Em entrevista ao Redação Brasil na manhã desta quinta-feira (7), o ex-prefeito de Maracás Nelson Luiz dos Anjos Portela, atualmente lotado no cargo de coordenador dos Consórcios de Saúde, informou que os diretores de todas as Policlínicas são escolhidos de um banco de dados na Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), cujos nomes foram frutos de uma seleção. De 200 inscritos, 35 foram selecionados e treinados por um ano para o cargo.
Nelson Portela detalha o equipamento e diz que mesmo estando em solo conquistense, pacientes da cidade de Vitória da Conquista não poderão ser atendidos nesta Policlínica, caso Herzem Gusmão não encaminhe o Projeto de Lei à Câmara Municipal de Vereadores.
Confira na integra a entrevista ao Redação Brasil:
A inauguração do Hospital Regional da Chapada e o lançamento do projeto Escolas Culturais marcam a agenda do governador Rui Costa em Seabra, nesta sexta-feira (1º). O primeiro compromisso do dia será às 8h, quando Rui participa de visita guiada com a imprensa à unidade de saúde. O hospital fica na Rua Francisco Costa, no bairro Costa Filho, às margens da BR-242.
Às 10h, Rui segue para o Centro Educacional de Seabra, na Avenida Franklin de Queiroz, no centro da cidade, onde lança o projeto Escolas Culturais. A iniciativa, que faz parte do Programa Educar para Transformar, tem o objetivo de promover o protagonismo estudantil, além de reconhecer e requalificar a escola como um espaço de circulação e produção da diversidade cultural.

No período da tarde, às 16h, o governador retorna ao Hospital Regional da Chapada para o ato de inauguração. Com R$ 58 milhões em investimentos e 101 leitos, sendo 10 de Terapia Intensiva (UTI), a unidade será referência para 11 municípios da região, com atendimento de urgência e emergência 24 horas, centro de bioimagem e cirúrgico, além de ambulatório.
Com abertura programada para o próximo domingo (3), a unidade realizará cirurgias pré-agendadas por meio do Mutirão de Cirurgias, cujos primeiros procedimentos já estão sendo realizados em Seabra. As consultas e exames pré-operatórios serão feitos até esta sexta (1º) em unidades móveis estacionadas na Praça da Bandeira, na sede municipal.
Regionalização da saúde
Primeira unidade de alta complexidade da Chapada Diamantina, o Hospital da Chapada é resultado da regionalização do atendimento à saúde da população baiana. Nos últimos dias 17 e 24, o Governo do Estado entregou as policlínicas regionais em Teixeira de Freitas e Guanambi, respectivamente. As próximas unidades serão inauguradas em Irecê, no dia 8, e Jequié, no dia 22. Cada policlínica oferece consultas em até 18 especialidades diferentes.
No dia 15 será a vez do sul da Bahia ser beneficiado com a entrega do Hospital Regional da Costa do Cacau, em Ilhéus. Ele será referência para 67 municípios, que abrigam uma população de 1,6 milhão de habitantes. Na primeira etapa, a unidade terá 225 leitos, sendo 30 de UTI.
As costuras políticas para as eleições de 2018 estão a todo vapor. O prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, deve bater o martelo nos próximos dias sobre quem vai apoiar. No programa Redação Brasil desta quinta, 30, o Gordo Repórter comentou que a aposta é uma dobradinha para as eleições do ano que vem. Com o apoio de Herzem, Esmeraldino Correia deve tentar uma vaga na Assembleia Legislativa e Marcelo Melo reúne forças de olho no Congresso Nacional. Ambos são secretários da atual gestão, nas pastas de Mobilidade e de Educação, respectivamente.
Outra novidade é que o ex-vereador José William está de malas prontas para assumir o Gabinete Civil, pasta que atualmente é acumulada por Marcos Ferreira.
Um relatório elaborado pela Polícia Federal (PF) após a análise de objetos e documentos que foram apreendidos no apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), no Rio de Janeiro, em 18 de maio, aponta indícios de que o tucano usava dois celulares com linhas telefônicas supostamente registradas em nome de laranjas para fazer ligações sigilosas.
Ao G1, o advogado Alberto Toron, responsável pela defesa de Aécio, afirmou que não poderia comentar as conclusões do relatório da PF porque não teve acesso ao documento. Além disso, o criminalista destacou que, “para responder qualquer coisa”, teria que consultar o cliente dele.
“Eu não tive acesso ao documento. Para responder qualquer coisa, teria que consultar Aécio para ter meios de responder. Sem falar com ele, é absolutamente impossível responder qualquer coisa a esse respeito”, disse Toron.
Segundo a perícia da Polícia Federal, “aparelhos celulares simples” foram encontrados pelos agentes na sala de TV e no closet do apartamento de Aécio localizado no bairro de Ipanema.
Na ocasião, policiais federais cumpriram, simultaneamente, mandados de apreensão em endereços ligados ao parlamentar tucano na capital fluminense, em Brasília e em Minas Gerais.
As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), com base na delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F.
O delator gravou Aécio pedindo a ele R$ 2 milhões para, supostamente, pagar os honorários do advogado que o defendia nos processos da Lava Jato.
De acordo com a perícia da PF, entre as dezenas de itens recolhidos pelos policiais no imóvel do senador tucano, estavam um celular Nokia e outro LG.
Para identificar quem eram os proprietários das duas linhas móveis disponíveis nos celulares encontrados na casa de Aécio, a Polícia Federal teve que solicitar os dados às operadoras de telefonia TIM e Vivo. As empresas, então, informaram que os telefones pré-pagos estavam registrados em nome de duas pessoas diferentes:
–Laércio de Oliveira, agricultor que trabalha no cultivo de café em fazendas do interior de Minas
–Mitil Ilchaer Silva Durao, montador de andaimes com endereço registrado no Espírito Santo
A perícia ressaltou que Laércio de Oliveira “é uma pessoa simples, agricultor de café que, em tese, não pertence ao convívio social” de Aécio, sugerindo que, por esse motivo, os dados pessoais do agricultor podem “ter sido usados para habilitação da linha sem o seu consentimento”.
Funcionários de Andréa Neves
Além das duas linhas telefônicas registradas em nome de Oliveira e Durao, os peritos da PF descobriram que um dos aparelhos já havia sido registrado em nome de pessoas que tinham vínculos empregatícios com a irmã de Aécio, a jornalista Andréa Neves.
-Valquiria Julia da Silva, trabalha como empregada doméstica de Andréa Neves desde 2009
-Agnaldo Soares, trabalhou como motorista da irmã de Aécio no ano passado
Braço direito do parlamentar do PSDB, Andréa chegou a ser presa por ordem do STF por suspeitas de que ela tenha pedido dinheiro para Joesley Batista, mas, posteriormente, foi autorizada pela Segunda Turma do tribunal a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
O relatório da PF observa que os titulares das linhas telefônicas identificadas nos celulares apreendidos são “pessoas simples” e que não se pode “descartar a possibilidade” de terem sido habilitadas “sem o consentimento deles”.
O perito responsável pelo parecer também chama a atenção de que os últimos registros de ligações realizadas por aqueles aparelhos “não denotam ser de pessoas de convívio social de assinantes daquelas linhas”.
“Como visto, os itens analisados [os dois aparelhos celulares] podem representar importância para a investigação, mas sugere a devolução dos objetos analisados haja vista haver cópia pericial em mídia específica”, conclui o perito da Polícia Federal.
Obras de arte
Além dos celulares, a Polícia Federal apreendeu na residência de Aécio, no Rio de Janeiro, 16 obras de arte, entre as quais uma tela supostamente pintada pelo artista plástico Cândido Portinari, e uma escultura.
O motorista da família de Aécio, conforme o documento, foi designado pela PF como fiel depositário do acervo de obras de arte do senador tucano.
Por Fabiano Costa e Marcelo Parreira, G1 e TV Globo, Brasília
Fonte: G1
Uma simples certidão burocrática da Polícia Federal acrescenta mais um mistério ao caso dos R$ 51 milhões apreendidos no bunker em Salvador ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. No documento, a PF em Brasília registra ter recebido sete malas de dinheiro, enquanto o auto de apreensão lavrado pela PF na Bahia, ao realizar a operação no apartamento em Salvador, em setembro, registrava nove malas. A certidão não explica onde foram parar as outras duas. Também não informa se houve sumiço de dinheiro. “Certifico que, quando do recebimento do material encaminhado pela SR/PF/BA, referente a Operação Tesouro Perdido, através dos memorandos nº 3530/2017, 3531/2017 e 3532/2017, foi constatado a presença de somente 7 malas, sendo 6 grandes e 1 pequena, quando no auto de apreensão relaciona 9 malas, sendo 6 grandes e 3 pequenas”, diz a certidão, lavrada pelo escrivão Francisco Antonio Lima de Sousa, lotado na Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, a Dicor, em Brasília.

As malas foram enviadas para Brasília, pois é na capital federal que tramita o inquérito do caso.
Por Aguirre Talento – Epoca
Marluce Quadros Vieira Lima, mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) na qual afirma que o ex-assessor Job Ribeiro Brandão afirmou “inverdades” em seu depoimento à Polícia Federal.
Ela também diz que está à disposição para prestar esclarecimentos, “a fim de restabelecer a verdade”.
Ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, Job Brandão foi preso, em setembro, na operação da Polícia Federal que encontrou R$ 51 milhões em um apartamento, em Salvador, atribuído ao ex-ministro. Atualmente, Brandão está em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
Em depoimento à Polícia Federal, ele afirmou que o ex-ministro e o deputado pediram a ele para destruir anotações, agendas e documentos que poderiam comprometer os dois peemedebistas.
Brandão se tornou alvo da PF porque os investigadores encontraram digitais dele no apartamento e em parte do dinheiro.
No depoimento, o ex-secretário parlamentar contou que, a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos irmãos Vieira Lima, auxiliou na destruição de documentos. Segundo ele, esses documentos foram picotados e jogados em um vaso sanitário.
Brandão disse também que recebia dinheiro do ex-ministro para contar na casa da mãe de Geddel, que mora no mesmo prédio do peemedebista, em um condomínio de luxo de Salvador.
Ele afirmou aos investigadores que as quantias variavam de R$ 50 mil a R$ 100 mil e chegavam em pacotes de papel pardo. Às vezes, segundo o ex-assessor, as cédulas apareciam soltas ou envoltas em fitas.
O ex-secretário parlamentar afirmou ainda que não sabia de onde vinha o dinheiro, mas informou que contava e separava as notas para repassar a pessoas no apartamento da mãe de Geddel e Lúcio. Ele disse que chegou a contar dinheiro dentro do apartamento do deputado Lúcio Vieira Lima.
Segundo Brandão, o dinheiro ficava guardado em malas e caixas no closet do apartamento da mãe de Geddel e as caixas foram removidas, depois, para outro local, que ele desconhecia até a operação da PF que fez a apreensão histórica em setembro.
Brandão disse ainda que, de seu salário de R$ 11,8 mil, ficava somente com R$ 3,78 mil e devolvia R$ 8 mil por mês à família Vieira Lima. O dinheiro era sacado gradualmente durante o mês e entregue para mãe de Geddel e de Lúcio, e depois guardado no closet de Marluce, segundo o assessor.
Ele afirmou também que entregou parte de seu salário, várias vezes, em dinheiro vivo ao próprio deputado.
Fonte G1
O prefeito da cidade de Tremedal, Márcio Ferraz, esteve ao vivo no Redação Brasil desta segunda feira (20/11).
O prefeito falou sobre diversos assuntos ligados ao município e sobre a implantação da Policlínica através do consórcio de prefeituras da região em parceria com o Governo do Estado.
O Vereador Sidney Oliveira (PRB) esteve presente no programa Redação Brasil desta segunda feira (20/11) anunciando o lançamento e posse da Coordenação do Centro de Controle de Zoonoses, a ser realizada no dia 23 de novembro, na Câmara Municipal.
Confira a entrevista:
Recentemente foi divulgada uma carta destinada ao governador Rui Costa feita pela comunidade escolar do Colégio Nilton Gonçalves.
É solicitada na carta que o Estado reconsidere a decisão de fechar a unidade de ensino de Vitória da Conquista. Em um trecho da carta é questionado ao Governo Estadual sobre a falta de planejamento: “Fechar uma escola de última hora, deixando o vazio para a nossa comunidade não é planejar. Por que não houve o planejamento para a realização de tal atitude? Por que não se pensou antecipadamente e, ao fechar esta unidade de ensino, não ofereceu um prédio próprio para a comunidade? É digno que o Estado se preocupe com a redução de gastos e despesas, mas por que cortar na carne de quem mais precisa?”
Confira a carta
CARTA AO GOVERNADOR RUI COSTA
“Olá, governador Rui Costa. Integramos o Coletivo #Salve o Nilton, que reúne lideranças comunitárias dos bairros Nenzinha Santos, Ibirapuera, Bruno Bacelar e Nossa Senhora Aparecida, pais, mães, alunos, professores e profissionais da educação do Colégio Estadual Nilton Gonçalves.
Estamos ocupando este espaço para solicitar que reconsidere a decisão de fechamento de nossa escola. Acreditamos que tal medida foi tomada a partir de um parecer técnico desprovido do mínimo conhecimento da importância desse colégio para uma comunidade composta de mais de 15 mil habitantes.
Sabemos do peso imposto à chefia do executivo estadual e do quanto este cargo o ocupa com as mais diversas urgências, impossibilitando-o de conhecer pessoalmente nossa unidade educacional e a realidade de sua comunidade. No dia 13, segunda-feira, a escola recebeu a visita de um de seus assessores.
Ele conversou com professores, funcionários e visitou a comunidade do Bruno Bacelar. Ele pode relatar-lhe o que viu, o que sentiu e se esta escola deve ser realmente fechada. Como já mencionamos em uma “Carta aberta à comunidade”, o Colégio Estadual Nilton Gonçalves é a única escola estadual que atende a uma comunidade de mais de 15 mil pessoas. É a única presença material e física do governo estadual que ainda existe em bairros importantes e populosos da zona oeste de nossa cidade: Bairro Ibirapuera, Nossa Senhora Aparecida, Nenzinha Santos, Alvorada e Bruno Bacelar – já que o Hospital Afrânio Peixoto também foi fechado.
Acreditamos na sensibilidade social de alguém com seu passado, filho de uma mulher que se dedicou tanto a demandas sociais, a sra. Maria Luzia Costa dos Santos, sempre no empenho pelas causas alheias. Acreditamos na sensibilidade para não fechar uma escola que, mesmo com uma estrutura não adequada, é abraçada tão afetivamente pelos seus quase 800 alunos.
Se o Colégio Nilton Gonçalves é a única unidade de ensino estadual alugada em nossa cidade, é louvável a iniciativa em acabar com tal prática – alugar imóveis para um serviço tão essencial como a educação. Mas sabemos que uma das ferramentas importantes da administração é o planejamento. Fechar uma escola de última hora, deixando o vazio para a nossa comunidade não é planejar. Por que não houve o planejamento para a realização de tal atitude? Por que não se pensou antecipadamente e, ao fechar esta unidade de ensino, não ofereceu um prédio próprio para a comunidade? É digno que o Estado se preocupe com a redução de gastos e despesas, mas por que cortar na carne de quem mais precisa?
O que pesa no fechamento de uma escola como o Nilton Gonçalves não são apenas questões como a transferência de alunos para outras escolas mais afastadas ou a mudança de professores para outras unidades. Pesa o impacto social que trará para comunidades carentes como as citadas acima. Pesa a incerteza de funcionários de secretaria, merenda, limpeza e administrativos quanto a continuidade de seus empregos. Pesa o rompimento de identidade e pertencimento de alunos que há anos estudam nesta escola. Pesa a intranquilidade de pais e mães quanto ao deslocamento de seus filhos para áreas mais distantes, sabendo da insegurança que toma conta dos bairros periféricos e da vida urbana de uma cidade.
Pesa o fato de que, quando se fecha uma escola, única opção de Ensino Médio e de Educação de Jovens e Adultos (EJA), numa área tão populosa, abre-se um vazio social. Pesa a atitude na contramão dos discursos oficiais que reconhecem amplamente a importância da educação para um país, para um povo e para o desenvolvimento. Pesa a contradição entre discurso e prática. Pesa a insensibilidade de quem fecha uma escola a partir de relatórios frios e alheios a realidade de uma comunidade. Pesa o descuidado e a desatenção.
Mas nós, do Coletivo #Salve o Nilton, temos convicção de que mais fortemente pesará em vossa consciência a máxima de Paulo Freire: “Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.”