Pelo menos oito desembargadores se inscreveram para disputar a sucessão do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Nilson Castelo Branco, conforme lista divulgada hoje, último dia para inscrição de candidaturas.
Também estarão em disputa os cargos de primeiro vice-presidente, segundo vice-presidente, Corregedor Geral, Corregedor das Comarcas do Interior e Ouvidor nas eleições que ocorrerão no próximo dia 16 de novembro.
Veja abaixo quem são os candidatos para cada cargo e a ordem de antiguidade de cada um. *Política Livre.
Presidência
1) CYNTHIA MARIA PINA RESENDE – em 19/10
2) NAGILA MARIA SALES BRITO – em 23/10
3) GARDENIA PEREIRA DUARTE – em 26/10
4) JOSÉ EDIVALDO ROCHA ROTONDANO – em 25/10
5) PEDRO AUGUSTO COSTA GUERRA – em 30/10
6) EDMILSON JATAHY FONSECA JÚNIOR – em 30/10
7) MARIA DE LOURDES PINHO MEDAUAR – em 30/10
8) BALTAZAR MIRANDA SARAIVA – em 23/10
1º Vice
1) NAGILA MARIA SALES BRITO – em 23/10
2) JOÃO AUGUSTO ALVES DE OLIVEIRA PINTO – em 16/10
3) EDMILSON JATAHY FONSECA JÚNIOR – em 30/10
4) JOÃO BOSCO DE OLIVEIRA SEIXAS – em 17/10
5) MARIA DE LOURDES PINHO MEDAUAR – em 30/10
6) BALTAZAR MIRANDA SARAIVA – em 23/10
7) RAIMUNDO SÉRGIO SALES CAFEZEIRO – em 30/10
2º Vice
1) NAGILA MARIA SALES BRITO – em 23/10
2) JOSÉ ALFREDO CERQUEIRA DA SILVA – em 16/10
3) JOÃO AUGUSTO ALVES DE OLIVEIRA PINTO – em 16/10
4) EDMILSON JATAHY FONSECA JÚNIOR – em 30/10
5) IVONE RIBEIRO GONCALVES BESSA RAMOS – em 20/10
6) MARIA DE LOURDES PINHO MEDAUAR – em 30/10
7) BALTAZAR MIRANDA SARAIVA – em 23/10
CGJ
1) NAGILA MARIA SALES BRITO – em 23/10
2) EMILIO SALOMAO PINTO RESEDA – em 20/10
3) EDMILSON JATAHY FONSECA JÚNIOR – em 30/10
4) ROBERTO MAYNARD FRANK – em 27/10
5) MARIA DE LOURDES PINHO MEDAUAR – em 30/10
6) BALTAZAR MIRANDA SARAIVA – em 23/10
CCI
1) NAGILA MARIA SALES BRITO – em 23/10
2) JOSÉ EDIVALDO ROCHA ROTONDANO – em 30/10
3) MÁRCIA BORGES FARIA – em 30/10
4) JOAO AUGUSTO ALVES DE OLIVEIRA PINTO – em 19/10
5) LISBETE M. TEIXEIRA ALMEIDA CÉZAR SANTOS – em 30/10
6) PILAR CELIA TOBIO DE CLARO – em 23/10
7) MARIA DE LOURDES PINHO MEDAUAR – em 30/10
8) BALTAZAR MIRANDA SARAIVA – em 23/10
9) RAIMUNDO SÉRGIO SALES CAFEZEIRO – em 30/10
Ouvidor
1) LIDIVALDO REAICHE RAIMUNDO BRITTO – em 25/10
2) BALTAZAR MIRANDA SARAIVA – em 23/10
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) solicitou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) que aumente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado. O imposto passará de 19% para 20,5%.
De acordo com o projeto de lei enviado à AL-BA, tal medida “se ampara na necessidade de “recompor os níveis atuais da receita estadual, em função da elevada perda de arrecadação decorrente dos recentes entendimentos firmados pelo Supremo Tribunal Federal – STF quanto à aplicação da alíquota modal como limite na incidência do ICMS”.
O projeto já chegou à Casa com pedido de urgência – ou seja, menos discussão nas comissões e votação mais rápida no plenário.
O avanço de partidos do centrão sobre cargos do governo federal e sobre o Orçamento tem gerado críticas entre aliados do presidente Lula (PT).
Na semana passada, Lula entregou o comando da Caixa Econômica Federal ao servidor de carreira Carlos Vieira, que foi indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ainda assim, partidos cobram mais verba e cargos.
A pressão do centrão ocorre no momento em que o governo busca garantir apoio no Congresso, sobretudo para a aprovação de pautas econômicas.
O próprio Lula reconheceu que fez um acordo com PP e Republicanos para a entrada dessas siglas no governo. Ele afirmou que “precisava desses votos” no Legislativo.
“Eu fiz um acordo com o PP, com Republicanos, acho que é direito deles, que gostariam de ter espaço com governo, indicar uma pessoa [Vieira, indicado por Lira] que esteve na Caixa, já foi da Caixa, já esteve no governo da Dilma, já foi do Ministério das Cidades, uma pessoa que tem currículo para isso. E eles juntos têm mais de 100 votos, eu precisava desses votos para continuar o governo”, disse na sexta-feira (27).
No mesmo dia, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), criticou a mobilização de parlamentares para controlar fatias ainda maiores do Orçamento. A deputada afirmou, nas redes sociais, que propostas para o governo pagar mais emendas “servem para atender apenas interesses políticos insaciáveis”.
“No momento que o país precisa direcionar investimentos para o crescimento e políticas públicas estruturantes, deputados querem obrigar o governo a pagar emendas de comissões permanentes. É mais uma intervenção indevida na aplicação do Orçamento da União”, escreveu Gleisi na plataforma X, o antigo Twitter.
A deputada criticava discussões no Congresso para tornar impositiva a execução das emendas de comissões, ou seja, obrigar o governo a pagar uma verba que corresponde a R$ 7,5 bilhões em 2023. Se for aprovada, essa mudança reduz o controle do governo Lula sobre a execução do Orçamento de 2024, ano de eleições municipais.
A cúpula do Congresso ainda avalia outros caminhos para ditar o ritmo da liberação das emendas e amarrar a execução da verba aos seus interesses, desidratando ainda mais o poder do governo.
Como mostrou a Folha, o Palácio do Planalto busca formas de manter a influência sobre o destino desses recursos. As conversas caminham para um aumento no valor reservado para emendas do próximo ano, mas preservando o poder do governo sobre essa cifra.
Ao se manifestar sobre a própria saída do cargo de presidente da Caixa (para entregar o comando do banco ao centrão), Rita Serrano agradeceu a Lula pelo convite para integrar o governo, mas disse nas redes sociais que é “necessário e urgente pensar em outra forma de fazer política”.
Rita Serrano ainda afirmou que espera deixar como legado “a mensagem de que é preciso enfrentar a misoginia”.
A mudança na Caixa também gerou crítica entre apoiadores de Lula em movimentos sociais e entidades ligadas a trabalhadores.
“A companheira Rita Serrano vinha fazendo um excelente trabalho na Caixa. Infelizmente, perdemos um dos maiores instrumentos de implementação de políticas públicas para o centrão”, disse o coordenador geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Deyvid Bacelar, nas redes sociais.
“Precisamos melhorar a nossa correlação de forças no Congresso Nacional elegendo parlamentares de esquerda, progressistas e desenvolvimentistas que não deixem governos reféns dessas chantagens”, escreveu Bacelar.
Em nota, a Fenag (Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa Econômica Federal) disse lamentar a saída de Rita Serrano. A entidade disse que ela havia sofrido ataques e “travou uma batalha ferrenha” no cargo, “mas não resistiu”.
A presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Juvandia Moreira, também criticou a troca no comando do banco.
“Não vamos aceitar que a política do governo passado seja implementada na empresa, como o desmonte da empresa e da sua função de banco público. Nem retrocessos na política da gestão de pessoas”, disse ela, em nota publicada pela entidade.
Apesar de ter criticado a relação do centrão com Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, Lula aliou-se ao mesmo grupo e tem repetido a entrega de cargos e verbas públicas em troca de apoio para votações no Legislativo.
“Eu não fiz negociação com o centrão, eu não converso com o centrão, vocês nunca me viram fazer reunião com o centrão. Eu só converso com partidos políticos que estão aí legalizados, que elegeram bancadas. Portanto com eles é que eu tenho que conversar, para estabelecer um acordo”, disse Lula na semana passada.
A base do governo no Congresso é frágil. Recentemente, o Senado chegou a rejeitar a indicação de Igor Roque para o comando da DPU (Defensoria Pública da União).
Nas horas seguintes à troca na Caixa, porém, a Câmara destravou a votação da proposta de taxação de offshores e de fundos de super-ricos.
As mudanças na Caixa e em ministérios para acomodar aliados do centrão ainda reduziram a presença de mulheres em cargos de primeiro escalão.
Lula culpou os partidos pela redução da presença feminina no Executivo. “Quando um partido político tem que indicar uma pessoa e não tem mulher, eu não posso fazer nada”, disse o presidente na última semana.
Durante o seu pronunciamento na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC), realizada na manhã desta sexta-feira, 27, o vereador e líder da Bancada de Oposição, Valdemir Dias (PT) destacou que uma das obrigações dos parlamentares é a busca de recursos para ajudar a Prefeitura em obras estruturantes.
Em sua fala, disse que muitos vereadores conseguem Emendas Parlamentares para custear obras em Vitória da Conquista. Uma dessas emendas, no valor de R$ 1,8 milhão, foi adquirida por meio do deputado federal Jorge Solla (PT), para pavimentar a Rua H, do bairro Cidade Modelo.
Segundo o líder da Bancada de Oposição, a Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder) licitou essa obra, mas desde o dia início de outubro está solicitando a entrada na rua, mas não consegue, porque a Prefeitura Municipal não libera a realização da obra.
“Isso é um absurdo, isso é uma politicagem que não existe mais, Prefeitura. Isso é coisa ultrapassada! Pensa que vai ganhar com isso, está perdendo porque a população já está sabendo que a Prefeitura está travando a rua”, declarou.
Em sua fala, Valdemir afirmou que a população daquela localidade merece respeito, porque o que a Prefeitura está fazendo não é amor à cidade. O vereador também disse que isso está acontecendo porque a verba foi conseguida por um vereador da oposição.
Além disso, o vereador disse não saber a quem recorrer para mudar essa situação, porque não sabe quem está “botando o dedo para travar”. Ainda afirmou que uma política rasteira está acontecendo em Vitória da Conquista. Valdemir também acredita que isso não seja da vontade da prefeita Sheila Lemos (União Brasil), porque ela nasceu em Conquista e não deve compactuar com essa situação.
“Portanto, Prefeitura, libere a autorização da Rua H, do bairro Cidade Modelo. As máquinas já estão lá fazendo o seu trabalho”, pediu, porque esse é um clamor daquela rua e daquele bairro, concluiu o parlamentar
Em sessão realizada na Câmara de Vereadores, na manhã desta quarta-feira (25), o secretário municipal de Saúde, Vinícius Rodrigues, e a gerente do serviço auditivo do Centro Municipal Especializado em Reabilitação Física e Auditiva (Cemerf), Carolina Borba, apresentaram dados referentes à dispensação de aparelhos auditivos no município, em atendimento a um requerimento do legislativo. A solicitação foi baseada nas queixas relatadas pelos pacientes, em relação ao tempo de espera para receber os aparelhos auditivos. Neste ano, o Cemerf está atendendo a uma fila de espera de dois anos, represada por causa da pandemia, quando foi necessário reduzir o número de atendimentos diários, mas a expectativa é voltar a atender uma média de 80 a 85 pacientes por mês.
O secretário informou que pouco antes da pandemia, o município caminhava a passos largos para zerar a fila que perdurava desde 2014, em gestões anteriores. “São quase 10 anos de filas, mas as nossas entregas são muito superiores às realizadas no passado. Se não fosse a pandemia, nós já estaríamos com a fila zerada e só com as demandas do ano corrente. Mas estamos trabalhando duro para resolver essa demanda”, disse Vinícius, informando ainda que a Secretaria de Saúde preparou essa apresentação para mostrar à Câmara e aos munícipes, a responsabilidade da gestão municipal com o paciente e todo o histórico para que a população possa entender o porquê dos eventuais atrasos na entrega.

Em 2019, o serviço atendia uma média de 87 pacientes por mês e entregou 1.045 aparelhos auditivos, diminuindo a espera para um ano. Contudo, a média de atendimento reduziu para 14 a 25 pacientes por mês, nos anos de 2020 e 2021, devido às restrições impostas pela pandemia. Já em 2022, o Cemerf conseguiu retomar o ritmo das entregas, atendendo uma média de 67 pacientes por mês. Neste ano, com alguns problemas no contrato com os fornecedores, a média mensal de atendimentos tem sido de 31 concessões, mas já começou a ser regularizada.
Na apresentação, a gerente do Cemerf esclareceu todo o processo necessário para a concessão e seleção do AASI (Aparelho de Amplificação Sonora Individual), programada de acordo com a necessidade e perda auditiva de cada paciente. “A equipe abraça a causa! Os nossos contratos estão em aberto e este ano houve atraso em função de algumas dificuldades nos processos e mudanças na chamada pública, mas a nossa expectativa é que, em 2024, as nossas concessões voltem a atender uma média de 80 a 85 pacientes por mês e a gente possa, enfim, diminuir essa lista de espera”, afirmou Carolina.
Na tarde desta terça-feira (24), o presidente Lula sancionou o Projeto de Lei Complementar 136/2023 que compensa as perdas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o ICMS da desoneração dos combustíveis, que ocorreu em 2022. Em 4 de outubro, a lei complementar foi aprovada pelo Congresso Nacional e depois foi encaminhada para aguardar a sanção presidencial. A pauta foi tema de articulação da União dos Municípios da Bahia (UPB) e defendida desde o início pela entidade que, junto com os municípios do Norte e Nordeste, fechou as prefeituras da Bahia por um dia para alertar sobre a crise financeira dos municípios.
O presidente da UPB, prefeito Quinho de Belo Campo, avalia que a medida é importante e precisa ser ampliada. “Com muita luta garantimos o que é de direito dos municípios. Sabemos que não é o suficiente diante da grave crise financeira das prefeituras, da alta das despesas com a inflação, mas chamamos a atenção e o olhar de que os municípios precisam de socorro”, avaliou o presidente Quinho, que está em Brasília e garantiu que a UPB segue mobilizada por mais recursos para que os municípios consigam manter os serviços públicos funcionando.

O valor que será recomposto para estados e municípios será de R$ 27 bilhões. Deste total, o governo antecipará o pagamento de R$ 10 bilhões que seria depositado em 2024, para o atual exercício fiscal. Além dos repasses, a União também vai pagar um valor adicional aos municípios por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), para compensar a redução na arrecadação dos últimos três meses, no valor total de R$ 2,3 bilhões.
“Com isso, vamos assegurar que nenhum município perderá nada de arrecadação em relação a 2022. Isso significa que nós vamos garantir aos municípios a mesma quantidade de dinheiro”, disse o presidente Lula ao sancionar o Projeto de Lei Complementar 136/2023, ao lado dos ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Padilha, de Relações Institucionais.
O surgimento de uma nova vaga para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) abriu uma disputa fratricida no PCdoB. De olho no espaço, o deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB), que sonha há longo tempo com o cargo vitalício, aproveitou uma reunião com os líderes partidários na Assembleia Legislativa e sugeriu que a próxima vaga seja ocupada exclusivamente por um deputado estadual.
A proposta, aprovada pelo colegiado, foi vista como um golpe certeiro no correligionário Daniel Almeida, deputado federal do PCdoB que também alimenta há meses o desejo de ser indicado para a vaga. Pela tradição, uma das vagas nos Tribunais (dos Municípios e do Estado) é indicada pela Assembleia, que tem a prerrogativa de escolher quem quiser, independentemente de possuir mandato ou pertencer aos quadros da Casa.
Mas a decisão acabou impondo uma restrição ao processo, ao estabelecer que só deputados estaduais poderão, desta vez, concorrer ao cargo, o que atingiu em cheio a pretensão de Daniel de concorrer à vaga. Comunistas aguardam cenas dos próximos capítulos envolvendo o assunto, já que consideram que Daniel, apesar do temperamento cordato, não deve aceitar a manobra resignado.
Fonte: Política Livre
A União dos Municípios da Bahia (UPB) está em alerta para o avanço da seca no estado. O assunto foi tratado em reunião entre o presidente da entidade, prefeito Quinho de Belo Campo, e o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Adolfo Menezes, na quarta-feira (18). Com 58 municípios em situação de emergência por conta da estiagem, decretados no Sistema Nacional de Defesa Civil, a operação carro-pipa do Governo Federal é essencial para assistir à população do semiárido, todavia a redução das ações do programa preocupa gestores e parlamentares.
“Os municípios já estão em crise financeira grave e não dispõem de recursos para arcar sozinhos com a contratação dos carros-pipa. Esperamos que a União libere recurso para garantir a continuidade do serviço o quanto antes e assim apoiar as famílias que necessitam de água”, declarou o presidente da UPB. O prefeito Quinho reforçou ainda que a entidade municipalista atuará junto à Bancada Federal da Bahia para defender mais recursos no Orçamento da União destinados a ação nos municípios.
O presidente da Alba ressaltou que os prefeitos têm relatado à Assembleia Legislativa um desgaste muito grande com a situação. “É notório que os municípios perderam recursos e não há como assumir a contratação desse serviço. Precisamos de uma ação suprapartidária para socorrer a população. Já conversei com alguns deputados federais e a UPB tem força para defender a ampliação dessas ações feitas pelo Exército”, afirmou Aldolfo Menezes.
Em Chorrochó, no norte da Bahia, o prefeito Humberto Gomes diz que a população já sofre os efeitos da seca. No município, falta água para animais, crianças têm deixado de ir à escola e até para cozinhar há dificuldade em algumas localidades. “A prefeitura contratou dois carros-pipa, mas a demanda é grande demais. Para buscar água a gente atravessa quase a distância de Salvador-Feira. O carro-pipa do Exército diminuiu muito nos últimos anos”, explica o gestor.
Nesta semana, o presidente da UPB estará em Brasília, quando discutirá a situação com os deputados e senadores baianos, além de protocolar ofício no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e Ministério da Defesa para a ampliação da operação de distribuição de água realizada nas regiões do semiárido baiano. *Sudoeste Digital.
O presidente do PL na Bahia, João Roma, disse que o encontro com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), não deixou de ser uma sinalização de proximidade com o gestor, mas garantiu que não há nada consolidado sobre apoio nas eleições municipais de 2024. “Fui à Prefeitura entregar um documento sobre a questão da liberdade econômica, sobre a diminuição da carga tributária em Salvador. Logo, não tem nada sacramentado, não tem anúncio do PL sobre apoio à reeleição de Bruno Reis”, disse Roma em entrevista à Rádio Salvador FM.
Roma explicou que, em reunião anterior com o prefeito, mencionou que estava realizando um estudo para apresentar propostas para a desburocratização e redução de impostos na capital baiana, melhorando a capacidade de atração e geração de novos negócios em Salvador. “O prefeito então propôs que eu antecipasse o documento ao invés de apresentá-lo como proposta em período eleitoral. Então chamei os deputados do PL para me acompanhar. Não tenho dificuldade nenhuma de estabelecer diálogo”, disse Roma. O dirigente partidário foi acompanhado pelos deputados federais João Carlos Bacelar, Capitão Alden e Roberta Roma; os deputados estaduais Leandro de Jesus e Diego Castro; e os vereadores Isnard Araújo e Alexandre Aleluia.
O ex-ministro da Cidadania salientou que, nos próximos meses, o caminho é avançar nessas discussões dentro do PL para definir se o partido manterá uma candidatura própria ou o apoio a Bruno. Roma disse que a legenda pretende aumentar o bancada na Câmara Municipal de dois para cinco vereadores. “Temos um eleitorado a quem devemos dar satisfação. No último ano, tivemos quase 10% dos votos em Salvador. Essas pessoas querem menos impostos. Esse é o público a quem devemos dar satisfação. Em virtude da possibilidade de uma aproximação, não queria tratar de espaço político. Salientei que não tenho interesse de tratar dessa forma”, disse Roma.
João Roma disse que sua pré-candidatura a prefeito da capital está mantida, mas reiterou que há condições para união com Bruno Reis, principalmente em um cenário em que o PT já detém o controle do estado e da União e busca conquistar as principais cidades baianas. “Precisamos atuar em uma estratégia que não comprometa o avanço da direita na Bahia”, destacou o ex-ministro.
Ainda comentando sobre a política na capital, ele disse que o único ponto que determinaria um distanciamento de Bruno Reis seria uma aproximação entre o prefeito e o PT. “Como já se mostra claramente que não é por aí que as coisas vão caminhar, já sai de cena um impeditivo para que tenha um entendimento. Orientados pelo presidente Bolsonaro, não podemos jogar com a vaidade. Hoje o PL sai com uma forte estrutura; sozinho tem quase 20% de quase todo o tempo de rádio e TV”, comentou o ex-deputado federal.
O presidente estadual do PL reforçou ainda que não considera a hipótese de ser candidato a prefeito em outra cidade além de Salvador. “Temos 417 municípios e estou sendo demandado para estar em muitas cidades na Bahia”, explicou. E continuou: “essa é a cidade onde eu vivo, fazendo esses estudos e diagnósticos. Também não tem sido nosso foco ter a vice [de Bruno Reis]. Até nas reuniões internas do PL, não enxergamos o espaço de vice como uma meta, não vemos isso como um caminho estratégico, pois em geral o vice fica muito à mercê da boa vontade do prefeito para atuar ou não”, justificou.
Roma também comentou o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues. “Ele tem buscado uma linha de ser uma figura simpática, onde ele leva muita vantagem, pois as pessoas fazem um contraste dele com Rui Costa, que não tinha a simpatia como seu forte. Mas é um governo que, ate hoje, não apresentou plano estratégico para áreas como infraestrutura, atração de investimentos, soluções que podem melhorar a administração pública em benefício da vida dos baianos”, apontou Roma. O dirigente ainda citou um dos problemas mais graves: “isso sem falar no quesito da segurança pública que, apesar dos esforços do governador, que respaldou a ação dos agentes da segurança pública, sabe que essa situação é resultado da leniência do PT. O crime organizado ganhou terreno fértil na Bahia, principalmente por conta dessa leniência”.
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) de Vitória da Conquista realizará sua Conferência Municipal nos dias 27 e 28 de outubro. Além de eleger a nova direção, a sigla deve debater planejamento para as eleições de 2024 e também proposições para o município.
Já confirmaram presença o deputado estadual Fabrício Falcão, que é o líder do PCdoB na Assembleia Legislativa da Bahia, e o deputado federal Waldenor Pereira (PT), que é o pré-candidato a prefeito de Conquista pela federação Brasil da Esperança (PT – PCdoB – PV).
De acordo com atual presidente do PCdoB conquistense, o advogado Glauber Rocha, no dia 27, às 19h, na Câmara de Vereadores, haverá um ato político aberto ao público, com a presença de parlamentares e de lideranças políticas e sociais. “O ato será um espaço de diálogo e mobilização em defesa da democracia, dos direitos sociais e do desenvolvimento sustentável”, assegura Glauber. Já na manhã do dia 28, às 9h, também na Câmara, ocorrerá a plenária final da conferência, na qual os filiados ao PCdoB votarão na nova direção municipal, que terá a responsabilidade de conduzir o partido pelos próximos dois anos, 2024/2025.
O PCdoB conta com três vereadores na Câmara Municipal – Luciano Gomes, Andreson Ribeiro e Ricardo babão, foi uma das siglas mais bem votadas nas eleições municipais de 2020 e está presente em movimentos sociais e sindicais do município. “O PCdoB convida todos os seus filiados, simpatizantes e amigos para participarem da Conferência Municipal e do ato político, que serão momentos de reflexão, debate e construção coletiva de um projeto popular para Vitória da Conquista”, convida o presidente municipal, Glauber Rocha. Blog do Sena