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O repórter Ricardo Gordo acompanhou de perto os desdobramentos da peleja entre o presidente da Câmara de Vereadores, Luciano Gomes, e os secretários municipais Gilmar Ferraz (Agricultura) e Ramona Cerqueira (Saúde). Em entrevista ao Redação Brasil, Gomes afirmou que conversou pessoalmente com os agentes do governo, que se comprometeram em realizar as melhorias e atender às solicitações que ele fez. Nas duas últimas sessões da Câmara, Luciano Gomes fez pronunciamentos fortes, tecendo críticas contundentes aos secretários. Chegou a afirmar que convocaria ao legislativo a secretária de Saúde para esclarecer sua postura.

Confira a participação de Luciano Gomes no Redação Brasil

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Se comprovadas, as conversas entre o então juiz federal Sérgio Moro e o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol no âmbito da Lava-Jato levantam suspeitas sobre a imparcialidade do atual ministro da Justiça. Segundo o código processual civil, artigo 145, “há suspeição do juiz que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa”. Para especialistas, a troca de mensagens é “antiética” e, se comprovada, vai dificultar a permanência de Moro como ministro. Para Conrado Gontijo, criminalista e doutor em direito penal pela Universidade de São Paulo (USP), se for confirmada a autenticidade das mensagens, será um dos maiores escândalos da história do país. “Se houve este tipo de comunhão entre o Poder Judiciário e o Ministério Público é uma violência ao estado democrático de direito”, afirmou.

Segundo ele, Moro ter coordenado trabalhos investigatórios, articulado estratégias de divulgação para a mídia, sugerido alteração no cronograma das investigações foram ações “distantes das que um juiz deve ter”. O criminalista ressaltou, ainda, que se ficarem comprovadas as denúncias, o ministro da Justiça, Sergio Moro, “não terá condições de permanecer no cargo”. O advogado criminal e ex-advogado de Temer Antônio Cláudio Mariz de Oliveira afirmou que a suspeita de colaboração entre Justiça e MP na Lava-Jato é antiga. Segundo ele, todos os requerimentos do Ministério Público eram deferidos. “Ao contrário da grande maioria dos da defesa, que recebiam indeferimentos”, lembrou Mariz.

Marcelo Nobre, advogado e ex-membro do Conselho Nacional de Justiça, disse que as informações são graves porque indicam imparcialidade na condução do processo judicial. “É preciso que os dois tenham direito a defesa e se expliquem à sociedade brasileira”, afirmou. De acordo com o especialista, a postura de Moro e Dallagnol coloca em xeque o maior processo de corrupção. “É inadmissível que um juiz imparcial tenha combinado com a acusação o que seria feito. Se tivesse vazado informações trocadas entre o juiz e a defesa, qual seria a reação?”, questionou.

Amadorismo

Maristela Basso, professora de direito internacional e da USP, explicou que, caso o trâmite processual seja conduzido de forma imparcial, a Justiça precisa favorecer o réu, o que pode provocar, no caso da Lava-Jato, uma nulidade em cadeia das decisões. “Se confirmada a veracidade, compromete a operação e torna suspeita a conduta do MP e do juiz”, alegou.

Ela explicou que pode ocorrer a liberação de presos e demonstra como o amadorismo pode derrubar um processo judicial da magnitude da Lava-Jato. “Sem falar dos danos morais e patrimoniais de todas as pessoas, que podem até ter responsabilidade, mas se beneficiam da condução irregular do processo”, disse Maristela. “O MP deve apurar a conduta do seu representante, que deverá ser afastado”,disse. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos condenados na Operação Lava-Jato. Após investigações da força-tarefa, foi preso em abril de 2018, o que o impediu de concorrer às eleições presidenciais. A defesa do petista disse, em nota, que é “urgente” a necessidade de soltura de Lula, dada a condução ilegal do processo penal.

“Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade de Lula é urgente, assim como o reconhecimento de que ele não praticou crime e que é vítima da manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.”

Fonte: Correio Braziliense

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Promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, os decretos do governo que flexibilizaram o porte de armas voltam ao debate na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na quarta-feira (12) quando serão lidos os votos em separado (relatórios contrários ao que apresentou o relator) dos senadores Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Fabiano Contarato (Rede-ES). Eles defendem a aprovação dos projetos de decreto legislativo que suspendem os efeitos dos decretos sobre armas. Em seguida, os PDLs 233, 235, 238, 286, 287 e 322 de 2019 deverão ser colocados em votação. Os votos em separado serão transformados em parecer da CCJ caso o relatório do senador Marcos do Val (Cidadania-ES) seja rejeitado. O senador é contrário aos PDLs por achar que o decreto do governo é legal. Na quinta-feira (5), a votação do relatório de Marcos do Val foi adiado por um pedido de vista coletiva. Durante a reunião, senadores favoráveis ao decreto de Bolsonaro tentaram aprovar requerimentos para a realização de audiências públicas sobre o tema, o que adiaria a votação por mais tempo, mas os pedidos foram rejeitados por 16 votos a 4.

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Em nota publicada no site do Partido dos Trabalhadores e do Instituto Lula, o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, afirmou que a atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades. Segundo ele, não foram poucos os recursos nos quais denunciaram ao Comitê de Direitos Humanos da ONU que na Operação Lava Jato havia uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia a nota:
Em diversos recursos e em comunicado formalizado perante o Comitê de Direitos Humanosda ONU em julho de 2016 demonstramos, com inúmeras provas, que na Operação Lava Jato houve uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem publicada hoje (09/06/2019) pelo portal “The Intercept” revela detalhes dessa trama que foi afirmada em todas as peças que subscrevemos na condição de advogados de Lula a partir dos elementos que coletamos nos inquéritos, nos processos e na conduta extraprocessual dos procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro.

A atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades. A esse cenário devem ser somadas diversas outras grosseiras ilegalidades, como a interceptação do principal ramal do nosso escritório de advocacia para que fosse acompanhada em tempo real a estratégia da defesa de Lula, além da prática de outros atos de intimidação e com o claro objetivo de inviabilizar a defesa do ex-Presidente.

Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-Presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade plena de Lula é urgente, assim como o reconhecimento mais pleno e cabal de que ele não praticou qualquer crime e que é vítima de “ lawfare”, que é a manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.

Cristiano Zanin

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A força-tarefa da Lava Jato divulgou uma nota onde confirma ter sido hackeada. O comunicado, publicado na noite deste domingo (9), explica que as mensagens trocadas por Sergio Moro e Deltan Dallagnol, atual coordenador da força-tarefa, publicadas pelo site Intercept, são frutos de uma atividade criminosa. Segundo o Ministério Público Federal, não se sabe o tamanho do vazamento por meio dos hackers, mas os procuradores confirmaram que as conversas publicas são autênticos.
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A comissão especial da Reforma da Previdência PEC 06/19, da Câmara de Deputados, realizou dois Seminários Regionais para debater a proposta na Bahia, nestas sexta-feira (7) e sábado (8), em Guanambi e Vitória da Conquista, respectivamente. Os debates são parte do calendário da comissão, que prevê a realização de eventos regionalizados.

“A forte adesão da população, mais de 600 pessoas em Guanambi e mais de 300 em Conquista, demonstra o apelo popular desse debate, porque é uma reforma que prejudica a todos. Desde o trabalhador, que não vai conseguir se aposentar, ao empresário do comércio e dos serviços, que vão perder faturamento com o empobrecimento médio da população. Só quem ganha são os bancos e o setor financeiro”, disse o deputado Jorge Solla (PT-BA), autor dos requerimentos aprovados na comissão para a realização das duas audiências.

Em Guanambi, também participou do seminário o deputado federal Charles Fernandes (PSD-BA), que revelou seu voto contrário à proposta. “Tenho conversado com os colegas de bancada, tentando mudar votos, mostrar que o Brasil do sul tem muito pouco a ver com a vida da população rural do nordeste”, disse.

Em Conquista, o ex-deputado federal e ex-prefeito Guilherme Menezes também criticou a proposta. “É uma reforma feita por pessoas que não tem a mínima compreensão do que é o Brasil, dos principais problemas do país. Essa reforma segue a linha das políticas desse governo, que é de promover a morte. Da liberação de armas até ao fim da multa das cadeirinhas de crianças, eles só pensam em promover a morte”, afirmou.

Com informações Blog do Rodrigo Ferraz

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A Justiça juíza Renata Almeida, da 7ª Vara Federal, em Salvador, e acolheu o pedido do deputado Jorge Solla (PT-BA) e ordenou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a suspender os cortes em universidades federais em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A decisão foi publicada no fim do expediente desta sexta-feira (8). A ação de Solla foi a primeira de dezenas no país que questionaram a legitimidade dos cortes. Devido à primazia, todas as demais migraram para a Justiça Federal na Bahia.

“Não se está aqui a defender a irresponsabilidade da gestão orçamentária, uma vez que é dever do administrador público dar cumprimento às metas fiscais estabelecidas em lei, mas apenas assegurando que os limites de empenho, especialmente em áreas sensíveis e fundamentais segundo a própria Constituição Federal, tenham por base critérios amparados em estudos que garantam a efetividade das normas constitucionais”, destacou a juíza, na decisão.

Em comemoração à decisão, o deputado Solla destacou a importância do simbolismo da decisão, além de seus efeitos práticos na rotina das universidades. “Este governo que aí está acha que pode governar por decreto, passando por cima da constituição, das leis. Não pode. Cada besteira que fizerem que contrariem o interesse popular e seja ilegal, nós vamos cobrar que o Judiciário se pronuncie e anule”, disse o petista.

A magistrada também criticou os ataques do ministro Weintraub, às universidades federais, acusando-as de promover balbúrdia.

“Não há necessidade de maiores digressões para concluir que as justificativas apresentadas não se afiguram legítimas para fins de bloqueio das verbas originariamente destinadas à UNB, UFF e UFBA, três das maiores e melhores Universidades do país, notoriamente bem conceituadas, não apenas no ensino de graduação, mas também na extensão e na produção de pesquisas científicas. As instituições de ensino em questão sempre foram reconhecidas pelo trabalho de excelência acadêmico e científico ali produzido, jamais pela promoção de “bagunça” em suas dependências”, disse a magistrada, na decisão.

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O projeto de gás natural para Vitória da Conquista deu mais um passo. Nesta sexta-feira, 07, a Bahiagás e a Prefeitura Municipal assinaram um protocolo para o início do estudo de viabilidade técnica do projeto. O deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB) participou do evento e comemorou a notícia. “É um passo importante, fruto também da articulação que fizemos e que resultou no evento da Bahiagás aqui em Conquista, no final de janeiro”, afirmou Fabrício. Ele ainda lembrou de outros projetos importantes para a economia local e regional como o Aeroporto Glauber Rocha, prestes a ser inaugurado, e a barragem do Rio Catolé, cujo início da obra já foi autorizado.

O último evento sobre o gás natural aconteceu em 31 de janeiro deste ano. Na época, o diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, ressaltou a necessidade desse estudo para analisar o mercado local, as formas de aproveitamento do gás em empreendimentos e os riscos do negócio. Nesta sexta, Gavazza explicou que o gás representa uma matriz energética mais limpa e poderá ser uma alavanca para o desenvolvimento do município. O presidente agradeceu a parceria com a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores.

Fonte: Assessoria Dep. Fabrício Falcão

 

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Os nove governadores do Nordeste divulgaram, na noite desta quinta-feira (6), uma carta conjunta direcionada à Presidência da República a respeito do projeto de Reforma da Previdência, do governo federal.

No documento, intitulado ‘Há um só Brasil que é de todos os brasileiros’, os governadores reconhecem a necessidade de reformas da previdência, tributária e política, mas destacam que “há divergências em pontos específicos a serem revistos, como nos casos do Benefício de Prestação Continuada e da aposentadoria dos trabalhadores rurais que, especialmente no Nordeste, precisam de maior atenção e proteção do setor público”.

Para os governadores, “também são pontos controversos na reforma ora em pauta a desconstitucionalização da previdência, que acarretará em muitas incertezas para o trabalhador, e o sistema de capitalização, cuja experiência em outros países não é exitosa. Além de outras alterações que, ao contrário de sanear o déficit previdenciário, aumentam as despesas futuras não previstas atuarialmente”.

 

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O presidente da Câmara de Vereadores, Luciano Gomes (PL), não explicitou os motivos da zanga, mas usou sua fala na tribuna durante a sessão itinerante do distrito de São Sebastião para alfinetar o secretária municipal de Agricultura, Gilmar Ferraz, e a secretária de Saúde, Ramona Cerqueira. O parlamentar afirmou que os vereadores devem ser tratados com respeito pelos membros do executivo municipal.

Luciano Gomes afirmou que o prefeito Herzem Gusmão tem acertado em muitas coisas, mas que não tem dado sorte na escolha do titular da pasta da Agricultura. “O prefeito tirou um secretário que estava inerte, paralisado e colocou um que quer dar de esperto”, sem mencionar a natureza do problema. Luciano também afirmou que a secretária de saúde falta com respeito ao legislativo e que a mesma será convidada a prestar esclarecimentos.

Confira o pronunciamento na Sessão Itinerante em São Sebastião

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