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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)deu o aval para que o Ministério dos Transportes avance com a proposta de acabar com a obrigatoriedade de aulas em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Após o sinal verde do presidente, a pasta abrirá uma consulta pública, a partir desta quinta-feira (2/10), para colher sugestões sobre o tema. As contribuições poderão ser feitas pelo site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Defendida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), a medida busca reduzir custos para a obtenção da CNH. A estimativa do órgão é que, sem a obrigatoriedade, o custo da carteira para as categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio) poderá ficar até 80% mais barato.

Segundo a proposta, o conteúdo teórico poderá ofertado de forma presencial nos centros de formação de condutores, por ensino a distância em empresas credenciadas ou, em formato digital, oferecido pela Senatran.

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Enquanto a data para o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não é marcada, cresce a apreensão sobre o teor das negociações tanto no Planalto como nos setores afetados pelo tarifaço. Há a possibilidade de uma conversa por videoconferência se dar nesta semana. Mas o que esperar do diálogo entre Lula e Trump?

A avaliação de Guilherme Casarões, professor da Florida Interational University, é que Trump não vai aceitar passar a imagem de que os Estados Unidos estão sendo passados para trás, nem para o público interno nem para o externo.

“Isso vai exigir certa criatividade por parte da diplomacia brasileira, e a nossa diplomacia é bastante habilidosa nesse sentido, de promover, qualquer que seja o resultado da conversa, como uma vitória para ambos os lados, mas dando ao Trump a possibilidade de cantar a vitória para o seu próprio lado”, afirma Casarões.

Professor de Relações Internacionais da Unesp, Marcos Cordeiro Pires aposta que esta primeira conversa entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente brasileiro “vai ser muito coreografada”. “De tal forma que não se utilize imagens para gerar ganho político desproporcional para uma das partes”, diz.

Para o professor de Relações Internacionais da UnB Antonio Jorge Ramalho, o presidente norte-americano não raro se comporta de maneira “infantil”. Mas ele acredita que o Itamaraty saberá conduzir o processo que levará ao encontro, caso ele se materialize, de maneira a reduzir esse risco. “Por seu lado, Lula nunca foi ingênuo e é muito intuitivo; saberá se livrar de armadilhas”, avalia.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou no domingo (21) que as manifestações contra a PEC da Blindagem e a anistia aos responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 mostram a oposição popular à “impunidade”.

“Estou do lado do povo brasileiro. As manifestações de hoje demonstram que a população não quer a impunidade, nem a anistia”, escreveu Lula em suas redes sociais, compartilhando imagens dos protestos em várias cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador.

O presidente também afirmou que o Congresso deve focar em ações que beneficiem o povo brasileiro. Os protestos ocorreram em reação ao avanço da PEC da Blindagem e do PL da Anistia na Câmara dos Deputados, ambos aprovados na semana passada. Os atos se espalharam por todas as capitais e pelo menos 30 cidades de médio porte.

Em Salvador, os manifestantes se reuniram em pontos como o Farol da Barra e o Morro do Cristo, exibindo cartazes e entoando palavras de ordem. O evento contou com a presença de artistas como Daniela Mercury, Baco Exu do Blues, Wagner Moura e Nanda Costa.

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Após apresentar queda na última pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a subir e chegou a 50,8% no novo levantamento divulgado nesta quarta-feira, 17. São 48,3% os que desaprovam o petista, e 0,9% os que não souberam responder à pergunta.

Essa é a primeira vez desde outubro do ano passado que a aprovação do presidente supera a desaprovação, incluindo a margem de erro das pesquisas. O índice atual também representa a maior subida na aprovação entre duas pesquisas, com 2,9 pontos porcentuais.

Apesar da melhora, ainda são maioria os que avaliam o governo Lula negativamente, embora o número tenha caído em comparação ao mês passado.

São 48% os que o consideram “ruim ou péssimo”, uma queda de 3,2 pontos porcentuais. Os que avaliam o governo do presidente como “ótimo ou bom” subiram de 43,7% para os atuais 46,2%. Em agosto, 5,1% achavam o governo “regular”, e agora são 5,8% os que têm essa avaliação.

Fonte: Estadão
Foto: Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Lula participa nesta segunda-feira (8) de uma reunião virtual com os líderes dos países que fazem parte do Brics. A reunião está marcada para 9h.

O governo brasileiro organizou o encontro, que está no comando rotativo do bloco: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã e Arábia Saudita.

De acordo com os integrantes do governo, o encontro não deve discutir apenas o tarifaço dos Estados Unidos. A expectativa é de que o presidente brasileiro reforce a defesa da soberania brasileira, de forma mais tranquila.

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A três dias da entrada em vigor da tarifa de 50% anunciada por Donald Trump contra produtos brasileiros, o governo Lula tenta excluir itens estratégicos da lista, como alimentos e aeronaves da Embraer (EMBR3).

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, tem conversado com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, buscando preservar esses setores com o argumento de que, além de terem forte peso na pauta exportadora, alguns desses produtos, como as aeronaves da Embraer, utilizam peças importadas dos Estados Unidos.

O Brasil é o maior exportador global de suco de laranja, e 42% de sua produção tem como destino o mercado norte-americano. No café, os EUA compraram 2,87 milhões de sacas brasileiras entre janeiro e maio deste ano, equivalente a 17,1% das exportações do setor, segundo o Cecafé.

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O Palácio do Planalto tem adotado uma postura de cautela em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A orientação do governo Lula (PT) é evitar qualquer declaração que alimente o discurso bolsonarista de perseguição política.

Os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) têm sido os principais porta-vozes dessa diretriz. Sidônio, que conversou com Lula na manhã desta sexta-feira (18), tem aconselhado que o tema não seja tratado publicamente nem debatido internamente no governo.

Gleisi chegou a ordenar a exclusão de uma postagem feita por sua equipe com teor irônico sobre a operação da Polícia Federal. “Bom dia, PF! Sextou com busca e apreensão na casa do golpista. Grande dia!”, dizia a publicação. A ministra afirmou que não tinha conhecimento do post e criticou o tom: “O governo está adotando uma postura de sobriedade em relação à situação. É um assunto da justiça, que tem conduzido respeitando o devido processo legal”.

Apesar da recomendação, alguns ministros não seguiram a orientação. Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) ironizou nas redes sociais: “O bananinha @BolsonaroSP que se cuide porque ao voltar para o Brasil pode ter uma tornozeleira eletrônica esperando por ele aqui.” Em seguida, listou o que considera indícios de um plano de fuga de Bolsonaro, citando o pernoite do ex-presidente na embaixada da Hungria e ações de aliados no STF e nos EUA.

O ministro Luiz Marinho também se manifestou: “TOC, TOC, TOC! Agora, um possível plano de fuga ficou mais difícil. O @STF determinou uso de tornozeleira eletrônica no ex-presidente golpista… Como não é uma joia das ‘Arábias’, não poderá ser desviada nem vendida”, diz o post nas redes sociais.

Nas redes, militantes e parlamentares do PT celebraram a operação, mas lideranças do partido defendem cautela. “Bolsonaro é problema do Ministério Público e do Judiciário”, afirmou o presidente eleito do PT, Edinho Silva. A cúpula petista pretende concentrar o debate público em temas como justiça tributária e soberania nacional, considerados responsáveis pela melhora na popularidade do governo.

A decisão do STF foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito de um procedimento sigiloso iniciado em 11 de julho, dois dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida usada por aliados de Bolsonaro como argumento contra sua condenação. Para Moraes, as falas do ex-presidente e a atuação de seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos EUA, configuram atentado à soberania nacional.

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O veto do presidente Lula (PT) ao projeto que aumenta o número de deputados na Câmara praticamente enterrou a possibilidade de a mudança ocorrer, na avaliação de parlamentares ouvidos pela coluna.

Eles dizem ainda que, mesmo que a decisão seja levada para deliberação em sessão do Congresso —o que não veem acontecendo—, o veto será mantido.

O aumento do número de deputados era usado como munição pelo governo para criticar o que considera incoerência no discurso do Congresso, ao pregar redução de despesas do Executivo ao mesmo tempo em que, ele mesmo, amplia os gastos em benefício próprio. A pauta, impopular, enfrentou dificuldade no próprio Parlamento. Na Câmara, foi aprovada por 270 votos a 207. No Senado, o placar foi de 41 a 33.

A decisão do presidente gerou reação dos deputados, que aprovaram na noite de quarta-feira (16) um projeto que inclui um crédito subsidiado de até R$ 30 bilhões para o agronegócio com verbas de petróleo do pré-sal.

No entanto, até mesmo na Câmara a expectativa é de que o veto não seja nem sequer pautado em sessão do Congresso. Deputados afirmam que o foco já está nas eleições do ano que vem, e que defender uma pauta impopular como essa pode custar votos.

Além disso, há ainda a leitura do desgaste que seria o veto ser pautado, derrubado pela Câmara e mantido pelos senadores —para cair, o veto precisa ser rejeitado pelas duas Casas, com voto de maioria dos integrantes (257 deputados e 41 senadores).

No Senado, a votação obteve o número mínimo de apoio para avançar. No entanto, mesmo parlamentares que votaram a favor do texto admitem que o veto seria mantido pelos senadores em sessão do Congresso.

Um dos fatores que contribuem para essa percepção é o fato de o projeto ter recebido apoio de cinco dos nove senadores do PT. A expectativa é que, agora, nenhum deles se oponha à decisão do presidente, o que significaria um placar ainda mais minguado na sessão do Congresso. A senadora Augusta Brito (PT-CE), por exemplo, que votou a favor do texto, disse à coluna que não votaria para derrubar o veto.

Outros senadores que já se posicionaram contra o aumento mantêm a decisão, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Certamente será um placar apertado, para qualquer lado”, diz. “Vou votar para manter o veto.”

A única possibilidade de o veto ser derrubado é com a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A votação a jato, por exemplo, foi fruto de um acordo entre ele e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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Horas antes do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Juazeiro, onde participa de uma série de anúncios e entregas na área de Saúde, o governador Jerônimo Rodrigues atribuiu a reversão na curva de impopularidade do petista e alta na avaliação positiva do governo federal à postura dele diante do tarifaço imposto pelo presidente do Estados Unidos, Donald Trump.

“Eu não tenho dúvidas de que o crescimento na popularidade de Lula vem de tudo que ele tem feito no governo, mas também do fato de que a corda está esticada no Brasil. O ex-presidente (Jair Bolsonaro) criou uma cizânia entre dois lados, dois Brasis. Mas somos um só, com interesses diferentes, claro, e que se resolvem na mesa de negociação. Por isso Lula já começou a reverter (a impopularidade), porque a postura dele é de um patriota que não vai deixar o Brasil virar quintal de nenhum outro país”, disparou Jerônimo.

Nos últimos dias, duas novas pequisas, a dos institutos AtlasIntel e Quaest, haviam detectado uma ligeira alta na avaliação positiva de Lula e um recuo nos índices negativos, a reboque da reação do governo brasileiro ante a ofensiva deflagrada por Trump, supostamente em apoio à anistia para Bolsonaros e demais aliados acusados de tentativa de golpe e abolição violenta do Estados Democrático de Direita. Antes, o governador já havia classificado a taxação de 50% imposta por Trump aos produtos brasileiros como “tentativa de golpe”.

Jerônimo também não economizou críticas a Bolsonaro, a quem imputa o desmantelamento de políticas públicas importantes criadas pelos governos Lula e Dilma Rousseff, em especial, o Minha Casa Minha Vida. “O ex-presidente vinha à Bahia fazer motociata, brincar de moto. O Lula vem hoje à Bahia anunciar obras do PAC, fazer entregas”, emendou Jerônimo.

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve um novo índice de aprovação, divulgado na pesquisa AtlasIntel e Bloomberg, em relatório divulgado pela Latam Pulse, nesta terça-feira (08). Segundo o levantamento, o petista chegou a 47,3%, sendo o maior percentual de aprovação de 2025. A pesquisa obteve uma margem de erro de dois pontos percentuais, onde Lula oscilou no limite em comparação à última pesquisa, de maio, quando chegou a 45,4%.

No indice de reprovação, Lula variou em dois pontos percentuais, indo de 51,8% para 53,7% obtidos anteriormente. Já a avaliação do governo, passou de 52,1% que consideravam o governo como ruim/péssimo, em maio, para 51,2%.

Pessoas que consideram a gestão petista como ótima/boa eram 41,9% e chegaram a 41,6%. O estudo também trouxe dados relacionados a disputa eleitoral do próximo ano. Em um possível primeiro turno com os mesmos candidatos de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 46% das intenções de voto e aparece empatado tecnicamente com o Lula, com vantagem de 1,6 pontos percentuais sobre o petista, que alcançou 44,4%.

No entanto, a diferença entre os dois, é menor que aos 2,8 pontos contabilizados no mês passado. Já em um cenário sem Bolsonaro, Lula possui 44,6% e fica na frente de nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem 34%. Nesse cenário, alternativas como Pablo Marçal (PRTB) e os governadores Romeu Zema (Novo), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Eduardo Leite (PSD) contabilizam individualmente menos de 5%.

Sem Bolsonaro e Tarcísio, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), teria 30,4%. Porém, ela ficaria atrás de Lula que contabilizou 45% das intenções de voto. Participaram 2.621 pessoas entre os dias 27 e 30 de junho. O levantamento tem o nível de confiança em 95%.

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