Após sobrevoar as principais localidades atingidas pelas fortes chuvas da última semana no extremo sul da Bahia, o governador Rui Costa (PT-BA) anunciou medidas para recuperação dos municípios, a exemplo da reconstrução de casas e da abertura de linha de crédito para apoiar comerciantes atingidos.
“Vamos, a partir de agora, progressivamente, com a redução da água, iniciar a recuperação das cidades e a reconstrução de muitas casas para quem perdeu suas residências. Vamos atuar para minimizar os danos causados. Amanhã [segunda], vamos fazer uma grande reunião com órgãos e secretarias estaduais para deliberar novas ações”, avisou o governador.
Ele também adiantou que conversará com a Secretaria da Fazenda para ver qual o apoio o governo dará para o comércio. “Vou me reunir também com a Desenbahia para avaliar uma linha de crédito para essas cidades onde os comerciantes perderam tudo, para que eles possam recomeçar”, acrescentou Rui.
Um levantamento da Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) junto aos municípios apontou que as chuvas afetaram diretamente a vida de 69.198 pessoas. Até o momento, foram cinco mortos e 175 feridos. Há 6.472 desalojados e 3.744 desabrigados.
Força-tarefa
Durante a visita, o governador acompanhou os danos causados aos municípios e o trabalho da força-tarefa mobilizada pelo governo estadual, que segue atuando na região. O petista aproveitou também para conversar com prefeitos e moradores das regiões afetadas.
“Quero agradecer a todos os agentes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, da Polícia Militar e, especialmente, aos voluntários, muitos deles, inclusive, que não são servidores públicos. Há um sentimento forte de apoio e solidariedade e a população de toda a Bahia também tem ajudado muito fazendo doações”, frisou.
Ao lado de Rui estavam o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti. “Foi um desastre em que as perdas foram muito grandes e, infelizmente, essas tragédias sempre acabam afetando mais as pessoas mais simples. Muita gente perdeu tudo que tinha. Vamos buscar rapidamente que sejam disponibilizadas verbas para socorrer essas pessoas. Espero que o Governo Federal também se manifeste, até porque é sua obrigação numa emergência como essa”, pontuou Wagner.
O secretário Marcus Cavalcanti, por sua vez, citou as ações que estão sendo executadas pela Seinfra para liberar estradas, pontes e acessos que foram danificados pelas enchentes. “Nossas equipes já estão trabalhando desde o início do período de chuvas. Dos três pontos de interrupção na estrada que liga a BR 101 a Jucuruçu, nós já liberamos dois, e o terceiro deve ser liberado até o início da noite deste domingo [12]”, iniciou Cavalcanti.
Ele afirmou que, no município de Prado, estão sendo realizados trabalhos para recuperar o acesso da ponte, com o aterro que cedeu. A previsão de conclusão é ainda neste domingo.
“Logo depois, começamos o trabalho para recuperar as três interrupções que temos na estrada entre Itamaraju e Prado. A estrada entre Alcobaça e Teixeira de Freitas já liberamos o tráfego e vamos também, junto com o governador, definir outras formas de apoio na recuperação de infraestrutura desses municípios”, completou Cavalcanti.
Considerado como um dos maiores problemas para os gestores das médias e grandes cidades, o transporte público é uma das pautas da mobilização promovida pela Frente Nacional de Prefeitos, denominada de Dia D, ocorrida nesta quarta-feira (8), em Brasília. A prefeita Sheila Lemos, que é vice-presidente da FNP para a região Nordeste, participou do movimento, que teve reuniões na Câmara dos Deputados, Senado e em ministérios.
No geral, além da articulação por parceria para resolver o gargalo do transporte público, os gestores querem obter do Governo Federal apoio para o enfrentamento das diversas dificuldades enfrentadas pelos municípios por conta de queda de arrecadação, aumentos nos preços de insumos e insuficiência de recursos para manter índices de investimentos, por exemplo, na educação.
Os governantes presentes em Brasília afirmam que os municípios pedem “socorro” em relação ao transporte público urbano e que uma articulação federativa é necessária para que o setor não entre em colapso. A FNP teme que haja a descontinuidade do serviço, decorrente do subfinanciamento do sistema causado, especialmente, pelo aumento de 60% do diesel em 2021, queda no número de usuários e desequilíbrio financeiro dos atuais contratos.
“O sistema de transporte está à beira do abismo. Sem catastrofismo, se não houver um olhar sensível em relação a essa pauta, vamos viver, já em março, um cenário ainda pior que o de 2013”, alertou o prefeito de Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira, presidente da FNP.
Para a prefeita, a questão do transporte público em Vitória da Conquista é ainda mais delicada e tem exigido medidas do Governo Municipal para a sua manutenção, além da necessidade de aumentar da quantidade de passageiros transportados, como forma de tornar o setor atrativo para empresas, já que a Prefeitura abrirá licitação ano que vem. Sheila destacou que a Prefeitura vem fazendo todos os esforços para oferecer um transporte público de qualidade, com aporte financeiro do Tesouro Municipal, mas que a situação não é fácil.
“A gente quer que o transporte coletivo urbano tenha qualidade, rapidez, sem onerar excessivamente o usuário e temos investido nisso, inclusive baixando a passagem, mas ainda há um logo caminho e, assim, como os demais municípios, queremos que o Governo Federal apresente alternativas para ajudar os municípios a sair desse sufoco”, disse a prefeita.
Encaminhamentos positivos – Alguns indicativos positivos da mobilização já puderam ser conhecidos. Em reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ele se comprometeu a discutir, já nesta quinta-feira, 9, uma proposta para apresentar ao governo federal. A ideia é ter uma medida provisória que trate da questão da gratuidade no transporte público, de forma com o aporte de R$ 5 bilhões da União.
O líder do governo na Cânara dos Deputados, Ricardo Barros também garantiu seu compromisso de ajudar prefeitos e prefeitas e disse que vai tratar do assunto do transporte público com o governo Bolsonaro para que a União possa arcar com a gratuidade dos idosos, como previsto no estatuto.
Durante a Sessão Ordinária desta quarta-feira, 08, o vereador Fernando Jacaré (PT) iniciou a fala ressaltando o grande número de homenagens por parte da Câmara Municipal a projetos sociais de Vitória da Conquista.
Jacaré afirmou que os parlamentares precisam se empenhar para apoiar essas iniciativas porque elas salvam vidas e aliviam momentos difíceis de famílias, em especial, na periferia. “O vereador tem que cumprir seu papel fiscalizador, mas também tem que dar atenção e valorizar projetos sociais na cidade”, afirmou.
O edil destacou que os bairros que não receberam pavimentação e drenagem estão sofrendo com o grande volume de chuvas no município, e citou o Bairro Renato Magalhães que não recebeu todas as obras aprovadas no Finisa II. “É uma sensação de que fomos enganados”, disse.
O vereador afirmou que só algumas ruas receberam os investimentos e a Comissão de Obras da Câmara está empenhada em fiscalizar, esperando uma resposta da prefeitura sobre o que aconteceu com o dinheiro e quando as obras de pavimentação da localidade serão concluídas.
Por fim, Jacaré salientou que as emendas impositivas dos vereadores são benefícios para a comunidade, independente de ideologia de cada um, e todos querem garantir a execução do que qualificou como “compromissos com a população”.
Durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC), realizada na manhã desta quarta-feira, 8, o vereador Adinilson Pereira (MDB) lamentou os antigos e acumulados problemas de infraestrutura do Bairro Lagoa das Flores. Ele informou que esteve com a prefeita Sheila Lemos para tratar desses problemas e viu “muita preocupação no semblante dela nesse período de chuva que atinge a cidade”. O vereador ressaltou algumas sugestões feitas à prefeita. “Pedimos mapeamento das áreas alagadas no bairro Lagoa das Flores e fiscalização para impedir construções nessas áreas até que haja uma drenagem adequada”, disse.
Adinilson destacou o trabalho realizado em prol do Bairro Lagoa das Flores e apresentou vários documentos cobrando solução para essas demandas. “Temos aqui documentos desde o ano de 2013, quando o governador era ainda Jaques Wagner. Em todos eles, pedimos intervenção e solução para essa questão”, afirmou.
O parlamentar destacou ainda uma manifestação ocorrida no bairro, essa semana, interditando temporariamente a BR-116. O protesto serviu para chamar atenção para o problema. “Não vou cansar de lutar. Enquanto morador desse bairro, me preocupa essa situação. Precisamos de pavimentação, saneamento e tantas outras melhorias. Vou seguir lutando para que isso aconteça”, afirmou.
Pereira encerrou o pronunciamento cobrando melhorias de infraestrutura para os distritos de José Gonçalves e São Sebastião.
Durante discurso na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC), realizada na manhã desta quarta-feira, 8, o vereador Luciano Gomes cobrou mais atenção para com os problemas da cidade. “Vitória da Conquista é uma cidade que tem enfrentado muitos problemas sérios”, disse ele, e completou: “Semana passada relatávamos alguns transtornos que a chuva trouxe. Me surpreende muito, com tanta coisa pra discutir, utilizarem-se da Tribuna dessa Casa para falar da vida pessoal das pessoas”.
Para o parlamentar, o destino dos salários dos secretários é questão pessoal deles. “Até que me provem o contrário, o secretário faz do salário dele o que ele quiser, é um direito dele”, avaliou.
Luciano Gomes pediu cuidado com a exposição das pessoas, mesmo àquelas que exercem função pública. “Não devemos nunca colocar o nome das pessoas de maneira pejorativa. Todo mundo tem família, as famílias sofrem com isso”, disse. “Se deve, tem que punir, mas nunca lançar o nome das pessoas ao vento sem ter uma prova”, finalizou.
O ex-deputado federal e a principal liderança do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, voltou a mídia conquistense nesta quarta-feira (08), em entrevista concedida ao UP Notícias, da Rádio UP.
Durante a sua fala, o emedebista cravou que a vereadora Lúcia Rocha, do MDB, vai sair vitoriosa da sua pré-candidatura a deputada estadual.
Além disso, estendeu tapete vermelho para o filho do ex-prefeito Herzem Gusmão, o médico Danilo Gusmão, como pré-candidato a deputado federal.
Em sua fala na sessão da Câmara de vereadores na manhã desta quarta-feira (08), o vereador Augusto Cândido ( PSDB), ressaltou que, embora seja a favor da vacinação contra COVID-19, não acredita que seja necessário o passaporte da vacina para entrada no parlamento conquistense e que a decisão “fere a Constituição federal dos cidadãos”. O edil ainda reafirmou que o passaporte da vacina não é “atestado de moralidade” e que não acredita na medida como algo relevante no legislativo.
A partir da próxima segunda-feira (13), de acordo com decreto feito pelo presidente da Câmara, Luís Carlos Dudé, será obrigatório a apresentação do passaporte de vacina para entrada no parlamento municipal.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, nesta terça-feira (7), que é “melhor perder a vida do que perder a liberdade” ao justificar medidas tomadas pelo governo Jair Bolsonaro (PL) de combate à pandemia da Covid-19.
A declaração de Queiroga, reproduzida de uma fala já feita pelo presidente, em março, ocorreu durante coletiva de imprensa realizada em Brasília.
“Nós queremos ser, sim, o paraíso do turismo mundial. E vamos controlar a Saúde, fazer com que a nossa economia volte a gerar emprego e renda. Essa questão da vacinação, como realcei, tem dado certo porque nós respeitamos as liberdades individuais. O presidente falou agora há pouco: ‘às vezes, é melhor perder a vida do que perder a liberdade'”, disse Queiroga.
A frase foi usada por Queiroga para justificar a não adoção do governo brasileiro ao passaporte da vacina, uma das recomendações feitas em novembro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para conter a chegada de novas variantes do coronavírus e eventuais ondas da doença ao país.
O passaporte sanitário já é adotado em algumas cidades como forma de permitir a reabertura de bares, restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos de forma segura. Recentemente, devido à preocupação com a variante ômicron do coronavírus, a Anvisa recomendou que o governo federal exija a vacinação contra a Covid-19 para entrada no Brasil, como já fazem muitos países.
Apesar de ignorar o passaporte, o governo brasileiro anunciou que irá impor a quarentena de cinco dias e teste RT-PCR a viajantes não vacinados que queiram entrar no país. As autoridades, no entanto, não explicaram como será feito o processo de isolamento dessas pessoas.
“Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas e, a partir daí, impor restrições. Até porque a ciência já sabe que a vacina não impede totalmente a transmissão do vírus”, afirmou Queiroga.
“Então, nós, depois de fazermos uma análise detida de toda a documentação com grupo técnico, decidimos que o RT-PCR seria utilizado [como já vem sendo utilizado desde o início da pandemia, com 72 horas antes do embarque] e requerer que os indivíduos não vacinados cumpram uma quarentena de cinco dias e, após essa quarentena, eles realizariam o novo teste”, completou o ministro da Saúde.
Se esse teste der negativo para Covid-19, o viajante então será liberado.
No dia 26 de novembro, a OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou a descoberta de uma nova cepa do SARS-CoV-2, batizada de ômicron, variante de preocupação (VOCs), a quinta classificada dessa forma.
Mas essa nova variante surpreendeu os cientistas pelo número oito vezes maior de mutações de outras cepas já classificadas como de preocupação, além da velocidade de contágio.
Horas depois, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, informou que o Brasil fecharia as fronteiras aéreas para seis países da África por causa da ômicron. A restrição afeta os passageiros oriundos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.
A Anvisa, no entanto, recomendou que a restrição fosse feita a mais quatro países: Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.