A Justiça Eleitoral liberou os bens de três investigados na Operação Condotieri, que apura um esquema de compra de votos nas eleições de 2016, liderado pelo vereador de Vitória da Conquista Rodrigo Moreira (PP).
Segundo decisão da juíza Arlinda Souza Moreira, Humberto Magalhães Souza, Vivaldo Gois de Oliveira e Walter Guimarães de Moraes Júnior já podem retirar de suas contas-correntes os valores devolvidos pela Justiça.
Os três são acusados de integrar o esquema que, segundo as investigações, oferecia empregos no novo presídio de Conquista, em troca de apoio na campanha e votos para Moreira. Além disso, a organização se utilizava da estrutura de outros órgãos públicos, como o Detran e a Zona Azul, para o mesmo fim.
Ainda de acordo com o Bahia Notícias, Vivaldo é assessor parlamentar do deputado federal Ronaldo Carletto (PP). Em Conquista, Moreira foi apoiador de Carletto. Nas eleições deste ano, faria aliança na cidade com o deputado, que se reelegeu, e também com o deputado estadual Robinho (PP). Além de assessor parlamentar, Vivaldo chegou a assumir a presidência do Pros, em uma articulação comandada por Carletto, que tentou usar da estrutura do partido para ganhar musculatura política e obter uma vaga ao Senado na chapa majoritária do governador Rui Costa.
Humberto, segundo as investigações, era responsável por manter Moreira informado do esquema. Empresário, Walter foi alvo de uma operação no Rio em maio deste ano, que investigou indícios de direcionamento ilegal de uma licitação realizada em 2015 na cidade de Cabo Frio. Ele é sócio da Construtora Zadar, que, por sua vez, tem participação na empresa Expark, que venceu a licitação para gestão da Zona Azul em Conquista.
A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigava Michel Temer e o grupo político dele sobre o recebimento de propina em troca de benefícios a empresas do setor portuário e indiciou o presidente e a filha Maristela por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
De acordo com o jornal “O Globo”, outras 10 pessoas também foram indiciadas.
O relatório final aponta que o presidente usou empresas de João Baptista Lima, coronel reformado da PM e amigo de longa data do presidente, para receber dinheiro indevido da companhia Rodrimar. A empresa Libra, que assim como a Rodrimar também é concessionária de áreas do porto de Santos, também foi apontada no documento da PF por cometer crimes em pagamentos.
Ainda segundo informações de “O Globo”, o relatório da Polícia Federal foi enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (17), prazo máximo estabelecido pelo ministro Luís Roberto Barroso.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também receberá o relatório e decidirá se oferece denúncia contra Temer. A PF já solicitou o bloqueio de bens de Temer e dos demais envolvidos e pediu a prisão prisão preventiva do coronel Lima, seu sócio Carlos Alberto Costa, sua mulher Maria Rita e o contador Almir Martins Ferreira, todos indiciados.
Vale lembrar que o presidente já havia sido denunciado outras duas vezes por Rodrigo Janot, antecessor de Dodge, em casos que envolveram a delação do grupo J&F. No entanto, o Congresso barrou a abertura de ação penal.
O presidente Michel Temer ainda não se manifestou sobre o relatório final da investigação, que durou 13 meses.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (11), a 53ª etapa da operaão Lava Jato em Salvador, São Paulo, além das cidades paranaenses de Lupianópolis, Colombo e Curitiba. A ação batizada de “Piloto” cumpre 36 mandados judiciais, destes, apenas um mandado de busca e apreensão na capital baiana.
Segundo o G1, objetivo da investigação é a apuração de suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, em favor de agentes públicos e privados no Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.
As condutas investigadas podem configurar, em tese, os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR onde permanecerão à disposição da Justiça.
Cerca de 20 agentes da Polícia Federal realizam na manhã desta quarta-feira (5) uma operação na cidade de Brumado, no sudoeste baiano.
Segundo informações do site 97 News, há duas possíveis operações em andamento: a primeira é chamada de “Sinistro”, foi iniciada em 2016 e monitorava o comércio clandestino de seguros automotivos; outra ação batizada de “Sem filtro” combate o comércio de cigarros contrabandeados e também estaria em curso.
Como parte da Operação Condotieri, da Polícia Federal (PF) em Vitória da Conquista, no sudoeste, foi afastado das funções o titular da coordenação do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Antônio Lauro Gomes de Oliveira. Segundo o Sudoeste Digital, Lauro, como é conhecido, atuou na eleição de 2016 na campanha do então candidato a vereador Rodrigo Moreira (PP), principal alvo da Operação e também afastado da Câmara.
Antônio Lauro foi nomeado em 16 de fevereiro do ano passado para o cargo na prefeitura. O titular da NTI é lotado no gabinete do prefeito. A Operação Condotieri foi iniciada em 2017 pela Delegacia de Polícia Federal em Vitória da Conquista sobre o crime de corrupção eleitoral e falsidade durante a eleição de 2016. Segundo apuração do BN, o vereador acusado então candidato em 2016 teria oferecido emprego a eleitores no novo presídio de Vitória da Conquista, que estava prestes a ser inaugurado, em troca de apoio na campanha e de votos. A ação foi deflagrada na manhã da quinta-feira (30).
A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista informa que, na manhã desta quinta-feira (30), a Polícia Federal protocolou uma solicitação de documentos referentes à concorrência pública nº 001/2014, na qual a empresa-consórcio Vitória da Conquista Rotativo (Zona Azul) sagrou-se vencedora, prestando serviços ao município desde a gestão passada.
A operação denominada “Condontieri”, realizada pela Polícia Federal em cinco municípios baianos, tem por objetivo investigar os processos relativos a crimes eleitorais cometidos em 2016 por um então candidato, eleito vereador, não tendo assim nenhuma ligação com o Executivo Municipal.
A Prefeitura manifesta apoio e colaboração com o trabalho da Polícia Federal e se coloca à disposição caso haja necessidade de alguma informação.
Deflagrada na madrugada desta quinta-feira (30) Operação Condotieri cumpriu mandados na Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Segundo a PF, os crimes teriam sido cometidos por um então candidato, eleito vereador, em Vitória da Conquista.
Na Bahia, os agentes da PF cumprem mandados em Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna, Wenceslau Guimarães e Lauro de Freitas. A operação é batizada de Condotieri.
Segundo a PF, os delitos foram cometidos em 2016 por um então candidato.
A Justiça Eleitoral determinou ainda o bloqueio de bens e valores de membros na ordem de aproximadamente R$ 420 mil, em razão do valor potencial do desvio. Os suspeitos vão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica, patrocínio infiel e estelionato.
Segundo o delegado Rodrigo Kolbe, que coordenou a operação, o vereador poderá perder o mandato.
Ouça toda a entrevista coletiva na íntegra:
Na manhã dessa quinta-feira (30), em operação, a Polícia Federal (PF) cumpriu ordem judicial prolatada pela Dra. Arlinda Souza, juíza da 41º zona eleitoral, para busca e apreensão de documentos na Câmara Municipal de Vereadores, especificamente no gabinete de um parlamentar.
Além da busca e apreensão de documentos, o IPL nº 0227/2017-4-DPF/VDC/BA, emitido pela Polícia Federal, solicitou desta casa o afastamento, provisório, do investigado da função de vereador.
O presidente da Câmara, Hermínio Oliveira (PPS), ressaltou que “esta Casa está contribuindo com as investigações e todas as medidas estão sendo tomadas para que seja mantida a integridade da Câmara, de seus funcionários e vereadores. Além disso, estamos cumprindo todas as solicitações da Justiça e, nesse momento, o parlamentar em questão se encontra afastado de suas funções por determinação judicial”.
Segundo a PF, as investigações sobre o referido parlamentar foram iniciadas antes dele ter sido empossado vereador.
Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista
Vitória da Conquista/BA – A Polícia Federal deflagra nesta quinta-feira (30/08) a OPERAÇÃO CONDOTIERI, que visa combater crimes eleitorais cometidos em 2016 por um então candidato, eleito vereador, da cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Mais de 100 policiais federais cumprem 29 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de medidas cautelares diversas da prisão e 61 mandados de intimação nos municípios baianos de Vitória da Conquista, Itabuna, Wenceslau Guimarães, Salvador e Lauro de Freitas, além do Rio de Janeiro/RJ e Cuiabá/MT.
A operação decorre de uma investigação iniciada em 2017 pela Delegacia de Polícia Federal em Vitória da Conquista/BA, sobre o crime de corrupção eleitoral e falsidade durante a eleição de 2016, em que um vereador, então candidato, oferecia empregos no novo Presídio de Vitória da Conquista/BA, que estava prestes a ser inaugurado, em troca de apoio na campanha e de votos. A investigação desvendou ainda que a organização criminosa instalada se utilizou da estrutura de outros órgãos públicos, como o DETRAN e a ZONA AZUL, para o mesmo fim, bem como omitiu receitas e falsificou recibos entregues na prestação de contas à Justiça Eleitoral. Os investigados se serviram de pelo menos duas empresas de “fachada” para emissão de notas “frias”, que eram utilizadas para a prestação das contas.
Além do vereador, estão envolvidos no esquema um ex-presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, o assessor de um deputado federal, um ex-deputado estadual da Bahia, assessores, o ex-diretor do 4º CIRETRAN de Vitória da Conquista, membros da empresa que administra o novo presídio de Vitória da Conquista, sócios administradores do consórcio ZONA AZUL, além de outras pessoas. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica, patrocínio infiel e estelionato.
A Justiça Eleitoral determinou ainda o bloqueio de bens e valores de membros da organização criminosa na ordem de aproximadamente R$ 420 mil, em razão do valor potencial do desvio. Além disso, dois dos mandados cumpridos na operação são em desfavor de empresários alvos na operação CALICUTE, que representou a 37ª fase da operação LAVA JATO, que em 2016 desvendou esquema e corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa em obras do Rio de Janeiro/RJ.
O nome da operação é uma alusão à obra de Nicolau Maquiavel denominada “O Príncipe, que trata das teorias políticas mais elaboradas pelo pensamento humano, servindo de guia para como se chegar e manter-se no poder. Os “condotieri” (mercenários), citados na obra, eram contratados pelos governantes da época com o intuito de obter conquistas territoriais na península Itálica do século XVI, utilizando-se de força ilegítima e sem qualquer ética política, sob o argumento de que “os fins justificam os meios”.
Maiores informações poderão serão obtidas na sede da Delegacia de Polícia Federal em Vitória da Conquista em entrevista coletiva que será concedida às 09:30h
Informações da Policia Federal
Serviço de comunicação social
*Na foto 4ª Ciretran interditada pela Policia Federal para investigações
ma operação para combater crimes eleitorais cometidos em 2016 foi deflagrada, nesta quinta-feira (30), pela Polícia Federal, em cidades da Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso.
Segundo a PF, os crimes teriam sido cometidos por um então candidato, eleito vereador, da cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. A PF não divulgou o nome do vereador, que é o principal alvo da operação.
De acordo com a PF, a operação, intitulada Condotieri, conta com mais de 100 policiais federais que cumprem 29 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de medidas cautelares e 61 mandados de intimação.
Os mandados são cumpridos em Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna, Wenceslau Guimarães, e Lauro de Freitas, na Bahia, além do Rio de Janeiro (RJ) e Cuiabá (MT). Com informações do G1