A Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) promove nesta quarta-feira, 09, uma sessão especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, para a entrega do Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares.
A sessão e a honraria são regulamentadas pela Resolução nº 41/2005 e acontecem, todos os anos, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. O Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares é entregue a mulheres que tenham prestado ou oferecem contribuição relevante à defesa dos direitos da mulher e questões de gênero em Vitória da Conquista.
Loreta Valadares, mulher que dá nome ao Diploma, foi uma feminista e ativista política que lutou contra a Ditadura Militar, instalada em 1964. Ela nasceu em Porto Alegre, mas mudou-se para Salvador aos seis anos. Loreta foi presa política e exilada no período da Ditadura Militar. Em 1980, retorna ao Brasil e se torna professora de Ciência Política da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, assim permanecendo até se aposentar anos depois. Em 2005, um ano após sua morte, recebe a homenagem emprestando seu nome ao Centro de Referência Loreta Valadares – Prevenção e Atenção a Mulheres em Situação de Violência (CRLV) – primeiro da Bahia, que funciona na cidade de Salvador. No mesmo ano, a Câmara Municipal estabelece o Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares.
SERVIÇO
Data: 09 de março
Horário: 08h30
Local: Câmara Municipal – Plenário Carmen Lúcia
Rua Coronel Gugé, 150, Centro
Pesquisas já indicavam o favoritismo de ACM Neto (UB) na corrida pelo governo da Bahia e a desistência de Jaques Wagner (PT) em participar do pleito ampliou essa condição. O bate-cabeças na base do governo para encontrar um substituto para Wagner só facilita o projeto de pavimentação do caminho do ex-prefeito de Salvador para o Palácio de Ondina, que terá que enfrentar um desafio: segurar o clima de “já ganhou” que pode dominar os aliados.
A base de Rui Costa (PT) segue sem estancar a sangria aberta com a possibilidade de Otto Alencar (PSD) assumir como postulante ao governo. Mesmo que se chegue a um denominador comum, é preciso fazer com que haja um engajamento da militância, especialmente da esquerda. Otto não assumiria o risco de encerrar a carreira política sem a certeza de que o entorno faria esforços para o projeto não ser natimorto. Por isso, ACM Neto ganha espaço mesmo sem entrar em campo. Enquanto aguarda, o ex-prefeito coleciona conquistas a cada sinal de ruptura dos adversários.
O líder do neocarlismo sabe que, ainda que haja a unidade em torno de Otto, a falta de associação automática entre o senador e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz as preocupações de que a candidatura petista ao Planalto possa influenciar na disputa local. Nos bastidores, essa sempre foi a principal preocupação do entorno de ACM Neto e justificada com as pesquisas que faziam a correlação entre Lula e Wagner. Isso, todavia, não quer dizer que o ex-aliado do avô seja um nome fácil de ser atropelado numa corrida eleitoral.
Otto é uma das figuras com maior musculatura e penetração no interior da Bahia. Além de Wagner, é potencialmente o nome mais forte para fazer um enfrentamento digno ao projeto de ACM Neto chegar ao governo da Bahia. Caso se construa a unidade ao redor dele, Otto teria o apoio da esquerda clássica e conseguiria transitar pela centro-direita, algo que nenhum político conseguiria. O senador possui uma história que permite “roubar” votos de ACM Neto, algo que não necessariamente aconteceria no sentido inverso. Esse é um dos argumentos que os aliados de Otto vão usar para tentar mantê-lo competitivo.
O ex-prefeito de Salvador não pode usar salto alto para fingir que não haverá mais disputa na Bahia. O favoritismo nesse caso pode atrapalhar mais do que ajudar – e olha que antes da desistência de Wagner havia apostas de que a chapa “Lula – Neto” seria uma possibilidade para ele não ser derrotado antes de participar do pleito. A mudança na chapa adversária muda um pouco a estratégia, porém isso não quer dizer que ACM Neto vá atacar o ex-presidente como se ele fosse desprezível. O resultado do imbróglio do lado petista vai gerar um recálculo de rota não apenas para Rui e companhia. Até porque depender exclusivamente de pesquisas nunca foi lá muito forte para prever o resultado das urnas na Bahia…
O candidato à presidência pelo PT em 2018 e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, tem articulado uma reaproximação da ex-senadora Marina Silva (Rede) com Lula (PT). Segundo a coluna de Lauro Jardim em O Globo, o diálogo é de interesse do ex-presidente, mas a ambientalista ainda estaria refutando a ideia.
Ex-aliados, os dois romperam em 2009, após Marina entregar o cargo de ministra do Meio Ambiente, deixar o Partido dos Trabalhadores – onde militou por 30 anos – e migrar para o Partido Verde.
Em públicas recentes, ela afirmou que avalia se candidatar a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo. O diretório paulista da Rede e integrantes de movimentos sociais estariam apoiando seu nome na disputa eleitoral.
A candidatura de Marina Silva é vista por membros da legenda como uma estratégia para que quebrem a cláusula de barreira e eleger uma bancada maior de parlamentares federais.
Na sexta-feira passada, em entrevista à Folha, Marina admitiu que seu partido também negocia uma federação com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), devido aos pontos de pauta em comum.
Embora o senador Randolfe (Rede) já tenha declarado seu apoio ao ex-presidente Lula, a senadora evitou falar sobre sua preferência, arguementando que quadros da agremiação se dividem entre Ciro Gomes (PDT) e o petista. O grupo de Marina estaria mais próximo do pedetista.
Randolfe participará da coordenação da campanha de Lula. “É uma posição pessoal [de Randolfe], que não foi debatida dentro do partido”, afirmou a ex-senadora.
Durante a Sessão Ordinária desta sexta-feira, 03, na Câmara Municipal, o vereador Fernando Vasconcelos (PT) iniciou sua fala parabenizando a cantora conquistense Eulá por sua participação no Programa The Voice Brasil.
Em seguida, Jacaré destacou o tema da Campanha da Fraternidade de 2022 “Fraternidade e Educação”, e aproveitou para ressaltar a importância da educação em todos os setores da sociedade. Jacaré aproveitou para informar que o seu mandato vai realizar uma sessão especial voltada para a valorização da educação no município.
Ainda em sua fala, o vereador cobrou a ampla divulgação dos radares que foram instalados no município e salientou que muitos cidadãos são “pegos de surpresas” ao trafegar por ruas em que os equipamentos foram instalados recentemente. “Sabemos que os radares ajudam muito na diminuição de muitos acidentes de trânsito, mas a instalação não pode ser feita dessa forma; a população precisa tomar conhecimento dos radares, por isso cobro a divulgação dos radares”, afirmou.
Durante pronunciamento na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC), realizada na manhã desta sexta-feira, 03, o vereador Luís Carlos Dudé (MDB) ressaltou que o trabalho no legislativo conquistense deve ser realizado em conjunto com os líderes das bancadas de Situação e de Oposição.
Dudé criticou a falta de atendimento de alguns secretários do executivo às demandas apresentadas pelos colegas vereadores e ressaltou que “o poder não pode subir à cabeça”, disse. “Aqui é a caixa de ressonância da sociedade, nós não podemos nos calar, foi o povo que nos escolheu”, ressaltou.
Essas pessoas, disse Dudé, atrapalham a gestão da prefeita Sheila Lemos, bem como o desenvolvimento do município. Ele falou ainda da obrigatoriedade de os secretários, assessores e funcionários atenderem a comunidade “Este é um governo para pessoas, a população de Vitória da Conquista deve ser a prioridade”, finalizou.
Na primeiro discurso em agenda pública após Jaques Wagner (PT) anunciar internamente a desistência de disputar o governo da Bahia, o senador Otto Alencar (PSD), que deve substituir o petista no posto de candidato a governador, fez elogios ao ex-presidente Lula (PT) e demonstrou alinhamento ao petismo.
Em evento na cidade de Arataca, no sul do estado, nesta quarta-feira (2), onde o governador Rui Costa (PT) autorizou a realização de obras em diferentes áreas, Otto disse que “sempre apoiou” Lula no Senado Federal.
Em viagem ao México, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pregou a união da América Latina pela paz e afirmou que deve decidir sobre a oficialização de sua candidatura à Presidência da República ao retornar para o Brasil na próxima semana.
“A América Latina deve estar unida nesse esforço por um mundo que quer a paz e já não pode suportar a guerra”, afirmou Lula ao jornal mexicano La Jornada nesta terça-feira (1º), dias depois do começo da guerra na Ucrânia.
Lula chegou ao país na segunda-feira (28) e foi recebido pelo chanceler Marcelo Ebrard. O petista tem um encontro, nesta quarta-feira (2), com o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador.
Na mesma entrevista, Lula afirmou: “sou um ex-presidente que está avaliando, conversando com muitas pessoas [para decidir] se serei candidato mais uma vez, uma decisão que se supõe que devo tomar quando voltar do México”.
A viagem marca a retomada da agenda internacional de Lula, que foi interrompida pelo aumento de casos de Covid gerado pela variante Ômicron. No ano passado, o ex-presidente esteve na Europa e na Argentina.
Lula também agendou reuniões com parlamentares mexicanos e líderes do partido de López Obrador, o Morena (Movimento de Regeneração Nacional). A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR); o senador Humberto Costa (PE) e os ex-ministros Celso Amorim e Aloizio Mercadante acompanham o petista na viagem.
Também nesta terça, em entrevista à imprensa, López Obrador anunciou que o México não aplicará sanções econômicas contra a Rússia pela invasão à Ucrânia.
“Não vamos aplicar nenhum tipo de represália econômica porque queremos ter boas relações e queremos estar em condições de poder falar com todas as partes”, declarou López Obrador, que é de esquerda.
“Somos contra a invasão, nós padecemos de invasões da Europa, da Espanha, da França e dos Estados Unidos. Queremos que as invasões desapareçam”, completou.
O presidente mexicano também comentou sobre a visita de Lula, dizendo que é uma agenda informal, uma reunião de amigos que estão “buscando que as coisas mudem na América Latina e no mundo”.
López Obrador afirmou ainda que o México mantém boa relação de respeito com o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, a guerra na Ucrânia virou munição contra Bolsonaro e Lula no contexto da eleição presidencial. A invasão da Rússia opôs os principais presidenciáveis e evidenciou contradições.
Em entrevista na semana passada, Lula havia dito que “ninguém pode concordar com a guerra”.
“A guerra só leva a destruição, desespero e fome. O ser humano tem que criar juízo e resolver suas divergências em uma mesa de negociação, não em campos de batalha”, disse Lula, em crítica sutil à decisão da Rússia, governada por Vladimir Putin, de iniciar os ataques à Ucrânia.
A esquerda, no entanto, se divide sobre o tema. Uma visão ideológica, que ecoa a Guerra Fria, vê o conflito sob o prisma do imperialismo. A leitura é a de que os EUA perseguem a hegemonia global e, via Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), buscam fustigar a Rússia.
Bolsonaro, por sua vez, vem pregando neutralidade no conflito. O presidente é simpático a Putin, com quem se reuniu no último dia 16. Em solo russo, Bolsonaro declarou solidariedade ao país.