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Por Kamile Araújo – Economista

Sabe aquele valor fixo que aparece todo mês no extrato bancário da sua conta corrente, pessoa física, chamado manutenção de conta? Pois bem, provavelmente o seu gerente, muito atencioso, já explicou que esse valor é referente a um pacote de serviços que te da a possibilidade de realizar, mensalmente, uma determinada quantidade de saques e transferências, tirar alguns extratos, e outras operações bancárias.

Ele lista todas as vantagens desse pacote e fala que sai muito mais barato do que pagar todas as operações avulsas.

Geralmente, o valor desses pacotes começa em 7 reais (como nas contas universitárias), e vai aumentando, de acordo com o seu saldo e movimentações. Já fiquei sabendo de pessoas que pagam R$40,00, até R$60,00 de tarifas e não sabem nem pelo que estão pagando. Considerando a cobrança dessa tarifa em 1 mês, pode parecer um valorzinho mixuruca, mas você já parou pra pensar nesse valor acumulado em 1 ano?

R$7,00 x 12 meses = R$84,00. Para pra pensar no que você faria com esse valor!

R$40,00 x 12 meses = R$480,00. Absurdo, não?

E quem paga R$60,00? R$720,00 em um ano só de lucro pro banco.

Agora que você já tem consciência de que rasgou bastante dinheiro com essa maldita taxa, vou te contar o que o seu gerente escondeu de você. VOCÊ NÃO É OBRIGADO A PAGAR A MANUTENÇÃO DA SUA CONTA! Sim! Isso é possível quando você escolhe a modalidade de SERVIÇOS ESSENCIAIS GRATUITOS, ideal para quem não realiza tantas movimentações bancárias e controla tudo pelo aplicativo ou internet banking. Dentro dos serviços essenciais gratuitos, o correntista tem direito, SEM COBRANÇA DE TARIFAS, às seguintes operações:

Essas informações podem ser comprovadas na resolução nº 3919, de 25 de novembro de 2010, do Banco Central do Brasil. Pode confiar! Acredito que seja bem possível adequar a quantidade de operações bancárias a esses limites. Portanto, não perca mais tempo (porque tempo é dinheiro! Kkk) e exija do seu gerente a mudança para a conta de Serviços Essenciais Gratuitos. Ele vai criar mil dificuldades, desculpas esfarrapadas, vai rolar no caco de vidro etc. Não dê o braço a torcer, ok? É um direito seu e ninguém tira!

Por outro lado, sei também que várias pessoas utilizam a conta corrente com frequência muito maior. Sendo assim, sugiro que você analise mensalmente o numero de operações que costuma fazer e escolha o pacote de serviços que for mais conveniente com essa realidade. Dê um Google: pacotes de serviços do banco (digiteaquioseubanco). Converse com seu gerente e pronto!

Essa foi mais uma dica do Economia Descomplicada, com Kamile Araújo. Quer dicas de economia diariamente no seu celular? Siga @poup.investvca e me acompanhe!

Kamile Araújo

​​​Economista

​Mestr​a em Economia Regional e Políticas Públicas

​C​​onsultora de Finanças Pessoais e Investimentos na Poup & Invest

Siga: instagram.com/poup.investvca

CORTINA E CIA COLCHÕES
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Por Kamile Araújo – Economista

A polêmica em torno do preço dos combustíveis movimentou, ou melhor, paralisou, os últimos 15 dias em todas as partes do Brasil.  As variações frequentes no preço da gasolina, do álcool e do diesel têm deixado o consumidor bastante insatisfeito e preocupado. Mas você sabe por que o preço da gasolina e dos derivados de petróleo variam tanto?

Bem, a primeira coisa a se compreender é que o petróleo é uma commodity, isto é, um produto de origem primária (mineral, vegetal ou agropecuária), comercializado em todo o mundo e com alto valor estratégico.

Por ser utilizada como matéria-prima, uma commodity gera impactos em vários setores da economia.

Assim, o seu preço passa a ser estipulado a partir da sua cotação nos mercados internacionais (dólar), que varia diariamente.

Isso ocorre em qualquer país cuja economia é aberta, e existem livre concorrência, importações e exportações. Os preços podem ser alterados em função de mudanças climáticas, conflitos políticos e econômicos, o que deixa o país vulnerável às movimentações do mercado internacional.

Os produtos derivados do petróleo, como a gasolina e o diesel vendido nas refinarias, consequentemente, acompanham essas mudanças de preço.

E por que pagamos cada vez mais caro? Então, segundo a Petrobras, o preço da gasolina na bomba é disposto da seguinte forma:

Como demonstrado na imagem, cerca de 45% do preço que pagamos pelo litro de gasolina é composto por tributos federais (CIDE, PIS, PASEP e COFINS) e um tributo estadual (e mais alto) que é o ICMS. Diante disso, os postos de abastecimento não tem outra alternativa, senão elevar o preço da gasolina. Todo esse ônus, é repassado ao consumidor, que precisa da gasolina e está disposto a pagar o preço que lhe impõem.

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Por Kamile Araújo – Economista

Hoje vamos falar de anuidade do cartão de crédito. Você sabe o que é isso? Trata-se de uma taxa paga anualmente pela prestação de serviços de administração, manutenção, gerenciamento e monitoramento do seu cartão de crédito. Os valores de anuidade variam muito de cartão para cartão.

Alguns bancos chegam a cobrar R$1.200,00 (R$100,00/mês) de anuidade. Muitos de nós concentramos as compras no cartão, seja para organizar os gastos, pra aproveitar o prazo ou pra acumular pontuação e trocar por algum benefício, como passagens aéreas e outros descontos. Mas, será mesmo que é necessário pagar todo esse valor, além da comissão que as empresas contratantes já garantem aos bancos? Jamais!

O que muitos não sabem, e agora eu vou contar, é que É POSSÍVEL NEGOCIAR O VALOR DA ANUIDADE! Sim! Você pode conseguir um grande desconto nessa taxa e até mesmo a isenção. E como fazer isso? Bem, você vai precisar de um telefone, 20 minutos e muita paciência.

Ligue para a central de atendimento e converse com a moça sobre a possibilidade de reduzir o valor da anuidade. Apresente os seus argumentos e deixe claro que concentra a maioria dos seus gastos nesse cartão, sendo até injusto pagar uma anuidade tão alta. Ressalte que recebeu diversas propostas de cartões sem anuidade e com vários benefícios interessantes pra você, ex: Nubank. Deixe claro que está sempre pagando em dia a sua fatura.

É bem provável que ela te faça algumas propostas de desconto, mas não aceite de primeira! Insista na possibilidade de isenção e ameace de cancelar. Caso necessário, peça para falar com o supervisor e repita todos os argumentos iniciais. Diante de uma resposta negativa, a recomendação é sugerir um desconto de 75% ou aceitar o desconto máximo que eles ofereceram  (já é uma economia, né), faça isso se você não quer abrir mão do cartão de jeito nenhum. Mas, se você tiver outras opções de cartão isentos de anuidade ou que te garantam melhores condições, cancele o cartão! Não dependa do cartão de crédito! Com as suas finanças organizadas, você consegue fazer com que ele também trabalhe em seu favor!

Você já negociou anuidade de cartão? Qual foi a sua estratégia? Me conte aqui nos comentários!

 

Kamile Araújo

​​Economista

Mestra em Economia Regional e Políticas Públicas

C​​onsultora de Finanças Pessoais e Investimentos na Poup & Invest

 

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CORTINA E CIA COLCHÕES

Por Kamile Araújo – Economista

Alguma vez você já se deparou com a sua conta corrente indicando um saldo negativo? Quando isso acontece, significa que você entrou no cheque especial, também chamado de limite da conta, limite de saldo negativo, limite para saque, saque fácil, dentre outros.

Trata-se de uma forma de empréstimo que o banco já deixa aprovado pra quando você precisar utilizar, sem a necessidade de avaliação prévia de crédito. O acesso a esse recurso é realmente muito prático.

Quando você usa mais do que tem disponível na sua conta corrente, seja por meio de saque, transferência ou algum pagamento, você entra automaticamente no cheque especial. Mas, é preciso ter muito cuidado!

Utilizar esse recurso de forma imprudente pode te custar muito mais do que você imagina. Assim que o dinheiro entra na sua conta, você, automaticamente (sim, porque o valor é descontado de imediato), devolve o valor que pegou emprestado com o banco, acrescido de JUROS de, em média, 324%/ano, 12,8%/mês, 0,40%/dia.

Sabe por que essa taxa é tão alta? Porque não foi exigida nenhuma garantia de você, logo, o banco não confia plenamente que vai receber de volta o que emprestou em pouco tempo. Assim, o seu saldo devedor aumenta rapidamente.

Vale ressaltar que os juros são cobrados POR DIA DE ATRASO. Assim, quanto mais você demora pra colocar o dinheiro de volta, pior pra você.

A recomendação é evitar ao máximo recorrer a esta fonte de crédito. Mas, caso o cheque especial seja a única alternativa em uma situação de emergência, faça o possível para depositar o valor suficiente para manter o seu saldo positivo, o quanto antes. Para os que desejam cancelar esse serviço, aumentar ou diminuir o limite disponível, a solicitação pode ser feita a qualquer momento com o seu gerente ou ligando para o atendimento.

Kamile Araújo

​​​Economista

​Mestr​a em Economia Regional e Políticas Públicas

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Por Kamile Araújo – Economista

O “dinheiro de plástico” é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, na última década. A facilidade proporcionada pelo cartão de crédito é indiscutível, mas os danos causados pelo uso imprudente desse recurso podem complicar bastante a sua vida financeira.

Nada como poder comprar aquela TV tão cara e desejada, mesmo pagando em “suaves” prestações mensais, ou ter um recurso extra para alguma situação de emergência. Melhor ainda é poder comprar algo imprevisível, quando o dinheiro em espécie já acabou, mas o mês ainda não. Falando assim, da até pra imaginar que quem utiliza o cartão de crédito só tem boas histórias pra contar, não é verdade?

Engana-se quem acredita que o cartão proporciona apenas benefícios ao consumidor. O seu uso de forma descontrolada é altamente danoso e pode comprometer a sua vida financeira de maneira preocupante. O pior de tudo é que, quando você se dá conta, já entrou em uma verdadeira bola de neve, mato sem cachorro, beco sem saída ou qualquer trágica situação do tipo!

As facilidades do cartão de crédito fazem o típico consumista acreditar que pode comprar a qualquer momento e que a conta só vai chegar num futuro muito distante ou simplesmente não vai chegar. Ouço frequentemente pessoas dizendo “comprei por impulso”, “eu estava merecendo”, “pensei que não faria tanta diferença”. O problema, meu amigo, é que essa conta chega sim e com data marcada! E… se essa conta chegar, e o seu dinheiro não for suficiente para o que se gastou além do planejado, você cai no famoso rotativo do cartão de crédito!

O limite rotativo é um “empréstimo emergencial” utilizado quando o consumidor paga o valor mínimo estabelecido pela administradora do cartão, ou até mais, contudo não consegue pagar o total da fatura. Nesse momento, o valor que não foi pago é automaticamente financiado e lançado no mês seguinte, com JUROS e encargos acumulados.

Veja como as coisas funcionam no seguinte exemplo:

– Supondo que a sua fatura deste mês totalizou em R$3.000,00 e você só conseguiu pagar o valor mínimo estabelecido pela administradora do seu cartão, 15%, o equivalente a R$450,00. A princípio, você acaba de contrair uma dívida de R$2.550,00. Acontece que esse atraso incorre em taxas de juros azedíssimas, que incluem: juros do rotativo, juros de mora e encargos como multa por atraso e IOF (imposto sobre operações financeiras). Considerando essas taxas incidentes sobre o valor que não foi pago, após 30 dias, o seu novo saldo devedor será: R$3.031,44. Sim!!! Só no primeiro mês você paga R$481,44 de juros e encargos. Vamos dizer, ainda, que você não consegue se organizar no mês seguinte para quitar essa dívida. Após 60 dias, você estará devendo R$3.603,78. Aproximadamente R$1.053,78 além do saldo inicial. Falando assim já parece muito, imagine na hora de tirar do bolso!

Nesse tipo de situação, o cartão de crédito é uma péssima alternativa para se ter na carteira. Sendo assim, é muito importante trabalhar o autoconhecimento e avaliar se você está apto ou não a ter um cartão de crédito em mãos nesse momento. Muitas vezes pode ser muito vantajoso comprar com essa ferramenta, desde que: o limite de gastos não seja ultrapassado, a fatura seja paga integralmente todo mês, o cartão ofereça um bom programa de benefícios que garanta, por exemplo, descontos em cinemas, gasolina, passagens aéreas e outros produtos. Para usar o cartão de forma saudável, é importante ter um orçamento mensal equilibrado e gastar sempre MENOS do que ganha. Caso você não esteja com as finanças caminhando devidamente, organize-se primeiro para depois pensar em incluir um cartão nos seus meios de pagamento.

Kamile Araújo

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​Mestr​a em Economia Regional e Políticas Públicas

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