercado consultados pelo Banco Central projetavam, no início de janeiro de 2025, uma inflação total de 4,99%. O Boletim Focus chegou a trazer uma previsão de inflação total de 5,68%, em publicação divulgada no dia 7 de março.
Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas o de preços na área de Habitação teve queda, de 0,33%. Todos os demais grupos tiveram alta no mês de dezembro.
A maior variação de preços (0,74%) aconteceu no grupo Transportes, seguido por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52%. O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1,00% registrado em novembro.
O Blog do Redação manifesta profundo pesar pelo falecimento do Coronel PM Inácio Paes de Lira Júnior, da reserva remunerada, ocorrido nesta quinta-feira (8), em decorrência de um trágico acidente de trânsito na BA-263.
Ao longo de 38 anos de dedicação à Polícia Militar, o Coronel Lira construiu uma trajetória pautada pelo compromisso com a segurança pública e pelo constante aprimoramento da Instituição, sendo reconhecido pelo profissionalismo, liderança e espírito público.
Em Vitória da Conquista, ocupou posições de grande relevância na Polícia Militar em três momentos marcantes: foi comandante do 9º Batalhão, diretor do Colégio da Polícia Militar e, por fim, atuou no Comando de Policiamento Regional do Sudoeste (CPRSO), onde encerrou sua carreira. Destaca-se que foi pioneiro no comando do CPRSO, função exercida entre 2015 e 2018, período marcado por uma liderança firme, resoluta e comprometida com a proteção da região.
Aos 64 anos, o Coronel Inácio Paes de Lira Júnior deixa esposa, dois filhos, amigos e um legado de relevantes serviços prestados à Polícia Militar da Bahia e à sociedade.
Neste momento de profunda dor, o Blog do Redação se solidariza com familiares, amigos e irmãos de farda, desejando conforto e força para enfrentar esta irreparável perda.
Até o momento, os detalhes sobre o velório e o sepultamento não foram informados pela família.
O senador Otto Alencar (PSD) garantiu que vai apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na eleição deste ano, mesmo que o senador Angelo Coronel (PSD) não faça parte da chapa governista que vai disputar o pleito deste ano.
Em entrevista ao Programa Política ao Vivo, concedida nesta quinta-feira (8), Otto Alencar, que é presidente do PSD na Bahia, revelou ainda que o partido não deve fazer qualquer exigência caso Coronel não faça parte da chapa.
“O PSD só indicará um nome para a chapa, que é o de Angelo Coronel. Se por acaso ele não for, o partido permanece na aliança, mas não indica ninguém, para não parecer que houve troca ou compensação política”, pontuou.
Ao comentar a decisão de Coronel em não aceitar ser candidato a vice-governador, Otto afirmou que respeita a posição do correligionário. “Eu até disse que nasci para ser vice-governador, mas respeito a opinião dele. É meu compadre, meu amigo”, declarou.
Fonte: Bahia.ba
Foto: Pedro França/ Agência Senado
Nesta sexta-feira dia 9 de janeiro, às 9 horas, na Praça 9 de Novembro, centro de Vitória da Conquista, movimentos sociais, entidades do movimento negro, estudantes e organizações populares realizarão protesto denunciando o fechamento da Casa do Estudante Quilombola Dandara dos Palmares.
A Adusb estará presente no ato, reafirmando sua solidariedade de classe e seu compromisso histórico com a defesa da educação pública, do direito à permanência, diplomação e da luta antirracista.
Desmonte sistêmico: das escolas rurais à universidade
O fechamento da Casa do Estudante Quilombola, realizado em 5 de dezembro de 2025, não é um fato isolado, mas faz parte da política municipal em se recusar a assegurar condições dignas para que a classe trabalhadora possa estudar com dignidade. Dados levantados com base no cruzamento de diferentes fontes e documentos, incluindo informações obtidas via Lei de Acesso à Informação, levantamento do Conselho Quilombola do Sudoeste Baiano e pesquisa da UESB sobre o encerramento das atividades de escolas do campo, revelam que a Prefeitura de Vitória da Conquista fechou 14 escolas em comunidades quilombolas num intervalo de cinco anos. Esta situação reafirma o projeto de exclusão social dirigida especialmente à população negra, reafirmando assim um projeto de sociedade racista do governo Sheila Lemos, que contou com a devida conivência do legislativo local .
A política de “nucleação”, então instituída, obriga crianças e adolescentes a percorrerem longas distâncias para estudar, desenraizando-os de seus territórios. Essa estratégia adotada pelo governo, principalmente na área da educação, consiste em fechar escolas pequenas (geralmente rurais, indígenas ou quilombolas) e transferir estudantes para unidades maiores e centralizadas, chamadas de escolas-núcleo. Agora, ao fechar também a citada Casa do Estudante, o poder público municipal ataca a outra ponta do ciclo educacional, inviabilizando a permanência daquelas/es que conseguiram, com muita luta, chegar à universidade. Trata-se de um projeto de exclusão que atinge a juventude negra do ensino fundamental ao superior.
O fechamento de escolas e a recente desativação da Casa do Estudante Quilombola não são apenas escolhas administrativas equivocadas; são violações de direitos garantidos por lei. A postura da Prefeitura desrespeita a Lei nº 12.960/2014, que proíbe o fechamento de escolas do campo sem justificativa técnica e anuência da comunidade, e ignora a Convenção 169 da OIT, que obriga os governos a consultarem os povos de comunidades tradicionais, mediante procedimentos apropriados, cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente. Trata-se de uma política de apagamento que, ao negar a pedagogia quilombola e as condições de permanência estudantil, aprofunda o racismo estrutural e institucional no município.
Prioridades invertidas: R$ 400 milhões para obras, zero para permanência
A violência simbólica e política do fechamento da Casa do Estudante se agrava pelo contexto orçamentário. A medida foi anunciada no mesmo dia em que a Prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores um pedido de empréstimo de R$400 milhões, sem a devida transparência sobre a destinação dos recursos.
A mensagem deixada pela gestão municipal é que para o capital e para obras de infraestrutura sem explicação detalhada, há pressa e verba abundante. Para políticas públicas voltadas à população negra e quilombola, como a manutenção de um espaço de moradia, sobram o abandono, o descaso e o corte de verbas.
A invisibilidade de uma população majoritária
Segundo o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia é o estado com a maior população autodeclarada quilombola do Brasil, com aproximadamente mais de 397 mil pessoas integrando esse grupo étnico, o que corresponde a cerca de 30% da população quilombola recenseada no país. Vitória da Conquista figura entre os dez municípios com maior população quilombola do Brasil, somando cerca de 12 mil pessoas e 33 comunidades certificadas pela Fundação Palmares, sendo apenas uma urbana, o Beco de Vó Dôla.
Apesar dessa força demográfica, a presença quilombola não se traduz em direitos. O reconhecimento formal das comunidades não tem garantido acesso à terra, saúde ou educação. Pelo contrário, a retirada de equipamentos públicos demonstra que, no plano municipal, prevalecem decisões racistas e voltadas aos interesses da elite.
O gargalo do Ensino Superior na Uesb
A luta pela Casa do Estudante Quilombola é vital porque o acesso à universidade já é, por si só, restrito. Na Uesb, embora existam ações afirmativas, os números ainda são insuficientes para a demanda regional. Das mais de 1.000 vagas anuais (1.019 em 2025; 1.029 em 2026), mais da metade vai para ações afirmativas, mas sem cota específica exclusiva para quilombolas nessa modalidade, diluindo essa população em categorias amplas. Houve avanço com a oferta de vagas extras, mas ainda insuficiente para atender a real necessidade desta população. No PSAI 2026.1, foram 38 vagas exclusivas para quilombolas, uma por curso.
Contudo, de nada adianta garantir a vaga para ingressar na educação superior se a Prefeitura Municipal nega a estrutura para que o estudante do campo possa viver e estudar na zona urbana. É necessário e urgente ampliar o acesso na educação superior, defender políticas afirmativas efetivas, não só para a entrada na universidade, mas também lutar para que estes estudantes tenham reais condições de permanência e diplomação.
Por reparação e justiça
Investir em políticas públicas para a população quilombola não é favor, é obrigação constitucional e reparação histórica. Educação pública de qualidade, permanência estudantil e respeito aos territórios são inegociáveis.
A Adusb convoca a categoria e a sociedade para somar forças neste dia 9. Sem reparação não há justiça, e sem investimento público não há inclusão.
Fonte: ADUSB
A Associação Pré-Sindical dos Servidores de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (ASCRA) manifesta preocupação com o cenário de precarização do trabalho dos servidores ambientais no Brasil, evidenciado pela recente matéria que aponta que o Ibama acumula cerca de R$ 950 milhões em multas ambientais prescritas, resultado direto do deficit de servidores e da falta de estrutura dos órgãos ambientais.
Para a ASCRA, os dados não podem ser tratados como falhas individuais ou administrativas isoladas. Eles refletem um problema estrutural, marcado pela ausência de concursos públicos, pela sobrecarga das equipes e pela desvalorização contínua dos profissionais responsáveis pela proteção do meio ambiente e dos recursos hídricos.
A associação destaca que a escassez de servidores impacta diretamente etapas fundamentais dos processos de fiscalização, como a análise, o julgamento e o acompanhamento dos autos de infração. Com equipes reduzidas e condições de trabalho inadequadas, muitos processos acabam ultrapassando prazos legais, resultando na prescrição das multas e em perdas financeiras significativas para o Estado, além do enfraquecimento da política ambiental.
Segundo a ASCRA, a precarização não afeta apenas a arrecadação, mas compromete a própria capacidade do poder público de coibir crimes ambientais, prevenir danos e garantir o uso sustentável dos recursos naturais. “Quando o Estado deixa de investir em seus servidores ambientais, quem perde é toda a sociedade. A conta da precarização chega em forma de danos ambientais, perda de arrecadação e enfraquecimento das políticas públicas”, destaca César Ribeiro, presidente da ASCRA.
A entidade reforça que o caso do Ibama serve de alerta para estados e municípios, incluindo a realidade baiana, onde os servidores ambientais também enfrentam sobrecarga de trabalho, déficit de pessoal e limitações estruturais que dificultam o pleno exercício de suas atribuições.
Diante desse cenário, a ASCRA defende como medidas urgentes a realização de concursos públicos, a recomposição das equipes, a melhoria das condições de trabalho e a valorização dos servidores ambientais, reconhecendo o papel estratégico desses profissionais na defesa do meio ambiente, dos recursos hídricos e na proteção do interesse público.
Hillary Fonseca
Jornalista- DRT 6429/BA
Foto: Divulgação