O vereador Luís Carlos Dudé (UB), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ) da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, apresentou na sessão ordinária desta sexta-feira (19) um balanço das atividades desenvolvidas pelo colegiado durante o primeiro semestre legislativo. Segundo o parlamentar, aproximadamente 140 proposições foram analisadas pela comissão no período.
Ao entregar o relatório ao presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), Dudé ressaltou o volume de trabalho realizado pela CCJ, responsável pela análise da constitucionalidade e legalidade dos projetos que tramitam na Casa.
“Estamos entregando um relatório com cerca de 140 proposições distintas apreciadas pela Comissão de Constituição e Justiça. Se fizermos uma análise dos dias úteis, isso representa mais de um projeto discutido, debatido e encaminhado ao plenário por dia”, destacou.
O vereador também fez questão de reconhecer o trabalho conjunto realizado pelos membros da comissão e pelos servidores que auxiliam na tramitação das matérias.
“Quero agradecer ao vereador Edvaldo Ferreira Júnior, ao vereador Fernando Jacaré, ao advogado Luciano Sepúlveda e à Secretaria-Geral desta Casa. Sem esse trabalho coletivo não teríamos conseguido analisar e preparar todos os projetos que passaram pela comissão”, afirmou.
Dudé destacou que a CCJ apreciou projetos de autoria do Poder Executivo e do Poder Legislativo, incluindo iniciativas apresentadas por vereadores e vereadoras, contribuindo para o andamento das pautas consideradas relevantes para o município.
Missa do Vaqueiro – Durante o pronunciamento, o parlamentar também anunciou a realização da 2ª Missa do Vaqueiro de Vitória da Conquista, marcada para o dia 26 de julho, no Alto do Cristo, no loteamento Candeias.
O evento contará com a participação de cavaleiros, amazonas, vaqueiros e vaqueiras de Vitória da Conquista e de diversos municípios da região Sudoeste, reunindo tradição, fé e valorização da cultura sertaneja.
“A Missa do Vaqueiro já se consolida como um importante evento cultural e religioso da nossa região. É um momento de valorização das nossas raízes, da nossa história e da força do homem e da mulher do campo”, afirmou.
Dudé agradeceu o apoio de instituições parceiras, da Arquidiocese de Vitória da Conquista, da Prefeitura Municipal, da Câmara de Vereadores e de diversos colaboradores envolvidos na organização da celebração.
Ao encerrar sua fala, o vereador convidou a população a participar das atividades culturais e festivas promovidas no município durante o período junino, defendendo a união de esforços para fortalecer os eventos que movimentam a economia e valorizam as tradições locais.
Anuska Meirelles
A ação foi realizada em conjunto com outros órgãos de segurança e fiscalização da cidade
A Polícia Civil da Bahia, por meio da 10ª Coordenadoria de Polícia do Interior (10ª Coorpin/Vitória da Conquista), realizou em conjunto com outros órgãos de segurança e fiscalização, uma ação em pontos comerciais de Vitória da Conquista, com o objetivo de reprimir, de forma qualificada e integrada, o comércio ilegal de fogos de artifício e artefatos explosivos clandestinos na cidade.
A ação faz parte da Operação Em Chamas, realizada em toda Bahia, voltada à prevenção de acidentes, à defesa dos direitos dos consumidores e à promoção de festejos juninos mais seguros para toda a população.
Em Vitória da Conquista, a fiscalização e conscientização foram realizadas em conjunto com a Defesa Civil, a Secretaria de Postura do município, o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), a Polícia Militar e a Guarda Municipal, que visitaram estabelecimentos, lojas e pontos comerciais de fogos de artifício situados no centro e no bairro Brasil, vistoriando a comercialização e o armazenamento dos materiais.

“A medida preventiva tem a finalidade de inibir o comércio ilegal de fogos de artifício no período junino, promovendo a conscientização de comerciantes e da população sobre os riscos da venda e da utilização desses tipos de produtos, o que ajuda a reduzir os acidentes no período”, pontuou o coordenador da 10ª Coorpin, delegado Neuberto Costa, sobre a ação.
Imagens: Divulgação / Ascom-PCBA
Quem é essa figura do influenciador…? O que faz…? “qualquer coisa para aparecer”…? É um reflexo direto da economia virtual e do mundo da atenção, onde a relevância é medida por cliques e likes, engajamento e visualizações, e não pela qualidade ou ética, profundidade e densidade do conteúdo.
Esse tipo de personagem, muitas vezes descrito como sensacionalista ou tóxico, surge da necessidade de se destacar em um ambiente virtual saturado, individualista e com algoritmos que premiam o conteúdo extremo.
O que faz essa figura? O “Atentional Seeker”, (Buscador de Atenção): É o influenciador que exagera situações, cria dramas artificiais ou se coloca em risco para gerar engajamento. O “Controversial Commentator” (Comentarista de Controvérsias): Foca em postar conteúdos inflamatórios ou odiosos para forçar discussões e viralizar. Motivação: A busca incessante por validação externa, fama rápida e monetização (publicidade), baseando sua autoestima no número de seguidores e curtidas. Os tais influenciadores digitais são particularmente vulneráveis porque a sua “vida pessoal” é também o seu produto de trabalho. A construção de uma imagem inatingível (falsa realidade) cria uma pressão interna e externa para nunca mostrar vulnerabilidade, o que, a longo prazo é insustentável psicologicamente, emocionalmente, mentalmente, fisicamente e humanamente. Simplesmente, vão parar, vão esgotar, estafar, exaurir, sucumbir, colapsar, morrer… Perfil Psicológico: Pode envolver comportamentos de busca de atenção extremos, que, se não gerenciados, evoluem para atos perigosos. Economia da Atenção: O algoritmo da maioria das plataformas recompensa o conteúdo que mantém o usuário engajado por mais tempo (drama, choque, raiva), incentivando comportamentos desumanos. Individualismo Extremo: A cultura da “marca pessoal” transforma o indivíduo em um produto, onde a moralidade é secundária ao sucesso da audiência. Sensacionalismo e Crueldade: A necessidade de “um up” (superar) o último absurdo leva a exposições de dor, bullying, ou desafios perigosos, criando um ambiente desumano. O “Mercado da Personalidade”: A tendência de tratar as pessoas como mercadorias com valor comercial (vistos apenas pelos “likes”), desumanizando o próximo. A analogia entre a “escravidão dos influencers” e as “novas senzalas do século XXI” reflete uma crítica social e acadêmica crescente sobre a precarização do trabalho e o esgotamento mental na economia digital, onde a busca incessante por engajamento e lucro pode levar a condições análogas a jornadas exaustivas e degradação da saúde mental. O Paralelo com a Indústria Cultural e o Capitalismo. Tudo Vira Mercadoria: A crítica central baseia-se na teoria da indústria cultural, que argumenta que, sob o capitalismo, a cultura e até mesmo as relações humanas são transformadas em mercadorias a serem compradas e vendidas. No mundo dos influenciadores, a própria vida pessoal, imagem e interações sociais tornam-se produtos a serviço do marketing e das marcas. Razão Instrumental: Conceitos da Escola de Frankfurt sugerem que a razão instrumental — focada na eficiência técnica e no domínio para o lucro — prevalece sobre o desenvolvimento humano. Isso se manifesta na otimização de cada momento da vida do influencer para a produção de conteúdo rentável, esvaziando a dignidade humana em favor do capital.
Sociedade do Espetáculo: A onipresença do marketing e a interdependência entre acúmulo de capital e acúmulo de imagens ilustram a “sociedade do espetáculo”, onde a aparência e a performance constante são cruciais para a sobrevivência econômica na plataforma. As Condições de “Escravidão” na Era Digital: Embora não se trate de escravidão em seu sentido legal (que envolve trabalho forçado, condições degradantes e restrição de locomoção, conforme o Código Penal brasileiro), o termo “escravidão digital” é usado em discussões acadêmicas para caracterizar a exploração e a ausência de direitos trabalhistas em um ambiente de controle algorítmico. Exaustão Algorítmica e Burnout: Pesquisas e relatos de criadores de conteúdo apontam para altas taxas de problemas de saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e burnout. A pressão para postar constantemente, crescer a audiência e manter a relevância, sem garantias de retorno financeiro, é descrita como um ciclo vicioso e exaustivo. Precarização e Autonomia Ilusória: O modelo de trabalho em plataformas digitais, como a “uberização”, frequentemente mascara a subordinação sob a ideia de “empreendedorismo” e autonomia. Isso resulta em jornadas exaustivas, flutuação de renda e dificuldade em estabelecer limites entre vida profissional e pessoal. Pressão por Perfeição e Stigma: A apresentação de uma “vida perfeita” nas redes sociais cria uma pressão por padrões inatingíveis, contribuindo para problemas de autoestima e transtornos psicológicos, tanto para o público quanto para os próprios criadores. O estigma de que o trabalho de influencer não é um “trabalho de verdade” dificulta o reconhecimento de suas lutas. Assim, a discussão vai propor que, embora os influencers possam desfrutar de privilégios e autonomia aparentes, eles estão sujeitos a um sistema de exploração intensa que mercantiliza sua existência e impõe custos significativos à sua saúde e dignidade, o que gera o debate sobre uma nova forma de servidão moderna, classificado pelo Professor filósofo sul coreano Byung-Chul Han (2015), vai nos remeter para algumas reflexões sobre quem é esse ser da “sociedade virtual digital”, o influencer que se encaixa nessa descrição — operando na “sociedade do cansaço”, onde a autoexploração é romantizada e tudo vira mercadoria — é o perfil que Byung-Chul Han descreveria como o “sujeito de desempenho” tornado influenciador.
Este influenciador não atua apenas como vendedor, mas como o “arauto da positividade tóxica”, que transforma a vida, a produtividade e a saúde mental em um “negócio” de marketing pessoal, ignorando a dignidade humana em prol do engajamento e do lucro. A Romantização da Autoexploração: Vendem a ideia de que “querer é poder”, transformando a exaustão em um troféu de “produtividade”. Eles escravizam os operários (e a si mesmos) ao vender a crença de que ser seu próprio patrão é liberdade, quando na verdade é uma escravidão interna. A Mercadoria Humana: Tudo é conteúdo para marketing: a rotina de exercícios, o sofrimento pessoal, a alimentação, as férias. A dignidade humana é substituída pela estética do desempenho. A “Sociedade do Doping”: Promovem um estilo de vida que exige dopamina e alta performance contínua, muitas vezes incentivando o uso de estimulantes cognitivos ou a negação de pausas essenciais para “dar conta de tudo”. Foco no “Eu”: O influenciador dessa sociedade foca intensamente na preservação e triunfo do seu “eu” econômico, criando uma bolha de positividade que ignora crises sociais e empatias reais. No contexto do hipercapitalismo digital, esse influenciador é o agente que dissolve relações humanas em transações comerciais, transformando o “ser” em “ter/mostrar” Autoexploração: O Indivíduo como Escravo de si mesmo O mito da liberdade: Ao contrário do escravo tradicional, o sujeito atual se explora voluntariamente sob a crença de que está “realizando a si mesmo”. Empreendedor de si: Cada indivíduo é visto como um “empreendedor de si”, o que gera uma cobrança incessante para aumentar o desempenho, resultando em autoexploração e uma exaustão silenciosa. Violência Neuronal: O inimigo não é mais externo (disciplina/proibição), mas interno (positividade excessiva e cobrança). Isso leva ao esgotamento (Burnout), depressão e transtorno de déficit de atenção. A Sociedade do Desempenho e o Excesso de Positividade: O “Yes, we can”: A sociedade substituiu o “não” (proibição) pelo “sim” (poder fazer tudo). A positividade do “poder” é mais eficiente que a negatividade do “dever”.
Hiperatividade e Falta de Tédio: A busca por desempenho gera hiperatenção e multitarefa, destruindo a capacidade humana de contemplação (o “tédio profundo”), que, para o Professor Byung-Chul Han (2015), é essencial para a criatividade e a reflexão. Um não ao individualismo brutal, a Demência de Solidariedade e a “Agonia do Nós”. Hiperindividualismo: A ênfase na performance competitiva isola os indivíduos. O outro deixa de ser um parceiro para se tornar um concorrente ou um recurso para o próprio sucesso. Perda da Alteridade: Para o Professor Han (2022), vai dizer que a sociedade está se tornando, ainda mais narcisista, incapaz de aceitar a alteridade (o diferente). “O celular é um instrumento de dominação… age como um rosário, ou um crucifixo”, a um clic, do sim ou não, do bem e do mal”. A “agonia do Eros” destrói a verdadeira conexão com o outro, transformando relações em objetos de consumo. Solidão e Inimizade: O sistema capitalista de desempenho gera um cansaço solitário. Han propõe, em contrapartida, um “cansaçonós” — uma pausa coletiva que permita a retomada da comunidade. Sobre Relacionamentos (A Expulsão do Outro, 2016): “O inferno dos iguais é o que acontece quando o ‘outro’ desaparece e tudo se torna mais do mesmo”. Uma análise sociológica mais profunda dos fenômenos contemporâneos. A ideia de que o “influencer” pode “morrer” ou se perder na “sargenta do individualismo do lucro fácil” é uma metáfora que reflete debates reais sobre as consequências sociais do modelo de vida e trabalho promovido nas redes sociais. Numa discussão, ainda mais aprofundada, nos sugere que: Individualismo e Solidão: A busca incessante por engajamento e a construção de uma “marca pessoal” podem, paradoxalmente, aprofundar sentimentos de isolamento. Embora o marketing idealize a independência, o mundo digital, ao permitir que todas as necessidades (consumo, entretenimento) sejam atendidas online, pode tornar o encontro humano e a conexão social genuína menos frequentes e mais cansativos. Sociedade da Mercadoria e Consumo: Os influenciadores são peças-chave na sociedade de consumo, funcionando como a segunda maior fonte de informação para decisões de compra, atrás apenas de amigos e parentes. Segundo o Professor Han (2010), “A exploração é muito mais eficiente quando é disfarçada de liberdade.” “Na sociedade da informação, o influenciador se torna a mercadoria suprema. Ele transforma sua própria vida, seu corpo e seus sentimentos em objetos de consumo, promovendo a crença de que a exposição total é uma forma de liberdade, quando na verdade não se passa de uma grande prisão, só ele não enxerga.” Eles transformam o estilo de vida em produto e ou mercadoria e a felicidade em algo que pode ser adquirido, o que aprofunda a submissão aos critérios do sistema capitalista e da indústria cultural. “Escravidão Pós-Moderna” e “Novas Senzalas”: O uso de termos fortes como “escravidão pós-moderna” e “novas senzalas” sugere que, sob a aparência de liberdade e autonomia (ser
“seu próprio chefe”, trabalhar de casa), há uma nova forma de exploração. “O Capital, se encarrega de transformar tudo em mercadorias, uma sociedade de “teres humanos e não de seres humanos”. Na obra “A Sociedade do Espetáculo” (1967), do situacionista francês Guy Debord, é exatamente a análise clássica que descreve a transformação da vida humana em uma sucessão de mercadorias e aparências. Debord argumenta que o capitalismo avançou para um estágio onde a realidade foi substituída pela representação e o que vale não são as pessoas, mas o valor ($) que cada uma representa. Essa exploração se manifesta na pressão para manter um estilo de vida artificial e inautêntico, na dependência de algoritmos e marcas para sustento, e na subserviência a padrões sociais e de consumo que aprisionam os indivíduos em um ciclo de performance e aprovação externa. Em vez de uma “morte” literal, a sua frase sugere um esgotamento moral, social e psicológico desse modelo, que pode levar a crises de saúde mental, desinformação e a perda de um senso de comunidade e propósito mais profundo. A partir, do Professor Bauman (2015), vai nos dizer: “A rede social é uma armadilha. As pessoas não estão interessadas em ‘conectar’, em ter uma ponte. Elas estão, na verdade, do outro lado, apenas para não ficarem sós. Bauman (2020), argumenta que “o medo líquido (incerteza, fragilidade) permeia a existência”. Ele dirá que, nesse contexto de “modernidade líquida”, a tragédia familiar não é um acidente, mas o resultado de um sistema que se alimenta da transformação da vida humana em um produto consumível. É fácil adicionar amigos, mas é mais fácil ainda deletá-los.” Ou ainda, no seu clássico Vida para o consumo (2008), “Na sociedade de consumo, a capacidade de ser desejado é mais importante do que a capacidade de desejar. A vida de consumo é uma maratona de moda, não uma caça ao tesouro.” Ou ainda, no seu Modernidade líquida (2008),”A identidade, na modernidade líquida, não é algo herdado ou dado. Ela deve ser construída, e quando construída, precisa ser constantemente renegociada e atualizada. O ‘eu’ torna-se um produto, algo a ser exibido e comercializado.” Um dos principais fenômenos sociopsicológicos da economia digital atual. Os influenciadores digitais operam na interseção entre a sua identidade pessoal e o produto comercial, criando uma estrutura de trabalho onde a autenticidade é performada e a vulnerabilidade é frequentemente vista como um risco ao negócio. Vejam “risco ao negócio”, em nenhum momento fala-se em risco de vida, ou seja, à vida não importa, o que importa são os negócios, “tudo é mercadoria”, a vida humana, passa a ser um produto descartável, o que importa é a mercadoria, ou seja o negócio”. A “Vida-Produto” e o Esgotamento: Quando a vida pessoal se torna o produto (conteúdo), o descanso se torna ineficiência. Isso gera um ciclo constante de produção, facilitando o esgotamento profissional (burnout), ansiedade e problemas de saúde mental. Imagens Inatingíveis e a “Fake Reality”: A curadoria de uma vida perfeita cria uma falsa realidade. A pressão externa (seguidores, marcas) e interna (necessidade de manter o engajamento) para manter essa fachada inatingível impede a demonstração de vulnerabilidade genuína. O Capitalismo de Plataforma e a “Empresa-Eu”: A lógica capitalista de plataformas de redes sociais fomenta o “capitalismo de criadores”, onde a valoração do indivíduo é medida por taxas de clique e engajamento, não pelo caráter ou bem-estar. O influenciador transforma-se em uma “empresa-eu”, focada em desempenho e competição. A Insuportabilidade a Longo Prazo: A necessidade de “performar” um personagem perfeito é insustentável psicologicamente, pois o ser humano é vulnerável e inconstante. O distanciamento entre a vida real e a online pode levar a crises de identidade, onde o criador não sabe onde termina o personagem e começa a pessoa real. A questão central que nos traz à essa reflexão é se esse sistema é sustentável ou se, no limite, ele condena seus próprios participantes a uma existência vazia e solitária. O comportamento de boa parte dos influenciadores digitais, mas não se refere a uma única pessoa específica ou a um caso único, e sim a um perfil social generalizado no contexto da economia da atenção. A expressão refere-se ao influenciador que, impulsionado pela busca por “lucro fácil” e pela necessidade de engajamento a qualquer custo, transforma aspectos íntimos, trágicos ou problemáticos da sua vida pessoal em entretenimento. Principais aspectos dessa crítica: Individualismo e “Senzalas” do Séc. XXI: Sugere que influenciadores se tornam reféns (escravos) da necessidade de validação nas redes sociais, trabalhando intensamente para plataformas sob a promessa de fama e dinheiro rápido. Tragédia como Entretenimento: A denúncia destaca o uso de divórcios, doenças, brigas familiares e tragédias pessoais para gerar cliques, comentários e visibilidade. Precarização da Vida: O termo “escravidão pós-moderna” aponta para a perda de privacidade e a pressão psicológica constante para manter a relevância digital. O “influencer” que faz de tudo pela atenção é o subproduto de uma economia que transformou o olhar do outro em moeda de troca. Em um mundo virtual e individualista, o “eu” virou um produto que precisa de engajamento constante para existir. Como essa figura surge: A Democratização da Fama: Antes, a mídia era controlada por grandes canais. Hoje, qualquer um com um celular pode criar um palco. O algoritmo não julga a ética, apenas o tempo de tela. O Vício em Dopamina: O mecanismo de curtidas e comentários gera uma validação instantânea que alimenta o ego e a busca por atos cada vez mais extremos para manter o interesse do público. A “Espetacularização” do Eu: No vazio do isolamento moderno, a performance substitui a essência. Para não ser “cancelado” pelo esquecimento, o influencer recorre ao choque, à polêmica ou à superexposição da intimidade. Essa figura prospera porque o público, muitas vezes sedento por distração ou pelo prazer de julgar, consome esse conteúdo, fechando um ciclo onde a crueldade vira entretenimento e a atenção vale mais que a dignidade.
Essa crítica é comum a influenciadores que adotam a superexposição (o “exposed” de si mesmo) como estratégia de conteúdo principal, muitas vezes resultando em cancelamentos, crises de saúde mental ou desestruturação familiar. A análise se colocar a uma análise de um arquétipo crítico de influenciador digital contemporâneo, frequentemente discutido no contexto da “sociedade do espetáculo” e do marketing de influência, onde a busca por atenção e o lucro rápido prevalecem sobre a privacidade, a ética e a sanidade familiar. Esses perfis, muitas vezes citados em análises críticas como o de “influenciadores de tragédia” ou “marketing de superexposição”, caracterizam-se por: Transformar a vida privada em produto: A família, dramas pessoais e até momentos de luto ou crise são transformados em conteúdo monetizável (vídeos, stories, posts) para gerar engajamento. A “Escravidão Pós-Moderna”: A necessidade constante de produzir conteúdo para não perder relevância, tornando-se refém de métricas (curtidas, visualizações) e da pressão dos seguidores, uma espécie de servidão à atenção. Tragédia como conteúdo: A busca por likes a qualquer custo leva a situações extremas, como a exposição de crimes, a transformação de tragédias familiares em entretenimento e a superexposição da vida dos filhos, configurando um “trabalho” exaustivo e perigoso para a saúde mental e relações interpessoais. Individualismo e Lucro Fácil: A mentalidade de que “tudo vale a pena” para ganhar seguidores, muitas vezes associada à venda de produtos de procedência duvidosa, jogos de azar ou ostentação de uma riqueza que muitas vezes é uma ilusão do marketing, nada mais. Estes influenciadores “morrem” (no sentido figurado de perdem sua dignidade, humanidade ou autenticidade) nas “senzalas” da sociedade do século XXI, que podem ser interpretadas como o ambiente de alta pressão das redes sociais, onde se tornam
escravos de um algoritmo e de um público exigente.
Essas referências mostram que a tragédia familiar e pessoal citada é, na verdade, uma consequência estrutural de um modelo de negócio baseado na espetacularização da vida íntima, através de programas de reality show, ou exposição permanente dos influencers, sobre suas vidas transformadas em mercadoria, pelo capital. Essa visão realística sobre a “senzala digital” e a autodestruição em busca de cliques e likes, encontra eco em pensadores que analisam o esgotamento do indivíduo e a transformação da vida íntima em mercadoria. A premissa do influenciador que sacrifica a própria vida, família e sanidade no altar das redes sociais, movido pelo lucro fácil e pela necessidade de visibilidade, é um tema central na sociologia e filosofia contemporânea. Autores que analisam a “sociedade do espetáculo”, o “capitalismo de plataforma” e a “modernidade líquida” são algumas das melhores referências. E tem mais: quem é a figura do seguidor de influenciadores…? Quando analisada sob a ótica crítica da sociologia do trabalho e da filosofia e da economia política é frequentemente caracterizada como um agente imerso na alienação contemporânea e na sociedade do espetáculo. Este seguidor não é apenas um consumidor, mas um participante ativo — e muitas vezes passivo — na engrenagem que transforma comportamento e atenção em capital. O Seguidor como Alienado e “Escravizado” Escravizado pelo Capitalismo de Plataforma: O seguidor atua como o motor do influenciador. Ao dar “likes”, comentários e visualizar “stories”, ele gera engajamento e métricas que valorizam a mercadoria digital (o influencer). Ele é um produtor não remunerado de riqueza para as plataformas (Instagram, TikTok, YouTube) e para o influenciador. Consumo como Fuga e Padrão: O seguidor frequentemente adota o influenciador como referência, comprando produtos que prometem uma satisfação ilusória, agindo como um “consumidor alienado” que busca alívio de frustrações na compra contínua. O Jogo do Capital x Trabalho (Idiotas x Alienados). Algumas Considerações finais, longe da Conclusão, no processo cartográfico da Mercantilização do humano, ou ainda, degradação do humano, na era da psicose virtual. Essa é uma provocação ácida e muito pertinente sobre a configuração atual, da relação capital x vs. trabalho e da subjetividade. O que vem descrever — essa simbiose entre o influenciador (que performa uma vida mercadoria) e o seguidor (que consome essa ilusão enquanto se aliena de sua própria triste realidade alienante) — é o cerne de várias críticas contemporâneas. Com o auxílio de alguns Pensadores, que trouxemos para ilustrar o cenário das figuras dos seguidores (do influencers), um outro patético escravizado pelo neocapitalismo do espetáculo no trágico/jogo da velha.
**contribuição do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econômico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT/SEC/BA.*03/2026.1.**
De 22 a 24 de junho, apenas os serviços públicos essenciais do município de Vitória da Conquista estarão em funcionamento, por conta do feriadão de São João. No início do mês, o Governo Municipal publicou o Decreto nº 24.279/2026, que estabeleceu pontos facultativos para os servidores da Administração Pública direta e indireta do Município, nos dias 22 e 23 de junho.
A decisão pelos pontos facultativos considera a relevância dos festejos, especialmente o São João, como manifestação cultural popular que integra o calendário de tradições do Município, sendo marcado por celebrações familiares e comunitárias.
Além disso, o ponto facultativo implica economia aos cofres públicos municipais, em valores dispensados com o consumo de energia, água, telefone, materiais de consumo, combustível, transporte, entre outros.
No mês de novembro de 2025, a Prefeitura Municipal divulgou o Decreto nº 24.007/2025, que estabelece o calendário oficial de feriados nacionais, estaduais e municipais, além dos pontos facultativos no âmbito da Administração Pública Municipal direta e indireta para o ano de 2026.
Transporte Coletivo
De 20 a 24 de junho, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) disponibilizará ônibus com cobrador saindo da Estação Herzem Gusmão até o Parque de Exposições Teopompo de Almeida, onde acontece o Arraiá da Conquista. Veja os horários:
18h30
19h30
20h30
21h30
Também haverá linhas especiais em direção aos bairros Conquista VI, Patagônia, Nova Cidade e Vilas Serranas, ao final da festa, que sairão do Parque de Exposições nos horários de: 23h00, 00h50 e 02h00.
Itinerário das linhas especiais:
Especial Nova Cidade = Rua da Granja, Av. Jorge Teixeira, Av. Luís Eduardo Magalhães, Av. Presidente Vargas (Em frente aos Mirantes), Rua Paulino Fonseca, Rua Monte Castelo, Av. São Geraldo, Rua Maria Viana Leal, Rua Paulino Santos, Rua Democrata, Rua Plácido de Castro, Av. Crescêncio Silveira.
Especial Vilas Serranas = Rua Granja, Av. Siqueira Campos, Av. Régis Pacheco, Av. Integração, Av. Pará, Rua Feira de Santana, Av. Sérgio Vieira de Mello (IFBA), Avenida Central (Vilas Serranas), Bairro Sobradinho (Rua A), Av. Brumado, Miro Cairo.
Especial Urbis VI = Rua da Granja, Av. Jorge Teixeira, Av. Luís Eduardo Magalhães, Av. Laura Nunes, Av. Sétima (Pousada Itajuípe), Av. Juracy Magalhães, Vila Bonita, Urbis VI.
Especial Patagônia = Rua Granja, Av. Siqueira Campos, Av. Régis Pacheco, Av. Integração, Av. Maranhão, Av. Frei Benjamim, Rodoviária, Hospital de Base.
Confira dias e horários de funcionamento dos serviços essenciais :
No domingo (21), as linhas irão operar com horários de sábado. A partir de segunda (22), as linhas D30 e D33 operam com horários reduzidos, a linha R17 passará por reformulações em seu horário e a linha R26 terá ajustes no horário do Cedro e também no itinerário, atendendo mais vezes ao Distrito Industrial 01 – Região dos Imborés. As linhas P52, P55 e R09 não operarão, retornando na segunda (29).
Na terça-feira (23), algumas linhas terão reduções de horários a partir das 18h, considerando a baixa demanda, mas a operação segue normal até as 00h. Na quarta-feira (24), os ônibus operam com horários de domingo.
Na quinta (25), as linhas D35 e D36 passarão a operar com novas tabelas.
As linhas D30 e D33 continuarão com horários reduzidos até o dia 06/07. Já as linhas D35, D36 e R09 terão seu retorno gradual a partir da mesma data.
Defesa Civil
A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) estará em regime de plantão, durante 24 horas, para atender os cidadãos. Em caso de necessidade, a população pode entrar em contato por meio do WhatsApp (77) 8856-5070. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193.
*Unidades de Saúde*
As unidades de saúde do município não terão expediente nos dias 22, 23 e 24 de junho.
*Coleta de Lixo*
A coleta de lixo não sofrerá alterações.
*Guarda Municipal*
Outra atividade que não sofrerá interrupção é o serviço operacional da Guarda Municipal, que manterá o efetivo de agentes e viaturas no patrulhamento da cidade — com foco especial na segurança realizada no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, por conta do Arraiá da Conquista.
*Simtrans*
O Sistema Municipal de Trânsito (Simtrans) de Vitória da Conquista atuará em escala de trabalho normal. Para acionar o órgão, basta ligar para os telefones (77) 3229-3553 e (77) 3229-3556.
*Procon*
No dia 22 de junho, a Superintendência Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) manterá excepcionalmente o expediente apenas para a realização de audiências de conciliação que foram agendadas antes da designação da data como ponto facultativo. Fica suspensa a prestação dos demais serviços oferecidos no setor.
*Centro Cultural Glauber Rocha (Prefeitura da Zona Oeste)*
O pátio de atendimento não funcionará de segunda a quarta-feira (22 a 24). As atividades serão retomadas normalmente na quinta-feira (25), no horário habitual.
*Casa:* O Centro de Apoio à Saúde Animal (Casa) atenderá somente os casos de emergência na segunda (22), das 8h às 12h e das 14h às 17h. Os atendimentos retornam ao normal no dia 25 de junho.
*Assistência Social*
Centro Pop Adulto: Funcionamento das 8h às 13h entre os dias 22 e 24
Centro Pop Criança e Adolescente: Funcionamento das 8h às 13h nos dias 22 e 23. Fechado no dia 24.
Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas): Nos dias 22 e 23 funcionamento das 8h às 13h, e das 13h às 20h horas funcionamento sobre aviso. No dia 24, funcionamento das 8h às 13h.
*Restaurante Popular*
Funcionamento normal nos dias 22 e 23. Fechado no dia 24
*Conselhos Tutelares*
Atuará em regime de plantão de segunda (22) a quarta (24). Os conselheiros podem ser acionados pelos telefones:
Zona 01 – (77) 9 8856-3303
Zona 02 – (77) 9 8879-3351
Zona 03 – (77) 9 8834-6677
Zona Rural – (77) 98856-2987
A Câmara Municipal realizou, nesta quinta-feira (18), a segunda audiência pública para discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sob condução do vereador Nelson de Vivi (PSDB), que destacou a importância do debate como forma de garantir transparência e participação social no processo de elaboração do orçamento municipal.
Representando o Sindicato do Magistério Público Municipal, Simone Marques afirmou que a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) vai além de um exercício técnico e envolve, segundo ela, decisões sobre a valorização da categoria. A sindicalista destacou o capítulo da proposta que trata de diretrizes orçamentárias sensíveis ao gênero e prevê a elaboração de um plano municipal de políticas para as mulheres, ressaltando que a rede municipal de educação é composta majoritariamente por mulheres. “Nós somos 75% mulheres no magistério e queremos estar incluídas nas ações que serão elaboradas”, afirmou. Simone também defendeu a inclusão de propostas da categoria no texto da LDO e informou que emendas estão sendo protocoladas junto aos gabinetes dos vereadores para análise durante a tramitação do projeto.
A diretora jurídica do Sinserv, Flávia Viana, representando os servidores públicos, defendeu que os gastos com o pessoal sejam tratados como investimentos e não apenas como despesas. “Quando se investe no servidor público, se investe na qualidade e na melhoria do trabalho, e, claro, no retorno do serviço aos munícipes”, afirmou. Flávia também propôs mudanças para ampliar a transparência e aperfeiçoar os critérios de estimativa das despesas com pessoal previstas na proposta. Além disso, lamentou a ausência de vereadores e de representantes jurídicos da Câmara e da Prefeitura em uma discussão que classificou como fundamental para o planejamento financeiro do município.
O secretário de Planejamento e Orçamento, Rodrigo Bulhões, destacou aspectos técnicos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) durante audiência pública na Câmara Municipal, explicando a relação entre o Plano Plurianual (PPA), a LDO e a Lei Orçamentária Anual (LOA). “O PPA é o instrumento de planejamento de médio prazo, a LDO estabelece metas e prioridades para o exercício seguinte e a LOA estima as receitas e fixa as despesas”, afirmou. Ele ressaltou ainda que o processo orçamentário segue os parâmetros da Constituição Federal e da Lei de Responsabilidade Fiscal, e que o projeto em discussão já passou por análise jurídica antes de seguir para tramitação nas comissões da Casa.
Fechando as falas da mesa, o ex-secretário municipal de Finanças, Edvaldo Alves, avaliou positivamente a elaboração do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas alertou para a tendência de desaceleração da arrecadação do município e para a necessidade de definir prioridades que atendam às demandas da população. Ele defendeu a valorização dos servidores e destacou a importância de ampliar os investimentos em áreas essenciais. “O que funciona é o conjunto dos servidores municipais e eles têm que ser bem tratados. Dentro das possibilidades reais financeiras do município, esse servidor tem que ser bem remunerado”, afirmou.
Com as malas prontas e a ansiedade lá no alto, Raiane da Silva, de 36 anos, já consegue sentir o cheiro de milho cozido e o som da sanfona em Irará. Dona de casa, ela faz parte do grupo de mais de 380 mil pessoas que devem circular pela Nova Rodoviária da Bahia, entre os dias 18 e 24 de junho para curtir o feriado de São João no interior. Para ela, o essencial do São João é estar com a família ao redor da fogueira. Junto com ela, os filhos Beatriz e Ícaro Lucas, que está animado para soltar fogos com os primos e comer paçoca.
A estimativa do terminal aponta para mais de 195 mil embarques ao longo do período junino, superando os números registrados no ano passado. O dia de maior movimento será esta sexta-feira (19), quando são esperados 52 mil embarques e mais de 90 mil usuários circulando pela rodoviária. Entre os destinos mais procurados estão cidades tradicionais como Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Cruz das Almas e Senhor do Bonfim, além de rotas interestaduais como Aracaju e Campina Grande.
De acordo com o diretor-geral da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), David Santana, uma grande estrutura foi montada para o período. Entre os dias 22 e 23, a operação funciona de maneira ininterrupta.
“A nova rodoviária conta com uma capacidade maior que a anterior e, com o apoio da CTB [Companhia de Transportes do Estado da Bahia] e da Transalvador, houve melhorias no fluxo do entorno do terminal, facilitando a entrada e saída dos ônibus. O local está totalmente integrado ao metrô, o que facilita o deslocamento para quem chega de diversas partes da cidade”, explicou o diretor-geral.
Quem também está aproveitando essa movimentação é a cozinheira Maria Alves, de 56 anos. Moradora de Salvador, ela está embarcando com a filha e duas netas rumo a Triunfo, em Pernambuco, para rever os familiares. Ansiosa para curtir as festas e o clima frio da cidade turística, que costuma chegar a 10°C, Maria não esconde suas preferências: além da beira da fogueira, ela ama canjica, munguzá e, principalmente, milho assado.
O planejamento orçamentário do governo da Bahia para 2026 prevê redução de aproximadamente R$ 1 bilhão nos recursos destinados à educação. A queda aparece na comparação entre as Leis Orçamentárias Anuais de 2025 e 2026, sancionadas pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
No orçamento geral da educação, a previsão caiu de R$ 13,57 bilhões em 2025 para R$ 12,50 bilhões em 2026. A retração nominal é de R$ 1,07 bilhão, o que representa queda de aproximadamente 7,9%. A redução atinge áreas diretamente ligadas ao funcionamento da rede estadual e à permanência dos estudantes nas escolas. Houve queda em programas de apoio financeiro, manutenção das unidades, transporte escolar, construção, ampliação e melhoria da estrutura física da rede.
Um dos reflexos mais visíveis aparece no Bolsa Presença, programa voltado a estudantes em situação de vulnerabilidade social. A previsão para concessão das bolsas caiu R$ 460 milhões, passando de R$ 691,2 milhões em 2025 para R$ 231,2 milhões em 2026. A queda representa corte de aproximadamente 66,5%.
A redução ocorre apesar de o governo ter ampliado a meta de atendimento do programa, de 350 mil para 378,8 mil estudantes. Com menos recursos previstos para um público maior, o valor médio anual disponível por aluno tende a cair de forma significativa, indicando uma pulverização do auxílio financeiro. Na prática, o orçamento de 2026 prevê que o Bolsa Presença atenda mais estudantes com cerca de um terço dos recursos destinados ao programa no ano anterior.
Um dos exemplos é o programa Mais Estudo, voltado ao apoio financeiro à monitoria estudantil. A previsão caiu de cerca de R$ 70 milhões em 2025 para R$ 36,6 milhões em 2026, uma redução de aproximadamente R$ 33,4 milhões. Percentualmente, o corte é de cerca de 47,7%.
A área de infraestrutura escolar também teve perdas. O orçamento para construção de unidades escolares caiu de R$ 262,9 milhões para R$ 100 milhões, uma queda de aproximadamente R$ 162,9 milhões, ou 62%. Já os recursos para ampliação de escolas passaram de R$ 203,3 milhões para R$ 100 milhões, redução de R$ 103,3 milhões, equivalente a 50,8%.
Outra frente afetada foi o aparelhamento das unidades escolares. Em 2025, o Estado previa R$ 80,6 milhões para equipar escolas. Para 2026, a ação não aparece com o mesmo peso nos demonstrativos orçamentários, figurando apenas com valores residuais de emendas. A Educação Básica, que corresponde às educações infantil, fundamental e médio, apresentou queda de R$ 3,08 bilhões para R$ 2,03 bilhões — corte de cerca de R$ 1,05 bilhão. Em termos percentuais, a retração chega a aproximadamente 34%.
Os cortes também alcançam o custeio da rede. A verba para funcionamento das escolas de Educação Básica caiu de R$ 1,004 bilhão para R$ 691,7 milhões. Na prática, são cerca de R$ 312 milhões a menos para a manutenção cotidiana das unidades escolares, uma redução aproximada de 31,1%. No transporte escolar, a queda também é significativa. Dentro do Ensino Médio, a oferta de transporte nos municípios caiu de R$ 225,4 milhões em 2025 para R$ 105 milhões em 2026. O corte é de R$ 120,4 milhões, equivalente a 53,4%. Já os recursos para melhoria da estrutura física das escolas passaram de R$ 100,5 milhões para R$ 91,2 milhões, redução de R$ 9,3 milhões, ou cerca de 9,3%.
Enquanto a Educação Básica perdeu recursos, o Ensino Médio apresentou aumento no orçamento previsto, passando de R$ 4,19 bilhões para R$ 4,56 bilhões — um incremento de aproximadamente R$ 370 milhões, ou 8,8%. A análise dos dados, no entanto, mostra que a elevação é absorvida em grande parte por despesas obrigatórias com pessoal.
A vereadora e delegada da Polícia Civil, Gabriela de Diego Garrido, do Partido Verde, caminha para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas Eleições 2026. Em entrevista a parlamentar detalhou os bastidores da articulação na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), impulsionada pela cúpula estadual para ampliar a representatividade feminina.
“Eu sou pré-candidata à deputada federal. Isso é um projeto do governador Jerônimo, do secretário Adolpho Loyola [Relações Institucionais], que querem o fortalecimento de novos nomes, de nomes femininos, porque eles apoiam candidaturas de mulheres e estou colocando meu nome à disposição da cidade. Com informações do blog do Anderson.