O filme entre fevereiro e maio de 2025. Um dos documentos citados aponta transferência de US$ 2 milhões para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e ligado a um advogado de Eduardo Bolsonaro. (Globo)
Em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter usado o dinheiro que pediu a Vorcaro para bancar as despesas pessoais do irmão, mas admitiu ter mentido ao negar relações com o ex-dono do Master, alegando que estava vinculado a uma cláusula de confidencialidade relacionada ao financiamento de Dark Horse. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual?”, declarou o senador, ao ser questionado sobre entrevistas anteriores nas quais dizia não ter contato com Vorcaro nem haver ligação da família Bolsonaro com o banqueiro. Flávio insistiu, porém, que sua relação com Vorcaro era “exclusivamente” ligada ao financiamento do filme. (g1)
Apesar de afirmar que sua relação com Daniel Vorcaro se resumia a financiar Dark Horse, Flávio Bolsonaro tentou organizar um encontro entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o banqueiro do Master para a exibição de um documentário em Brasília. Flávio e o deputado Mario Frias (PL-SP) queriam levar Jair Bolsonaro à casa do banqueiro para assistir ao documentário A Colisão dos Destinos. O encontro acabou não
acontecendo. (Intercept Brasil)
Já a Go Up, produtora de Dark Horse negou ter recebido recursos de Vorcaro para financiar Dark Horse. Karina Ferreira da Gama, sócia-executiva da empresa, afirmou que a produção conta apenas com investimentos estrangeiros e que não há qualquer vínculo financeiro com Vorcaro ou empresas ligadas ao banqueiro. Segundo ela, Flávio pode ter buscado apoio privado por iniciativa própria, mas isso não teria resultado em contratos, transferências ou negociações formais. Karina também controla organizações culturais beneficiadas por emendas parlamentares de deputados do PL, entre eles, Mario Frias. Ele é produtor-executivo do longa e também negou que tenha havido repasses financeiros do banqueiro para a produção. (Folha)
A ligação entre Frias e Karina Ferreira anda na mira do STF. O tribunal tenta há mais de um mês intimar o deputado para que ele preste esclarecimentos sobre possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por ela. A investigação foi aberta após representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que pediu apuração sobre repasses de recursos públicos ao que classificou como um “ecossistema” de empresas e organizações ligadas à produção do filme Dark Horse. (g1)
Além disso, a empresa Entre Investimentos e Participações, apontada como intermediadora de pagamentos do Banco Master para o filme, movimentou ao menos R$ 139 milhões para empresas investigadas pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro e ligação com esquemas criminosos ligados ao PCC e à máfia italiana. (Globo)
E o diretor americano Oliver Stone negou que seu documentário Lula tenha recebido qualquer recurso de Daniel Vorcaro, em resposta a movimentações de aliados bolsonaristas que tentavam associar o ex-banqueiro também a produções ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Folha)
Uma curiosidade. O valor que teria sido solicitado por Flávio Bolsonaro a Vorcaro para financiar Dark Horse coloca a produção entre os projetos cinematográficos mais caros já associados ao mercado brasileiro. É muito até para padrões internacionais. Com US$ 24 milhões, seria possível financiar diversos vencedores recentes do Oscar de melhor filme, incluindo produções independentes como Parasita, Moonlight e Anora. (InfoMoney)
Fora do circuito policial-financeiro cinematográfico, o pedido de Flávio a Vorcaro segue movimentando o meio político. Nesta quinta-feira, o presidente Lula se manifestou pela primeira vez sobre o caso. “Eu não vou comentar. É um caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procuradorgeral. O meu caso é tratar do povo brasileiro, tratar da Petrobras e tratar do emprego”, disse Lula. (g1)
Embora o comando de campanha de Flávio Bolsonaro procure passar a ideia de normalidade, Guilherme Amado conta que parte do Centrão considera a candidatura do senador enterrada e já trabalha com a hipótese de lançar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) à Presidência, tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice. (Amado Mundo)
Outro grupo irritado com o áudio de Flávio e Vorcaro é formado por pastores de grande atuação política. Em grupos de WhatsApp, o clima é de revolta, e já se fala em migrar o apoio para Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), embora este desperte menos entusiasmo. (Folha)
Para completar, a Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, em mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes e esquemas de proteção ligados ao Banco Master. A prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a investigação, Henrique era apontado como um dos beneficiários de recursos movimentados pelo filho, que teria realizado depósitos diretamente em suas contas bancárias. Além de Henrique Vorcaro, um agente da Polícia Federal também foi preso. Entre os alvos das buscas estão ainda um delegado e um agente aposentado da corporação. (CNN Brasil)
INTERNACIONAL
Donald Trump encerrou nesta madrugada sua visita-relâmpago à China sem levar na bagagem qualquer acordo sobre os temaschaves, como a situação de Taiwan e a guerra no Irã. O presidente dos Estados Unidos afirmou que “muitos problemas” foram resolvidos e que diversos acordos comerciais foram fechados, mas os números mostram que, com a China mais autossuficiente, o volume de negócios foi bem menor que na
visita anterior, em 2017. (CNN)
Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil indicam que o senador Flávio Bolsonaro atuou diretamente nas negociações para que o banqueiro Daniel Vorcaro financiasse Dark Horse, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem, Vorcaro teria se comprometido a desembolsar US$ 24 milhões para aprodução cinematográfica. Documentos e registros de transferências apontariam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. Em uma das mensagens reproduzidas pela publicação, enviada em 16 de novembro de 2025, Flávio escreveu a Vorcaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”. No dia seguinte à troca de mensagens, Vorcaro foi preso ao tentar deixar o país. Pouco depois, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central. De acordo com o Intercept, as negociações envolveram ainda o deputado cassado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro. Ouça aqui os áudios entre Flávio e Vorcaro. (Intercept Brasil)
Em nota, Flávio confirmou ter pedido recursos a Vorcaro, mas afirmou que o episódio se tratou de “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. Segundo o senador, não houve uso de recursos públicos, intermediação de negócios com o governo ou oferta de contrapartidas em troca do apoio f inanceiro ao projeto cinematográfico. Flávio voltou a cobrar a instalação de uma CPI para investigar o caso Banco Master. (CNN Brasil)
O problema é que a produtora Go Up Entertainment, responsável por Dark Horse, soltou uma nota dizendo não ter recebido “ único centavo” de Vorcaro. (Metrópoles)
O caso já provoca forte desgaste na précampanha presidencial de Flávio Bolsonaro e acendeu o alerta entre aliados sobre sua capacidade de enfrentar uma disputa nacional. Nos bastidores da direita, a avaliação é que o episódio expôs fragilidades políticas de Flávio diante de ataques típicos de campanhas majoritárias, especialmente por envolver um acusado de operar um esquema bilionário de fraudes financeiras. O mercado financeiro reagiu mal, com o dólar disparando mais de 2% e a bolsa caindo 1,8% — uma das maiores quedas diárias do ano. (g1)
Em grupos de mensagens, conta o Radar, bolsonaristas já defendem substituir Flávio por sua madrasta, Michelle Bolsonaro, que pretende concorrer ao Senado pelo Distrito Federal. (Veja)
A reação também foi imediata entre précandidatos da direita e da centro-direita à Presidência da República. Romeu Zema (Novo) classificou o episódio como “imperdoável” e afirmou que a cobrança de recursos ao banqueiro representa um “tapa na cara dos brasileiros de bem”. Já Ronaldo Caiado (PSD) cobrou “clareza” e “transparência” sobre a relação entre Flávio e Vorcaro. (Estadão)
Já o PT prepara uma ofensiva política e digital contra Flávio após a divulgação de áudios e mensagens que mostram o parlamentar cobrando recursos de Vorcaro. A estratégia petista inclui pressionar pela instalação da CPMI do Banco Master e ampliar a exploração do caso nas redes sociais, associando Flávio e a família Bolsonaro às fraudes investigadas no caso Master. (Folha)
Enquanto isso, investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República avaliam devolver a proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro por considerarem que o material entregue até agora não trouxe fatos novos relevantes para as investigações da Operação Compliance Zero. A percepção inicial de parte dos investigadores é de que a colaboração apresentada por Vorcaro tem caráter mais defensivo do que efetivamente colaborativo. (Estadão)
Pedro Doria: “Eu não vejo como Flávio Bolsonaro possa se recuperar. Implorando por dinheiro para Daniel Vorcaro. A sensação é que estamos, hoje, perante um daqueles momentos que decidem o rumo de umaeleição”. Confira a análise no Ponto de Partida. (Meio)
Malu Gaspar: “A reportagem do Intercept Brasil mostrou ainda que o dinheiro para o f ilme de Bolsonaro não foi aportado como patrocínio aberto e transparente, e sim por meio de uma empresa laranja. É fácil ver o potencial do caso Master para transformar a eleição de outubro numa carnificina típica de Quentin Tarantino, para usar a metáfora cinematográfica”. (Globo)
Flavia Tavares: “Em sua nota de defesa, Flávio Bolsonaro não explica, entre outras coisas, por que chama Vorcaro de irmão e por que estará ‘sempre com ele’, isso tudo na véspera da prisão do banqueiro.” (Instagram)
Enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta a maior crise de sua pré-campanha à Presidência da República, o Palácio do Planalto comemora as últimas pesquisas eleitorais. O levantamento da Genial/Quaest ( íntegra) divulgado nesta quarta-feira mostra que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reverteu a tendência de queda e subiu de 43% para 46%, acima da margem de erro de dois pontos. Na mesma medida, a reprovação recuou de 52% para 49%. No cenário eleitoral, embora persista o empatetécnico no segundo turno, Lula ultrapassou numericamente Flávio Bolsonaro: 42% a 41%. (UOL)
E o governo tratou de engordar o pacote de bondades econômicas de olho nas eleições de outubro. Dessa vez o Planalto anunciou uma nova medida provisória para tentar conter a alta dos combustíveis, principalmente da gasolina e do diesel, em meio à disparada do preço do petróleo no mercado internacional. A MP cria um benefício tributário sobre a Cide e o PIS/Cofins incidentes sobre combustíveis produzidos no Brasil ou importados. A estimativa inicial do governo é que o subsídio para a gasolina fique entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro. (g1)
Enquanto isso… Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (PP-PB), fecharam acordo para avançar com a PEC que prevê o f im da escala 6×1 de trabalho. Pelo entendimento costurado entre o Palácio do Planalto e a Câmara, a proposta estabelecerá jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de folga e manutenção dos salários dos trabalhadores. A PEC tramita atualmente em comissão especial da Câmara e a expectativa é que seja votada ainda neste mês. (Poder360)
INTERNACIONAL:
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido nesta madrugada na China com festa, pompa e alertas. Xi Jinping, em seu discurso de boas-vindas, saudou uma nova era nas relações entre os dois países baseada em “laços estáveis e competição gerenciável”, mas avisou que o apoio americano a Taiwan, tratada pelo governo chinês como uma província rebelde, pode levar a uma “situação muito perigosa”. A Casa Branca ainda não se manifestou sobre as declarações. (CNN)
A defesa da democracia e o papel das políticas públicas de incentivo à cultura marcaram a mesa redonda “Cultura e Democracia”, realizada na noite desta terça-feira (12), no Auditório Magalhães Netto, na sede da Academia de Letras da Bahia, em Salvador. O encontro reuniu representantes do meio acadêmico, cultural e político em torno do debate sobre a relação entre produção cultural, cidadania e fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
Representando a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, o deputado estadual Zé Raimundo Fontes compôs a mesa, reforçando a importância do compromisso das instituições públicas com a promoção da cultura, da educação e da democracia.
Atual presidente da Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle da ALBA, Zé Raimundo destacou, durante sua participação, a necessidade de fortalecimento das políticas públicas culturais e da ampliação do acesso ao livro, à leitura e às manifestações artísticas, especialmente no interior do estado.
O parlamentar também ressaltou o papel da cultura e da educação como instrumento de resistência democrática, formação crítica e valorização da cidadania. “A democracia precisa passar, talvez muito, pela educação. Se não apontarmos nossas reflexões e nossos fazeres acadêmicos para pensar e repensar o Brasil, o saber continuará concentrado em poucas mãos, como privilégio. Precisamos ter coragem de inventar caminhos para uma democracia mais ampliada e verdadeiramente participativa”, afirmou Zé Raimundo.
Falando em nome da presidente da da Assembleia Legislativa, ele destacou a produção editorial da Alba Cultural, que tem prestigiado autores e a cultura baiana, com a publicação de livros.
Zé Raimundo também falou do trabalho e investimento que desenvolve em parceria com o deputado federal Waldenor Pereira, apoiando a realização de mais de 12 feiras literárias no interior do estado, dentre as quais a Fligê, em Mucugê, e a FliConquista, em Vitória da Conquista. Como também no apoio festivais culturais e de cinema nas escolas e outras atividades culturais.
A abertura do evento foi conduzida pelo presidente da Academia, Aleilton Fonseca, que destacou a trajetória da instituição como espaço permanente de defesa da cultura e da democracia. “A Academia de Letras da Bahia tem sido, ao longo de seus 109 anos, um espaço exemplar de cultura e democracia: uma casa da cultura, uma casa da democracia”, afirmou. Em sua fala, Aleilton ressaltou ainda que “não há democracia substancial sem cultura crítica”, defendendo o papel da educação, das artes e da literatura na formação cidadã e na preservação das liberdades democráticas.
A mesa foi coordenada pelo professor e acadêmico Ordep Serra, que abriu o debate enfatizando a necessidade de enfrentamento de ameaças à democracia. A mesa reuniu ainda o escritor e militante do MST Víctor Passos Lopes; a ex-presidenta da Fundação Nacional de Artes e pré-candi
data a deputada federal Maria Marighella; e Gabriela Sanddyego, Diretora das artes da Fundação Cultural da Bahia, represendo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro.
Os participantes destacaram a importância do diálogo entre instituições culturais, universidades e Poder Legislativo na construção de políticas permanentes de incentivo à cultura, especialmente diante dos desafios contemporâneos à democracia e à diversidade cultural brasileira.
A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer numericamente no país, embora a desaprovação ainda permaneça maior. Segundo o levantamento, 46% dos brasileiros aprovam o governo, enquanto 49% desaprovam a gestão petista.
O resultado representa uma melhora em relação ao levantamento anterior, de abril, quando Lula registrava 43% de aprovação e 52% de desaprovação. A pesquisa indica redução da diferença entre os índices após meses de estabilidade.
O desempenho do presidente segue mais forte no Nordeste, entre beneficiários do Bolsa Família, católicos, mulheres e eleitores acima de 60 anos. Já a desaprovação é maior entre homens, evangélicos, eleitores de maior renda e moradores das regiões Sul e Sudeste.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, em entrevistas presenciais realizadas em 120 municípios distribuídos pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste/Norte. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O ministro do STF Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um discurso em defesa da democracia e do sistema eletrônico de votação brasileiro. Responsável por comandar a Corte nas eleições de 2026, Nunes Marques afirmou que o modelo brasileiro de urnas eletrônicas representa um “patrimônio institucional da democracia” e destacou a confiabilidade do sistema eleitoral do país. “No tocante à recepção e à apuração dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo”, declarou o ministro durante a cerimônia de posse, diante tanto do presidente Lula quanto de nomes de destaque do bolsonarismo, como a ex-primeira-dama Michelle. A fala ocorre em meio à persistência de ataques e questionamentos ao sistema eletrônico de votação por setores políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou Nunes Marques ao Supremo Tribunal Federal. O ministro também ressaltou que o reconhecimento internacional do modelo brasileiro não impede aperfeiçoamentos permanentes no processo eleitoral. Além de Nunes Marques, o ministro do STF André Mendonça assumiu a vice-presidência do TSE. (g1)
Nos bastidores da posse, a suspensão da dosimetria dominou as conversas entre parlamentares e lideranças da oposição. Em off, interlocutores que conversaram com ministros do STF afirmam que hoje há maioria na Corte para manter a lei, com articulação do próprio relator, Alexandre de Moraes. O principal foco de resistência seria o ministro Cristiano Zanin, embora, segundo essas fontes, as negociações ainda estejam em curso. Relator da matéria na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade) disse ter saído “tranquilizado” de uma reunião com Moraes, que teria indicado expectativa de votação em plenário até o fim de maio. O núcleo bolsonarista, de Flávio Bolsonaro à Michelle Bolsonaro, marcou presença em peso na cerimônia. (Meio)
Flávia Tavares: “Kassio Nunes Marques toma posse como presidente do TSE e assume a responsabilidade pelas eleições 2026. Indicado por Jair Bolsonaro, mas com trânsito livre no governo Lula, o ministro terá seu maior teste: ele é o ‘martelinho de ouro’ que vai pacificar Brasília ou o ‘10% de Bolsonaro no STF’ que vai agir sob medida para o campo que o patrocinou?” Leia a análise completa no Cá entre Nós. (Meio)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue correndo atrás da popularidade a poucos meses da eleição. Dessa vez, o presidente anunciou o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50. A taxação havia sido implementada em agosto de 2024 após aprovação do Congresso e sanção de Lula. De acordo com o Ministério da Fazenda, o fim da taxa já ocorre a partir desta quarta-feira. (CNN Brasil)
Mais cedo, Lula afirmou que o governo só criará um Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC da Segurança pelo Senado, onde a proposta enfrenta dificuldades para avançar. A declaração foi feita durante o lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do governo federal voltada ao combate às facções criminosas, lavagem de dinheiro e tráfico de armas. (g1)
As negociações em torno de uma delação premiada do banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobem cada vez mais alto no telhado do STF à medida que novas revelações vêm à tona por meio de investigações da Polícia Federal. Desta vez, o publicitário Thiago Miranda, sócio do portal Leo Dias e dono da agência Mithi, confirmou à PF os detalhes de um esquema para atacar o Banco Central e defender o Master por meio de influenciadores digitais. De acordo com ele, a ação foi discutida diretamente com Vorcaro. Segundo o publicitário, a ofensiva fazia parte de um plano mais amplo de “gestão de crise” e “marketing de guerrilha” . O projeto foi batizado internamente de “Projeto DV”. (Globo)
O publicitário Marcello Lopes, o Marcellão, escolhido para coordenar a comunicação da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece como integrante da equipe de estrategistas do tal “Projeto DV”. A equipe ainda contava com Thiago Miranda, responsável pelo projeto, e Anderson Nunes, da agência Unltd Network. Marcellão teria recebido R$ 650 mil adiantados de Vorcaro. Ele negou participação na campanha contra o Banco Central e afirmou que os valores recebidos se referem a serviços prestados anteriormente. (Folha)
Os planos elaborados por Thiago Miranda, Marcellão e Anderson Nunes para recuperar a imagem de Vorcaro eram ousados. Entre as ações estava a produção de uma série para streaming inspirada em sua trajetória para plataformas como Netflix ou Globoplay. O plano citava exemplos como produções sobre o ex-jogador de basquete Michael Jordan e o ciclista Lance Armstrong para “recontextualizar” personagens públicos. (Estadão)
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido mantém, por enquanto, o interesse em ter o senador Ciro Nogueira no palanque da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026, apesar do avanço das investigações do caso Banco Master. “Hoje ainda queremos. Até que se prove alguma coisa contra ele. Se provarem alguma coisa contra ele, a conversa muda”, disse Valdemar. Ciro Nogueira se tornou o primeiro parlamentar atingido diretamente pela Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento ao Banco Master. (Estadão)
Em outra frente, a situação é tensa no PL paulista. A ala bolsonarista raiz resiste à escolha para concorrer ao Senado do presidente da Alesp, André Prado (PL), ungido por Eduardo Bolsonaro com aval de Flávio. Favorito de Valdemar e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Prado é visto como um “político do Centrão” pela direita mais radical, que prefere o viceprefeito Ricardo Mello Araújo (PL). (Folha)
O Senado aprovou nesta terça-feira uma versão modificada da medida provisória que renova automaticamente a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de bons condutores. O texto que segue para a sanção do presidente Lula foi alterado na Câmara dos Deputados, incluindo a exigência de exames médicos no processo de renovação — a MP original dispensava os motoristas de todos os procedimentos previstos no Código de Trânsito Brasileiro. Também foi substituída a forma de atualização monetária do preço público dos exames, que será influenciada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou outro índice oficial que venha a substituí-lo. (g1)
Ações serão realizadas em Vitória da Conquista, Nova Fátima, Nazaré e Boquira
Os processos licitatórios para a execução das obras de infraestrutura em quatro diferentes municípios baianos, que são Vitória da Conquista, Nova Fátima, Nazaré e Boquira, a serem realizadas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), foram iniciados com a divulgação do aviso no Diário Oficial do Estado (DOE). As ações são de pavimentação de rodovias e para construção de ponte e de novo terminal rodoviário. Com um investimento previsto de R$ 38,8 milhões, a próxima etapa das licitações, que tiveram os avisos publicados no último sábado (09), será a abertura das propostas em 26 de maio.
No Sudoeste baiano, mais precisamente em Vitória da Conquista, os acessos às BAs 263 e 693 e à BR-116 serão pavimentados em um total de 14,1 km. A obra com investimento estimado de R$ 13,8 milhões facilitará a chegada até as localidades, como Batuque, Vereda do Progresso, Campo Formoso, Veredinha, Abelhas, Inhobim, Queimadas, Matinha, Corta Lote, Poço Verde e Lagoa do Boi. Já em Nova Fátima, na região da Bacia do Jacuípe, o trajeto dos moradores do povoado de São Joaquim até a sede municipal para acesso à saúde, educação e ao setor de comércios e serviços será mais rápido e seguro com o asfaltamento do trecho de 12,3 km. Com o valor previsto de R$ 16,3 milhões, também contemplará o escoamento da produção da pecuária leiteira.
“As obras que conectam os distritos e povoados à malha rodoviária pavimentada do estado são de grande importância não só para a mobilidade dos moradores no dia a dia, mas, também, por serem vetores de desenvolvimento econômico. Com a pavimentação desses trechos, o escoamento da produção agrícola e pecuária local fica garantido, especialmente durante o período de chuvas. Essas intervenções também contribuem para a geração de emprego e renda nas comunidades do entorno dos núcleos agrícolas”, destaca Saulo Pontes, secretário de Infraestrutura.
Ponte sobre o Rio Jaguaripe, em Nazaré
Quando chegar em Nazaré, o deslocamento entre as regiões do Recôncavo e do Baixo Sul baiano será facilitado com a construção de uma nova ponte sobre o Rio Jaguaripe, na passagem urbana do município, que dá acesso à BA-001. A ponte com 61 m de extensão será implantada entre os bairros de Apaga Fogo e Muritiba e atenderá aos 27 mil moradores da região do Recôncavo. As ações vão ajudar na atração de novos negócios para a região, além do desenvolvimento da agricultura local. A obra tem valor estimado de R$ 6,6 milhões.
Novo Terminal Rodoviário de Boquira
Em Boquira, um novo terminal rodoviário será construído pela Seinfra a fim de atender aos mais de 19 mil moradores do município. A licitação para a implantação do equipamento rodoviário, que será feita em um terreno de 9.919,38 m² e contará com 4,7 mil m² de área construída, também foi iniciado no último sábado (09). A estrutura contará com 4 baias ônibus. As ações têm o investimento previsto de R$ 2,1 milhões.
Fonte e foto: Ascom / Seinfra
A Câmara Municipal realizará, no próximo dia 20 de maio de 2026, às 09 horas, uma Sessão Especial Itinerante no SEST/SENAT, com o objetivo de discutir a campanha Maio Amarelo, movimento internacional voltado à conscientização e prevenção de acidentes de trânsito.
A chegada do mês de maio marca o início dessa importante mobilização global, que busca chamar a atenção da sociedade para os altos índices de acidentes e mortes nas vias urbanas e rodovias. Em 2026, o tema oficial da campanha é “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, reforçando a importância da empatia, da atenção ativa e da humanização no trânsito. A proposta é incentivar motoristas, pedestres e ciclistas a adotarem atitudes mais conscientes e cuidadosas, contribuindo para a redução de acidentes, feridos e vítimas fatais.
O Maio Amarelo propõe uma reflexão coletiva sobre comportamentos no trânsito, incentivando atitudes mais responsáveis, empáticas e seguras por parte de todos os usuários das vias. Com o engajamento de governos, empresas e da população, a campanha promove ações educativas que reforçam a importância da preservação da vida. Entre os principais focos estão o respeito às leis de trânsito, a valorização da convivência harmônica e a proteção dos usuários mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas e motociclistas.
Nesse contexto, a realização da Sessão Especial Itinerante no SEST/SENAT se apresenta como um espaço fundamental de diálogo e construção coletiva. O encontro reunirá autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil para debater políticas públicas, ações educativas e medidas preventivas que contribuam para a redução dos acidentes e para a promoção de um trânsito mais seguro.
A iniciativa reforça o compromisso do Poder Legislativo com a defesa da vida e a segurança da população, além de ampliar o debate público sobre um tema de grande relevância social. A expectativa é de que a sessão contribua para fortalecer a conscientização coletiva e incentivar mudanças de comportamento que salvam vidas.
A participação da comunidade é essencial para o sucesso da campanha, uma vez que a transformação no trânsito depende do envolvimento de todos. O Maio Amarelo é, acima de tudo, um convite à responsabilidade compartilhada e ao respeito mútuo nas vias.
Serviço:
Data: 20 de maio de 2026
Horário: 09h
Local: SEST/SENAT
* O Supremo Tribunal Federal promete uma semana agitada. Para além das cerimônias e festividades de praxe por conta da mudança na presidência do TSE, os ministros estão agora sob intensa pressão do Legislativo pela discussão sobre as mudanças na dosimetria das penas aplicadas aos golpistas de 8 de janeiro, aprovadas pelo Senado na semanapassada e suspensas pelo ministro Alexandre de Moraes. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, deve se reunir nos próximos dias com parlamentares para discutir a questão. Segundo interlocutores, Fachin aguarda que Moraes libere o caso para julgamento antes de pautar as ações no plenário, mas sinalizou que a análise não deve demorar após a conclusão da fase inicial do processo. A suspensão determinada por Moraes atingiu, por ora, apenas execuções penais relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. (Folha)
* Em paralelo, o ministro do STF Kassio Nunes Marques foi sorteado como relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar anular a condenação de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A ação, protocolada na última sexta-feira, pede a absolvição de Bolsonaro e sustenta que o julgamento conduzido pela Primeira Turma do Supremo teria apresentado irregularidades. Segundo a defesa, a revisão criminal não está relacionada à nova Lei da Dosimetria aprovada pelo Congresso, mas busca corrigir supostas violações legais no processo já transitado em julgado. (Estadão)
* Caso o pedido de anulação não vingue, osadvogados de Jair Bolsonaro já preparam o pedido de redução da pena, conta Mônica Bergamo, apostando que o Supremo vai manter a decisão do Congresso sobre a dosimetria. (Folha)
* Enquanto isso… A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF a condenação do exdeputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo que condenou seu pai por tentativa de golpe de Estado. Para a PGR, Eduardo fez campanha junto ao governo dos Estados Unidos para impor sanções e tarifas comerciais ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento. Alexandre de Moraes, relator do caso, deu prazo de 15 dias para que a defesa se manifeste. (g1)
* Nunes Marques, aliás, está focado na cerimônia de hoje em que será empossado como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O ministro distribuiu convites a toda a República e chegou a convidar até mesmo ex-presidentes que, nesse momento, cumprem pena, como Jair Bolsonaro e Fernando Collor, ambos em prisão domiciliar após condenações no Supremo. Segundo o TSE, os convites seguiram o protocolo tradicional da Corte, com o envio a todos os ex-presidentes vivos e aos integrantes do Congresso Nacional. A eventual presença deBolsonaro e Collor dependerá de autorização do STF. (g1)
* Ciro Gomes não disputará a Presidência da República em 2026 pelo PSDB e será candidato ao governo do Ceará pela sigla. Ciro telefonou para o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, para agradecer o convite feito pelo partido, mas afirmou que seu projeto político neste ano será a disputa estadual. A previsão é que a pré-candidatura seja lançada oficialmente no próximo sábado. Na conversa, Ciro também sinalizou que pretende ajudar os tucanos na definição do palanque presidencial do partido. A expectativa é de que ele participe de reuniões com dirigentes do PSDB nas próximas semanas para discutir os rumos da legenda na eleição nacional. (Metrópoles)
* Em busca de agendas positivas para tempos eleitorais, o governo federal lança hoje o programa Brasil Contra o Crime Organizado, pacote de medidas voltado ao combate às facções criminosas e ao fortalecimento da segurança pública. A iniciativa será apresentada no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano prevê cerca de R$ 11 bilhõesem recursos, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento federal deste ano e outros R$ 10 bilhões em financiamentos do BNDES para estados que aderirem ao programa. A proposta terá quatro eixos principais: combate ao tráfico de armas, asfixia f inanceira do crime organizado, aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e reforço da segurança no sistema prisional. (g1)
* O senador Ciro Nogueira trocou sua defesa no caso do Banco Master e passou a ser representado pelo advogado Conrado Gontijo, após romper com a banca Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro. A mudança ocorre quatro dias depois de o parlamentar ter sido alvo de buscas da Polícia Federal na nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do STF André Mendonça. Segundo Malu Gaspar, aliados do senador avaliam que a “advocacia ostensiva” de Kakay pode prejudicar o acusado, que não tem bons canais com o STF e a PF. Apesar da troca, a nova defesa segue próxima ao mesmo grupo jurídico. Conrado Gontijo é afilhado de Kakay e mantém relação próxima com o criminalista. (Globo)
* Pedro Doria: “E hoje eu vou te mostrar como Flávio Bolsonaro está ganhando uma eleição que a esquerda ainda acha que está disputando na imprensa. Tem charge da Folha, tem detergente Ypê, tem Ciro Nogueira sem advogado — e tudo isso é a mesma história”. Confira a análise completa no Ponto de Partida. (Meio)
INTERNACIONAL
* O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre Washington e o Irã está “na UTI”, apesar de o acordo seguir formalmente em vigor após um mês de trégua. Segundo Trump, o cessar-fogo está “inacreditavelmente frágil”, em meio a novos episódios de troca de tiros entre forças americanas e iranianas no Estreito de Hormuz. O presidente americano também acusou Teerã de voltar atrás em um entendimento para permitir que os EUA retirassem o estoque iraniano de urânio enriquecido. Trump disse que negociadores iranianos haviam concordado verbalmente com a remoção do material nuclear, mas recuaram ao não incluir o compromisso na proposta mais recente apresentada aos americanos. Do lado iraniano, o porta-voz da chancelaria, Esmail Baghaei, rebateu as críticas e afirmou que a proposta enviada porTeerã contém “demandas razoáveis” e medidas voltadas à estabilidade regional. (CNN)
*A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até que a análise do texto seja concluída pela Corte, foi alvo de críticas dos pré-candidatos de direita e gerou reações no Congresso no f im de semana. Enquanto parlamentares daoposição ameaçam articular uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proponha uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, os presidenciáveis da direita criticaram o ministro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a determinação como uma “canetada burocrática” do magistrado contra uma escolha do Congresso. Já Romeu Zema (Novo), afirmou que Moraes “se considera intocável” e “atropela o Congresso”. E Ronaldo Caiado publicou uma nota dizendo que a suspensão da lei “é um ataque à democracia e à separação dos Poderes”. (Globo)
*A insatisfação não se limitou aos políticos. Alguns integrantes do próprio STF manifestaram incômodo com a decisão de Moraes e avaliam que a Corte irá manter o que foi aprovado pelo Legislativo. O objetivo é evitar um novo conflito com os parlamentares, que aprovaram a redução das penas por ampla maioria e derrubaram um veto presidencial à medida. (Folha)
*Até ontem, 24 pedidos de aplicação da Lei da Dosimetria para os condenados do 8 de janeiro haviam sido suspensos por Moraes, entre eles o da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom”, condenada a 14 anos de prisão por escrever, com batom, a frase “perdeu, mané” em uma estátua em frente ao STF. Moraes deu cinco dias úteis para o Legislativo apresentar uma resposta sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pela federação PSOL-Rede na última sexta. A federação alega que a derrubada do veto foi feita de maneira irregular, já que houve o fatiamento de um veto integral. O ministro afirma que as respostas do Congresso, da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria Geral da República podem influenciar na execução e até na definição das penas. (CNN Brasil)
*O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou uma cobertura triplex de R$ 22 milhões em um dos prédios mais luxuosos de São Paulo três meses após se tornar sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e 26 dias antes de apresentar a “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal (PF) como um dos elos entre o parlamentar e o banco envolvido na fraude bilionária contra o sistema financeiro. Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de atuar “em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Segundo a PF, ele recebia mesada de R$ 300 mil a R$500 mil do banqueiro. O senador e presidente nacional do PP nega as acusações. (Metrópoles)
*A operação contra Nogueira embaralhou a estratégia eleitoral do entorno do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa deste ano e abriu uma nova frente de tensão na pré-campanha. Com o avanço das apurações, aliados começaram a debater a pertinência da aproximação com o Centrão. O parlamentar, por sua vez, vem buscando associar o escândalo ao PT, numa forma de tentar se afastar do desgaste. Ainda assim, a avaliação predominante é que não há espaço para movimentos bruscos neste momento e que o melhor caminho é “deixar decantar” os desdobramentos da investigação. (Globo)
*Para ler com calma. Delegados da PF e integrantes da PGR vem manifestando uma preocupação constante: evitar que as investigações do caso Master repitam vícios e erros da Lava-Jato. Como conta a coluna de Malu Gaspar, entre eles estão o “tsunami de delações” e a superexposição dos investigadores. (Globo)
*Após a rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF, o senador Rodrigo Pacheco (PSBMG) tem retomado o contato direto com dirigentes e líderes petistas para destravar a candidatura ao governo de Minas Gerais. Só na semana passada, ele se encontrou com ao menos seis integrantes da legenda, segundo a coluna Painel, da Folha. Uma das reuniões foi com o presidente nacional do partido, Edinho Silva (PT-SP), e a presidente do PT em MG, a deputada estadual Leninha. O encontro com Edinho ocorreu após o presidente do partido dizer a aliados que Pacheco não concorreria mais ao governo estadual. Além disso, Pacheco tem marcado encontros individuais com integrantes da bancada na Câmara dos Deputados. Parlamentares que se encontraram com o senador dizem estar mais confiantes na candidatura dele ao governo do estado. (Folha)
INTERNACIONAL:
*O presidente americano Donald Trump classificou a resposta do Irã à mais recente proposta dos EUA para encerrar a guerra como “totalmente inaceitável”. Os comentários foram publicados horas depois de Teerã ter afirmado que enviou uma resposta ao mais recente plano de paz por meio de mediadores paquistaneses, após uma troca de hostilidades em torno do Estreito de Ormuz nos últimos dias ter evidenciado a fragilidade do cessar-fogo estabelecido há um mês. Os detalhes da resposta do Irã não ficaram claros na publicação de Trump na rede Truth Social. Questionado, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse não poder “entrar em mais detalhes”. (The Washington Post) Em meio ao cessar-fogo de três dias anunciado por Trump, Rússia e Ucrânia trocaram acusações de violação do acordo e relataram novos ataques durante o fim de semana. Autoridades ucranianas afirmam que três pessoas morreram em ataques de drones russos nas regiões de Zaporíjia, Dnipropetrovsk e Kherson, além de outros 15 feridos. Já o Ministério da Defesa da Rússia acusa Kiev de desrespeitar a trégua, tendo de derrubar 57 drones ucranianos em 24 horas. A pausa nas hostilidades fazia parte de uma nova tentativa dos Estados Unidos de destravar as negociações de paz entre os países. (Folha)
Enquanto a arrecadação municipal cresce, o abandono do Parque Imperial segue visível nas ruas. Localizado próximo à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Vitória da Conquista, o bairro voltou a ser palco de mais um mutirão organizado pelos próprios moradores para realizar serviços básicos de limpeza, roçagem e manutenção que deveriam ser executados regularmente pelo poder público.
Sem respostas objetivas da Prefeitura e diante da ausência contínua de ações efetivas, a população promoveu o segundo grande mutirão comunitário para tentar recuperar áreas tomadas pelo mato, melhorar acessos e reduzir os transtornos enfrentados diariamente pelos moradores.
A mobilização contou com participação direta da associação de moradores do Parque Imperial, que auxiliou na organização da ação, articulação comunitária e coordenação dos trabalhos realizados durante o mutirão. Máquinas, equipamentos e mão de obra foram reunidos pelos próprios moradores e apoiadores do bairro, numa demonstração clara de mobilização popular diante da inércia administrativa.
A ação expõe uma contradição cada vez mais questionada pela comunidade: apesar da significativa arrecadação proveniente da região, o Parque Imperial continua convivendo com precariedade estrutural, ausência de manutenção regular e sensação permanente de abandono por parte do poder público municipal.
Mais do que um mutirão de limpeza, a iniciativa acabou se transformando em um protesto coletivo contra a falta de políticas públicas concretas e da presença efetiva da Prefeitura em um bairro localizado ao lado de uma das principais universidades públicas da região.
Fonte: Associação de Moradores do Parque Imperial