Desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Presidência da República, eleito em 2002, o PT viu seu número de filiados praticamente dobrar: saltou de 828 mil para 1.589.871, de acordo com dados de abril último, publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No entanto, após o início da Lava Jato, em 2004, quando vários nomes do partido apareceram envolvidos em casos de corrupção, culminando com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, a sigla viu o seu ritmo de crescimento diminuir.
O cenário só começou a ser modificado, de acordo com informações de O Globo, a partir da condenação de Lula em primeira instância, pelo juiz Sergio Moro, em julho do ano passado. Foi quando o PT decidiu lançar uma campanha nacional de filiação e adotou o discurso, capitaneado não apenas pelo ex-presidente mas também pela presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR), de que Lula estava sendo vítima de uma perseguição jurídica.
Aliada a mudanças promovidas no cadastro de filiação ao partido, que ficou mais rápido e simples, a estratégia deu certo: o PT ganhou 8.004 filiados desde a primeira sentença contra Lula, um crescimento de 0,5%.
“O momento crucial aconteceu em meados de 2016, com o avanço da Lava-Jato, a prisão de vários quadros (do PT) e a percepção de que o partido havia se contaminado. Na prisão de Lula, a narrativa já me parece outra na sociedade. Uma pesquisa recente mostra que 48% da população brasileira acreditam que o impeachment foi um golpe. Por mais que haja uma derrota do PT no campo judicial, há talvez um prenúncio de vitória na narrativa que se construiu”, afirma o cientista político Michael Mohallem, professor da FGV Direito Rio, ao explicar os dois momentos vividos pelo partido.
A queda no número de filiados não atingiu apenas o PT. Ainda conforme os números do TSE, desde 2002, o MDB, partido do presidente da República, Michel Temer, também perdeu simpatizantes e só começou a se recuperar em 2009. Hoje, ocupa o primeiro lugar no número de filiados, com cerca de 2,4 milhões de pessoas. Em seguida vêm PT, com os 1,5 milhão já mencionados, e PSDB, com 1,4 milhão.
Em 2002, os três partidos, junto com o PP, tinham 49,5% do total de filiados, ou seja, 5,5 milhões dos 11,1 milhões à época. Em números atuais, o número é de 16,8 milhões, o que significa uma redução na representatividade das siglas de 17%. Ainda segundo O Globo, a participação das quatro siglas no montante é de 41%.
A explicação se deve, além dos casos de corrupção, à criação de novos partidos, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a fidelidade partidária, na década passada, que passou a punir com a perda de mandato os parlamentares que optassem por mudar de partido. Não havia restrição, no entanto, para a migração a legendas recém-criadas.
“Em 2007, o TSE diz, e o Supremo confirma que, quando o sujeito muda de partido, ele perde mandato. Foi criada uma exceção, que se tornou uma válvula de escape, que é a criação de novos partidos. Isso caiu em 2017 e mudou. Mas, até então, era a regra: são dez anos em que os candidatos insatisfeitos com o seu partido poderiam mudar para novas legendas, além do incentivo do fundo partidário”, avalia Mohallem.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com a prerrogativa de foro para congressistas ampliou as opções de “plano B” no PT caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja impedido de disputar a eleição.
De acordo com a Coluna do Estadão, a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, entrou na lista de cotados. A senadora tem sinalizado que irá disputar vaga de deputada federal, mas, sem a garantia de que manterá seus casos no STF, pode acabar assumindo a vaga de candidata ao Planalto. o ex-governador da Bahia Jaques Wagner planeja disputar o Senado e diz que não aceitará outra missão.
Ainda segundo a coluna, Gleisi e Wagner seriam os únicos que, na avaliação de Lula, teriam coragem de assinar o indulto para livrá-lo da prisão e de rever a lei da delação premiada. Fernando Haddad não cumpriria tarefas como essas.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) condenou o vereador David Salomão (PTC) por propaganda antecipada e determinou multa no valor de R$10.000,00 a ser paga.
De acordo com a condenação, o vereador teria infligido a legislação eleitoral “por meio de diversos outdoors instalados nas Avenidas Juracy Magalhães, Luiz Eduardo Magalhães e Olívia Flores, exibindo sua imagem, nome e o cargo de deputado federal ao qual pretende concorrer nas próximas eleições”.
Ainda segundo o site Bahia.ba, o TRE já havia determinado a retirada dos outdoors no início de maio a pedido da Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE-BA). “Ressalta que o cenário delineado demonstra, da forma como estruturada a publicidade, por meio de equipamentos de forte impacto visual e elevado custo, instalados em pontos estratégicos da cidade, o real objetivo de apresentar à população seus propósitos eleitorais, gerando desequilíbrio na disputa das próximas eleições”, afirma a ação.
Pré-candidato a presidente da República, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem articulado para tentar conquistar o apoio do PP.
Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Alckmin mandou, na semana passada, um enviado conversar com o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira.
Além de Alckmin, o PP tem recebido recados também do presidenciável Ciro Gomes (PDT). O PP, no entanto, espera a movimentação política para apoiar o candidato com mais chance de vitória.
Pré-candidato ao governo da Bahia pelo MDB, o ex-ministro João Santana disse, na manhã de hoje (3), que “metade da chapa já está mais ou menos montada”, mas não quis relever os nomes.
Em entrevista ao Metro1, o emedebista declarou que um senador e o suplente da composição estão pré-definidos, no entanto, afirmou que não poderia divulgar porque pode haver mudança no futuro.
“Prefiro manter a discrição.Temos conversa com quatro partidos. Então, pode ser que a gente tenha mudanças na chapa para dar espaço esses partidos. Mas posso dizer que os dois nomes previamente escolhidos são muito capazes e têm um estatura moral”, afirmou.
Sobre a candidatura do ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), ao Palácio do Planalto, João Santana disse que vai ser de “grande importância” para o partido.
“A candidatura dele será de grande importância para a nossa candidatura, e a nossa reciprocamente seŕa de grande utilidade para a dele”, frisou.
As autoridades que negociaram com líderes de caminhoneiros relatam o temor de alguns deles com o que virá depois da paralisação.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, muitos manifestavam receio de represálias do governo e da polícia.
De acordo com um dos negociadores, que não teve a identidade revelada, eles saberiam que, terminada a greve, “a vida continua” e ninguém os socorreria no caso de prisão, por exemplo.
O clima de apreensão, além do cansaço natural de quem estava nas estradas, teria ajudado a quebrar o ânimo dos mais resistentes.
O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, condenou os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves por desvios de dinheiro do Fundo de Investimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), administrado pela Caixa Econômica Federal.
Cunha foi condenado a 24 anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. Henrique Eduardo Alves foi condenado a oito anos e oito meses de prisão por lavagem de dinheiro. Henrique Alves foi absolvido pelo suposto crime de corrupção.
Segundo O Globo, Vallisney determinou ainda que Cunha devolva à União R$ 7 milhões a título de reparação de danos causados aos cofres públicos. Henrique terá que pagar R$ 1 milhão
A defesa de Eduardo Cunha informou à TV Globo que vai recorrer, acrescentando que a sentença é “fantasiosa” e baseada em delações premiadas sem provas. Os advogados de Henrique Alves informaram que também vão recorrer, acrescentando que o cliente é inocente.
Pedro Parente pediu demissão da presidência da Petrobras nesta sexta-feira. O pedido foi formalizado hoje, de acordo com a empresa. Ao longo do dia, o conselho de administração da petrolífera controlada pelo governo brasileiro vai analisar a possibilidade de nomear um presidente interino. Parente tinha contrato com a Petrobras até março de 2019.
Em dois anos à frente da Petrobras, Parente liderou uma reestruturação da companhia que incluiu a renegociação da sua dívida e uma nova política de preços, com ajustes até diários da gasolina e do diesel, acompanhando a flutuação do petróleo no mercado exterior. Essa estratégia foi bastante criticada durante a greve dos caminhoneiros na semana passada, que levou o governo Michel Temer (PMDB) a suspender os reajustes do diesel por 60 dias, com compensação para a petroleira.
Após o anúncio da saída de Parente, a B3 suspendeu as negociações com as ações da Petrobras. As ADRs da companhia na bolsa de Nova York estão em queda de 8,6% às 11h45.
As ações da BRF, por sua vez, também entraram em leilão após grande aumento no volume de negociações por consequência da notícia. Parente é presidente do conselho de administração da fabricante de alimentos e cotado como possível novo presidente executivo da empresa.
O fato relevante da Petrobras divulgado nesta sexta-feira diz o seguinte:
“A Petrobras informa que o senhor Pedro Parente pediu demissão do cargo de presidente da empresa na manhã de hoje. A nomeação de um CEO interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras ao longo do dia de hoje. A composição dos demais membros da diretoria executiva da companhia não sofrerá qualquer alteração. Fatos considerados relevantes serão prontamente comunicados ao mercado”.
Fonte: Exame
A crise no governo do presidente Michel Temer (MDB) provocada pela greve dos caminhoneiros deixou o chefe do Palácio do Planalto “triste e angustiado”, segundo relatos de aliados à coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.
Temer ficou com receio de que o governo sucumbisse ao levante dos caminhoneiros. Avaliou que estava contra a parede e isolado, pois não tinha o suporte dos chefes do Legislativo e do Supremo.
Além disso, os governadores concentrados resolveram atacar o governo de Temer. Em desabafos, Temer chegou a indagar se mais ninguém percebia que o momento requeria união.
O cantor baiano Gilberto Gil vai prestar depoimento como testemunha no processo sobre o sítio de Atibaia, informou o UOL. O pedido foi feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autorizada pelo juiz Sergio Moro.
O ex-ministro da Cultura no goverdo de Lula vai depor no dia 11, às 14h, por videoconferência feita no Rio. A defesa pediu que Gil substituísse Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento, como testemunha.