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A Bahia registra 5.808 casos confirmados do coronavírus, com 214 óbitos. A informação consta no boletim emitido na tarde desta segunda-feira (11) pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

São 34 casos a mais do que o boletim emitido durante a manhã. Houve também outras 10 mortes registradas – nove de pessoas residentes em Salvador e outra em Jacobina.

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Em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, no início da noite desta segunda-feira (11), o governador Rui Costa anunciou que as cidades de Itabuna e Ipiaú terão toque de recolher, já a partir desta terça-feira (12).

A medida conjunta do Governo da Bahia e das prefeituras dos dois municípios valerá inicialmente por 10 dias e determina a proibição de circulação de pessoas e a suspensão de qualquer atividade comercial, com exceção de farmácias, das 20h às 5h. A resolução inclui ainda o fechamento de vias com registro de fluxo intenso, mesmo durante a quarentena.

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Neste final de semana, a gerência de Posturas da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, com apoio da Polícia Militar, realizou fiscalização na zona rural de Vitória da Conquista. No sábado e no domingo, a equipe fez ronda na região dos povoados de Barrocas, Capinal e Limeira. Ao todo, foram interditados nove bares que estavam descumprindo os decretos municipais que proíbem o funcionamento desse tipo de estabelecimento, devido à pandemia do novo coronavírus.

“Enviamos uma equipe a esses locais devido à quantidade de reclamações que recebemos nos últimos dias”, explica o secretário Luís Paulo Sousa. Segundo ele, a população tem colaborado denunciando os estabelecimentos que estão em situação de infração, não cooperando com o isolamento social e provocando aglomerações. “A demanda tem aumentado para a fiscalização, mas isso é bom, pois significa que as pessoas estão mais conscientes sobre a importância do isolamento social”, completou.

Durante a abordagem, os fiscais observavam o tipo de serviço ofertado, se havia infração, orientavam os comerciantes sobre o funcionamento e as medidas preventivas para evitar a Covid-19. Os bares que também funcionam como mercearia, o que é típico na zona rural, podem funcionar desde que o atendimento seja restrito à porta do estabelecimento.

Nove estabelecimentos foram interditados

Ao longo da semana, a fiscalização de Posturas tem atuado em regime de plantão para atender as denúncias e garantir o cumprimento do que estabelece o decreto municipal. Para realizar uma denúncia, o cidadão deve entrar em contato com o setor por um desses telefones: (77) 3420-7009 / 3420-7010 / 98856-4737(Whatsapp).

Confira a lista dos estabelecimentos que estão permitidos a funcionar em pmvc.ba.gov.br/coronavirus.

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Foram confirmados mais quatro casos de Coronavírus em Vitória da Conquista, totalizando 49 pessoas infectadas pelo vírus, até às 17h desta segunda-feira (11). De acordo com informações do Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, das pessoas que tiveram confirmação de exame para Coronavírus, 33 evoluíram para cura e quatro para óbito. Outros 12 pacientes continuam em recuperação, sendo que dois deles estão internados e 10 em isolamento domiciliar.

No dia de hoje, também foi divulgado o resultado de uma pessoa que faleceu com suspeita de Coronavírus na última terça-feira, 5 de maio. O  resultado foi negativo para a Covid-19.

Até o momento, foram registrados 817 casos notificados com suspeita clínica e epidemiológica de infecção pelo Novo Coronavírus no município. 639 casos foram descartados e 129 estão sendo investigados, sendo que 69 pessoas aguardam resultado laboratorial e 60 aguardam coleta de amostra.

Do total de pacientes que aguardam resultado ou coleta, cinco encontram-se internados, 123 estão em isolamento domiciliar e um foi a óbito no último domingo (10). Neste último  caso, a coleta foi realizada e ainda aguarda o resultado do exame que é realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública, em Salvador.

Os pacientes que testaram positivo para Coronavírus são residentes de 18 bairros do município: Morada dos Pássaros, Cidade Maravilhosa, Vila América, Centro, Campinhos, Brasil, São Vicente, Patagônia, Recreio, Alto Maron, Urbis VI, Boa Vista, Candeias, Primavera, Lagoa das Flores, Sumaré, Guarani e Santa Cruz.

Desde o dia 20 de março, a transmissão do novo coronavírus é considerada comunitária em todo o território nacional e, por esse motivo, as definições operacionais passaram a ser definidas na  Nota Técnica COE Saúde Nº 54 de 8 de abril de 2020, da Secretaria de Saúde do Estado.

Call Center – A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem febre de início súbito, acompanhada de tosse ou dor de garganta ou dificuldade respiratória, na ausência de outro diagnóstico específico. Em crianças com menos de 2 anos de idade, considera-se também a coriza e a obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.

Contatos:

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O policial Rodoviário Federal Denis Brasileiro esclarece uma dúvida muito atual: Quem está com a Carteira de Habilitação – CNH vencida e não consegue renová-la, por conta da pandemia do novo Coronavírus pode dirigir? Segundo o policial, a respeito do assunto o DETRAM publicou a deliberação 185 que dispõe sobre a ampliação e interrupção de prazos. ASSISTA:   
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A realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em 2020, um ano marcado pela pandemia do novo Coronavírus, é duramente criticada pelo secretário da Educação do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Para o secretário, manter as provas, cujas inscrições foram abertas nesta segunda-feira (11) e seguem até 22 de maio, é uma “decisão autoritária e equivocada do Ministério da Educação”. O secretário já oficiou o INEP/MEC, solicitando o adiamento do ENEM para 2021, pós-pandemia, para uma nova data a ser dialogada com estudantes e secretários estaduais de Educação.

“Realizar o ENEM em ano de pandemia é um erro grave do MEC. É desconsiderar a realidade social da maioria dos estudantes. A SEC está disponibilizando conteúdos, mas a situação é mais difícil para aqueles que moram em áreas remotas, na zona rural, nos quilombos, nos distritos e até mesmo nas periferias dos municípios, por não terem acesso à internet”, ponderou Jerônimo Rodrigues.

Para o secretário, as condições de acesso ao Ensino Superior devem ser asseguradas para todos e que a realização do ENEM, neste contexto, exclui ainda mais os menos favorecidos. “Adotaremos todas as medidas necessárias para tentar adiar a realização do ENEM. Já conversamos com o CONSED (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e com o próprio INEP sobre o adiamento. Entretanto, as inscrições já estão abertas. Então, a nossa obrigação é assegurar que os estudantes baianos estejam inscritos, enquanto tentamos mudar essa decisão”, ressaltou Jerônimo Rodrigues, ao orientar as escolas a abrirem para o apoio aos estudantes que não têm acesso a computadores e à internet para que façam suas inscrições.

Por isso, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia elaborou orientações sanitárias e de logística para as escolas atenderem aos estudantes. O documento está disponível no Portal da Educação (wwe.educacao.ba.gov.br) e também está sendo enviado para todas os Núcleos Territoriais de Educação (NTE) e os gestores escolares. Segundo Jerônimo Rodrigues, 138 mil estudantes da rede estadual de ensino na Bahia devem fazer o ENEM e destacou como fundamental a parceria com as prefeituras, os secretários municipais de Educação, o movimento estudantil e a imprensa para garantir que um maior número de estudantes faça a inscrição para o exame.

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A Embasa, apresentou, no final do mês de abril, os resultados da primeira etapa da operação de combate a fraudes em 22 condomínios e loteamentos do município, realizada em 2020. A ação resultou na identificação de 32 imóveis irregulares, dos quais 27 localizados em áreas de classe média alta, a recuperação de 5.271 metros cúbicos de água, além de multas e juros de aproximadamente R$70 mil.

Do total de irregularidades constatadas, oito proprietários de imóveis foram identificados e notificados, dos quais cinco já negociaram o debito e regularizaram a situação. Os proprietários dos demais imóveis ainda estão sendo identificados com o apoio da administração de alguns dos condomínios e imobiliárias da cidade. Além de quitar os débitos, os proprietários deverão ressarcir à Embasa o valor correspondente ao desvio de água em período calculado pela Supervisão Comercial.

Ao avaliar os resultados da ação, a engenheira do Núcleo de Combate às Perdas da Embasa, Paloma Andrade, ressaltou a importância do controle das perdas de água como atividade essencial. Segundo ela, com este trabalho “é possível reduzir as perdas aparentes no sistema de abastecimento e com isso diminuir os custos de produção e utilizar as instalações existentes para aumentar a oferta de água para a população”, comentou ao explicar que o uso da água de forma clandestina prejudica o abastecimento eficiente dos vizinhos. A engenheira afirmou ainda que as operações acontecerão com periodicidade e para isso foi estabelecido um cronograma de visitas aos condomínios e loteamentos.

Qualquer intervenção no hidrômetro e na rede da Embasa com o intuito de furtar água é crime e o infrator está sujeito ao cumprimento das penalidades previstas na legislação vigente. O usuário que estiver nessa situação deve procurar a empresa e regularizar sua ligação, evitando problemas com a polícia e multas. A população pode denunciar sigilosamente as situações de fraude pelo teleatendimento 0800 0555 195.

Confira o documento na íntegra aqui: Combate a fraudes em Conquista 11 05 2020

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A terceira etapa da Campanha de Vacinação contra a Influenza teve início nesta segunda-feira (11). Em Vitória da Conquista, todas as unidades de saúde da zona urbana e da zona rural estavam abastecidas à espera do público.

A advogada Milena Coelho levou o seu filho Lucas, de 4 anos, à Policlínica de Atenção Básica São Vicente (CAE II), para se proteger contra a gripe. “É de fundamental importância. Acho que os pais têm que se conscientizar da importância da vacinação. É o mínimo que nós podemos fazer por nossos filhos”, afirma.

A enfermeira Emiliana Ramos também aproveitou a manhã para garantir a imunização da sua filha Maria Eduarda, de 3 anos. “Desde quando ela nasceu, ela já toma todo ano essa vacina. Meu esposo não queria deixar trazer, com medo de pegar o novo vírus, mas tem que trazer para poder prevenir”, conta a mãe.

A coordenadora municipal de Imunização, Camila Assunção, lembra que as unidades de saúde têm adotado medidas de segurança para a população que precisa se vacinar. “É importante todo mundo levar suas crianças na unidade de saúde, de acordo com a realidade de cada unidade, com a estratégia de vacinação que essas unidades lançaram para evitar qualquer tipo de aglomeração”, destaca.

A médica Cristiane Flores fazia parte do grupo prioritário da primeira etapa da vacinação, mas só pôde se imunizar agora. Ela explica que um dos motivos para não deixar de se vacinar é evitar confundir a Influenza com a Covid-19: “A gente está nessa fase dessa pandemia tão grande, o vírus está se disseminando muito, e os sintomas são muito parecidos com a gripe.” E acrescenta: “Evitar o agravamento das insuficiências respiratórias. Então, a vacina já é de total importância fora da pandemia, agora só se acentua muito mais.”

Assim como Cristiane, as pessoas que fazem parte do público das fases anteriores ainda podem se vacinar

Assim como Cristiane, qualquer pessoa que integra o público-alvo da primeira ou segunda fase da vacinação contra a Influenza e ainda não se vacinou pode procurar uma unidade de saúde para ter acesso ao serviço.

Para evitar aglomerações, a terceira etapa da Campanha foi dividida em dois momentos:

De 11/05 a 17/05:
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade;
Pessoas com deficiência;
Gestantes;
Puérperas até 45 dias.

De 18/05 a 06/06:
Adultos de 55 a 59 anos de idade;
Professores das escolas públicas e privadas.

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O governador Rui Costa declarou nesta seguinda-feira (11) que ainda não é possível definir uma data para o retorno das aulas. As atividades da rede estadual foram suspensas em virtude da pandemia do novo coronavírus. No entanto, o gestor garantiu que o ano letivo não será cancelado.

Infelizmente não é possível hoje afirmar a data em que voltaremos às aulas. Já está claro que não será mais neste mês de maio. Vamos monitorar para ver o comportamento da doença até o final do mês para a gente vê se é possível enxergar alguma possibilidade, se é possível voltar em junho”, disse Rui, que lembrou que a doença também atinge jovens.

“Temos perdido pessoas jovens. Na sexta-feira perdemos um jovem de 29 anos em Salvador, sem nenhum relato anterior de outras doenças, perdemos em Ipiaú, um jovem que trabalhava no hospital de lá, de 26 anos, que também não tinha relatos de outras doenças, além da obesidade. Não é fato de que a doença alcança exclusivamente pessoas idosas, e não podes colocar nenhuma pessoa em risco. A medida de retorno será adotada, e quando for adotada será com uso obrigatório de máscara, higienização forte da entrada na escola, treinamento e rotina de prevenção dentro das escolas, porque teremos que conviver com o vírus por pelo menos um não até sair a vacina”, pontuou.

Rui indicou que será feito um esforço para a reposição das aulas e que o ano letivo avance até fevereiro do próximo ano.

“Quero tranquilizar que não vamos cancelar o ano letivo. Vamos fazer um esforço para reprogramar as aulas. Muito provavelmente teremos aulas aos sábados e teremos um avanço ao mês de janeiro e talvez fevereiro do ano que vem para completar o ano letivo, e com isso não prejudicar nenhum aluno”, avisou.

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Sem conseguir controlar o sarampo, o Brasil já registra novo avanço da doença neste ano, ao mesmo tempo em que a pandemia do novo coronavírus ameaça os índices de vacinação, única forma eficaz de prevenção.
Ao todo, já são 2.805 casos confirmados de sarampo, um aumento de 18% em apenas uma semana, segundo dados do Ministério da Saúde.

O número também é superior aos primeiros quatro meses de 2019, quando havia apenas 92 confirmações. Em seguida, porém, a transmissão acelerou e chegou a 18 mil casos.

Neste ano, o total ainda pode aumentar, já que há 3.219 registros em investigação.

Atualmente, o país tem transmissão ativa do sarampo em 19 estados. Cinco deles concentram 96% dos registros atuais: Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

No Rio de Janeiro, já são 826 casos, quase o dobro de 2019, quando houve 496, diz a Secretaria Estadual de Saúde. A pasta atribui o avanço a uma migração do surto que ocorria até então com maior força em São Paulo.

Enquanto o sarampo mantém a tendência de avanço, especialistas alertam para o risco de queda na busca pela vacinação de rotina por causa da pandemia do novo coronavírus.

A presença de locais com baixa cobertura vacinal é apontada como o principal fator para o retorno do sarampo no país, o que ocorreu em 2018. “Enquanto na Covid uma pessoa infecta de duas a cinco pessoas, no sarampo vai de 16 a 18. É difícil controlar se não tiver a vacina, e só uma dose não traz anticorpo suficiente, precisa de duas”, afirma Lessandra Michelin, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

“Temos visto muita criança com vacina atrasada”, diz a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

“Ainda não temos os números, mas já temos essa percepção de que estão buscando menos a vacinação. As pessoas buscam a vacina da gripe. As outras, não.”

Segundo Ballalai, mesmo com recomendação de isolamento, a vacinação de rotina deve ser mantida.

Nas últimas semanas, já houve casos de suspensão temporária de serviços em áreas com risco de colapso do sistema pela Covid-19, caso de cidades no Amazonas.

Já em outros locais, não há motivo para atraso no calendário. “Se não sair de casa para vacinar, com todo o rigor e cuidado, a coisa vai piorar muito”, diz Ballalai.

“Se o serviço tiver falta de salas e pessoal, aí adia. Mas ainda não temos essa situação na maior parte do país. A vacinação é um dos serviços essenciais.”

Médicos que atuam em postos com salas de vacinação confirmam queda na procura.

“Mesmo informando que a vacinação ocorre normalmente, vemos redução”, conta Rodrigo Lima, diretor da Sociedade de Medicina de Família e Comunidade, que trabalha em uma unidade de saúde em Samambaia, no Distrito Federal.

A situação se repete em outros estados do país. “Sem dúvida o distanciamento já está repercutindo na vacinação de rotina, com menor adesão. Mas isso não nos impede de continuar atuando”, afirma Núbia Araújo, diretora de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

Segundo ela, municípios têm organizado estratégias para manter a vacinação, como oferta de vacina com agendamento ou em espaços abertos dentro de escolas.

“Não podemos atrasar a vacinação das crianças, porque isso poderia aumentar o risco de surtos, sobrecarregando os hospitais com doenças evitáveis.”

A queda na vacinação durante a pandemia já preocupa a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em comunicado emitido com a Unicef, a entidade prevê que 117 milhões de crianças podem ficar sem vacina do sarampo por causa da Covid-19 no mundo.

A estimativa considera que 24 países tiveram vacinações canceladas em meio a pandemia e 13 planejavam a suspensão de campanhas até então.

Neste ano, a vacinação de rotina foi suspensa em alguns estados no momento de campanha para imunização de idosos contra a gripe. O motivo era evitar o risco de transmissão do coronavírus a esse grupo, mais vulnerável a complicações.

Encerrada essa fase, a vacinação foi retomada em abril. Ainda não há dados de como a medida pode ter impactado na cobertura vacinal e da situação atual.

A dificuldade em manter a vacinação em dia, no entanto, não é um desafio restrito à pandemia, apesar de se agravar durante esse período.

No início de março, uma campanha para vacinar crianças e jovens entre 5 a 19 anos contra o sarampo se encerrou com 156 mil pessoas vacinadas, entre 3 milhões previstas. O Ministério da Saúde afirma não ter dados atualizados.

Já no Rio de Janeiro, uma campanha própria desde janeiro deste ano para vacinar pessoas com até 59 anos tem até agora 1,4 milhão de vacinados –a meta é chegar a 3 milhões.

Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que o isolamento social pode ser positivo inclusive para evitar a disseminação do sarampo e outras doenças.

A medida, porém, seria temporária. “Não quer dizer que não devemos vacinar mais ninguém. Ninguém fica em distanciamento a vida inteira.”

Para os especialistas, o ideal é que municípios adotem formas alternativas de manter a vacinação de crianças e adultos em meio ao avanço do coronavírus.

Entre as recomendações, estão o uso de espaços abertos e estrutura de escolas, agendamento para evitar lotação de salas de vacinação e reforço de orientações como uso de máscaras –exceto por menores de 2 anos.

“Mesmo no lockdown, os serviços podem agendar ou aplicar em casa, diz Michelin, da SBI.

Já as tradicionais campanhas não são recomendadas. A exceção é a contra gripe, voltada a grupos mais vulneráveis também a Covid, e feita em alguns lugares com drive-thru.

Para Ballalai, caso seja mantido o atraso na vacinação, o risco de impulso ao sarampo é alto. “A sazonalidade do sarampo é maior na primavera. Enquanto ficar trancado em casa, até pode não ter de onde pegar. Mas, quando voltar para a escola sem vacina, o que vai acontecer?”

Questionado sobre ações, o Ministério da Saúde não respondeu.

Em boletim, a pasta orienta apenas que “as ações de vacinação devem considerar o cenário epidemiológico da Covid-19, especialmente nas localidades onde há casos confirmados e que também apresentam circulação ativa do vírus do sarampo”.

“Assim, são necessárias medidas de proteção para os profissionais de vacinação e a população”, aponta, sem detalhes. A pasta diz ainda que o plano do país para eliminar o sarampo está em revisão.

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