Na noite desta quinta-feira, a concessionária STARK RAM apresentou aos consumidores de Vitória Conquista e região a NOVA RAMPAGE que é a pick-up mais potente e tecnológica do mercado.
Esse novo modelo foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro combinando o design robusto e imponente da Ram com desempenho e a eficiência. Além de toda potência, a nova Rampage é equipada com uma série de recursos de segurança, conforto e conectividade, como painel Full Digital com tecnologia Ram Connect, tração 4×4 nas versões diesel e gasolina, além da segurança de 7 airbags e muito mais.
Segundo Fabrício Tambori, gerente de vendas da Stark, a NOVA RAMPAGE é a pick-up ideal para quem busca aventura, sofisticação e qualidade em um só veículo. “Estamos felizes com esse lançamento que é mais uma opção para nossos clientes e também por ver que a cada dia nossos modelos RAM estão rodando pelas ruas de Conquista e região”, destaca.
A NOVA RAMPAGE reforça o conceito do poder inigualável que só uma RAM tem. O teste drive está ativo e você pode agendar diretamente com os consultores de vendas da STARK RAM via canal de whatsapp 77 2101 1080.
Fotos e informações: Blog do Rodrigo Ferraz
O número de mortos nos incêndios florestais em Maui, no Havaí, subiu para 93, segundo um comunicado do condado de Maui. Duas das vítimas foram identificadas, conforme a administração local.
“As equipes de combate a incêndios continuam a extinguir focos em Lahaina e Upcountry Maui”, informou a nota.
De acordo com a CNN Brasil, esse é o desastre natural mais mortal do Havaí, superando as 61 mortes confirmadas de um tsunami em Hilo, em 1960. No entanto, antes de o Havaí se tornar um estado, em 1959, as ilhas sofreram um tsunami devastador que matou 158 pessoas, em 1946.
Em entrevista coletiva no último sábado (12), o governador Josh Green disse que o número de mortos deve aumentar.
Pouco depois de afirmar que Igreja Católica precisa de uma “purificação”, nesta quarta-feira (2), o papa Francisco se reuniu com vítimas dos abusos sexuais praticados por membros da instituição em Portugal. O encontro aconteceu a portas fechadas na Nunciatura Apostólica, a embaixada do Vaticano, local onde o pontífice está hospedado em Lisboa por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
A fala sobre purificação se deu enquanto o pontífice comandava uma celebração dirigida a membros do clero no mosteiro dos Jerônimos. Então, ele comentava a “a desilusão e a aversão” que muitas pessoas nutrem pela Igreja Católica em razão de “escândalos que desfiguraram o seu rosto”, uma referência às denúncias que vieram à tona nos últimos tempos sobre escândalos encobertos pelo Vaticano.
Em fevereiro, relatório de uma comissão independente revelou que pelo menos 4.815 menores foram abusados sexualmente por membros da instituição em solo português desde 1950. Cerca de 96% dos abusadores são do sexo masculino, e 77%, padres.
A cifra indicada pelo grupo, calculada com base em investigações e em relatos espontâneos das vítimas, foi classificada como conservadora, representando “apenas a ponta do iceberg” da dimensão real dos abusos.
Segundo informações da Santa Sé, Francisco recebeu “13 vítimas de abusos por parte dos membros do clero, acompanhadas por alguns representantes de instituições da Igreja portuguesa, responsáveis pela proteção dos menores”. A informação oficial é de que o encontro, que durou cerca de uma hora, decorreu em uma “atmosfera de intensa escuta”.
Além de ouvir relatos de cada um dos presentes, o pontífice também recebeu cartas de outras vítimas que não estiveram na reunião. Ele ainda recebeu o psiquiatra Pedro Strecht, presidente da comissão independente que apurou os abusos em Portugal.
“Este encontro do Santo Padre representa a confirmação do caminho de reconciliação que a Igreja em Portugal tem vindo a percorrer neste âmbito, colocando as vítimas em primeiro lugar, colaborando na sua reparação e recuperação, de forma que lhes seja possível olhar o futuro com esperança e liberdade renovadas”, afirmou, em nota, a Comissão Episcopal Portuguesa (CEP).
A comissão independente de Portugal foi criada a pedido da CEP em meio à onda de escândalos de abusos sexuais contra menores na Igreja Católica em diversos países. Na França, uma investigação independente revelou que mais de 200 mil crianças e adolescentes foram abusados em um período de 70 anos.
O papa se reuniu com vítimas de abuso sexual pela primeira vez em 2014, um ano depois de assumir o pontificado. Na ocasião, ele pediu perdão a um grupo de seis pessoas, oriundas do Reino Unido, da Irlanda e da Alemanha, em uma missa privada no Vaticano.
O primeiro dia de Francisco em Lisboa ainda foi repleto de eventos com políticos. Depois de sobrevoar a capital lusa num avião escoltado por dois caças F-16, Francisco foi recebido com honras militares pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém, sede do Executivo federal.
O pontífice também participou de encontro com políticos, membros do corpo diplomático e representantes da sociedade civil. Ao fim da tarde, ele se reuniu com o premiê, António Costa.
Antes de se recolher para almoçar, Francisco cumprimentou fiéis que o aguardavam. Na manhã de quinta-feira (3), ele visitará a Universidade Católica, onde se reunirá com estudantes e membros de uma organização católica. No fim da tarde, comandará a primeira cerimônia oficial na JMJ, num dos palcos principais do evento.
Na sexta (4), o papa tem mais uma maratona de compromissos e encontros, incluindo um período em que participará da confissão de jovens inscritos na jornada. No sábado (5), ele fará uma breve viagem ao santuário de Fátima. Após rezar o terço com jovens doentes, o papa comandará o início da vigília.
O argentino despede-se de Portugal no domingo (6), após celebrar uma missa e participar da cerimônia de encerramento, na qual será anunciada a próxima cidade a sediar a JMJ.
Na onda do filme, entenda como a Mattel potencializou o projeto de branding da marca
Por Kelly Pinheiro e Denis Zanini Lima*
Desejo de meninas do mundo inteiro há mais de seis décadas, eis que a Barbie cresceu e chegou ao mundo adulto. Sim, o tema de hoje é o live action “Barbie”, mas não foi só lá que a boneca se mudou para o mundo real. O filme – que não é para crianças – vem causando uma verdadeira comoção mundial. O que se viu na estreia foram filas intermináveis de gente – homens e mulheres – vestida de rosa (movimento Barbie-core) e até fantasiada de Barbie, brigando por um balde de pipocas igualmente rosa (o balde e a pipoca!)
De milk-shake cor de rosa a linha de roupas e maquiagem na paleta usada pela personagem, a Mattel fez parceria com mais de 100 marcas. Barbie, a marca, já foi capaz de elevar o valor das ações da fabricante. No dia 20 – estreia no Brasil – os papéis avançaram 1,09% na Bolsa de Nova York. Mas o movimento começou bem antes. No último mês o avanço foi de 18,95%, levando o valor de mercado da companhia para US$ 7,53 bilhões.
E até quem não fez parceria com a marca, anda lucrando. A OLX, por exemplo, uma das maiores plataformas de compra e venda online, já registra um crescimento de 104% na busca por acessórios e de 30% de pesquisas de bonecas. Enquanto isso, o sistema também apurou uma alta de 30% nas buscas por itens ligados ao personagem Ken, na comparação com os mesmos produtos no ano de 2022.
O sucesso da onda rosa
A “onda rosa” ainda atingiu prédios, assistentes virtuais do varejo, contas oficiais de governos e até o transporte coletivo.
Logo na estreia, o filme arrecadou R$ 22,7 milhões em bilheterias no Brasil, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex). O filme reuniu 1,2 milhão de brasileiros nas salas de cinemas e foi a maior bilheteria de estreia desde 2019, atrás apenas de Vingadores Ultimato.
Se Barbie fosse um filme infantil, talvez pudéssemos explicar o sucesso pelo incrível poder de persuasão das crianças, mas não é esse o caso. Existe até (pasmem!) um movimento que propõe algo como “não leve seu filho para ver Barbie”. Não porque ele não é indicado para crianças, mas porque elas “atrapalhariam” a concentração dos adultos.
Mas como compreender, então, a força da marca Barbie para além do saudosismo de mães e avós que partilharam seus sonhos com o brinquedo ou tiveram, justamente, na impossibilidade de ter a boneca, algo que marcou fortemente a infância delas?
Marketing e investimento
Bem… um bom roteiro cheio de referências, atuações seguras, uma direção firme e o uso da tecnologia em prol da diversão e não dela mesma, também colaboram muito, mas sabemos de grandes obras cinematográficas que não atraíram público.
Fontes do mercado estimam que a Mattel tenha investido cerca de US$ 100 milhões no lançamento do filme. Os primeiros teasers começaram a circular há quase um ano. Mas também conhecemos histórias de retumbantes fracassos que escoaram milhões de dólares pelo ralo. Dinheiro resolve quase tudo, mas só quase.
Barbie, lançada em 1959, nos Estados Unidos, e introduzida no Brasil em 1982, soube se transformar para continuar sendo ela mesma. Se na década de 1960 a boneca exalava os valores norte-americanos, hoje ela é engajada com temas globais, se preocupa com o futuro do planeta e (eventualmente) se veste de cores locais.
A construção de uma marca forte exige dedicação e persistência. Desde os primeiros burburinhos sobre o filme, em 2021, quando o live action foi anunciado, a Warner Bros soube fomentar o assunto nas redes sociais, engajando os fãs da boneca e aguçando a curiosidade de quem ainda não estava convencido.
“Barbie – o filme” – é candidatíssimo a blockbuster do ano e tem potencial para se desdobrar em incontáveis licenciamentos, ações de marketing, exibições em diferentes plataformas, além de uma franquia de cinema. Se com o mesmo apelo, não sabemos. Mas o certo é que “Barbie – marca” segue fazendo história.
E aí, já separou o look rosa para próxima sessão de cinema?
*Kelly Pinheiro é jornalista e fundadora e sócio-diretora da Mclair Comunicação
*Denis Zanini Lima é diretor da Ynusitado Marketing Digital Intelligence
Apesar de lutar muito, a Seleção Feminina do Brasil saiu do Brisbane Stadium, na Austrália, derrotada neste sábado (29). A equipe treinada por Pia Sundhage perdeu por 2 a 1 para a França e deixou a liderança do Grupo F da Copa do Mundo.
Le Sommer abriu o placar no primeiro tempo. Debinha chegou a conquistar o empate na etapa final, mas Wendie Renard fez a diferença e garantiu a vitória e a liderança para as europeias, que chegaram a quatro pontos.
Agora na segunda colocação, com três pontos, o Brasil tem que torcer para que a Jamaica não vença o Panamá neste sábado, em jogo que será disputado no Perth Rectangular, para não sair da zona de classificação para o mata-mata.
O próximo compromisso do Brasil será contra a própria Jamaica, na quarta-feira (2), às 7h, no Melbourne Rectangular, em Melbourne (AUS).
A goleada do Brasil sobre o Panamá, por 4 a 0, na estreia da Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia, conta algumas histórias. A principal delas, claro, da meia-atacante Ary Borges. A jovem de 23 anos que fez um hat-trick em sua estreia em Mundiais e ainda deu um passe de calcanhar para o quarto gol de Bia Zaneratto. E já é a artilheira da competição.
Ary é a representação da evolução do Brasil no ciclo sob o comando de Pia Sundhage, que renovou metade do elenco, mas conta com larga experiência internacional. Se ainda não pode ser colocada na prateleira das maiores favoritas, a seleção certamente será competitiva contra qualquer adversária. Bem diferente do time de 2019, que também estreou com boa vitória sobre a então estreante Jamaica por 3 a 0, mas não transparecia tanta confiança para o futuro.
Qualquer análise da vitória desta segunda-feira, no entanto, vai ter a ponderação da fragilidade do Panamá. O desafio não era dos maiores. A seleção da América Central foi a última a se classificar para a Copa do Mundo — venceu o Chile na repescagem — e não figura entre as 50 melhores do mundo. O ponto positivo é que o Brasil soube impor sua superioridade nos 90 minutos. Um dado reflete a disposição da equipe: em determinado momento, o time levava apenas sete segundos para recuperar a bola. Se era muito melhor que a adversária, provou por quê.
A Copa do Mundo Feminina entrou no seu segundo dia de jogos. Três partidas de três grupos diferentes foram concluídas na madrugada desta sexta-feira (21).
Integrantes do Grupo B, Nigéria e Canadá abriram a sexta empatando sem gols no Melbourne Rectangular. Canadenses e nigerianas marcaram seus primeiros pontos, aparecendo respectivamente na segunda e terceira colocações, atrás da líder Austrália que tem três, enquanto a Irlanda, ainda sem pontuar, é a quarta. Depois, foi a vez da bola rolar para Filipinas e Suíça, no Dunedin Stadium, onde as europeias levaram a melhor vencendo o duelo por 2 a 0, que completou a primeira rodada da chave A. As suíças lideram o agrupamento com três à frente da Nova Zelândia, que tem a mesma pontuação, por causa do saldo de gols, seguidas por Noruega em terceiro e Filipinas na lanterna, sem nenhum ponto. Por fim, a Espanha aplicou 3 a 0 na Costa Rica, no Wellington Regional, abrindo o Grupo C. A chave será fechada com o embate entre Zâmbia e Japão, marcado para sábado (22), às 4h no horário de Brasília, no Waikato.
O quarto e último jogo desta sexta envolverá o tetracampeão Estados Unidos que medem forças com o Vietnã, às 22h no horário do Brasil, no Eden Park, na abertura do Grupo E.
Com auxílio da tecnologia, campanhas nostálgicas ganham notoriedade
Por Denis Zanini Lima e Kelly Pinheiro*
O fato do mês – talvez do ano – no mundo da publicidade brasileira foi a propaganda comemorativa dos 70 anos da Volkswagen no Brasil. O comercial, que causou as mais diferentes emoções e reações do público e dos especialistas, trouxe, por meio da inteligência artificial, Elis Regina (falecida em 1982) de volta para um dueto com a filha Maria Rita.
Bom… isso você já sabe e, muito provavelmente, já tenha se inteirado da repercussão e até tomado um partido. Sobre o uso da inteligência artificial, o quanto ganhou a família da cantora e do autor da música, se a letra da música é ou não compatível com a história da montadora do Brasil, muito já se discutiu e é bem possível que não haja uma conclusão sobre nenhum desses temas.
Mas é inegável que a campanha prestou um grande serviço à marca Elis Regina, apresentando a cantora gaúcha – considerada por muitos a maior da história do Brasil – a gerações que não tinham conhecimento do seu repertório e seu talento. Quem sabe, nem da sua fisionomia.
A partir dessa propaganda, a Pimentinha (como era conhecida a cantora) passou a figurar entre os temas mais comentados e pesquisados da internet. Numa pesquisa rápida no Google, as quatro primeiras sugestões foram: “comercial Elis”, “comercial Elis Regina”, “comercial Volkswagen” e “comercial Kombi”. Talvez isso seja um bom indicativo não apenas do sucesso da peça publicitária, mas do quanto o interesse do público se voltou para a artista.
Certamente, essa onda também reverberou no Spotify, onde a música da campanha aparece como melhor resultado para a busca da artista. A canção tema chegou a mais de 71 milhões de audições, perdendo apenas para “Águas de Março”, parceria com Tom Jobim, com 141 milhões. Por tabela, a ação publicitária foi capaz de jogar holofotes também em Belchior (o compositor de “Como os nossos pais”).
Mas não é de hoje que marcas e artistas falecidos fazem uma dobradinha de sucesso, em uma sinergia que dá projeção a ambos.
Parceria com figuras eternas
Em 2011, a Vivo produziu uma das primeiras campanhas virais da publicidade brasileira, usando o YouTube e outras redes sociais para divulgar a peça do Dia dos Namorados da operadora com a música “Eduardo e Mônica”, a história de amor mais cantada do Brasil, composta por Renato Russo – já falecido na época – e eternizada pela Legião Urbana.
Com a criação da Africa e produção da 02 Filmes, o vídeo de 4 minutos é como um clipe – que nunca existiu – para a música, contando a jornada do casal mais famoso da música brasileira. Além da internet, a campanha foi veiculada nos cinemas e na televisão, em uma versão mais resumida. A Vivo chegou a criar perfis no Facebook para os artistas que interpretavam o Eduardo e a Mônica, contando os bastidores da produção.
Pelo gatilho emocional embutido na música tema, a repercussão foi estrondosa, sendo o assunto mais comentado nas redes por dias e dias e, claro, serviu para que os mais jovens conhecessem mais sobre a famosa banda de Brasília que seus pais amam.
Em 2017, a Skol convidou a filha do cantor Raul Seixas, Vivi Seixas, para comandar um coro coletivo de “Metamorfose Ambulante” com centenas de sósias e músicos para participar da homenagem. O objetivo da campanha foi convidar as pessoas para se unirem por uma vida sem preconceitos e mostrar que a Skol prefere ser uma metamorfose ambulante a ter as mesmas ideias quadradas do passado.
Em seu novo posicionamento, a marca revolucionou o mercado da categoria intensificando em todas as suas ações a necessidade de romper com preconceitos, sem julgamentos de estereótipos. De quebra, apresentou o eterno Maluco Beleza para uma geração que não o conhecia.
Rita Lee nos deixou há pouco, mas não seria nada estranho se daqui algum tempo marcas voltassem a usar suas músicas e sua imagem. Afinal, além de ser a Rainha do Rock brasuca, ela era a Rainha da Publicidade.
Para citar alguns exemplos, em 1983 a música “Felicidade” (Lupicínio Rodrigues), interpretada por Rita, deu o tom a uma publicidade da Rider. A mesma marca escalou Marina Lima para interpretar “Nem luxo, nem lixo”, de Rita e Roberto, tempos depois. Em 1985, foi a All Star que convidou a dupla para estrelar uma peça comercial. E em 2021, a cantora fez a narração do anúncio de lançamento de uma nova fragrância da Natura, com trechos da sua música “Jardins da Babilônia”.
Voltando ao caso da campanha dos 70 anos da Volks, do ponto de vista de branding, os filhos de Elis e a montadora acertaram em cheio. Fizeram com que antigos fãs se lembrassem da cantora, apresentaram a mãe às novas gerações e, de quebra, fizeram o mesmo pela marca “Maria Rita”.
Quanto tempo esse movimento na web vai continuar, não se sabe, mas ele pode ser muito bem aproveitado e prolongado. A agência AlmapBBDO – responsável pela peça – não escolheu mãe e filha como “garotas-propaganda” da montadora à toa. Mas a excelência do filme também proporcionou a elas uma grande visibilidade e oportunidade de valorização das obras (e marcas) de Elis, Belchior e Maria Rita.
*Denis Zanini Lima é diretor da Ynusitado Marketing Digital Intelligence
*Kelly Pinheiro é jornalista e fundadora e sócio-diretora da Mclair Comunicação
*Artigo publicado na Exame.com
*Foto Elis – (Wikimeia Commons/Wikimedia Commons)
Terminou nesta terça-feira (18) a 3ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE), em Bruxelas, na Bélgica, onde fica a sede do bloco europeu. O encontro reuniu 60 líderes dos dois continentes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento não ocorria desde 2015 e foi realizado em um cenário de aproximação entre europeus e latino-americanos. A declaração final da cúpula, divulgada pelas chancelarias dos países, tem mais de 40 pontos e abrange diversos temas de interesse comum. Um dos pontos, que tem sido alvo de cobrança de governos de países pobres e em desenvolvimento, refere-se à disponibilização de recursos, por parte das nações mais ricas, para financiar projetos de mitigação e adaptação em relação às mudanças climáticas. 

“Reconhecemos o impacto que as alterações climáticas estão a ter em todos os países, afetando particularmente os países em desenvolvimento e mais vulneráveis, incluindo os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, no Caribe, as regiões ultra-periféricas da União Europeia, os países e territórios ultramarinos associados à União Europeia e países em desenvolvimento sem litoral. Ressaltamos a importância de cumprir o compromisso dos países desenvolvidos em conjunto para mobilizar prontamente US$ 100 bilhões por ano para o financiamento climático e para apoiar os países em desenvolvimento e dobrar o financiamento para adaptação até 2025”, diz um trecho da declaração.
Em seu discurso, na abertura da cúpula, Lula voltou a criticar os países ricos por não cumprirem a promessa, feita em 2009, de destinar os US$ 100 bilhões ao ano para os países em desenvolvimento, como forma de compensação pela crise do aquecimento global e necessidade de contenção das emissões de carbono, para manter a meta de aumento de até 1,5 grau Celsius na temperatura do planeta até o fim do século, o objetivo mais ambicioso da comunidade internacional.
A declaração aponta “profunda preocupação com a guerra em curso contra a Ucrânia” e pede esforços de paz justa e sustentável na região. Em outro ponto, aborda a grave situação humanitária no Haiti, prometendo esforços internacionais para ajudar o país superar a complexa crise que vive há décadas. Sobre a Venezuela, o texto defende um diálogo construtivo entre as partes nas negociações lideradas pela Venezuela na Cidade do México. O mesmo assunto foi discutido em uma reunião paralela envolvendo os presidentes da França, do Brasil, da Argentina e Colômbia, além de representante da União Europeia, com governo e oposição venezuelanos.
O documento também reafirma diversos compromissos nas áreas de comércio justo, saúde, segurança pública, combate à pobreza e às desigualdades. A próxima cúpula Celac-UE deverá ser realizada em 2025, desta vez em algum países latino-americano ou caribenho.
Em seu último dia nesta viagem à Bélgica, o presidente Lula manteve encontros bilaterais com chefes de governo da Alemanha, Suécia, Dinamarca e Áustria. Ele também participou de um café da manhã com lideranças progressistas e democratas latino-americanas e europeias. Lula retorna ao Brasil na manhã de quarta-feira (18), após conceder uma coletiva de imprensa ainda em Bruxelas.
Isso simplesmente não acontece na Rússia de Vladimir Putin. Especialmente em público.
O presidente russo está enfrentando a mais séria ameaça ao seu poder em todos os 23 anos em que comandou o Estado nuclear. E é impressionante ver o verniz de controle total que ele manteve durante todo esse tempo – o ponto de venda definitivo de sua autocracia – desmoronar da noite para o dia.
Era inevitável e impossível. Inevitável, pois a má administração da guerra significava que apenas um sistema tão fechado e imune a críticas quanto o Kremlin poderia sobreviver a uma desventura tão hedionda. E impossível porque os críticos de Putin simplesmente desaparecem, ou caem das janelas, ou são envenenados de forma selvagem. No entanto, agora o quinto maior exército do mundo está enfrentando um fim de semana em que o fratricídio – virar suas armas contra seus companheiros soldados – é a única coisa que pode salvar a elite de Moscou do colapso.
Estamos tão acostumados a ver Putin como um mestre tático, que as salvas iniciais da desobediência do chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, foram às vezes avaliadas como uma simulação – uma tentativa de Putin de manter seus generais no limite com um capanga leal como seu crítico franco. Mas o que estamos vendo hoje – com Putin forçado a admitir que Rostov-on-Don, seu principal centro militar, está fora de seu controle – acaba com qualquer ideia de que isso foi administrado pelo Kremlin.
É provável, no entanto, que as unidades de Wagner tenham planejado isso por um tempo. A justificativa para essa rebelião parecia urgente e espontânea – um aparente ataque aéreo em um acampamento Wagner na floresta, que o Ministério da Defesa russo negou – apareceu horas depois de uma notável dissecação da lógica por trás da guerra por Prigozhin.