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Novo Paraiso

A Prefeitura de Itambé estará abrindo oficialmente nesta sábado, 1º de junho, os festejos juninos do município com o tão aguardado Projeto Cultural Caravana do Forró. O sucesso dos últimos dois anos promete se repetir em 2019. A caravana vai sair a partir das 8:00 horas da manhã do CRAS Hildete Brito e seguirá até a Alameda Paulo Achy, centro da cidade. O evento vai oferecer uma manhã com muito forró, apresentação de quadrilhas juninas, comidas típicas e a participação especial dos projetos sociais.

Organizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e pela Coordenadoria Municipal de Cultura e Eventos, a ação tem como objetivo divulgar as manifestações culturais e anunciar a aproximação da festa mais tradicional de todo Nordeste, o São João. Neste ano, serão cinco edições do projeto tendo, cada uma delas, uma unidade do CRAS como responsável pela mobilização. Para o prefeito Eduardo Gama, a ação itinerante traz a proposta de fortalecer as tradições do município e levar mais alegria aos moradores que aguardam ansiosamente a chegada do período junino.

Com tema “No meu sertão tem de tudo”, o São João de Itambé deste ano vai mais uma vez fortalecer a cultura local, unir as famílias e, sobretudo, oferecer uma festa onde a segurança e a tranquilidade sejam prioridades.

CORTINA E CIA COLCHÕES
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O mês de maio é de preparação no Nordeste brasileiro para uma das suas festas mais populares. É quando as famílias começam a planejar para receber os parentes que vem de longe, os amigos se reúnem pra organizar um forró, a vizinhança começa a enfeitar as ruas e os grandes “arraiá” começam a tomar forma.

É o caso do Arraiá da Conquista, o São João promovido pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista desde 2017 com atrações regionais, valorizando o autêntico forró e os artistas da cidade. A Secretaria Municipal de Cultura já selecionou as primeiras atrações que irão se apresentar durante a festa, que começa no próximo dia 10 de junho, na Praça Nove de Novembro.

“Mesmo com as dificuldades financeiras que todos os municípios estão enfrentando, promover o São João é uma alternativa para geração de renda e de mais oportunidades, não só para a classe artística e cultural, como também para os pequenos empreendedores, para a agricultura e para o comércio regional, pois todos eles se preparam para esse período”, afirma o secretário de Cultura, Adriano Gama.

Além do palco no centro da cidade, a Prefeitura apoia os barracões montados nos onze distritos da zona rural. “Tem sido uma prioridade do nosso governo garantir a realização do São João também na zona rural, reforçando a tradição e a cultura popular que são muito fortes nessas comunidades”, completa.

No Centro Glauber Rocha, onde fica o principal palco, a festança será de 21 a 24 de junho.

Confira as atrações:

21/6 (sexta): Alex Baducha, Fulor do Cangaço, Edigar Mão Branca, Rony Barbosa e Almir Amaral
22/6 (sábado): Chega Mais, Chris Pimenta, Rege de Anagé, Forró do Karoá e Erlan
23/6 (domingo): Forró Chegança, Bruno Brasil, Genival Lacerda, Vitor Mariá e Narjara
24/6 (segunda): Gaúcho Larry, Cacau com Leite, Robertinha, Xamêgo Proibido e Andrade de Sertânia

Na próxima semana, a Prefeitura divulga a grade completa do evento.

Fonte: SECOM/PMVC

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Por Alexandre Tavares

O Turismo é conhecido no meio econômico como “Indústria sem chaminés”, termo que retrata ser a atividade um importante segmento da economia que traz desenvolvimento ecologicamente e socialmente corretos e que é hoje a atividade econômica que mais cresce e se desenvolve em todo o planeta. Essa classificação se firma na forma em que o produto turístico é apresentado e vendido ao consumidor e aos prestadores de serviços turísticos (trade turístico), pois ela só terá sucesso se for motivada e acompanhada pela conservação ambiental, cultural e histórica e alicerçada em valores como remuneração justa aos serviços prestados, compromisso com a qualidade no atendimento e nos equipamentos de hospedagem, alimentação, transporte e serviços do receptivo, como animação turística, serviços de guias e outros, isso aliado ao comprometimento das administrações públicas em buscar investimentos e ofertar financiamentos ao desenvolvimento das atividades praticadas, além de manter e ofertar infraestrutura adequada aos serviços, como por exemplo o transporte com estradas, portos e aeroportos adequados e suficientemente preparados para receber o turista.


O Brasil é um país com um excelente potencial turístico, mas que precisa adequar a sua “indústria” a um mercado extremamente exigente – pesquisas da EMBRATUR realizadas nas duas décadas passadas, na era anterior ao whatsApp e redes sociais, mostram que um turista bem atendido divulgava o fato à duas outras pessoas enquanto o turista insatisfeito divulgava a outras 10 pessoas, imagine-se nos dias de hoje como ficaria essa disseminação de informações? Uma ameaça ao nosso desenvolvimento turístico, pois aqui ainda se pratica a máxima de explorar o turista e não o turismo. Finalmente depois de três décadas o Brasil se tornou a partir de 2014/2015 o maior destino turístico internacional na América do Sul, recebendo em 2017 cerca de 6,5 milhões de turistas estrangeiros, à frente da Argentina, Chile e do Perú – que com dois produtos (Machu Picchu e a gastronomia) era o primeiro destino da América do Sul das décadas de 1970 até o ano 2.000. Muita coisa foi feita para chegar a esse patamar, e não foi fácil. Em meados da década de 1990 a EMBRATUR – Instituto Brasileiro do Turismo iniciou o PNMT – Plano Nacional de Municipalização do Turismo, iniciativa que dentre outras coisas instrumentalizou a prática do planejamento estratégico para o desenvolvimento do turismo nas unidades municipais que faziam parte do antigo RINTUR – Roteiro de Informações Turísticas. A partir daí, foi uma sequência de planos e projetos que visavam a autonomia dos municípios em relação ao desenvolvimento turístico e que deu certo para aquelas unidades que seguiram a cartilha.

Hoje, com o Programa de Regionalização do Turismo, o Ministério do Turismo atua com a inserção de produtos turísticos a partir dos municípios alocados em rotas regionais, em que se agrupam esses produtos por similaridades geográficas, ambientais e histórico culturais buscando o desenvolvimento das regiões turísticas em que se firmam os municípios de oferta principal, os de oferta complementar e oferta de apoio ao turismo. A Rota Turística Caminhos do Sudoeste foi criada em 2015 com objetivo de promover o desenvolvimento turístico regional a partir de uma integração entre os municípios com potencial turístico, incluindo esses no Mapa do Turismo do Brasil – iniciativa do Ministério do Turismo para divulgar os serviços turísticos e cadastrar os prestadores de serviços turísticos em todo país. O Mapa é um excelente veículo de divulgação do turismo nas esferas regionais, nacional e internacional, pois o Mtur registra um número muito grande de acessos ao produto turístico brasileiro através do site do Mapa.

Mas, para tanto se faz necessário que o trade turístico insira e cadastre suas ofertas através do site, e que os municípios façam a sua parte: criação e instalação dos conselhos municipais de turismo, criem dotação orçamentária específica para o turismo e instalem órgãos municipais de turismo (secretaria, diretoria, coordenação, etc). Mas, só isso não é suficiente, é preciso que o trade e municípios desenvolvam ações para transformar o potencial turístico em “Produto Turístico”, que nada mais é que dotar de infraestrutura suficiente os atrativos (potencial) ao receptivo turístico, coisa que ainda estamos longe, pois se pensarmos nas vocações turísticas da Rota Caminhos do Sudoeste, com sua natureza exuberante em fauna, flora, cachoeiras, montanhas e vales; o grande volume de negócios e eventos, a riqueza cultural das manifestações folclóricas e festas populares e a riqueza arquitetônica de casarões urbanos e rurais, dentre várias outras – percebemos que temos inúmeros entraves ao bom desempenho do segmento na região, como a falta de estradas adequadas, falta de informações turísticas, insuficiência e baixa qualidade da hospedagem e serviços de alimentação, baixa qualificação dos prestadores de serviços, dentre outros e, principalmente a falta de visão e vontade política dos gestores municipais. Portanto, muitas coisas ainda precisam ser feitas para a instalação da “Indústria sem Chaminés” na Rota Caminhos do Sudoeste, mas acredito que a primeira a ser feita é aumentar a prática do sorriso – que é a alma do turismo – o sorriso abre portas e incentiva o retorno, não é à toa que o principal slogan de nosso estado é: “Sorria, você está na Bahia”.

Por Alexandre Tavares
Diretor do TRIP CLUBE
Engenheiro Agrônomo, pela Universidade Federal do Amazonas

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O cantor Gabriel Diniz é uma das quatro vítimas da queda do avião bimotor que caiu no início da tarde desta segunda-feira, 27, na região do Porto do Mato, Estância. Na noite do domingo, 26, ele havia feito um show em Feira de Santana na Bahia.

A informação foi confirmada pelo comandante do 6º Batalhão, tenente coronel Kleberton Pinheiro. Perto do local do acidente também foi encontrado o passaporte do artista.

A aeronave em que o cantor estava desapareceu da frequência dos rádios e o Grupamento Tático Aéreo de Sergipe foi acionado pelo Espaço Aéreo de Recife para averiguar o local.

Com informações da Mega Rádio VCA

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CORTINA E CIA COLCHÕES

Pop, axé, MPB, pagode, forró, rock, funk e o melhor da sofrência e do sertanejo. Os mais diversos e queridos estilos de sons vão comandar a 15ª edição do Festival de Inverno Bahia (FIB), que acontece nos dias 23, 24 e 25 de agosto no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista.

Serão três noites de celebração à diversidade musical – marca registrada do festival. Confira quem fará a festa dos 15 anos do FIB: Frejat, Dilsinho, Marília Mendonça, O Grande Encontro, Iza, Ivete Sangalo, Léo Santana, Nando Reis, Wesley Safadão Anitta. A venda de ingressos do 1º lote começa nesta sexta-feira, 24. O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartão de débito e/ou crédito (exceto HiperCard), com possibilidade de parcelamento em até 6x.

Na sexta, 23, sobem ao Palco Principal os artistas Frejat, Dilsinho e Marília Mendonça. Esta edição marca o retorno de um veterano do FIB. Frejat se apresenta com o show “Tudo se Transforma”, com o qual promete um passeio por toda a sua carreira musical, desde as músicas do Barão Vermelho até as mais recentes canções. Já o cantor e compositor Dilsinho é uma das sensações do pagode romântico. Estreante no FIB, o artista já compôs para nomes como Thiaguinho e Alexandre Pires. Com “Péssimo Negócio” ganhou a Internet. A música é um sucesso em várias plataformas. “Todo mundo vai sofrer” é o mais novo trabalho de um dos expoentes da sofrência, Marília Mendonça, outra novata no festival. Suas canções vêm conquistando os corações dos brasileiros, tornando-se verdadeiros hinos do sertanejo contemporâneo, entoados pelos mais diversos públicos. Em Conquista, não será diferente.

A segunda noite do FIB 2019 promete esquentar a galera, com direito a eternos sucessos e novidades com muito suingue. Além da sempre poderosa Ivete Sangalo, também se apresentam O Grande Encontro, Iza e Léo Santana. O Grande Encontro é aquele tipo de projeto que cativa a todos. Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho prometem uma apresentação mágica, com um repertório cheio de sucessos para o público cantar junto, do início ao final.

A musa do sucesso “Pesadão” desembarca em Conquista com muito gingado. Um canal no YouTube foi a vitrine para o talento de Iza, que agora embala corações e bota todo mundo para dançar com as suas canções. A artista promete um mix de pop e r&b, com pinceladas de soul e blues, tudo com aquele tempero brasileiro. E Ivete vai mostrar ao público do FIB o seu show “Live Experience”, projeto que celebra os 25 anos de sua carreira.

Já Léo Santana promete “quebrar tudo” com seus hits que não deixam ninguém parado. Dono de sucessos como “Crush Blogueirinha”, “Santinha” e “Encaixa”, sucesso nos shows e na Internet, Léo promete esquentar o sábado.

Já no domingo, 25, Conquista vai do pop ao forró com Nando Reis, Wesley Safadão e Anitta. Nando Reis, figurinha cativa do público do FIB, apresenta o trabalho “Esse Amor Sem Preconceito”, que combina hits de seu repertório autoral a clássicos de Roberto Carlos. O show se baseia no novo álbum do artista, “Não Sou Nenhum Roberto, Mas às Vezes Chego Perto”. Uma grande estreia no festival, Wesley Safadão arrasta multidões Brasil afora com seu jeito diferente de fazer forró. No repertório, não vão faltar as conhecidíssimas “Camarote”, “Só Pra Castigar” e “Solteiro de Novo”, além de novas composições.

Ela está de volta. Será a segunda vez de Anitta no FIB. A artista vem trilhando uma carreira cada vez mais internacional, com direito até mesmo a parceria com a rainha do pop, Madonna. O público pode aguardar por sucessos como “Show das Poderosas”, até hits mais recentes, muitos deles cantados em espanhol e em inglês.

A produção do Festival de Inverno Bahia é assinada pela Icontent, empresa de entretenimento da Rede Bahia, em parceria com a TV Sudoeste, e conta com o patrocínio máster da Fainor e VCA Construtora.

SERVIÇO

Festival de Inverno Bahia 2019

Quando: 23, 24 e 25 de agosto

Onde: Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista-Ba

Classificação: 16 anos para os espaços Arena e Camarote VIP

Abertura dos portões: 19h (sexta e sábado) e 18h (domingo)

Início dos shows: a partir das 19h (sexta, sábado e domingo)

Grade: Frejat, Dilsinho, Marília Mendonça, O Grande Encontro, Iza, Ivete Sangalo, Léo Santana, Nando Reis, Wesley Safadão e Anitta (grade sujeita a alteração)

Ingressos: 1º Lote

Condições de pagamento: dinheiro, cartão de débito e/ou crédito em 6x sem juros nos cartões (exceto Hipercard)

Meia-entrada: É obrigatória a apresentação de documento comprobatório no momento da compra e na entrada do evento

Taxa de Conveniência: Nas compras pela internet e nas lojas South Salvador, é cobrada taxa de conveniência de 10%

Compra sem taxa de conveniência: Central de Ingresso, Loja Taco e Banca Central

Bilheteria do evento: Será encerrada à 1h

Confira os valores do 1º Lote

Confira os locais de venda:

SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

– Loja Taco Jeans (Av. Olívia Flores, 686 – Universidade, Vitória da Conquista)

Segunda a sexta: 09h às 19h | Sábado: 09h às 15h

– Central de Ingressos – Panvicon Center (Av. Lauro de Freitas – Centro, Vitória da Conquista)

Segunda a sexta: 09h às 18h | Sábado: 09h às 13h

– Central do Ingresso – Shopping Conquista Sul (Av. Juracy Magalhães, 3340 – Boa Vista – Vitória da Conquista)

Segunda a Sábado: 10 às 22h | Domingo: 12h às 20h

– Banca Central (Praça Barão do Rio Branco, S/N – Vitória da Conquista)

Segunda a sexta: 09h às 18h | Sábado: 09h às 13h

 COM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

– Lojas South: Shoppings Paralela, Piedade, Center Lapa, Bela Vista e Salvador Norte Shopping

– Internet: www.festivaldeinvernobahia.com.br

                    www.eventim.com.br

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A Secretaria da Educação do Estado da Bahia, por meio do Instituto Anísio Teixeira (IAT), publicou no Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE), desta quarta-feira (22/05), o edital para seleção de 120 professores formadores que atuarão no Programa Educar para Transformar – Plano de Formação Continuada dos Profissionais da Educação. Para concorrer a vaga, o candidato deve ser professor ou coordenador pedagógico do quadro efetivo da rede pública de ensino do Estado da Bahia, em efetivo exercício, com graduação em Pedagogia, Educação Física, Artes, História, Geografia, Sociologia, Filosofia e Ciências ou Licenciatura.

As inscrições devem ser feitas online, na página do Portal da Educação (http://educadores.educacao.ba.gov.br/selecaoformadores2019), até às 23h59 desta quinta-feira (23/05). O candidato deverá preencher o formulário online e o formulário anexo ao edital, além de enviar os documentos exigidos no edital. Após a etapa de inscrição, será realizada a Análise Curricular e Documental, de caráter classificatório e eliminatório. Por fim, os classificados nesta etapa, serão avaliados em uma entrevista técnica.

De acordo com a diretora geral do Instituto Anísio Teixeira, esta seleção é de fundamental importância para a formação que irá contemplar gestores escolares e coordenadores pedagógicos da rede estadual “Iniciamos esta seleção interna para trazer profissionais da rede que tenham experiência em formação, não só de professores, mas de diretores escolares, também. É importante ressaltar que estes profissionais selecionados vão continuar o trabalho na escola, além da atuação na formação”, completou Cybele Amado.

Fonte: Ascom/IAT

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Na noite desta quinta-feira, 16, o Memorial Câmara recebeu a Orquestra Conquista Sinfônica que apresentou, sob a regência do maestro João Omar, o Concerto Sinfonia Popular – Repertório Estilo Barroco.

Na oportunidade foram entregues Moções de Aplauso à Orquestra, ao Maestro João Omar de Carvalho Mello, e ao Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, na pessoa do seu coordenador Elton Becker, pela edição do Concerto Sinfonia Popular – Repertório Estilo Barroco. As homenagens são fruto da iniciativa do mandato do vereador Fernando Jacaré (PT). Ele falou da importância da orquestra e dos motivos que o levaram a prestar a homenagem. “É um trabalho maravilhoso, cultura conquistense de qualidade, digna de todas as formas de homenagens”, afirmou.

Gerenciada e representada pela Associação das Culturas Orquestrais e Sinfônicas (Arcos), a Orquestra Conquista Sinfônica foi criada há cinco anos. É composta por músicos voluntários e desenvolve atividades de ensino para crianças ligadas à Rede de Atenção, no município.

O presidente da Câmara, Luciano Gomes (PR), disse que esse é um momento ímpar, pois o Memorial além de estar recebendo a Orquestra, também oferece a exposição “Personalidades Conquistenses”. “Vamos continuar dando ênfase à cultura conquistense, como a Exposição em homenagem ao poeta e jornalista Maneca Grosso, dentre muitos outros eventos previstos”, adiantou.

O vereador Danillo Kiribamba falou do valor cultural da orquestra e da sua satisfação em poder participar desse importante evento na Câmara.

O maestro João Omar destacou que a apresentação foi um recorte do trabalho da orquestra, a qual se sente honrada com a homenagem. “As pessoas têm que aprender a ouvir, ouvir música, histórias, enfim, parar para uma audição, pois a música sensibiliza, e a orquestra é algo que exige muito esforço dos músicos, os quais executam, com paixão, partituras originais”, afirmou, acrescentando que  “essa é uma homenagem histórica, um momento especial”.

O coordenador do Centro de Cultura, Elton Becker ressaltou que foi estudante de escola pública e da universidade pública, onde aprendeu a importância de ser um defensor da educação pública e da cultura. Disse que João Omar dirige os músicos por meio dos gestos, retirando dos instrumentos, música de qualidade. “Vejo aqui a Câmara valorizando a arte, algo fundamental neste momento crítico, porque a arte é uma forma de sensibilizar as pessoas. Os dados apontam que 90% da população brasileira nunca assistiram a um concerto como este, e nós precisamos mudar isso. Ano passado nós colocamos 40 mil pessoas no Centro de Cultura em mais de 700 eventos, a única sala cênica da cidade, daí a importância desse reconhecimento do vereador Fernando Jacaré e da Câmara Municipal”, disse Becker.

 

 

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Se estivesse viva, a professora, poeta, escritora e educadora Heleusa Câmara completaria 75 anos neste 14 de maio de 2019. Das sete décadas e meia de vida, a maior parte do tempo foi dedicada às letras, não apenas às próprias letras, mas às manifestações literárias de muitos que, sem ela, jamais teriam tido a oportunidade de projetar-se  ao mundo por meio da palavra escrita – e por meio de livros. Especialista em Língua Portuguesa, mestra em Ciências Sociais e doutora em Ciências Políticas, Heleusa Câmara foi presidente da Academia Conquistense de Letras (1987-1990), vice-reitora da UESB (1991-1995) e secretária municipal de Educação e Cultura de 1997 a 2000.

Apesar de aposentada em 2014, manteve-se como colaboradora com o Comitê Proler/Uesb de Vitória da Conquista, que ajudou a fundar, em 1992, e atuando como palestrante e conferencista. Irrequieta, ao longo da sua trajetória produziu vasta bibliografia, com artigos científicos, capítulos em coletâneas, prefácios, textos em jornais e revistas, textos para teatro, participou de antologias poéticas, além de coordenar pesquisas científicas e produções técnicas. Publicou três livros: “Além dos Muros e das Grades” (2001), “Quarenta Graus de Outono” (1991) e “Mulheres Acorrentadas” (1982).

Em 30 de Janeiro de 2017, Heleusa Câmara concedeu uma entrevista ao jornalista Fábio Sena, então editor do Diário Conquistense, na qual a poeta abriu-se, entre outras coisas, para falar de sua condição maior, a de escritora, revelando que seu talento para as letras tinha uma bela história por trás, e que a devoção pelos livros praticamente nasceu com ela. Abaixo, na íntegra, segue reproduzida a conversa, que é publicada em forma de homenagem a uma mulher extraordinária, que fez da vida uma profissão de fé pela literatura, sem jamais discriminar entre a literatura popular e a chamada erudita. Ela prezava, sobretudo, pelo conteúdo humano por trás das letras.
por Fábio Sena – Blog do Fábio Sena

Enquanto fanáticos adoradores da Língua Portuguesa argumentam a superioridade da norma culta e desprezam as expressões literárias populares – para estes assassinas da última flor do lácio –, a professora Heleusa Figueira Câmara celebra a produção textual criativa e espontânea dos escritores e escritoras populares, seja no terreno da poesia, da narrativa, da memória ou da autobiografia. Não dominar o código linguístico formal jamais deveria ser empecilho ao sagrado direito de expressão, do falar, do contar, do dizer, do inventar, para preencher os espaços vazios da literatura, pensa a professora.

Heleusa Câmara tem 73 anos, mas jamais se refere ao passado como “no meu tempo”. Como para o sambista Wilson Batista, seu mundo é hoje. E é neste hoje que ela devota tempo e energia, não à própria literatura – farta e rica – mas à produção literária de um sem-número de pessoas que, sem ela, estariam irremediavelmente afastadas deste ambiente cujo critério de valor é a norma culta da linguagem, por isso mesmo, repleto de preconceitos. E é nesta missão civilizadora da originalidade da expressão popular contra o preconceito linguístico que Heleusa Câmara constituiu sua base de ação.

Graduada em Letras, doutora em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo, professora titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Heleusa é coordenadora municipal voluntária do Comitê Proler/UESB Vitória da Conquista, parte integrante do Programa Nacional de Incentivo à Leitura Proler, da Secretaria da Cidadania e Diversidade do Ministério da Cultura. Membro da Academia Conquistense de Letras e membro correspondente da Academia de Letras da Bahia, ela também é coordenadora e curadora voluntária do Núcleo Letras de Vida: escritas de si, que incentiva a escrita criativa e literária em presídios, e junto a trabalhadores rurais e prestadores de serviços informais.

Nesta entrevista exclusiva ao Diário Conquistense, Heleusa Câmara demonstra todo o potencial intelectual de uma mulher cuja literatura esteve sempre a serviço da transformação social – que o diga seu primeiro livro, Mulheres Acorrentadas, uma vigorosa manifestação de indignação contra a condição social das mulheres – e que, mesmo alcançando os mais altos níveis acadêmicos, teve audácia de materializar o que pensava o cordelista Antonio Vieira: “Os nomes dos poetas populares deveriam estar na boca do povo”. Eis a missão civilizatória de Heleusa: mostrar o luxo contido em cada página, em cada palavra escrita pelos escritores populares.

Abaixo, a longa e proveitosa conversa com a professora Heleusa Câmara:

FÁBIO SENA: Quem é Heleusa Câmara?
HELEUSA CÂMARA: Eu sou uma cidadã conquistense muito feliz de ter nascido aqui, neste sertão da Bahia, de ter aqui a história dos meus avós, bisavós por parte de pai, Ubaldino Gusmão Figueira. E sou um pouco mineira: a minha mãe, Maria Stela de Morais Figueira, vem, também, do interior de Minas Gerais, lá do Triângulo Mineiro, em Coromandel, e ela chega aqui em 1943/1944. Eu nasci nesta rua que se chamava Rua São Vicente e hoje é a Coronel Gugé, onde estava a CUP, que era uma casa de saúde, e ali meu pai tinha a Casa de Saúde Conquista, porque Ubaldino Gusmão Figueira era filho desta terra e amava Vitória da Conquista da mesma forma que eu também amo.

FÁBIO SENA: Professora. Nós temos vários estilos literários. Hoje a senhora diria que qual é o seu estilo?
HELEUSA: Bem, eu acho que nós somos muitos, ao longo da nossa vida, e digo isso porque já estou com 73 anos. Quando eu era adolescente, a gente era muito romântica e eu construí alguns poemas muito confessionais, bem açucarados, depois amorosos, bem leves; aos 30 anos eu comecei a refletir sobre a condição da mulher porque, como eu nasci em 1944, a gente conheceu um tipo de vida muito definido para o comportamento feminino. Nossas mulheres tinham que ter muito cuidado com a sua postura para não serem faladas, para não serem malvistas e nem censuradas. Era um rigor… Nós tínhamos um horário pra chegar em casa. Na minha casa, mesmo, a hora que as luzes dos postes acendiam era a hora de voltar pra casa; ninguém saía à noite, não era um costume bem-visto; as pessoas que fossem passear no jardim, à noite, ficavam sujeitas aos comentários mais desairosos.

FÁBIO SENA: Foi a partir desta reflexão sobre a condição da mulher que nasce esta literatura mais engajada, as Mulheres Acorrentadas…

HELEUSA: Nessa época, eu já tinha tido meus quatro filhos, que é quando eu completo 30 anos, que eu escrevi ‘Mulheres Acorrentadas’. É um livro que eu fui, assim, muito incentivada por Carlos Jehovah… Ele dizia: ‘Ai, Heleusa, você devia publicar os seus contos…’. Eu passei a fazer parte da Academia de Letras daqui de Vitória da Conquista, que eu sou membro-fundadora daquela entidade cultural, então meu primeiro livro foi publicado no Rio de Janeiro: “Mulheres Acorrentadas”. E eu faço uma releitura dele e vejo que são narrativas singelas, mas, ao mesmo tempo, elas questionam a liberdade tão cerceada que as mulheres tinham. Praticamente elas eram livres nas fantasias e nos sonhos.


FÁBIO SENA: Fato é que a sua produção literária ganhou volume.

HELEUSA: Mais tarde, quando eu já estava com os meus 40 anos, professora da universidade, eu fiz um livro experimental, que é uma novela, uma narrativa mais intimista, que é ‘Quarenta Graus de Outono’, onde a gente personifica animais, nas suas condições e nas suas estranhezas, e é um livro que eu gosto e que cada vez que eu releio aquele livro ele me parece estranho e diferente e eu fico a me perguntar como foi que saiu aquela narrativa. Quando eu passei para a academia e me tornei professora da universidade, eu tive que escrever de uma forma diferenciada, uma escrita entre normas, uma escrita que tinha que ser comprovada qualquer afirmação, eu não podia estar ali presente, embora estivesse, mas tinha que respaldar a minha escritura com as leituras e os estudos de outros autores. Mesmo assim, o meu livro “Além dos muros e das grades” – uma dissertação de Mestrado que foi premiada da PUC de São Paulo – … as pessoas que o leem acham que ele é uma dissertação entremeada de literatura. E a minha tese de doutorado, eu preciso até publicar, porque eu deixei passar, tive todas as oportunidades de publicá-la, mas, envolvida muito com a publicação acadêmica e com a construção de textos de prisioneiros e de trabalhadores rurais, que você praticamente reescreve ao lado deles o texto, pelas dificuldades que eles têm de expressar e, assim, fora da norma culta, que não é culta mais que se diz, da norma padrão. Aí eu quero ver se eu acho tempo para resgatar essa independência criativa de me tornar uma narradora, porque, com 73 anos, a gente já viu tanta coisa e a gente pode recortar aquilo de significativo, pelo menos pra gente mesma, alguma coisa que a gente considera belo.

FÁBIO SENA: Não devem faltar histórias a ser narradas.

HELEUSA: É verdade. Tem um caso que eu acho lindo, que hoje estava andando e pensando em contá-lo, de uma personagem até de ‘Mulheres Acorrentadas’: ela era uma mulher muito linda e ela, com o tempo, ela envelheceu e reencontra o admirador e, nesse reencontro, ele não a reconhece e diz pra ela: ‘você tem notícias de Santinha?’. Ela tomou aquele susto e não quis de jeito nenhum que ele soubesse que ela era e ela virou e disse pra ele: “Santinha morreu…”. E é maravilhoso, não é?


FÁBIO SENA: Maravilhoso!

HELEUSA: A gente tem, assim, alguns flashes que eu acho que preciso trabalhá-los e contá-los

FÁBIO SENA: Longe do academicismo…
HELEUSA: É! Exatamente! Então vamos ver se eu me disciplino, porque, apaixonada pelo Proler, por estes trabalhos, assim, que vão aparecendo, como a Semana de Museu e, mais tarde, a Primavera dos Museus, as exposições, as leituras de cartas… Meu Deus!

FÁBIO SENA: As cartas são fascinantes!

HELEUSA: E principalmente quando elas vão contar esse cotidiano aqui de Conquista e aí você vê que tantas batalhas, tantas lutas, tanto sofrimento, aquilo passou e apenas um texto escrito num papel amarelo…

FÁBIO SENA: Professora, a senhora fala do primeiro livro, por exemplo, que foi ‘Mulheres Acorrentadas’. Aparentemente a literatura cumpria uma função política, social: Quem escrevia estava manifestando uma indignação, pretendia alterar a realidade. Em que momento a literatura deixou de expressar esse sentimento de vanguarda? Quando foi que a literatura perdeu esse viés? Machado de Assis, Clarice Lispector… Todos eles tinham uma manifestação, que embora fosse da intimidade, tinha a ver com o cotidiano social. A senhora acha que perdeu, a literatura, esta função?

HELEUSA: Eu acho que… Olha, o Elias Canetti sempre comenta que nós temos um desejo imenso de encontrar o leitor ideal, que é aquele que vai compreender o nosso texto da maneira que a gente pensa que ele poderia ser visto, o que não tem nada a ver com as análises literárias que existem por aí. Eu não me esqueço que Drummond, uma vez, lá na casa do Plínio Doyle, ele falando que ficava com pena dos alunos cujos professores gesticulavam uma interpretação que ele nunca tinha pensado naquilo, que ele não tinha pensado. O Michel Foucault escreve um livro, que o Raymond Roussel leva mais de dois anos tentando decifrar aquela escrita totalmente diferente e essa escrita era tão diferente até para o próprio autor que o autor, o Raymond Roussel, escreve um livro: “Como Entender o Meu Livro”, eu achei isso incrível! Foucault demorou tanto, desesperado, porque ele saía construindo o seu texto com coisas que ele lia pela rua e ali ele dava continuidade; de repente, ele via outra coisa, copiava e era uma coisa muito difícil, como você ler o Fausto, não na versão do Goethe…

FÁBIO SENA: Você fala, professora, sobre trabalhar com uma literatura espontãnea, fora da norma-padrão, nesta sua odisseia do mestrado, por exemplo, e eu me lembro de Marcos Bagno, de seu livro pequenino mas de conteúdo tão intenso, o Preconceito Linguístico…

HELEUSA: Sei, Sei… Eu adoro todos os que comentam o preconceito linguístico, porque eu sou uma pessoa que tem trabalhado com essa literatura espontânea, essa literatura de pessoas, de trabalhadores rurais, de prisioneiros…, e eles escrevem da maneira que eles querem, que eles podem…

FÁBIO SENA: É como se fosse uma ata, né?

HELEUSA: Você pega o texto e não tem ponto, não tem vírgula, é um atrás do outro, mas, quando você lê em voz alta, você encontra toda a maneira de pontuar. É o primeiro trabalho que você tem que ter para pegar um texto desses, que não tem o formato tradicional, convencional: é ler em voz alta… Aí você vê o cordelista, você descobre o possível cordelista; você descobre uma narrativa delicada, como uma senhora que ela vai contar o dia, na casa dela, que a mãe lavava roupa: o cheiro da roupa lavada, aquele som do ferro de brasa passando numa roupa em que a mãe havia salpicado um pouco de água para tirar, assim, qualquer dobrinha e… nossa… é tão lindo!

FÁBIO SENA: Aí você vai ter que sentir aquilo lido em voz alta.

HELEUSA: Pra você ver a sinestesia toda ali, como é sinestésico, o texto dela! E as pessoas, às vezes, são tão preconceituosas que, quando olham e veem, acham que são garranchos, acham que tem muita coisa misturada e não percebe o que é um hypomnemata, aquelas palavras masculinas, que eram umas agendas gregas onde tinha um pouquinho de tudo e as pessoas, na hora que estavam cansadas ou pensativas, registravam alguma coisa, depois lembravam que tinham que comprar alguma coisa, alguns produtos e anotavam… As agendas são fascinantes. Eu tenho uma agenda de Rosieles Ramos Sales que era um prisioneiro que também dá um estudo e dá uma tese!

FÁBIO SENA: Quando José Saramago escreve ‘As Intermitências da Morte’, e ele abre mão de qualquer pontuação, um escritor incrível como está se contrapondo à ordem, a esta lógica, não é?

HELEUSA: Com certeza…! E Monteiro Lobato que, em 1905, aboliu todos os acentos. Eu adoro! Ele antecipa a reforma ortográfica de 45. Ele tem uma publicação, que ele foi dono da editora ‘Melhoramentos’, e então ele conseguiu publicar o livro todo sem acento, ele se determinou… É um barato! Inclusive aquele, ‘O Colocador de Pronomes’, que eu acho um dos contos mais fantásticos de Monteiro Lobato, criticando este culto linguístico desesperado das pessoas, que acham que quem não escrever dentro das normas e das regras assassina a ‘Antiga Flor do Lácio”. E a antiga Flor do Lácio veio do latim vulgar, dos soldados que chegaram na Península Ibérica, não era o latim de ouro de Cícero.

FÁBIO SENA: Curioso porque o próprio Monteiro se insurge contra a liberalidade linguística da Semana de Arte Moderna de 22.

HELEUSA: É, porque ele escreve “Paranóia ou Mistificação, sobre a Exposição de Anita Malfatti:, mas depois ele volta e ele faz uma revisão… Logo ele, que era um destruidor de mitos e de coisas, né? Mas eu amo Monteiro Lobato e sou apaixonada.

FÁBIO SENA: Professora, qual seria  a solução, já que a gente tem que manter uma norma-padrão, e temos essa literatura que a gente vai chamar de uma “literatura espontânea”. Uma pessoa como a senhora, portanto, seria a melhor emissária para mediar entre esta espontaneidade e a linguagem padrão. Quantas Heleusas nós precisaríamos ter no mundo pra tá fazendo isso?

HELEUSA: Imagina! Eu acho que a escola deveria ter um tempo maior para os professores – para o professor de redação –, para que ele pudesse ter tempo de ler mesmo os livros, as redações, pra que ele trabalhasse com os alunos e dar a eles uma aula em que cada aluno vai ler o que escreveu sem nota, sem nenhum julgamento, só quem quisesse, com liberdade da pessoa dizer ali, sem essa preocupação linguística; porque, veja só, arrancar de dentro de si aquilo que você tem vontade de compartilhar, mas você não tem o domínio de linguística, você teme a crítica… Escrever é você se por a nu; pelas criticas que vão aparecendo, se aquilo já foi dito, se a pessoa não tem mesmo as condições de ser inventivo, de uma recriação… Aí a censura é muito grande. Agora eu penso assim: meu Deus, colocar dentro da norma-padrão as pessoas que não frequentaram a escola; não precisa ter sido o melhor aluno, não precisa saber todas as regras gramaticais. A gente pode perfeitamente fazer uma correção, agora é o ousar dizer, não ter medo da interdição aos discursos… Foucault fala muito sobre quem é autorizado a falar. E também por esse elitismo, esse purismo exacerbado, exagerado, né? Eu acho que nós temos que repensar, para que a gente não tenha tanto medo de dizer o que sente.

FÁBIO SENA: A professora já investiu algum tempo para fazer alguma comparação entre a literatura brasileira e a literatura latino-americana, a de língua espanhola? Você acha que tem algum tipo de comparação quanto à qualidade, à força literária? Por que é que eles conseguem, por exemplo, ter prêmio Nobel de Literatura…?

HELEUSA: Olha, eu acho que ainda é muito uma questão de preconceito. Aleilton Fonseca foi um professor, aqui em Vitória da Conquista, um amigo que a gente quer muito bem, ele conseguiu até um espaço de publicação no Rio de Janeiro, mas ele disse que é um absurdo. Ele fala: ‘mas eu vendi os meus livros!’, e aí eles falam: ‘fulano é um escritor baiano ou nordestino…’ Você não fica falando: fulano é um escritor paulista, ou: fulano é um escritor carioca…

FÁBIO SENA: É um escritor!

HELEUSA: É um escritor. Exatamente. Agora, quando ele é daqui do Nordeste, ele é um escritor baiano, é um escritor pernambucano… E as dificuldades com as editoras… Aí o Roger Chartier escreveu, assim como Foucault escreveu a Ordem do Discurso, o Chartier escreveu a Ordem dos Livros, e aí é chocante, porque pra você editar um livro, pra você ter chance, você tem que contar com a distribuidora, com a gráfica, com as livrarias, as amizades, meu Deus… É uma rede, que que determinadas pessoas conseguem e outras não, independente do valor literário que tenham.

FÁBIO SENA: Ou seja, a qualidade literária nem sempre entra no jogo.

HELEUSA: De jeito nenhum! De jeito nenhum! E eu estou dizendo isso porque a gente vê que tem tanta dificuldade em editar um livro, em reeditar um livro, como o Aleilton, ele vem até fazer uma palestra por aqui e a gente gostaria que você até pensasse num encontro com ele para discutir isso que ele tem, nesses últimos dias, vivenciado.

FÁBIO SENA: Eu aprecio gosto muito da literatura dele! Um escritor seríssimo!

HELEUSA: E pedir para ele comentar, narrar o que é que está acontecendo que ele é visto só como o autor baiano, o escritor baiano, e porque que as editoras não querem reeditar o livro que publicaram, se o livro foi todo vendido e está esgotado!

FÁBIO SENA: Sabemos que não  há uma justificativa plausível para isso… Mas, professora, pra concluir: o que é que a senhora tem lido, o que é que a senhora mais lê e qual é o seu autor ou sua autora preferida, que você guarda no coração?

HELEUSA: Eu acho que nós somos muitos em nossa vida, não é? Aí a gente tem os livros prediletos do passado; os livros que Humberto Eco sempre fala, os que você guarda pra releitura. Eu, hoje, às vezes pego um livro pra dizer por que este livro me encantou… Por exemplo, o Mário Donato, que escreveu ‘Presença de Anita’ e foi um livro que eu fiquei de castigo um tempão (risos) … que eu devia ter assim uns 13 anos quando eu li e minha mãe tinha escrito: “este livro é para minha filha ler quando ela tiver dezoito anos”. Aí, eu li antes e botei, assim, eu pus debaixo do meu colchão e era… Anita era uma ninfeta que era seduzida por um quarentão… E quarentão, antes, já era um velho. Aí minha mãe ficou horrorizada. E eu fui reler Mário Donato, que pra mim tinha sido assim… que estava subvertendo a ordem da minha casa, era um livro indecente… E aí a gente vê que ele é um livro tão mais leve que a novela das sete.

Fábio: Mas a professora tá lendo o que, recentemente?

HELEUSA:
 Bem, eu estou muito na fase da releitura e dos livros dos autores que estão, assim, no meu pé para sair os livros. O que vai sair agora é o do Jonatan, ele está aprisionado no Conjunto Penal de Jequié e aí eu tenho esse livro e eu tenho fé em Deus que este ano eu tenho que apresentar este livro e eu tenho outro compromisso, que é o do Davi Leão… São alguns autores outsides daqui… O Davi ele escreveu ‘A base’, onde ele conta as brincadeiras dele naquela construção de Murilo (Mármore), do Glauber, como eles iam para ali. Bem interessante! Ele morava, nesta época, no Aparecida … Eu estou cheia de livros… Tem o Fugida do Inferno, de Hélio Alves Teixeira, que é um barato: quando ele vai para São Paulo e a experiência de vida dele como morando lá na Praça da Sé e praticando pequenos furtos… Ele narra tudo e eu tenho que dar continuidade, então estou um pouco afastada, porque eu estou mergulhada e eu já estou velha e tenho que terminar esses livros, que é um sonho na vida deles.

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“Maria, tu sabias?” é o primeiro single do Terço após o EP Quando Meus Sentidos Falham,
lançado em 21 de julho de 2016. Naquele ano, o projeto foi um dos finalistas do Troféu
Louvemos o Senhor, na categoria EP do Ano.

O novo single, gravado em quarteto, conta com a participação do preparador vocal e arranjador
Sued Medeiros e traz uma versão em português de um dos grandes clássicos da música cristã
internacional.

Composta em 1984, “Mary, did you know” se tornou um sucesso cerca de dez anos após a sua
composição, na voz do cantor Kenny Rogers. A partir de então, a música ganhou inúmeras
versões ao redor do mundo, inclusive no Brasil, e até mesmo fora do âmbito religioso.

A decisão do Terço em regravá-la pode ser facilmente compreendida pelas palavras do teólogo
Mark Shea, convertido ao catolicismo em 1987, ao analisar teologicamente a canção:
“Ela (a Virgem Maria) foi o seu maior discípulo… Sim, Ela sabia que era a Mãe do Filho
de Deus desde o princípio.

E quanto mais cedo compreendermos isto, mais cedo
perceberemos, também, o que é necessário fazer para sermos discípulos de Jesus.”
Certos de que, para seguirmos os passos de Jesus, precisamos aprender de quem O ensinou a
dar os primeiros passos, o Terço apresenta “Maria, tu sabias?”, em tempo, agradecendo pela
participação sempre solícita do nosso amigo e professor Sued Medeiros.

O novo single marca um novo tempo no ministério que agora investe no audiovisual com seu primeiro clipe no YouTube. que será lançado no dia das mães 12 de maio às 10 horas da manhã.

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O clipe de "Ame a Solidão", da banda conquistense Distintivo Blue, continua circulando: desta vez, será exibido na Mostra Curta Audiovisual, em Campinas-SP. O evento acontecerá de 30 de maio a 15 de junho de 2019, em locais variados da cidade. Em sua 12ª edição, o evento objetiva fomentar a produção e circulação audiovisual nacional, com enfoque na região de Campinas, reunindo produtores, exibidores e público, viabilizando contatos e experiências.

Neste ano, a Mostra terá quatro categorias: Panorama Nacional, com produções de todo o Brasil, com duração de até 25 minutos; Curta Campinas, voltada às produções locais, Especial Videodança, com produções híbridas, com interação audiovisual-dança, com duração de até 15 minutos; e Especial Videoclipe, que é a categoria onde Ame a Solidão se identifica, voltada para videoclipes musicais.

O clipe, gravado na comunidade Assentamento Santa Marta, em Vitória da Conquista-BA, foi lançado em fevereiro de 2017, numa parceria entre o cineasta Diego Eleutério Batista e a Distintivo Blue, com direção de fotografia de Filipe Sobral.

Confira o clipe:
 
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