O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (24). A exoneração ocorreu a pedido, segundo decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e publicado no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (24).
Na quinta, Moro havia dito ao presidente que pediria demissão se Valeixo fosse demitido, segundo informaram as colunistas do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo, Andreia Sadi e Natuza Nery. Oficialmente, o Ministério da Justiça nega que Moro tenha chegado a pedir demissão.
Questionado por apoiadores no fim da tarde, ao chegar à residência oficial do Palácio do Alvorada, Bolsonaro não respondeu.
Não foi nomeado um substituto para o comando da PF. Entre os nomes cotados estão:
Bolsonaro avisou a Moro que substituiria o diretor-geral da PF numa reunião às 9h de quinta-feira. Relatos obtidos pelo blog da jornalista do G1 e da TV Globo Andréia Sadi indicam que não houve uma justificativa clara apresentada para a troca. Segundo esses relatos, o problema para Bolsonaro não é Maurício Valeixo, e sim o próprio ministro.
A intenção, segundo interlocutores, seria colocar na PF um nome próximo do presidente. O atual diretor-geral é visto como o braço direito de Sergio Moro na pasta. Com a troca, a avaliação é de que o sucessor não teria um perfil similar.
Valeixo foi superintendente da PF no Paraná durante a operação Lava Jato, quando Moro era juiz federal responsável pelos processos da operação na primeira instância. O ministro anunciou a escolha de Valeixo em novembro de 2018, antes mesmo da posse do governo Jair Bolsonaro.
Ao escolher Moro para o cargo, em 2018, Bolsonaro havia prometido “carta-Branca”, de maneira a que o trabalho do ministro não sofresse interferências. Mas, desde então, Bolsonaro e Moro acumulam divergências.
Em agosto de 2019, Bolsonaro já havia feito uma primeira tentativa de trocar o comando da PF, depois de a corporação resistir a uma substituição na superintendência do Rio de Janeiro, que chegou a ser anunciada pelo presidente, mas não foi concretizada.
Fonte: G1.com
Um dos pilares do governo Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira (23), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.
O motivo teria sido a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que é um dos homens de confiança do ex-juiz da Operação Lava Jato. Segundo a publicação, Bolsonaro tenta, internamente, convencer Moro a permanecer no cargo.
Segundo a coluna Radar, da revista Veja, Moro disse abertamente a aliados que iria sair do cargo. De acordo com a reportagem, ele estava “visivelmente contrariado”.
Desde o ano passado, Bolsonaro tem ameaçado trocar o comando da PF. O presidente quer ter controle sobre a atuação da polícia.
Fonte: Bahia Notícias.
Autópsias realizadas pela Universidade de São Paulo (USP) detectaram a presença do novo coronavírus no tecido cerebral de quatro vítimas da Covid-19. De acordo com o patologista Paulo Saldiva, em dois pacientes foram identificados casos de AVC isquêmico, que pode ter virado hemorrágico.
Os pesquisadores ainda tentam descobrir qual caminho o vírus faz até o cérebro, mas desconfia que seja por vias nasais. “Nunca o sistema nervoso esteve tão próximo da rua. O vírus pode entrar pelo nariz e, pelas vias olfativas e terminações nervosas, chegar ao interior do sistema nervoso”, disse Saldiva.
Estudos internacionais já mostram que, além da síndrome respiratória, o vírus pode afetar funções neurológicas e provocar sintomas que vão desde os inespecíficos como dor de cabeça e tontura e chegam aos mais graves como alterações de consciência, convulsões, acidentes vasculares cerebrais (AVC), falta de coordenação motora e fraqueza muscular.
Um trabalho publicado na revista científica Jama (Journal of The American Medical Association) na semana passada constatou que 36,4% de 214 pacientes chineses acompanhados apresentavam sintomas neurológicos que variaram de perda de olfato e dor nos nervos a convulsões e derrames.
Outro artigo do New England Journal of Medicine desta semana examinou 58 pacientes em Estrasburgo, na França, e descobriu que mais da metade estava confusa ou agitada, com imagens do cérebro sugerindo inflamação.
Em Brooklyn (NY), uma neurologista do NYU Langone, Jennifer Frontera, está coordenando um projeto internacional de pesquisa colaborativa para padronizar a coleta de dados, como documentar casos como convulsões em pacientes da Covid-19 sem histórico prévio dos episódios e novos padrões de pequenas hemorragias cerebrais.
Segundo ela, uma das descoberta surpreendentes até agora diz respeito ao caso de um homem de 50 anos cuja substância branca (partes do cérebro que conectam as células do cérebro umas às outras) foi tão severamente danificada que “basicamente o deixaria em um estado de profundo dano cerebral”.
De acordo com a neurologista, nos EUA, pacientes que sobrevivem ao ventilador estão sendo avaliados e, muitos deles, ficam com certa confusão mental. No entanto, ainda não se sabe se o comprometimento é de longo prazo. Só fato de estar numa UTI por muito tempo, recebendo fortes medicamentos, pode ser uma experiência desorientadora.
Informações: Folha de S.Paulo
Em entrevista ao Redação Brasil, o deputado Federal Paulo Teixeira (PT) de São Paulo, destacou as medidas que estão feitas, bem como o levantamento de recursos para minimizar as consequências provocadas pela pandemia do Coronavírus (COVID-19).
Confira a entrevista completa:
O ministro da Saúde, Nelson Teich, anunciou nesta quarta-feira (22) Eduardo Pazuello como novo secretário-executivo do Ministério da Saúde.
General do Exército, Pazuello assumirá o cargo no lugar de João Gabbardo, que chefiou a secretaria-executiva da pasta na gestão de Luiz Henrique Mandetta.
Pazuello se reuniu na manhã desta terça com o presidente Jair Bolsonaro e passará a ocupar a função em meio à pandemia do novo coronavírus.
Como secretário-executivo, o general atuará como número dois do ministro Nelson Teich, que tomou posse na semana passada.
O novo secretário-executivo nasceu no Rio de Janeiro, formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1984. Bolsonaro também se formou na instituição.
Na academia, fez cursos de operações na selva, paraquedista e aperfeiçoamento de oficiais.
Na academia, fez cursos de operações na selva, paraquedista e aperfeiçoamento de oficiais.
General de Divisão desde 2018, Pazuello atuou como coordenador operacional da Força-Tarefa Logística Humanitária Operação Acolhida, responsável pelos trabalhos relacionados aos cidadãos venezuelanos que chegaram ao Brasil por Roraima, fugindo na crise no país vizinho.
Ex-comandante da Base de Apoio Logístico do Exército, o novo secretário-executivo do ministério trabalhou como coordenador logístico das tropas do Exército na Olimpíada de 2016.
Em fevereiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que havia montado um governo “todo militarizado”.
Isso porque os quatro ministros com gabinetes no Palácio do Planalto são militares: Braga Netto (Casa Civil), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).
Além deles, há outros ministros militares, entre os quais Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).
O aproveitamento de quadros militares no governo era defendido por Bolsonaro desde a campanha eleitoral. O próprio presidente, deputado federal por 28 anos, é capitão reformado do Exército.O vice, Hamilton Mourão, é general da reserva.
fonte: G1.com
Após um primeiro contato na última segunda-feira (20), os governadores do Nordeste vão ter uma nova reunião com o novo ministro da Saúde, Nelson Teich. Em entrevista à Record Bahia nesta quarta (22), o governador Rui Costa comentou o encontro inicial e disse esperar respostas no novo encontro, que acontecerá ainda nesta semana.
“Já na sexta-feira enviamos uma carta ao ministro pedindo uma reunião e ele prontamente atendeu. Fica o nosso agradecimento. Fizemos uma longa reunião onde ele fez questão de ouvir cada relato. Ele nos disse que não tinha condições de ver as questões e pediu uma segunda reunião. Hoje vamos alinhar o horário e vamos ouvir as respostas do ministro. Vários estados brasileiros abriram unidades. Tivemos uma reunião com o ministro anterior e ele nos que a gente poderia abrir os serviços que eles seriam credenciados”, declarou.
Rui comemorou e apontou a importância da reabertura do Hospital Espanhol para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus.
“Fiquei muito feliz e emocionado. Até postei nas redes sociais que esse momentos dão emoção e orgulho. Estava fechado há anos e conseguimos reabrir em dias. Quero agradecer aos trabalhadores que fizeram isso ser possível. Agora vão entrar os trabalhadores da saúde e quero desejar sorte. Ao todo, são 220 leitos, com 140 tendo respiradores”, explicou.
O último boletim da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) apontou 1.504 casos confirmados da doença no estado.
Informações: Bahia Notícias.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) criou um serviço para que os segurados façam acertos na marcação de perícia médica. A medida tem por objetivo garantir o atendimento aos segurados.
Nesse sentido, o INSS publicou portaria no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20), que trata do assunto.
O serviço está disponibilizado exclusivamente para requerimento pela Central 135 a fim de que possa ser realizado filtro prévio antes da criação da demanda.
Fonte: Agência Brasil.
Uma das principais varejistas do País, a Renner acaba de anunciar que irá fechar, por tempo indeterminado, todas as lojas físicas – de shopping e de rua – do grupo, no Brasil e no exterior. Segundo a companhia, a decisão foi tomada em função dos desdobramentos recentes relacionados ao coronavírus.
A rede é a primeira grande empresa do setor a seguir esse caminho. Até então, as iniciativas nessa direção estavam restritas às discussões das autoridades de São Paulo e do Rio de Janeiro.
A medida compreende as 367 lojas da Renner no Brasil, 9 no Uruguai e 4 na Argentina. Estão incluídos ainda todos os pontos de venda das outras marcas do grupo – Camicado, YouCom e Ashua. No total, a rede soma mais de 500 unidades, sendo que 91% delas estão localizadas em shopping centers.
Em fato relevante, a Renner afirmou ainda que suas lojas online seguirão operando, com um número reduzido de funcionários e o “objetivo de prestar serviço, sanando possíveis necessidades de consumo” de seus clientes.
Já os profissionais das áreas administrativas permanecerão trabalhando no modelo de home office. “Esse momento exige de todos nós serenidade, transparência, responsabilidade social e senso de urgência”, completou a empresa no comunicado.
Sábado(18), a Renner já havia anunciado o fechamento em lojas na Grande São Paulo, válido a partir de hoje, além da redução dos horários de funcionamento em outras unidades na região, que concentra o maior número de casos do Covid-19.
Segundo a consultoria Economatica, desde o início da crise do coronavírus no País, na última semana de fevereiro, o valor de mercado da Renner caiu mais de 42%, de R$ 44,4 bilhões, para R$ 25,3 bilhões. No fim de 2019, a empresa estava avaliada em R$ 44,5 bilhões.
Em 2019, a rede reportou um lucro líquido de R$ 1,09 bilhão, alta de 7,7% sobre 2018. Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 13,2%, para R$ 8,47 bilhões.
Fonte: Neofeed.com
Por 7 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira(17), que a validade dos acordos individuais entre empresas e empregados para redução de jornada e salários não depende do aval de sindicatos.
Os acordos estão previstos na Medida Provisória (MP) 936/2020, editada para preservar o vínculo empregatício e permitir acesso a benefícios durante os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia.
Com a decisão, a Corte derrubou a liminar do ministro Ricardo Lewandowski, proferida no dia 6 de abril, para garantir que os sindicatos não fossem excluídos das negociações individuais e precisariam ser comunicados em até dez dias para analisarem os acordos.
O ministro atendeu pedido da Rede Sustentabilidade para considerar ilegal parte da interpretação jurídica da MP e assegurar a participação das entidades.
No julgamento, prevaleceu o voto divergente do ministro Alexandre de Moraes. Para o ministro, se o acordo depender do aval dos sindicatos, os contratos poderão ser cancelados e provocar demissões em massa.
“Qual a insegurança jurídica que o empregador teria para fazer os acordos podendo ter que complementar [os salários]. Mas, complementar como se as horas trabalhadas não foram as horas integrais?”, questionou o ministro.
Luís Roberto Barroso também votou pela manutenção do texto da MP por entender que é desejável que os acordos individuais sejam intermediados pelos sindicatos, mas diante do impacto da pandemia na economia, as entidades não terão agilidade para evitar as demissões.
“Não há uma estrutura sindical no Brasil capaz de atender as demandas de urgência e de redução de jornada e suspensão de contratos de trabalho. Se se der esse protagonismo aos sindicatos, as empresas vão optar pelo caminho mais fácil, que é o da demissão”, afirmou.
Os ministros Luiz Fux, Cármen Lucia, Marco Aurélio, Gilmar Mendes e Dias Toffoli também votaram no mesmo sentido.
Além de Lewandowski, os ministros Edson Fachin e Rosa Weber também ficaram vencidos por defenderem a participação dos sindicatos.
Segundo o Ministério da Economia, cerca de 2,5 milhões de acordos individuais entre empresas e empregados para redução de jornada e salários já foram registrados após a edição da MP.
Fonte agência Brasil/ empregabilidade Brasil
Após semanas de desavenças, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta quinta-feira, 16. O oncologista Nelson Teich vai assumir o cargo.