O presidente Lula (PT) realizou, neste sábado (30), a primeira caminhada e a sessão de fisioterapia um dia após a cirurgia no quadril, que aconteceu na sexta (29). O petista está internado em um apartamento do hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
Após queixas de dores na região, o chefe de Estado passou pela cirurgia da artroplastia total de quadril, com colocação de prótese, e uma blefaroplastia, para remoção do excesso de pele nas pálpebras, que também foi bem sucedida.
No procedimento do quadril, foi realizada a substituição da cabeça do fêmur por uma prótese, que reproduz a função articular dessa parte do corpo.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (29) a criação de novo concurso nacional unificado com 6.590 vagas para o serviço público federal, com a adesão de 20 órgãos e entidades ao “Enem dos concursos”.
O novo modelo de seleção de servidores públicos federais foi anunciado pela ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação).
A previsão é que a prova seja aplicada de forma simultânea em 180 cidades de todos os Estados e no Distrito Federal.
CALENDÁRIO
Edital do concurso publicado: 20 de dezembro de 2023
Concurso realizado: até março de 2024
Resultado final da etapa unificada: até maio de 2024
Cursos de formação quando cabível: até julho de 2024
Posse dos novos servidores: até agosto de 2024
O exame seguirá um modelo inspirado no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e será levado a localidades remotas do país.
O concurso unificado foi instituído na manhã desta sexta com a publicação de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Diário Oficial da União.
De acordo com o documento, são objetivos da seleção pública nacional unificada promover igualdade de oportunidades de acesso aos cargos públicos efetivos e padronizar procedimentos na aplicação das provas.
O texto também fala em “aprimorar os métodos de seleção de servidores públicos, de modo a priorizar as qualificações necessárias para o desempenho das atividades inerentes ao setor público e em zelar pelo princípio da impessoalidade na seleção dos candidatos em todas as fases e etapas do certame.”
Os custos de realização do concurso unificado serão rateados entre os órgãos e as entidades da administração pública federal participantes. A adesão é voluntária, e os critérios para o rateio serão estabelecidos posteriormente, em ato de Dweck.
“O termo de adesão estabelecerá o plano de trabalho a ser seguido pelas partes; e as obrigações comuns e específicas”, diz o Ministério da Gestão, em nota.
A equipe médica responsável pela cirurgia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detalhou, na tarde desta sexta-feira (29), que a cirurgia da artroplastia total de quadril, com colocação de prótese, no Hospital Sírio-libanês, em Brasília, ocorreu tudo dentro do padrão e o estado de saúde do petista é muito bom.
Segundo informações dos profissionais de saúde, o presidente já está acordado, sem efeito da anestesia, conversando normalmente e com forças nas pernas. A cirurgia começou por volta de meio-dia e foi até as 13h13.
Além do procedimento para o quadril, Lula realizou, de última hora, uma blefaroplastia, para remoção do excesso de pele nas pálpebras, que também foi bem sucedida.
Participaram da coletiva, o ortopedista e cirurgião chefe Giancarlo Polesello, responsável pelo procedimento; o cardiologista Roberto Kalil Filho, médico pessoal do presidente; e a médica da Presidência da República, Ana Helena Germoglio.
Na cirurgia, que durou três horas, foi realizada a substituição da cabeça do fêmur por uma prótese, que reproduz a função articular dessa parte do corpo.
O presidente não terá limitações na rotina e o seu tempo de recuperação será curto, podendo ter alta a partir da segunda (2) ou terça (3).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT passará nesta sexta-feira (29) por uma cirurgia no quadril para corrigir uma artrose.
Lula sofre com fortes dores no local há meses e fez dois procedimentos em julho para diminuir as dores antes da cirurgia, uma infiltração e uma deneverção.
A previsão é que o presidente se interne no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília pela manhã para a realização do procedimento, segundo a assessoria de Lula. O Palácio do Planalto não quis informar o horário exato da operação e a duração da cirurgia.
Após o procedimento, Lula deverá trabalhar no Palácio da Alvorada – residência oficial da Presidência da República – por pelo menos três semanas. O petista também deverá ficar de quatro a seis semanas sem poder fazer viagens.
Lula deverá retornar aos compromissos internacionais apenas no final de novembro, quando deve ir aos Emirados Árabes Unidos para participar da COP 28. Na volta da viagem ao Oriente Médio, cumprirá agenda na Alemanha.
O presidente Lula (PT) está em Cuba onde participa, neste sábado (16), acompanhado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva (Janja), de uma reunião do G77+China, em Havana. Na ocasião, Lula também deve falar com o presidente do país, Miguel Díaz-Canel, sobre a dívida cubana de US$ 260 milhões com o Brasil.
Este ano, sob a presidência de Cuba, o encontro do G77+China terá o tema “Desafios Atuais do Desenvolvimento: Papel da Ciência, Tecnologia e Inovação”. O grupo criado em 1964, com 77 países-membro, foi ampliado e atualmente é composto por 134 nações em desenvolvimento do Sul global pertencentes à Ásia, África e América Latina. A união do bloco com a China ocorreu nos anos 1990.
Em Havana, Lula também cumprirá agenda de trabalho com o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel. Será a primeira viagem oficial de um mandatário brasileiro ao país caribenho em nove anos, de acordo com o UOL. A última foi em 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff esteve em Havana.
Antes de viajar, Lula anunciou os próximos compromissos internacionais. “Indo para Cuba. E também para abrir a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, completando essa volta do Brasil ao cenário internacional. Reabrindo diálogos e abrindo oportunidades de investimento e comércio para nosso país”, escreveu no X (antigo Twitter).
O presidente concluiu a publicação dizendo que o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), “cuidará da presidência do Brasil” até o seu retorno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (15) a lei que prevê reajuste de 9% para todos os servidores públicos federais.
Quando enviou o texto da medida provisória ao Congresso, o governo federal havia informado que o custo seria de R$ 9,6 bilhões para 2023 e de R$ 13,8 bilhões nos demais anos.
A sanção do texto foi publicada no Diário Oficial da União.
A medida provisória que trata do reajuste concluiu a sua votação no Congresso Nacional no fim de agosto. Na ocasião, ela foi aprovada pelo Senado em menos de cinco minutos de discussão.
O texto também aumenta de três para quatro o número de diretores da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).
A cerimônia de inauguração da “pedra fundamental” da fábrica de carros elétricos e híbridos chinesa BYD, em Camaçari, deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Recentemente, a montadora comunicou que o presidente da montadora, Wang Chuanfu, virá ao Brasil para o lançamento.
Programada para o mês de outubro, o ato marca o início da operação da empresa na fábrica que antigamente era comandada pela Ford. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a cúpula da gestão estadual tenta ajustar a vinda de Lula para a cerimônia. O presidente tem vindo ao estado frequentemente para entrega de obras, com a última sendo em Ilhéus, para a retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste, a Fiol. O trecho autorizado, Fiol 1, terá um percurso de 537 quilômetros e ligará Ilhéus a Caetité, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano.
A fabricante chinesa também garantiu que os planos para início da primeira fábrica no complexo de Camaçari permanecem os mesmos. Segundo comunicado divulgado, as operações estão programadas para iniciar no último trimestre de 2024 ou no primeiro de 2025. A fábrica que a chinesa BYD vai instalar em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) trará um exército de robôs que farão grande parte do trabalho da produção dos veículos elétricos da montadora.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu das mãos do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o martelo que simboliza o comando do G20, neste domingo (10). O petista também anunciou o lema do Brasil na presidência do grupo: “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”.
A cerimônia foi simbólica, uma vez que o Brasil só assume a presidência do G20 formalmente em 1 de dezembro. “Vamos fazer um esforço para fazer uma cúpula pelo menos igual a esta da Índia”, disse Lula, elogiando os anfitriões em Nova Déli.
No início de sua fala no encerramento da cúpula, Lula fez menção ao ciclone do Rio Grande Sul, que causou 42 mortes –o petista foi alvo de críticas de bolsonaristas por não ter viajado ao estado antes de embarcar para a Índia.
“Primeiro, gostaria de dizer às autoridades aqui presentes que a natureza continua dando demonstração de que precisamos cuidar dela com muito mais carinho. Esta semana, três dias atras, no meu Brasil, um ciclone, no estado do Rio Grande do Sul, que nunca havia tido ciclone, matou 46 pessoas, quase 50 pessoas desaparecidas.”
No discurso, Lula passou um recado aos países ricos. “Não podemos deixar que questões geopolíticas sequestrem a agenda de discussões das várias instâncias do G20, não nos interessa um G20 dividido”, disse Lula.
A cúpula de Nova Déli quase acabou sem um comunicado conjunto devido à insistência das nações do G7 de incluir uma condenação enérgica à agressão da Rússia contra a Ucrânia. No último momento, países ricos concordaram com um documento que rechaça a guerra, mas não critica diretamente a Rússia.
Foi uma tentativa dos países ricos de salvar o G20 da irrelevância, ainda mais diante do fortalecimento e expansão do Brics liderada pela China. Caso não se chegasse a uma declaração comum, a viabilidade do G20 estaria em xeque —e Brasília herdaria um bloco menos relevante.
O Brasil era um dos países que criticava a contaminação do G20 pelo tema da Guerra da Ucrânia. O governo brasileiro está alinhado à China na ideia de que o grupo deve focar questões econômicas, de crescimento e desenvolvimento, não geopolíticas.
A presidência brasileira do G20 terá três prioridades, segundo Lula: a inclusão social e o combate à fome, a transição energética e o desenvolvimento sustentável, e a reforma das instituições de governança global. O presidente também anunciou o lançamento de duas forças-tarefa: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Mobilização Global contra a Mudança do Clima, como antecipou a Folha de S.Paulo.
“Precisamos redobrar os esforços para alcançar a meta de acabar com a fome no mundo até 2030, caso contrário estaremos diante do maior fracasso multilateral dos últimos anos.”
Ao pedir reforma das instituições multilaterais, Lula pediu maior participação dos países emergentes nas decisões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional e apontou para a dívida insustentável de países pobres junto ao fundo. Também pediu a revitalização da Organização Mundial de Comércio, que está paralisada desde 2019, após bloqueio dos EUA à indicação de árbitros para o órgão de solução de controvérsias.
“Para recuperar sua força política, o Conselho de Segurança da ONU precisa contar com a presença de novos países em desenvolvimento entre seus membros permanentes e não permanentes”, disse Lula. O governo brasileiro pleiteia uma vaga permanente em um novo Conselho de Segurança expandido.
Antes da sessão da manhã e da cerimônia de transmissão da presidência do G20, Lula foi, ao lado dos outros chefes de Estado e governo, depositar flores no Memorial de Mahatma Gandhi. Durante a visita ao memorial, chamado Raj Ghat, os líderes tiraram os sapatos em sinal de respeito. Além do premiê Modi, o francês Emmanuel Macron, a alemã Ursula Von der Leyen, o alemão Olaf Scholz, estavam descalços – o americano Joe Biden preferiu usar uma pantufa oferecida pela organização.
Ao final do discurso de transmissão da presidência do G20, Lula afirmou ter ficado muito emocionado ao visitar o memorial de Gandhi e disse que seguia a tática de não violência do herói indiano.
Lula deu de presente a Modi uma muda de jacarandá. Cada um dos líderes reunidos em Deli trouxe mudas de árvores típicas de seus países, para serem plantados na Índia.
Também de manhã, Lula se reuniu com Macron, e falou sobre o acordo UE-Mercosul, bem como sobre o o documento do bloco europeu que faz uma série de exigências ambientais para o avanço das negociações do acordo —às quais Lula já se referiu como protecionistas e exageradas.
O presidente brasileiro também se encontrou neste domingo com o príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. A bilateral estava prevista inicialmente para o sábado (9), mas foi adiada, segundo o governo brasileiro, por problemas na agenda do saudita.
O encontro entre os dois líderes, porém, tem pesos controversos: MBS, como o príncipe é conhecido, é acusado de mandar esquartejar o jornalista de seu país Jamal Khashoggi. As relações entre Arábia Saudita e Brasil também estão sob escrutínio depois que presentes dados pela monarquia ao governo brasileiro foram movidos ao acervo pessoal do agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou trazer para a cúpula do Brics discussões sobre a Guerra da Ucrânia ao ressaltar as consequências globais do conflito, mas evitou fazer críticas à Rússia –país que iniciou a invasão ao vizinho no Leste da Europa há mais de um ano.
“A Guerra da Ucrânia evidencia as limitações do Conselho de Segurança da ONU. Os Brics se consolidou como um fórum para discussão dos principais temas que afetam a paz e a segurança mundial. Não podemos nos furtar a tratar do principal conflito da atualidade que ocorre na Ucrânia e que tem consequências globais”, declarou Lula na sessão de abertura da cúpula em Joanesburgo.
Lula reservou boa parte do seu pronunciamento à Guerra na Ucrânia para destacar a necessidade de buscar uma solução para o conflito.
“Achamos positivo que um número crescente de países também esteja engajado em contato direto com Moscou ou com Kiev. Não subestimamos as dificuldades para alcançar a paz. Tampouco podemos ficar indiferentes à morte e à destruição”, declarou.
Ele também destacou as propostas de paz lançadas por China e África do Sul como tentativas em consonância com iniciativas brasileiras.
A fala de Lula foi seguida por um pronunciamento do presidente Vladimir Putin, da Rússia. Ele participou virtualmente, já que decidiu não viajar a Joanesburgo por causa de um mandado de prisão emitido pelo TPI (Tribunal Penal Internacional).
Logo no começo de seu pronunciamento, Putin justificou as ações da Rússia na Ucrânia. Ele responsabilizou o Ocidente pelo conflito. “Nossas ações na Ucrânia são apenas uma coisa: colocar um fim na guerra lançada pelo Ocidente em Donbas”, disse Putin.
Nesta segunda-feira (31), o governador Jerônimo Rodrigues esteve presente no Palácio do Planalto, em Brasília, para a cerimônia de Sanção do Projeto de Lei n° 2617, de 2023, que institui o Programa Escola em Tempo Integral. O evento foi comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
A nova legislação tem como objetivo regulamentar o repasse de recursos e assistência técnica da União para Estados, Distrito Federal e Municípios, com o propósito de ampliar o número de vagas na modalidade de ensino em tempo integral no país. Na cerimônia, foi anunciado que serão destinados R$ 4 bilhões para investimento no programa, com a meta de criar 3,6 milhões de novas vagas até o ano de 2026, sendo um milhão de novas matrículas já na primeira etapa.
Jerônimo Rodrigues lembrou que, na Bahia, esse modelo já está sendo priorizado nas escolas estaduais. Desde o início do ano, já foram entregues 25 unidades de ensino em tempo integral na Bahia, entre novas escolas e obras de ampliação, com modernização.
O novo programa prevê uma jornada igual ou superior a sete horas diárias, ou 35 horas semanais, e inclui atividades optativas, como Educação Ambiental, Cultura Digital, Comunicação e Uso de Mídias, Investigação no campo das Ciências da Natureza e Educação Econômica. Ainda no evento, Jerônimo falou sobre a importância do ensino integral começar desde cedo.
A criação do Programa Escola em Tempo Integral marca um novo capítulo na política nacional de ampliação de matrículas no ensino em tempo integral, buscando atingir a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE). Essa meta estabelece a oferta de educação em tempo integral em, pelo menos, 50% das escolas públicas, atendendo, no mínimo, 25% dos alunos da educação básica. Nesse sentido, serão priorizados os estados e municípios que se encontram mais distantes dessa meta.