A pré-candidata à presidência da República pelo PCdoB, Manuela D’ávila, desembarcou em Vitória da Conquista, nesse sábado, 9, com um discurso consistente e de defesa de sua pré-candidatura. Em coletiva com a imprensa e num ato na Câmara de Vereadores, não se esquivou de pedidos de selfies e de perguntas sobre temas áridos como machismo, política econômica e prisão do presidente Lula. “Eu sou pré-candidata à presidente porque eu acredito no Brasil, porque nós temos a obrigação de vencer as eleições”, disse.
Durante ato na Câmara de Vereadores, agradeceu a acolhida da população e do diretório municipal do PCdoB, que organizou o evento. “Vocês nos acolhem em nome de um povo que tem uma tradição de luta, uma tradição de resistência, uma tradição de dizer que o Brasil pode ser democrático, pode ser desenvolvido. Essa é Conquista na Bahia e no Brasil. Esse é o povo dessa cidade”, detalhou Manuela.
Manuela frisou que as eleições 2018 acontecerão num ambiente de altíssima complexidade. “O que nós estamos discutindo nessa eleição é se nós viveremos num Brasil de 2018 ou se nós voltaremos ao Brasil do século passado”, explicou. A pré-candidata defende que “não é possível governar para todos, é preciso fazer escolhas. A nossa escolha é 99% daqueles que habitam esse território, esse país fantástico”.
Em seu discurso, lembrou que os condutores do processo que levou à queda da presidente Dilma Rousseff prometiam conduzir o país “a uma ponte para o futuro” que se transformou em pesadelo para os brasileiros. “É o agravamento da crise. O pesadelo é o aumento do número de desempregados e desempregadas, que já soma 14 milhões”, ilustrou. Segundo Manuela, a ponte para o futuro levou o país a uma situação próxima a de séculos atrás. “Mais de um milhão de lares no Brasil hoje cozinham com álcool e lenha porque não têm dinheiro para pagar o botijão de gás”, lamentou.
Além de Vitória da Conquista, Manuela D´ávila passou por Salvador, Itabuna, Ilhéus, Camaçari e Juazeiro. Fizeram parte da comitiva da pré-candidata em terras conquistenses os deputados federais Daniel Almeida e Alice Portugal, o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, o presidente do PCdoB em Vitória da Conquista, Elias Dourado, e o deputado estadual Fabrício Falcão.
Fotos: Arthur Garcia
O ex-presidente Lula foi sondado sobre um possível acordo para deixar a prisão, de acordo com o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
“Acenaram para o Lula com um acordo”, contou Haddad , “abre mão de sua candidatura que você sai da cadeia, que a gente liberta você”.
De acordo com o IG, Lula, narrou Haddad, disse não, e acrescentou: “me apresentem uma prova [de que ele agiu de forma corrupta] que eu abro mão da minha candidatura”.
Haddad, que tem sido apontado em pesquisas eleitorais como possível substituto de Lula caso o ex-presidente tenha sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral, não apresentou mais detalhes sobre o suposto acordo.
A pesquisa Datafolha divulgada hoje (10) mostra que pré-candidata Marina Silva (Rede) tem chances de desbancar Jair Bolsonaro (PSL) em eventual segundo turno.
O deputado lidera a simulação de segundo turno contra Fernando Haddad (36% contra 27%), perde para Lula (49% e 32%), empata com Alckmin (ambos com 33%) e tem empate técnico com Ciro, que tem 36% ante seus 34%. Com Marina, no entanto, Bolsonaro perde por 10 pontos percentuais: enquanto ela aparece com 42% das intenções de voto, ele tem 32%.
Um exame pericial de emergência feito pelo Instituto Médico Legal do Distrito Federal concluiu que os 206 comprimidos de 13 tipos de medicamentos sem prescrição nem autorização – encontrados no fim de abril na cela do ex-ministro Geddel Vieira Lima, na Papuda – poderiam ter causado sua morte se ingeridos em sua totalidade.
Quando os remédios foram encontrados, a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais, determinou que a Subsecretaria do Sistema Penitenciário iniciasse um procedimento de apuração das circunstâncias em que os medicamentos chegaram às mãos de Geddel. A Justiça também solicitou a realização de um exame psiquiátrico que Geddel teria se negado a fazer por orientação do estagiário. “Diante de fatos graves e que poderiam ter redundado em óbito, injustificável que, na qualidade de estagiário, tenha atuado sem a presença de advogado e, principalmente, que tenha impedido a realização de exame imprescindível à conclusão psicopatológica”, afirmou a juíza Leila Cury.
Ainda de acordo com a coluna Expresso, da revista Época, segundo os peritos, a ingestão dos remédios poderia ter causado outros problemas a Geddel, tais como hepatite tóxica medicamentosa, insuficiência hepática, insuficiência renal aguda, arritmia ventricular cardíaca, insuficiência respiratória.
Em nota, a defesa de Geddel afirmou que “os medicamentos foram prescritos pelo sistema médico penitenciário, que a recusa de Geddel em se submeter à perícia foi tomada por orientação da defesa técnica, para a preservação de sua intimidade e que ocorreu com a certeza de que não se expunha a risco sua integridade física”. Com relação à atuação do estagiário no caso, a defesa diz que o ex-ministro estava devidamente acompanhado de advogado e que “cumpria fielmente seu múnus, em estrita observância às normas éticas de seu ofício”.
Mais da metade dos prefeitos da Bahia apoiam o governador Rui Costa (PT), de acordo com um levantamento feito pelo jornal Estado de S. Paulo. O estudo indica que 269 gestores (64,5%) estão com o petista, candidato à reeleição. A informação foi divulgada hoje (10).
Segundo a publicação, Rui pode ser ainda mais beneficiado, já que, a desistência do prefeito ACM Neto (DEM) de concorrer ao Palácio de Ondina deixou muitos aliados desapontados.
(foto: Clóvis Ferraz, Governador Rui Costa, Hermínio Oliveira e Paulo Magalhães)
Em entrevista ao programa Redação Brasil de hoje (08), o presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, Hermínio Oliveira, afirma que vai votar no governador Rui Costa. Hermínio falou que Rui Costa está trabalhando muito bem na Bahia e que merece o voto do povo. Vale lembrar que Hermínio faz parte da base do governo do prefeito Herzem Gusmão que é do (MDB).
O PP e Democratas voltaram a cogitar uma aliança com o presidenciável Ciro Gomes (PDT) para eleição deste ano. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a estratégia é estudada pelas siglas para reduzir as chances de acabarem na oposição em 2019.
Parte do DEM entende, no entanto, que o partido tem muito mais afinidade ideológica com os tucanos e alimenta uma relação com o pré-caniddato a presidente, Geraldo Alckmin (PSDB). Ao Metro1, o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, descartou, por ora, aliança com Ciro Gomes.
Já o deputado federal Cacá Leão (PP) afirmou que Ciro Gomes não lhe “agradava” enquanto candidato a presidente da República.
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), admitiu que a crise do MDB pesou na decisão de desistir da candidatura ao governo da Bahia.
O partido, que era comandado pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima e pelo irmão Geddel Vieira Lima, vive uma crise desde que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em um apartamento ligado aos emedebistas em Salvador.
“É óbvio, é inegável todo o desgaste que o MDB viveu aqui na Bahia, sobretudo nos últimos dois anos, e eu não queria trazer isso para o meu palanque. Eu não queria passar toda uma campanha justificando coisas que eu não tenho nenhuma responsabilidade. Por isso tinha decidido que o MDB não estaria na minha equação política. Nada que signifique dizer que eles não têm o direito de se defender. Eles têm o direito. Não faço condenação prévia de ninguém, procuro manter o respeito nas relações pessoais, porém para mim estava muito claro que, caso eu fosse candidato a governador, deveria ser sem carregar isso comigo”, afirmou, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.
Neto afirmou ainda que o pré-candidato ao governo, José Ronaldo (DEM), tem “espaço grande para crescer”. “É um cara que tem experiência administrativa, tem conhecimento político, conhece o Estado, que por ter sido prefeito sabe como se dá esse contato direto com as pessoas”, afirmou.
O prefeito voltou a criticar o governo do presidente Michel Temer (MDB). “Para mim, os dois grandes problemas foram a péssima comunicação e distanciamento completo das ruas, da realidade do povo, do dia a dia do brasileiro”, ressaltou.
O plenário da Câmara aprovou na noite de desta terça-feira (5), em votação simbólica, o Projeto de Lei 7119/17, que proíbe o casamento de menores de 16 anos. Atualmente, o Código Civil permite o casamento em caso de gravidez. A matéria será agora analisada pelo Senado.
De acordo com a autora do projeto, deputada Laura Carneiro (DEM-RJ), um estudo do Organização Não Governamental Promundo aponta que 877 mil mulheres brasileiras se casaram com até 15 anos de idade e, atualmente, existiriam cerca de 88 mil meninos e meninas com idades entre 10 e 14 anos em uniões consensuais, civis ou religiosas no Brasil.
“Cumpre notar que se trata de legislação incompatível com os avanços da ciência e das políticas públicas, que já demonstraram, respectivamente, os prejuízos psicológicos e sociais deste tipo de união, incompatível com o nível de desenvolvimento psicossocial de crianças. Cumpre notar, ainda, que se trata de política discriminatória, uma vez que incide de modos distintos sobre meninos e meninas”, justificou Laura Carneiro.
O Código Civil autoriza ainda, no artigo 1517, o casamento de pessoas de 16 ou 17 anos mediante autorização dos pais. A partir dos 18 anos, não há restrições. Com informações da Agência Brasil
A defesa do deputado federal baiano Lúcio Vieira Lima (MDB) pediu ao Conselho de Ética da Câmara uma nova perícia nos R$ 51 milhões apreendidos pela Polícia Federal em um apartamento, em Salvador, segundo o site G1.
O dinheiro apreendido já foi periciado pela Polícia Federal, que encontrou as digitais de Geddel Vieira Lima, irmão do deputado, no imóvel. Os advogados alegam que uma nova perícia vai demonstrar que “as acusações impostas não passam de ilação”.
O emedebista é alvo de um processo no Conselho de Ética, o que pode levar à cassação do mandato do baiano.