Em duas entrevistas exibidas por emissoras de televisão na madrugada desta terça-feira, 26, o ex-prefeito e candidato tucano ao governo de São Paulo, João Doria, negou que exista a possibilidade de assumir a posição do ex-governador paulista Geraldo Alckmin como presidenciável do PSDB. “Não há plano B, há plano A, de Alckmin”, disse Doria no programa Band Eleições, da Band. “Eu sou pré-candidato ao governo, meu candidato (à Presidência) é o Alckmin.”
O ex-prefeito, no entanto, fez elogios tanto a Alckmin quanto a um dos rivais do PSDB na disputa presidencial, o empresário Flávio Rocha (PRB) – na casa de quem assistiu o primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, na semana passado. “O Flávio é um bom nome. Trabalho para que eles (Alckmin e Rocha) estejam juntos em uma frente de centro”, disse Doria durante entrevista ao programa É Notícia, da RedeTV.
A possibilidade de o ex-prefeito assumir o posto de Alckmin na corrida presidencial voltou a ser discutida na sexta-feira, 23, em um encontro entre o presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o senador Aécio Neves (PSDB). A avaliação do trio é a de que o chamado centro político estaria fora do segundo turno, caso Alckmin não decole logo nas pesquisas. No levantamento do Datafolha do início de junho, o tucano tem entre 6% e 7% das intenções de voto. Doria afirmou ainda que acredita que a formação de uma aliança com partidos de centro-direita vai fazer com que Alckmin suba nas pesquisas a partir do fim de julho. “É preciso dominar a ansiedade, política feita com ansiedade é feita com fígado.”
Estadão
A possível substituição de Geraldo Alckmin por João Doria na chapa presidencial do PSDB nas eleições 2018 foi o principal tema de um jantar na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na noite da última quinta-feira (21). A mudança uniria o MDB e o DEM em torno do novo candidato à presidência.
O presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco estavam presentes no encontro. De acordo com o Estadão, a reunião não constava na agenda de Temer e de Maia.
Ainda segundo a publicação, apesar da conversa não ter sido conclusiva, os presentes avaliaram que Alkimin não empolga o eleitorado e pode deixar os partidos de centro de fora do segundo turno.
Já Doria é bem quisto pelo governo, pela cúpula do MDB e por setores expressivos do DEM. O ex-prefeito da cidade de São Paulo tem negado a possibilidade de disputar à Presidência.
Uma das principais lideranças do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do partido, foi absolvida nesta terça-feira (19) da acusação de ter participado de esquema de corrupção e lavagem de dinheiro desviado da Petrobras. Os magistrados ainda discutem se ela deve ser condenada por falsidade ideológica eleitoral (caixa dois).
Seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, e o empresário Ernesto Kugler também foram considerados inocentes das acusações da Lava Jato.
Os ministros da segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) entenderam que a PGR (Procuradoria-Geral da República) não conseguiu apresentar provas das acusações que foram feitas.
De acordo com a denúncia, Gleisi e Paulo Bernardo pediram e receberam propina no valor de R$ 1 milhão, paga em espécie e em parcelas, com valores que teriam sido desviados da Petrobras para financiar a campanha da petista ao Senado em 2010. Kugler teria operacionalizado a entrega, acertada entre Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, e Alberto Youssef, doleiro.
Relator da Lava Jato no STF, Fachin entendeu que a PGR não conseguiu comprovar que a petista recebeu dinheiro em troca de contrapartida e, portanto, ela não poderia ser condenada por corrupção passiva e consequente lavagem de dinheiro.
No entanto, o magistrado entendeu que os investigadores conseguiram comprovar ao menos uma entrega de dinheiro. Com isso, desclassificou a conduta imputada a Gleisi pela PGR e lhe atribuiu responsabilidade por caixa dois. Seu voto foi seguido por Celso de Mello.
Nos casos de Paulo Bernardo e do empresário Kugler, Fachin destacou que o crime eleitoral de falsa prestação de contas só pode ser imputado ao candidato e, portanto, eles não poderiam ser condenados por isso. Apesar de não ser agente público, Kugler foi denunciado como coautor de crime de corrupção passiva.
“Conforme atesta a prestação de contas apresentada pela denunciada Gleisi Helena Hoffmann nas eleições do ano de 2010, não se vê a declaração da referida quantia à Justiça Eleitoral, tratando-se de omissão que, por si só, materializa o crime de falsidade ideológica eleitoral”, disse Fachin.
O voto de Fachin foi seguido por Celso de Mello, que também entendeu que a PGR não conseguiu demonstrar que o recebimento do dinheiro para a campanha de 2010 estava “relacionado a alguma perspectiva da prática de ato de seu futuro mandato parlamentar”.
“Não se está a incriminar com este julgamento a atividade política”, disse Mello. “Ninguém, absolutamente ninguém está acima da autoridade e do ordenamento jurídico do Estado brasileiro”, acrescentou.
A divergência foi aberta por Dias Toffoli, que votou por rejeitar a denúncia.
Para ele, ao suprimir os depoimentos dos colaboradores, “restam apenas elementos indiciais” que não permitem concluir a prática de crime. “Os depoimentos dos delatores não foram harmônicos no que concerne à solicitação de recursos”, disse Toffoli.
As defesas dos acusados sustentaram que a denúncia foi oferecida apenas com base na palavra dos delatores.
Ainda faltam votar os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
A investigação foi aberta em março de 2015, a partir da primeira lista de parlamentares alvos da operação, que incluiu dezenas de parlamentares e foi elaborada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Com informações da Folhapress
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A confirmação da data foi anunciada pelo presidente da Casa, o ministro Ricardo Lewandowski, nesta terça-feira (19).
Os advogados do petista pedem que ele aguarde em liberdade enquanto os recursos são julgados nas instâncias superiores. eles também querem que a inelegibilidade gerada com a condenação em segunda instância seja suspensa.
A data do julgamento já havia sido indicada na semana passada pelo relator da Lava Jato no STF, o ministro Edson Fachin, mas a confirmação dependia de Lewandowski, como explica o G1.
O ex-presidente Lula foi condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena é de 12 anos e 1 mês, em regime inicialmente fechado. O petista está preso desde abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).
A decisão que gerou a prisão de Lula foi do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4). Segundo a denúncia, o ex-presidente recebeu um triplex em Guarujá (SP) da OAS em troca de contratos entre a empresa e a Petrobras. Lula nega e afirma que não foram apresentadas provas.
Depois de o Brasil empatar em 1 a 1 com a Suíça, o atacante Neymar Júnior resolveu mudar de visual. O camisa 10 tirou o topete loiro e optou por um corte mais curto.
Em fotos postadas nas redes sociais, ao lado da mãe Nadine e do amigo Jota Amancio, é possível perceber o novo visual de Neymar.
A Seleção folgou na noite de ontem (18) e se reapresenta hoje (19) até a hora do almoço. À tarde, volta a treinar de olho na Costa Rica.
A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu, ontem (17), na cela que abriga o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (MDB), barras de chocolate e anotações. O emedebista baiano está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Geddel divide o alojamento com o ex-senador Luiz Estevão, e policiais aprenderam também cinco pendrives, que supostamente são do ex-parlamentar. A Polícia informou que as buscas ocorreram após denúncia de um detento, de que os políticos estariam receberiam “regalias” na prisão.
À TV Globo, o advogado de Geddel Vieira Lima, Gammil Föppel, disse que “estranha, mais uma vez, a defesa técnica não saber da operação antes da imprensa”. A defesa de Luiz Estevão também disse desconhecer as buscas, e não quis se pronunciar.
Antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo, Tite fez questão de dizer que Neymar vai jogar hoje (17) contra a Suíça sem estar na condição física ideal.
“O Neymar não esta 100%, mas é privilegiado fisicamente. O sprint e velocidade dele são impressionantes”, apontou o treinador.
Neste domingo, a Selação brasileira enfrenta a Suíça, em Rostov, pela primeira rodada do Grupo E, às 3 horas da tarde.
São Paulo – Cinquenta e três dias. Foi esse o tempo que a BRF esperou por um novo CEO, desde a saída de José Aurélio Drummond Jr. da presidência da companhia, em 23 de abril. A empresa passou esse tempo comandada interinamente pelo diretor financeiro Lorival Luz. Com a nomeação de Pedro Parente hoje, ela pode finalmente tomar um rumo.
As dúvidas são: qual será a direção e quanto tempo levará para que a empresa visualize uma saída para o longo período de perdas.
“Não tem milagre. Ele vai assumir uma empresa com resultados aquém do esperado. Os processos necessários para mudar levam tempo”, afirma Thomas Lanz, fundador da Lanz Consultores Associados, empresa especializada em governança corporativa.
Em relatório publicado essa semana, o banco Credit Suisse ressalta que “como em qualquer empresa que passa por mudanças tão significativas, é difícil imaginar que a BRF se tornará a companhia que ela costumava ser antes”.
Uma das principais tarefas de Parente será acertar o prumo com a cadeia de suprimentos da companhia, que ficou em segundo plano nos últimos anos, depois que a BRF decidiu seguir a estratégia de ser uma empresa “focada no cliente”.
O objetivo era adequar a produção da BRF à demanda dos consumidores, evitando perdas e redução nos preços. Mas não deu muito certo. O relatório do Credit Suisse afirma que a mudança até foi bem sucedida num primeiro momento. No entanto, no médio prazo, a medida gerou problemas de produtividade. A questão é que não é simples nem rápido diminuir a produção de determinado item numa cadeia que lida com seres vivos, explica o banco.
Outro desafio de Parente será lidar com a conjuntura internacional, que não tem favorecido a companhia. A BRF segue pressionada pelos embargos da União Europeia à importação de frango e pela imposição de sobretaxas pela China sobre importações brasileiras. A alta dos preços dos grãos no mercado internacional é outro fator relevante.
A crise gerada na administração da companhia é o terceiro desafio imediato de Parente. De 2013 a 2018, a BRF trocou cinco vezes de presidente. Além disso, criou e extinguiu diversos cargos de chefia, gerando um clima de instabilidade.
A própria nomeação de Parente como CEO cria uma questão delicada. Ele hoje ocupa o cargo de presidente do conselho de administração da companhia e, teoricamente, não pode ficar nas duas funções.
Lembrando que sua nomeação como CEO ainda precisa do aval da Comissão de Ética da Presidência da República, já que Parente deixou a presidência da Petrobras há menos de um mês. Como BRF e Petrobras não concorrem, acredita-se que o aval será só um protocolo.
Os desafios são muitos. Mas Parente conta com a confiança do mercado para superá-los. A simpatia em relação ao executivo cresceu depois que sua gestão melhorou as contas da Petrobras. A saída da estatal em meio à greve dos caminhoneiros não abalou sua credibilidade. Agora é domar a BRF. Com informações da Revista Exame
O STF proibiu hoje (14) as conduções coercitivas. O instrumento serve para levar um investigado a depor de forma compulsória.
A medida já estava suspensa desde dezembro passado por decisão do ministro Gilmar Mendes, relator das ações impetradas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo PT, que questionavam a constitucionalidade desta prerrogativa.
Em seu voto, segundo a Veja, Gilmar Mendes defendeu que as conduções coercitivas não são compatíveis com a Constituição Federal, criticou o que chamou de ”espetacularização das investigações” e citou que a Operação Lava Jato recorreu a esta medida em 227 ocasiões. Por fim, afirmou que há um ”festival de abusos” e defendeu que haja no país uma nova lei de abuso de autoridade.
Seguiram o entendimento do relator a ministra Rosa Weber e os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. Para Lewandowski, o direito ao silêncio por si só já deveria impedir a condução coercitiva do investigado. Em seu voto, o decano Celso de Mello considerou ”inadmissível” a condução de indiciado ou de réu sobretudo tendo em vista o princípio da autoincrminação como da presunção de inocência.
Opuseram-se ao relatório Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luis Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia
Pré-candidato a presidente, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), quer aproveitar o mau momento da relação do rival Ciro Gomes (PDT) com o DEM para se reaproximar da sigla e do centrão, segundo a coluna Painel do jornal Folha de São Paulo.
De acordo com a publicação, o tucano terá uma conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), hoje (13).
Em outra frente, Alckmin procurou Paulinho da Força (SD-SP) para agendar um encontro. Em uma tentativa de unir o PSDB, avisou a aliados que vai montar um grupo para fazer a coordenação política de sua campanha.