O Centrão pode apresentar mais de uma alternativa de vice para a chapa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, que receberá o apoio oficial do bloco na manhã desta quinta-feira, 26. O anúncio será realizado sem a definição do vice, após o empresário Josué Gomes da Silva (PR) ter recusado o convite. Segundo o presidente do DEM, ACM Neto, se houver consenso, o bloco apresentará apenas um nome. “Caso existam diversas opções, pode ser que a gente apresente mais de uma alternativa. A palavra final será de Alckmin. Nossos partidos têm bons nomes e não vamos ter dificuldade em encontrar um novo. A escolha não será tratada como um pleito deste ou daquele partido”, completou.
Durante todo o dia, dirigentes do Centrão – formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade – buscavam negociar uma saída enquanto Josué, filho do vice-presidente José Alencar (morto em 2011), não se posicionava. Integrantes do bloco tentam convencê-lo a mudar de ideia, mas na prática já trabalham com um plano B. Depois de um jantar em Brasília, Alckmin disse ter até o dia 4 de agosto, data da convenção do partido, para definir a composição de sua chapa. Admitiu, no entanto, ainda não ter recebido resposta definitiva de Josué. “Se ele puder, ótimo. Se não, sem pressa”, afirmou o ex-governador, ao deixar a casa do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), onde foi realizado o encontro. Para o tucano, a indicação do vice é “um bom problema”.
O Solidariedade tentava emplacar a indicação do ex-ministro Aldo Rebelo, mas o PP queria a cadeira para o empresário Benjamin Steinbruch. O presidente da Companhia Siderúrgica Nacional se filiou ao PP para ser vice do pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, mas a estratégia naufragou com o apoio do bloco a Alckmin. Agora, Steinbruch entrou na lista dos citados para fazer dobradinha com o presidenciável do PSDB.
A preferência do ex-governador por uma parceria com o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) causou ciúmes nos demais partidos do bloco. Dirigentes do Centrão lembraram que, pelo acordo firmado, todos se comprometeram a apoiar a recondução do deputado Rodrigo Maia (RJ), que é do DEM, à presidência da Câmara, em 2019. A avaliação do grupo é a de que, em um cenário assim, com Maia reeleito para o comando da Câmara, o DEM já estaria “bem contemplado” na geografia do poder. “Acho que o vice (na chapa de Alckmin) não pode ser do DEM, porque aí já seria muita coisa”, resumiu o presidente do PRB, Marcos Pereira. Na avaliação de Pereira, Josué demonstrou preocupação com a resistência de sua família e “não quer desobedecer a mamãe”. Estadão
O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) recusou hoje (25) o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pedia o afastamento do juiz Sérgio Moro de dois processos que tramitam na 13ª Vara Federal de Curitiba.
O petista é investigado em duas ações que ainda não foram julgadas, uma sobre o recebimento de propina por meio de obras do sítio de Atibaia e outra sobre desvio de recursos pela compra de terreno para a construção do Instituto Lula.
No dia 4 de julho, o TRF-4 já havia negado o mesmo pedido. A defesa de Lula entrou, então, com pedidos embargo da decisão que não foram admitidos para julgamento.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não participará da reunião da executiva nacional do partido, nesta quarta-feira (25), que deverá retirar sua pré-candidatura ao Planalto. Segundo a coluna Expresso da revista Época, Maia está nos Estados Unidos e não pode voltar ao Brasil por causa da regra de desincompatibilização, já que Michel Temer está no exterior.
Na quinta-feira (26), o bloco de partidos, apelidado de blocão, deverá anunciar o apoio ao tucano Geraldo Alckmin na disputa pelo Palácio do Planalto.
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva só teria chance de sair da cadeia, se o próprio pedetista, fosse eleito para o Palácio do Planalto.
“Só tem chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder e organizar a carga. Botar juiz para voltar para a caixinha dele, botar o Ministério Público para voltar para a caixinha dele e restaurar a autoridade do poder político”, afirmou, em entrevista concedida ao programa Resenha, da TV Difusora, no Maranhão.
Lula está preso após ser condenado em segundo grau por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele cumpre a punição na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Com informações do Metro1
Diante da resistência do empresário Josué Alencar de ser vice de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa presidencial, Aldo Rebelo (Solidariedade) tem sido cotado para o posto, segundo o jornal Valor Econômico.
De acordo com a publicação, o nome do ex-comunista é defendido por integrantes do DEM e do Solidariedade.
Em diversas conversas que teve com o centrão, Josué Alencar contou que a resistência da mãe, Mariza, era o maior empecilho à aliança com o tucano.
Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, o mineiro foi informado de que, se tivesse disposição de ser o vice, Alckmin iria falar com família dele pessoalmente, ao lado da mulher, dona Lu, para se apresentar e se incorporar ao esforço de convencimento.
Veja nomes definidos em convenção de candidatos à Presidência da República, em ordem alfabética:
Ciro Gomes (PDT)

O PDT definiu o nome de Ciro Gomes como candidato à Presidência em convenção partidária em 20 de julho, em Brasília.
Atual vice-presidente do partido, Ciro Gomes foi ministro da Fazenda entre setembro de 1994 e janeiro de 1995, período do final do governo de Itamar Franco e início do governo Fernando Henrique Cardoso. Foi também ministro da Integração Nacional, entre janeiro de 2003 e março de 2006, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Disputou a Presidência duas vezes (1998 e 2002, derrotado em ambas). Foi governador do Ceará, prefeito de Fortaleza e deputado estadual e federal pelo Ceará. Já se filiou a sete partidos (PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB, PROS e PDT).
Guilherme Boulos (PSOL)

O PSOL confirmou em convenção nacional em 21 de julho, em São Paulo, a escolha de Guilherme Boulos como candidato à Presidência da República.
Boulos tem 36 anos e é coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Ele disputará a Presidência pela primeira vez. Antes de se tornar líder do MTST, Boulos foi militante estudantil na União da Juventude Comunista e se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP).
Filiou-se em março ao PSOL. No mesmo mês, foi lançado como pré-candidato após receber maioria dos votos em disputa com outros três nomes do partido.
Jair Bolsonaro (PSL)

O Partido Social Liberal (PSL) confirmou o deputado federal Jair Bolsonaro como candidato da legenda à Presidência da República em 22 de julho, no Rio de Janeiro.
Militar da reserva, Bolsonaro cumpre o sétimo mandato consecutivo como deputado. Em 5 de janeiro, o parlamentar deixou o Partido Social Cristão (PSC) e anunciou que se filiaria ao PSL. Pouco depois, anunciou que pela sigla seria pré-candidato à Presidência, nona legenda à qual se filiou.
Atualmente o parlamentar é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto crime de apologia ao estupro e injúria, por afirmar que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. A defesa nega que Bolsonaro tenha feito apologia ao estupro.
Paulo Rabello de Castro (PSC)

O nome de Paulo Rabello de Castro foi confirmado em convenção do PSC nesta sexta-feira (20).
Em março deste ano, ele deixou a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para se filiar ao partido. Em 2016, ele foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no governo de Michel Temer. É economista e tem mestrado e doutorado pela Universidade de Chicago.
Vera Lúcia (PSTU)

A candidatura de Vera Lúcia pelo PSTU foi confirmada nesta sexta-feira (20) em convenção do partido. O professor Hertz Dias, da rede pública do Maranhão, foi anunciado como vice pelo partido. Não haverá coligação no PSTU.
Vera Lúcia tem 50 anos e militou no PT, mas foi expulsa do partido em 1992 junto com integrantes do grupo político Convergência Socialista, que anos depois fundou o PSTU. Ela foi candidata a prefeita de Aracaju em 2012 e é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Hertz Dias, de 47 anos, é militante do movimento negro e integrante do grupo Gíria Vermelha, que compõe canções de protesto.
Fonte: G1
Datas das convenções
Data – Partido – Candidato – Cidade
20/7 PDT – Ciro Gomes – Brasília (DF)
20/7 PSC – Paulo Rabello de Castro – Brasília (DF)
20/7 PSTU – Vera Lúcia – São Paulo (SP)
21/07 PSOL – Guilherme Boulos – São Paulo (SP)
21/07 Avante – Sem pré-candidato – Belo Horizonte (MG)
21/07 PMN – Sem pré-candidato – Brasília (DF)
22/07 PSL – Jair Bolsonaro – Rio de Janeiro (RJ)
28/07 Democracia Cristã – José Maria Eymael – São Paulo (SP)
28/07 PTB – Sem pré-candidato – Brasília (DF)
28/07 PV – Sem pré-candidato – Brasilia (DF)
28/07 PSD – Sem pré-candidato – São Paulo (SP)
01/08 PCdoB – Manuela D’Ávila – Brasília (DF)
02/08 MDB – Henrique Meirelles – Brasília (DF)
02/08 DEM – Rodrigo Maia – Indefinido
02/08 PP – Sem pré-candidato – Brasília (DF)
04/08 PT – Luiz Inácio Lula da Silva – São Paulo (SP)
04/08 PSDB – Geraldo Alckmin – Brasília (DF)
04/08 Novo – João Amoêdo – São Paulo (SP)
04/08 Rede – Marina Silva – Brasilia (DF)
04/08 Podemos – Álvaro Dias – Curitiba (PR)
04/08 PPS – Sem pré-candidato – Brasília (DF)
04/08 PR – Sem pré-candidato – Brasília (DF)
05/08 PRTB – Levy Fidelix – São Paulo (SP)
05/08 PSB – Ainda sem definição – Brasília (DF)
05/08 PPL – João Goulart Filho – São Paulo (SP)
Fonte: Partidos políticos
Após deixar a prisão no dia 27 de junho, José Dirceu tem curtido seus momentos livres na Bahia. Em uma foto divulgada no site O Tabuleiro, o ex-ministro aparece sem camisa, com amigos, em Ilhéus, no sul baiano.
Ele deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (27). Dirceu foi beneficiado por um habeas corpus da Segunda Turma do STF(Supremo Tribunal Federal), que, por 3 votos a 1, entendeu que o ex-ministro pode responder ao processo em liberdade por haver chances de sua pena ser reduzida nos tribunais superiores — o julgamento foi marcado por um embate entre os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin.
O petista chegou ao município em voo particular no aeroporto Jorge Amado, acompanhado da esposa e filha. Dirceu se encontra hospedado na casa de praia de um amigo, empresário conhecido na região.
Considerado o fiel da balança na disputa pela Presidência da República, o chamado centrão está dividido na Bahia. O grupo é formado por DEM, PP, SD e PR e reúne, no Congresso Nacional, boa parte dos parlamentares.
Na Bahia, Rui Costa deve seguir com PP e PR. O PP, inclusive, com posição de destaque na chapa que concorrerá à reeleição, já que tem o vice, João Leão. Além disso, a legenda pleiteia uma suplência. Durante a gestão Rui, o partido ensaiou algumas rebeliões na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), mas manteve-se fiel.
Junto ao petista deve permanecer também o PR, comandado no estado por José Carlos Araújo. O partido flertou com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e foi um dos fatores que o fez desistir de concorrer ao Palácio de Ondina.
Já com José Ronaldo (DEM), ficará o Solidariedade. A legenda é aliada em Salvador e seu presidente, Luciano Araújo, já admitiu que permanecerá com a candidatura do democrata em plano estadual.
O PDT quer que Ciro Gomes tente uma aliança com Marina Silva, de acordo com a Folha.
Segundo a publicação, Marina já rejeitou acenos de outras siglas, mas os pedetistas dizem que Ciro deve ao menos tentar. O discurso feito por Ciro no lançamento de sua candidatura ao Planalto, nesta sexta (20), passou por diversas mãos. A principal preocupação era a de que fosse uma fala sem rompantes.
O comando da campanha quer evitar que o pedetista seja visto como o “Bolsonaro da esquerda”.
O deputado federal Tiririca vai disputar a reeleição após ser convencido pelos líderes do PR, segundo a Coluna do Estadão.
Em dezembro do ano passado, o comediante anunciou que sairia da vida pública. Na ocasião, fez um discurso para justificar a decisão. “Eu saio totalmente com vergonha do que eu vi nestes aqui. Estou decepcionado com a política brasileira”, afirmou.
No pleito de 2014, Tiririca foi o terceiro mais votado do país. O 1,016 milhão de votos obtidos por ele ajudaram o PR a eleger seis parlamentares em São Paulo.